segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O MELHOR E O PIOR DE 2012.

 
 
Mais um ano está chegando ao fim. E como sempre faço desde que me tornei blogueiro há mais de dois anos, reservo a última postagem do ano para elencar os melhores e também os piores filmes lançados em terras brasileiras. Evidente que muitos filmes eu deixei assistir, principalmente, pela incompetência dos gerentes das salas de cinema locais que ainda não aprenderam como funciona o mercado por aqui. Mesmo assim, e também com a ajuda virtual dos sites que postam filmes online (locadora esse ano não dei as caras), conseguir assistir um bom número de lançamentos. Irônicamente, justamente no ano que comecei a dar notas aos filmes, pipocaram nas telonas produções excepcionais, o que me deu trabalho até as últimas horas do ano. Os piores do ano também pintaram em grande número, mas, deu menos trabalho, mesmo com um empate entre os primeiros colocados. Sem perder tempo, pois daqui a pouquinho é um novo ano, vamos aos melhores e aos piores filmes de 2012 na opinião não de um crítico especializado ou cinéfilo com alto nível de preferência, mas, de um cinéfilo do povão, que julga os filmes apenas movido pelo amor a sétima arte e não as critérios técnicos, artísticos e sei lá mais como os especialistas julgam.
 
 
 
A SÉTIMA ARTE HOMENAGEANDO A PRÓPRIA SÉTIMA ARTE.
 
 
Desde que inaugurei este blog não tivemos um ano tão produtivo nas telonas. Não faltaram filmaços excecpcionais, para todos os gostos, desde de super-heróis estreando, encerrando e se renovando nas telonas, passando por encontro histórico e até então inimaginável de grandes astros do gênero de ação, a obras-primas que deram aula como se deve usar o recurso 3D. Mas, nada se compara quando o cinema presta homenagem a si próprio. Caso do excepcional e emocionante O Artista, que, merecidamente, ganhou o Oscar de Melhor Filme deste ano. Quem diria que eu e a Academia iriamos está de acordo a ponto do melhor filme eleito por eles, ser na opinão deste blogueiro ignorante o melhor filme do ano.  Outro filme que rende uma linda homenagem a sétima arte, A Invenção de Hugo Cabret, que também não saiu de mãos abanando da festa do Oscar, é também outro filmaço deste ano que se encerra e entra na lista deste blogueiro. E olhe que o filme é dirigido por Martin Scorcese, um cara que particularmente não simpatizo, mas, não nego que tenha realizado obras-primas excepcionais, como essa sua estreia brilhante no formato 3D.
 
O Artista, comentários em:
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O ANO DOS SUPER-HERÓIS.
 
 
Depois de um 2011 que as adaptações de super-heróis para as telonas deixou um pouco a desejar, 2012, foi definitivamente o ano dos heróis. A começar pelo fodástico Os Vingadores - The Avengers, que não fez feio e realizou a proeza heroíca de superar expectativas, e só não é o melhor filme do ano, se não fosse o belíssimo vencedor do Oscar. Quem também surpreendeu e superou expectativas foi o homem-morcego em Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que encerra com chave de ouro a excepcional trilogia que elevou os filmes de super-heróis a obras-primas. O Espetacular Homem-Aranha e Dredd assinam embaixo que 2012 foi o ano dos super-heróis.
 
Os Vingadores, comentários em:
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, comentários em:
 
O ANO DE BRENO SILVEIRA.
 
 
 
Enquanto Walter Salles e Fernando Meirelles, na minha opinião, cagaram feio esse ano com duas merdas gringas, quem honrou a pátria amada Brasil foi Breno Silveira. O cara que tem uma filmografia curtíssima, incluindo um mega-sucesso, Dois Filhos de Francisco, arrebentou com dois filmaços emocionantes. O primeiro foi o comovente À Beira do Caminho, que, infelizmente, não teve, pelo menos aqui em Maceió, a atenção do público que merecia. O que não aconteceu com a emocionante e surpreendente cinebiografia Gonzaga - De Pai para Filho. Disparado, na minha opinião, Breno Silveira é o diretor do ano.
 
À Beira do Caminho, comentários em:
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E O OSCAR IRÁ PARA...
 
 
 
Bem, se permanecer o bom senso dos membros da Academia, 2013 promete ser mais um ano de indicações justas. A começar pela aposta certa de ser indicada, Argo, um thirlley eletrizante estrelado e dirigido por Ben Afleck, que, vem surpreendendo deixando a canastrice de outrora e tornando-se não somente um ótimo ator, como também um diretor competente. Não vi ainda ninguém comentando, mas, na minha opinião, As Aventuras de Pi, é outro filmaço que merece ser indicado como Melhor Filme e nas categorias técnicas. O imprevisível Ang Lee aproveitou o ótimo material que tinha em mãos, e usando a mais moderna tecnologia, incluindo o 3D, realizou uma verdadeira obra-prima do cinema. Somente se a injustiça e a falta de bom senso dos membros da Academia para não reconhecer um filmaço tão envolvente  e emocionante.
 
 
O CARA É CRAIG, DANIEL CRAIG.
 
 
Foram só dois filmes, lançados no começo e no final do ano. Mas, o suficiente para Daniel Craig ser o astro do ano. O cara simplesmente atuou em dois filmaços excecpionais que estão entre os melhores do ano, não somente na opinião de cinéfilos com gosto bem simples e populares como eu, mas, também da crítica. Em janeiro, Craig pintou nas telonas no fodástico Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, apesar de ser ofuscado pela atuação excepcional de Rooney Mara, indicada ao Oscar. Mas, em novembro, Craig, finalmente, se firmou como o agente secreto mais famoso do mundo e arrebentou no também fodástico 007 - Operação Skyfall, simplesmente um dos melhores filmes da franquia.
 
Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, comentários em:
007 - Operação Skyfall, comentários em:
 
A VOLTA DOS QUE FORAM.
 
 
2012 foi o ano de despedidas de algumas franquias (Batman, A Saga de Crepúsculo), mas, também da volta de velhos conhecidos nossos, repaginados. A começar pela princesa dos contos de fadas Branca de Neve, que apareceu em dose dupla nas telonas no bobinho e descartável Espelho, Espelho Meu e no fodástico  Branca de Neve e o Caçador, uma versão moderníssima e muito criativa do famoso conto dos irmãos Grimm. Nem mesmo o escandâlo do chifre que a eterna Bella, Kristen Stewart, colocou no eterno Edward, Robert Pattinson, tira o brilho de um filmaço tão excepcional. Agradável surpresa, mas que infelizmente passou partida por aqui, foi a engraçadíssima voltar do saudoso trio Os Três Patetas, dirigido pelos mestres do humor politicamente incorreto os irmãos Farrely, contando com um trio de protagonistas inspiradíssimo que captou nos mínimos detalhes as caretas e mungangas do saudoso trio. Mesmo tendo sido exibido exaustivamente nas telinhas, Titanic voltou de forma triunfal as telonas, com um 3D explêndido, que nos leva para dentro do filmaço que é bem mais que o romance trágico entre os pombinhos Jack e Rose. Outra volta triunfal também em 3D, mas, inédita, foi a do diretor Peter Jackson na Terra Média em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, outro filmaço que merece ser indicado ao Oscar. 
 
Particularmente, quem me supreendeu bastante foi O Espetacular Homem-Aranha, já que não levava muita fé, achando que seria uma merda. Ainda bem que estava errado, já que o cabeça de teia reinicia sua saga nas telonas em grande estilo. Outro herói dos quadrinhos que também ganhou uma segunda chance e surpreendeu foi o juiz futurista Dredd, num filmaço fodástico que de cara, na minha opinão, é uma das melhores adaptações dos quadrinhos de todos os tempos. A festança de arromba dos astros de ação Os Mercenários 2 completa a lista.
 
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ESTREANDO COM CHAVE DE OURO.
 
 
Se uns saem, outros voltam repaginados, um filmaço em especial inaugura com chave de ouro uma nova franquia. Trata-se do fodástico Jogos Vorazes, uma nova franquia teen modinha que, ao contrário das recém-extintas (graças a Deus) Harry Potter e A Saga Crepúsculo, tem conteúdo. Inteligente, criativo, mas, sem deixar de ser envolvente e criativo, está inaugurada nas telonas uma franquia que merece arrebentar nas bilheterias e atrair a garotada. O divertidíssimo Anjos da Lei foi outra franquia aberta com chave de ouro neste ano que daqui a pouco se encerra.
 
Jogos Vorazes, comentários em:
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MENÇÃO HONROSA.
 
 
Nem sempre a opinião da crítica especializada e dos cinéfilos com gosto refinados são idênticas a de um cinéfilo do povão como eu. Mas, até que este ano, esse fato quase raro aconteceu com mais frequência. Destaque para a comédia dramática indicada ao Oscar Os Descendentes, estrelada por George Clooney, provando mais uma vez, que não é apenas um galã hollywoodiano, mas, também um excelente ator.
 
Os Descendentes, comentários em:
 
OS INJUSTIÇADOS.
 
 
 
Todo ano sempre tem um filmaço que passa batido pelo público. Este ano, além do Os Três Patetas, a injustiça também foi cometida contra o criativo musical Rock of Ages - O Filme, uma obra-prima excepcional que merece ser descoberta e reconhecida com tal. Pena mesmo que o filme tenha passado tão batido, ao menos aqui em Maceió. Espero que a injustiça seja cometida quando for lançado em home vídeo.
Quem também foi injustiçado, mas, pela crítica e pelos invejosos que fazem o Trofeu Framboesa foi Adam Sandler na divertida comédia Cada Um Tem a Gêmea Que Merece, o recordista em premiação do ex-divertido Framboesa que a cada ano está sem graça e aparentemente o que era uma brincadeira, acabou se tornando um marcação cerrada e de péssimo gosto contra alguns artistas. Outra malhado injustamente pela crítica e, provavelmente, marcando presença no lixo do Framboesa do próximo ano foi Os Mercenários 2. Mas, quer saber de uma coisa: Vão se fuder a crítica, os cinéfilos intelectuais e os caras que fazem o framboesa. Gosto não se discute, se curte! E a inveja mata!
 
Rock of Ages - O Filme, comentários em:
Cada Um Tem a Gêmea que Merece, comentários em:
 
A VOLTA POR CIMA DO NOSSO CINEMA.
 
 
Depois de anos preocupantes de filmes, 2012 nosso cinema deu mais uma volta por cima com filmaços excepcionais. Além das duas emocionantes obras-primas de Breno Silveira, a criatividade rolou solta no eletrizante 2 Coelhos, filmaço de ação em ritmo frenético, que coloca milhares de filmes gringos do gênero no chinelo. É bem verdade que a comédia continuou atraindo o público. As estrondosas bilheterias de E Aí... Comeu?, Até Que a Sorte Nos Separe e Os Penetras (para mim, o melhor do gênero este ano) só comprovam isso.
 
2 Coelhos, comentários em:
Os Penetras, comentários em:
 
O MELHOR EM 3-D.
 
 
 
Sem sombra de dúvida, 2012 foi o ano do 3-D. Nunca se utilizou tão bem o recurso, um salto e tanto em qualidade. O resultado foi empate técnico entre A Invenção de Hugo Cabret, As Aventuras de Pi e O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Coladinhos com eles estão Os Vingadores e Titanic. O Espetacular Homem-Aranha, As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne e a volta às telonas da animação A Bela e a Fera também não ficam atrás e só ajudaram a elevar o alto nível do 3-D. Pelos citados, percebeu que gastei muitos neurônios nesta categoria. 
 
As Aventuras de Tintm - O Segredo de Licorne, comentários em:
A Bela e a Fera, comentários em:
 
O FILME MAIS FODÁSTICO DO ANO.
 
 
Outra categoria que foi dificil a escolha. Afinal, o que não faltou foram filmes fodásticos. Mas, o vencedor nesta categoria venceu por um pequeno, mas considerável detalhe: Ele, o fodão da internet, Chuck Norris. Parece uma das verdades sobre ele difundidas na grande rede, mas, não é. De fato, Norris fez a diferença em Os Mercenários 2, filme que tinha tudo para ser o melhor do ano, afinal, era a reunião dos maiores astros de ação de todos os tempos, mas, frustrou um pouquinho, principalmente, por excluir logo de cara o talentoso Jet Li, que já tinha sido injustiçado no primeiro filme. Mas, a pequena, inesquecível e hilária participação de Norris, tornaram o filme o mais fodástico do ano. A união do trio de reis do gênero, Stallone, Schwarzenegger e Wills, a hilária participação de Dolph Lundgren e o confronto entre os eternos Rocky Balboa (Stallone) e Frank Duxx (Van Damme) só confimam o filme como o mais fodástico do ano.
 
 
Em uma das cenas da obra-prima nacional Cidade de Deus, ao invadir um motel junto com outros bandidos, se deparando com um surubão, Dadinho exclama em alto e bom som: Que porra é essa? Com certeza, o personagem diria ainda mais alto ao se deparar com algumas tranqueiras que foram lançados nos cinemas ou merecidamente direto em home vídeo. Curiosamente, na minha lista dos piores constam alguns títulos que a crítica e os cinéfilos mais cultos ovacionaram. Nasci, vivo e vou morrer sem entendê-los. Mas, como não sou ninguém para na minha humilde ignorância questionar esse povo, vamos a minha lista dos piores de 2012.
 
OS PIORES DOS PIORES. 
 
 
Em 2012 pipocaram também filmes ruins. Ainda bem que não na mesma proporção que os ótimos  filmes. A briga foi feia e tosca, e no final do ano, deu empate no primeiro lugar entre o lixo hollywoodiano Filha do Mal e o nacional espírita E A Vida Continua. Indiscutivelmente, dois péssimos filmes que jamais deveriam ter sido feitos. Nada se aproveita em nenhuma das duas merdas. Duas bombas para se esquecer totalmente. Se não forem lançados em home vídeo, é um grande bem que se fará a humanidade.
 
Filha do Mal, comentários em:
E A Vida Continua, comentários em:
 
PIADA TOTALMENTE SEM GRAÇA.
 
 
O pecado mortal de uma comédia é ser sem graça. O lixo Quatro Amigas e um Casamento conseguiu a proeza de além de ser totalmente sem graça, ser irritante e chatíssimo. Outra merda para ser esquecida para sempre.
 
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DECADÊNCIA TOTAL.
 
 
Com participações marcantes no fodástico Os Mercenários 2, Jean Claude Van Damme e Dolph Lundgren tinham tudo para terminar junto com Daniel Craig como os astros do ano. Se fosse há vinte anos atrás, indiscutivelmente, seriam com o fodástico  Soldado Universal. Mas, não foi o que aconteceu. Anunciado como a grande volta da franquia às telonas, Soldado Universal - Dia do Juízo Final foi um fiasco total, uma merda que só serve para queimar a carreira do baixinho belga e do grandalhão sueco, que ainda arrastaram Scott Adkins para essa bosta. Sem dúvida, uma das piores continuações de todos os tempos, e outra merda que sequer devia ter saído do papel, quanto mais ter sido filmada. Van Damme quando não caga na entrada, caga na saída.
 
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PÉROLA TOSCA.
 
 
 
Mistura de filminho a la Bruxa de Blair com Jurassic Park só sairia uma coisa: merda total. E ela tem nome: Projeto Dinossauro. Somente algum engravatado imbecil hollywoodiano para deixar que um lixo disso fosse produzido.
 
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PARÓDIA PIOR QUE O PARODIADO.  
 
 
 
Quem diria que Atividade Paranormal teria uma relativa melhora a ponto de passar longe desta lista dos piores de 2012. O mesmo não podemos dizer da sua paródia, Atividade Supernatural, uma merda das grandes, lançada diretamente em home vídeo, outro bom exemplo de como existe gente imbecil em Hollywood disposta a jogar dinheiro no lixo. Sem graça e irritante, outro lixo que deve ser esquecido.
 
 
BOA IDEIA JOGADA NO LIXO.
 
 
Diretor de filmaços fodásticos nos anos 80, o diretor David Cronenberg decepcionou com dois filminhos bundas. Um deles, Um Método Perigoso, não agradou nem mesmo a crítica, público alvo para filmes deste tipo. Um filme com uma ideia muito interessante, mas, que se perdeu num filme extremamente tediante e chatíssimo. Primeira bola fora de Cronenberg, que ainda fez outra merda este ano, que eu comentarei um pouco mais abaixo.
 
 
 
LIXO ABORRESCENTE.
 
 
O último filme da franquia teen modinha A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 escapou de entrar na lista deste ano por apenas uma sequência fodástica, que salvou todo filme. O que não aconteceu com a queridinha dos teens, Miley Cyrus e seu lixo teen Lola. Como se não bastasse, ainda arrastou Demi Moore a afundar na merda junto com ela, e mostrou uma versão fúrtil e irritante dos adolescentes. 
 
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DECEPÇÃO À BRASILEIRA.
 
 
Se o nosso cinema nacional teve uma significativa melhora, o mesmo não podemos dizer de dois talentosos diretores brasileiros, que fizeram merda lá fora. Apesar de terem agradado a crítica, para mim Na Estrada, de Walter Salles e 360, de Fernando Meirelles, são duas merdas chatíssimas e entediantes, que só desperdiçam um ótimo elenco, e, principalmente, o talento de dois grandes diretores brasileiros. Não seria a hora de calçar a sandália da humildade e voltar à  terrinha? 
 
Na Estrada, comentários em:
 
MENÇÃO HORROROSA.
 
 
Definitivamente, crítica e cinéfilos intelectuais e cinéfilos do povão como este blogueiro nunca vão se entender, mesmo tendo em comum o amor pela sétima arte. Mas, particularmente, é muito difícil entender como lixos entediantes como Cosmopólis, outra merda feita por Cronenberg este ano, que pelo menos tem o mérito de arrancar uma atuação razoável do inexpressivo Robert Pattinson, conseguem ganhar tantos elogios. Na minha ignorância, não consigo entender como um lixo chatíssimo e entediante agrada tanto.
 
 
ASTRO QUE MAIS DECEPCIONOU.
 
 
Apesar do primeiro fazer uma divertidíssima participação, roubando cena em Os Mercenários 2 o grandalhão sueco Dolph Lundgren cagou feio em 2012, estrelando duas desnecessárias continuações,os lixos Em Nome do Rei 2: Entre Dois Mundos e o já citado Soldado Universal - Dia do Juízo Final, escolhas que não condizem com o seu altíssimo Q.I. Não assistir outros filminhos estrelados pelo brucutu sueco, mas, duvido que sejam filmes tão ruins quanto as duas merdas citadas.
 
 
O PIOR EM 3-D.
 
 
 
Encerrando a lista dos pior de piores, não assistir nenhum filme no formato 3-D, que tenha sido realmente ruim. Até mesmo Fúria de Titãs 2, melhorou um pouquinho em comparação a 3-D fuleiro do original. Portato, irei julgar conforme o roteiro. E neste ponto, nenhum filme lançado no formato foi tão ruim quanto Piranha 3DD. Prova disso que o filme nem chegou as telonas brasileiras.  
 
 
 
Nossa retrospectiva chega ao fim, junto com o ano velho. E 2013 promete, já que filmaços, para todos os gostos, não vão faltar. Com diz o nosso querido crítico alagoano Elionaldo Barros: Vamos ao cinema! Este blogueiro deseja de coração a você e seus familiares os sinceros votos de um feliz e abençoado ano novo.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 



A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA DE 2012.

Comédia brasileira encerra um ano proveitoso de idas ao cinema.
 
Há dois anos atrás, escrevia comentários sobre o último filme que tinha conferido nas telonas. Hoje, coincidentemente o último filme que assistir no começo da tarde de hoje na sala 6 do Complexo Kinoplex Maceió foi justamente a continuação daquele filme comentado em 2010. De Pernas pro Ar 2, traz de volta Ingrid Guimarães e boa parte do elenco central do filme original que arrebentou nas bilheterias. Desta vez a personagem central, Alice, é uma empresária bem sucedida, viciada em trabalho, a ponto de negligenciar sua própria saúde e família. Após um piripaque, a moça é enviada a um louco SPA repleto de figuras tão loucas quanto ela (destaque para os personagens dos figuraças Tatá Werneck e Luiz Miranda, este último parodiando o jogador Vagner Love), e conhece a sua versão masculina, Ricardo (Eriberto Leão). Prestes a abrir uma filial da sex shop em Nova York, após a curtíssima temporada no SPA, a moça inventa de fazer uma viagem com a família, mas, com o objetivo de fechar as negociações e inaugurar a 101ª filial da SexDelícia. Como não contou nada para a família, muito menos para os gringos interessados em investir na loja, a moça se vira nos 30, para conseguir dar conta da vida pessoal e familiar, e da realização profissional.
 
Com um roteiro um pouquinho mais trabalhado que o original, mas, repetindo diversas piadas e situações do original, o filme é desnecessariamente arrastado, e apanha feio do original, principalmente, por pouquíssimas piadas realmente serem engraçadas. O elenco está bem a vontade nos personagens, mas, com exceção da impagável Cristina Pereira de volta como a figuraça empregada Rosa, não se ver nenhum esforço interpretativo. Não chega a ser um filme ruim, mas, também não é uma comédia rasgada. Fica no meio-termo e ainda arrisca-se a dar brecha para um terceiro filme o que, na minha opinião, deveria parar por aqui, porque os personagens já deram o que tinham que dar (no bom sentido, é claro!). Ah, e sem pressa de sair do cinema, pois, durante os créditos finais, ocorrem algumas cenas, todas sem graça, mas, que dão a tal brecha para uma possível continuação. Nota 6,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Tatá Werneck, da MTV e Luiz Miranda satirizando Vagner Love.
Curtíssimas, mas engraçadas participações.
 


JACKIE CHAN ARREBENTANDO NA ÚLTIMA SESSÃO DA TARDE DO ANO.

Aventura exibida pela enéssima vez, traz o astro chinês sendo um agente secreto por acaso.
 
Puro fato: a Sessão da Tarde da Rede Globo ultimamente é uma bosta, exibindo só filmes ruins, para tapar buraco na apresentação, enquanto os bons e velhos filmaços ointentistas andam pegando poeira no porão da emissora carioca. Mas, de vez em quando, e cada vez mais raro, até que exibe um bom filme, mesmo que seja uma reprise de um filme exibido infinitas vezes. Caso da aventura O Terno de 2 Bilhões de Dólares, exibida na tarde de hoje, estrelada por Jackie Chan, que interpreta Jimmy Tong, um chofer boa-praça que nem sonha que seu patrão na verdade é um agente secreto. Mas, quando o cara sofre um atentado e, por acaso, Tong veste o terno do título, o pacato cidadão torna-se uma verdadeira máquina humana, e acaba embarcando por acidente no mundo da espionagem. Contando também com a lindíssima e talentosa Jennifer Love Hewit (a musa de Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado), o filme é mais uma produção hollywoodiana de Chan, com um roteiro levezinho, apenas como desculpas para Chan fazer papel de bobo, e, obviamente, usar mais seus talentos acrobáticos do que marciais. Enfim, um filme típico da sua carreira hollywoodiana. Apesar disso, é um filme muito divertido e dar uma surra em 99% dos lixos atuais exibidos na sessão vespertina da Globo. Diversão descompromissada. Nota 8,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Trailer.
 
 
Filme completo na versão dublada.


CLÁSSICO DA LITERATURA EM VERSÃO FODÁSTICA.

Jim Caviezel e Guy Pearce arrebentam em uma das melhores adaptações de um clássico da literatura para as telonas.
 
Que a Rede Globo, em relação a exibição de filmes, já não está com a bola toda isso não é novidade nenhuma. Mas, na noite de ontem fez um golaço de placa ao trocar a ação frenética e descerebrada 60 Segundos, pela excepcional adaptação do clásssico da literatura de Alexandre Dumas,  O Conde de Monte Cristo, terceira obra do autor que mais ganhou adaptações para as telonas, perdendo apenas para Os Três Mosqueteiros e O Homem da Máscara de Ferro. A versão mais recente, décima adaptação do clássico para as telonas, dirigida por Kevin Reynolds, e que foi exibida ontem no Domingo Maior, não somente é a melhor adaptação deste clássico, como também figura na seleta lista da melhores adaptações de um clássico da literatura. A trama, que narra a jornada de vingança de Edmond Dantes (Jim Caviezel) principalmente contra seu ex-amigo Fernand Modego (Guy Pearce), ganha força com um roteiro muito bem escrito, que envolve e prende a nossa atenção do começo ao fim, um direção precisa de Reynolds, e, principalmente, as atuações excepcionais de um elenco afiadíssimo, principalmente os protagonistas Caviezel e Pearce, tornam um clássico da literatura mundial bastante atraente. O resultado não poderia ser outro, um filmaço excepcional, uma verdadeira obra-prima, para ser vista e revista inúmeras vezes, sem perder o vigor. Nota 10,0 é pouca para um filme tão fodástico.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Capa do DVD disponível nas lojas.
 
 
Trailer.
 
 
Filme completo. Pena que seja na versão dublada.
 

A 2ª GUERRA MUNDIAL, SEGUNDO TARANTINO.

Com elenco estrelar, genial diretor de Pulp Fiction e Kill Bill detona com os nazistas.
 
Que o diretor Quentin Tarantino é um gênio isso, acredito eu, ninguém duvida. Depois de fazer uma homenagem fodástica aos filmes de artes marciais em Kill Bill, o cara resolveu trazer a sua versão repleta de violência e humor sarcástico aos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial no comentadísimo Bastardos Inglórios, que assisti pela primeira vez apenas ontem, no canal fechado Space. Escrito por Tarantino, a históris se divide em cinco capítulos, e narra a fictícia história de um grupo de judeus americanos, que dão título ao filme, liderado pelo figuraça tenente Aldo Raine (Brad Pitt, em ótima atuação), que tem uma missão: matar nazistas. Paralelamente, Shossana Dreyfuss (Mélanie Laurent) tem uma chance de vingar o assassinato de sua familia por nazistas sob o comando do peverso, sádico e sem noção coronel Hans Landa (Christoph Waltz, roubando cena com uma atuação excecpional), quando o cinema de sua propriedade em Paris, receberá uma premiere de um filme nazista, reunindo o alto escalão nazista, incluindo Hitler (Martin Wuttke). Com um ritmo um pouco reduzido em comparação a outros filmes do diretor, mas, com suas características habituais citadas no começo desta postagem, o filme apesar de muito comentado para mim não é o melhor trabalho de Tarantino. Mesmo assim, Bastardos Inglórios consegue prender a atenção graças a ótima direção de Tarantino que mais uma vez conduz com maestria e arrancar ótimas atuações de elenco estrelar, com destaque para Waltz, que merecidamente ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua explêndida atuação. Em síntese, serve de aperitivo para o aguardado Django Livre, novo trabalho do diretor que chega às telonas em janeiro. Nota 5,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 


domingo, 30 de dezembro de 2012

DOSE TRIPLA DE FILMES NO SÁBADO À NOITE.

Astros e estrelas hollywoodianas em três filmes na telinha.
Na falta de um bom programa fora de casa no sábado a noite, bora zapear pelos canais televisivos em busca de algo bom. Foi o que fiz ontem e acabei tendo a alegria de encontrar três filmes, dois que eu revi e um inédito para mim, com astros hollywoodianos de primeira grandeza como Jim Carrey, Jason Statham, Brad Pitt, Harrison Ford e Michelle Pfeiffer. Sem perder tempo, vamos aos nossos comentários sobre cada um desses filmes.
A sessão tripla começou tão logo voltei da minha caminhada na praia, com O Show de Truman - O Show da Vida, filmaço interessantíssimo de 1999, que revi ontem no canal TCM, estrelado por Jim Carrey que interpreta Truman Burbank, um pacato vendedor de seguro, que desconfia e acaba descobrindo que estrela, desde que nasceu, um reallity show. Com um enredo muito bem escrito, que ganha força com ótimas atuações, principalmente de Carrey (apesar de ainda manter alguns trejeitos e caretas habituais dos seus filmes da época) e de Ed Harris, que interpretar o criador e diretor do reallity, e a direção precisa de Peter Weir, O Show de Truman, que por aqui ganhou o desnecessário e tosco sub-título que era slogan do Fantástico da Rede Globo, é um filmaço criativo, que de forma inteligente faz uma leve crítica a modinha dos realitties, que prossegue até hoje. Ainda bem que temos canal como o TCM, que não deixa que obras-primas como esta caia no esquecimento. Um clássico moderno para ser visto e revisto. Nota 9,5.

Coladinho com a odisséia de Carrey e seu personagem Truman, foi a vez de ir ao canal aberto Band, para assistir pela primeira vez Snatch - Porcos e Diamantes, estrelado por Jason Statham e Brad Pitt, e dirigido por Guy Ritchie, que usa e abusa de talento e cratividade. Com um enredo muito bem elaborado e criativo, o filme tem um ritmo acelerado, e narra várias sub-tramas paralelas, que se complementam. Frankie Quatro-Dedos (Benicio Del Toro) é um ladrão de diamantes que de passagem por Londres, estando com alguns diamantes de seu chefe, Avi (Dennis Farina), resolve apostar em uma luta ilegal de boxe. Enquanto isso, os promotores destas lutas, Turco (Jason Statham) e Tommy (Stephen Graham) se unem a um fazendeiro local, Coco de Tijolo (Alan Ford), na tentativa de convencer Mickey O'Neil (Brad Pitt), um pugilista cigano, a participar dessa  luta, já que nocateou o principal lutador da competição. Ritchie nos presenteia com uma comédia totalmente fora do comum, com ação e violência em dose cavalar. O resultado final é um filme divertido e engraçado, que envolve e prende a nossa atenção do começo ao fim. Vale a pena conferir. Nota 7,5.

Depois da porra louca conduzida com maestrial por Ritchie, foi a vez de zapear mais uma vez pela telinha e parar no canal fechado FX, onde revi o esquecido e sumidíssimo suspense Revelação, dirigido pelo mestre Robert Zemeckis (trilogia De Volta para o Futuro, Forrest Gump) e estrelado por ninguém menos que Harrison Ford e Michelle Pfeifer, que interpretam, Norman e Claire Spence, um casal pacífico, que vive bem numa cidadezinha dos Estados Unidos. Até que Claire começa a ter visões com uma moça morta. Rodado nos intervalos da filmagem de Naufrago, para Tom Hanks emagrecer, o filme é uma decepção total, que desperdiça totalmente os inegáveis talento de um trio tão carismático. O roteiro é fraco demais, que usa e abusa dos clichês do gênero, e ainda por cima não consegue despertar o nosso interesse.  O resultado final é um filminho enfadonho e cansativo que só capricha no suspense apenas nos últimos minutos, onde, finalmente, Ford pode mostra um pouco do seu inegável talento. Não é a toa que é um filme esquecido, que fica pegando poeira nos porões das emissoras televisivas, afinal, não está à altura do trio envolvido. Merecidamente esquecido. Nota 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 29 de dezembro de 2012

CONTO DE FADAS MODERNO.

Comédia romântica campeã de bilheteria lançou Julia Roberts ao estrelato.
 
Quem acompanha ou visita eventualmente o nosso blog já sabe que comédia romântica não é o gênero que agrada a este blogueiro. Porém, como toda regra tem exceção, existem algumas raríssimas que saem da mesmice melosa e conseguem agradar até mesmo quem detesta o gênero. Uma Linda Mulher, que está sendo exibida agora no canal fechado TCM, tem todos os elementos clichês do gênero. Afinal, a história do ricaço Edward Lewis (Richard Gere), que contrata a prostituta de rua, Vivian (Julia Roberts), e com a convivência acabam se apaixonando,  nada mais é que a modernização do batido conto de fadas protagonizados por um princípe e uma menina pobre. O que torna este filme responsável pelo estouro de Julia Roberts é justamente seu roteiro bem escrito, com humor e o meloso romantismo na dosagem certa, uma direção impecável de Garry Marshall. e, principalmente, a perfeita química entre Gere e Roberts, esta, roubando cena e merecidamente tornando-se estrela hollywoodiana de primeira grandeza. Curiosamente, o trio voltou a se encontrar nove anos depois, na horrível comédia Noiva em Fuga, mas, sem o mesmo brilho do primeiro encontro em 1990. A trilha sonora, que vai da clássica Oh, Pretty Woman cantada pelo saudoso Roy Orbinson (1936-1988) a baladinha romântica da época It Must Have Been Love do grupo Roxette só eleva o alto nível desta comédia romântica excepcional. Filmaço que balança até os anti-românticos. Nota 9,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Trailer original do filme.
 
 
O saudoso Roy Orbison cantando a música-tema.
 
 
Clipe da belíssima música It Must Have Been Love,
cantada pelo grupo Roxette.
 


007 NO SÁBADO DA TNT.

19º filme da franquia 007 traz  o agente encarando um inimigo que não sente dor.
 
A TNT está realizando hoje, desde das 14:15 horário de Brasília, a maratona 007, exibindo quatro filmes recentes (os dois últimos estrelados por Pierce Brosnan e os dois primeiros estrelados por Daniel Craig) do agente secreto mais famoso do mundo, em ordem cronológica que foram produzidos. A maratona iniciou com 007 - O Mundo Não é o Bastante, de 1999, terceira e penúltima aventura de Brosnan como Bond, que terá a missão de proteger Elektra King (Sophie Marceau), filha do recém assassinado magnata do petróleo, Robert King (David Calder), amigo pessoal de M (Judi Dench). Uma missão nada fácil já que a moça está na mira do terrorista Renard (Robert Carlyle), que não sente nenhum tipo de dor devido uma bala alojada na cabeça e que num passado recente tinha sequestrado a moça. O filme é o mais fraco de Brosnan como Bond, mas, vale salientar que em se tratando da franquia 007, um filme fraco não quer dizer desnecessariamente um filme ruim. Muito pelo contrário, já que tem um ótimo roteiro, que inclusive traz a novidade de colocar a poderosa chefona M no centro  da ação, mantem o ritmo frenético dos filmes da Era Brosnan, e de quebra, traz Sophie Marceau e Denise Richards, simplesmente, duas das mais lindas bond-girls de toda franquia. Enfim, só perde em comparação a outros filmes da franquia, principalmente os estrelados por Brosnan. Nota 7,8.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Trailer original do filme. 
 
 
Capa do DVD, disponível nas lojas.
 
Capa do Blu-Ray, também disponível nas lojas.
 


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A MELHOR SESSÃO DUPLA DO ANO.

Dois filmaços excepcionais são responsáveis por uma ida agradabilíssima ao cinema.
Depois da fraquíssima sessão dupla encarada por este blogueiro no começo deste mês, uma sessão dupla de deixar qualquer cinéfilo feliz da vida, fazendo até esquecer a contrariedade que teve em encarar uma fila longa  e lentíssima para comprar o indispensável combo formado por pipoca e refrigerante, que fez este cinéfilo perder os primeiros minutos de exibição dos primeiros. Um ponto negativo que, mesmo superado por dois excelentes filmes, deve ser salientado para que a direção do Complexo Kinoplex  Maceió tenha mais  respeito e atenção pelos seus clientes, e, neste período de férias escolares, contrate mais funcionários para agilizar no atendimento. Contrariedade à parte e protesto devidamente registrado, vamos falar do que é interessa, que é justamente dos filmaços que fizeram a melhor sessão dupla do ano.
Depois do calvário só para comprar um lanchinho, entrei na sala 3 do citado complexo de cinemas para conferir em 3D As Aventuras de Pi, baseado num best seller de grande sucesso e dirigido por Ang Lee, que apesar de ser bajuladísimo pela crítica após seu estouro com o interessante O Tigre e o Dragão, é um cara imprevisível, igualmente aos seus colegas de batutas Joel Schumacher e John G. Avildsen. Afinal, tirando o citado filme de artes marciais indicado, a filmografia do cara inclui a decepcionante adaptação dos quadrinhos Hulk, e filmes bundas que a crítica, os membros da Academia e os cinéfilos com gosto mais refinados adoram como Razão e Sensibilidade e o lixo boiola O Segredo de Brokeback Mountain, que, inexplicavelmente ganhou o Oscar de Melhor Filme. Mas, em seu novo filme, finalmente, o diretor acertou em cheio, nos presenteando com um filmaço envolvente e  emocionante, que conta a história do personagem título, que quando adolescente sofre um naufrágio e fica perambulando à deriva no meio do Oceano Pacífico, tendo a companhia de um feroz tigre de bengala. Com um roteiro muito bem escrito, que além de dosar aventura, drama e uma pitadinha de suspense nos dar belíssimas mensagens de fé em Deus, atuações inspiradíssimas de um elenco desconhecido, mas afiadísismo, e, principalmente, efeitos especiais de última geração, que em 3D encantam e nos trazem para dentro da história (o cenário e, principalmente, o tigre de bengala criado em computador impressionam pelo realismo incomparável), As Aventuras de Pi é disparado o melhor filme do diretor. Uma obra-prima que, merecidamente, tem tudo para ser indicada a várias estatuetas, incluindo Melhor Filme. Nota 10,0.


 

 


Após um pequeno intervalo de vinte minutos, tempo suficiente para comprar meu lanche, desta vez na Subway, foi a vez de entrar na sala 4 para assistir o tão esperado Argo, escrito e dirigido por Ben Affleck, que chega a Maceió com quase dois meses de atraso e apenas numa única sessão, às 20:50. Um absurdo, já que trata-se de um filmaço exepcional que é aposta certa de figura entre os indicados ao Oscar do próximo ano. Não sei se a direção do Complexo Kinoplex ou alguém ligada a ele costuma navegar na internet e ler as opiniões dos cinéfilos alagoanos, mas, deixo a sugestão de abrir novas sessões do filme, pois é claro que uma sessão e num horário tão inconveniente para alguns não dar conta do público para o filme. A sessão de hoje que acabei de marcar presença estava lotadíssima e a satisfação do público com este filmaço, vai com certeza repecutir e atrair mais pessoas. Dirigido e esrelado por Ben Affleck, o filme é baseado em fatos reais, mostra o resgate mirabolante e arriscadísismo, de seis estadunienses que escaparam da invasão da embaixada do país no Irã, e se refugiaram na casa do embaixador do Canadá. Com o passar dos dias, e prestes a serem descobertos, as autoridades precisam tirar urgentemente os seis compatriotas da panela de pressão que se tornou o Irã. Várias ideias absurdas e ridículas de resgatá-los, entre elas, a proposta pelo especialista em exfiltrações Tony Mendez (Affleck), onde ele e os seis reféns se passarão por membros de uma equipe de filmagem de uma produção a la Star Wars, que busca no Irão locações. Para a farsa ficar ainda mais convicente, Mendez conta com a valios ajuda do produtor Lester Siegel (Alan Arkin) e do maquiador John Chambers (John Goodman), que armam direitinho como se a produção fosse mesmo sair do papel.

Affleck está cada vez mais surpreendendo, deixando de ser o canastrão de outrora, tornando-se não somente um ótimo ator, como também um excelente diretor. Argo é um filmaço de primeira, que prende a atenção e nos faz suar frio e torcer pela missão quase impossível, graças ao excelente roteiro, um elenco com excelentes interpretações, e, a direção precisa de Affleck. Ah, e não tenha pressa de sair do cinema, pois no começo dos créditos finais, mostram imagens reais dos reféns e de fatos mostrados no filme, com direito a voz do presidente da época, Jimmy Carter. Merecidamente as apostas feitas para brilhar no Oscar. Imperdível. Nota 10,0


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.