sábado, 28 de janeiro de 2012

RECORDAR É REVER: CURTINDO A VIDA ADOIDADO.

Filmes.
Recordar é rever: Curtindo a Vida Adoidado.

Na última quinta a noite, um vídeo de  apenas 10 segundos lançado na net deixaram os fãs do clássico oitentista e da saudosa Sessão da Tarde, Curtindo a Vida Adoidado, esperançosos. Nele, o protagonista deste filmaço, Matthew Broderick, aparece como Ferris Bueller, seu personagem mais famoso, dizendo: "Como poderia trabalhar em um dia como o de hoje". Na sequência, ouvimos um trecho da música "Oh Yeah" - tema do original - e vemos a data 5 de fevereiro de 2012, "coincidentemente" data do tradicionalíssimo Super Bowl, a final da liga de futebol americano, onde o país praticamente para. Foi o suficiente para levantar rumores eufóricos que o clássico oitentista, dirigido pelo saudoso John Hughes, ganharia uma continuação nesta data. Particularmente, acho  que está na cara que tudo não passa de uma criativa peça publicitária, onde Broderick nos brinda, mesmo que seja por pouquíssimos segundos, como o personagem que fez a alegria da infância e adolescência de muito gente, principalmente nós brasileiros, em especial este blogueiro. Rumores esperançosos a  parte, aproveito  a  ocasião para  fazer meus comentários sobre este filmaço que, mesmo sendo exibido exaustivamente, hoje faz uma tremenda falta na programação das TVs brasileiras.

Curtindo a Vida Adoidado conta um dia na vida de Ferris Bueller (tradução literal do título original do  filme), um adolescente gaiato que bem que poderia ser brasileiro por causa de sua esperteza e malandragem. Com criatividade, o carinha põe em prática um plano mirabolante só para matar aula, arrastando para a farra sua linda namorada Sloane (a gatíssima e talentosa Mia Sara, infelizmente, hoje sumida) e o figuraça amigo introvertido Cameron (Alan Ruck, ótimo). Na maior cara de pau, Bueller consegue enganar todo mundo, exceto o figuraça diretor de sua escola (o impagável Jeffrey Jones que anos depois, infelizmente, estragou sua carreira num escândalo de pedofilia) e sua irmã mala sem alça Jean (Jennifer Grey, em sua melhor atuação, superando até  mesmo seu protagonismo em Dirty Dancing, outro clássico oitentista), que farão de tudo para desmascará-lo.

O filme é uma divertídissima comédia, que tem um roteiro excepcional e criativo, que não se leva a sério em nenhum momento. Em vários momentos do  filme, Bueller vira-se para nós e conversa numa boa conosco, uma sacada bastante criativa do filme. Evidente que o roteiro excepcional só ganhou proporções de torna um filme, sem exagero nenhum, uma verdadeira obra prima, graças ao seu elenco afiadíssimo, principalmente ao carisma de Broderick, que dar um show e arrebenta com a melhor e mais  inesquecível atuação de sua carreira.

Sem falar na brilhante direção de Hughes, que nos deixou cedo mas sem antes nos presentear com clássicos teen oitentista (em breve farei uma retrospectiva da carreira deste saudoso diretor), que em Curtindo a Vida Adoidado nos brinda com inesquecíveis e impagáveis sequências, com destaque para a famosa e já clássica cena onde Bueller arrebenta com uma parada e bota todo mundo para dançar, ao som de Twist and Shout dos Beatles.  Outra sequência que merece destaque é da pequena participação do impagável Charlie Sheen, como um jovem deliquente, num diálogo tosco mas hilário com Jean, de Jennifer Grey.

Com um roteiro muito bem escrito, atuações excepcionais e sequências inesquecíveis, Curtindo a Vida Adoidado é um filmaço nota 10,0, que  é uma verdadeira obra prima pop. Um clássico oitentista que não envelheceu com o tempo e continua divertindo várias gerações (mais  uma vez, lamento e quero deixar registrado a minha indignação com os programadores nacionais pelo desrespeito com esta pequena obra prima). Save Ferris!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.





CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: AS MINAS DO REI SALOMÃO.

Filmes.
Clássicos da América Vídeo: As Minas do Rei Salomão.

E falando em aventura a la Spielberg como não lembrar da versão made in Cannon de 1985, para o clássico da literatura que por quarto vezes (esta é a terceira), As Minas do Rei Salomão, dirigida por J. Lee Thompson (que dirigiu nove filmes estrelados pelo saudoso Charles Bronson e também a divertídissima aventura, já comentada por este  blogueiro, Os Aventureiros do Fogo, com Chuck Norris e Louis Gossett Jr.), tendo Richard Chamberlain como o mítico aventureiro Allan Quartemain e uma linda jovem atriz em início de carreira chamada Sharon Stone. Claramente inspirada nas duas aventuras de Indiana Jones lançadas até então, a trama do filme é bastante simples e divertida, colocando o aventureiro caçador de tesouros sendo convencido pela impulsiva Jesse Huston (Stone) a ir até a África, para resgatar o pai dela, sequestrado por um tosco e figuraça comandante nazista (Herbert Lom, hilário) e seu aliado, mais tosco ainda, o seboso Dorgatti (John Rhys-Davies, que atuou em Os Caçadores da Arca Perdida e, posteriormente, em Indiana Jones e a Última Cruzada e na trilogia O Senhor dos Anéis) . O trio de aventureiros, que além do casal, conta também com o figuraça nativo Umbopo (Ken Gampu), se mete nas brenhas africanas enfrentando uma série de perigos, não somente para resgatar o velhote, mas, principalmente, numa corrida contra os vilões rumo às míticas minas do rei Salomão.

Sou suspeito para falar deste sub-Indiana Jones, já que tenho um carinho afetivo em especial por ele, por ser o primeiro filme que assistir no jurássico e extinto videocassete. Sentimentos afetivos deixados  de lado, o fato é que As Minas do Rei Salomão é uma aventura divertídissima e figura tanto como uma das melhores versões do clássico escrito por H. Rider Haggard em 1885, como também entre os melhores genéricos de Indiana Jones, mesmo com aparente limitações orçamentárias, características do filmes da saudosa produção oitentista e um nível de canastrice do elenco elevado. Chamberlain e Stone formam um casal divertidísimo e carismático, graças a química legal entre eles. Curiosamente, a dupla voltou aos personagens um ano depois, na decepcionante e tosca continuação Allan Quartemain e a Cidade do Ouro Perdido, filmada coladinha com o filme original, e que comentarei em outra ocasião.

Em síntese, As Minas do Rei Salomão é uma aventura divertida mesmo pegando carona no sucesso dos primeiros clássicos memoráveis estrelados por Indiana Jones e distorcendo sua fonte original (a trama do livro se passa em 1880, enquanto que a do filme, que se passa na Segunda Guerra Mundial, uma cagada e cuspida imitação do memorável Os Caçadores da Arca Perdida). Um clássico dos saudosos e memoráveis tempos da Sessão da Tarde, que é mais um que aumenta  a lista de bons filmes oitentistas, que andam sumidos da programação das emissoras televisivas, abertas e por assinaturas. Diversão garantida para a toda família, que recebe deste blogueiro saudosista a nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


RECORDAR É REVER: INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO.

Filmes.
Recordar é rever: Indiana Jones e o Templo da Perdição.

Falando em gênero aventura e em Spielberg, como não lembrar da clássica e inesquecível excepcional quadrilogia Indiana Jones, criada pelos gênios da sétima arte, Spielberg e George Lucas, que não somente resgatou o gênero mas o redifiniu, gerando várias imitações até hoje. Com o estrondoso sucesso de Os Caçadores da Arca Perdida a ponto do mesmo, até hoje, figurar na seleta lista das maiores bilheterias de todos  os  tempos, continuações seriam inevitáveis, e em 1984, chega a primeira de três continuações com arqueólogo mítico interpretado magistralmente por Harrison Ford: Indiana Jones e o Templo da Perdição, clássico da saudosa Sessão da Tarde e Temperatura Máxima, provavelmente o filme da quadrilogia que mais foi exibido na Rede Globo, e que hoje, infelizmente, anda sumidíssimo da programação (a última vez que deu as caras foi a cerca de quatro anos, no Domingo Maior).

A segunda aventura de Indy, na verdade se passa um ano antes dos fatos ocorridos no primeiro filme. Ao contrario daquele filmaço e também dos dois que vieram posteriormente onde logo de cara somos supreendidos com uma eletrizante  e inesquecível sequência de ação, aqui somos supreendido com um brilhante número musical e como Indy (Ford, brilhante), todo chique, contido, vestido ao estilo James Bond, tentando negociar com mafiosos chineses. Mas, não demora cinco minutos para vemos o herói criando um maior auê dentro do clube, distribuindo porrada para tudo que é lado e, literalmente, se arrastando pelo chão em busca do antídoto para o veneno que acabou de tomar. A partir daí, a aventura  não para e o herói junto com a cantora frescurenta e  falante Willie Scott (Kate Capshaw, ótima, disparada a melhor parceira do herói da quadrilogia) e o figuraça mirim Short Round (o talentoso ator mirim Jonathan Ke Quan, que um ano depois atuou em outro clássico do gênero, Os Goonies, e depois de atuar em outros três filmes inexpressivos, tomou chá de sumiço em frente as câmeras, trabalhando como coordeandor de dublês em X-Men e O Confronto, com Jet Li), vão parar numa  aldeia da Índia, onde terão que  enfrentar adeptos de um seita oculta, que raptaram e escravizaram as crianças da localidade.

O filme tem um roteiro muito bem escrito e somos brindados por excelentes e divertidíssimas sequências de ação, que ganham mais  brilho graças a perfeita química e excepcionais atuações do elenco, principalmente do trio central. A dupla de gênios, Spielberg e George Lucas, nos leva junto com os personagens numa aventura de tirar o fôlego, com direito a um eletrizante passeio numa montanha russa bastante perigosa. Tudo isso ao som da excepcional trilha composta e  conduzida pelo também genial John Willams, indicada ao Oscar. Falando em Oscar, merecidamente, o filme ganhou a estatueta careca de Melhor Efeitos Especiais.

Mesmo sendo o mais violento de toda franquia e ligeiramente inferior ao primeiro e ao filme posterior, Indiana Jones e o Templo da Perdição é um filmaço de aventura que, sem exagero nenhum, é um dos melhores de  todos os tempos. recebe deste blogueiro a . Em síntese, um clássico que dar uma pisa em muitos  filmes recentes do gênero, que não envelheceu com o tempo e consegue a proeza de ser visto e revisto inúmeras vezes, sem deixar de ser empolgante e envolvente. Nota 9,8

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Nota: Confira também os comentários deste blogueiro, aos outros filmes da quadrilogia:
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MUITA AÇÃO E AVENTURA NA PRIMEIRA SESSÃO DUPLA DE 2012.

Filmes.
Muita ação e aventura na primeira sessão dupla de 2012.

Já estava demorando este cinéfilo blogueiro ainda não ter encarado uma sessão dupla de cinema. Mas, valeu a pena esperar, já que abrir com chave de ouro, com dois filmaços lançados no último fim de semana, os quais passo a comentar a partir de agora.

A sessão dupla começou às 19 horas, da última segunda, na sala 6 do Complexo Kinoplex Maceió, onde está sendo exibido 2 Coelhos, filme de ação nacional dirigido pelo estreante Afonso Poyart, oriundo da publicidade. Confeso que de início não estava nem um pouco interessado em assistir o filme, por causa do velho preconceito que a maioria de nós carregamos, em julgar uma obra pelo título, antes mesmo de conhecê-la (convenhamos que 2 Coelhos é um título muito tosco). Ainda bem que o superei e resolvi dar uma chance a este filmaço de ação frenético que deixa muito filme gringo do gênero no chinelo, graças a sua bem elaborada trama, que diga-se de passagem, é bastante louca, bem ao estilo de Guy Ritchie, Tarantino e companhia, mas muito interessante, que gira em torno de Edgar (Fernando Alves Pinto), um jovem meio nerd, de volta ao Brasil após uma temporada bem louca em Miami, nos Estados Unidos. Além da bagagem, o cara traz um plano mirabolante (que vamos conhecendo no decorrer da trama) de ferrar com a bandidagem, na pessoa do traficante Maicon (Marat Descartes) e sua quadrilha de sádicos figuraças, e com a politicagem corrupta, na pessoa de um deputado estadual, matando dois coelhos com uma porrada só.

O filme é uma agradável supresa. Com um roteiro criativo, muito bem escrito por Poyart e excelentes sequências de ação de tirar o fôlego, muito bem realizadas graças aos efeitos especiais de primeira, 2 Coelhos é um filmaço de ação com conteúdo, algo bastante raríssimo no gênero. Para completar, um elenco afiadíssimo que embarca direitinho na loucura inteligente criada por Poyart e detorna na saga vingativa promovida por Edgar, aliás, que bem que poderia ter sido interpretado por Jason Statham, tão acostumado a atuar em filmões loucões, com ritmo frenético, como Adrenalina. Mas, nenhum dos filmes estrelados pelo carequinha inglês têm um roteiro tão criativo e interessante como deste filmaço de ação made in Brasil.

Em síntese, um filmaço nota 9,5, que diverte, empolga e prende atenção. Depois de um 2011 que deixou muito a desejar, com lançamentos tão fracos, com 2 Coelhos o nosso cinema não somente recupera o fôlego, como abre com chaves de ouro o cinemão de ação, gênero pouquíssimo explorado em nossa filmografia. Se forem tão bons e criativos, e bem realizados como este filmaço de estreia de Poyart, serão muito bem vindos. Os fãs do nosso cinema e também do gênero de ação, agradecem. Meu primeiro candidatíssimo a melhor filme do ano, que só está começando.


Depois de um intervalo de quinze minutos, foi a vez de entrar na sala 3, para conferi em 3D, a sessão das 21 horas do lançamento mais badalado do fim de semana, a animação gringa As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne, dirigida pelo mestre Steven Spielberg, que também produziu junto com ninguém menos que o também mestre Peter Jackson, responsável pela trilogia O Senhor dos Anéis. Utilizando a técnica de captação de movimentos Spielberg apresenta-nos de forma perfeita o ícone personagem criado por Hegel, numa eletrizante  aventura bem ao estilo da quadrilogia Indiana Jones. O jovem jornalista (dublado por Jamie Bell, que estreiou na telona no singelo Billy Elliot) compra numa feira uma réplica de um navio, que esconde o segredo um valioso tesouro, algo que descobrirá. Com aventureiro que é, na companhia do seu inseparável cachorro Milu e do capitão Haddock (Andy Serkis), neto do capitão do navio original, que foi raptado pelo malvado Dr. Sakaharine (Daniel Craig), que também está de olho no tesouro. Começa então uma corrida contra o tempo em busca do tesouro perdido.

O filme tem um roteiro envolvente, repleto de reviravoltas, que prende atenção do começo ao fim. O resultado é uma animação excepcional, que impressiona pelo realismo e pela riqueza de detalhes, principalmente das expressões faciais do personagem, algo bastante realçado no 3D. Inclusive, em alguns momentos, chegamos a ignorar que estamos diante de uma animação.  O filme é uma aventura à moda antiga, bem a cara do bom e velho Spielberg, principalmente dos anos 80. Com um roteiro tão bacana em mãos, particularmente tenho a opinião que o genial diretor deveria ter ousado mais e realizado um filmaço com atores reais, ao invés de optar pela animação que, mesmo com toda perfeição e técnicas avançadíssimas, ainda não substituem um filmaço com atores em carne e em osso. Mas, fora isso é inegável que As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne é um filmaço de aventura divertidíssimo e interessante, que tem tudo para iniciar uma nova e lucrativa franquia, e recebe deste blogueiro a nota 9,0. Empolgante e envolvente, agrada tanto a criançada como os adultos. Imperdível!



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

SAI OS INDICADOS AO OSCAR 2012.

Opinião/Especial Oscar 2012.
Sai os indicados ao Oscar 2012.

Ontem saiu a lista dos indicados ao Oscar de 2012. E mais uma vez, a Academia pouco acertou e cometeu mais injustiças para acrescentar a sua história, a começar na semana passada, quando deixaram de fora o nosso Tropa de Elite 2. Mas, as maiores delas vieram ontem, precisamente na categoria de Melhor Animação, fazendo o absurdo duplo de deixar de fora as animações Rio e As Aventuras de Tintim. Outro absurdo foram as indicações para O Espião Que Sabia Demais (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/01/espionagem-moda-antiga.html) e, principalmente, para o lixo Missão Madrinha de Casamento (em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/10/sessao-on-line-dupla.html) concorrerem como Melhor Roteiro, Adaptado e Original, respectivamente. Como eu disse nos meus comentários deixado no site Adoro Cinema, volto a repetir aqui: Vão a merda, membros da Academia!

Mas, como disse no início do parágrafo passado, como todos os anos, não somente de erros e injustiças vive a premiação cinematográfica mais badalada. Gostei e achei justa a indicação para Meia Noite em Paris (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/08/filme-cult-tambem-diverte.html ), como também as indicações nas categorias mais técnicas (Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Efeitos Especiais), que como todos os anos, sempre são páreos duros, já que cada um dos indicados capricharam nestes quesitos, logo, merecidamente as indicações.

Não assistir A Dama de Ferro, mas pelos trailers que assistir, aposto que, como aconteceu no ano passado com Natalie Potman, a concorrência não terá vez e a estatueta careca irá para Meryl Streep. E olhe que Michelle Williams aparenta também está ótima, na pele da diva Marilyn Monroe em Sete Dias com Marilyn. Já na categoria de Melhor Ator, Gary Oldman mereceu a indicação, apesar de sua atuação não ser uma das melhores de sua carreira. Os demais concorrentes destas categorias irei comentando a medida que for assistindo os filmes.

Outra aposta no escuro, é que foram injustas as indicações para Terence Mallick e o seu A Árvore da Vida, o filme que mais dividiu a crítica e os cinéfilos no ano passado, e que tentarei assistir on line ainda esta semana. Particularmente, sempre tenho o pé atrás com o excêntrico diretor, já que o cara geralmente me decepciona   por reunir um elenco estrelar em filmes longos e entediantes, mas que a crítica e os cinéfilos de gosto mais refinado e apurado que o meu, amam (achei Além da Linha Vermelha uma merda sonífera.).

Por fim, não poderia deixar de comentar a única indicação brasileira, onde, finalmente, vamos concorrer com 50% de chances. Não pelo fato de ser brasileiro, mas é evidente que a música Real in Rio, é bem melhor que a melosa e brega canção Man or Muppet. Porém, pelo histórico de injustiças cometidas pelos membros da Academia, tudo leva crer que Sérgio Mendes e Carlinhos Brown terão que se conformar com a indicação, pois a estatueta vai mesmo para o filme que marca a volta dos simpáticos bonecos Muppets. Mas, vale a torcida, afinal, nunca tivemos uma chance tão grande de ver brasileiro trazendo para o nosso país a estatueta careca.


Como fiz no ano passado, farei o possível para assistir todos os filmes indicados a categoria principal, de Melhor Filme, comentar cada um e listar o meu raking.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, já no clima pré-Oscar.

FILMAÇO ELETRIZANTE COM WILL SMITH NA MADRUGADA DA GLOBO.

Filmes.
Filmaço eletrizante com Will Smith na madrugada da Globo.

Existe uma diferença sutil entre os irmãos Ridley e Tony Scott. Enquanto que o primeiro nos oferece uma filmografia, digamos, um pouquinho mais séria, incluindo várias obras primas inesquecíveis (Alien: O 8º Passageiro, Blade Runner - O Caçador de Andróides, A Lenda, Thelma & Louise, Gladiador, Falcão Negro em Perigo, entre outros) , seu irmão mais novo é mais pop, nos presenteando como filmaços eletrizantes, com visual, ritmo e estilo de videoclipe (Top Gun - Ases Indomáveis, Um Tira da Pesada 2, O Último Boy Scout, Chamas da Vingança, O Sequestro do Metrô 1 2 3, entre outros). O thrilley de ação Inimigo do Estado, estrelado por Will Smith e Gene Hackman, e que foi exibido na madrugada de segunda para terça na sessão Corujão da Rede Globo, não foge a regra de do mais novo dos Scott, e tem um ritmo alucinante e frenético, mesmo tratando de um tema um pouco mais sério e bastante interessante: os limites (ou ausência destes) que o Estado tem de invadir a privacidade dos seus cidadões, em nome da paranóia disfarçada de segurança nacional.

Para o congressista Phillip Hammersly (Jason Robards, em rápida aparição na sequência inicial do filme), o Estado jamais deve invadir a privacidade dos seus cidadões. O maquiavélico Thomas Brian Reynolds (Jon Voight. ótimo) chefão de uma organização governamental que quer mais é promover este Big Brother da vida real, e seus capangas, resolvem convencer o parlamentar do contrário, mas como o mesmo não muda de ideia, acabam eliminando o cara. Eles não contavam que o ato estaria sido filmado. O vídeo acaba indo parar na sacola de compras do advogado Robert Clayton Dean (Smith, convicente), que a partir de então passa a ser perseguido pelos bandiões governamentais e ver sua vida virar pelo averso, mas contará com a ajuda do misterioso Brill (Hackman) para sair desta roubada que se meteu acidentalmente.

Com um ritmo frenético e um roteiro muito bem escrito, repleto de reviravoltas, Inimigo do Estado é um filmaço eletrizante, que prende  a atenção e empolga do começo ao fim. As atuações de um elenco afiadíssimo são os outros destaques do filme que, além dos citados atores no parágrafo anterior, ainda conta com participações curiosas de Gabriel Byrne, Jason Lee, Seth Green, Tom Sizemore, Regina King e Jack Black. Em síntese, um filmaço nota 10,0 que, infelizmente, além de ser dublado, foi exibido num péssimo horário. Um empolgante thrilley de ação que merece ser descoberto, visto e revisto.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FAMÍLIA MAIS DIVERTIDA DA TV FAZ GRANDE ESTREIA NAS TELONAS.

Filmes.
Família mais divertida da TV faz grande estreia nas telonas.

Quem gosta do humor escrachado e irreverente da família mais pirada e divertida da TV mundial não pode perder amanhã, a sessão Tela Quente, da Rede Globo onde será exibido a engraçadíssima animação Os Simpsons - O Filme, estreia nas em grande telonas da família aloprada liderada pelo figuraça Homer Simpson. Na verdade, o filme npode ser encarado como um episódio da série consideravelmente esticado já que, todo o humor debochado e politicamente incorreto dos personagens criados pelo genial Matt Groening. Mas, não deixa de ser muito engraçado e até supera muitos episódios da série televisiva.

A trama do longa é simples e apenas uma desculpa para a família, principalmente Homer Simpson, se meter nas maiores roubadas. Durante um domingo na igreja, o Vovô Simpson tem um visão, que Springfield passará por uma grande tribulação. Não preciso dizer que quem causará isso será o relapso e irresponsável Homer Simpson, que jogar as fezes do seu novo animal de estimação, um porco, no poluídissimo lago da cidade, causando um desastre ecológico que faz a cidade, literalmente falando, ser isolada do resto do país, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Arnold Schwarzenegger (dublado perfeitamente pelo mesmo cara que faz vários personagens da série, entre eles o Sr. Burns, Harry Shearer, que fez este blogueiro acreditar que era o próprio atro austríaco emprestando sua  voz), influenciado pelo lunático chefe da Agência de Proteção Ambiental, Russ Cargill (Albert Brooks) A população se revolta  e expulsa a família da cidade, que ao saber das reais intenções de Cargill, voltam para salvar a cidade do plano do maquiavélico vilão.

Quem tem o riso solto, como este blogueiro, vai se divertir e soltar bastante a gargalhada com as besteiras apresentadas no longa, principalmente, as protagonizadas por Homer Simpson e o figuraça porco, que recebe os carinhosos apelidos de Porco Aranha e Harry Porco, uma citação engraçadíssima com Homem Aranha e Harry Potter. Ninguém escapa do humor anárquico da família, nem mesmo o público, que recebe de Homer o nome de idiotas, por ir ao cinema assistir uma desenho que assiste de graça na TV. Desde do logo da Fox na abertura, com o figuraça Ralph cantando a clássica música do estúdio até os créditos finais, com a bebêzinha Margie, finalmente, falando suas primeiras palavras, o humor rola solto durante todo o filme.


Apesar de, tecnicamente falando, não ser uma animação inovadora e revoulucionária, que faça o filme entrar no rol das melhores e mais inesquecíveis animações da história do cinema, como comédia e longa metragem para o cinema de uma série televisiva, Os Simpsons - O Filme é muito divertido e engraçado, um filmaço nota 10,0, sem compromisso, que arranca gargalhadas sem muito esforço. Recomendado não somente para os fãs do seriado, mas também para quem gosta de rir bastante, mesmo que seja de qualquer bobagem. Uma comédia hilária, para ser vista e revista infinitas vezes, sem perder a graça.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



ELENCO ESTRELAR EM FILMAÇO POLICIAL.

Filmes.
Elenco estrelar em filmaço policial.

Que o Domingo Maior da Rede Globo não é mais o mesmo dos saudosos tempos não é novidade nenhuma. Mas, a ação continua sendo, na maioria das vezes, o carro chefe da sessão. Se naquela época os filmes de ação classe "C" estrelados por Chuck Norris, Charles Bronson, Jean Claude Van Damme, Steven Seagal, entre outros, reinavam absoluto, hoje, entre um filme de outro gênero (o drama nacional Cidade dos Homens foi exibido na semana passada), produções moderninhas de primeira classe mantêm o gênero em alta na sessão dominical. É o caso do filme que acabou de ser exibido, Os Reis da Rua, intrigante e eletrizante policial, produzido em 2008, com elenco estrelar encabeçado pelo eterno Neo da trilogia Matrix, Keanu Reeves e  o ótimo ator e ganhador do Oscar Forest Whitaker, em mais uma brilhante atuação.

Reeves interpreta Tom Ludlow, um policial sem escrupulos, que não teme ultrapassar os limites da lei para ferrar com a bandidagem, sempre acobertado pelo seu mentor Capitão Jack Wander (Whitaker, ótimo como de costume). Quando descobe que seu ex-parceiro Washington (Terry Crews, desperdiçado) está para dedurar os seus podres, ele resolve tomar satisfações. Justamente no momento exato que os dois teriam uma calorosa "conversinha", uma suposta dupla de assaltantes invade a loja de conveniência e fuzila o suposto dedo duro, fazendo com que todas as suspeitas caiam sobre Tom, fazendo com que o corregedor Capitão James Briggs (Hugh Laurie, o dr. House da série homônima televisiva) pegue ainda mais no seu pé. Tentando livrar sua própria cara, e querendo descobrir e ferrar com a dupla de assassinos, Tom resolve investigar mais a fundo, e com a ajuda do Capitão América... ops!... Digo, do jovem detetive Paul Diskant (Chris Evans, entendem agora a "confusão" de personagens? rssss...),  descobre um podre esquema que envolve na merda a própria polícia.

Com um roteiro interessante e intrigante o filme prende a atenção e envolve o espectador do começo ao fim. As atuações estão acima da média e só ajudam ao bom desenvolvimento da trama muito bem escrita (uma pena que esteja sendo exibido dublado). Ao contrário dos filmes de ação "B" das antigas que era só porrada, Os Reis da Rua é um filme com um enredo inteligente e envolvente, com ação e suspense na medida certa e empolgantes sequências de ação, portanto, divertindo tanto (e até mais) que os filminhos de ação "B" exibidos nas antigas. Em síntese, um filmaço policial nota 9,8, com um elenco estrelar e que mesmo sendo uma produção recente e bem acima do nível dos saudosos filminhos estrelados por  Chuck Norris e cia., mantem o gênero firme e forte na sessão dominical.  Reeves não é Norris, mas dar mais um chute certeiro, acrescentando mais um filmaço em sua carreira.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


domingo, 22 de janeiro de 2012

VAN DAMME SOLTANDO A FRANGA.


Falando em Breakdance, não poderia deixar de partilhar com vocês, o micaço pago pelo astro de filme de ação Jean Claude Van Damme. Antes de distribuir porrada na bandidagem, o baixinho belga se submeteu a ser figurante no clássico musical da Cannon. O que uma pessoa, com um sonho de ser ator, não tem que fazer para obter a fama, né?

Sei que a coreografia é "muito interessante", mas, peço que prestem atenção no astro, vestido com o mesmo tosco colante que voltaria a usar em Leão Branco, soltando a franga num duvidoso rebolado e nas toscas expressões faciais canastrona ao final do vídeo. É hilário e consegue ser mais divertido que a própria dança apresentada.

Espero que, assim como eu, vocês se divirtam e riam bastante do mico que o nosso estimado Dragão Branco pagou.´

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, fã do Van Damme e chorando de rir do King Kong pago no início de sua carreira.

CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: BREAKDANCE 2.

Filmes.
Clássicos da América Vídeo: Breakdance 2.

Não somente de ninjas, dos chutes certeiros de Chuck Norris e da implacável bazuca, ao invés de bengala, do saudoso Charles Bronson viva a Cannon, a extinta produtora de filmes B dos anos 80. Sempre que podia, a empresa comandada pelos primos israelenses Menahem Golan e Yoram Globus, se aventurava em outros gêneros que não fosse o de ação, carro chefe da produtora. Um deles foi o musical, onde fomos supreendidos por filmes divertidos, entre eles, Breakdance 2, que aparecia com bastante frequência nos bons tempos da Sessão da Tarde. Realizado no mesmo ano que o seu antecessor, que até o presente momento ainda não assistir (apenas a tosca cena onde o Van Damme, em início de carreira, mesmo como figurante, rouba a cena, soltando a franga num afrescalhado rebolado), mas lançado um ano depois em 1985,   o filme traz de volta o trio de protagonistas originais, Kelly (a lidíssima Lucinda Dickey, aposentada precocemente, e mais conhecida por aqui por dar vida a jovem possuída pelo espírito de um ninja no divertido Ninja III - A Dominação), Ozônio (Adolfo Quinones, que também atuou no horrível musical da Cannon, Botando Fogo na Noite - Lambada e mesmo estrelando estes musicais, posteriormente, amargou uma figuração em Tango & Cash: Os Vingadores) e Turbo (Michael Chambers)  que precisam, literalmente falando, rebolar muito, para salvar o Milagre, centro de recreação do bairro periférico que os dois últimos residem, que está na mira de um grupo inescrupuloso de empresários que querem transformá-lo num shoping center.

Na verdade, o roteiro é mera desculpa esfarrapada para, a cada dez minutos, o elenco, principalmente os protagonistas, mostrarem que são feras no street dance. Dirigido por Sam Firstenberg (que antes tinha dirigido os clássicos da Cannon, A Vingança do Ninja e Ninja III - A Dominação, e posteriormente os também clássicos da saudosa produtora American Ninja 1 e 2) o filme tem excelentes sequências de danças, muito bem coreografadas e realizadas pelos atores, o que tornou o filme um clássico para os adeptos da dança de rua, que o colocam no topo da lista dos melhores filmes do gênero, inclusive, a frente do primeiro filme. Curiosamente, temos a presença de um jovem Ice-T, que também tinha feito o filme original, em início de carreira como um DJ que bota a galera para dançar.

Com coreografias perfeitas e empolgantes que conseguem até ignorarmos as séries limitações orçamentárias e de um roteiro coerente, e trilha sonora acima da média, Breakdance 2 é um filme bastante divertido, nota 9,5, que atualmente faz muita falta na TV brasileira e no mercado de home vídeo (mais um filme distribuído aqui pela saudosa América Vídeo que até hoje não foi lançado em DVD, muito menos em Blu-Ray). Um musical  que apesar de ter envelhecido um pouco com o tempo (convenhamos que um rádio gravador com toca fitas vai causar estranheza a nova geração acostumada com IPAD, IPOD), ainda diverte e nos coloca para dançar. Um clássico filme "B" imperdível que precisa ser descoberto, visto e revisto.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


sábado, 21 de janeiro de 2012

VAN DAMME NUM FILMINHO "B" ACIMA DA MÉDIA.

Filmes.
Van Damme num filminho "B" acima da média.

Atualmente rodando o aguardado Os Mercenários 2 e presença semanal garantida na madrugada da Globo, Jean Claude Van Damme é um astro de filmes de ação que começou atuando em produções modestas de artes marciais da saudosa Cannon, estourou e atuou em super produções hollywoodianas, fez a estupidez de se meter com as drogas no auge de sua carreira, se livrou das malditas, deu a volta por cima na vida pessoal, mas a carreira acabou declinando para filminhos classe Z piores que os do começo da carreira. Como se isso não bastasse, mesmo na merda, deixou-se levar pelo orgulho a ponto de negar convites irrecusáveis. Parece que a ficha finalmente caiu e o astro corre contra o tempo para dar um novo rumo a sua carreira. Particularmente, torço para que após o lançamento da nova reunião de astros de ação A e B, promovida por Sylvester Stallone, finalmente, o baixinho belga dê a merecida volta por cima na sua carreira. Enquanto aguardamos o que acontecerá com sua carreira após Os Mercenários 2, vamos ainda assistir muito filminho B, lançado diretamente em home vídeo. É o caso de Jogos Letais, filme indicado pelo nosso visitante Felipe (antes tarde do que nunca, né?), que acabei de assistir online.

Nesta segunda parceria com o astro de filmes de ação B, Scott Adkins (os dois atuaram juntos antes Operação Fronteira e depois se reencontraram nos inéditos Soldado Universal: Uma Nova Dimensão e Os Mercenários 2), traz uma trama interessante, acima da média dos atuais filminhos B estrelado por Van Damme. O baixinho interpreta o assassino durão e caladão Vincent Brazil, que não nega serviço por um bom pagamento em diamantes. Já Adkins é Flint, outro assassino profissional, mas aposentado após sua esposa ficar em estado vergetativo depois de ser brutalmente espancanda e violentada pelo cruel traficante Polo (Ivan Kaye, convicente até na cara de mau). Querendo que  Flint saia do esconderijo, a fim de ferrá-lo e pegar a grana preta que está com ele, policiais corruptos da INTERPOL soltam o bandidão. Os dois assassinos, por motivos diferentes (um pela grana, outro pela vingança), atacam o carinha e um acaba atrapalhando o serviço do outro. Evidente que inicialmente os dois se estranham, mas acabam se unindo, tanto para ferrar com o bandidão e sua quadrilha, como também para sobreviverem as armadilhas que lhes são armadas.

O filme começa num ritmo morno, bem ao estilo dos filminhos "B" da atual fase do eterno Dragão Branco. Mas antes dos trinta minutos, quando os dois astros se encaram pela primeira vez, começa a melhorar, ganhando ritmo e ótimas sequências de ação. Adkins é o grande destaque do filme e detona nas sequências de ação, ao contrário de Van Damme, visivelmente cansado e envelhecido, não lembrando em nada o astro promissor e carismático das fases inicial e de ouro de sua carreira. Infelizmente, o astro apenas cumpre tabela e sua atuação só não é um fiasco total, porque decola nas cenas ao lado de Adkins, mostrando um perfeito entrosamento.

Curiosamente, Van Damme colocou seus filhos, Christopher e Bianca, para atuarem no filme, algo que está começando a ficar costumeiro. Enquanto o filhão ganha um personagem de relativo destaque, como um dos policiais corruptos, a filhinha do papai paga um micaço, como a esposa de Flint, uma personagem que além de entrar muda e sair calada, passa o filme todo em cima de uma cama, em estado vergetativo. Ao menos a garota é uma das produtoras do filme. Agindo assim, parece que Van Damme é um pai à moda antiga, bem ao estilo de um personagem do gênio Chico Anysio, que dizia: "Que solta o bode, mas prende a cabrita!". rsss...

Com um enredo interessante, repleto de reviravoltas e uma parceria perfeita entre os dois astros de ação de filmes "B", Jogos Letais é um agradável supresa, que com certeza agradará aos fãs menos exigentes do gênero e de ambos atores. Em comparação aos filmes antigos do baixinho apanha feio, mas, em compensação, dar uma surra maior que a Chong Li levou de Frank Duxx, na maioria dos filmes da atual fase decadente do astro. Fase que, aliás, desejamos que se encerre após o lançamento de Os Mercenários 2. Afinal, Van Damme merece uma segunda chance na sua carreira que tanto prometia. Nota 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O LADO PODRE DA POLÍTICA EM DOSE DUPLA.

Filmes.
O lado podre da política em dose dupla.

De ontem para hoje, assistir dois filmes interessantes, ambos tendo a palavra "poder" no seu título, onde cada mostra que a podridão da politicagem não é  exclusividade de nós brasileiros, mas que nos Estados Unidos, a chamada "terra da liberdade", também sofrem com estes males. Deixando de lado o lero-lero utilizado por boa parte da classe política brasileira e mundial, vamos aos comentários destes dois razoáveis  thirlley políticos.

Em Jogo de Poder, produção de 2010 que acabei de assistir no canal fechado Max HD, o diplomata Joseph Wilson (Sean Penn, ótimo como sempre), que tem pavio curto ao ouvir certos absurdos, escreve um editorial para o renomado jornal New York Times, no qual alega o que todo mundo já sabia, ou seja, que a administração do presidente George W. Bush manipulou informações de relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, só para tentar justificar a injustificável invasão aquele país. Como retaliação vaza para a imprensa que Valerie Plame (Naomi Watts, convicente), esposa de Wilson, é agente secreta da CIA. É o início de uma luta desleal de Wilson contra o poderoso Governo dos Estados Unidos, buscando a punição  dos responsáveis por este ato, um crime federal, enquanto que Valerie precisa se adaptar à nova realidade, afastada do trabalho e com a vida exposta pela imprensa.

Baseado em fatos reais, o filme tem um roteiro bem conduzido e expõe a verdade que a guerra do Iraque foi desculpada esfarrapada para o louco do Bush seguir os passos do pai e mergulhar os Estados Unidos numa guerra, com direito a utilizar imagens reais de discursos dele, e no começo dos créditos finais, trechos do depoimento da verdadeira Valerie no Congresso norte-americano. Apesar de um ritmo lento, que o torna enfadonho, o  filme prende atenção e mostra de forma clara e objetiva as verdades do fato. Em síntese, um bom filme para quem se interessa pelo tema. Nota 6,5.


Tudo pelo Poder, produção do ano passado, que acabei de assistir on line, é um thriller político ficcional dirigido e estrelado por George Clooney a frente de um elenco de excelentes atores que incluem Ryan Gosling, Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei e Paul Giamatti. A trama ocorre a beira das primárias, onde serão eleitos os candidatos à candidatos a presidência dos Estados Unidos. O jovem Stephen Myers (Gosling) é um jovem idealista, dedicado e louco por política, que trabalha como assessor de imprensa do governador democrata Mike Morris (Clooney), um dos pré-candidatos à presidência pelo seu partido, que conta também com a assessoria do experiente Paul (Hoffman). Durante a briga entre os dois pré-candidatos, suas respectivas equipes vão jogar muita merda no ventilador, bem ao estilo das nossas campanhas eleitorais. No meio desta guerra de baixarias, o jovem assessor cairá em armadilhas e passará por poucas e boas, que podem acabar de vez com sua promissora carreira.

Negociatas, chantagens, escândalo cabeludo que pode ferrar com o candidato com imagem de certinho, traições, obsessão pelos resultados das pesquisas, tudo isso e mais outros podres que rolam nos bastidores de uma campanha eleitoral são bem abordados no filme, que tem um roteiro bem escrito , que ganha mais  força com um elenco afiadíssimo, que nos brindam com ótimas atuações. Na sua função dupla, Clooney se dedica mais a direção, já que aparece um pouco menos do esperando, mesmo com a trama girar em torno do seu personagem, o que dar chances aos seus colegas de elenco, principalmente Gosling, a brilharem com ótimas atuações. Merecidamente, o filme teve quatro indicações ao Globo de Ouro e dificilmente ficará de fora do Oscar deste ano. Em síntese, um ótimo thrilley político, muito bem conduzido por Clooney, que tira de seus colegas ótimas atuações. Nota 7,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MAIS DO MESMO, UM POUCO MELHORADO.

Filmes.
Mais do mesmo, um pouco melhorado.

Como na vida, tem gente que aprende com os erros e evita cometê-los de novo, enquanto outros não aprendem e preferem ficar na mesma merda. O diretor Garry Marshall, que já dirigiu uma das melhores comédias românticas de todos os tempos, Uma Linda Mulher, e em 2010 reuniu um elenco estrelar para o chatinho Idas e Vindas do Amor, repete a mesma fórmula deste último em Noite de Ano Novo, comédia romântica que acabei de assistir aqui na internet. Mais um vez, ele reúne um elenco de astros e estrelas do primeiro time hollywoodiano como Robert De Niro, Hilary Swank, Halle Berry, Ashton Kutcher, Sarah Jéssica Parker, entre outros,  envolvidos em várias tramas paralelas, algumas interessantes, outras totalmente descartáveis, todas passadas em Nova York,  mudando apenas a data festiva (naquele filme a trama se passava no dia dos namorados).

Particularmente, fui supreendido já que o filme, ao contrário do seu antecessor, é divertido e prende a atenção, graças a um roteiro, desta vez um pouco mais bem elaborado e criativo, apesar de ter exageradas oito tramas, algumas bem desenvolvidas como a única dramática protagonizada por De Niro (disparado, a melhor atuação do filme) e Berry, e outras que só estão no filme para que o mesmo tenha 118 minutos, como na protagonizada por Sarah Jéssica Parker e na protagonizada por Kutcher (o pior ator do elenco, desta vez merecendo uma indicação ao Framboesa) e Lea Michele (estrela do chatísismo seriado televisivo Glee). A gatinha inclusive, junto com Jon Bon Jovi, solta à voz, algo que ambos sabem fazer melhor do que atuar.

Como no filme anterior e outros do gênero que reúne um elenco estrelar (como no caso do sonífero Simplesmente Amor),  o desperdiço de ótimos atores e atrizes é imenso, já que o número altíssimo de tramas no roteiro acabou prejudicando quase todo elenco, apesar de alguns  atores e atrizes se esforçarem ao máximo (e pouquíssimos obtendo êxito, diga-se de passagem) para tirar leite de pedras, em personagens e tramas consideravelmente inferiores aos seus respectivos talentos. Pelo menos o mico foi menor para aqueles que apenas fizeram minúsculas participações no filme como o caso dos ótimos John Lithgow, James Belushi e o eterno Ferris Bueller, Matthew Broderick.

Apesar das falhas no roteiro e de desperdiçar a maioria dos ótimos atores e atrizes que formam o seu elenco, o fato é Noite de Ano Novo supreende por ser um filme divertido e interessante, merecendo deste blogueiro a nota 7,0. Marshall pode não ter aprendido com o erro e até tê-lo repetido, mas é inegável que houve uma ligeira melhora. Particularmente, acho melhor parar por aqui, já que o ditado popular "se melhorar, estraga!", aplica-se perfeitamente neste caso.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

GANHADOR DO OSCAR LUTANDO CONTRA O TEMPO.

Filmes.
Ganhador do Oscar lutando contra o tempo.

Cuba Gooding Jr. é mais uma vítima da maldição do Oscar, ou seja, faz parte da crescente lista de excelentes atores e atrizes que após ganharem a estatueta careca por suas brilhantes atuações, tiveram um declínio impressionante em suas carreiras a ponto de cair nos ostracismo e atuarem em filminhos classe  Z. Ele ainda não chegou a este ponto, mas, está se direcionando a isso, já que a maioria dos seus filmes recentes são lançados diretamente em home vídeo (último filme que me lembro do ator nas telonas foi o tosco Norbit, estrelado por Eddie Murphy, onde Gooding Jr. faz uma desperdiçada e sem graça participação como coadjuvante). Caso do suspense de ação "B" Lutando Contra o Tempo, produção do ano passado, que acabei de assistir no Max HD, onde o carismático ator interpreta, de forma bastante convicente Lewis Hicks, um jornalista investigativo que, após ter sua amante assassinada descobre um diário do serial killer, com o nome de novas vítimas e as datas exatas dos próximos assassinatos. Correndo contra o tempo para acabar com a carnificina fest promovido pelo psicopata, o carinha descobre que, estranhamente, o DNA do assassino e a única ligação entre as vítimas é um introvertido garoto órfão. Como se isso não fosse nó cego demais para Hicks a polícia passa a tê-lo como principal suspeito de ser o misterioso serial killer e passa a pegar no seu pé.

Lutando Contra o Tempo até que consegue prender atenção, com uma trama razoavelmente bem escrita, repleta de reviravoltas e revelações que são, ao mesmo tempo, bombásticas e toscas. As atuações são razoáveis, nada de extraordinárias, com destaque para Gooding Jr., que apesar da atuar fase decadente de sua carreira, não deixa de ser um ótimo ator, e consegue superar as deficiências do enredo, brilhando com uma atuação bem acima do que o personagem de fato exige. Particularmente, é bom vê-lo numa atualmente rara atuação dramática, já que o talentoso ator sempre é escalado para comédias bobas e descompromissadas.

Em síntese, com enredo interessante, repleto de suspense e reviravoltas, e ótima atuação do seu protagonista, Lutando Contra o Tempo é um filme divertido, bem acima das produções "B", mas, ainda abaixo do talento de Gooding Jr., que, com perdão do trocadilho, precisa lutar contra o tempo para dar uma reviravolta em sua carreira. Mesmo assim, ainda recebe deste blogueiro a nota 7,5. Diversão boba e descartável que merece ser conferida.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DOIS FILMAÇOS PERDIDOS NO FINAL DA MADRUGADA.

Filmes.
Dois filmaços perdidos no final da madrugada.

Nesta madrugada, zapeando pelos canais fui supreendido com mais uma eventual liberação do sinal do canal Max HD. A supresa ainda foi maior, já que logo após o horrível A Fogueira das Vaidades, filminho tosco de merecido fracasso, estrelado por Tom Hanks, Melanie Grifith e Bruce Wills, dois filmaços das antigas, de épocas diferentes, foram exibidos, aos  quais passo a comentar a partir de agora.

Para quem não sabe ou não lembra, o prestigiado ator e diretor Clint Eastwood, antes de nos presentear com algumas obras primas fazia esta jornada dupla nos filmes de ação que estrelava. Caso do empolgante Impacto Fulminante, produção de 1983, quarta e penúltima aventura do mítico policial de São Francisco, Dirty Harry, que com seus métodos controvérsios, porém, eficazes, detona com a bandidagem. Cansados de tanta polêmica e para acalmar os ânimos mais exaltados, seus superiores o enviam para a um ensolarado balneário californiano, para tentar encontrar alguma ligação com um misterioso crime que mandou para terra do pé junto, um carinha com um tiro nos bagos. Lá, ele conhece a artista plástica Jennifer Spencer (Sondra Locke, na época esposa de Eastwood), uma mulher que após ser violentada, junto com a irmã, por um grupo de tarados, resolve eliminar um por um, começando pela tal vítima com os cunhões estourados no começo do filme.

O filme tem um bom roteiro e um ritmo eletrizante, principalmente nas tramas paralelas (a sequência onde Dirty Harry encara a bandidagem na lanchonete onde ele costuma tomar o seu café da manhã, com direito a dizer sua mais célebre frase, é marcante). Eastwood tem ótima atuação tanto como ator, onde demonstra está bem a vontade no personagem, como diretor, nos presenteando com ótimas sequências de ação. Apesar de não ser o melhor filme da franquia, Impacto Fulminante é um filmaço de ação que não envelheceu com o tempo. Um clássico do cinemão de ação que já mostrava o talento duplo de Eastwood. Para ser visto e revisto sem se tornar chato. Nota 8,0.


Depois da bandidagem ser ferrar com os tiros certeiros de Dirty Harry e da vingativa Jennifer, foi a vez da emissora por assinatura resgatar o excelente supense A Rede, produção de 1995, estrelada por Sandra Bullock, após o estouro de Velocidade Máxima.  A linda e talentosa atriz interpreta a pacata Angela Bennet, uma especialista em corrigir sistemas de informática, que passa por poucas e  boas, quando recebe um disquete que revela graves segredos de pessoas poderosas e passa a ser perseguida impiedosamente, algo que numa sociedade informatizada como a nossa pode detornar para sempre com uma pessoa. Sem identidade e tida como bandida foragida, a jovem tem que correr contra o tempo para salvar a sua pele e ainda recuperar a sua identidade. Um suspense eletrizante na dosagem certa, com um ritmo frenético, um roteiro muito bem escrito e repleto de reviravoltas, que prende a nossa atenção do começo ao fim, e ótimas atuações.

Bullock mostra aqui que tem cacife e carisma para estrelar uma produção, num dos primeiros filmes como protagonista. Seus  colegas de elenco, boa parte ilustres desconhecidos, não ficam atrás e nos brindam com atuações razoáveis. Injustamente sumido da programação das emissoras naicionais, A Rede é um filamço que merece ser descoberto, visto e revisto. Um dos melhores filmes estrelados por Sandra Bullock, com ação e suspense na medida certa. Imperdível. Nota 9,5.


Curiosamente, exatos onze anos após a sua produção, este filmaço eletrizante  ganhou uma continuação horrenda lançada diretamente em home vídeo, A Rede 2.0, onde a esforçada e lindinha atriz televisiva Nikki Deloach, interpreta Hope Cassidy, outra especialista em computadores que ver sua vida virar pelo averso, após o trampo dos sonhos ir por água abaixo, e se metendo na mesma roubada que a personagem de Bullock no filme original, fugindo dos misteriosos perseguidores pelas ruas de Istambul. Este sim, um filme que merece o ostracismo, já que é uma merda tão grande que está entre as piores continuações de todos os tempos, que praticamente repete a mesma trama do filme original, mas sem o mesmo brilho, numa produção classe "z". Um lixo nota que só recebe nota 0,5 pelo esforço da lindinha protagonista. Em síntese, uma bosta que deve ser ignorada e totalmente esquecida.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.