quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O INÍCIO DE UMA NOVA MODINHA?

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Fallen (Fallen).
Produção estadunidense de 2015.

Direção: Scott Hicks.

Elenco: Addison Timlin, Jeremy Irvine, Harrison Gilbertson, Lola Kirke, Sianoa Smit-McPhee, Daisy Head, Joely Richardson, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 1 do complexo Kinoplex Maceió em 08 de dezembro de 2016..

Cotação

Nota: 6,0.  

Sinopse: Baseado no primeiro livro da série best-seller escrita por Lauren Kate. Após ser responsabilizada pela morte do namorado, a jovem Luce Price (Timlin) vai parar no reformatório Sword & Cross. No meio de tanto colegas estranhos e enigmáticos, Luce acaba despertando o interesse de Cam Briel (Gilbertson), que não perde tempo e chega junto dela. Mas, ela acaba se interessando pelo misterioso Daniel Grigori (Irvine), que, aparentemente está cagando para ela. O que Luce não sabe é os dois rapazes na verdade são anjos caídos, não somente por ele, mas, do exército celestial, e que esse estranho romance já rolou séculos atrás.

Comentários: Desde do fim dos filmes da A Saga Crepúsculo, que os fãs das adaptações de best-sellers teens com historinhas açucaradas (infelizmente, hoje em dia, qualquer porcaria faz um puta sucesso literário) estão órfãos. Não por falta de opções, mas, de filmes que realmente tenham  tido o mesmo desempenho nas bilheterias para virarem modinha como a melosa historinha de Bella, Edward, Jacob e companhia. Fallen é o mais novo candidato a assumir a vaga, e diga-se de passagem o mais forte de todos que pipocaram até então. Não por méritos próprios, mas, por seguir à risca a fórmula do universo criado por Stephanie Meyer: ma história melosa, surreal, que o público teen calcinha tanto se derrete, com um triângulo amoroso entre uma mocinha humana e dois seres sobrenaturais, no caso aqui, sai um vampiro que brilha no sol feito purpurina e um lobisomem que antes de tranformar, obrigatoriamente, precisava tirar a camisa, e entra dois anjos. Como a própria premissa e o trailer já denunciavam, Fallen é um filminho com roteiro regular, que simplesmente copia e cola a fórmula completinha dos filmes da finada franquia, sem acrescentar e tirar nada. Mas, ao contrário do primeiro filme do romance entre Bella e Edward, que era bom e disfarçava bem aparentando não tem grandes ambições, aqui os caras descaradamente assumem ser o início de uma franquia, mesmo sendo tão insossa. Se isso vai mesmo rolar, só dependerá do público e das bilheterias, pois por mérito próprio, não passa de ser mais um candidato a vaga deixada por Crepúsculo que não vingou.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 

AUTO-AJUDA NAS TELONAS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

O Vendedor de Sonhos.
Produção brasileira de 2016.

Direção: Jayme Monjardim.

Elenco: César Trancoso, Dan Stulbach, Thiago Mendonça, Erik Pereira, Leonardo Medeiros, Guilherme Prates, Marcelo Valle, Marcelo Flores, Stella Freitas, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Kinoplex Maceió em 08 de dezembro de 2016.

Cotação

Nota: 7,0.  

Sinopse: Adaptação do livro homônimo do psicoterapeuta e escritor Augusto Cury. Numa terrível deprê que o deixa desanimado com a vida, o psicólogo Júlio César (Stulbach) resolve cometer suicídio, mas, no exato momento que irá cometer o ato, é impedindo por um mendigo misterioso (Trancoso), que apareceu do nada, conhecido como o Mestre. A partir de então, surge uma grande amizade, onde o Mestre passa a ensinar a Júlio o lado bom da vida.

Comentários: Ao contrário de Hollywood que exagera na dose e pipoca com adaptações de livro, nosso cinema brasileiro atual é devagar, quase parando. E quando resolve partir para este vertente, escolhe logo partir para o caminho mais complicado, adaptando um best-seller dos livros de auto-ajuda. Gosto muito dos livros de Augusto Cury, do qual já li inúmeras obras (curiosamente, ainda não li a que este filme adapta), mas, fiquei com um pé atrás com seria essa adaptação, principalmente, depois do trailer que aparenta que o filme tem um linguajar didático dos filmes espíritas tupiniquins. Mesmo assim, não perdi tempo e fui logo conferir na primeira sessão no dia do seu lançamento. Para minha surpresa, todos os meus receios não se concretizaram já que temos um bom filme, com roteiro satisfatório, que ganha forças com  atuações competentes, que passa direitinho alguns dos ensinamentos que os livros de Cury passam, sem ser chato ou didático. O filme perde um pouco de qualidade a partir da segunda metade para o final, com a dose excessiva e desnecessária de dramalhão, Mas, nada que impeça o filme de ser legalzinho e bonitinho, com pequenas mensagens positivas sobre algumas questões da vida. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

TEMAS TABUS EM DOSE DUPLA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Canção da Volta.
Produção brasileira de 2016.

Direção: Gustavo Rosa de Moura.

Elenco: João Miguel, Marina Person, Francisco Miguez, Stella Hodge, Marat Descartes, Poliana Pieratti, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala Elinaldo Barros do Centro Cultural Arte Pajuçara em 06 de dezembro de 2016.

Cotação

Nota: 5,0.  

Sinopse: Eduardo (Miguel) e Julia (Person) é um casal que se ama e tem dois filhos (Miguez e Hodge). Tudo muda quando um dia, ela entra em depressão e tenta um suicídio. A partir daí, a rotina do casal muda consideravelmente, e Eduardo, passa a ficar de olho na esposa, e acaba descobrindo que ela guarda um misterioso segredo.

Comentários: Assunto tabu a ponto de algumas emissoras televisivas e radiofônicas proibirem rigorosamente de se noticiar fatos ocorridos desta maneira, o suicídio ganha um espaço no nosso cinema nacional para ser tratado não somente no ato em si, mas, sobretudo, nas consequências sobre o depressivo e seus familiares após sua tentativa. Uma pena que faltou só um pouquinho de ousadia, já que filme ao invés de se manter no tema, acaba se desviando para um segredo guardado e traições extraconjugais. O fraquíssimo final só aumenta a frustração. Em compensação, a excelente atuação do casal de protagonistas e um roteiro satisfatório acaba prendendo a nossa atenção até o final e o resultado final não chega a ser tão ruim. Uma boa ideia que deveria ter sido mais bem trabalhada, mas, valeu a tentativa de tocar num tema tão delicado.



Much Loved (Much Loved).
Produção marroquina e francesa de 2015.

Direção: Nabil Ayouch.

Elenco: Loubna Abidar, Asmaa Lazrak, Halima Karaouane, Sara Elmhamdi-Elalaqui,  entre outros.

Blogueiro assistiu na sala Elinaldo Barros do Centro Cultural Arte Pajuçara em 06 de dezembro de 2016.

Cotação

Nota: 7,0.  

Sinopse: O filme acompanha a rotina de três jovens marroquinas - Noha (Abidar), Randa (Lazrak), Soukaina (Karaouane) - que para se sustentarem e as suas famílias, ganham a vida se prostituindo em baladas promovidas por homens endinheirados, mostrando que, ao contrário do que muitos insistem dizer, prostituição não é vida fácil.

Comentários: Se falar em suicídio no Brasil é assunto tabu, imagina falar de prostituição num país islâmico como o Marrocos. A exibição desse filme no Festival de Cannes (com certeza, o motivo principal que fez o filme chegar para nós) causou um maior auê, com direito a ameaças de prisão ao diretor e até de morte a atriz Loubna Abidar, que desde então vive exilada na França. Sem medo de ousar, o direto mete com tudo o dedo na ferida de forma bastante realista, num filme que conta com um roteiro bem elaborado, que ganha força com a direção precisa e o talento das lindas atrizes protagonistas. O resultado é um filme que vai além da fronteira do seu país pois trata de uma realidade universal. Sem glamour da profissão, como muitos filmes inventam de colorir, mas, mostrando a verdade nua e crua, temos um filme interessante que, apesar de ser perder um pouco no final, merece ser descoberto.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.