terça-feira, 30 de outubro de 2012

007 - 50 ANOS É SÓ O COMEÇO.

Com elementos dos clássicos, vigéssimo terceiro filme da série é o melhor filme do espião estrelado Craig.
 
Cinquenta anos depois de sua estreia nas telonas em 007 Contra o Satânico Dr. No, Bond, James Bond, continua firme e forte, mesmo tendo que se renovar e adaptar aos novos tempos pós-guerra fria. 007 - Operação Skyfall, novíssimo filme da franquia, o vigéssimo terceiro, sendo o terceiro estrelado pelo saradão Daniel Craig, que eu conferi na tarde de ontem na sala 3 do Complexo Kinoplex Maceió, é uma prova disso. Todos os elementos da atual fase do personagem, principalmente, o ritmo frenético da ação, estão presentes na nova aventura do espião, assim como consideráveis dosagens de nostalgia, lembrando rapidamente os bons tempos que Bond era vivido e imortalizado por Sean Connery. Um filme feito cuidadosamente para agradar todos os fãs, os saudosistas e os da nova geração, acostumados com um Bond a la Bourne.
 
Em sua nova missão nas telonas, logo de cara Bond encara uma perseguição alucinante e surreal pelas ruas da a fim de recuperar um HD contendo informações dos espiões da OTAN que estão infiltrados em grupos criminosos mundo a fora. A perseguição acaba desastrosa, com Bond sendo atingido pela agente Eve (Naomi Harris), por ordem de M (Judi Dench). Dado como morto, Bond aproveita para curtir sua aposentadoria, enchendo a cara e fazendo o que sabe fazer de melhor além de detornar a bandidagem, que é dar uns pegas numas gostosas. Mas, quando a sede do M16 sofre um ataque terrorista, Bond volta a Londres e se reapresenta para servir o seu país. Mesmo não estando apto a voltar a campo, já que levou tromba em todos os testes, M dar a missão para ele, que acaba descobrindo que o responsável pelos ataques é o psicótico Silva (Javier Bardem), um ex-agente puto da vida com M, louquinho de pedra para acertar as contas com ela.
 
Com um roteiro muito bem escrito, um dos melhores dos últimos anos do personagem, dosando perfeitamente ação frenética, humor  e  pitadas na medida certa do bom e velho Bond, 007 - Operação Skyfall é um filmaço de primeira que, se não é o melhor da franquia, é disparado o melhor estrelado por Craig que, finalmente, conseguiu convencer como o agente secreto mais famoso do mundo. Destaque também para excelente Dench, que está bem mais à vontade na personagem e desta vez mais envolvida na trama. Ralph Fiennes também está ótimo, estreando com o pé direito na franquia. Mas, sem sombra de dúvida quem rouba a cena, dando um espertáculo de atuação, é Javier Bardem como o psicótico vilão, a la Coringa do saudoso Heath Ledger. O cara demora cerca de uma hora para aparecer em cena, mas, compensa com uma atuação explêndida, entrando de cara na seleta galeria dos vilões mais memoráveis da franquia 007. Não será surpresa nenhuma, e até merecidamente, uma indicação ao Oscar e outros prêmios.
 
Dirigido por Sam Mendes, vencedor do Oscar pelo chatinho Beleza Americana, 007 - Operação Skyfall é um filme perfeito para comemorar os cinquenta anos do personagem nas telonas, ao mesmo tempo para consolidá-lo ainda mais nas telonas. Feito para agradar os fãs da nova geração, assim como os mais saudosistas, um filmaço a la Bond, que só comprova que o personagem cinquentão está cada vez mais vivo e atual, e que nem tão cedo irá se aposentar. Filmaço imperdível! Nota 10,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
Craig como Bond.
Finalmente convencendo no personagem.
 
 
Javier Bardem rouba a cena com um vilão psicótico.
 
 
Judi Dench ainda mais a vontade como M.
 
 
Cartaz original do filme.
 
 
 
 


sábado, 27 de outubro de 2012

UM FILME DANADO DE BÃO.

Mantendo a mesma fórmula dos seus filmes anteriores, Breno Silveira faz da história do Rei do Baião e seu filho um filme envolvente e emocionante.
 
Como é bom ver o nosso cinema ganhando mais espaço. No mesmo fim de semana que a novíssima e badalada aventura do agente 007, Gonzaga - De Pai pra Filho entra em cartaz aqui em Maceió nas três grandes redes e no Cine SESI. Uma confirmação dos comentários que o cinema brasileiro, que não vive uma fase tão boa, está apostando alto na história do saudoso Rei do Baião e do seu filho, também saudoso, Gonzaguinha. Particularmente, por ser muito fã de Luiz Gonzaga, não esperei chegar a segunda-feira, dia que costumeiramente eu vou ao cinema, e fui hoje mesmo conferi na tela do Cine SESI Pajuçara. Assim como aconteceu com Os Mercenários 2, sair do cinema com uma leve e pequenina frustração, com certeza, por mais uma vez ter criado um enorme expectativa, principalmente, após os dois trabalhos anteriores do diretor, 2 Filhos de Francisco e À Beira do Caminho, serem filmaços envolventes e emocionantes.
 
Mantendo a mesma fórmula dos seus filmes anteriores, principalmente o primeiro, Breno Silveira nos apresenta a história da relação conflituosa entre o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e seu filho Gonzaguinha, aproveitando para mostrar a trajetória dos dois saudosos artistas, principalmente do primeiro. Com um roteiro muito bem escrito, baseado em várias fitas cassetes, de diálogos reais entre os dois artista. O grande mérito do filme, sem nenhuma sombra de dúvida, é o seu elenco afiadíssimo, que consegue a proeza e missão quase impossíve de superar as atuações do elenco excepcional dos dois filmes anteriores de Silveira, impressionantemente basicamente formado por estreantes. Julio Andrade, em comparação aos seus colegas de elenco o mais experiente, impressiona com uma atuação impecável de Gonzaguinha, incorporando perfeitamente o cantor. Destaque também para os três interpretes do Rei do Baião e para a rápida e engraçadíssima participação de João Miguel, protagonista de À Beira do Caminho.
 
Dosando perfeitamente drama e humor, somado com cenas e fotos reais dos artistas, Gonzaga - De Pai pra Filho é um filmaço emocionante e cativante, com um elenco inspiradíssimo bem conduzido por Silveira e uma trilha contagiante. Mais uma vez, a mistura perfeita entre cinema e música promovida por  Silveira deu certo e ele nos presenteia com mais um obra-prima. E olhe que o cara está apenas no seu terceiro filme. Imperdível. Nota 10,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 


SURPREENDENTEMENTE EMOCIONANTE.

Grande sucesso do nosso cinema, 2 Filhos de Franciso, é uma drama sensível e emocionante.
 
Breno Silveira é o cara. Com uma curtíssima carreira, o diretor já mostrou todo talento e desenvoltura para criar dramas emocionantes e cativantes, e transformar em grandes filmes, produções que tinha tudo para cair na mesmice e serem piegas. Atualmente, em cartaz com dois filmes, À Beira do Caminho e estreando nesse fim de semana com o aguardado Gonzaga - De Pai para Filho, sua estreia na direção foi com tudo, num filmaço que, merecidamente, fez um enorme sucesso de bilheterias. Lembro que quando ouvir falar que iriam lançar 2 Filhos de Francisco - A História de Zezé Di Camargo & Luciano, fui um daqueles que torceram o nariz para a ideia, mas, que ao assistir o filme por curiosidade, de tanto que se comentava, foi surpreendido por um filme realmente muito emocionante e cativante, uma verdadeira obra-prima.
 
Silveira acertou em cheio em centra a história não nos populares cantores sertanejos, mas de seu pai, Francisco Camargo (Ângelo Antônio, simplesmente dando um show com uma atuação excepcional), um lavrador humilde do interior de Goiás, que percebe o talento de dois dos seus filhos, Mirosmar (Dablio Moreira, explêndido) e Emival (Marco Henrique, ótimo), e com muito esforço comprar um acordeão e um violão, e os coloca para tocar pela cidade. Numa dessas apresentações, conhece o empresário Miranda (José Dumont, outro que dar um show de atuação, roubando a cena, com um personagem hilário e caricato), que sai com os meninos mundo a fora, a contragosto da mãe Helena (Dira Paes, ótima, num personagem e atuação bem diferentes que estamos acostumados a ver), fazendo inúmeras apresentações, até que um tragédia interrompe a turnê dos meninos. Abalado, o menino desiste da carreira artística. Mas, anos depois, Mirosmar (na fase jovem, interpretado de forma competente por Márcio Kieling, que surpreende pela semelhança com Zezé), encontra em seu irmão Welson (Thiago Mendonça), o parceiro ideal para retomar a carreira e realizar seus sonhos.
 
Sem sombra de dúvida, o diretor e o elenco são o grande destaque do filme, que tem um roteiro muito bem escrito, mas, que nas mãos de outro diretor, poderia gerar um dramalhão ridículo e patético. Dosando perfeitamente emoção com pitadas leve de humor, embalado por uma ótima trilha musical, Silveira arranca de seu elenco atuações excepcionais e consegue a proeza de tornar um filme cativante e envolvente, tocando e emocionando até mesmo àqueles que detestam a dupla. A única falha é justamente o final tosco e patético, onde o filme torna-se um micro-documentário, com a desnecessária participação da dupla sertaneja. Mas, nem mesmo essa gravíssima falha tira o brilho de um filme tão surpreendentemente emocionante e muito bem realizado. Se Silveira, em seu filme de estreia conseguiu nos emocionar, imagina com a história do relacionamento conturbado entre o saudoso Rei do Baião Gonzagão e seu filho Gonzaguinha. Nota 10,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 

RECORDAR É REVER: 007 - PERMISSÃO PARA MATAR.

No segundo e último filme estrelado por Timothy Dalton, James Bond chuta o pau da barraca e parte para a vingança pessoal.
 
Nesta última sexta-feira chegou aos cinemas brasileiros 007 - Operação Skyfall, vigéssima terceira aventura do espião mais conhecido da face da terra. Um feito e tanto a logenvidade do personagem, já que como o fim da guerra fria muitos anunciavam o fim da saga. De fato, após o fato histórico, a cada filme, Bond vem se reinventando, adaptando-se aos novos tempos, muitas vezes até perdendo as características originais. Em 1989, auge do cinemão de ação testosterona encabeçado na época por Sylvester Stallone e companhia, Bond simplesmente deixa de lado todo charme e carisma que o diferenciava dos brucutus, chutou o pau da barraca e partiu para uma vingança pessoal contra um mega-traficante de drogas, provavelmente que eu me lembre, um vilão bem mais próximo do mundo real do que os megalomaníacos tradicionais da série. 007 - Permissão Para Matar, segundo e último filme estrelado pelo ator galês Timothy Dalton, poderia tranquilamente se chamar 007 - Agora a Porra Ficou Séria, só pela motivação do personagem que inclusive pede demissão do serviço que presta à Sua Majestade, e parte para detornar o vilão.
 
Em menos de um dia, Bond ajuda o seu velho amigo Félix (David Hedison, que já havia feito o personagem em outras cinco produções da franquia desde de Com 007 Viva e Deixe Morrer) a capturar o mega-traficante Franz Sanchez (Robert Davi, um coadjuvante frequente nos filmes da época, entre eles o primeiro Duro de Matar, num papel de destaque), é seu padrinho de casamento, o bandidão escapa e ferra com os pombinhos recém-casados, e Bond, ao descobrir que um mega-traficante escapou, vai a casa do casal, encontrando a moça morta e o amigo agonizando. Puto da vida, Bond parte para a vingança pessoal obessiva contra o bandidão, a ponto de pedir demissão do serviço secreto. Na sua jornada vingativa, Bond contará com a ajuda da misteriosa e bela  amiga de Félix, Pam Bouvier (Carey Lowell), da belíssima e sofredora namorada do vilão, Lupe Lamora (a estupidamente linda Talisa Soto, a Kitana dos Mortal Kombat)  e do sempre amigo e inventor de bugiganga Q (o saudoso Desmond Llewelyn (1914-1999), que atuou brilhantemente como personagem desde Moscou Contra 007 até 007 - O Mundo Não é o Bastante, vindo a falecer num acidente de carro, após este último.).
 
Bastante malhado na época a ponto de muitos decretarem o encerramento da série (o personagem só voltaria às telonas em 1995) e até hoje a menor bilheteria de toda franquia, particularmente, gostei bastante desta que é a décima sexta aventura do espião nas telonas, mesmo com o personagem se afastando totalmente das características originais, algo, que viria frequente posteriormente. Com um roteiro razoável, 007 - Permissão Para Matar é um ótimo filme de ação, com Dalton ainda mais a vontade no personagem, mas, se despedindo precocemente do personagem, dando lugar a Pierce Brosnan, que acabou ofuscando sua curta passagem com o personagem (curiosamente, Brosnan era a escolha original para substituir Roger Moore, mas, devido a uma série televisiva que atuava, acabou abrindo espaço a Dalton, algo parecido com que aconteceu com Moore, que era a primeira escolha para viver o personagem, mas, acabou cedendo para Sean Connery). Uma pena já que Dalton é um excelente ator shakespeariano, que deu mais profundidade dramática ao personagem, algo que nem os melhores Bond, Moore e Connery, conseguiram.
 
Além de Dalton, todo elenco está bem afiado, com destaque curioso para um jovem e irreconhecível Benício Del Toro, apenas no segundo filme, roubando a cena como o cruel Dario, capanga do vilão. Já aqui, o ator já mostrava todo seu talento, dando um show de atuação, ofuscando o vilão central, e por pouco, não ofuscava Dalton e de quebra, responsável pelas melhores cenas do filme. Por ser um filme ser tão malhado, sua participação no filme não é muito comentada, mas, com certeza, ao meu ver, o seu Dario figura na lista dos maiores e melhores vilões da franquia.
 
Em relação as características originais do personagem e do seu universo, obviamente, 007 - Permissão Para Matar, é um dos filmes mais fracos. Mas, é compesado pelo excelente nível de ação e as atuações de um elenco afiado, uma ótima música-tema e ainda com uma das Bond Girls mais lindas da franquia (Talisa Soto). Um filme antigo da franquia que merece ser descoberto, visto e revisto, e que tem todos os ingredientes para agradar principalmente os fãs da nova geração, acostumados ao ritmo frenético das novas aventuras do espião. Nota 9,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
 
 
Benício Del Toro rouba a cena como o sádico Dario.
 
 
Colírio para os olhos:
Talisa Soto uma das mais lindas Bond girls de todos os tempos.
 
 
Bond em ação.
Fracasso nas bilheterias, provavelmente,
fez Dalton se despedir precocemente da franquia.
 
Bond Nostalgia:
Capa do VHS do filme.
 
 
Como todos da franquia, o filme está disponível em DVD.
 


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ESTREANDO COM TUDO.

Apesar de não me convencer com Bond, Daniel Craig estreou em grande estilo na franquia.
 
Os fãs de Bond e de Daniel Craig me desculpem. Mas, o cara ainda nos dois filmes que deu vida ao agente secreto mais famoso do mundo, 007, ainda não me convenceu no personagem, mesmo sendo o ator mais em forma e com pique para as cenas de ação, a viver o personagem. É bem verdade que o cara é um bom ator, e não é o pior Bond da franquia (título ainda absoluto do sumidísismo George Lazenby). Mas, ainda está longe dos seus antecessores, incomparável com os lendários Sean Connery e Roger Moore (ambos os melhores, até agora, a viver o espião), e não conseguindo, ainda se opor no personagem como Timothy Dalton e Pierce Brosnan, ambos, se despediram precocemente da franquia. Mas, Craig tem um grande trunfo ao seu favor, estreando com tudo, em 007 - Cassino Royale, simplesmente um dos melhores filmes da franquia.
 
Em Cassino Royale, Bond vai a Madagascar capturar um terrorista, mas, o plano não dar certo, obrigando a detornar o cara e explodir sem cerimônia um embaixada de um país africano. Bond continua a investigação para descobrir e detornar com os terroristas, descobrindo que o milionário Alex Dimitrios (Simon Abkarian), está envolvido com Le Chiffre (Mads Mikkelsen), o banqueiro de organizações terroristas espalhadas pelo planeta, que pretende conseguir dinheiro em um jogo de pôquer milionário no tal Cassino Royale.. Bond, "para variar", não está sozinho na missão, contando com a companhia da  estupidamente linda Vesper Lynd (Eva Green), enviada por M (Judi Dench) para acompanhá-lo na missão, e que Bond acabará, também para variar, se envolvendo.
 
Baseado no livro de estreia do personagem, que inclusive já tinha ganho uma tosca versão para as telonas em 1967, fora da franquia original, 007 - Cassino Royale tem um roteiro muito bem escrito, que além de manter a ação frenético do Bond do Século XXI, ainda consegue resgatar todo charme e carisma do personagem, um pouco deixado de lado na fase Brosnan. O elenco está afiadísimo, com Craig ter uma boa atuação, mas, particularmente não me convencendo com Bond. Em síntese, uma estreia e tanto de um novo Bond, que só não bombou mais, pelo desempenho de Craig deixa muito a desejar. Fora isso, um filmaço, disparado, um dos melhores da franquia. Nota 9,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Apesar de estrear com chave de ouro,
Craig não me convenceu como Bond...
 
 
... apesar de ser o ator mais em forma e com pique para as sequências
a viver o personagem.
 
 
 

RECORDAR É REVER: 007 NA MIRA DOS ASSASSINOS.

De forma um pouco melancólica, mas com um bom enredo, Roger Moore despede-se de James Bond.
 
"Um James Bond envelhecido, cansado demais para as sequências de ação...". Assim iniciava a resenha do filme 007 na Mira dos Assassinos, feita pelo crítico Rubens Edwald Filho na extinta revista Vídeo News. Tudo bem que de fato no último filme do grande Roger Moore como o agente 007, tudo isso é visível, mas, ao meu ver, houve um certo exagero do renomado crítico. Afinal, trata-se de um filmaço muito divertido, que mantém o alto nível da série. Sem falar que, até onde esteja sabendo, nenhum dos atores que interpretaram e interpreta Bond, de Sean Connery à Daniel Craig, dispensaram dublês. Faltou apenas um pouco mais de cuidado do diretor John Glen (na batuta da franquia desde 007 Somente para os Seus Olhos, permanecendo até 007 - Permissão Para Matar, mas, que antes havia sido montador de 007 - O Espião Que Me Amava e 007 Contra o Foguete da Morte) em disfarçar um pouco a idade avançada de Moore para viver o personagem, que defendeu brilhantemente, em sete filmes.
 

Na trama, o magnata e vilão megalomaníaco Max Zorin (Christopher Walker, ótimo como sempre) pretende dominar o mundo, controlando os computadores, sem antes detonar a vida de milhões de pessoas que residem no Vale do Silício nos Estados Unidos. Só que, como todos os vilões da franquia, ele não contava com o agente secreto mais fodástico da Inglaterra, para atrapalhar e acabar com seu plano, contando com a ajuda da belíssima pantera Tanya Roberts.
 
007 Na Mira dos Assassinos tem um ótimo roteiro, apesar de não ser o melhor da franquia, muito menos o de . Em compensação, tem um elenco afiado, com destaque para Walker e a exótica e atualmente sumidíssima cantora Grace Jones, ambos roubando cena como os vilões do filme, ótimas sequências de ação, como a perseguição na Torre Eifel e o clímax, em São Francisco. Sem falar que, ao meu ver, tem a melhor música-tema da franquia até hoje, cantada pelo também sumidíssimo grupo pop oitentista Duran Duran.
 
Além de ser o último filme de Moore como Bond, merece ser visto pela minúscula participação de Dolph Lundgren, estreiando nas telonas, como um agente da KGB. Na época, o grandalhão sueco namorava a cantora Jones que, acredito, deve ter dado um empurrãozinho para o brucutu ter tido essa pequena participação.
 
É inegável que 007 Na Mira dos Assassinos é uma despedida um pouco melancólica de Moore como Bond, mas, nada comparado ao triste despedida do seu antecessor, Sean Connery, no ridículo Nunca Mais Outra Vez, filme fora da franquia original. Mas, tem seus méritos, já que trata-se de um filmaço muito bom, com sequências de ação eletrizantes, mantendo o alto nível da franquia. Nota 10,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Moore, em cena com a belíssimas, mas canastrona Tanya Roberts.
Despedida um pouco melancólica do melhor 007.
 
Grace Jones em ação.
Até agora, a bond girl mais exótica da franquia.
 
 
Dolph Lundgren estreando nas telonas.
Antes de Ivan Drago, 15 segundos de fama num filme de James Bond.
 
 
 Capa do DVD disponível no mercado.
 
 
Trailer de 007 Na Mira dos Assassinos. 
 
Clipe da música-tema do filme.
Para mim, a melhor da franquia.
 


MISSÃO CUMPRIDA!

Há dez anos, Pierce Brosnan se despedia em grande estilo de James Bond, no filme que marcou também os quarenta anos do personagem nas telonas.
 
Amanhã, estreia a vigéssima terceira missão nas telonas do agente secreto de Sua Majestade mais famoso do mundo, num clima de festa, não apenas pelo filme em si, mas, por ser aquele lançado no ano que James Bond completa cinquenta anos nas telonas. Há dez anos atrás, com mesmo clima de festa, Bond chegava às telonas para mais uma missão em 007 - Um Novo Dia Para Morrer, filme que marcou também como a despedida do ator Pierce Brosnan ao personagem que lhe consagrou. Assim como Sean Connery e Roger Moore, Brosnan deixou sua marca como o personagem e os quatro filmes da franquia que protagonizou são marcados por imprimir um ritmo mais frenético, com um Bond muito mais testosterona e menos cerebral. Mudanças que fizeram o personagem perder um pouco do seu charme e carisma originais, porém, necessárias para que se tornasse atualizado, já que com o fim da Guerra Fria no mundo real, a série teve que se reinventar e encontrou em Brosnan o representante perfeito para tornar atrativo Bond a nova geração.

A trama começa com Bond indo a Coréia do Norte para detornar o filho de um general, chegado numa falcatrua. Mas, o plano não dar certo e o agente acaba sendo capturado. Torturado por 14 meses, fato resumido na interessantíssima sequência dos créditos iniciais, Bond é libertado em troca do capanga do filho do general Zao (Rick Yune). Puto da vida, disposto a descobrir quem ferrou com ele, Bond  cola no encalço do vilão e descobre que ele trabalha para o milionário excêntrico Gustav Graves (Toby Stephens), que está construindo uma nova máquina, para ferrar com o mundo. Bond não somente vai em busca do acerto de contas, como também de mais uma vez salvar o mundo de um vilão megalomaníaco, contando desta vez com a ajuda da agente norte-americana Jinx (Halle Berry),

Vigéssimo filme da série, 007 - Um Novo Dia Para Morrer, além de ter um ritmo frenético, com muita ação explosiva e pouquíssima conversa, algo comum nos filmes da franquia estrelado por Brosnan, mantido pelo atual Daniel Craig, o filme homenageia os quarenta anos do agente nas telonas, com várias mênçãos aos filmes anteriores, como na primeira cena da personagem Jinx, a la Ursula Andrews em 007 Contra o Satânico Dr. No, estreia de Bond nas telonas, e na sequência onde Q (agora interpretado pelo impagável John Cleese, substituindo pela primeira vez o saudoso e carismático Desmond Llewelyn (1914-1999)), ao fornecer os novos armamentos que Bond irá utilizar na missão, encontra-se num local onde os brinquedinhos mais memoráveis usados pelo agente em outra missão dão as caras. Apesar disso, o roteiro não é dos melhores, mas, consegue cumprir a missão direitinho de divertir e empolgar, sem muito esforço.

Ao contrário dos seus antecessores marcantes, Connery e Moore, que se despediram do persoangem de forma constrangedora, em 7 - Um Novo Dia Para Morrer  Brosnan se despede do personagem no auge e em grande estilo, num filmaço muito divertido, que agrada aos fãs do gênero de ação. Missão encerrada e muito bem cumprida. Nota 9,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

 
Pierce Brosnan pela última vez como 007.
Missão dada, missão muito bem cumprida.
 
 
A Pop Star Madonna além de cantar a música-tema
faz uma curta e desnecessária participação no filme.
 
 
 
 



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RECORDAR É REVER: 007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA.

Em sua quarta aventura como o agente secreto mais famoso do mundo, Sean Connery esbanja carisma e prova que não é a toa que é considerado o melhor 007.
 
Ainda no clima dos cinquenta anos de James Bond nas telonas e na expectativa do novo filme do agente que estreia na próxima sexta, mais um comentário de uma clássica missão do agente secreto mais famoso do mundo. 007 Contra a Chantagem Atômica, de 1965, é a quarta aventura do agente nas telonas, ainda interpretado por Sean Connery, esbanjando charme e carisma, bem à vontade no personagem, após a estreia em 007 Contra o Satânico Dr. No e os fodásticos Moscou contra 007 e 007 Contra Goldfinger, provando que não é a toa que é considerado como o melhor interprete do agente inglês (como já disse e volto a dizer, particularmente, meu Bond favorito é Roger Moore). Desta vez, Bond tem que lutar contra o tempo para encarar o vilão Emílio Largo (o saudoso Adolfo Celi (1922-1986)), número dois da terrível organização SPECTRE, que roubou duas bombas atômicas e pretende detoná-las nos Estados Unidos.
 
A garotada da nova geração acostumada com o ritmo frenético das missões do agente pós-Era Bosnan e atual Era Craig, pode estranharem de cara o ritmo arrastado e as sequências exageradamente longa não somente deste filme, como também de boa parte dos filmes das antigas do agente. Mas, mesmo com este pequeno defeito, é inegável que nestes filmes o personagem era bem mais charmoso, divertido, fora do comum, com roteiros muito mais bem elaborados e atrativos. 007 Contra a Chantagem Atômica é um bom exemplo desta saudosa e ótima época do personagem. Além das qualidades citadas, o filme tem uma excelente fotografia, sequências submarinas muito bem realizadas que até hoje impressionam e um elenco de peso. A música-tema, na minha opinião, não é das melhores, mas, a trilha é ótima, e dar o pique da missão do espião. E as bond-girls, dispensa comentários, pois são belíssimas, verdadeiros colírios aos olhos, que só reforçam o elenco afiadíssimo, onde Connery e Celi brilham.
 
Curiosamente, 007 Contra a Chantagem Atômica seria o filme de estreia, mas, problemas com um dos autores do livro que se baseia, acabou adiando em três filmes. Em 1983, ganhou um horrível remake, fora da série oficial, Nunca Mais Outra Vez, com Connery retornando ao personagem, de forma patética e mais contragedora que o atentado contra Bond numa geringonça que massageia a espinha no filme original.  A sequência inicial, ao som de uma música horrível e sofrível, já dar ideia do estrago, que só não é maior, por causa do esforço do seu elenco e um razoável roteiro. Uma triste e desnecessária despedida de Connery na pele de Bond, que só vale a pena assistir pelas bond-girls Barbara Carrera (a mocinha de McQuade - O Lobo Solitário) e uma Kim Basinger belíssima, no começo da carreira. Um filme que faz jus ao título. Nunca Mais Outra Vez mesmo. Nota 4,0.
 
Apesar de todos os méritos citados no decorrer desta postagem e contém cenas antológicas e memoráveis do personagem, como a sequência inicial onde Bond foge da bandidagem voando num gadjet, e um dos vilões mais memoráveis da franquia, 007 Contra a Chantagem Atômica não é o melhor filme do fodástico agente secreto da rainha. Mas, dar um banho tanto em cima do remake como em outros filmes da franquia, à exemplo dos mais recentes. Um clássico insuperável, que merece ser descoberto, visto e revisto. Nota 8,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 
 
 
Bond quase se fudendo (não como você está pensando).
Uma das cenas e situação mais constrangedoras vivida por Bond.
 
 Capa do VHS.
 
 Capa do DVD, disponível no mercado.
 
 
Trailer de 007 Contra a Chantagem Atômica.
 
 
Trailer do constrangedor remake Nunca Mais Outra Vez.