terça-feira, 28 de outubro de 2014

VOLTA EM GRANDE ESTILO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

Drácula - A História Nunca Contada (Dracula Untold).
Produção estadunidense de 2014.

Direção: Gary Shore.

Elenco: Luke Evans, Sarah Gordon, Dominic Cooper, Samantha Barks, Art Parkinson, Paul Kaye, Charles Dance, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 3 do complexo Kinoplex Maceió em 28 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 8,0.  

Sinopse: Centésima enésima sei lá produção sobre o vampiro mais famoso da literatura. A trama aqui se passa antes dele se tornar o terrível vampiro. Entregue pelo próprio pai, junto com outras 99 crianças, para dar um fim na guerra entre os habitantes da Transilvânia com os turcos, Vlad (Evans) aprende a guerrear com estes. Anos depois, Vlad volta a sua terra natal, sendo nomeado príncipe e governa numa boa seu reino por dez anos. Até que o rei turco (Cooper), reaparece do nada, exigindo mais crianças, a começar pelo seu moleque. Com medo de perder o seu reino para os inimigos turcos em maior número, Vlad faz um pacto com um misterioso ser das trevas (Dance), tornando-se o maior dos vampiros.

Comentários: Depois de serem ridicularizados com a franquia teen modinha Crepúsculo, os vampiros voltam a ser levado à sério nas telonas. O mais famoso deles, ganha uma nova roupagem, que traz como novidade um enredo que foca na sua origem. Drácula - A História Que Não Foi Contada é a volta em grande estilo dos bons e velhos filmes de vampiros, com um excelente roteiro que respeita tanto o material original do escritor Bram Stoker como a mitologia vampiresca, que a pouco tempo foi avacalhada e manchada pela supracitada franquia teen, somado aos caprichosos e modernos efeitos especiais da atualidade. O resultado é um filmaço empolgante, divertido, com pouquíssimos sustos, mas, em compensação com ação do começo ao fim. Em síntese, filmaço que consegue ser tão bom e divertido quanto Drácula de Bram Stoker do mestre Francis Ford Coppola, um dos melhores filmes sobre o mais famoso dos sanguessugas infernais.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TÍTULOS BIZARROS EM DOSE DUPLA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

O Apocalipse (Left Behind).
Produção estadunidense de 2014.

Direção: Vic Armstrong.

Elenco: Nicolas Cage, Chad Michael Murray, Cassi Thomson, Nicky Whelan, Jordin Sparks, Lea Thompson, Lance E. Nichols, Quinton Aaron, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 5 do complexo Cinesystem Maceió em 27 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 6,5.  

Sinopse: Baseado no best-seller gospel Deixados para Trás. Na trama, a jovem Chloe (Thomson) resolve visitar os pais, depois de um tempinho afastada por causa da carolice de sua mãe (Thompson). No aeroporto, encontra o seu pai, o piloto comercial Rayford Steele (Cage), que está indo trabalhar justamente no dia do seu aniversário apenas como desculpa para dar uns pegas em uma aeromoça gostosa (Whelan). Ainda no local, Chloe conhece o jovem jornalista Buck Williams (Murray), que se interessa por ela e trocam os números, já que ele está indo a Londres, no voo comandado pelo pai da gata. Seria um dia como outro qualquer para a humanidade, se do nada, pessoas começassem a sumir misteriosamente, sem deixar vestígios, deixando para trás parentes e amigos desesperados.

Comentários: Antes de mais nada, uma bronca para os distribuidores nacionais. Que porra é essa de colocar este título ridículo, O Apocalipse, usado centenas de vezes em outras produções? Puta que pariu, será que os caras não sabem que Deixados Para Trás é uma série de livros gospeis de enorme sucesso editorial, que já rendeu uma trilogia homônima que vendeu e ainda vende adoidado em home vídeo? E mesmo que não soubessem, só a presença do canastrão e, ainda, astro hollywoodiano, Nicolas Cage, encabeçando o elenco, é garantia de sucesso de bilheteria por aqui, afinal, qualquer tranqueira que ele marca presença, um bom público comparece para conferi (a bosta Fúria continua em cartaz por aqui). Enfim, deixando para trás a bronca com o tosco título nacional, vamos ao que interessa que é os nossos comentários sobre o filme. O novo Deixados Para Trás (recuso-me a chamá-lo pelo título ridículo nacional) tem um bom roteiro que pega leve na carolagem e com muito mais ação e efeitos especiais melhores que o original. Em contrapartida, o dramalhão permanece, aqui em dose ainda mais exagerada, chegando em alguns momentos a parecer uma daquelas novelas/seriados da Record. No geral, apanha feio do original, mas, consegue prender atenção e divertir, o que me deixou sem entender a nota 0,5 dado pelo crítico do site Adoro Cinema. Enfim, dar para encarar numa boa, se você não for muito exigente. 




Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso (Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day ). 
Produção estadunidense de 2014.

Direção: Miguel Arteta.

Elenco: Steve Carrell, Jennifer Garner, Ed Oxenbould, Toni Trucks, Dylan Minnette, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Cinesystem Maceió em 27 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 8,0.  

Sinopse: Baseado num livro infantil. Alexander (Oxenbould) é um pirralho zero à esquerda, dentro e fora de casa só levando tromba. Recém ex-caçula, no seu aniversário deseja que sua família tenha um dia azarado como o dele, para sentirem na pele o que é ser um zero à esquerda que só se mete em roubadas. O desejo se realiza e sua família vai viver o tal dia terrível, horrível, espantoso e horroroso do título, se metendo numa merda atrás da outra.

Comentários: Parece que eu tirei o dia para reclamar de títulos. Mas, sinceramente, que porra é essa tão longa? Desta vez, não é nem culpa dos distribuidores nacionais que até aliviaram e deixaram de traduzir literalmente o título completo que seria ainda mais longo. Enfim, vamos de novo ao que interessa, afinal, ninguém que nos visita não vem aqui para ver um blogueiro ranzinza e reclamando, metendo pau em todo mundo. Sobre o filme, é a típica comédia família a la Disney feita para toda família, com um roteiro satisfatório, feito sob medida para a bobagem rolar solta, consequentemente, nos divertindo e provocando gargalhadas involuntárias. Diversão descompromissada garantida, recomendável para todas as idades. 


Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

Na Quebrada.
Produção brasileira de 2014.

Direção: Fernando Grostein Andrade.

Elenco: Felipe Simas, Jorge Dias, Daiana Andrade, Domenica Dias, Gero Camilo, Jean Amorim, Emanuelle Araújo, Monica Bellucci, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 8 do complexo Cinesystem Maceió em 22 de outubro de 2014.

Cotação

Nota: 7,0.  

Sinopse: Baseados em fatos ocorridos com jovens e seus familiares em uma das comunidades mais pobres de São Paulo. Entre eles, Zeca (Simas), que quase perdeu a vida numa chacina, seu amigo de Gerson (Dias), adolescente que desde de criança visita o pai na cadeia, enquanto no lado de fora é assediado pelo tráfico para entrar no mundo do crime. Já Júnior (Amorim), se apaixona por eletrônica, mesmo desde criança sendo desastrado e pifando os aparelhos, levando o pai (Camilo) à loucura, enquanto que Joana (Andrade), é uma jovem infeliz, que não conheceu sua mãe, e come o pão que o diabo amassou. Esses e outros jovens, poderiam ter um destino trágico, como milhares em nosso país, se não fosse o surgimento de uma ONG na comunidade que despertar neles o amor pelo cinema.

Comentários: Nosso cinema, desde sempre, ama retratar a dura realidade dos moradores das periferias da grande cidade, que encaram vários desafios, sendo o maior deles a convivência com a violência. Tendo um dos produtores, o mala sem alça do apresentador Luciano Huck, Na Quebrada é mais um representante desta tendência que recebe o apelido favela movie. Com um roteiro que deixa um pouco a deixar, por resumir bastante as histórias narradas em menos de uma hora e meia, o que acabou prejudicando a maioria delas. Em compensação, as poucas que se salvaram, conseguem nos emocionar e até nos divertir, como a do figuraça Júnior, graças principalmente a Gero Camilo, que dar um show de atuação e rouba a cena como o também figuraça pai do adolescente. No geral, fica a mensagem que nem tudo está perdido e que, por mais que a realidade seja dura, iniciativas ousadas, conseguem reverter a vida de muita gente, algo que se confirma nos créditos finais, quando alguns das pessoas reais retratadas no filme, aparecem dando micro-depoimentos. Enfim, o título desta postagem é duplo, pois, tanto retrata a mensagem do filme, bem como nosso cinema não é apenas comédias abestalhadas. Vale a pena conferir!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.