segunda-feira, 30 de maio de 2011

DOIS CLÁSSICOS, DUAS OBRAS-PRIMAS.

Filmes.
Dois clássicos, duas obras-primas.

Como toda arte que se preze, o cinema tem também suas obras-primas, que ultrapassam os limites espaço-tempo, emocionando  para sempre, gerações em gerações. Infelizmente, hoje em dia, além de cada vez mais raras de serem produzidas obras assim, as clássicas são esnobadas pelos canais televisivos, principalmente abertos,  que dão preferência aos lixos modernos. Nas últimas semanas, zapeando pela telinha, tive a graça de esbarrar em dois destas obras tão excepcionais, sendo uma produzida nos Estados Unidos e outra do nosso cinema nacional.

A primeira  foi o O Grande Ditador, clássico de 1940, estrelado, escrito e dirigido pelo saudoso e genial Charles Chaplin, exibida de  terça  para quarta (entre 17 e 18 de maio), em seu  idioma original, no canal Futura. Pressionado pela mudanças dos tempos,  que  em  pleno advento do cinema falado, ainda resistia em lançar os seus filmes mudos, Chaplin cede pela primeira vez, mas utiliza  o cinema falado para um importantíssimo alerta  a humanidade, em especial, aos Estados  Unidos, que até  então,  não tinham entrado na Segunda Guerra Mundial,  que ignoravam totalmente as atrocidades desumanas cometidas pelo nacismo alemão e o farcismo  italiano. Chaplin dar o seu recado, à  sua maneira, ou seja, com muito humor, e acabou nos presenteando com uma perfeita obra-prima.

Na trama, Chaplin interpreta dois personagens: um lunático ditador, que  deseja dominar  todo mundo e um simpático e um humilde e atrapalhado barbeiro judeu, que é  sósia do tal ditador aloprado. Um roteiro brilhante, que  ao  mesmo tempo que satiriza  a figura dos ditadores Hitler e Mussolini, nos diverte, arrancando risadas, também faz uma denúncia direta sobre a terrível perseguição as  minorias, em especial aos judeus, realizadas pelas loucas e diabólicas posições  dos ditadores. O discurso no final do filme, até hoje é atual e deveria  ser refletido por todos os  líderes da humanidade.

Como diretor, Chaplin era excepcional arrancando excelentes interpretações do seu elenco afiadíssimo, como também nos presenteando com cenas memoráveis, como na clássica cena em que o ditador brinca com o globo terreste, um inesquecível momento da história do cinema, que ao mesmo  é poético, engraçado e uma denúncia a megalomania de ditadores reais como Hitler.

Além  de excelente roteirista e diretor, Chaplin era um ator inigualável, mostrando todo seu carisma e versatilidade, conseguindo brilhar, até mesmo quando está cercado de excelentes atores, tão excepcionais como ele. Chaplin, numa facilidade ímpar, conseguia transceder, num piscar de olhos, da interpretação cômica com nas cenas do  duelo entre ditadores, e nas cenas clássicas de perseguições pastelões protagonizadas pelo barbeiro,  às dramáticas, como no emocionante discurso final, onde o barbeiro, confundido e trocado com o ditador, faz um belíssimo apelo para cada um de  nós. Uma geração que acha que  Robert Pattinson e cia., são bons atores, precisa urgentemente conhecer um ator de verdade que como Chaplin.

Em síntese, faltam as  palavras para comentar O Grande Ditador, que unanimamente, tanto da crítica quanto do público, está entre os cinco melhores filmes de todos os  tempos. Uma obra-prima que precisa ser conhecida e propagada de geração  em geração.

Minha pequena contribuição é o vídeo abaixo, com a cena final tão citada nesta postagem. Nela, Chaplin rompe as regras cinematográficas da época, que diziam que um personagem jamais poderia olhar diretamente para a camera. Não deixe de conferir este trecho emocionante.


Outra obra-prima que tive a graça de esbarrar acidentalmente, zapeando pela TV, foi a clássica chanchada nacional  O Homem do Sputinik, que foi exibida na última sexta, pela TV Justiça.  Como toda chanchada da  Atlântica, o filme é uma ingênua comédia, com um enredo simples e um elenco que reúne um galã canastrão da época, uma mocinha lindinha, uma vedete sensual  e um time  de comediantes  feras que neste filme, são liderados pelo genial  Oscarito.

O filme  de 1958, em pleno auge da guerra pela conquista do espaço travada  pelos  Estados Unidos e a antiga União Soviética, gira  em torno de um casal  humilde (os saudosos e engaçadíssimos  Oscarito e Zezé Macedo, que simplesmente brilham na produção), que ver sua vida pacata mudar após a caída no seu galinheiro, de um esfera metálica, que acreditam  ser a nave soviética Spultinik. É só o início de muita confusão boba, bem ao estilo  da época, envolvendo o casal, jornalistas, brasileiros da alta sociedade, russos, norte-americanos e franceses.

Assim como Chaplin  em O Grande Ditador, evidente que guardada as devidas  proporções, o filme dirigido pelo saudoso Carlos Manga, satiriza os costumes da época, como a guerra espacial e o comportamento da sociedade das nacionalidades retratadas  nos filmes,  como todos os seus  esteriotípos. Neste ponto, a então jovem Norma Benguel como uma sensualíssima francesa  e um rapazinho gordinho chamado Joe Soares, hoje, o apresentador global Jô Soares, interpretando  um dos aloprados agentes norte-americanos, dão um show à parte.

O Homem do Sputinik pode ser uma comédia boba  e ingênua nos dias  de hoje, mas é um clássico da época de ouro das super-produções luxuosas do nosso cinema. Outra obra-prima, desta vez do nosso cinema,  que precisa ser conhecida e divulgada.

Confira a chamada da TV Justiça, contendo alguns trechos desta obra-prima do nosso cinema:


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
Cartaz original da obra-prima de Chaplin.


Chaplin, em cena, como o barbeiro judeu, contracena
com Paulete Gorddard, na  época sua esposa.

Não poderia faltar as clássicas cenas pastelões
que revelaram para o mundo o genial Chaplin.

Cartaz original da obra-prima do nosso cinema.
  
Algumas cenas da divertídissima chanchada.
  
Jô Soares (ao centro), que na época usava o tosco nome de  Joe.
Mostrando o seu talento humorístico logo de cara.

O governo francês manda  sua principal arma para pegar o Sputinik.
Já naquela época a sensualidade aparecia no nosso cinema.

RAKING DOS INDICADOS AO OSCAR DE MELHOR FILME

Filmes/Opinião.
Meu raking dos indicados ao Oscar de Melhor Filme.

Com o final da maratona que realizei com os indicados deste ano ao Oscar de Melhor Filme, cheguei algums conclusões que só confirmaram as minhas suspeitas.

A primeira é que o aumento de indicações nesta categoria desde do ano passado, é desnecessária. Mesmo que  este ano ótimos filmes ultrapassem o antigo número de cinco indicados, para mim, dobrar o número dos  indicados continua sendo   uma desculpa esfarrapada para a premiação ser um instrumento para atrair o público a filmes que dificilmente alguém com gosto populares como eu, teria interesse em assistir.

Algo também desnecessário é a  indicação de animação a Melhor Filme, já que  existe uma categoria que premia  os melhores  do gênero. É  incoerência e deslealdade colocar para competir seres humanos com animação, por mais que estas sejam excelentes, tanto no roteiro quanto na parte técnica. Por mais que seja muito bem realizadas, estas jamais superarão filmes de carne e osso na preferência popular e  dos membros da Academia. Como diz  o ditado popular "Cada macaco no seu galho",

A outra conclusão é que nem sempre os melhores filmes do  ano, são indicados. É nítido que a Academia, com raríssimas exceções,  preferem indicar filmes "bundas", que  não agradam a boa parte do público com o gosto pouco exigente, que prefere os blockbusters aos filmes  de arte. Este ano, até que mais da metade das indicações foram merecidas, mas se pegar a minha lista dos melhores filmes do ano passado (cf. http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/12/os-melhores-filmes-de-2010.html)*, como também de outros cinéfilos com gosto populares, e comparar com  a lista  dos indicados, constatará esta realidade.

Por fim, chego a conclusão que, na maioria das vezes, nem sempre o melhores indicados  são os vencedores. Este ano não foi diferente, já que, na minha opinião, apesar dos seus méritos, o vencedor O Discurso do Rei, é o mais fraco dos sete que realmente mereceram ser indicados. Fica claro  que os membros da Academia não gostam de ideias originais e inovadoras, sempre optando pelo mais óbvio.

Pelos motivos supracitados, somados a um cerimônia cada vez mais  chata e sem brilho, é que a premiação do Oscar a cada  ano, vem perdendo força e interesse  por parte de cinéfilos como eu,  que  não têm gostos refinados, mas têm o bom senso para perceberem quando um  filme realmente é bom ou não.

Enfim, vamos ao que interessa:

RAKING  DOS INDICADOS A MELHOR FILME:

1º Lugar: A Origem.
Nota: 10,0.
OBS: Inovador, original, um filmaço que conseguiu a façanha de agradar crítica e público, mas muito injustiçado pelos membros da Academia. Sem dúvida,  uma  das  maiores injustiças já cometida  na história da famosa premiação.

2º Lugar: Bravura Indômita.
Nota: 9,5.

3º Lugar: Cisne Negro.
Nota: 9,5.
Comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/03/um-bale-supreendentemente-assustador.html

A partir daqui, apesar de achar  justíssima as   indicações,  não seriam os meus favoritos a levar a estatueta, já que faltam  aos quatro um pouco de  originalidade. Coincidentmente, todos são baseados em fatos reais.

4º Lugar: 127 Horas.
Nota: 9,0.

5º Lugar: O Vencedor. 
Nota: 8,5.

6º Lugar: A Rede Social.
Nota: 8,5.

7º Lugar: O Discurso do Rei.
Nota: 8,5.

A partir daqui nenhum destes filmes mereciam ser indicados.

8º Lugar: Toy Story 3.
Nota: 9,5.
OBS: Apesar da nota altíssima  que  atribuo a animação, que realmente é ótima e supera a maioria dos indicados, para mim, não deveria sequer ser indicado nesta categoria, por motivos já comentados acima.

9º Lugar: Minhas Mães, Meu Pai.
Nota: 4,0.
OBS: Ideia original jogada no lixo, num roteiro chato, enfadonho e previsível, num filme que não se define nem no seu gênero, igual a sexualidade de uma das  personagens  centrais. Uma das indicações mais injustas da história do Oscar.

10º Lugar: Inverno da Alma.
Nota: 2,5.
OBS: Esta porcaria morgadíssima só ganhou nota em virtude das atuações razoáveis dos atores. Caso contrário, seria um zero redondinho, pois o filme é péssimo. Chato, enfadonho, tedioso, este filme é um perfeito sonífero para curar a insônia mais crônica.  Faz companhia  a  Comer, Rezar, Amar e Sex and the City 2, na lista dos piores do ano passado. Outro  exemplar que, inexplicavelmente, foi indicado ao Oscar e ficou de fora do Framboesa. Como consolação, está entre os cinco indicados com cartazes visualmente legais.

E aí, concorda com o meu raking? Duvido  que sim, até porque gosto não se discute, se curte. Vamos dinamizar o nosso espaço, deixei seus comentários, suas opiniões, faça você também a sua lista.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

* = Nota: Bravura Indômita e Cisne Negro não  estão na lista apenas por terem sido lançados  este ano nos cinemas brasileiros, portanto, inéditos na época que a lista foi postada.

ENCERRANDO COM CHAVE DE OURO.

Filmes.
Encerrando com chave de ouro.

Mais rápido do que eu imaginei, a maratona com os filmes indicados  ao  Oscar de Melhor Filme deste ano chegou ao fim. O feito se deu neste tempo inesperado, principalmente graças ao Cine SESI, que exbiu boa parte dos indicados. E não poderia encerrar melhor, com dois ótimos filmes, que passo a comentar a partir de agora.

O primeiro filme, e o único indicado que assisti em DVD, é a divertida animação Toy Story 3, último da trilogia, até  então, que no original é estrelada por Tom Hanks e Tim Allen, que emprestam suas vozes aos figuraças protagonistas  da divertida série animada.

Na trama, a hilária turma de brinquedos, liderada  pelos aloprados caubói e astronauta, está apreensiva com o seu destino, já que Andy, agora é um jovem rumo a Universidade. Acidentalmente, eles vão parar numa creche, onde encotram outros hilários brinquedos usados doados a creche. O roteiro é divertido, com cenas engraçadíssimas, com direito a situações hilárias como as que envolve o boneco Ken, parceiro da  Barbie, que no original é dublado pelo ex-Batman Michael Keaton. Além de engraçado, o filme é emocionante, com lindas mensagens, mantendo o mesmo nível dos antecessores, e encerra com chave de ouro a trilogia, que aparenta encerrar com este filme.

Porém,  apesar das inegáveis qualidades, não achei que Toy Story 3 mereça a indicação ao Oscar de melhor filme. É uma ótima animação, acima da média, que merecidamente ganhou o Oscar na categoria Melhor Animação. Particularmente, discordo das indicações de longas  de animação ao prêmio máximo da Academia. O que aparenta é estas indicações sejam apenas uma desculpa para a Disney tentar divulgar suas animações, que viu sua hegemonia no gênero animação acabar nas últimas  décadas, com o ingresso no gênero de outros estúdios, com ótimas animações, gênero  que até  então,  os estúdios Disney reinava absoluto. O que me leva a esta suspeita é que, coincidência ou não, as únicas animações até agora indicadas  ao Oscar de Melhor Filme (as outras foram A Bela e a Fera,  e UP - Altas Aventuras), são produções pelos estúdios de Mickey e cia. Algo desnecessário, já que a Disney  não precisa utilizar nenhum  artifício para chamar atenção para suas, quase sempre, excelentes animações, pois só o  nome já é sinônimo de qualidade.

Em síntese, Toy Story 3 é uma ótima animação, muito bem feita tecnicamente, com um roteiro excelente, que emociona crianças e adultos.



Uma semana  depois, a maratona chegou ao fim, com 127 horas  drama baseado em fatos reais, que eu conferi na segunda semana que está em cartaz na Sessão de Arte, do Cine Maceió.

O filme estrelado por James Franco narra a história real de Aron Ralston, um jovem que vive o drama de, após um acidente, fica com o seu braço preso numa pedra. Sozinho, num lugar deserto, tenta  se manter vivo, a tempo que reavalia sua vida.

O filme é excepcional, com um ótimo e envolvente roteiro, que ganha força graças a excelente interpretação de Franco, que nos conduz e prende atenção no drama trágico do seu personagem real. Na dosagem certa, Franco dá um show, brilhando sozinho em boa parte do filme. Se não tivesse concorrentes de peso, dificilmente o Oscar não iria para a sua estante.

Emocionante e comovente, 127 Horas  é um excelente filme, que merecidamente foi indicado a categoria de Melhor Filme.  Um drama baseado em fatos reais, acima da média. Imperdível!


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 28 de maio de 2011

MINHAS SUSPEITAS ESTAVAM ERRADAS.

Filmes.
Minhas suspeitas  estavam erradas.

Vida de cinéfilo em Alagoas não é fácil. As pouquíssimas salas de exibição, todas em Maceió, onde um ou dois filmes ocupam a maioria delas, acaba limitando bastante as nossas opções, e ainda nos forçam a fazer escolhas difíceis, como esperar que o filme seja  lançado em  DVD, ou até  mesmo adquiri-lo na versão  pirata. Semana passada, tive que fazer uma difícil escolha: assistir um filme em 3-D mas dublado ou no formato convencional porém legendado. Como valorizo mais as interpretações do que o que a tecnologia possa oferecer, optei por esta última e fui conferir na sala do Lumière, Padre, filme de ficção e ação (e não terror como estava escrito na bilheteria), baseado  numa conhecida Graphic Novel.

Alguns meses atrás, temia que, devido ao título e  ao tema (grupo de assassinos da Igreja), seria mais um filme, que fanáticos religiosos, sem ter o que fazer, iriam fazer uma tempestade em copo d'água, falando como se fossem da Igreja e até criticando-A por não se manifestar contra um filme de bobo. Graças a Deus, que isso, até agora, não aconteceu, pois seria uma imbecilidade. Até porque, o filme em questão é simplesmente ficção, que mistura cenário futurista com faroeste. A tal igreja do filme, apesar  de claramente ser uma alusão a organização da Igreja Católica, passa longe da realidade, não sendo ofensivo em  nenhum  momento. Em  síntese, a Igreja está certa, quando no lançamento de filmes bobos como estes, simplesmente ignorá-los. Particularmente, inda bem que não me deixei levar pelo preconceito, pois iria perder um ótimo e divertido filme de ação.

A trama se passa num tempo indeterminado, que parece ser no futuro, mas com climão de faroeste. Padres são homens e mulheres que a igreja recrutou para combater os vampiros após séculos de guerra, acreditava-se  que os últimos foram presos e os padres foram aposentados, vivendo de sub-emprego numa espécie de feudo, controlado pela igreja, onde vive boa parte da população mundial. Até que os familiares de um desses padres, são atacados e mortos por vampiros, numa cidadezinha fora dos muros, forçando o padre, contrariar a ordem da igreja e sair da aposentadoria.

O filme tem excelentes efeitos especiais, que mesmo no formato convencional, impressionam e  empolgam, o que me leva a suspeita de ser mais um  filme  que  é lançado em 3-D, após a sua filmagem, apenas  para faturar mais grana. As interpretações são razoáveis e não comprometem. Já o roteiro é interessante e prende a nossa atenção, dando um gancho enorme para uma possível continuação.

Em  síntese, apesar do título e da alusão descarada a  Igreja, Padre é um  ótimo  filme. Divertido e bobo, não deve ser levado a sério. No mundo em que vivemos, os membros da nossa Igreja têm motivos muito mais sérios para protestar.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.






Caubói desertor, meio-vampiro, meio-humano:
Principal vilão do filme.

Donzela em  perigo:
Até um faroeste futurista precisa ter uma.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

TV ABERTA TAMBÉM É A MAIOR DIVERSÃO.

Filmes.
Estreia: Tv aberta também é a maior diversão.

Ótimos filmes de ação parte 2.

Existem filmes que, mesmo sendo exibidos exaustivamente, não cansamos de assistir. Neste fim de semana, teremos dois ótimos  exemplares deste  "vale  a pena  ver de  novo", sendo exibidos em emissoras abertas.  Em comum, além de serem o segundo filme de suas, por enquanto, excelentes trilogias, são filmes de ações  divertidíssimos, com muito humor e repleto de cenas empolgantes, bem ao estilo "me engana que eu gosto!".

O primeiro é A Hora do Rush 2, que será exibido hoje, por volta das 23 horas, na sessão Tela de Sucesso, no SBT. Jackie Chan  e  Chris Tucker voltam a perfeita parceria, num filme ligeiramente superior ao primeiro. Desta vez, quem se mete em terras estrangeiras é o aloprado personagem de Tucker, que viaja até a China, para passar férias,  mas, junto com seu parceiro chinês, acabam envolvidos em outra  investigação.

A dupla, como sempre, está perfeita, com uma química e entrosamento ímpar, com Chan dando um show nas artes marciais e Tucker, nas tiradas hilárias. Pena que o filme seja exibido dublado, pois a voz original do comediante  é impagável. Outro ponto negativo é o corte dos créditos finais, onde aparece os erros de gravações. Mas, fora isso, o filme é um programão para começamos bem o fim de semana. Confira.



Carga  Explosiva  2, será exibido no final da noite de domingo, na sessão Domingo Maior, da Rede Globo. Apesar do horário incoveniente (na região Nordeste será exibido já na madrugada d de domingo para segunda, após o especial musical sobre Luiz Gonzaga), vale  a pena ir dormir um pouco mais tarde para ver as peripécias surreais do personagem de Jason Statham.

Desta vez, Frank tenta ser um simples motorista de uma rica família norte-americana. Mas, os burros  dos bandidos, inventam de sequestrar o garotinho filho dos  novos  patrões, o que só serve de desculpa esfarrapada para o personagem de Statham distribuir porrada para tudo que é  lado e ainda de quebra, realizar manobras mirabolantes (difícil não soltar  altas gargalhadas na nos absurdos apresentados, como na cena  que Frank tira  um bomba instalada no seu luxuoso carro). Com mais  ação e cenas "me engana que eu gosto" que o primeiro filme, o filme é divertissimo. Nada como começar uma nova semana assistindo um ótimo filme. Imperdível!



Rick Pinheiro.
Cinéfilo, de olho nas TV abertas.

ANIVERSÁRIO DO NOSSO BLOG.

Partilha.
Aniversário do nosso blog.

Pois é galera internauta, este espaço virtual completou o seu primeiro ano de existência. E a comemoração só não foi na data exata, porque o meu pc inventou de quebrar pela miléssima centéssima octagéssima vez, me deixando ausente do mundo virtual por mais de duas semanas. Mas, como diz o ditado popular: antes tarde do que nunca.

Breve Retrospectiva.

Tudo começou na tarde de sábado de 22 de maio de 2010, dia de Santa Rita de Cássia. Atendendo a sugestão do nosso amigo e irmão em Cristo Mc Miyagi Eudes Comenta Inácio, criei este blog.  Uma breve apresentação, uma reflexão sobre Santa Rita de Cássia, outra sobre a Liturgia da Palavra do dia e uma avaliação comparativa entre as salas de cinema do Centerplex e  do Severiano Ribeiro marcaram a minha estreia como blogueiro.

De lá até esta foram exatas 670 postagens, com os mais variados assuntos, com temas sérios como reflexões sobre fé, política e sociedade, lights como cinema e  televisão,  resenhas, como chamamos aqui em Alagoas, dos nossos amigos e irmãos  de caminhada cristã, passando por uma cobertura, às vezes sérias, da Copa do Mundo, das eleições, do Oscar e até mesmo do premiação do Troféu Framboesa,  onde tivemos a difícil missão de assistir a cerca de 90% dos indicados ao mais tosco e temível prêmio do cinema. Enfim, uma mistureba de assuntos, como diz a mensagem de acolhida do nosso blog.

Devido a relevância da evangelização em minha vida, em 14 de novembro, foi criado o Rick Missionário PJoteiro, na Comunidade Gente de Fé, da Canção Nova, reproduzindo lá, todas as postagens aqui com temas relacionados a fé. Meses depois, no dia 25 de Abril, mudamos a hospedagem para o Blogspot e, desde então, tudo que for relacionado a fé é postado exclusivamente lá (confira e siga em:

Postagens mais comentadas.

Apesar dos atuais 48 seguidores e de ter convocado Chuck Norris, discípulo do Mc Miyagi Eudes Comenta, para intimidá-los, até agora, poucos são os que deixam comentários, o que, particularmente, falando sério, me entristeçe um pouco.

Das postagens comentadas  por amigos e seguidores, as campeãs foram as resenhas ao figuraça  Paulo Avatar Carioca, o PJoteiro mais comentado neste blog.  Nelas, abrimos o arquivo confidencial que nem mesmo o WikiLeaks conseguiu expor a humanidade sobre este mala sem alça. 

Curiosamente as postagens mais comentadas foram de pessoas que não são seguidores do blog. A campeã absoluta foi a  minha  primeira postagem com comentários sobre o Sr. Gabriel Chalita (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/10/gabriel-chalita-traidor-da-fe-catolica.html), que teve seis comentários. Outra  postagem  sobre o pseudo-católico e  deputado federal teve quatro comentários, ocupando a  terceira colocação (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/02/joio-no-meio-do-trigo-catolico.html).

A prata para maior número de comentários, até agora, está com a postagem sobre a saga Crepúsculo (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/07/saga-crepusculo-modinha-teen-irritante.html), com cinco comentários, ou melhor, xingamentos contra o nosso blog, o blogueiro e até a mãe dele, feitas  por desbocada fanáticas doentias pela tosca série teen. Até aqui no mundo virtual tenho que aturar aborrescentes sem nada na cabeça. Aff!

Outra postagem que gerou polêmica e comentários, espantosamente, tratava da relação entre Milagre de Fátima e o resgate dos mineiros chilenos (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/10/mais-um-milagre-de-13-de-outubro.html),  com três comentários de fanáticos  nada religiosos, mesmo número de outra  postagem sobre Nossa Senhora de Fátima (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/10/eu-e-nossa-senhora-de-fatima.html), só que aqui os comentários foram tão  amenos  que ficou parecendo peregrinação a postagem Mariana.

De fato, no caso deste blog,  fé, política e, a Saga Crepúsculo, se dicutem.

Novidades.

Sempre buscando o melhor, exclusivamente para oferecer a vocês o melhor, andamos fuçando nos vários recursos oferecidos pelo Blogspot. Para começar, um serviço de utilidade pública aos cinéfilos que nos visita, onde ofertamos os links de todas (como se fosse muitas) salas de cinema de Maceió. Para acessar, bastar clicar na logomarca de cada uma.

Outra novidade é que todos que nos visitarem ficarão por dentro também das novas postagens dos blogs de amigos nosso, que aliás, são muitos bons, com assuntos dos mais variados, que vão de notícias quentissimas da pequena e acolhedora Santana do Mundaú até ao alto nível de intelectualidade filosófica-teológica-sociológica do mestre Mc Miyagi Eudes Comenta Inácio.

Por fim, ofertamos links de sites e blogs dos mais diversos temas debatidos aqui no blog.  E como brasileiro, o futebol não  poderia deixar de ser um deles. Por isso, ofertamos os links dos sites oficiais do glorioso, mas atualmente imobilizado CSA, e do sempre campeão  dos campeões Flamengo. Clique nos escudos e ficar por dentro do maior campeão alagoano e do time mais amado e ao mesmo tempo odiado do mundo (fazer o que se a inveja mata?).

Mas, de nada adiantaria arrumarmos o design do blog, se não tivessemos conteúdo. Por isso, vamos também trazer novidades em nossas postagens, no decorrer do  ano. Uma delas é iremos indicar e comentar bons filmes exibidos  na TV aberta. Outra será o novo tópico intitulado "Curto e Grosso!", onde, em pouquíssimas palavras (um grande desafio já que falo muito no mundo real e no virtual), comentaremos algumas notícias do cotidiano. Também teremos o tópico "Stand-up Comedy Blog", onde postaremos algumas piadas. Se serão engraçadas ou não, só dependerá de como você ler.  Por fim, estamos fechando contrato com um grande sábio oriental, para colaborar conosco, ofertando os seus pensamentos, que nem sempre serão o nosso, muito menos devem ser  levados a sério.

Mas a principal novidade, sem  dúvida,  será a sua sugestão. Ajude-nos a fazer um blog melhor, já que ele é nosso, por isso mesmo, sempre que posso, escrevo na primeira pessoa do plural. Estamos  aguardando a sua colaboração.

Rick Pinheiro.
Blogueiro a um ano e seis dias.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

VELOZES E MENTIROSOS.

Filmes.
Velozes e mentirosos.

Depois de quase um ano de espera e alguns dias de "preparação" revendo   os filmes anteriores em DVD, finalmente assistir Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio, na primeira sessão do dia de hoje (13 horas), do Cine Maceió 2.

A trama, é interessante, iniciando com o final do último filme, onde Brian (Paul Walker, fraco como sempre), Mia (Jordana Brewster, um pouco mal aproveitada, mas com mais destaque que o filme anterior) e companhia, de modo surreal ("para variar"), resgatam Dominic (Vin Diesel, no piloto automático), a caminho da prisão. Logo após, sem nenhuma explicação, os pombinhos estão no Rio de Janeiro, onde reencontram Vince (Matt Schulze), velho membro da gangue do primeiro filme, e, precisando de grana, embarcam na roubada de assaltar um trem em movimento. Só que um dos carros luxosos roubados, vem como adicional que não é de fábrica, um chip contendo informações de toda operação de um traficante, que é o "Rei do Rio" (o ótimo ator português Joaquim de Almeida, desperdiçado). Desculpa esfarrapada, para o trio de protagonistas, recrutar os personagens mais interessantes dos filmes anteriores, para realizarem um grande assalto. Paralelamente, chega ao Brasil, um agente federal norte-americano (Dwayne Johnson, o ex-lutador de luta livre,The Rock, um pouco desperdiçado) e sua equipe, com a missão de capturar o trio de criminosos.

É inegável que Velozes Cinco tem seus pontos positivos. Para começar, de todos os filmes da franquia, é o de mais longa duração (130 minutos) e o campeão em número de cenas "me engana que eu gosto!", que reinam durante todo o filme (primeiro motivo dos "mentirosos" no título da postagem), começando pela fuga de Dominic, onde o carro conduzido por O'Conner bate no busão e não sofre um arranhão, ao contrário do busão que se ferra todinho, até a cena final onde Dom e O'Conner passeiam pelas ruas do fictício Rio de Janeiro (explico já, o porquê do fictício), arrastando um pesadíssimo cofre de banco. Neste ponto, o filme diverte e chega arrancar mais risadas da plateia que os seus antecessores, nos absurdos apresentados. Nos agrada ambém a volta de alguns personagens interesssantes, como Vince, do primeiro filme,  Roman Pearce (Tyresse Gibson) e Tej (o rapper Ludacris) de + Velozes + Furiosos,  Han (Sung Kang), de Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio.

O filme acerta  também em trazer The Rock para a série. Ele e Diesel, estouraram nas telonas praticamente na mesma época, no começo da década, lembrando vagamente a "rivalidade" Stallone e Schwarzenegger, nos saudosos anos 80. Logo, o encontro dos dois numa mesma produção, não poderia passar, sem os brucutus pouca-telha sairem na porrada. Em Velozes Cinco, o duelo entre eles é satisfatório, apesar dos dois mais atravessarem paredes do que trocar tapas numa coreografia bem feita. Apesar disto,  é o ponto alto e mais aguardado do filme, não decepcionando os fãs de ambos durões.

O roteiro é regular, sendo apenas uma mera desculpa para ótimas cenas de ação. Tem alguns acertos, como em resgatar o clima família dentro da gangue do primeiro filme,  e outros erros imperdoáveis, num filme que tinha tudo para ser o melhor da franquia. Se por um lado, acertou  também em trazer de volta  interesssantes personagens, protagonistas e secundários, dos filmes anteriores, nas absurdas cenas de ação e numa revelação bombástica no meio dos créditos finais, comete o erro imperdoável ao deixar de lado os rachas de rua, característica principal da franquia, como também se distanciar da realidade, sem explicação lógica, como na patética fuga empreendida por Dominic e O'Conner, presos pelos capangas do vilão do filme e a caracterização dos personagens brasileiros, com certeza, a maior falha da produção. Tudo bem que a série é totalmente ficcional, e sempre nos brindou com absurdos, mas aqui, em algumas cenas, chega a ser ridículo e até uma ofensa a nossa inteligência de meros espectadores.

E falando em ofensa, não poderia deixar de comentar sobre a polêmica levantada pelos pseudo-patrióticos, que sempre que um filme norte-americano é filmado e/ou com histórias que se passam no Brasil, estão alertas para criticar, ou melhor, protestar violentamente. Discordo com eles na crítica que fizeram ao filme por causa de  frases do tipo "Aqui é Rio!" que logo após ser dita, vários figurantes apontam armas para os agentes norte-americanos ou em mostrar toda polícia do Rio de Janeiro corrupta. São cenas pequenas, que passariam totalmente despercebidas, se não fosse a imbecil polêmica levantada pelos pseudo-patrióticos de plantão. Minha discordância é por um simples fato: O Rio de Janeiro mostrado no filme simplesmente não condiz com a realidade. Nunca fui a Cidade Maravilhosa, mas tenho certeza que lá, não tem deserto, com um trem transportando pessoas e mercadorias, muito menos que o traficante engravatado, cara de executivo de novela das oito, seja um grande chefão do crime organizado e que a polícia do Rio tem carros chiques e possantes (segundo motivo dos "mentirosos" no título da postagem). Acreditar que o Rio de Janeiro mostrado em Velozes Cinco é o retrato fiel da realidade e se incomodar com isso, é o mesmo que achar que num país que valoriza ao extremo suas tradições, como o Japão, o idioma falado por seu povo seja o inglês, como foi mostrado no terceiro filme da franquia. Como disse acertadamente Vin Diesel, na coletiva de imprensa aqui no Brasil: "mostrar a realidade do Rio de Janeiro,  Cidade de Deus e Tropa de Elite, já fizeram isso muito bem." 

Como brasileiro, o que me deixou incomodado mesmo com Velozes Cinco, foi o fato de não ter um brasileiro sequer no elenco e de algumas cenas, principalmente, as mais empolgantes, serem realizadas em qualquer lugar do mundo, menos no Rio de Janeiro, nem em outra cidade do território brasileiro (o diretor Justin Lin tentou se defender, dizendo  que iria causa irritação aos cariocas o fechamento das ruas, para filmarem as sequências, mas pô, não tiveram que fechar as ruas de Porto Rico, para filmarem? Desculpa patética!). É irritante ver os personagens brasileiros do filme falar a nossa língua pátria com um carregado sotaque norte-americano, mexicano e português. Na coletiva de imprensa, algumas semanas atrás, o diretor e os produtores do filme, garantiram que a versão que seria exibida no Brasil, estes personagens seriam dublados. Bem, se de fato isso aconteceu, que eu duvido muito, trocaram gato por lebre, colocando os próprios atores para dublarem a si próprios. A única exceção ao português com sotaque insuportável, é Jordana Brewster, que mesmo interpretando uma personagem norte-americana, nas pouquíssimas vezes que falou em português, deu um show em domínio do idioma. Com certeza, por ser filha de uma brasileira e ter morado aqui por seis anos.

Críticas as grosseiras falhas à parte, o fato é que Velozes e Furiosos: Operação Rio, cumpre o seu papel de nos entreter, perdendo apenas para o primeiro filme e ligeiramente  superado pelo penúltimo. Um filme que faz jus a série, logo, não deve ser levado a sério. Embarque nessa, sem preconceitos que a diversão está garantida.

Ah, uma dica importante: não tenha tanta pressa em sair do cinema, pois no meio dos créditos finais, acontece uma cena, onde os personagens de The Rock e Eva Mendes (a agente do FBI Mônica Fuentes, de + Velozes + Furiosos), nos apresentam uma revelação bombástica. Se depender desta cena, o próximo Velozes e Furiosos que já está sendo escrito, promete. É esperar ansiosamente para conferir.

Enquanto isso, confira o trailer deste Velozes e Furiosos 5: Operação Rio:



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Perseguição na Favela:
Paul Walker e Jordana Brewster fugindo dos bandidos e
Vin Diesel sendo perseguido implacávelmente por The Rock.
Única cena de ação empolgante feita verdadeiramente no Rio.

Jordana Brewster e parte do elenco de Velozes Cinco,
conferindo as opiniões deste blogueiro sobre o filme.