sexta-feira, 27 de agosto de 2010

FILME REGULAR, MÚSICA EXCELENTE.



De tempo em tempo, Hollywood lança uma cartilha de filmes a serem feitos. Se nos anos 70 e 80, todo grande astro tinha que fazer filme de prisão, nos anos 90 e nesta década, é a vez dos filmes de corrida de carros. Dias de Trovão, filme estrelado por Tom Cruise (onde ele conheceu e começou a namorar sua ex-esposa Nicole Kidman), Alta Velocidade, filme "B" estrelado por Sylvester Stallone, sem falar na série Velozes e Furiosos e seus genéricos, são apenas alguns exemplos.

O insosso e sem graça comediante Will Ferrell em 2006 estrelou Ricky Bobby: a toda velocidade, mais uma filiminho de corrida regular, com as costumeiras boas cenas de corrida e roteiro medíocre, repleto de clichê, que narra a história de um piloto da NASCAR, metido a bosta,  "interpretado" por Ferrell, que passa por uma crise, perdendo não somente nas pistas, mas também tudo em sua vida e que no final, regenerado, dar a volta por cima. Mais clichê, impossível.

O destaque é para o elenco de coadjuvante que dar um pouco de dignidade a este filmiinho,  formado pelos competentes atores, mas sempre coadjuvantes John C. Reilly e Michael Clarke Duncan, e o excelente comediante Sacha Baron Cohen, antes do sucesso de Borat, que simplesmente rouba a cena interpretado o piloto rival francês e boiola (acho que cometi um erro de repetição aqui. rsssss...) Jean Girrard, sendo o melhor ator deste filme, colocando o protagonista no bolso.

Como não podia deixar de ser, a trilha sonora também é clichê neste sub-gênero de filmes, repleta de Rock dos anos 70, 80 e 90. Mas o destaque mesmo é a belíssima música We Belong cantada por Pat Benata. A música rola na única cena memorável do filme, onde, após um acidente que deixa todos os pilotos fora da prova, os pilotos interpretados por Ferrell e "Borat", terminam a prova correndo a pé, tendo como vencedor todo mundo já sabe quem. A cena termina com um engraçado mais nojento beijo entre os dois rivais.

Enfim, um filminho dispensável, obrigatório apenas para quem curte boas cenas de corrida e vale apenas pelos coadjuvantes, principalmente o Borat, e a excelente música que estou postando para vocês.

Boran, antes de Borat, rouba a cena em Ricky Bobby.

NOTA ZERO AS DUAS REDES DE CINEMA DE MACEIÓ.

Quem me acompanha neste blog, sabe o quanto esperei ansiosamente pela estreia do remake de Karate Kid, estrelado por Jaden Smith e um dos meus atores favoritos, o multi-uso Jackie Chan. Porém, minha ansiedade recebeu um balde de água geladíssima, transformando-a em fustração, já que o Centerplex e o Severiano Ribeiro, lamentavelmente as duas únicas rede de cinemas de Maceió, resolveram prestar o deserviço de exibir este aguardado filme apenas na versão dublada, cometendo o desrespeito de lesar o direito de escolha do espectador. Minha fustração é tamanha que, desisti de ir assistir o filme na estreia como eu tinha planejado e penso até em não assistir este filme tão aguardado por mim, prologando a minha espera ansiosamente para o seu lançamento em DVD, correndo o risco de ter outra fustração, já que as únicas rede de lojas que vendem DVD, também deixam muito a desejar.

Compreendo que em nosso Estado, infelizmente a grande parte do público prefere assistir a filmes dublados, já que foi habituado a isso. Mas as duas referidas rede de cinemas têm que lembrar também de telespectadores como eu que preferem assistir os filmes em versão original, com legendas.

Uma pena que temos tão pouco cinemas e estes pertecentes a duas redes que não têm respeito nenhum pelo direito de escolha dos seus expectadores.

Rick Pinheiro.
Fustrado e revoltado com o desrespeito do Centerplex e Grupo Severiano Ribeiro pelo direito de escolha do expectador.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

DIA DOS GRANDES ATORES!!!

Hoje é o dia do soldado, mas bem que poderia ser o Dia dos Grandes atores, já que temos dois aniversariantes de peso: o escocês Sean Connery e o nosso Tony Ramos.

Sean Connery, que completa hoje 80 anos, fez vários filmes e personagens memorárveis como o primeiro, e para a maioria o melhor James Bond (particularmente, acho que o melhor foi Roger Moore) em seis filmes oficiais e um fora da série 007, o engraçadíssimo Henry Jones, pai do carismático e lendário herói em Indiana Jones e a Última Cruzada (papel que, infelizmente, recusou de fazer no último filme), o Capitão russo Ramius em A Caçada ao Outubro Vermelho, entre outros. Ganhou o Oscar em 87, de melhor ator coadjuvante na excelente refilmagem Os Intocáveis e foi visto pela última vez na pele do aventureiro Allan Quartemain, em A Liga Extraordinária. Hoje, Sean Connery está aposentado, mas deixou um legado de excelentes e memoráveis filmes.

O outro aniversariante é o grande ator Tony Ramos, veterano do primeiro time da Rede Globo, que se dar ao luxo de algumas vezes desperdiçar o seu talento em obras medíocres. Graças a Deus que esses micos são pouquissímos e ignorados diante dos  vários personagens memoráveis em novelas e seriados interpretados por este grande ator, o que o torna um ícone vivo da história da nossa TV. No cinema, merece destaque a excelente e divertida interpretação nos dois Se eu fosse você. Ao contrário de Connery, Tony Ramos está com todo gás, atualmente fazendo o personagem Totó na novela Passione.

Talento, humildade e simpatia: um lição que os novos atores e os pseudo-atores deveriam aprender com estes dois grandes atores de verdade.

Que Deus abençoe a ambos!!!!!

ADEUS A UM HERÓI (AO MENOS, POR ENQUANTO).

24 de agosto é uma data muito marcante para mim. Foi num 24 de agosto, do ano de 1991, que iniciei o meu primeiro namoro oficial, de porta. Dez anos depois, no fim de noite de um mesmo 24 de agosto, comecei a "chavecar" aquela que viria a ser a namorada que mais tempo eu permaneci. E ontem, outro 24 de agosto, assistir a última hora de um herói da televisão: Jack Bauer, interpretado brilhantemente por Kiefer Sutherland.

A série 24 horas sem dúvida é uma divisor de águas na TV mundial. Acostumados a heróis até certo ponto bobinhos e a várias séries investigativas e suas filiais, em 2001 fomos supreendidos por um anti-herói durão, doido de pedra, disposto a tudo para cumprir o seu dever de salvar os EUA dos malditos terroristas e de inimigos corruptos internos, inclusive utilizando métodos nada convencionais e 100% fora da lei, para obter os seus objetivos. Para os norte-americanos, um exorcismo dos traumas de 11 de setembro (coincidentemente ou não, a última temporada se passa na cidade vítima dos atentados, Nova York). Para nós do restante do mundo, uma excelente série, repleta de ação, suspense e intriga política, nunca vista na televisão.

Além da ação frenética e das atitudes psicóticas do protagonista Jack Bauer, a série também inovou em mostrar os bastidores podres da política norte-americana, revelando que não somente a nossa classe política está repleta de corruptos e canalhas. A série não teve medo de mostrar ao mundo que o cargo mais importante dos Estados Unidos, é ocupado por pessoas falhas, indecisas, com caráter duvidoso, assessoradas, ora por boas pessoas, ora por canalhas e traidores de primeira linha. O que poderia ser algo chato e monotóno principalmente para aqueles que curtem muita ação e quase nada de falação, graças ao enredo criativo, repleto de reviravoltas, e a excelente interpretação dos atores, os bastidores do poder, prenderam a nossa atenção e muitas vezes mais do que as cenas de ação. 

Outro ponto que merece destaque é sem dúvida o fato de cada epísódio ser exibido em tempo real. Cada episódio, incluindo os intervalos comerciais, eram exibidos exatamente em uma hora, e o enredo se desenrolava neste mesmo tempo. Algo com certeza inovador e criativo, qualidades cada vez mais raras  na programação da TV mundial. Sem falar no relógio que aparecia em cena, mostrando várias cenas acontecendo naquele tempo, o que dava um tom mais realista a cada episódio. Em época em que os chatérrimos e dispensáveis reality shows tomaram conta de boa parte da programação, ainda bem que temos ideias criativas na ficção, como a série 24 Horas.

Mais o grande sucesso da série é sem dúvida o seu protagonista. Jack Bauer é um anti-herói durão, à moda antiga, o exército de um homem só, que desobedeçe até os seus superiores, incluindo quando eles são o chefe maor da nação. Como podemos ver, Bauer não é um ideia inédita, já que personagens que tanto fizeram sucesso no cinemão de ação dos anos 80 à exemplo de Rambo, Braddock, John MacLane, têm em comum estas características. O que torna interessante é que além destas características clichês, Jack tem uma dosagem das ideias mirabolantes e rápidas do Magayver da saudosa Profissão: Perigo e até mesmo do solitário herói em busca de um idela, de David Banner, da também saudosa série O Incrível Hulk (a cena final do último episódio exibido ontem, só faltou a clássica música instrumental e o Jack saindo pela estrada, com um mochilão nas costas, pedidndo carona).

Além do próprio Jack Bauer, a série nos apresentou vários outros personagens interessantes. Quem não lembra do primeiro presidente negro dos EUA, David Palmer? Até hoje a série é rotulada como profética, já que antes de Obama ser candidato na vida real, Palmer se candidatou (primeira temporada) e  presidiu os EUA (nas duas temporadas seguintes). A série encerrou com uma presidente mulher. Será outra "profecia"? Outro personagem marcante é Tony Almeida, o chefe implicante da primeira temporada, amigo-parceiro de Jack nas temporadas seguintes e que na sétima temporada (a única que infelizmente ainda não assistir), ressurgiu dos mortos. Sem falar na amiga de todas as horas, Chloe, uma nerd que sorrir pouco e até certo ponto chata, mas que  cresceu entre as temporadas, praticamente, dividindo com Tony Almeida, os postos de segundo protagonista e personagens tão populares como o Jack. Os vilões também marcaram. Tivemos o corrupto e canalha ex-presidente Charles Logan, que além de ser a cara do também corrupto Nixon, lembrava vários políticos do nosso país; a ex-amante de Jack, Nina Myers, responsável pelas vilanias principais das duas primeiras temporadas, inclusive assassinando a esposa dele. Até a Múmia dos dois primeiros filmes da série cinematográfica homônima, deu ar da sua graça e por pouco não ferrou com os EUA. Nem mesmo o pai do herói, Phillip Bauer, aprontou para cima do herói incorruptível, fazendo parte da imensa galeria de vilões.

Jack Bauer caiu como uma luva nas mãos do bom ator, mas até então limitado Kiefer Sutherland, que nos anos 80 e começo dos 90, fazia vilões em filmes marcantes da época como Conta Comigo, Os Garotos Perdidos, Linha Mortal (este ao lado da sua namorada na época, Julia Roberts), entre outros. Ele simplesmente supreendeu a todos, com uma excelente interpretação e pique para cenas de ação, um gênero que ele  não tinha atuado em nada significativo. Merecidamente, a crítica e os colegas reconheceram o seu talento e foi indicado para vários prêmios, tendo inclusive recebido o importante Globo de Ouro, de melhor ator por série dramática. Jack Bauer ressuscitou a sua carreira, que antes da série, estava na merda em filmes classe "z" lançados diretamente em DVD, e hoje, voltou a ser destaque, estrelando nos cinemas, em filmes ainda inferiores ao seu talento, como  os regulares Sentinela, onde co-estrela ao lado de Michael Douglas, e Espelhos do Medo, refilmagem norte-americana de um filme de terror oriental. Em ambos os filmes, interpretando personagens totalmente inverso ao durão e loucão Jack Bauer, mostrando a sua versatilidade, provando que, ao contrário dos anos 80 e 90, não é ator de um tipo de personagem.

24 horas ressuscitou não somente a carreira do seu protagonista. Durante todas as temporadas, a série teve participação de ex-astros dos anos 80 como Lou Diamond Phillips (o eterno protagonista de La Bamba), C. Thomas Howell e atores consagrados como o sempre vilão Dennis Hopper, o talentoso, mas ainda mal aproveitado pelo cinemão americano, o português Joaquim de Almeida, o canastrão  e eterno coadjuvante, Michael Madsen, entre outros. Na última temporada, foi a vez do  ex-astro teen dos anos 90, o canastrão Freddie Prinze Jr., participar da série, numa visível tentativa de colocá-lo como protagonista das próximas temporadas, algo que graças a Deus não vingou.  Além de tirar do fundo do baú atores que brilharam no passado, a série também revelou talentosos atores como Dennis Haysbert (Presidente David Palmer), Carlos Bernard (Tony Almeida), Elisha Cuthbert (Kim Bauer) e Mary Lynn Rajskub (Chloe). As duas últimas, aliás, foram coadjuvantes em filmes de comédias  adolescentes bobas como Um Show de Vizinha (Elisha) e Cara, cadê o meu carro? (Mary Lynn), e viram sua carreira decolar, ao se destacarem em 24 Horas. Kiefer Sutherland, também um dos produtores da série, prova que não estava preocupado em reerguer apenas sua carreira.

Evidente que a série teve o ponto negativo de exagerar na dose de violência e também nas situações irreais. Virou até piada o fato dos personagens da série, não fazer uma boquinha ou ir ao banheiro. Sem falar também, que o personagem Jack Bauer sofreu várias torturas, , levou tiros, facadas, explosões, ficando entre a vida e a morte, na maioria das vezes bem agarradinho a esta, mas que minutos depois (na maiorias das vezes no episódio seguinte), entrava em ação, detornando com os vilões, como se nada tivesse acontecido. Sem falar que suas feridas, com o desenrolar da ação, muitas vezes sumiam. Infelizmente um furo  no roteiro e não de  continuidade na montagem, este um erro que até certo ponto seria admitido por trata-se de uma série que narra em 24 episódios apenas um dia.

Após  oito temporadas, um filme televisivo (24 Horas: A Redenção, que infelizmente ainda não assistir), surge a questão de praxe: Quando Jack Bauer voltará a entrar em ação? Segundo o seu protagonista, em breve e nas telonas do cinema, pois já estaria sendo feito um roteiro onde o personagem atuaria na Europa, mas ao contrário de série, não seria em tempo real. Há também rumores de juntá-lo a um ícone  durão do cinema, o John MacLane, interpretado pelo carismático Bruce Wills, na série Duro de Matar. Ideias e boatos não irão faltar, até porque Jack Bauer é um personagem tão comentado na internet quanto o seu parceiro de título de "Homem mais perigoso do mundo" Chuck Norris e o eterno devedor de exatos quatorze meses de aluguel Seu Madrugada.

Os produtores são espertos e sabem o quanto a série 24 Horas pode render, tanto em roteiros criativos quanto de grana. A maior prova de esperteza deles foi justamente encerra-la agora, quando ainda estava no auge mas já estava começando a ficar repetitiva, ao contrário dos produtores de outra boa série, Smallville, que para mim, já esticaram a exaustão, abusando da boa vontade dos telespectadores. Enfim, seja qual for a ideia, ao contrário da tosca dupla inclusão cinematográfica da série Arquivo X, acredito que Jack Bauer tem tudo para repetir o feito da jurássica e para mim chatérrima, Jornada nas Estrelas,  fazendo uma excelente carreira de sucesso também nas telonas, principalmente agora em que os durões do cinemão de ação estão de volta.  

Em todo caso, oficialmente nós brasileiros nos despedimos ontem de Jack Bauer e cia. Como diz a chamada da série no canal Fox: "Sentiremos sua falta, Jack!".

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

MILAGRES ACONTECEM: EPISÓDIOS INÉDITOS (PARA MIM) DE TODO MUNDO ODEIA O CHRIS.

Por essa nem o menino de cabelo carapinha (definição da avó da Tasha, interpretada pela impagável Whoopi Goldberg) da foto ao lado esperava. Ao ligar hoje na TV Record, para assistir Todo Mundo Odeia o Chris, única atração que presta neste lixo de emissora, tive a agradável supresa de finalmente ver exibida a 1ª temporada desta excelente e divertida série.

Não é a toa que nunca mais a rede do bispo Macedo tinha exibido, porque a dublagem da voz do garoto Chris  é péssima, muito feia, um misto da voz do Pernalonga, com a voz de menininha irritante do Justin Biba, com o ridículo sotaque paulista puxando os erres. A dublagem do Greg também está ridícula e a narração do Chris adulto, mesmo sendo o habitual dublador, foi feita insossa, sem  a mesma empolgação e graça de costume. Salvou-se apenas a costumeira boa dublagem dos personagens Julius, Rochelle e Drew permaneceram a mesma de todas as outras temporadas exibidas.

Em compesação, os episódios que foram exibidos hoje são divertidos, mostrando que esta série, desde da primeira temporada já era engraçada. Uma pena ela foi extinta. Não vejo a hora de adquiri-la em DVD.

Numa tarde repleta de programas sensacionalistas, de reprises de novelas toscas, de filminhos de 18ª categoria da Sessão da Tarde, da desgastada Malhação e de programas lixos de cultura inútil como Vídeo Show, Tudo a Ver e Popcorn, nada como um engraçado sitcom enltado norte-americano para salvar as nossas tardes semanais da merda total.

Ao contrário do seu título, Nem Todo Mundo Odeia o Chris.

Todo Mundo odeia o Chris: desde da primeira temporada engraçada e divertida.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

FALTA UMA SEMANA...



... PARA A ESTREIA DO REMAKE DE KARATE KID NOS CINEMAS.

Pois nos Estados Unidos e nos camêlos de Maceió já estreiou a quase um mês.

Em respeito a arte do cinema, e ao meu ator favorito Jackie Chan, vou assistir Karate Kid no cinema. Sem falar que, por mais que as TV sejam gigantescas, ainda não tiram o encanto de assistir um bom filme no escurinho do cinema.

Para criar ainda mais o clima de expectativa, estou postando o clipe da música Never Say Never (traduzindo= nunca diga nunca) que no filme original tocou na cena em que o Daniel San, interpretado por Ralph Machio, após ganhar um carro dos anos 60 do Eudes Comenta, digo, do Sr. Miyagi, interpretado pelo saudoso Pat Morita, vai a um Parque de Diversão fazer as pazes com a sua namorada Ali, interpretada pela lindona e excelente atriz Elizabeth Shue.

Se naquele clássico filme, a música era cantada por alguém tão desconhecido que eu não sei o nome, no novo filme, a música foi regravada pelo viadinho e péssimo cantor Justin Biba, digo, Bieber, e tem a participação do talentoso Bom Bril (mil e uma utilidades), Jaden Smith, protagonista do novo filme e filho do também talentoso multi-funcional Will Smith.

Notem no clipe que o Jaden salva a música de ser estragada pela voz de Barbie Girl do boiola mirim. mostrando que além de bom lutador, também é fera como cantor. Reparem atenciosamente que ele está cantando idênticamente ao seu pai, na abertura da jurássica série Um Maluco no pedaço. Tal pai, tal filho.

Já Justin... Bem, é o clássico caso de um astro do momento ter uma música na trilha de um bom filme. O que nem sempre ser astro é ser bom artista. Ah, falando nele, ignorem ele comendo pimenta assistindo o Jaden apanhando e também o tosco saltinho bambístico de balé imitando um golpe de Kung Fu, que ele inventou de fazer nos minutos finais do clipe. Algo tão denescessário quanto as grotescas cenas polêmicas da Lady Caga.

A música é contagiante e o clipe mesclado com cenas do filme (com o talentoso Jackie Chan e nos revelando que o pivete que faz o vilão tem cara de malvadão que assusta), é um show a parte. Tanto que, como no filme original, me deu vontade de procurar uma academia de artes marciais e me matricular para aprender Kung Fu. Só que no original, era Karate e, eu e meus colegas fomos barrados por semos menores de idade, já que naquela época as academias sérias só matriculavam alunos a partir da maioridade.

Enfim, espero que gostem do clipe que estou postando especialmente para vocês.

E que chegue logo o dia 27 de Agosto, para conferir o tão esperado filme.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

OS MERCENÁRIOS: AÇÃO COMO NOS VELHOS TEMPOS.

Quando criamos uma expectativa sobre algo, corremos um risco altíssismo de temos uma grande decepção. Há mais de um ano espero ansiosamente para assistir o novo filme escrito, dirigido e estrelado por Sylvester Stallone. Finalmente o dia tão esperado chegou e, contrariando todas as supertições sobre a sexta-feira 13, principalmente se esta cai no mês de agosto, entrou em cartaz no Brasil e nos Estados Unidos, Os Mercenários. Expectativa em alta, ansioso como nunca mais tinha ficado por um filme, eu não perdi tempo. Lá estava eu no Cine Farol,  literalmente falando sendo o primeiro a comprar o ingresso, da primeira sessão e sentado na última fila do Cine Farol, estrategicamente posicionado  para não perder um lance sequer deste aguardado filme,  munido da obrigatória parceria pipoca quentinha e Coca-Cola gelada. Depois de aproximadamente uma hora e cinquenta minutos de exibição, a ansiedade finalmente foi remediada: Minhas expectativas foram superadas, pois o filme é excelente.

 Stallone é esperto e sabe muito bem que os tempos são outros. Se nos anos 80, a palavra de ordem dos astros de ação era "cada um no seu quadrado, faturando alto nas bilheterias e nas locadoras", hoje o gênero de ação praticamente está desgastado e "invadido" por atores e atrizes que atuam em vários gêneros, o que tirou, e muito, o espaço dos atores exclusivos deste gênero, empurrando-os para a segunda e até terceira divisão Hollywoodiana, fazendo hoje muitos deles atuarem em filmes classe "B" e "C", lançados diretamente em DVD. Quando tudo estava apontando para a extinção dos "brucutus", o rei deles, Sylvester Stallone, tem a brilhante ideia de  juntar no mesmo elenco grandes astros do filme de ação, numa grande festa.  

Como trata-se de uma festança,  Stallone convidou os que dividiam como ele o reinado neste gênero de nos saudosos anos 80 (Arnold Schwarzenegger e Bruce Wills), os seus atuais sucessores (Jason Statham e Jet Li), lutadores de luta livre, futuras promessas de ressurreição do gênero (Couture e Austin) e de quebra um veterano astro de filmes "B", que tem só tem de memorável na carreira participação como vilões psicóticos em sucessos estrelados por outros astros (Dolph Lundgren, substituindo o burro e o orgulhoso Van Damme). Como toda festa, sempre falta alguém, Existem aqueles que recusaram o convite (Van Damme negou participar por achar que seu personagem "não tinha contéudo", como se personagens de filme de ação dos anos 80, inclusive interpretados por ele até hoje nos filmes classe "Z" que atua, fossem assim; Já Steven Seagal recusou o convite por ter brigado em outra produção com um dos produtores deste filme.), e aqueles que inexplicavelmente não foram convidados (Jackie Chan e Chuck Norris, este provavelmente pela idade avançada, mesmo que ambos tenham praticamente a mesma idade).

Os Mercenários é uma descarada homenagem ao cinemão de ação dos anos 80, com um roteiro excelente, repleto de ação e bom humor do começo ao fim, e de quebra, um elenco afiado, que conta a história de um grupo de amigos liderados por Stallone, que como o título diz, são mercenários, que recebem uma missão de matar um ditador numa repluqueta fictícia. Na verdade é apenas uma desculpa esfarrapada para diálogos engraçados, empolgantes cenas de ação bem ao estilo anos 80, com direito inclusive a homenagem a cenas destes clássicos filmes, seja descarada ou discreta (como em uma das cenas, onde ocorre uma eletizante perseguição de carro, a caminhonete que se encontra Stallone e Jet Li, emite o mesmo som do motor do carro dirigido pelo policial Marion Cobreti, no clássico do genêro Stallone Cobra).

A cena de encontro da velha guarda dos filmes de ação, formada pelo trio de amigos da vida real, Stallone, Schwarzenegger e Wills, é engraçada demais e mostra um perfeito entrosamento entre eles, com direito a debocharem um do outro, com frases do tipo: "você está mais gordo!" (de Stallone para Schwarzie), "você está mais magro!" (Schwarzie respondendo), com uma engraçada interrupção de Wills praticamente chamando os dois ex-reis do cinema de ação de "Viados", passando por citação ao cenário de alguns dos seus filmes nos anos 80 (no caso a selva, de filmes como Rambo II e O Predador) e encerrando com uma hilrária frase de Stallone sobre as pretensões políticas do eterno Exterminador. Não é ainda a  cena de ação sonhada por nós desde dos anos 80 e que gostaríamos de ver o trio de ícones atuando, mas serve como um aperitivo para um futuro encontro dos trio na telona. Quem sabe na continuação, já que os personagens deles nitidamente não se bicam, uma excelente "deixa" para o segundo filme? Quem sabe o grupo de mercenários liderados pelo "Governator" (Como Schwarzenegger é apelidado, junção do nome cargo político com o seu principal personagem) , seja formado por Jean-Claude Van Damme, Steven Seagal, Jackie Chan? E que Chuck Norris, Mel Gibson, Kurt Russell, Forester Whitaker e Ben Kingsley (os dois últimos chegaram a assumir a personagem do Sr. Churchill, mas por atrasos na produção, pularam fora, sendo substituídos por ninguém menos que Bruce Wills), completem o elenco.  Tomara que sim! Não custa sonhar, né galera? rsss...

Voltando a realidade,  prossigo os meus comentários sobre  Os Mercenários. O entrosamento do elenco é total, repassando para nós o clima de brincadeira e amizade que existe na vida real. Jason Statham é muito destacado, aparecendo mais em cena que o próprio Stallone. Provavelmente é uma declaração explícita de Stallone de quem ele deseja que fique com a sua coroa de rei de filme de ação. Para mim, foi um destaque um pouco exagerado, pois acabou limitando muito Jet Li. o outro astro de ação classe "A", não tendo o destaque à altura do seu talento e também status de astro de ação do primeiro time.  Em compesação, este protagoniza um duelo inesquecível com o grandalhão Dolph Lundgren. Pesando bem, foi melhor mesmo o Van Damme ter recusado o papel, pois pelos seus últimos filmes, percebemos que ele não tem mais folêgo para cenas de lutas. E falando em Lundgren, mesmo sendo um ator limitado e aparecendo pouco, ele rouba a cena, fazendo perfeitamente um personagem que lhe deu fama: anti-herói psicótico, lembrando pouco o seu personagem inesquescível, o Andrew Scott do primeiro Soldado Universal.

Completa o grupo de Mercenários, ótimos coadjuvantes que cumprem bem os seus papéis: o engraçado Terry Crews (o Julius da série Todo Mundo Odeia o Chris) que  rouba a cena com um personagem divertido e provavelmente o mais cativante do filme; o lutador de luta livre Randy Couture; e o ex-galã dos anos 80, Mickey Rooke, que é presenteado por Stallone com uma cena de monólogo dramático, algo que ele não soube aproveitar bem. Falando no personagem de Rooke, sentir falta da saudosa Brittany Murphy que tinha feito uma participação com esposa do mesmo e não sei porque, não apareceu no filme, nem tão pouco seu nome apareceu nos créditos. Completando o elenco temos os vilões, liderados pelo irmão da Júlia Roberts, Eric Roberts (que nos anos 90, estrelou Operação Kickboxer e foi um dos villões em O Especialista estrelado também por Stallone), e pelo ex-lutador de luta livre, Steven Austin (que estrelou recentemente o ótimo filme "b" de ação Os Condenados), que é presenteado com três cenas inesquecíveis: o tapa no rosto da mocinha do filme e dois duelos, sendo um com Stallone e outro com o também ex-lutador Couture.

Alguém deve está pensando agora, que eu esqueci de falar de uma pessoa. Não esqueci não. Na verdade, faço questão de comentar a participação dela a parte. Trata-se da lindíssima mexicana radicada brasileira Gisele Itiê, que não somente embeleza o filme, mas também é a principal personagem feminina do filme, a idealista e até certo ponto sonhadora Sandra. Ela não se intimida com o elenco de estrelas e atuar de igual para igual com o elenco hollywoodiano, principalmente com os dois astros do filme, Stallone e Statham, não lembrando nada a sua participação na tosca e péssima novela da Rede Record, Bela, a Feia. Fico imaginando como se saíria  Cléo Pires (primeira escolha de Stallone que não fez o filme por seu papel de coadjuvante na novela Global Caminho das Índias). Aposto que ao assistir Os Mercenários, aposto que a  "Fiuka" ficou com uma dorzinha de cotovelo, ao ver a moral da Gisele Itié,  estrelando e contracenando com os famosos astros de ação, mesmo que esta não seja tão boa atriz como ela. 

Ah, e para aqueles babacas pseudo-patriotas , que na verdade não passam de anti-Stallone, além da presença da lindona, Stallone nos orgulha de ser brasileiros ao escolher belíssimas paisagens para as locações do filme e, faz um descarada homenagem ao Brasil, já que no exército do país fictício, no final do filme, os soldados estão com os rostos pintados de verde e amarelo. E mesmo que a brincadeira dita por Stallone, tenha ferido verdadeiramente algum brasileiro sem senso de humor, seus méritos em escolher uma cidade brasileira para locação do seu filme e ter deixado aos cofres da Prefeitura a doação de sessenta e cinco mil doláres, e toda sua obra não pode ser condenados por este deslize. Afinal, quem de nós não foi infeliz de ser mal interpretado por uma brincadeira que disse?

Depois de assistir Os Mercenários, percebi que o elenco de astros de ação foi perfeito e que a ausência de outros astros não é sentida em nenhuma momento. O que vemos na tela é um elenco afiado e entrosado, que se divertiu ao fazer o filme, contagiando o público com esta alegria vivida nos bastidores. E este é o ponto positivo do filme: não se leva a sério em nenhum momento. É pura diversão do começo ao fim. Não apenas cumpre a promessa de homenagear os filmes de ação, como tem tudo para resgatá-los. Poucos serão os espectadores que, ao sair do cinema, não irão a locadora ou banquinha que vende DVD pirata, em busca de filmes de ação "das antigas", principalmente, os estrelados pelos astros deste filme.

Em síntese, Os Mercenários pode não ser o melhor filme de Stallone nem dos outros astros do elenco. Mas ouso em dizer que está entre os cinco melhores de cada um deles. Da mesma forma que O Príncipe da Pérsia: As Areia do Tempo, nos remete ao bom cinemão de aventura, Os Mercenários nos remete ao cinemão de ação dos anos 80, fazendo-nos sentir saudades daquele bons tempos que para mim, foram os melhores e mais pop da história do cinema.  Até agora os dois filmes acima mencionados, juntos com o inteligente e criativo A Origem são os melhores filmes deste ano. Se você gosta de boa ação e diversão descompremetida, vá agora mesmo ao cinema mais próximo e assista Os Mercenários. Particularmente, só quero uma desculpa para ir ao cinema assisti-lo. Quem sabe uma boa companhia. rsss...

Rick Pinheiro.
Cinéfilo nostálgico, feliz por assistir Os Mercenários.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

KARATE OU KUNG FU KID? ASSISTA E DÊ SUA OPINIÃO!!!


Uma amiga minha, disse que eu sou um saudosista e estou com marcação em cima do remake do clássico da Sessão da Tarde, Karate Kid, que é estrelado por uma ator que eu gosto muito, Jackie Chan e pelo filho do Will Smith.
O fato é que eu acho que os produtores burraram feio em manter o nome original, e que deveria se chamar, Kung Fu Kid.
Enfim, para tirar qualquer dúvida, estou postando aqui o trailer deste filme que também estou aguardando ansiosamente e estreia no fim deste mês.
Vejam o trailer, prestem atenção o que o mestre Han, ou melhor, Chan (o meu irmão Eudes fez um trocadilho do nome do Personagem com do astro) ensina ao Dre, tirem suas conclusões e postem aqui a opinião de vocês. Afinal, este filme deve mesmo se chamar Karate Kid?

PRÉVIA DO NOVO FILME DO STALLONE.


Faltam menos de dois dias para a estreia de Os Mercenários, novo filme de Sylvester Stallone, que estou esperando ansiosamente há mais de um ano.
Além de reunir astros de ação de hoje, há uma cena em especial, que vai reunir três astros que eu curtia quando criança e adolescência: Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Wills.
Enquanto não chega a hora de conferir no cinema este aguardado filme, estou postando aqui o trailer, que o público vibrar, antes de começar a exibição de A Origem.
Espero que vocês gostem!!!!

A ORIGEM É ORIGINAL

Não estranhem o trocadilho tosco que eu coloquei para nomear esta postagem. Mas no ano em que Hollywood está recorrendo aos remake, temos uma agradável supresa, onde somos presenteados com um inteligente, criativo e louco filme de ficção científica, algo que não vemos desde do primeiro Matrix. Trata-se do filme A Origem, do competente e criativo diretor/roterista Chistopher Nolan, responsável pelos melhores filmes do herói Batman (no caso, os dois últimos), e estrelado, infelizmente, pelo péssimo e antipático ator Leonardo DiCaprio.

Com receio de revelar alguma supresa deste intrigante e interessante roteiro, recorro a uma sinopse divulgada:                 " Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos." *

O filme é muito interessante, com cenas de ação empolgantes, com um roteiro inteligente e criativo, repleto de reviravoltas, um pouco louco para uma boa parte dos espectadores, por isso, este filme deve ser visto atentamente do começo ao fim, sem nenhuma distração. Portanto, evitem ir com namoradas (o) (salvo se forem apenas assistir ao filme), e esvazie a bexiga ao máximo, evitando ir ao banheiro no meio da projeção, pois do contrário, corre o risco de se perder na história e ficar sem entender "pn" do filme. Sem dúvida, um dos melhores roteiros dos últimos anos. Tanto que já estão comentando sobre indicações ao Oscar.

Os efeitos especiais são excepcionais e nos conduz ao mundo proposto na tela, provando que não precisa recorrer ao formato 3D para causar esta sensação no espectador. O legal é que estes efeitos são utilizados nos momentos certo no filme, ao contrário de muitas atuais produções, que na maioria das vezes, utilizam os efeitos de forma exagerada e sem nexo na história. Li em algum lugar que o diretor fez neste filme uma homenagem a Matrix, mas o filme também lembra um pouco outro clássico moderno da ficção científica: O Vingador do Futuro, estrelado por Arnold Schwarzenegger.  

O único ponto fraco é sem dúvida a escolha equívocada como protagonista do péssimo e antipático  Leonardo DiCaprio, que não faz o espectador simpatizar com o seu personagem, justamente, por ser ele mesmo, não convencendo como o interessante personagem Cobb. Com certeza se o diretor tivesse entregue este personagem a atores de verdade que já dirigiu em outros filmes, como Christian Bale  (Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas) ou Guy Peace (Amnésia), com certeza o filme ganharia muito mais. Me veio em mente que o personagem cairia como uma luva para o saudoso Heath Leadger esbanjar o seu talento. Mas... Enfim, uma pena mesmo, que a primeira e única opção do diretor foi o fraco DiCaprio.  Pelo menos, o seu fraco desempenho não compromete um excelente filme, que tem um bom e competente elenco coadjuvante, criativo e original roteiro e efeitos especiais de primeira conseguem superar a sua fraca presença, tornando o filme ótimo.

A Origem é um filme criativo e inteligente, original mesmo, com um final dúbio, que tanto demonstra que o filme está aberto a uma possível continuação quanto que a saga de Cobb e seus companheiros, tenha acabado. . Se querem diversão inteligente, eu recomendo este filme, principalmente no cinema, onde a sensação de ser transportando para dentro da história é mais presente. Enfim, um filme verdadeiramente original, algo cada vez mais raro vindo de Hollywood.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, feliz por assistir um filme original.


* = Sinopse disponível em:
http://www.adorocinema.com/filmes/a-origem/

FALANDO EM FALCÃO... UMA LINDA MÚSICA DA TRILHA.


Na postagem anterior comentei sobre o filme Falcão e fiz menção a sua excelente e marcante trilha sonora.
A música acima é All I Need is You, da desconhecida por aqui Big Trouble, que para mim é a mais linda da trilha.
Fiquei supreso ao pesquisar esta música e descobri que esta música que marcou a minha adolescência, tem uma letra tudo a ver comigo.
Confiram!!!

FALCÃO: UM DOS MELHORES FILMES DE SYLVESTER STALLONE.

Ao falamos de Sylvester Stallone, vem logo em mente os personagens Rocky e Rambo, e mais recentemente, a merda que ele declarou em relação ao Brasil, a pouco mais de quinze dias. Porém, poucos lembram de uma pequena obra que ele atuou como protagonista e roteirista, produzida por um Estúdio de filmes "B" que tanto rendeu nos anos 80, um filme figurinha carimbada das antigas e originais Sessão da Tarde e Temperatura Máxima da Rede Globo. O filme é Falcão - O Campeão dos Campeões, que para mim é o melhor filme estrelado por ele, junto com clássico ganhador de três Oscar, Rocky - Um Lutador.

Neste filme, Stallone interpreta o caminhoneiro Lincoln Hank (Falcão, em português), um caminhoneiro que abandonou sua esposa e filho pequeno (motivo que não é bem explicado no roteiro). Quando a esposa está entre a vida e a morte, entra em contato com ele, para que o mesmo possa se reaproximar e tentar conquistar o amor do seu filho, um pivete mimado e riquinho, recém-formado numa escola militar. Evidente que no início o relacionamento dos dois é péssimo e no  decorrer do filme, ambos vão se aproximando, enquanto o avô, interpretado pelo grande ator, mas sempre coadjuvante Robert Loggia, fará de tudo para manter a guarda do pirralho Mike. Paralelamente, Falcão vai participar de um torneio de queda de braço, que tem como prêmio, um potente caminhão.


O roteiro do filme é excelente, mesclando cenas sentimentais bregas, mas também grandes mensagens de superação, força de vontade, que não somente são dirigidas ao "ex-Mauricinho" e uma delas no final, é dirigida ao pai caminhoneiro pelo próprio filho, mas também para todo nós. Em se tratando de mensagens edifciantes inseridas no roteiro, Stallone é um roteirista perfeito. Provavelmente inspirado em sua própria vida dura antes da fama. Neste ponto, o roteiro lembra muito o premiado roteiro de Rocky, um Lutador, escrito também por Stallone.

Evidente que, num filme estrelado pelo rei de filme de ação da época não poderia faltar cenas de ação, algumas irreais e sem nexo, como a tentativa de sequestro do pirralho pelos guardas-costas do avô mala e a fuga de casa do mesmo, indo a Las Vegas para acompanhar e torcer pelo papai caminhoneiro, e outras legais como a invasão de Falcão a mansão e o corretivo que ele dar num segurança puxa-saco do velho Cutler. Isso sem falar nas cenas típicas da série Rocky, mega-sucesso na época, como as competições esportivas (o boxe aqui é substituído pela queda de braço) e estilos video-clipes, que não poderiam faltar.

A música é outro ponto forte deste filme. A trilha sonora é marcante e fez enorme sucesso na época, mesmo não tendo famosos nomes. Muitas dessas músicas são tocadas até hoje, nos programas radiofônicos e em chamadas de filmes e novelas na TV. No filme, essas são inseridas perfeitamente nas cenas, formando verdadeiros videoclipes. Enfim, para quem curte boas músicas pop e românticas dos anos 80, esta trilha é indispensável.

Como o filme foi realizado pela Cannon, extinto estúdio de filmes "B",  que marcaram e fizeram tanto sucesso nos anos 80, a precariedade da produção é um pouco visível em comparação a outros filmes da época estrelados por Stallone, apesar do astro brucuto ter embolsado um cachê imenso, somado a porcentagem nas bilheterias, já que na época, ele era o ator mais bem pago do mundo. Mas em comparação com outras produções do mesmo estúdio, só perde em luxo para filme, repleto de  efeitos especiais de Mestres do Universo, versão melhorada para o desenho He-man, estrelada pelo canastrão e também astro de ação, Dolph Lundgren.

Merece também destaque as interpretações. Robert Loggia, está perfeito como o avô que luta pela guarda do neto, apesar do roteiro sem consistência lhe ajudar. Stallone está bem, fazendo o seu personagem típico "Ferrado na vida, que não desiste de lutar pelos seus sonhos". A quimica entre ele e o garoto David Mendenhall é perfeita, apesar de injustamente, este ter recebido o troféu framboesa (uma espécie de Oscar que "premia" os piores do ano) como pior ator mirim. Mendenhall soube conduzir perfeitamente a mudança comportamental do seu personagem e em algumas cenas, chegou até ofuscar o seu parceiro de cena, Stallone.

Outro ponto que merece destaque sem dúvida é a dublagem brasileira original. Apesar de preferir filmes no idioma original, é inegável que a clássica dublagem deste filme que a Rede Globo tanto exibia em sua programação vespertina, é perfeita e inesquecível, tendo a frente o saudoso André Filho, (que nos deixou em 14 de março de 1997, vítima da AIDS), que dublava perfeitamente Stallone.

Absurdo em dose dupla é que este filme é ignorado, tanto pela Rede Globo, que prefere exibir lixos atuais classe Z na sua programação, quanto pelas distribuidoras de DVD, pois até onde eu sei, ainda não foi lançado oficialmente neste formato. Para assistir este e outros filmes inesquecíveis, precisamos recorrer a internet baixando-o ou ao velho VHS. Uma pena mesmo, que seja dado tanto destaque a filmes medíocres de hoje em dia e total desprezo a filmes que marcaram uma época a exemplo de Falcão.

Enfim, Falcão - O Campeão dos Campeões é um filme leve, emocionante, com belas mensagens de otimismo e cenas de ação empolgantes, que merece ser revisto várias vezes por aqueles que já assistiram e também ser descoberto por aqueles que ainda não, sobretudo, a nova geração. De fato o melhor filme de Stallone. Pelo menos até daqui a dois dias, quando eu irei conferir de perto se o esperado Os Mercenários, tirará este título de Falcão e de outro clássico, Rocky, um Lutador.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, com saudades dos bons filmes do Século XX.

O GAROTO: O CLÁSSICO MAIS EMOCIONANTE DE TODOS OS TEMPOS.

Existem filmes que são verdadeiras obras primas, que conseguem agradar aos critícos e ao público, e ficam para sempre em nossa memória, nos tocando profundamente. Charles Chaplin é um grande mestre da sétima arte, especialista em filmes assim, hoje cada vez mais raros. Várias são essas obras deste gênio que escrevia, dirigia, compunha as trilhas e ainda as estrelava. Para mim a mais inesquecível e melhor de todas é um filme curto (1 hora e oito minutos, apenas), em preto e branco, mudo, mas que tanto fala ao nosso coração, intitulado O Garoto.  

Quem me acompanha aqui no blog já deve ter percebido que eu sou um cinéfilo apaixonado. Seria praticamente impossível dizer quantos filmes eu assistir em minha vida. E de gêneros e gostos variados. Já assistir grandes clássicos, Blockbusters, filminhos classe Z, 3D, trash... Mas esta obra prima de Chaplin, que eu assistir na infância, num Festival Charles Chaplin que a Rede Globo exibia aos domingos à noite, sem dúvida é um dos melhores filmes de todos os tempos e que me emociona até hoje.

O filme, lançado em 1921, conta a história de um bebê que é abandonado pela mãe que não tem condições de criá-lo e que é encontrado e criado pelo vagabundo. Conforme os anos se passam, o garoto e o vagabundo se tornam uma dupla perfeita, bolando diferentes e hilários esquemas para conseguir o dinheiro para seu sustento. Um roteiro simples, mas o suficiente para mexer com os nossos sentimentos mais profundos.

O filme é perfeito em todos os sentidos. Roteiro excepcional que mescla comédia pastelão de primeira, com momentos dramáticos emocionantes,  uma belíssima trilha sonora que desperta a nossa sensibilidade, causionando emoções variadas, e excelentes e inesquecíveis interpretações, em especial de Charles Chaplin e do garotinho Jackie Coogan, que para mim é o melhor ator mirim de todos os tempos. A quimica entre os dois protagonistas é perfeita, a mais perfeita de tantas duplas com química perfeita da história do cinema. E olhem, que não foram poucas: Jerry Lewis e Dean Martin, Terence Hill e Bud Spencer, e mais recentemente Mel Gibson e Danny Glover, Bruce Wills e Haley Joel Osment, entre outras. Mas nenhuma destas duplas é tão perfeita quanto s formada pelo gênio do cinema Charles Chaplin e o garotinho Jackie Coogan. Curiosamente, alguns atribuem esta química perfeita, em virtude de Chaplin ter perdido um filho recém-nascido, falecido no começo das gravações deste clássico. Seja qual for o motivo, o fato é que somos brindados com uma interpretação perfeita, sensível e sincronizada entre Chaplin e Coogan.

O filme é considerado percursor em misturar dois gêneros totalmente opostos: o drama e a comédia. Poucos conseguiram isso e mesmo assim, nenhum deles chegaram perto da perfeição realizada por Chaplin. Particularmente, eu choro feito menino toda vez que assisto e  até mesmo quando lembro, da cena em que a polícia tenta levar o garotinho para o orfanato e Carlitos faz de tudo para impedir. Não sai da minha mente esta tocante cena, em especial, o choro desesperado do menino e a perfeita música que conduz toda cena. Esta cena, junto com o encontro de Jesus e Nossa Senhora no filme A Paixão de Cristo, de Mel Gibson e o rostinho choroso da pequena Drew Barrymore ao ver o ET agonizando e  morrendo no filme homônimo de Steven Spielberg, são as únicas cenas que eu assisto mil vezes e mil vezes eu choro.

Enfim, O Garoto é um clássico perfeito, que o tempo não destrói. A frase de abertura desta obra prima resume-o perfeitamente: "Um filme com um sorriso, e talvez uma lágrima..."  . Enfim, um filme indispensável em toda videoteca e obrigatoriamente precisa ser visto e revisto, se possível, por todas as pessoas. Se dizem por aí que as lágrimas de Chuck Norris curam o câncer, basta apenas ele assistir  O Garoto, para que esta maldita doença seja dizimada para sempre.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo saudosista do clássico O Garoto.




Duas cenas do clássico O Garoto e uma foto dos bastidores da filmagem.
Química perfeita dentro e fora das telas.


Um clássico e seus cartazes: o primeiro, provavelmente, é original.
O último, a capa do DVD mais recente lançado no Brasil.

domingo, 8 de agosto de 2010

OS PAIZÕES DO CINEMA E DA TV.

Se os pais reclamam porque a data deles está em quarto colocado na venda no comércio (perdendo para Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados), algo que eles não podem reclamar é sobre a presença no cinema e na televisão. Sem dúvida, os pais são maioria em número de personagens marcantes no cinema. Até mesmo a frase mais marcante e supreendente da história do cinema é uma revelação bombástica de paternidade: Eu sou seu pai! (Dath Vader para Luke Skywalker em O Império Contra-Ataca). 
No momento, centenas de pais marcantes me vem em mente, começando por Charles Chaplin e o seu inesquecível personagem Carlitos no filme O Garoto, passando por personagens de ação como Falcão, Jack Bauer e Braddock, até em comédias de troca de identidades, como Tal Pai, Tal Filho, Vice-versa, ambas produções dos anos 80. Alguns nem tão perfeitos, a exemplo do relapso Homer Simpson do seriado Os Simpsons, do louco personagem de Mel Gibson em O Preço de um Resgate e atrapalhados como os nossos queridos e saudosos Os Trapalhões. Uns tendo que dar conta de um montão de filhos, como o personagem de Steven Martin nos dois Doze é demais e outros tendo que dar conta de apenas uma filha que apronta mais do que os doze, como o nosso saudoso Seu Madruga, do seriado mexicano Chaves.

Lembro-me também aqueles que não são pais biológicos, mas são verdadeiros paizões  como o Tio Ben de Homem-Aranha,  o Jonanthan Kent de Smallville, que tem a missão de orientar e proteger ninguém menos que o futuro Superman, e treinadores como Sr. Miyagi de Karatê Kid (e provavelmente, o Sr. Han do remake), Mickey, dos três primeiros Rocky e mais recente o Grant Taylor, da produção evangélica e mega-sucesso Desafiando os Gigantes.

Enfim, os pais no cinema e na televisão estão bem representados e não têm o que reclamar.  Abaixo listo alguns exemplos. Evidente que existem muito mais e até melhores e mais marcantes que os que serão citados. Mas esses são os que me vêm em mente agora. Aguardo também sugestão de vocês de outros pais marcantes do cinema e da televisão.


Quando pensei em comentar alguns filmes tendo pais como protagonistas, o primeiro que veio em mente foi Um Ato de Coragem, estrelado pelo excelente ator Denzel Washington, na melhor interpretação da sua carreira, injustamente ignorada pelo Oscar. A história bem que poderia ser passar no Brasil, já que o tema é o caos desumano da saúde pública. Ele é um pai, que tem o filho acometido de uma grave enfermidade, mas o plano de saúde recusa-se a realizar a cirurgia. Como todo e qualquer pai desesperado com o filho entre a vida e a morte, o personagem de Denzel simplesmente faz de refém toda equipe médica para que seu filho seja salvo. Atuação marcante, roteiro interessante, que prende a nossa atenção do começo ao fim, faz deste filme, um dos melhores. Obrigatório em toda videoteca de bom gosto.



Stallone pode ser um brucutu e fazer piadinhas de mal gosto de um país que lhe acolheu tão bem. Mas algo que ninguém pode tirar dele é o mérito de interpretar dois paizões inesquecíveis no cinema: Rocky Balboa e Falcão. O primeiro, na verdade a partir do segundo filme da série. Não sai da minha memória a cena marcante dele lendo toscamente (Rocky era um analfabeto funcional) um livro para sua esposa Adrian, em coma após o parto. Sem falar na promessa de só ver o filho quando ela acordasse. Tocante mesmo. No quinto e pior filme da série, a relação entre pai e filho é mais explorada. Curiosamente, quem interpreta o filho do Rocky neste filme tosco é um dos filhos do Stallone, Sage. Sobre Falcão, por se tratar de um dos meus cinco filmes favoritos, será comentado logo após numa postagem especial.


Charles Chaplin sem dúvida é dos maiores gênios da história do cinema. Em O Garoto, ele emociona sem dizer uma palavra, já que o filme é da época do cinema mudo. Lindo demais este filme. Por também trata-se de um dos meus cinco filmes favoritos, também comentarei numa postagem especial.



Não é novidade nenhuma que Renato Aragão é fã de Charles Chaplin. E nos filmes e programa de TV, ele sempre buscava homenageá-lo, em especial, o personagem Carlitos, através do seu personagem Bonga. Em dois filmes, em especial, dos saudosos Os Trapalhões, temos um clara homenagem ao clássico O Garoto. O primeiro é Os Vagabundos Trapalhões, onde o inesquecível quarteto cuidava de várias crianças de ruas, e armavam para que estes fossem adotados (ao contrário do Carlitos que fazia de tudo para o garoto não ser adotado).
O outro filme é o emocionate A Filha dos Trapalhões, este sim uma homenagem descarada ao clássico de Chaplin, mudando apenas o sexo da criança orfã. A história gira em torno de uma menina sequestrada dos braços da mãe, interpretada pela nossa irmã em Cristo Myriam Rios, que acaba caindo nos braços do saudoso quarteto. Engraçado e emocionante, para mim este é um dos melhores filmes dos Trapalhões. Outro filme obrigatório na videoteca.



Todos nós conhecemos milhares de frases sobre Chuck Norris. Mas poucos conhecem seu lado pai herói no cinema. Sem dúvida, o mais inesquecível foi o Coronel James Braddock, em Braddock III - O Resgate, último filme da trilogia do primo pobre do Rambo. Neste filme da extinta produtora de filmes classe "B" Cannon, 12 anos após o fim da Guerra do Vietnam, o "exército de um homem só" descobre, através de um padre missionário que sua mulher, não somente estava vivinha da Silva, mas tinha um filho, tão feio quanto ela. Se ele destruiu exército inteiros pelo seu país e por sua sobrevivência, vocês já imaginam o que este paizão durão fará para resgatar o seu filho. Um filmaço, clássico dos filmes de ação classe "B", que absurdamente, não foi lançado em DVD no Brasil. E para complicar, a Globo não exibe mais no Domingo Maior, substituindo por super produções recentes, a exemplo do péssimo Sr. e Sra. Smith. Durma com um absurdão deste.



Falando em durões do cinema, outro que se deu bem fazendo papel de pai foi o atual governador da Califórnia e eterno exterminador Arnold Schwarzenegger. O percursor dos filmes de ação "me engana que eu gosto!" e até hoje rei absoluto deste tipo de filme, fez o paizão de familia que era agente secreto no excelente True Lies, um pai vingando a morte do filho em Efeito Colateral e um pai clonado em O 6º Dia. Mas dois pais se sobressaem sobre os outros e são inesquecíveis.
O primeiro é o pai típico brasileiro, que deixar para a última hora para comprar o presente de natal de seu filho, na  divertida comédia Um Herói de Brinquedo, onde ele faz de tudo para presentear o filho com o tal boneco tão desejado, com direito a sair na porrada com anões vestidos de duendes e um final tocante, onde ele mesmo se presenteia ao filho, vestido com o seu herói favorito, ensinando-os que o verdadeiro herói de uma criança é o seu pai.
O outro é o clássico filme dos anos 80 Comando para Matar, onde umas antas, para forçá-lo a matar um presidente de uma replubiqueta fictícia chamada Valverde, inventam de sequestrar a sua filha. Resultado: Schwarzie pula de uma avião, corre contra o tempo para achar a filhinha antes que os caras descubram sua fuga mirabolante, detorna sozinho um exército todo, salva sua filha e "deixa só os corpos", para o exército norte-americano cuidar.
Ainda bem que tanto este clássico tosco, como também os filmes citados neste comentário foram lançados em DVD.


Outro astro de ação que interpretou pai no cinema foi Jean Claude Van Damme. Destaque para o seu personagem na super-produção Morte Súbita, onde o belga interpreta um pai meio ausente, que resolve presentear os filhos com ingressos para a final de um "singela" partida de hóquei (presente que com certeza, os pais de Chuck Norris, Jack Bauer e Rambo deram a eles, quando crianças). Só que terroristas inventam de atacar justamente nesta partida, onde o nosso herói Van Damme sai na porrada até com um pinguim gigante, mascote de um dos times. Com certeza, esses terroristas eram irmãos daqueles do Comando para Matar, pois são tão antas como eles.


Até o pior ator de todos os tempos (depois de Robert Pattinson é claro), o também inexpressivo Steven Seagal já foi pai por várias vezes na ficção. Desde do seus primeiros filmes Nico, acima da lei e Díficil de Matar até os atuais filmes classe "z" como Justiça Urbana (a cena que ele recebe a notícia da morte do filho, nem o Alexandre Nadoni teve tanta frieza e falta de emoção). Destaque para o legalzinho Resgate Sem Limites, onde ele vai até onde o Judas perdeu as botas (calma, ele não foi ao Biu II. Não tinha como a produção ir tão longe assim. rssss...), em busca de salvar sua filha e de quebra a filha de um político, sequestradas por terroristas toscos e também antas. Filminho "b" de ação que chega até a divertir.


Deixando de lado os péssimos atores, vou citar um excelente ator, que no momento passa por sérios problemas pessoais. Mel Gibson já interpretou personagens pais no cinema, inclusive, até os seus mais marcantes personagens, o Max, da série Mad Max e  Riggs de Máquina Mortífera  (apesar de ser pai apenas nos minutos finais do último filme da série). Mas foram outros dois paizões durões, que marcou a sua carreira paterna no cinema.
O primeiro em O Preço de um Resgate, frequentador assíduo das sessões Cine EspertacularTela de Sucesso do SBT. Mel Gibson faz um empresário que não somente nega pagar o resgate do filho, mas dobra o valor para quem pegá-los e detorná-los. Num excelente roteiro, com muito suspense e reviravoltas, este louco pai, não somente salva o seu filho, mas detorna com todos os sequestradores, neste que para mim, é um dos melhores filmes do ator.
O segundo é o excelente épico O Patriota, onde ele interpreta um fazendeiro pacífico que se ver obrigado a participar da Guerra Civil norte-americana para proteger sua família, que tem como filho mais velho, o saudoso Heath Ledger. Em síntese: um filmaço imperdível!


Um paizão marcante do nosso cinema sem dúvida é o Sr. Francisco interpretado perfeitamente pelo excelente ator Angelo Antônio, no mega-sucesso Dois Filhos de Francisco. Mesmo que alguém, assim como eu, não goste da dupla Camargo (e Camarguinho, Camarguinho, Camarguinho... Camargo! e Camarguinho, Camarguinho, Camarguinho... Desculpem, não me contive em mencionar a frase tosca, mas marcante do personagem do grande ator José Dumont), tem que reconhecer que o Sr. Francisco é uma paizão e tanto, um simples homem do campo, que não se deixa vencer pelas dificuldades. E o mais tocante: ele é real, não foi criado da imaginação humana, mas por Deus.


Outro pai marcante do nosso cinema também é uma homem simples do campo, interpretado de forma excepcional pelo grande ator Matheus Nachtergalle, no belíssimo filme Tapete Vermelho. Para cumprir a promessa de levar o filho para assistir a um filme do finado Mazzaropi, este pai sai com a família dos canfudós do brecho que mora, em busca de realizar esta promessa. Como sabemos, uma tarefa nada fácil, já que além dos cinemas das cidades do interior terem falido, ainda por cima, não exibem produções nacionais antigas. Um filme cativante, emocionante, com excelentes interpretações, que prende a nossa atenção do começo ao fim. Presença obrigatória numa videoteca, merecendo ser visto e revisto várias vezes.


Este pai também é um homem simples e bem que poderia ser brasileiro. Fenômeno em comunidades no Orkut, junto com Chuck Norris e superando até mesmo o outro fenômeno Jack Bauer, o Seu Madruga do saudoso seriado Chaves é um paizão e tanto. Cuida da filha sozinho, leva porrada da antipática vizinha D. Florinda sem revidar, se vira nos trinta para trazer comida para casa, corre do proprietário da Vila, Seu Barriga, para não pagar os eternos fixos quatorze meses de aluguel e ainda arruma tempo para dar conselhos valiosos, como este da foto acima.
Preciso falar mais alguma coisa deste marcante personagem, interpretado brilhantemente pelo saudoso Rámon Valdez?


Falando em interpretação marcante, impossível não lembrar do pai deficiente mental, interpretado brilhantemente por Sean Penn, em Uma Lição de Vida. O filme faz jus ao nome, que narra a luta deste pai para ficar com a guarda da sua filha, interpretada perfeitamente por Dakota Fanning, na época uma atriz mirim talentosa, já que não tinha se contaminado com o vírus da canastrice do elenco da saga Crepúsculo. Comovente, supreendente, é para fazer até mesmo durões como Chuck Norris, Jack Bauer, Rambo e John McLane assisti-lo com um lenço enxugando as lágrimas.


E falando em durão... Encerro a minha lista de pais marcantes do cinema e da TV, com um personagem ímpar, que infelizmente está se despedindo da telinha no próximo dia 24. Todo mundo lembra do Jack Bauer, interpretado brilhantemente por Kiefer Surtheland no seriado 24 horas, como um homem durão, o único capaz de disputar pau a pau com Chuck Norris, quem é mais macho, que não vai ao banheiro, nem come, porque só tem 24 horas para salvar os Estados Unidos.. Mas tem um lado de Jack que ninguém lembra: o paterno.
Quem assistiu as primeiras temporadas deste aclamada série, recordará junto comigo que a danada da filha dele, a Kim, sempre se metia nas maiores roubadas, fazendo Jack arrumar um tempinho no tão corrido dia, para lhe salvar e detornar os idiotas suicidas que se metiam a besta com ela. Ainda bem que nesta oitava e última temporada, não inventaram, até agora, de pegar a sua filha e neta como reféns, porque, como diz a sabedoria popular: "Avô é pai duas vezes!". Tinha que ser esses terroristas, para salvar a fama de burros que eles estavam começando a ter.

Bem, existem outros pais que eu poderia citar aqui. Mas esta postagem já está imensa. Sem falar que eu quero aproveitar o tempo antes de iniciar o jogo Cocôrinthians x Flamengo, para assistir, junto com o meu pai, um dos filmes mencionados nesta postagem.

Espero que vocês tenham gostado. Como disse, não é a lista dos melhores, mas dos que vieram em mente. Façam também a sua lista de pais marcantes da telona e da telinha, e postem nos comentários.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.