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quinta-feira, 6 de junho de 2024

DO MENOR PARA O MELHOR: MAD MAX.

Lançado em 1979, Mad Max é um marco no gênero de ação e ficção. O mestre George Miller logo de cara de forma muita criativa entregou um filmão de primeira. De quebra, lançou ao estrelato o astro Mel Gibson, que pegou o papel praticamente por acidente, após ter se envolvido numa briga na noite anterior ao teste. Com o enorme sucesso que fez a ponto de por anos ser o filme australiano de maior bilheteria mundial, iniciou com tudo, rendendo duas continuações em 1981 e 1985, com Miller e Gibson repetindo a parceria. Quando achávamos que a franquia seria limitada a uma trilogia, trinta e dois anos depois do ano depois ressurge de forma espetacularmente épica com o aclamado e premiado Mad Max: Estrada da Fúria, mais uma vez com Miller conduzindo de forma maestral e com Gibson sendo substituído pelo britânico Tom Hardy. Atualmente a franquia retornou às telonas com seu primeiro spin-off, Furiosa: Uma Saga Mad Max, que devido a sua fraca bilheteria pode colocar um fim a franquia. Nesta postagem listamos, do mais fraco ao melhor todos os filmes da franquia. Uma lista que aposto que será a mais polêmica de todas que fizemos aqui, devido a posição dos filmes. Sugiro que ao invés de me xingar, elabore a sua nos comentários. Enfim, antes que o mundo exploda e se torne uma terra de ninguém pós-apocalíptica, vamos a nossa lista.

5. Mad Max: Além da Cúpula do Trovão.

Iniciamos a nossa lista com o filme que na minha humilde opinião é o único realmente ruim da franquia. É bem verdade que não chega a ser totalmente ruim, já que o primeiro ato, que culmina com uma luta na Cúpula do Trovão do título, e uma boa perseguição no clímax nos empolgam, assim como a pequena participação da saudosa Tina Turner. Mas, o filme acaba caindo drasticamente com qualidade a partir da entrada da pirralhada chatinha e a trama acaba saindo totalmente dos trilhos. Nem mesmo a competência de Miller, que mantém todo climão pós-apocalíptico dos filmes anteriores, consegue salvar o filme da tal "maldição" do terceiro filme ser o mais fraco de uma franquia.

4. Furiosa: Uma Saga Mad Max.

Primeiro spin-off da franquia, o filme atualmente em cartaz vem amargando um fracasso inacreditável. Inclusive, no momento em que escrevo esta postagem até agora sequer se pagou. Uma tremenda injustiça, já Miller mantém o clima pós-apocalíptico de todos os filmes da franquia. Traz uma boa trama, mas, execução foi feita de forma burocrática, não lembrando em nada o show de criatividade dos filmes anteriores da franquia. Parece que a idade chegou com tudo para Miller, que entrega aqui seu filme menos autoral dentro da franquia.

3. Mad Max: Estrada da Fúria.

Acredito que seja a maior polêmica não somente desta lista, mas, de todas que já elaborei neste blog pela posição que ocupa. Afinal, estamos falando do filme com ritmo mais frenético de toda a franquia, um verdadeiro espetáculo épico, que para muitos tanto da crítica como do público é disparado o melhor Mad Max. Tanto que foi indicado a dez Oscar, inclusive, Melhor Filme, e arrastou sete prêmios. Não nego que Estrada da Fúria é de fato um filmão fodástico espetacular, empolgante do começo ao fim, com méritos de sobra para figurar entre os melhores não somente da franquia, mas do gênero. E só não está no topo da nossa lista, apenas por eu preferi os dois primeiros. Tom Hardy assume satisfatoriamente o papel imortalizado por Gibson, mas, é Charlize Theron que rouba a cena com sua ótima atuação, fazendo da sua personagem Imperatriz Furiosa uma das mais marcantes de toda franquia. E a perseguição frenética que Miller conduz de forma magistral, é a deliciosa cereja desta filmão eletrizante.

2. Mad Max.

Por mais que Estrada da Fúria seja um filmão fodástico, trazendo as sequências de ação mais fodásticas da franquia, o inicio de tudo na minha humilde opinião ainda é um pouco melhor. Se no colega de pódio Miller usou e abusou da criatividade e dos efeitos práticos, aqui com orçamento minúsculo também não fica atrás, entregando um filmão tenso e envolvente do começo ao fim, com cenas de perseguições empolgantes. Indiscutivelmente, um marco do gênero que não perde o frescor.
 
1. Mad Max 2: A Caçada Continua.

Não é a toa que nosso primeiríssimo lugar foi eleito a pouco tempo o melhor filme de ação de todos, mesmo que particularmente eu discorde deste título. Com o estrondoso sucesso do primeiro filme, a sequência foi inevitável e veio logo em 1981, com Miller retornando a batuta e entregando um filmão mais empolgante e com sequências de ação eletrizantes superiores a dos primeiros. Mais a vontade no personagem, Mel Gibson dar um show e entrega aqui não somente sua melhor atuação como Max, como uma das melhores da sua carreira. Assim como o original, outro marco no gênero, que até hoje é imitado e insuperável. Uma verdadeira obra-prima do gênero de ação e ficção.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 20 de abril de 2024

DO MENOR PARA O MELHOR: OS CAÇA-FANTASMAS.

Este ano completam-se quarenta anos do lançamento de Os Caça-Fantasmas. Com uma premissa bastante criativa fortalecida pelo carismático elenco, o filme roteirizado por Dan Aykroyd e pelo saudoso Harold Ramis (respectivamente, o Ray e o Egon do quarteto protagonista), merecidamente fez um estrondoso sucesso, tornando-se uma das maiores bilheterias da fodástica safra de 1984. Posteriormente rendeu três sequências, séries animadas, um porrada de produtos derivados e um controverso spin-off. Aproveitando o ano comemorativo do lançamento do original e a recente chegada da última sequência aos cinemas, listo do mais fraco ao melhor os longas da franquia (por não lembrar das séries animadas Os Novos Caça-Fantasmas e a do Geleia, fiquei apenas nos filmes). Enfim, antes que aconteça alguma coisa estranha no seu bairro e eu te pergunte quem você vai chamar, vamos a nossa lista.

Você pode achar que é obvio que o spin-off feminino abra a nossa lista, afinal, trata-se do filme mais detestado pelos fãs. Mas, sinceramente, não tenho tanto ranço assim por este filme, e quando assisti pela primeira no cinema me diverti (muito mais pela surpreendente roubada de cena de Chris Hermsworth do que pelo quarteto de protagonistas formado por talentosas comediantes). Mesmo assim, não deixa de ser um filme problemático e de todos da franquia, é que o não envelheceu bem, mesmo que seja relativamente recente (quase oito anos do seu lançamento). Por mais que seja um filme malhado, vale lembrar que o filme do diretor Paul Feig teve o apoio dos realizadores do original, já que o saudoso Ivan Reitman, diretor dos dois primeiros filmes, é um dos produtores, e por praticamente todos os atores vivos do elenco central do original aparecerem no filme (apenas o aposentado Rick Moranis não apareceu). Com uma trama esquecível, provavelmente se não fosse por estarmos em pleno auge da chatíssima guerra cultural o spin-off feminino também não seria lembrado.

4. Os Caça-Fantasmas 2.

Acredito que você tenha se surpreendido com a primeira sequência está nesta posição em nossa lista, e pode até discordar. Sinceramente, por pouquinho mesmo que Os Caça-Fantasmas 2 não abriu a nossa lista, pois admito que, ao contrário que o spin-off calcinha, criei um ranço desde a primeira vez que assisti no cinema. Isso por causa do roteiro fraco e preguiçoso que praticamente copia e cola o original, praticamente com pouquíssimas novidades, o que particularmente me decepcionou bastante. Mas, por mais que eu tenha uma antipatia por este filme, o fato de ver pela segunda e última vez todo elenco central original é o que pesa bastante, fazendo com que o filme não segure a lanterna. Não chega a ser um bomba total (até os das minas na minha humilde opinião não é, imagina este), mas é consideravelmente inferior ao primeiro, deixando muito a desejar.


Falando em decepção, o novo filme da franquia vem desagradando geral, a ponto de inclusive, está brigando pau a pau o posto de pior da franquia com o spin-off de 2016 na lista de muita gente, tanto dos fãs como da crítica. Só sobe no pódio e pega o bronze na nossa lista por justamente eu ter deixado de fora a primeira série animada. De fato, tanto ranço com o filme não é a toa já que, como aconteceu como Os Caça-Fantasmas 2, o roteiro fraco e preguiçoso acaba entregando um filme apenas bacaninha, mas, esquecível, que deixa bastante a desejar. Uma prova viva que se apoiar apenas em nostalgia e easter eggs, sem entregar uma boa trama, de nada adianta para entregar um bom filme.

Deixando bem para atrás as decepções, chegamos aquele que, sem sombra de dúvida, é disparado a maior surpresa dentro da franquia. Consideravelmente tardio, sem poder contar com o saudoso Harold Ramis, um dos maiores entusiastas do terceiro filme, o filme dirigido por Jason Reitman, filho do diretor dos dois primeiros, é uma deliciosa surpresa feita com todo carinho e respeito com o original, uma verdadeira carta de amor tanto a franquia como aos fãs. E a cereja do bolo do confronto final, onde graças a tecnologia vemos o impagável quarteto em ação, é uma das sequências mais emocionantes da história do cinema. De fato, Jason Reitman e Gil Kenan estavam inspiradíssimos quando escreveram o roteiro, algo que não aconteceu no filme mais recente, onde por incrível que pareça eles exercem a mesma função.

1. Os Caça-Fantasmas.

Sem surpresa no início da nossa lista, muito menos no topo do pódio. Indiscutivelmente, o clássico oitentista é disparado o melhor filme da franquia. Se Reitman e Kenan estavam inspiradíssimos no filme de 2021, Dan Aykroyd e Harold Ramis estavam muito mais ao escrever o excelente roteiro do original que mescla perfeitamente comédia, ficção e terror. Divertido e empolgante do começo ao fim, a direção competentíssima de Ivan Reitman, os efeitos especiais práticos que até hoje encantam, a deliciosa trilha principalmente a música-tema são um show à parte. Mas, é o carisma do elenco que acaba sendo o grande destaque divertidíssimo clássico, que dificilmente será superado.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 24 de março de 2024

TOP 5: COLEÇÃO BÍBLIA SAGRADA.

Inicia-se hoje a Semana Santa. E neste clima, trazemos a dica de conferir os filmes e minisséries televisivos que formam a Coleção Bíblia Sagrada, provavelmente os mais acessíveis, tanto por estarem no catálogo de vários streaming como também 0800 em diversos canais no YouTube., sem falar nas incontáveis exibições em canais televisivos abertos. Produzida entre entre 1993 e 2001, a  franquia é composta de dezessete produções (se bem que tenho quase certeza que a minissérie Pedro de 2005 também faça parte, mas, as fontes pesquisadas afirmam que realmente foi encerrada em 2001 com o filme Tomé. A distribuidora Flashstar, que trouxe a franquia ao Brasil desde os tempos das fitas em VHS, também não ajuda a tirarmos esta dúvida, já que além da minissérie do primeiro Papa, colocou o selo da franquia em outras produções de temática religiosa totalmente aleatórias como Apocalipse: Caos e Redenção e Conversando com Deus) com parte técnica caprichada que faz uma boa reconstituição de época e boa parte com nomes famosos, incluindo alguns atores premiados. Nesta postagem vamos listar as cinco melhores produções da franquia.

Curiosamente, após elaborar a lista, percebi que em comum, além de todas serem minisséries, também contam com o mesmo diretor, Roger Young, o que acaba fazendo da nossa postagem também uma lista da menor para a melhor das produções da franquia conduzidas por ele. Sem mais delongas, vamos ao nosso Top 5 das melhores produções da franquia Coleção Bíblia Sagrada.

Após duas minisséries fracas, a franquia se recupera, trazendo de volta o diretor Roger Young para conduzi a história dos mais sábios dos reis de todos os tempos. O saudoso Ben Cross estrela a produção que traz no elenco o eterno Tenente Harris da franquia Loucademia de Polícia G.W. Bailey (aliás. outro pé quente dentro da franquia, já que atuou em outras duas produções desta lista) e o também saudoso Max von Sydow. Destaque para a criatividade na forma em que o roteiro insere algumas dos versículos bíblicos atribuídos à Salomão.

Com certeza, a produção mais conhecida não apenas desta lista, mas, de toda franquia, pelas incontáveis exibições na Globo, a maioria vergonhosamente retalhadíssima em formato de longa. Dois anos recuperar o prestígio da franquia, coube a Young conduzi a produção mais importante da franquia, que se propõe a trazer uma versão mais moderninha e pé no chão da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. O carismático Jeremy Sisto aderiu bem a proposta, caindo com uma luva no personagem, à frente de um elenco que conta com a veterana Jacqueline Bisset, G.W. Bailey (olha ele de novo!) e ninguém menos que Gary Oldman, roubando a cena como Pôncio Pilatos. 

O debute de Young conduzindo uma produção da franquia foi nesta minissérie de 1995 que conta a história do patriarca vendido pelos irmãos por inveja. O ilustre desconhecido Paul Mercurio assume o personagem título, mas é ofuscado pelo veterano e premiado Ben Kingsley, muito mais pela forçação de barra do roteiro em dar um protagonismo ao Potifar vivido pelo veterano ator, do que um atuação sua. Felizmente, acaba sendo um pequeno tropeço do roteiro já que traz uma história muito envolvente, conduzida de forma inspirada por Young, que garantiu a cadeira na condução de outra minissérie no mesmo ano, que está no topo da nossa lista. Além de Kingsley, a minissérie conta também com o veterano e saudoso Martin Landau e uma pequena participação de uma jovial Monica Bellucci, como nomes mais conhecidos do elenco.


Último trabalho do diretor dentro da franquia, a minissérie sobre o Apóstolo dos Gentios foi produzida e lançada após Jesus. Mesmo com um roteiro que abusa da licença poética a ponto de dar relevância alguns personagens fictício, a minissérie consegue ser muito envolvente e cativante, graças ao carisma do elenco, formado em sua maior parte por atores italianos, incluindo o veterano Franco Nero. De forma competente, o alemão Johannes Brandrup entrega uma boa atuação como protagonista, e quem também marca presença, mais uma vez, é G.W. Bailey, como Barnabé.

1. Moisés.

Além de ser a melhor produção da franquia, também é uma das melhores e mais fiéis adaptações de uma personalidade bíblica. Realmente como protagonista, Ben Kingsley simplesmente dar um show com uma das melhores atuações de sua carreira, entregando um Moisés muito mais humano e parecido como descrito na Bíblia. Frank Langella e o saudoso Christopher Lee também também se destacam com ótimas atuações. Para nós brasileiros, a cereja do bolo no elenco é a participação da nossa compatriota Sonia Braga, dando vida à esposa do protagonista. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 8 de julho de 2023

DO MENOR PARA O MELHOR: INDIANA JONES.

Indiscutivelmente, a franquia Indiana Jones é simplesmente uma das melhores da história da sétima arte. Um verdadeiro divisor de águas no gênero de aventura, que já no comecinho dos anos 1980 deixou sua marca na história. Sem dúvida,  o segredo do sucesso é a fórmula perfeita da soma dos talentos dos mestres George Lucas e Steven Spielberg, respectivamente, roteirista e diretor de quatro dos cinco filmes da franquia, o também mestre da composição John Williams e, claro, o astro Harrison Ford, que com seu carisma inigualável presenteou a cultura pop com um dos personagens mais icônicos de todos os tempos. Aproveitando a chegada aos cinemas do quinto e provavelmente último filme da franquia, vamos ranquear, de acordo com a nossa preferência pessoal todos os filmes. Como fazem décadas que não assisto a série O Jovem Indiana Jones, e o Disney Plus tupiniquim presta o desfavor de não disponibiliza-la, ficará de fora. Enfim, mais rápido que meter chicote nos adversários, encarar cobras e nazistas, e passear em alta velocidade por um mina como se fosse uma montanha russa, vamos ao nosso ranking.

5. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Se o primeiríssimo e segundo lugares da nossa lista dividem opinião, o mesmo não podemos dizer do quarto filme da franquia, que quase unanimamente é considerado o pior filme da franquia. Sinceramente, não acho Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal um filme tão ruim como um monte de gente. Tem até um bom ritmo e diverte em vários momentos. Mas, é indiscutivelmente problemático, principalmente no roteiro, nas decisões criativas que geraram sequências babacamente toscas e a escalação equivocada do antipático Shia LaBeouf, que mesmo entregando uma atuação no piloto automático, saiu cuspindo no prato que comeu, metendo o pau no filme. Mais equivocada que a escalação do mala que atualmente anda sumido, só mesmo a decisão de fazerem um novo filme após quase vinte anos do encerramento tão excepcional de uma trilogia.
Atualmente em cartaz nos cinemas, amargando uma bilheteria inferior a almejada, o novo desfecho (e aparentemente pra valer) do personagem tinha tudo para segurar a lanterninha da nossa lista. Ausência pela primeira vez dos mestres Spielberg e Lucas na direção e roteiro, respectivamente, uma Disney na sua fase lacradora adoidada, a presença da também lacradora e chatinha Phoebe Waller-Bridge, apontada pela mídia e divulgação do filme que iria assumir o chapéu e o chicote do Indy, e claro, uma Kathleen Kennedy a frente da Lucasfilm com histórico de ferrar com outras franquias da produtora. Tudo levava a crer que teríamos o primeiro e único filme realmente ruim, que inclusive muitos afirma que é. Particularmente, acredito que as repercussões negativas das exibições testes fizeram o competente diretor James Mangold, os chefões engravatados e o caralho a quatro metessem o pé no freio e realizassem algumas mudanças, entregando um filme divertido, ligeiramente acima do seu sucessor, mas como ele, repleto de problemas que o colocam infinitamente inferior aos três filmes oitentistas do personagem. Porém, ver o octogenário Harrison Ford como o seu mais icônico personagem nas telonas vale a pena, mesmo que a despedida espetacular à altura ocorreu em 1989.

Chegamos a um momento mais difícil para mim, já que os três primeiros filmes da franquia são verdadeiras obras-primas dos blockbusters, praticamente havendo um empate técnico entre eles. Como precisamos colocar em ordem de preferência, sobrou para o segundo filme abrir o nosso pódio. Após três anos do debute espetacular do icônico arqueólogo, a parceria do quarteto fodástico retorna com tudo num filmão divertidíssimo com um ritmo de ação frenético praticamente ininterrupto. Até hoje o mais sombrio da franquia, o filme foi responsável direto nos States pela criação da classificação indicativa PG-13. Curiosamente, o mestre Spielberg acha Indiana Jones e o Templo da Perdição o menos favorito que dirigiu. Caso isso seja verdade, o mestre precisa urgentemente revê-lo, junto com o Reino da Caverna de Cristal para mudar rapidinho de opinião.

Provavelmente, você pode discordar do posicionamento do terceiro filme do Indy no nosso ranking, defendendo que deveria ser o nosso primeiríssimo lugar. Afinal de contas temos uma perfeita obra-prima do entretenimento, totalmente impecável. Spielberg, Lucas e companhia eleva a franquia ao seu ápice nesse divertidíssimo filme. A cereja do bolo fica com o saudoso River Phoenix, roubando a cena como o jovem Indiana Jones e claro, o também saudoso Sean Connery e sua química perfeitíssima com Harrison Ford, que nos presenteia com o personagem tão icônico e figuraça como o protagonista. Spielberg sonhava em dirigir um filme do 007. Isso não rolou, mas pelo menos nesta obra-prima do entretenimento, ele dirigiu aquele que é considerados pela maior como o melhor interprete do agente. Seria o desfecho espetacular de uma excepcional trilogia se não tivessem inventado de produzir os dois filmes do século XXI.

Se existe um empate técnico entre os três primeiros filmes da franquia, no caso dos dois primeiros lugares da nossa lista, o empate é real, sendo minúscula a vantagem entre eles. O debute do icônico aventureiro sem sombra de dúvida é algo infinitamente acima do comum e disparado uma das melhores introduções de um icônico personagem. Rebatizado décadas depois do seu lançamento nos cinemas como Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, o primeiro filme da franquia é um verdadeiro marco divisório do gênero de aventura, com um roteiro excelentes, sequências inesquecíveis e um Harrison Ford com carisma para dar, vender e alugar, com uma química perfeita com todo elenco (em especial, com a também carismática Karen Allen), provando logo na sua primeira cena que de fato ele é o icônico Indiana Jones. Ritmo frenético do começo ao fim embalado pela excepcional trilha do mestre John Williams, Os Caçadores da Arca Perdida é uma obra-prima, um dos melhores filmes de todos os tempos, insuperável até hoje.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano, eternamente agradecido pela existência da franquia Indiana Jones.

sábado, 31 de outubro de 2020

TOP 5: OS PERSONAGENS MAIS INESQUECÍVEIS DE SEAN CONNERY.

Hoje, a sétima arte perde um dos seus maiores ícones. Faleceu, aos noventa anos, o ator escocês Sean Connery. Com uma extensa carreira de mais de sessenta ano, Connery nos legou papéis memoráveis com grandes atuações, que o imortalizaram com personagens inesquecíveis, e outros nem tanto, mas, que só sua presença num filme, já o engrandecia. Como cinéfilo, não poderia deixar de prestar homenagem a este icônico astro, e a faço nesta humilde postagem onde listarei alguns dos seus personagens memoráveis. Por está elaborando um pouquinho do momento que soube notícia, a presente lista não é dos seus melhores personagens, muito menos seus melhores trabalhos, algo que pretendo um dia fazer com mais calma e discernimento. Enfim, mais rápido que a frase icônica de James Bond e do pensamento de Henry Jones para derrubar um avião nazista, vamos a nossa lista.

5. William de Bakesville em O Nome da Rosa.

E começo nossa lista com aquela que, na minha humilde opinião, é uma de suas melhores atuações de Sir Sean Connery. Na adaptação da obra de Umberto Eco, Connery brilha por completo, dando um show à parte como o frade franciscano para investigar uma série de crimes num mosteiro. Absurdamente ignorada pelo Oscar e Globo de Ouro, sua excelente atuação lhe rendeu o BAFTA e o German Film Awards de Melhor Ator.

4. Capitão Marko Ramius em A Caçada ao Outubro Vermelho.

Criado pelo escritor Tom Clancy, Jack Ryan hoje já é um personagem conhecido pelo grande público não leitor. Mas, curiosamente, seu debute fora dos livros foi ofuscado pelo capitão de um submarino russo que junto com sua tripulação resolve desertar. Tudo bem que o marketing e o próprio filme deram um grande destaque ao personagem. Mas, mesmo que isso não ocorresse, o resultado seria o mesmo, já que o carisma e a excelente atuação de Connery prevalecem como o grande destaque deste tenso fodástico filme.

3. Jim Malone em Os Intocáveis.

O personagem que será sempre lembrado por ter rendido a Connery seu único Oscar. Particularmente, não acho que seja sua melhor e mais memorável atuação. Mas, não podemos dizer que tenha sido uma premiação injusta, já que Connery brilha (não tanto como seu colega, Robert De Niro) como o veterano policial que tem um papel fundamental na equipe de incorruptíveis montada por Eliot Ness para pegar Al Capone.

2. Dr. Henry Jones em Indiana Jones e a Última Cruzada.

Conseguir a proeza de brilhar igualmente com Harrison Ford no seu icônico personagem Indiana Jones só mesmo sendo um ator do altíssimo nível de Sean Connery. O ator chega ao ápice do seu carisma e revela seu talento para humor como o figuraça pai do arqueólogo. A dupla arrasa individualmente, e principalmente, com uma química perfeitíssima entre eles. Connery lega a icônica franquia dirigida pela mestre Steven Spielberg um personagem tão carismático e inesquecível quanto o seu protagonista.

1. James Bond na franquia 007.

Nosso primeiríssimo lugar não poderia ser mais óbvio. Afinal, o já saudoso ator entrou para a história da sétima arte como o primeiro e, até agora, mais marcante intérprete do agente secreto de Sua Majestade. Logo no primeiro filme, Connery, que curiosamente não era a primeira escolha para viver o agente, mostrou logo de cara que nasceu para o personagem, emprestando a ele um charme e carisma únicos. Foram seis filmes oficiais e um último retorno vexatório que nem vale a pena comentar, que fizeram de Connery o Bond perfeito, considerado por muitos, o melhor interprete do personagem. Impossível falar em James Bond, sem vim em mente alguma cena de Connery como o personagem. 

MENÇÕES HONROSAS:

Ramirez em Highlander: O Guerreiro Imortal.

Se você curte filmes dos anos 1980 deve está indignado por eu não ter citado o personagem de Connery em Highlander. Admito que tenho um antipatia pelo filme e por toda franquia (preciso até rever para quem sabe mudar meu conceito), mas, tenho que reconhecer a importância do personagem na carreira do ator escocês. Mesmo não sendo sua melhor atuação, Connery impõe respeito e moral de tal maneira, que acabou voltando na primeira continuação da franquia, mesmo depois do seu personagem ter perdido a cabeça. Literalmente.

John Patrick Mason em A Rocha.

Quem diria que Sir Sean Connery estrelaria um filme dirigido pelo mestre da pirotecnia e malhadísismo por muitos Michael Bay, e ao lado de Nicolas Cage (chupa detratores dele e do diretor! Rsss..). Claramente Connery está se divertindo vivendo o único prisioneiro que escapou de Alcatraz, que une forças com um agente, vivido por Cage, para salvar reféns capturado por um srutado general, vivido por Ed Harris. O carisma de Connery e sua química perfeita com Cage é um espetáculo à parte, nesse filmaço de ação noventista.

Allan Quatermain em A Liga Extraordinária.

Em tempos em que vivemos a febre das adaptações das HQs, por ironia do destino, o último filme do icônico Connery foi essa malhadíssima adaptação de uma graphic novel. E não pela atuação de Connery, que manda muito bem, também claramente se divertindo, como o icônico aventureiro da literatura Allan Quatermain. Tanto que entre tanta reclamações sobre o filme não lembro de nenhuma para o veterano ator, que  empresta seu charme e carisma de tal forma, que imortalizou como uma das versóes mais memoráveis de Quatermain.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano, agradecido a Sean Connery por sua carreira memorável.

domingo, 18 de outubro de 2020

TOP 5: OS MELHORES FILMES DE JEAN-CLAUDE VAN DAMME DA ÚLTIMA DÉCADA.

O tempo é cruel e implacável com todos, inclusive, com os astros de ação que tanto nos deram tanta alegria. Se Jackie Chan e Sylvester Stallone surpreendem por estarem em forma ainda com vários cartuchos para gastar, outros como Jet Li (por problemas de saúde) e Steven Seagal (pelo descuido na sua forma física e também pelas péssimas escolhas nada criteriosas) já deram suas contribuições ao gênero, e já podem requerer aposentadoria. O nosso aniversariante de hoje, Jean-Claude Van Damme figura entre os dois grupos. Por um lado, ainda tá em forma, apesar da cara de maracujá guardado no fundo da gaveta que o torna espantosamente mais envelhecido de todos os citados, por outro, pelas portas praticamente fechadas em Hollywood e suas produções classe B e C lançadas diretamente em home vídeo. Mas, algo que não podemos negar é que ele é esforçado e vem mantendo sua carreira, mesmo sem o mesmo brilho do seu estouro no final dos anos 1980 na fase decadente da saudosa Cannon, e seu auge na primeira metade dos anos 1990, onde figurou entre os grandes astros de ação hollywoodianos. Revisitamos a filmografia do astro da última década e listamos filmes que mesmo não tendo o mesmo sucesso dos tempos gloriosos, surpreende por serem realmente bons. Chama a atenção o detalhe curioso que metade destes seis filmes (sim galera, tivemos empate e dança das cadeiras entre os primeiros colocados na nossa lista) são dirigidos pelo ilustre desconhecido mas nome frequente nas atuais produções de ação B e C atuais, Ernie Barbarash. Propositalmente, deixamos de fora Os Mercenários 2, melhor e mais relevante filme do baixinho belga do período, até para darmos visibilidade aos bons filmes que ele estrelou, e que muita gente simplesmente ignorou. Enfim, mais rápido que um nocaute do Frank Duxx no Kumite, vamos a nossa lista.

Abrimos com o filme que provavelmente é o mais conhecido da nossa lista. Alguém em sã consciência acha que o clássico das artes marciais oitentista Kickboxer: O Desafio do Dragão precisava de um remake? Evidente que não, mas, os caras inventaram de fazer, e com direito a produzir uma continuação antes mesmo do lançamento. Felizmente, o filme de 2016 que traz Van Damme desta vez como o mestre, e Dave Bautista como um Tong Po convincente, porém, esquecível, consegue surpreende por ser ao mesmo tempo uma homenagem e uma quase paródia ao clássico, pois não se leva a sério, o que acaba rendendo um filme divertido, melhor do que o esperado.

A produção dirigida pelo supracitado Ernie Barbarash surpreende por trazer uma trama interessante que prende a nossa atenção do começo ao fim, com Van Damme mandando bem como um bad ass com cara de poucos amigos, dando vida a um ex-mercenário, que é convencido pelo seu filho (vivido pelo próprio filho do astro, Kristopher) a ajudar um campeão de MMA, que tem a filha sequestrada por uma quadrilha de tráfico de mulheres. Mesmo com o astro só lutando mesmo na cena inicial, e no decorrer do filme, se limitando a dar uns tirinhos e golpes bobos, é um filme ligeiramente acima da média, que com certeza, agrada os fãs do gênero de ação.

Declaradamente fã do baixinho belga, o britânico Scott Adkins trabalhou com seu ídolo pela primeira vez em Operação Fronteira, e até agora, já trabalhou com ele em outras três produções, incluindo, o mega sucesso Os Mercenários 2, e o horrível Soldado Universal: Juízo Final. O ápice da parceria até agora é justamente o segundo trabalho juntos. No filme dirigido por Ernie Barbarash, os dois dividem o protagonismo como assassinos que não se bicam que unem forças para mandar para a terra do pé-junto um alvo em comum. A fórmula clichê até que funciona bem, graças aos carisma e entrosamento dos brucutus, e as sequências de ação satisfatórias, o que acabam rendendo um eficiente filme de ação B.

O ápice da parceria do astro com o diretor Ernie Barbarash. Ignore os títulos itens da tabela do açougue dado por aqui. Temos aqui o filme que, junto com Os Mercenários 2, traz o bom e velho Van Damme fodão, aliado a uma boa atuação dramática, motivos que fizeram figurar por muito bom tempo em primeiro lugar durante a elaboração da nossa lista. Outro filme que parecia ser mais do mesmo, que surpreende pela interessante trama, onde o baixinho belga vive um cara que vai à Malásia doar o rim a uma sobrinha, e tem justamente o órgão roubado por traficantes de órgãos. De todos os filmes que o astro atuou até agora não apenas na última década, mas, em todo século XXI, é o que mais tem cara de produção noventista da fase de ouro do astro. Leva nossa prata, apesar de empatar com os primeiros colocados.
Apesar de Osso Duro trazer o bom e velho Van Damme fodão, ter mais sequências de ação e uma trama também interessante e envolvente, os dois últimos filmes do astro lançados até agora, têm em comum valorizarem bem mais seu lado dramático, o que acabou pesando no resultado final da dança das cadeiras na elaboração da nossa lista. Mesmo na ação, sua atuação nos dois filmes se resumirem alguns tiros e soquinhos mequetrefes, a coragem de sair da zona de conforto ao explorar o lado dramático, e conseguindo mandar muito bem, acaba fazendo que ambas as produções, que também têm tramas interessantes, sejam as mais relevantes da atual fase da sua carreira, e por isso, levando o nosso ouro. Podem não agradar os fãs saudosistas do astro fodão, e até serem melancólicos, mas, são filmes que merecem um atenção carinhosa.

MENÇÕES HONROSAS.


Nesse filminho de ação B, Van Damme chama atenção nem apenas pelo visual ridicularmente tosco, mas, por  sair da mesmice e entregar uma boa atuação, convencendo como um vilão cínico, debochado, que somada ao fato de ser o rosto mais conhecido do elenco, acaba tornado o filme melhor do que realmente ele é.


Temos mais uma roubada de cena do baixinho belga como coadjuvante não apenas por ser o mais conhecido do elenco. Na comédia abestalhada quase sem graça, o baixinho belga é responsável pelos momentos mais engraçados do filme, com uma atuação cômica convincente, dando vida a um porra-louca e figuraça instrutor, o que acaba sendo o único motivo para conferir essa bobagem.
 
O baixinho belga deve ter deixado muita gente puta da vida com ele em Hollywood. Afinal, o cara que estrelou grandes produções de ação noventista, com moral de importar grandes diretores chineses, hoje, encontra praticamente as portas praticamente fechadas para ele (acredito que os motivos sejam seus problemas com as drogas, justamente nessa fase de ouro, somado a um orgulho quase soberbo). Uma das raríssimas participações numa super produção hollywoodiana atual foi dando voz ao Mestre Croc no segundo filme da franquia de animação da Dreamworks. Infelizmente, a participação é pequena (no filme seguinte ainda menor, se resumindo apenas a um único grito e seu nome aparecer escondidinho, quase no final dos créditos das vozes adicionais), mas, não deixa de ser um minúsculo raio de esperança, já que ele irá também emprestar sua voz a um personagem do próximo filme do Minions. Não custa para nós fãs sonhar com a cada vez mais remota volta por cima numa grande produção hollywoodiana. 

Rick Pinheiro
Cinéfilo alagoano.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

DO MENOR PARA O MELHOR: KARATÊ KID.

Hoje chega ao catálogo da Netflix a série Cobra Kai, que traz para os dias de hoje a rivalidade dos icônicos Daniel LaRusso e Johnny Lawrence do clássico Karatê Kid. Aproveitando a oportunidade, revisitamos os filmes e a própria série que antes era uma produção original do YouTube, e listamos da mais fraca a melhor produção de toda franquia. Tomamos a liberdade e incluirmos também a série animada de 1989 e o remake de 2010, mas, para não sermos injustos, colocamos entre parenteses a colocação das produções da franquia original. Enfim, mais rápido que o Johnny sendo nocauteado pelo golpe da garça de Daniel ou de tirar e colocar casaco num treinamento com  o mestre Han, vamos a nossa lista.

7 (5). Karatê Kid III - O Desafio Final.

Iniciamos a nossa lista com aquele que não apenas é o pior filme da franquia original, mas, também, um dos piores terceiros filmes de qualquer franquia e também continuações da história da sétima arte. E não é a toa que o filme é detentor de todos esses títulos nada honrosos. De nada adiantou contar mais uma vez com a dupla de protagonistas vividas por Ralph Macchio e o saudoso Pat Morita, e com o diretor dos filmes anteriores, o também saudoso John G. Avildsen, já que o roteirista Robert Mark Kamen, também responsável pelos roteiros dos dois filmes anteriores, tratou de cagar geral. Do insosso interesse romântico de Daniel LaRusso que nem chega a engatar pela moça colocá-lo logo de cara na friendzone, passando por um vilão antipático e unidimensional vivido por  Thomas Ian Griffith  (que depois do filme tentou emplacar uma carreira de astro de ação C), a ridícula desculpa esfarrapada e patética para Larusso só lutar no último combate do torneio, nada funciona nessa bosta. E o ápice do estrago promovido pelo roteiro foi jogar na merda uma das amizades mais belas da cultura pop e ainda transformar LaRusso, de mocinho vítima de bullying num completo imbecil, burro pra caralho e totalmente ingrato com o seu mestre e melhor amigo Miyagi. Uma caracterização tão repugnante que admito que torci para que ele se lascasse no final. Uma triste e lamentável despedida do trio (quarteto, caso queira incluir também o roteirista), que nunca mais voltaria a ser formado após esta porcaria.

6. Karatê Kid (série animada).

Confesso que não lembrava desta série animada baseada na franquia que chegou a ser exibida no Brasil, e que por aqui, contou com os mesmos dubladores dos filmes. Com apenas uma temporada de treze episódios a animação lançada no mesmo ano do péssimo terceiro filme colocava Daniel e Miyagi, junto com a jovem Taki Tamurai (que quando criança, eu jurava ser a Kumiko,  mocinha do segundo filme vivida pela linda Tamlyn Tomita) encarando algumas aventuras. A curtíssima temporada, a premissa e o fato do Miyagi dar piruetas são suficientes para entendermos o porquê a animação caiu no esquecimento. Mas, consegue ser bem superior ao já malhado aqui terceiro filme da franquia oficial, e ainda praticamente empata com o nosso quinto colocado.

5 (4). Karatê Kid 4 - A Nova Aventura.

Considerado por muitos o pior filme da franquia, particularmente, não acho tão ruim assim em comparação ao horrível terceiro filme. O saudoso Morita volta para se despedir de forma melancólica do personagem mais marcante de sua carreira, num filme que deveria se chamar Karatê Girl, já que o novo "Kid" aqui é uma garota. O roteiro ruim que traz uma penca de personagens chatos, incluindo a própria protagonista insossa, consegue ser superado pelo carisma da então futura ganhadora do Oscar Hillary Swank, que tira leite de pedra, e até convence como a tal mocinha, e ainda tem uma química perfeita com o saudoso veterano ator, que independente da ruindade do roteiro, manter todo charme do icônico mestre. E é justamente a dupla que garante que uma ligeira vantagem em cima da série animada, mas, não o suficiente para salvar o filme de ser ruim, uma continuação totalmente desnecessária e esquecível.

4 (3). Karatê Kid II - A Hora da Verdade Continua.

Nossa lista dar um gigantesco salto de qualidade a partir daqui. Única continuação que realmente é digna do original, o segundo filme acerta em cheio em focar a trama no mestre Miyagi, que volta à sua terra natal para visitar o pai doente e acaba tendo de encarar problemas e um amor do passado. LaRusso vai junto com as malas e também encontra uma nova crush e um novo rival bad boy e mala. A cereja do bolo deste filme é legar à franquia sua música mais inesquecível, Glory of Love, cantada por Peter Cetera, que chegou a ser indicada ao Oscar de Melhor Canção. Sem dúvida, o segundo melhor filme da franquia original, que só está nessa posição, por temos incluído o remake e a série na nossa lista.

3. Karatê Kid (2010).
É inegável que Karatê Kid não precisava de um remake. Mas, ele veio a exatamente dez anos completados ontem, e até que surpreendeu. Não chega a ser uma obra memorável como o original, e o jovem protagonista está longe de ser tão icônico como Daniel LaRusso. Mas, o bom roteiro que adapta bem a trama original, e principalmente, as sequências de lutas bem coreografadas, mais realistas e cruas, e o carisma do astro Jackie Chan acabam entregando um ótimo filme que consegue ser tão bom quanto o original, desde que evitemos as inevitáveis comparações. Assim como o quarto filme da franquia original, deveria ser chamado de Kung Fu Kid, já que é esta é a arte marcial trabalhada no filme.

2. Cobra Kai.

Admito que é complicado falar de uma obra que está em andamento, e muito arriscado colocá-la numa posição tão privilegiada (a queda de qualidade pode surgir com tudo na próxima temporada). Mas, é impossível reconhecer que Cobra Kai logo na sua primeira temporada provou seu valor e que merece ser a segunda melhor produção da franquia original. Após investir no remake, o astro Will Smith, fã declarado da franquia, resolve trazer de volta os icônicos personagens, agora, focando o protagonismo no antagonista original Johnny Lawrence, ressuscitando o personagem e carreira do seu intérprete William Zabka, brincando com a teoria de alguns que ele na verdade era o mocinho injustiçado e que LaRusso era o vilão. Indo além de ser um espetacular fan service, a série tem identidade e alma próprias, não se limitando apenas a trazer de volta nossos amados personagens, mas, também apresentando novos personagens promissores, todos numa ótima  e divertida trama. E a cereja do bolo fica com as singelas homenagens que fazem com o icônico mestre Miyagi, que emocionam e fazem até Chuck Norris chorar.

1. Karatê Kid - A Hora da Verdade.

Com certeza que tão logo se deparou com essa lista, você concluiu logo que o Karatê Kid - A Hora da Verdade estaria no topo, afinal, trata-se de uma obra insuperável. O filme que é um dos mais icônicos clássicos dos anos 1980, continua atemporal, mesmo contando com sequências de lutas bobinhas até mesmo para a época em que foi lançado, afinal, quem viu, por exemplo, as reprises dos filmes do saudoso Bruce Lee, não iria levar a sério o golpe da garça da luta final. Mas,o saudoso diretor John G. Avildsen, que já havia brindado a história da sétima arte com Rocky, Um Lutador, conduz com uma maestria ímpar, despertando em nós a suspensão da descrença, entregando mais uma obra-prima que une esporte e valiosíssimas lições de vida,  embaladas por um trilha composta pelo mestre Bill Conti (também responsável por Rocky). O filme conta também com um elenco talentoso, encabeçado Macchio e Pat Morita, que logo de cara, mostram perfeito entrosamento entre eles e entregam uma das mais belas amizades da história do cinema. Enfim, simplesmente, um filmaço que assistimos milhares de vezes, sabemos tudo de cor e salteado, mas, mesmo assim, ainda torcemos para que Larusso ganhe o torneio de karatê. Uma verdadeira obra-prima da cultura pop.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.