terça-feira, 31 de janeiro de 2023

PERDA TOTAL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Eike: Tudo ou Nada.
Produção brasileira de 2022.

Direção: Andradina Azevedo e Dida Andrade.

Elenco: Nelson Freitas, Thelmo Fernandes, Xando Graça, Marcelo Valle, Juliana Alves, Bukassa Kabengele, Lipy Adler, André Mattos, Jonas Bloch, Isabel Fillardis, Adriano Toloza, Carol Melgaço, Pablo Spyer, Carol Castro, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Netflix) em 31 de janeiro de 2023.

Sinopse
: Adaptação do livro Tudo ou Nada escrito pela jornalista Malu Gaspar. Se passando entre 2006 e 2017, o filme mostra a ascensão e queda de Eike Batista (Freitas), que de bilionário, chegando a figurar como sétimo na lista da revista Forbes, foi parar nas páginas policiais devido a quebra das suas empresas.

Comentários
: Filme que passou com um flash nos cinemas, Eike: Tudo ou Nada chama atenção principalmente por trazer o carismático Nelson Freitas, que mal nos acostumou em papeis cômicos, fora da zona de conforto como o polêmico empresário. Ele até se esforça e entrega uma atuação satisfatória, mas, as escolhas criativas da direção e o fraco roteiro acabaram não ajudando. O filme foca apenas em curtíssimo período da vida do ex-bilionário e na sua atuação empresarial, ignorando totalmente sua vida pessoal. Incluindo sua ex-esposa mais conhecida, Luma de Oliveira, que limita-se apenas uma curtíssima cena, aliás, patética que claramente só entrou no filme apenas para constar. Assim como as de uma família de classe média baixa que investiu e perdeu, representando a porrada de gente assim que perdeu todas as economias. 

Não sei se o material original em que se baseia de fato só foca neste período ou se aprofunda mais a vida do cara, mas, o fato é que o roteiro acaba trazendo uma trama fria, que não provoca em nós nenhum tipo de empatia e envolvimento, e ainda desonesta ao isentar o então Governo Federal da época, ignorando sua relação com o empresário. Isso tudo com uma direção regular, indecisa em qual tom adotar, não sendo eficiente em nenhum. Todo Potencial para um ótimo filme acabou sendo totalmente desperdiçado e o resultado é bastante frustrante. De quebra, ainda enfia o chato pra caralho insuportável do Pablo Spyer dando as caras várias vezes, enchendo saco como ele mesmo (Vai a merda, Tourinho!). Ninguém merece!  CotaçãoNota: 2,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

DO MESTRE, COM CARINHO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Pinóquio por Guillermo del Toro (Guillermo del Toro's Pinocchio).
Produção estadunidense, mexicana e francesa de 2022.

Direção: Guillermo Del Toro e Mark Gustafson.

Elenco (vozes): Ewan McGregor, David Bradley, Gregory Mann, Burn Gorman, Ron Perlman, John Turturro, Finn Wolfhard, Cate Blanchett, Tim Blake Nelson, Christoph Waltz, Tilda Swinton, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Netflix) em 30 de janeiro de 2023.

Sinopse
: Adaptação do clássico escrito por Carlo Collordi. Anos após a morte trágica do seu único filho (Alfie Tempest), em mais uma das noites de deprê regada a bebedeira, o mestre com madeiras Geppetto (Bradley) inventa de criar um boneco de madeira. O que ele não esperava era que a Fada da Floresta (Swinton), sensibilizada com sua tristeza sem fim, daria vida ao boneco, colocando o nome de Pinóquio (Mann).

Comentários
: Perde-se de vista o número de adaptações cinematográficas de Pinóquio, e os números não param de crescer. Só no segundo semestre do ano passado tivemos dois filmes, que curiosamente são extremamente opostas em todos os sentidos. Se a versão da Disney, dirigida pelo mestre Robert Zemckis, frustrou bastante, sendo malhada pelo público e pela crítica, a versão original Netflix, dirigida pelo também mestre Guillermo del Toro em parceria com Mark Gustafson, foi bem além do esperado. 
Como disse um dos personagens no começo do filme, "tudo que é bom exige paciência". E aparentemente foi isso que diferenciou a realização das duas versões 2022 do icônico menino de madeira.

Com uma parte técnica impecável de encher os olhos, del Toro capricha também no ótimo roteiro, conseguindo a proeza de dosar perfeitamente uma trama para a criançada ao mesmo tempo que toca em temas espinhosos adultos, que vão do luto ao fascismo de Mussolini. O resultado é uma tocante e emocionante animação stop-motion, uma pequena obra-prima que simplesmente é uma das melhores e mais emocionantes adaptações do clássico de Carlo Collordi. 
CotaçãoNota: 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 29 de janeiro de 2023

RECORDAR É REVER: DOM BOSCO (1988).

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Dom Bosco (Don Bosco).
Produção italiana de 1988.

Direção: Leandro Castellani.

Elenco: Ben Gazarra, Patsy Kensit, Karl Zinny, Silvano Tranquilli, Leopoldo Trieste, Raymond Pellegrin, Piera Degli Esposti, Laurent Terzieff, Philippe Leroy, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (VHS) e on-line (YouTube).

Sinopse
: Cinebiografia de São João Bosco. Na Turim do século XIX, o sacerdote católico Dom Bosco (Gazarra) recolhe crianças e jovens miseráveis, a maioria desempregados, alguns em trabalhos degradantes e outros até envolvidos em crimes. Mesmo inicialmente com um espaço pequeno, Dom Bosco se esforça ao máximo para dar alimentação e educação aos "seus filhos". Mas, sua atitude cristã de acolher os necessitados não agrada nadinha algumas autoridades, que se empenham em embaçar seus projetos.

Comentários
: Conhecido com seu trabalho de dedicação aos jovens, que acabou gerando hoje a grande ordem dos Salesianos, Dom Bosco é um dos santos mais populares da Igreja Católica. Segundo o IMDb, existem pelo menos cinco produções que contam a história do santo comemorado pela Igreja na próxima terça-feira, sendo a primeira um filme de 1936 e a mais recente uma minissérie de 2004 que está disponível em vários streamings e no YouTube. Provavelmente, a mais conhecida seja o filme oitentista, lançado justamente no ano do centenário de seu falecimento. Produzido em parceria pela Rai e pela editora salesiana Ellesina, o filme estrelado pelo saudoso Ben Gazarra (que na próxima sexta-feira, completam-se onze anos de sua partida) conta com um roteiro satisfatório que faz uma boa síntese da vida do santo, focando em alguns dos principais fatos. Se por um lado deixa a desejar pela falta de um aprofundamento, por outro, o filme é bem eficiente, sendo uma ótima introdução sobre Dom Bosco, despertando em nós o interesse em buscar saber mais sobre ele. Vale a conferida! 
CotaçãoNota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

Na falta do trailer, vai o filme completo
na dublagem original, estrelada pelo saudoso André Filho.