domingo, 4 de junho de 2017

QUERENDO SER O QUE SEMPRE FOI.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Didi Quer Ser Criança.
Produção brasileira de 2004.

Direção: Alexandre e Reynaldo Boury.

Elenco: Renato Aragão, Werner Schünemann, Elias Gleizer, Pedro Malta, Claudio Heirinch, Didi Wagner, Rafael de Castro, Daniel de Castro, Charles Paraventi, Bruno Cariati, Maria Luisa Rodrigues, Daniella Cicarelli, Bianca Rinaldi, Raphael Molina, Fabio Villa Verde, Jacaré, Marcelo Augusto, Lívian Aragão, Luka, Fernanda Lima, entre outros.

Blogueiro assistiu no notebook em 17 de abril de 2017.

Cotação

Nota: 0,5.

Sinopse: Didi (Aragão) é um senhor abestalhado que se comporta como uma crianção, que sempre está se metendo em confusões. Humilde, com um bom coração e devoto de Cosme e Damião (os irmãos Rafael e Daniel de Castro), o cara trabalha na pequena fábrica de doce artesanais que leva o nome dos santos de propriedade de Seu Tião (Gleizer), que está à beira da falência, já que a pirralhada prefere os nocivos doces industrializado da fábrica do malvadão inconsequente Armando (Schünemann). Querendo voltar ser criança, o melhor amigo de Didi é o pirralho Felipinho (Malta), que sonha em ser logo adulto para sair pegando geral a mulherada. Quando os santos irmãos presenteiam Didi com doces especiais e ele os divide com seu amiguinho, os sonhos deles acabam se realizando, com Didi se tornando um pirralho (Cariati) e Felipinho se tornando um jovem (Heirinch).

Comentários: Realmente nunca me interessei em assistir esse filme, tanto pela redundância do título (afinal, o personagem Didi sempre foi um crianção, principalmente, nos filmes solos da fase pós-Trapalhões) e por ser uma produção da fase desinteressante da carreira de Renato Aragão. Mesmo assim, resolvi baixar e assisti-lo e acabei tendo uma desagradável surpresa. Apesar de partir da redundância do mítico personagem querer ser o que sempre foi, a premissa até que é interessante. Mas, é estragada por um péssimo roteiro com os costumeiros furos e incoerências elevados a enésima potência, trazendo uma história muito mal elaborada e piadas totalmente sem graça, que é piorada pelas péssimas atuações de alguns atores do elenco (leia-se Claudio Heirinch, Didi Wagner e os gêmeos Rafael e Daniel de Castro. Felizmente, somos poupados das canastrices dos projetos mal sucedidos de atores Marcelo Augusto e Jacaré, que aparecem rapidamente, praticamente numa ponta), grandes atores tirando leite de pedra do roteiro ruim (Werner Schüneman e o saudoso Elias Gleizer) e, principalmente, pela ideia tosca e mal executada de Renato fazer a voz do ator mirim que o faz pirralho (vai ver se o talentoso Pedro Malta dublasse Heirinch saísse até melhor).

Tudo bem que o filme seja feito para o público infantil, mas, as incoerências chegam a ser ofensivas a inteligência até mesmo dos pirralhos menores. Praticamente um episódio esticado do sofrível A Turma do Didi (com direito a erros de gravação nos créditos finais, incluindo, alguns com o diretor supostamente puto com as brincadeiras do velho trapalhão, tratando-o mal, desrespeito que sempre odiei no extinto programa), por mais que tenhamos boa vontade de assistir até para prestigiar o eterno trapalhão, fica impossível relaxar e se divertir. Um filminho totalmente descartável e desnecessário que não faz jus ao talento e a respeitável carreira do humorista.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


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