terça-feira, 27 de março de 2012

SESSÃO DUPLA COM JOVENS EM AÇÃO.

Filmes.
Sessão dupla com jovens em ação.

Segunda-feira dia de conferir nas telonas últimos lançamentos do fim de semana em mais uma sessão dupla. Coincidentemente, ontem assistir a dois filmes protagonizados por jovens. O primeiro foi o aguardado por muitos Jogos Vorazes, baseado no primeiro livro da trilogia teen de estrondoso sucesso, escrito por Suzanne Collins. Ao contrário dos seus contemporâneos, Harry Potter e Crepúsculo, a trama é bem mais interessante, inteligente e pé no chão. E a estreia nas telonas foi em grande estilo, num filmaço muito bem realizado e com um elenco afiadíssimo (outro ponto a favor da nova franquia em relação aos seus contemporâneos é que ao contrário daqueles, aqui temos uma ótima atriz protagonizando). A trama se passa num futuro não muito distante onde os Estados Unidos deu lugar ao ditadorial Panem, que é composta por 12 distritos. Todos os anos a Capital realiza os Jogos Vorazes, uma espécie de reallity show mortal, onde cada distrito oferece um casal de jovens, entre 12 e 18 anos, para representá-lo no torneio mortal onde o vencedor é o único sobrevivente. Antes dos jogos ocorre em cada distrito, o Dia da Colheita, onde são selecionados os participantes que são denominados tribunos. O 12º Distrito é o mais pobre do país e lá é  que reside a jovem Katniss Everdeen (a ótima Jennifer Lawrence que protagonizou o horrível Inverno da Alma), que se oferece como tributo no lugar da sua irmã que acabou de ser sorteada. Ela e o jovem Peeta (Josh Hutcherson, o Sean de Viagem ao Centro da Terra e Viagem 2) viajam até a Capital e participarão do torneio não somente representando seu distrito, mas principalmente lutando pelas suas vidas.

A primeira uma hora de filme é um pouco lenta e chatinha, porém, necessária para que se apresente ao espectador não familiarizado o mundo pós-apocaliptico criado por Collins, mas, em compensação, quando o torneio inicia, o filme decola em alta velocidade, não para mais, prendendo a nossa atenção e de quebra ainda nos empolgando bastante, com sequências de tirar o folego. O filme inaugura bem a franquia que já de cara já demonstrar ser totalmente superior e infinitamente inteligente as franquias do bruxinho e do triângulo meloso sobrenatural. Em síntese, um filmaço com muita ação e suspense, sem deixar de ser inteligente e envolvente, e que, ao contrário dos filmes das outras duas franquias teen contemporâneas, consegeu agradar não somente aos adolescentes de ambos os sexos, com também os adultos. Finalmente uma franquia teen que não é boba, nem menospreza a inteligência do seu público alvo. Nota 9,5. E que venham os próximos três filmes (a ideia inicial dos produtores é que o o terceiro livro origine dois filmes).

Saindo correndo da sala 1 do Complexo Kinoplex, com um micro intervalo de apenas dois minutos, tempo suficiente para comprar a indispensável pipoca com coca-cola, foi a vez de entrar na sala 2 para conferir Poder Sem Limites, que narra a história de três jovens que, bem ao estilo de um episódio das primeiras temporadas do seriado Smallville, são contaminados por um misterioso meteorito, e ganham super-poderes. Ignorando o conselho do Tio Ben no primeiro Homem Aranha que afirma que todo poder traz responsabilidades, começam a explorar seus poderes aplicando pegadinhas em pessoas desavisadas. Mas, um deles, justamente o mais intropesctivo deles prova que o poder corrompe e começa a surtar, usando os poderes para fazer o mal. Apesar da trama tosca, Poder Sem Limites tinha tudo para ser um ótimo thrilley de ação se não fosse a estupidez de recorrer a batida fórmula de pseudo-documentário, onde, de forma absurda, sempre tem uma camêra ligada na trama do filme, o que acabou prejudicando bastante, o produto final, resultando num filminho chato, repleto de furos e que não envolve o espectador em nenhum momento. Em síntese, uma boa ideia desperdiçada e pessimamente executada. Nota 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

AUTOBOSTAS E DECEPTIONS.

Filmes.
Autobostas e Deceptions.

"Que porra é essa?" Esta foi a frase mais dita em tom de indignação por este blogueiro durante boa parte da exibição do supreendentemente decepcionante Transformers - A Vingança dos Derrotados, na madrugada de domingo para segunda, na Fox. Afinal, o roteiro do segundo filme da franquia abusa em situações patéticas sem graça e personagens tão medíocres e insuportáveis a ponto de nos fazerem sentir saudade do também chato e irritante Jar Jar Binks, de Star Wars: Episódio 1 - A Ameaça Fantasma. O filme só não é uma merda total, pois é salvo pelas eletrizantes sequências de batalhas no início do filme e nos últimos vinte minutos. Fora isso, somos obrigados a aturar Decepticons em forma torradeira, liquidificador e carrinho de brinquedo, dois Autobots imbecis, com cara de Gremlins e que falam ridicularmente como rap americanos, um tosco ataque de nervos de Sam que coloca Shia LaBeouf numa das situações mais contrangedoras da história do cinema e um Decepticons na forma de uma linda gostosa. Desta vez, Sean está chegando a faculdade,para tentar ter uma vida normal, dois anos após os fatos do primeiro filme. Mas, sua rotina não dura nem um dia, já que os Decepticons voltam com tudo, principalmente com o despertar de Megatron.  Na tentativa de ser mais engraçado que o primeiro filme, os roteristas pisaram feio na bola, gerando um filme irritante e medíocre. Merecidamente recebeu o Framboesa de pior filme de 2009. Nota 2,5. Ainda bem que o terceiro filme se superou, já que seu antecessor tinha tudo para sepultar de vez a franquia. Ufa!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


A VOZ DO AMADO MESTRE, NUMA ANIMAÇÃO EMOCIONANTE.

Filmes.
A voz do amado mestre numa animação emocionante.

Na última sexta perdemos o mestre do humor Chico Anysio e no final da noite de domingo, providencialmente, pude conferi uma de suas últimas e inusitadas atuações, revendo, desta vez no canal fechado Disney XD, a animação UP - Altas Aventuras, na versão dublada em português. O eterno Professor Raimundo emprestou sua voz para o figuraça Carl Fredricksen (no original, na voz de Christopher Plummer), um idoso viúvo, vendedor de balão, que resolve realizar o sonho que ele e a esposa tinham de se mudar para o Paraíso da Cachoeiras, na América do Sul., se mudando, literalmente falando, com casa e tudo, com milhares de balão de gás. O que ele não contava era levar o também figuraça escoteiro Russell (no Brasil, dublado pelo garoto Eduardo Drummond, neto do comediante que fazia o Seu Peru, na Escolinha do Professor Raimundo). A inusitada dupla passam a viver altas e divertidas aventuras. Com um roteiro muito bem escrito que consegue divertir e ao mesmo tempo emocionar, e uma parte técnica excepcional, este décimo longa animação do estúdio Pixar é muito bom, não ficando atrás da trilogia Toy Story, mantendo o mesmo nível em todos os sentidos. O já saudoso Anysio dar vida própria ao Sr. Fredricksen, inclusive chegando a superar a dublagem original do veterano Plummer, dando o seu toque de gênio. Engraçado e ao mesmo tempo emocionante, um filmaço que agrada crianças de todas as idades. Imperdível. Nota 10,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


O ADEUS AO MESTRE DO HUMOR.

Homenagem ao artista.
O Adeus ao mestre do humor.

Foi com grande pesar que recebi no final da tarde da última sexta a notícia do falecimento do mestre do humor Chico Anysio. Muito mais que um criativo humorista, Chico era completo em tudo que fazia, seja como ator, roteirista, pintor, um multi-talentoso nato. Como não recordar dos 209 personagens criados pelo mestre, cada um, único, com características exclusivas. Chico também contribuiu para o nosso cinema nacional, seja roteirizando como no clássico O Cangaceiro Trapalhão, um dos melhores filmes do saudoso quarteto, seja como narrador no emocionante documentário O Mundo Mágico dos Trapalhões, seja com interpretações excepcionais, como o pai de Tieta, no filme homönimo de Cacá Diegues estrelado por Sônia Braga e mais recentemente numa hilária participação em Se Eu Fosse Você 2. O mestre partiu para a Casa do Pai, mas nos deixa um legado artístico inegualável no mundo. Fica com Deus, amado e já saudoso mestre.

Rick Pinheiro.
Enlutado com a partida do mestre do humor.

sexta-feira, 23 de março de 2012

DOCUMENTÁRIO NOCATEADOR.

Filmes.
Documentário nocateador.

Ninguém duvida que o esporte coqueluche do momento é o UFC ou MMA, praticamente criado e dominado por nós brasileiros que demonstra nos octogonos mundo a fora que não somos apenas o país do Portugal. Um destes guerreiros nacionais, responsável pela popularização do esporte criticado mais violentamente que as próprias lutas pela Rede Record dos bispos da Universal, só porque a Globo comprou os direitos sobre o esporte, acaba de chegar as telonas. Anderson Silva - Como Água, que eu conferi ontem na sala 3 do Centerplex, é um documentário realizado por norte-americano que deixa muito a desejar. Aqui ignora-se a trajetória de vida, que por si só já mostra o grande lutador que ele é, e centraliza-se apenas na preparação da luta contra o imbecil falastrão Chael Sonnen. Faltou ao filme mais emoção e criatividade, e até mesmo elementos comuns a um documentário, como depoimentos de familiares, amigos e professores (Steven Seagal, que aparece rapida e timidamente no filme, é um deles), limitando apenas alguns rapidíssimos  e sem sal. O resultado é um  filme um pouco chato e entendiante, que não somente não capta todo carisma e simpatia do lutador (entrevistas em programas televisivos como Programa do Jô e Altas Horas da Globo e  Agora é Tarde da Band foram muito mais empolgantes, divetidas e reveladoras), como inclusive, em alguns momentos, chega até a queimar o seu filme., quase nocateando-o Em síntese, um documentário regular, que fustra até mesmo os fãs do esporte e do atleta. Nota 6,5. Quem sabe na próxima  vez, principalmente se for uma produção nacional, Anderson Silva ganhe um merecido documentário a sua altura, a exemplo do rei do futebol Pelé, no excelente Pelé Eterno.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 


quarta-feira, 21 de março de 2012

PIRRALHADA DE VOLTA À ATIVA.

Filmes.
Pirralhada de volta à ativa.

Antes tarde do que nunca. Depois de meses de lançado nos Estados Unidos e alguns adiamentos da distribuidora nacional finalmente Pequenos Espiões 4, novo filme da franquia infantil escrita, produzida e dirigida pelo genial Robert Rodriguez, chega nas telonas do nosso país e eu conferi no final da tarde de ontem na sala 3 do Complexo Kinoplex Maceió. Além do atraso, a distribuidora nacional ainda pisou na bola por mais duas vezes, ao disponibilizar o filme apenas na versão dublada (tudo bem que é um filme infantil, mas todas as cópias serem apenas nesta versão chega a ser um desrespeito com o espectador) e não importando os cartões de aroma, a grande novidade do efeito 4-D tão anunciada no trailer.

Com as crianças dos três primeiros filmes crescidinhas (a talentosa e lindinha Alexa Vega e o esforçado Daryl Sabara, que aparecem no novo filme como agentes adultos), coube a Rodriguez tentar reinventar a franquia, com novos pirralhos. Quem assume a missão mirim são os fofinhos Rebecca (Rowan Blanchard) e Cecil (Mason Cook), enteados de Marisa Cortez Wilson (a lindíssima Jessica Alba), uma irmã do personagem de Antonio Banderas nos três primeiros filmes nunca mencionada nestes, que também é agente, mas que abandona a carreira para cuidar da família, que ainda incluir uma bebezinha muito lindinha e o maridão, Wilbur Wilson (Joel McHare), um tosco repórter e apresentador televisivo. Mas, a aposentadoria da moça dura pouco já que o vilão Guardião do Tempo (Jeremy Piven, como Stallone no filme anterior interpretando várias versões do personagem) reaparece e acelera o já tão corrido tempo. Como no primeiro filme, a casa é invadida e os pirralhos acabam não somente descobrindo que sua madastra não é uma chata decoradora, mas uma descolada espiã, como também que Esfregão, o estranho cachorro da família é um robô e que na tal organização de espionagem existia anteriormente uma divisão dos Pequenos Espiões, que os pirralhos resolvem reativar por conta própria.

Se por um lado Rodriguez acertou em cheio em trazer de volta os protagonistas originais já bem crescidinhos, por outro cometeu uma sucessão de erros que fazem de Pequenos Espiões 4 o mais fraco de toda franquia. Inicialmente, faltou neste novo filme mais emoção e as pequenas, mas hilárias participações de astros hollywoodianos (aqui resumido apenas a uma ponta figurativa do primo do diretor, Danny Trejo), graças a um roteiro sem nenhuma novidade nitidamente baseado no primeiro e melhor filme da divertida franquia, apelando inclusive, por várias vezes repetidas, para velhas piadas de baixo nível com fratulências e vômitos. O 3-D que impressionaram no terceiro filme, desta vez é decepcionante, praticamente impercebível. Mesmo com todas esta deficiências e de ser um filme consideravelmente inferior ao inquestionável talento criativo de Rodriguez, Pequenos Espiões 4 diverte, sem compromisso, arrancando tímidas risadas em alguns momentos e ainda é um pouco nostálgico com a presença dos protagonistas originais, mesmo um pouco deslocados. Nota 7,5.


 

APROVEITANDO A OPORTUNIDADE...

... Alguns breves comentários sobre os três primeiros filmes da franquia. Quando em 2001,  o primeiro Pequenos Espiões chegou aos cinemas causou estranheza e dúvida em muitos. Afinal, tratava-se de um filme infantil sem 100% autoral do seu criador Robert Rodriguez, um cara que até então vinha produzindo excepcionais filmes para adultos ver, verdadeiras obra-primas como Um Drink no Inferno, estrelado por George Clooney e o figurinha repetida do diretor Quentin Tarantino, e A Balada do Pistoleiro, estrelado por Antônio Banderas, que em Pequenos Espiões retoma a parceria de sucesso com Rodriguez, como o espião aposentado Gregório Cortez que vive de boa com sua esposa Ingrid (Carla Gugino) e seus filhos fofinhos e figuraças Carmen (Alexa Vega,) e Juni (Daryl Sabara), até que o casal é recrutado para um missão de resgate e acaba sendo aprisionado por Fegan Floop (Alan Cumming), um tosco apresentador infantil que na verdade deseja dominar o mundo. Os pirralhos descobrem que seus pais são espiões e resolvem resgatá-los. O filme é muito divertido, já que em nenhum momento se leva a sério, com o elenco bem a vontade, embarcando numa boa na brincadeira promovida por Rodriguez. Com aventura e humor na dosagem certa, Pequenos Espiões diverte crianças e adultos, sendo, disparado, o melhor filme da franquia e um dos melhores do gênero infantil. Uma agradável supresa que prova que diretores geniais se dar bem em qualquer gênero. Nota 10,0.

 

Tão bom quanto o excepcional primeiro filme é Pequenos Espiões 2 - A Ilha dos Sonhos Perdidos, lançado um ano depois. Oficialmente como espiões,  a dupla de irmãos não estão sozinhos, já que existem outros pirralhos na agência, principalmente os irmãos Gary (Matthew O'Leary) e Gerti (Emily Osment), seus rivais. De olho numa missão que é dada aos rivais, Carmen, que é uma excelente hacker, entra no computador da agência e transfere a missão para ela e seu irmão, embarcando para uma misteriosa ilha, habitada por criaturas estranhas criadas pelo Dr. Romero (Steve Buscemi). Quando desaparecem, seus pais Gregório (Banderas) e Ingrid (Gugino) partem para resgatá-los levando os sogros vividos pelo saudoso Ricardo Motalban e  Holland Taylor (que interpreta a figuraça Evenlyn, mãe de Charlie e Alan, no seriado Dois Homens e Meio). A partir daqui a ação é mais centrada nos protagonistas mirins, fazendo dos adultos coadjuvantes e figurantes de luxo (além dos citados e de boa parte do elenco original quem também dar as caras é Bill Paxton numa pequena e divertida participação). O clima de diversão do elenco continua imperando, e todos estão bem a vontade, sem se levarem a sério em nenhum momento, mais uma vez embarcando. Com mais ação e efeitos especiais impressionantes, graças ao filme ser rodado totalmente com câmeras digitais (o segundo filme da história do cinema a utilizar este recurso) Pequenos Espiões 2 é uma aventura infantil divetidíssima, que agrada crianças e adultos. Nota 9,0.

 


Mantendo o mesmo clima de diversão descomprometida e entrosamento do elenco, Pequenos Espiões 3-D: Game Over chega as telonas no ano seguinte. Na trama, Juni está fora da agência, atuando por conta própria em missões totalmente inferiores e banais, como tirar gato de árvore. Até que o presidente dos Estados Unidos (George Clooney, hilário), ex-poderoso chefão da agência, o convoca para uma missão importantíssima de entrar num game, criado pelo tosco vilão Toymarker (Sylvester Stallone, pagando um micaço mas, como costume no elenco da série, aparentemente bem à vontade e se divertindo muito), com intuito de dominar as crianças do mundo. Juni é convencido ao saber que sua irmã já tinha assumido a missão, mas foi capturada. Rodriguez capricha na dose de efeitos especiais, filmando boa parte em 3-D,  abusando critivamente do formato, com um resultado que impressiona até assistindo na TV (o DVD original vem com os óculos). O enredo mantem o mesmo nível dos anteriores, centralizando ainda mais nas crianças, reduzindo a presença dos adultos estrelares (tirando Stallone e a lindíssima Salma Hayek, todos  de volta  a  série) - exceto Stallone, Hayek e Motalban - a uma pequena e boba participação totalmente desnecessária e boba. Em síntese, um filme divertidíssimo que mantem o mesmo pique da franquia que é uma das melhores produzidas no gênero infantil. Nota 9,5.

 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

terça-feira, 20 de março de 2012

COMÉDIA, SUSPENSE E MUITA AÇÃO EM MAIS UMA SESSÃO DUPLA DE CINEMA.

Filmes.
Comédia, suspense e muita ação em mais uma sessão dupla de cinema.

Segunda-feira, dia de conferir os lançamentos do fim de semana que chegaram as telonas alagoanas. E mais uma vez, numa sessão dupla. O primeiro que assistir foi a comédia romântica  de ação Guerra é Guerra!, estrelada pela ganhadora do Oscar Reese Witherspoon e que eu conferi na sala 2 do Complexo Kinoplex Maceió. Tuck (Tom Hardy) e FDR (Chris Pine) são dois agentes da CIA e são bem mais que parceiros, pois se consideram como irmãos. Até que entra na parada Lauren (Witerspoon), uma linda mulher, mas indecisa, que acaba saindo com ambos. Os quase ex-parceiros e ex-amigos utilizaram todos os recursos que a agência oferece para duelarem pelo amor de Lauren, mesmo no meio de uma investigação para prender um perigoso bandido internacional. Apesar deste sub-gênero que tenta agradar meninos e meninas já está astante desgastado Guerra é Guerra! é uma agradável supresa, pois é um filme divertido,com boas piadas e poucas, mas empolgantes, cenas de ação que ganha força graça ao carisma do trio de protagonistas, que demonstram excelente entrosamento em cena e que embarcaram numa boa na proposta simplista do filme de entreter, sem apelar. Nota 7,0.


Depois de uma hora de intervalo foi a vez de entrar na sala 6 para assistir o thirlley de ação Protegendo o Inimigo estrelado por Denzel Washington e a bola da vez Ryan Reynolds que interpreta o agente da CIA Matt Weston que tem a morgada missão de tomar conta de um esconderijo deserto da agência na África do Sul que só é ativo em situações excepcionais. O tédio do carinha vai embora quando entra na parada o ex-agente e procurado Tobin Frost (Washington) que ao pega um trocinho que pode ferra com muita gente por conter informações sobre agentes secretos de todas as agências, é perseguido e pede auxílio justamente no Consulado dos Estados Unidos. Frost é levado para ser interrogado (leia-se torturado para abrir o bico) no tal esconderijo, que é invadido pelos caras que o estava perseguido, detornando toda equipe, sobrando apenas para o inexperiente Weston a dura missão de manter sob custódia e proteger o traíra. O roteiro é  ótimo, dosando perfeitamente a ação e o suspense que o gênero exige e prende a atenção até o final . Somado com as ótimas atuações, principalmente de Washington e Reynolds que têm um entrosamento perfeito, o filme cumpre bem sua missão de divertir e empolgar, agradando bastante os fãs do gênero. Nota 8,5.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

CINEMA EM CASA NA WARNER.

Filmes.
Cinema em casa na Warner.

Quem tem TV por assinatura com certeza deve conhecer o canal Warner, que exibe muitos seriados e sitcom, entre eles a impagável Dois Homens e Meio, e filmes produzidos pelo estúdio homônimo. A vantagem da emissora é exibição de todos os seriados e boa parte dos filmes no idioma original. Porém, tem a tosca desvantagem, na exibição de filmes, do número exagero de intervalos, geralmente após dez minutos de exibição, o que faz filmes, por exemplo, de uma hora e meia de duração, serem exibidos em mais de duas horas, o que acaba cansando o telespectador. Mesmo com este defeito grosseiro que testa a paciência do assinante ao limite extremo, conferi de sexta para cá três filmes produzidos pelo estúdio que ainda não tinha assistido, aos quais passo a comentar a partir de agora.

OUSADO E CRIATIVO, MAS...

Na sexta a noite, a Warner exibiu O Homem Duplo, filme que utiliza a interessante técnica da rotoscopia digital, onde os atores com atores e cenários reais e, posteriormente, as cenas são recobertas por animação gráfica. Produzido por George Clooney e Steven Sondebergh (que dirigiu Clooney na trilogia um monte de homens e alguns segredos) e baseado no livro do autor Philip K. Dick (que entre suas obras que ganharam versões na sétima estão os clássicos da ficção Blade Runner - O Caçador de Andróides e O Vingador do Futuro), que foi escrito com bases nas experiências que o autor teve com drogas, a trama do filme se passa num futuro não muito distante, onde as drogas imperam na sociedade. Um policial Bob Arctor (Keanu Reeves) se infiltra num grupo de drogados e acaba se viciando, e como nem mesmo seu superior sabe quem ele é, ironicamente recebe a missão de investigar a si próprio, principal suspeito de ser o traficante desta turma. O filme tem uma premissa muito interessante e capta bem o climão pesado das viagens alucinogénas de um dependente químico. Mas, se perde num roteiro que deixa muito a deseja, tornando o filme um pouco chato e enfadonho. Apesar disso, vale a pena conferir pela impressionante técnica que torna pessoas e cenários reais em animações e pelo seu elenco estrelar que além de Reeves, conta com Robert Downey Jr. (o melhor em cena), Winona Ryder e Woody Harrelson. Nota 3,0.

 

CHARLES BRONSON DE SAIA.

Ontem a noite foi a vez de conferir o thirlley Valente, estrelado pela sumidinha ótima atriz Jodie Foster, que interpreta Erica Bain, uma locutora de um chatíssimo e tosco programa de rádio de Nova Iorque que ver sua vida mudar quando é atacada por um trio de maginais que mata seu noivo (Naveen Andrews, o Said do seriado Lost), fere-a gravemente e ainda some com seu cachorro. Recuperada fisicamente, mas não psicologicamente, Erica chuta o pau da barraca, compra uma arma e torna-se um Paul Kersey de saia, personagem do saudoso Charles Bronson na saudosa franquia Desejo de Matar. Incrível com atriz tão talentosa como Foster topa fazer um filminho chato, bastante arrastado, que só empolga nos últimos cinco minutos, quando a personagem, depois de encher o nosso saco e matar meia dúzia de bandidos que não têm nenhuma relação com o fato trágico da sua vida, finalmente encara o trio realmente responsável. São estes minutos finais e a excepcional atuação de Foster, merecidamente indicada ao Globo de Ouro, que salvam o filme de um fiasco total. Nota 3,0.


MAIS UMA BIZARRICE DE BURTON E DEEP.

Logo após Valente, já no começo da madrugada de hoje, foi a vez de assistir Sweeny Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, sexta parceria entre o diretor Tim Burton e Johnny Deep, que sempre gera alguma bizarrice interessante, desta vez no gênero musical. O ingênuo barbeiro londrino Benjamin Barker (Deep, em mais um show de interpretação) é preso injustamente, vítima de uma armadilha arquitetada pelo inescrupuloso juiz Turpin (Alan Rickman), que estava de olho em sua linda esposa (Laura Michele Kelly). Quinze anos depois, Barker volta a Londres, agora com o nome de Sweeny Todd, em busca de vingança. Na sua odisséia sanguinária e doentia de vingança, contará com a ajuda da sua antiga vizinha Sra. Lovett (Helena Bonham Carter, esposa do diretor, em sua quinta parceria cinematográfica). Apesar das chatíssimas cantorias que hora ou outra, Sweeny Todd é um bom filme, muito bem conduzido por Burton, que mais uma vez abusa do visual gótico e dos personagens bizarros, arrancando excelentes atuações de Deep, Carter e do Borat, Sacha Boran Carter. Não é o melhor filme da parceria do trio parada dura na bizarrice, mas em compensação, prende a atenção e diverte, até mesmo quem não curte o gênero musical. Nota 8,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

DURÕES INFILTRADOS.

Filmes.
Durões infiltrados.

Ainda no clima do filmaço Os Infiltrados que assistir no começo da semana passada, lembrei de alguns filmes, não tão bons quanto a produção de Scorcese estrelada por Leonardo Di Caprio e Matt Damon, onde ícones do cinemão de ação interpretam homens da lei que se infiltram no meio da bandidagem para detornar com eles. Em comum, além de ser  estrelados pelos ícones brucutus,  é que todos  os filmes são produções "B",  não são as melhores da filmografia dos respectivos durões, com roteiros que deixam bastante a desejar, onde as formas como eles se infiltram são patéticas, como se fosse fácil ingressar numa associação criminosa e com  um pouco menos de ação que os outros filmes estrelados por cada um deles. Sem perder tempo, vamos aos comentários destas pérolas.

O primeiro foi o clássico oitentista do gênero Jogo Bruto, estrelado por Arnold Schwarzenegger que interpreta um ex-agente do FBI, que atua como xerife numa cidadezinha, que é procurado pelo seu ex-chefe para se infiltrar na mafia de Chicago e detornar com a bandidagem, responsável pelo assassinato do seu filho enquanto protegia uma importante testemunha contra o mafioso. O enredo é fraco e o filme em si é muito paradão, mas se salva pela ícones sequência final de ação onde  Arnoldão, bem ao estilo dos brucutus dos anos 80 de um exército de um homem só detorna um batalhão de bandidos ao som de Satisfaction dos Rolling Stone. Em síntese, um filminho de ação que apesar de ser bem abaixo da média da época consegue divertir. Nota 7,0.


Em 1991 foi a vez de Chuck Norris se infiltrar na máfia  no regular Hitman - Disfarce perigoso. Norris "interpreta" (obviamente é força de expressão) o policial Cliff Garret que é traído por seu parceiro corrupto e por pouco escapa da morte. Dado como morto, Garret não somente assume uma cabeleira longa e tosca, mas também a falsa identidade de Danny Grogan, se infiltrando na máfia e detornando, e ainda arranja tempo para ensinar alguns truques de caratê a um pirralho que vive tomando bifa do seu violento padastro. Como no filme do brucutu Schwarzenegger, Hitman é um filminho fraco, que peca pelo fraquíssimo roteiro (aqui taambém infiltrado entra facilmente na máfia) e um ritmo lento, com poucas sequências de ação. Não é o pior filme de Norris, mas também não é o melhor, pois é bem mais lento e inferior a outras produções estreladas pelo mítico astro. Nota 5,0.

 

Curiosamente, anos depois um piloto para uma série que não foi produzida, , com Norris no elenco, foi lançado em home vídeo por aqui, com o título de Hitman - Juramento de Morte, passando uma falsa imagem de ser continuação daquele filminho (exibido na Globo como A Guerra de Logan, tradução literal do título original). O infiltrado da vez não é Norris, mas um sobrinho seu, interpretado pelo ilustre desconhecido Eddie Cibrian,  um rapaz durão, com poderes extra-sensoriais (algo que inexplicavelmente some na segunda parte do filme) que se infiltra na bandidagem que anos antes matou toda sua família. Um telefilme interessante, com razoáveis sequências de ação, mas se perde num roteiro bobo e fraco. e por erros patéticos na edição (nas sequências de treinamento e  ação é nítidamente claro que são dublês e não atores que saem na porrada, principalmente o de Norris, bem mais novo e alto que o astro. Vale pela curiosidade de ver Norris, numa das cenas de sua carreira que mais justifica as famosas verdades sobre ele, onde o seu personagem Jake absurdamente atravessa o para-brisa de um carro em movimento e manda o vilão para a terra do pé junto. Nota 6,5.


Outro que deu vida a um infiltrado foi o baixinho belga Jean Claude Van Damme no mega sucesso da sua fase inicial de carreira Garantia de Morte. Ele interpreta o policial Louis Burke que mesmo depois de prender um perigoso e famoso psicopata é recrutado pelo procurador geral Tom Vogler (George Dickerson) para se infiltrar num presídio, onde os presos estão morrendo misteriosamente, tendo seus órgãos arrancados, num tosco esquema de tráfico de órgãos. Tudo ia bem na investigação de Burke, até que o psicopata que ele prendeu é transferido para o presídio, comprometendo o seu disfarce. Um dos filmes mais fraco da fase inicial da carreira de Van Damme, mas que mesmo assim, ainda consegue se sobressai sobre boa parte de sua lamentável filmografia atual. Nota 7,0.

 

Outro que se infiltrou num presídio foi o agente do FBI  Sacha, "interpretado" (obviamente força de expressão) por Steven Seagal no filiminho "B" de ação, do comecinho da sua atual fase rechochunda No Corredor da Morte, de 2002. Infiltrado numa quadrilha, o cara é preso junto com Nick Frazier (o rap Ja Rule) em Alcatraz, que no filme acabou de ser reaberta. A rotina é quebrada quando um grupo terrorista inventa de invadir a prisão para resgatar um prisioneiro que está prestes para ser condenado, que roubou milhões em ouro e escondeu Deus sabe onde. Apesar do tosco roteiro, numa trama sem nexo e repleto de furos (chega ser irritante o fato dos caras entrarem no presídio com muito tiro e explosão e ninguém que se encontra dentro ouvir um barulhinho sequer e o fato do personagem de Seagal, do nada, organizar os presos para lutarem contra os terroristas, entre outros erros toscos e patéticos), o filme está bem acima da atual filmografia do canastrão, repleta de produções ruins. Nota 3,5.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

STALLONE E GRANDE ELENCO NUM FILME CONSTRANGEDOR.

Filmes.
Stallone e grande elenco num filme constrangedor.

Um Stallone envelhecido, fora de forma e preguiçoso para as cenas de ação que nada lembra os seus personagens fodásticos dos anos 80 e  o  atual Barney Ross de Os Mercenários. Esta sensação de fustração temos ao assistir O Implacável, produção de 2000 que sempre dar as caras no SBT. Na trama, Stallone é Jack Carter, um brutamontes que trabalha em Vegas como um cobrador (leia-se espancador) para um poderoso chefão do crime organizado local, que abandona o serviço para ir a melancólica Seatle investigar a morte do seu irmão que ele não dava a mínima. À medida em que vai se aprofundando nas investigações, o brucutu  não somente descobre que seu irmão não morreu acidentalmente mas um podre esquema criminoso, principalmente pornografia virtual, envolvendo figurões da cidade. Carter tinha tudo para ser mais um personagem fodástico de Stallone se não fosse pelo péssimo roteiro que torna este remake de uma produção dos anos 70 chato e enfadonho. As péssimas atuações de um elenco estrelar que além de Stallone conta também com ótimos atores como Mickey Rourke, Miranda Richardson, Rachel Leigh Cook, Alan Cumming (O Noturno de X-Men 2) e Michael Caine (o Carter original), - todos pagando um micaço -, só piora a situação. Salva-se apenas a boa e eletrizante montagem que acabou sendo prejudicada pelo ritmo de ponto morto do filme. Vale conferi apenas pela mórbida curiosidade de ver grandes atores com atuações patéticas e de ver o Carter de Stallone literalmente matar na porrada o Cyrus de Rourke, logo após ter levado uma tremenda surra do recém-finado. Nota 3,5.


sexta-feira, 16 de março de 2012

MAIS UM TERRÁQUEO HERÓI EM OUTRO PLANETA.

Filmes.
Mais um terráqueo herói em outro planeta.

Nova super produção dos estúdios Disney, John Carter: Entre Dois Mundos, que eu conferi ontem na sala 3  do Complexo Kinoplex, está amargando nas bilheterias dos Estados Unidos, e com um pouco mais de duas semanas de exibição por lá já está contabilizando para os estúdios do Mickey um prejuízo. Provavelmente pela fórmula batida de um terráqueo que vai parar em outro planeta tornando-se um herói. O herói da vez é  John Carter (Taylor Kitsch) um caubói, mais precisamente um soldado desertor que vive numa deprê por ter perdido a sua família de forma trágica e que acidentalmente vai parar em Marte, conhecido por lá como Basroom, acabando se envolvendo numa guerra que pode levar o planeta a ruína total, sendo mais um terráqueo a torna-se o salvador da pátria, ou melhor dizendo, do planeta vermelho. Se por um lado, o filme tem todos os elementos que agradam aos fãs dos gêneros ficção e aventura,  graças aos excelentess efeitos especias, que em 3D torna o filme um espetáculo para os olhos, por outro se perde num roteiro que deixa muito a desejar, sem emoção e personagens centrais nada carismáticos, em especial o casal formado por Carter e a Princesa Dejah Thoris (Lynn Collins, colírio para os olhos) que sem nenhuma química acaba não empolgando. Mas, deixando de lado as deficiências no roteiro  o fato é que no geral John Carter é um filme razoável que cumpre direitinho sua missão de divertir, sem exigir do espectador queimar seus neurônios. Nota 7,5.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

SESSÃO COMÉDIA EM DOSE DUPLA.

Filmes.
Sessão comédia em dose dupla.

Um grande desfavor que os distribuidores de filmes e principalmente dos complexos de cinema que atuam em nossa capital alagoana vem prestando ao público nacional é o número cada vez maior de exibição de filmes na versão dublada, algo que todo cinéfilo que se preze, detesta. Afinal, filmes medíocres como A Dama de Ferro, Milk - A Voz da Igualdade, entre outros, só valem a pena assistir no idioma original, onde as grandes atuações conseguem salvar estas produções do desastre geral. Mas, a minha vontade de assistir duas comédias, infelizmente exibidas aqui em Maceió apenas na versão dublada, foi maior e depois de semanas relutando resolvi abaixar a guarda e conferi-las, mesmo odiando o fato de me sentir lesado por assistir um produto pela metade. A primeira foi A Saga Molusco - Anoitecer, que conferi ontem a tarde, na sala 2 do Complexo Centerplex, que presta um desfavor a sociedade alagoana em só exibir filmes dublados. Não é a primeira vez que A Saga Crepúsculo ganha uma paródia. Mas, ao contrário do engaçadissimo Os Vampiros que se Mordam, esta nova paródia é uma decepção total, pois poucas piadas funcionam e comentem o gravíssimo erro em ficar repetindo as mesmas piadas apelativamente sujas e sem graça, principalmente sobre fratulências e sobre o pênis do Jacob  versão gorducha. Não é de hoje que este sub-gênero da comédia, que teve seu ápice nos anos 80 e foi reerguido no nosso século com a quadrilogia Todo Mundo em Pânico, mostra que esta desgastado, e este novo filme é o verdadeiro fundo do poço. A dublagem que não captou algumas piadas só estragou ainda mais um filme medíocre e decepcionante, onde pouquíssimas piadas funcionam, principalmente as que tiram onda de Johnny Deep e com o programa TMZ, piada exaustivamente repetida no filme. Em síntese, um filminho bobo e descartável, que nada acrescenta as paródias. Nota 3,0.


Depois de um intervalo de mais de duas horas, tempo suficiente para pegar o busão e regressar para a minha casa, foi a vez de conferi na sala 1 do Complexo Kinoplex Maceió, Cada Um Tem a Gêmea Que Merece nova comédia estrelada pelo figuraça Adam Sandler, que desta vez interpreta o papel duplo dos gêmeos Jack, um publicitário de sucesso que tem a missão possível de convencer o ator Al Pacino (interpretando a si próprio) a estrelar um tosco comercial de capuccino, e Jill sua irmã encalhadona e figuraça que como todos os anos, vem passar os festejos de final de ano com sua família, algo que o deixa enloquecido. Mais uma vez Sandler acerta e nos brinda com um filme divertidíssimo, que arranca risadas dos créditos iniciais, onde é mostrado a infância de Jack e Jill, até os finais, onde são exibidos divertidos depoimentos de gêmeos da vida real. Apesar de, infelizmente, assistir na versão dublada, percebe-se que o elenco, que conta também com a Sra. Tom Cruise, Katie Holmes e uma pequena, mas divertida participação de Shaquine O'Neal e Johnny Deep como eles próprios, embarcou na proposta descompromissada de Sandler e está ben a vontade, principalmente Al Pacino, que não tem medo de se auto-parodiar. Em síntese, uma comédia engraçadíssima e descompromissada que cumpre a sua função de divertir, arrancando risadas facéis sem apelar. Nota 9,5.

 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

terça-feira, 13 de março de 2012

QUANTIDADE NÃO É QUALIDADE.

Filmes.
Quantidade não é qualidade.

Sinal de alerta duplo dado pelos filmes que assistir ontem na costumeira sessão de cinema das segundas. O primeiro vai para o nosso cinema nacional, que depois de décadas amargando sucessivos e merecidos fracassos e preconceitos dentro de casa, finalmente, deu uma virada e vem cada vez mais conquistando o público. O problema é que com os sucessos de bilheterias, aumentou-se o número de produções, o que acaba prejudicando a qualidade. Somente do ano passado para cá, fomos bombadeados por várias produções made in Brasil, infelizmente a maioria verdadeiras bombas, com raríssimas excessões. Billi Pig, comédia que traz Selton Mello, Grazi Massafera, Milton Gonçalves a frente de um elenco de rostos conhecidos, que assistir na sala 4, do Complexo Kinoplex, até que tem uma premissa interessante, mas, infelizmente, é mais um que fica apenas na pretensão. Wanderley (Mello, como sempre arrebentando) é um vendedorzinho de seguro de vida que só não é totalmente ferrado na vida porque é casado com a belíssima Marivalda (Massafera, supreendentemente ótima) que sonha em ser atriz. O casal está a beira da separação quando acontece algo inesperado que pode tir-lo da pindaíba: a filha do traficante Boca (Otávio Muller) é baleada e Wanderley tem a tosca ideia de se unir a um falso padre (Gonçalves, hilário), para arrancar grana do poderoso chefão do tráfico, em troca de um suposto milagre.  O filme até que supreende sendo engraçado na primeira parte, mas, depois se perde num péssimo roteiro, repleto de situações absurdas e totalmente sem graça. Salva-se do fiasco total apenas pela primeira metade e pelas ótimas atuações do trio de protagonista, que tira leite de pedra de um roteiro tão ruim. Nota 4,0.

 

O segundo sinal de alerta vai para o astro hollywoodiano Nicolas Cage que há anos vem emendando um filme atrás do outro. Do ano passado até agora foram  seis filmes, a maioria uma merda total. Mas, até que seu último filme, o thirlley O Pacto, que eu assistir na sala 6, não é tão ruim, mas, serve de sinal de alerta para Cage, que é além de não ser nenhum garotinho, há décadas é um astro consagrado, mesmo sendo canastrão, portanto, pode pisar no freio, diminuir o ritmo e escolher melhor os seus trabalhos. Na trama de seu mais novo filme, Cage "interpreta" (força de expressão é claro, não entenda literalmente) o professor de escola pública Will Gerard, que vive de boa em Nova Orleans, até que sua esposa, inexplicavelmente e do nada, é espancada e estuprada. No hospital, Will recebe a visita do misterioso Simon (Guy Pearce), membro de uma obscura organização de justiceiros, que propõe mandar o taradão psicótico para a terra do pé junto, em troca de um possível favor que ele prestará no futuro, proposta esta, estupidamente aceita pelo desesperado e revoltado professor. Seis meses depois, Simon reaparece e pede que Will retribua o favor, mandando um suposto pedófilo para a terra do pé junto. O professor fica na dúvida se topa ou tenta vira o jogo e detornar a tal organização. Está na cara que a trama é mera desculpa esfarrapada para muita ação e suspense. O filme até que tem um climão, mas se perde na superficialidade do seu roteiro regular. Diversão descompromissada. Nota 7,5.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

COMOVENTE EXEMPLO DE VIDA E SUPERAÇÃO.

Filmes.
Comovente exemplo de vida e superação.

Que Sandra Bullock é uma estrela hollywoodiana de primeira grandeza ninguém pode negar. O problema é que está cada vez mais raro a gata acertar em suas escolhas, optando sempre por personagens bobinhas, inferiores ao seu inegável, em descartáveis comédias românticas. Mas, em compensação, quando acerta, simplesmente arrebenta. Um dos maiores acertos de sua carreira, que acabou lhe redendo um Oscar de Melhor Atriz, foi  interpretar Leigh Anne, a dona de casa riquíssima, casada com um dono de uma rede de restaurantes, que junto com ele e seus filhos acolhem o adolescente de QI baixo e introvertido Michael Oher, no comovente drama Um Sonho Possível que, finalmente, assistir na noite de ontem, no canal Max HD.

Com um roteiro muito bem escrito, baseado em fatos reais, o filme prende a atenção e emociona, com o exemplo de vida e superação de Michael, como também de sua família adotiva, que superou todos os preconceitos, tanto deles mesmo quanto vindo de fora, e fizeram a diferença na vida de um adolescente, com um histórico familiar bastante sofrido, que tinha tudo para ser mais a entrar na marginalidade. Além de Bullock destaque também para Quinton Aaron, que dar um show e ainda ofusca a estrela com sua excepcional atuação como Michael, injustamente não indicado ao Oscar. Em síntese, um filmaço que retrata perfeitamente um comovente exemplo de vida e superação. Nota 10,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


Os verdadeiros Michael Oher e Leigh Anne:
Exemplo que podemos fazer a diferença no mundo caótico
e desumano em que vivemos.

FALANDO EM DI CAPRIO E DAMON...

Filmes.
Falando em Di Caprio e Damon...

Vistos recentemente em filmes dirigidos por Clint Eastwood, os astros hollywoodianos Leonardo Di Caprio (J. Edgar) e Matt Damon (Invictus e Além da Vida) estrelaram juntos sob a batuta de Martin Scorcese, no premiado com quatro Oscar, incluindo Melhor Filme, Os Infiltrados, que finalmente assistir na noite do último domingo, no canal fechado Warner, que se por um lado tem a vantagem de exibir boa parte dos seus filmes no idioma original, legendado, por outro, enche o saco do assinante com absurdos intervalos a cada dez minutos. Di Caprio e Damon estão a frente de um elenco estrelar que ainda inclue Jack Nicholson, Mark Wahlberg, Martin Sheen e Alec Baldwin.

A trama se passa em Boston, onde o recém formado policial Colin Sullivan (Damon, ótimo), recrutado desde que era pirralho pelo mafioso Frank Costello (Nicholson, brilhante como sempre), que vai progredindo no departamento de polícia, com méritos, motivo suficiente para ninguém desconfiar que ele é um infiltrado do mafioso. Por outro lado, Billy Costigan (Di Caprio, razoavelmente convicente) é recrutado por Oliven Queen (Martin Sheen), para abrir mão de sua própria identidade e se infiltra na quadrilha do poderoso chefão de Boston.

Com um enredo muito bem desenvolvido, que dosa perfeitamente a ação e o suspensem, que ganha um toque de mestre com a primorosa direção de Scorcese e interpretações excepcionais de um elenco inspiradíssimo, Os Infiltrados é um filmaço policial de primeira, bem acima da média e que se encontra no rol dos melhores filmes do gênero. Não assistir o original francês, mas duvido que seja tão bom quanto esta verdadeira obra-prima, mais uma na filmografia de Scorcese. Merecidamente vencedor nas quatro das cinco categorias que concorreu. Nota 9,8.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

DUAS CINEBIOGRAFIAS DIRIGIDAS POR CLINT EASTWOOD.

Filmes.
Duas cinebiografias dirigidas por Clint Eastwood.

De coubóis de Western Spaghetti e heróis durões de filmes de ação, Clint Eastwood tornou-se um grande diretor paparicado pelos membros da Academia. Por isso mesmo foi uma grande supresa seu último filme, a cinebiografia J. Edgar, que conferi na noite do último sábado na tela do Cine SESI Pajuçara, não ter tido uma indicação sequer ao Oscar deste ano. Tudo bem que o filme que narra a trajetória do ex-poderoso chefão do FBI, praticamente que fundou o órgão estatal norte americano e o colocou nos rumos certos não é um dos melhores dirigido pelo veterano. Mas, pelo menos o filme merecia duas indicações, sendo uma para a maquiagem excecpcional e outra pela supreendente atuação de Leonardo Di Caprio que finalmente, depois de décadas saiu do costumeiro piloto automático e nos presenteia com uma brilhante atuação, num filme com roteiro razoável, bem abauxi dos padrões. Mesmo assim, é um ótimo drama, bem conduzido por Eastwood, com atuações inspiradíssimas do seu elenco, principalmente do seu protagonista. Nota 6,0.

 

Invictus, outra cinebiografia dirigida por Eastwood, estrelada por Morgan Freeman e Matt Damon, e que conferi no começo da noite de domingo no canal Max HD, é um pouco melhor que seu último filme. A trama se passa na África do Sul, no primeiro mandato como presidente do mítico líder Nelson Mandela, interpretado de forma magistral por Morgan Freeman, que aproveita a chance do país sedia a Copa do Mundo de Rúgbi, um esporte predominantemte da minoria branca e elitizada para despertar no povo o patriotismo e, principalmente, promover a tão sonhada união entre raças. De forma sábia, Mandela supreende a todos, em especial os seus partidários, apoiando e incentivando o time local que não é lá grande coisa, liderado pelo capitão Francois Piennar (Damon, no piloto automático). Um filme envolvente e emocionante, com um bom roteiro e um show de interpretação de Morgan Freeman, que consegue captar todo carisma do líder Mandela. Nota 8,5.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 10 de março de 2012

SESSÃO TRIPLA COM OSCARIZADOS.

Filmes.
Sessão tripla com oscarizados.

Nada como iniciar o final de semana assistindo bons filmes, mesmo que sejam exibidos em versões dubladas e com alguns cortes grosseiros, afinal, infelizmente, nem tudo é perfeito nesta vida. Mesmo assim, não deixa de ser um bom começo para um cinéfilo, que ama cinema, seja filmes novos ou reprises. Na noite de ontem, encarei três filmes sendo dois vencedores do Oscar de Melhor Filme e um deles, indicado na categoria e vencedor de duas estatuetas carecas nas categorias Melhor Roteiro Original e Melhor Ator. Todos exibidos pelo canal fechado TNT, aquele que ao mesmo tempo tem um dos melhores acervos de filme da TV brasileira, mas erra feio em exibi-los dublados e na maioria das vezes retalhados. Sem muito blá, blá, blá, vamos aos comentários dos filmes que revi ontem.

A sessão tripla iniciou às 19:20, com o criativo Crash - No Limite, merecidamente vencedor de 3 Oscar, nas categorias Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. Com um elenco de excelentes atores e um roteiro muito bem escrito, o filme nos apresenta uma Los Angeles sem nenhum glamour, uma cidade formada por pessoas de várias etnias e onde impressionantemente o racismo rola solto de forma absurda e comum, onde várias tramas se desenrolam num período de 24 horas. Curiosamente, as únicas tramas desnecessárias e fracas, que ao meu ver nem influem nem contribuem com o filme  são as protagonizadas justamente pelos maiores astros do elenco, Brendan Fraser e Sandra Bullock, que interpretam, respectivamente, um promotor de justiça e sua esposa riquinha mimada e preconceituosa. Mas, nada que tire o brilho deste drama envolvente, muito bem escrito, que prende a atenção e ganha força graças as atuações explêndidas de seu elenco afiadíssimo. Em síntese, um filmaço, feito a toque de caixa (algo raro para os padrões hollywoodianos) que merecidamente ganhou as três estatuetas. Nota 9,0.


Depois de um intervalo de pouco mais de vinte minutos foi a vez de assistir o também ganhador do Oscar de Melhor Filme, Guerra ao Terror, dirigido por Kathryn Bigelow, ex-Sra. James Cameron, que ficou com cara de tacho ao perder para ela em várias categorias no Oscar em que ambos concorreram, principalmente, Melhor Diretor e Melhor Filme, uma verdadeira pegadinha dos membros da Academia contra o genial diretor que só faltou a presença do mítico e figuraça Sergio Mallandro, aparecer e gritar: "Pegadinha dos membros da Academia!". rsss... Não que Guerra ao Terror seja um filme ruim. Muito pelo contrário, já que trata-se de um filmaço de guerra que entrou para o rol dos melhores filmes de guerras de todos os tempos, fazendo com que Bigelow figure ao lado de diretores geniais do gênero como Oliver Stone (Platoon), Francis Ford Coppola (Apocalipse Now), Ridley Scott (Falcão Negro em Perigo). Mas, na minha humilde opinião não supera o Avatar de Cameron, seu  concorrente e na época o grande favorito a arrastar várias estatuetas. Deixando um pouco de lado o filmaço que arrebentou nas bilheterias, o filme da sua ex-senhora tem vários méritos. A começar pelo excelente roteiro, muito bem escrito que narra os últimos 38 dias de um grupo de elite de soldados norte-americanos que atua no Iraque, em missões suicidas de desarmamento de bombas. É inegável que Guerra ao Terror é um filmaço muito bem conduzido por Bigelow que nos presenteia com inesquecíveis sequências, que dosam perfeitamente a ação e o suspense, e de quebra, ainda tira atuações inspiradíssimas do seu elenco, principalmente de Jeremy Renner, que simplesmente arrebenta e merecidamente foi indicado por sua brilhante atuação. O filme pode não ser melhor que o seu concorrente Avatar, mas pelo menos a estatueta careca foi para o segundo melhor filme daquele ano. Em síntese, um filmaço excepcional. Nota 9,5.


Encerrei a sessão tripla com oscarizados no começo da madrugada de hoje, conferindo Milk - A Voz da Igualdade, cinebiografia dirigida por Gus Van Sant, de Harvey Millk primeiro homossexual assumido a conquistar um cargo público nos Estados Unidos e a organizar e lutar o movimento GLS, interpretado de forma magistral por Sean Penn. O diretor perde uma excelente oportunidade de fazer uma cinebiografia bem acima da média, apelando para os exageros na pupurina, ou seja, no número exagerado de sequências com beijo gay e nas atuações exageradamente afetadíssimas que beiram a caricatura. Creio eu que até mesmo a comunidade gay deve ter ficado fustrada em ver um dos mais importantes fatos, os primeiros passos do movimento que tomou conta do mundo,  ser reduzido a superficialidade e banalidade. Salva-se apenas a corajosa atuação de Penn, que consegue a proeza de ser o único no elenco a não errar na mão, não apelando aos exageros como seus colegas, numa atuação perfeita, que, merecidamente, lhe rendeu a estatueta como melhor ator. Mas, nem mesmo sua brilhante atuação  salva o filme do desastre total. Nota 1,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

EXEMPLO DE DETERMINAÇÃO E CORAGEM.

Filmes.
Exemplo de determinação e coragem.

Como já disse em outras ocasiões, a cerimônia do Oscar já aconteceu mas a minha maratona com os indicados deste ano continua. Diga-se de passagem, ao contrário do ano passado, este ano está sendo mais prazeroso ainda, devido ao alto nível dos indicados, onde, até agora, só assistir excelentes filmes. Caso do supreendente Histórias Cruzadas, filme que particularmente não levava muita fé e que conferi ontem, na sala 2 do Cine Lumière Farol. Ainda bem que este envolvente drama foi indicado ao Oscar, pois com certeza, não teria despertado o interesse deste cinéfilo. Ambientada na pequena cidade de Jackson, no racista Estado do Mississipi dos anos 60, a trama gira em torno da alta sociedade hipócrita e racista da época que, ao mesmo tempo que faz uma pseudo-caridade arrecadando fundos para crianças africanas  tratam os seus semelhantes negros, que criam os seus filhos e são os responsáveis diretos por todas as regalias que gozam, com o mais cruel do racismo, que ousa, em nome da saúde pública, ao absurdo de se propor e se criar uma lei que obrigam os pais de famílias, que tenham negros como empregados, a construir em suas casas um banheiro exclusivo só para negros. É nesta sociedade enojantemente racista que a jovem Skeeter (a nova queridinha dos norte-americanos Emma Stone, fraquinha, mas sem comprometer a trama), faz a diferença. Skeeter acabou de arrumar um emprego num jornalzinho local, mas sonha mesmo em ser escritora. É quando tem a ousada e arriscadíssima ideia de escrever um livro na visão das negras locais sobre suas vidas, seus trabalhos, seus patrões. Ela inicia sua jornada instigando Aibileen Clark (Viola Davis, brilhante), que a princípio reluta, mas depois resolve colocar a boca no trombone, assim como a figuraça Minny Jackson (Octavia Spencer, merecidamente agraciada com o Oscar de atriz coadjuvante pela sua brilhante atuação) e outras empregadas.

Com um enredo muito bem escrito e conduzido, adaptado de um mega sucesso editorial, Histórias Cruzadas é um drama envolvente e comovente, que prende a nossa atenção, nos fazendo ignorar as mais de duas horas de exibição. Com um elenco afiado, que ainda conta com atuações excepcionais de Jessica Chastain e de Bryce Dallas Howard, que nos provoca repulsa e raiva na pele da racista e hipócrita Hilly Holbrook, a líder da elite local, este  filmaço nos leva a refletir o absurdo que é o racismo e a não nos conformamos com um ato tão desumano e nojento como este. Um filme inspirador que  mesmo se passando na segunda metade do século passado, é bastante atual, já que nos convida a fazemos a diferença na sociedade, não engolimos goela abaixo os falsos valores e a hipocrisia impostos pela elite dominante, muito menos aceitar qualquer forma de racismo e descriminação. Merecidamente, figura na lista dos melhores filmes indicados ao Oscar e que só não recebeu a estatueta careca, pelo alto nível dos indicados deste anos. Nota 9,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.