domingo, 26 de março de 2017

MORFANDO EM GRANDE ESTILO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Power Rangers (Saban's Power Rangers).
Produção estadunidense de 2017.

Direção: Dean Isrealite.

Elenco: Dacre Montgomery, RJ Cyller, Naomi Scott, Becky G, Ludi Lin, Elizabeth Banks, Bryan Cranston, Bill Hader, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Kinoplex Maceió em 27 de março de 2017.

Cotação

Nota: 8,8.
  
Sinopse: Baseado no seriado televisivo homônimo. Apesar de morarem na mesma cidadezinha no feofó dos States e estudarem na mesma escola, os jovens Jason (Montgomery), Billy (Cyler), Kimberly (Scott), Trini (G) e Zack (Lin) não têm nenhum contato entre eles. Até que um belo dia, o quinteto se encontram em um mina, e cada um, acaba achando umas moedas de cores diferentes. Os misteriosos minerais dão um força impressionante a cada um deles que, curiosos, voltam ao local, e acabando encontrando uma nave e o ocupante dela: Zordon (Cranston), que revela que eles são novos Power Rangers, grupo de super-heróis fodões que têm a missão de proteger o universo de todo tipo de malvadões. E o primeiro desafio é encarar  a malvadona fodona Rita Repulsa (Banks), que desejar ferrar com o nosso planeta.

Comentários: Para ser sincero - e por favor, não me xingue por isso - nunca fui um fã dos Power Rangers. Cresci assistindo Spectreman, Ultraman, Jaspion, Changeman, Jiraiya, todos exibidos na extinta Rede Manchete. Gostava demais desses seriados japoneses, toscos até mesmo para um pirralho como eu, mas,  não me empolgava nem um pouco com os Power Rangers, achando-os uma imitação estadunidense de Changeman (na verdade é um remake ocidental de outro seriado da terra do sol nascente). E mesmo mantendo toda tosqueira japinha, mesmo assim não me agradava. Por isso mesmo que nunca dei tanta bola para assisti-lo e aos seus vários derivados, que raramente eu assistia, esporadicamente, um episódio ali, outro cá. Por isso mesmo que não fui tão empolgado assistir esse filme e acabei sendo surpreendido. O filme é totalmente despretensioso, com um roteiro padrão de filmes de super-heróis - principalmente de origem -, que não se leva a sério, seguindo a cartilha Marvel Studios (com direito até cena extra no meio da primeira metade dos créditos finais), com muito humor e ação na medida certa. Não sei o que os fãs de carteirinha dos personagens acharam, só sei que amei, logo, com certeza, vai agradar o público geral (acredito que também os fãs, pois, há várias referências ao original, com direito a participações de "rangers" originais). 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

VELHO TRAPALHÃO ENCARANDO FANTASMAS NAS TELONAS PELA TERCEIRA VEZ.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Didi, O Caçador de Tesouros.
Produção brasileira de 2006.

Direção: Marcus Figueredo.

Elenco: Renato Aragão, Eduardo Galvão, Grazi Massafera, Francisco Cuoco, Cecil Thiré, Miguel Thiré, João Paulo Bienemann, Lívian Aragão, Mussunzinho, Sérgio Hondjakoff, Paulo Vespúcio, Luiz Nicolau, Carlos Bonow, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 7,5.

Sinopse: Didi (Aragão) é o fiel e atrapalhado mordomo do ricão Samuel Walker (Cecil Thiré), que tem uma grande frustração na vida em não ter conhecido o pai, Lucas Walker (Miguel Thiré), que desapareceu numa missão secreta após a II Guerra Mundial, comandada pelo Capitão Nigel (Galvão). Lucas é considerado um desertor, algo que tanto Samuel quanto seu filho Pedrinho (Bienemann) também não acreditam. O garoto, inclusive, acredita que o avô é um grande herói. Inconformado com a situação, ao saber do local da queda do avião que seu avô estava na tal missão, o pirralho convence Didi, seu fiel amigo, a levá-lo até lá. A dupla se hospeda num hotel perto do lugar da queda, sem saber que todos lá partiram desta para uma melhor no momento do incidente.

Comentários: Que Renato Aragão, raramente sai da zona de conforto, e repete exaustivamente a mesma fórmula que o tornou um dos grandes humoristas do nosso país, isso não é novidade para ninguém. Depois de encarar fantasmas no clássico oitentista Os Fantasmas Trapalhões e posteriormente em Simão, Fantasma Bundão... Ops! Digo, Simão, o Fantasma Trapalhão, o velho trapalhão volta a encarar fantasminhas camaradas e nada assustadores nesse filme da sua carreira solo após o fim da saudosa trupe Os Trapalhões. A grande novidade aqui é que o filme (o menos célebre da "trilogia Didi encara fantasmas")  conta com um roteiro consideravelmente bem elaborado, com uma boa história, quase sem furos e incoerências típicos de seu filme e do grupo. É bem verdade que o filme adota um tom melancólico meio-deprê, e também é totalmente sem graça, não provocando risada em nenhum momento. Mas, em compensação é uma típica aventura infantil tupiniquim tão fofinha e bobinha, que consegue superar a falta de piadas engraçadas. Sem exigir muito e gostando de filminho infantil feito especialmente para as crianças pequenas, consegue se divertir.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

RECORDAR É REVER: SANSÃO E DALILA (1949).

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Sansão e Dalila (Samson and Delilah).
Produção estadunidense de 1949.

Direção: Cecil B. DeMille.

Elenco: Hedy Lamarr, Victor Mature, George Sanders, Angela Lansbury, Henry Wilcoxon, Julia Faye, Russ Tamblyn, Olive Deering, George Reeves, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo e SBT) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 3,5.
  
Sinopse: Baseada na história bíblica narrada nos capítulos 13 a 16 do Livro dos Juízes. Aproximadamente mil e poucos anos antes de Cristo, o povo judeu era dominado pelos filisteus, e tinha em Sansão (Mature), seu grande líder inspirador. Fortão como ninguém a ponto de sair na porrada com um leão e mandá-lo para a terra do pé-junto, o ponto fraco dele era a queda que tinha por mulheres filisteias. Inicialmente se apaixonando por Semadar (Lansbury), sua desgraça mesmo viria pela irmã dela, a periguete sedutora, maquiavélica, recalcada e vingativa Dalila (Lamarr), que após ser rejeitada pelo brucutu, e uma posterior tragédia familiar, jura vingança, e alia-se com o rei do seu povo (Sanders), para acabar de vez com a força de Sansão, seduzindo-o.

Comentários: Ontem a noite fiquei surpreso em ver o SBT exibir esse clássico da sétima arte, numa das raras vezes em que o filme exibido faz jus ao nome da sessão televisiva, Cine Belas Artes (também foi  surpresa ter constatado que comentei esse filme aqui,  mesmo tento comprado o DVD em dezembro e revisto esse clássico, que nas antigas era presente frequente no Corujão da Globo). Dirigido pelo lendário mestre Cecil B. DeMille, simplesmente temos uma produção luxuosa para época que até hoje enche os nossos olhos e que merecidamente ganhou o Oscar por direção de arte e figurino. Porém, a produção chiquérrima traz uma lição que até hoje Hollywood não aprendeu e teima em nunca aprender: não adianta caprichar na produção e esquecer do roteiro. E esse é o grande problema do filme que parte o coração deste blogueiro por dar uma nota tão baixa a um clássico do cinema que arrebentou nas bilheterias e que fez tanto a minha alegria nas madrugadas em que era exibido. O mestre DeMille pegou três capítulos do filme e transforma num novelão mexicano bíblico, com romancinho brega meloso, dramalhão e diálogos risíveis, tudo isso aumentado pela canastrice dos atores - que na dublagem ainda é mais acentuada -, fazendo com que o filme pareça mais uma novela da tarde exibida no próprio canal aberto que reprisou o filme ontem misturada com a megalomania ficcional exagerada das novelas bíblicas da Record. Mas, apesar de tudo isso, não é um filme totalmente ruim, e consegue ser uma diversão descompromissa bobinha, que vale a pena ser vista e revista, sem enjoar.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

 
Clássico do cinema está disponível em DVD.