sexta-feira, 20 de julho de 2018

RECORDAR É REVER: DRAGÃO: A HISTÓRIA DE BRUCE LEE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Dragão: A História de Bruce Lee (Dragon: The Bruce Lee Story).
Produção estadunidense de 1993.

Direção: Rob Cohen.

Elenco: Jason Scott Lee, Lauren Holly, Robert Wagner, Michael Learned, Nancy Kwan, Kay Tong Lim, Ric Young, Sterling Macer, Sven-Ole Thorsen, Luoyong Wang, Aki Aleong, Shannon Lee, Rob Cohen, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (VHS e DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

Sinopse: Cinebiografia do lendário Bruce Lee, inspirada na biografia escrita por sua esposa, Linda Lee. O filme mostra a saga do Bruce Lee (Scott Lee), que após arrumar muita encrenca em sua terra natal, é enviado por seu pai aos Estados Unidos, onde acaba conhecendo e se apaixonando por Linda Lee (Holly). Ele resolve ensinar kung fu,o que acaba fazendo-o bater de frente com autoridades das artes marciais orientais, por ser proibido que a mesma seja ensinada a ocidentais. Entre sempre encarando desafios, Lee acaba sendo descoberto por Bill Krieger (Wagner), que encantado com suas habilidades acaba agenciando-o e levando-o para atuar na série televisiva Besouro Verde.

Comentários: Custou, mas, finalmente, comento esta cinebiografia que, minha memória trairá, jurava que já tinha comentado aqui, algo que só faço agora, no dia em que completam-se quarenta e cinco anos do precoce falecimento do eterno Dragão Chinês. Esta produção hollywoodiana, lançada quando completaram-se vinte anos do falecimento do astro é feito sob medida para emocionar, graças principalmente a inesquecível trilha. Baseado numa biografia escrita pela viúva do icônico astro, o filme traz um carismático protagonista, inspiradíssimo no papel de sua carreira. O filme conta com um roteiro que traz uma trama cativante, muito envolvente, divertida e empolgante, que opta em contar os principais pontos da vida do astro muito mais pelo lado fantasioso do que ser fiel os fatos, o que acaba incomodando ligeiramente. Mas, nada que tire o brilho de ser um filmaço cativante e emocionante do começo ao fim, que faz uma justíssima homenagem ao maior astro das artes marciais de todos os tempos.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


TOP 5: CURIOSIDADES SOBRE DURO DE MATAR.

Há exatamente trinta anos chegava aos cinemas estadunidenses Duro de Matar, filmaço fodástico que simplesmente é um divisor de águas no gênero de ação e na carreira de Bruce Willis. Por aqui, chegou apenas em 22 de dezembro (na época, os filmes chegavam aos nossos cinemas brasileiros entre seis meses e até mais de um ano depois do seu lançamento lá nos States), o que acabou sendo ainda melhor para nós entrarmos ainda mais no clima do filme, já que a trama se passa no Natal. Realmente, o tempo passa muito depressa, pois, lembro-me como hoje, quando fui ao saudoso Cinema São Luiz aqui de Maceió, curioso para ver um filme de ação com aquele carinha porra-louca que via na telinha no sábado à tarde na série A Gata e o Rato. Obviamente, não poderia deixar  a data passar em branco, sem fazer nenhuma postagem sobre este clássico oitentista, bastante imitado e insuperável até os dias de hoje. Inicialmente, iria fazer uma costumeira lista com o ranking dos filmes da franquia, mas, desistir ao perceber que simplesmente iria repetir a ordem exata dos filmes de forma regressiva, partindo do mais fraco, no caso, o quinto filme, culminando com o aniversariante de hoje no topo da lista. Então, optei em fazer a singela homenagem de forma fora do costume da ordem do melhorzinho para o máximo, listando apenas cinco curiosidades. Mais rápido que John MacClane diga "Yippee-ki-yay, motherfuck!" e ferre um bandido, vamos a elas.

5. Um diretor de talento.

Um diretor é o maior responsável por um filme e Duro de Matar contou com o Midas da época John McTiernan. Sumidão da função desde 2003, o cara,que é um ilustre desconhecido para boa parte do público, simplesmente é genial, e presenteou a sétima arte e o gênero de ação com filmaços fodásticos inesquecíveis e insuperáveis. Além do primeiro e do terceiro Duro de Matar, o cara dirigiu O Predador e Caçada ao Outubro Vermelho, filmaços clássicos que bombaram nas bilheterias. Além das citadas obras-primas oitentistas, McTiernan também dirigiu outros filmes não tão aclamados pela crítica, mas, que muita gente do público curtiu como O Último Grande Herói (particularmente, gosto demais deste filme), O 13º Guerreiro e Violação de Conduta, justamente seu último trabalho. Todos conduzindo com maestria e competência, usando e abusando de seu talento, com aparente liberdade criativa. Se Duro de Matar é uma verdadeira obra-prima fodástica do gênero, deve muito a maestria em que foi conduzido por McTiernan. 

4. Franquia involuntária.

Com um sexto filme planejado para chegar aos cinemas no próximo ano, Duro de Matar aparentemente não foi planejado para dar origem a uma franquia. Apesar de muitas informações afirmarem que inicialmente seria uma continuação de Comando para Matar, que Arnoldão acabou não querendo fazer, de concreto mesmo, é que trata-se da adaptação do livro Nothing Lasts Forever, romance escrito por Roderick Thorp em 1970, que por sua vez, dava continuidade a outro romance do autor, que também foi adaptado nas telonas exatamente trinta anos antes com Crime Sem Perdão, estrelado pelo saudoso Frank Sinatra. Inclusive, por questões contratuais, o icônico cantor foi inicialmente convidado a estrelar o filme que seria continuação, mesmo estando na época com mais de setenta anos de idade. Obviamente, Sinatra recusou, o que acabou dando carta branca aos roteiristas adaptarem o livro como um filme autônomo, que acabou sendo tão foda que gerou uma das melhores franquias da história do cinema.

3. Nascido para o papel.

Os chefões da Fox e os produtores de Duro de Matar não estavam para brincadeira, e pegaram pesado convidando astros para estrelarem o filme. Inclusive, não mediram esforços e convidaram Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Harrison Ford, simplesmente, os maiores astros do gênero de ação da época e de todos os tempos, que recusaram. E sem prejuízos para suas carreiras, já que no mesmo ano,  os dois brucutus estrelaram, respectivamente, Rambo III e Inferno Vermelho, dois filmaços fodásticos, clássicos do gênero, que bombaram nas bilheterias, enquanto que Ford fez sucesso de bilheterias na comédia romântica Uma Secretária de Futuro e atuou sob a batuta de Roman Polanski no thriller Busca Frenética. Todos saíram ganhando, mas, principalmente, Bruce Willis, que até então, tinha trabalhos inexpressivos nas telonas e brilhava na telinha roubando a cena no divertido seriado A Gata e o Rato (curiosamente, outros colegas da TV da época, o astro da série Miami Vice, Don Johnson, e o eterno MacGyver da série Profissão: Perigo, Richard Dean Anderson, também foram cotados para viver John McClane), que agarrou com unhas e dentes a aposta feita nele, simplesmente, deu um show, e acabou sendo elevado de imediato ao topo dos astros hollywoodianos. 

Hoje é impossível imaginar outro ator vivendo o icônico personagem, já que Wills emprestou todo seu carisma a John McClane, numa das melhores atuações de sua carreira, nos presenteando com um personagem fodão, mas, ao mesmo tempo, humano, sem corpo atlético saradão e que sangrava como um de nós, numa época onde os brucutus bombadões que derrotavam sozinhos exércitos inteiros e praticamente não sofriam um arranhão (a partir do quarto filme, McClane acabou se tornando mais um deles). Com todo cinismo e sarcasmo o personagem logo de cara caiu no nosso gosto do público e ingressou de imediato na lista dos personagens mais memoráveis da sétima arte.

Mesmo com toda aposta dos produtores em Willis, inicialmente, o primeiro cartaz do filme lá nos States não trazia sua imagem, o que era estranho, já que na época era praticamente obrigatório que o cartaz de um filme trouxesse, além do rosto do seu astro, o seu sobrenome em letras gigantescas (Stallone, Schwarzenegger, Cruise, etc.). Aparentemente o motivo foi que os produtores não queriam que o público associasse o personagem de Willis na série televisiva, que tinha uma pegada cômica e bem mais leve, com o fodão John McClane. Mas, isso mudou após a estreia, com o estouro de bilheterias logo nos primeiros dias, e aliviados com a grana altíssima entrando, providenciaram logo o clássico cartaz, que inclusive, foi o que chegou aqui no Brasil.

Ah! E Willis não foi fominha, já que com a oportunidade que mudou para sempre sua carreira em mãos, ele tratou logo de indicar sua amiga Bonnie Bedelia, para fazer o teste que acabou passando, ganhando o papel da esposa do herói, a senhora... Ops! Digo, Senhorita Holly Genaro, simplesmente, até hoje, a personagem feminina mais marcante, inesquecível e fodona de toda franquia.

2. Parte técnica impecável.

Impressionante que após trinta anos, com tanta evolução tecnológica e com o CGI correndo solto, Duro de Matar ainda continua nos convencendo, como se tivesse sido produzido hoje, pois, simplesmente, conta com uma parte técnica impecável, muito caprichada. Em nenhum momento, os efeitos utilizados no filme, boa parte prático, estão datados, e o resultado ainda hoje impressiona. Não foi a toa que, até hoje, o filme é o único da franquia a receber indicações ao Oscar, quatro no total, todos na parte técnica (Edição, Efeitos Visuais, Som e Edição de Som). O diretor de fotografia é Jan de Bont, que seis anos depois, iria dirigir seu próprio clássico fodástico do gênero da ação, Velocidade Máxima. O cenário era o prédio em construção do escritório da Fox, o que só deixou o diretor John McTiernan com cartas brancas para fazer o que quiser, inclusive, as explosões. Curiosamente, um das cenas de tiroteio, acabou deixando Willis com a audição comprometida permanentemente, devido ao descuido da produção em não fornecer um protetor ao ouvido astro. A cereja do bolo é a excepcional e marcante trilha que embala toda ação frenética do filme.

1. Início suado, mas grandioso.

Duro de Matar não apenas catapultou a carreira de Bruce Willis, mas, também nos apresentou ao talentoso Alan Rickman, ator britânico até então conhecido apenas na TV do seu país e no teatro. O saudoso ator foi descoberto pelo diretor McTiernan quando atuava numa peça na Broadway, que ao ver o show de atuação dele, tratou logo de convidá-lo para viver o inesquecível e icônico vilão Hans Gruber, papel que a princípio recusou. Mas, voltou atrás, e assim como Willis, Rickman agarrou com unhas e dentes a grande chance que mudou para sempre sua carreira, suando bastante. De cara, no primeiro dia de filmagens, quando rodava a cena em que Gruber e McClane se encontram pela primeira vez, Rickman machucou o joelho e teve que andar de muletas por semanas. Como se fosse pouco, para ter autenticidade na sequência em que o vilão se ferra e cai do prédio, o diretor solta Rickman de uma pequena altura, antes do final da contagem combinada, o que acabou rendendo a inesquecível cara de susto do vilão. 

Rickman simplesmente brilha da primeira a última aparição no filme, com um vilão frio, calculista, educadíssimo, elegante e cínico, com uma atuação excepcional, marcante, que faz de Hans Gruber, até hoje, o maior vilão de toda a franquia. Uma brilhante atuação dessa foi o ponta-pé inicial de sua brilhante carreira nos cinemas, que durou vinte e oito anos, onde o vilão só é superado por Severus Snape da franquia Harry Potter, entre os personagens mais memoráveis do saudoso ator.

MENÇÃO HONROSA:

Não poderia encerrar a postagem sem falar da voz brasileira de John McClane, o saudoso Newton da Matta, que imortalizou o personagem na versão brasileira. Mesmo com a voz não parecida com de Bruce Willis, o competente profissional dublou o ator desde o seriado A Gata e o Rato e todos filmes do ator - entre eles, os três primeiros Duro de Matar - até Sin City - A Cidade do Pecado, seu último trabalho, um ano antes do seu falecimento, em 2006. Numa dessas tristes ironias da vida, foi a partir de Duro de Matar 4.0, justamente filme que marca  a mudança de John McClane para um estilo mais brucutu porra-louca, Willis passa a ser dublado pelo também competente Eduardo Borgerth, que aliás, tem uma voz parecidíssima com a do ator. Mas, com todo respeito a este profissional, Bruce Willis imortalizou John McClane e Newton da Matta a sua voz brasileira, dura de esquecer e ser superada.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

DUPLA ABESTELHADA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Uma Quase Dupla.
Produção brasileira de 2018.

Direção: Marcus Baldini.

Elenco: Tatá Werneck, Cauã Reymond, Daniel Furlan, Alejandro  Claveaux, Louise Cardoso, Ary França, Augusto Madeira, Luciana Paes, George Sauma, Gabriel Godoy, Pedroca Monteiro, Caito Mainer, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 5 do complexo Kinoplex Maceió em 19 de julho de 2018.

Cotação

Nota: 6,5.

Sinopse: A pequena Joinlândia, no Rio de Janeiro, ver sua pacata rotina mudar quando um série de assassinatos passa acontecer. Para investigar e encontrar o responsável, é enviada da capital a impulsiva investigadora Keyla (Werneck),que unirá força com o determinado mas inexperiente Claudio (Reymond), sub-delegado local. Obviamente, ocorre o choque de diferenças entre seus estilos e eles têm seus desentendimentos, que precisam ser deixados de lado antes que o misterioso bandido faça sua próxima vítima.

Comentários:Tão logo fiquei sabendo da produção deste filme, me animei bastante para assisti-lo, pois só pela premissa e pela dupla talentosa, prometia ser um dos grandes bons lançamentos nacionais do ano. Mas, o balde de água fria na minha empolgação veio na semana passada quando assistir o péssimo trailer, que de cara, é o pior do ano, que traz uma Tatá Werneck ridiculamente sem graça e insuportavelmente chata pra caralho, que acaba frustrando qualquer interesse para assistir. Apesar disso, resolvi encarar logo na estreia, como geralmente faço com os filmes nacionais, e pelo menos fiquei aliviado de não ter gasto tempo e dinheiro com a merda que trailer me fez acreditar. O grande problema do filme é justamente seu roteiro regular, que por um lado acerta ao não se levar à sério e sacanear com todos os clichês de filmes policiais, por outro, não traz novidade nenhuma, é o mesmo besteirol tupiniquim de sempre, com o agravante de ser praticamente sem graça (pecado imperdoável numa comédia), o que acabou prejudicando Werneck, já que todas as piadas sem graças são concentradas nela, que claramente força à barra em vão para provocar risos. Mas, sua química perfeita com Cauã Reymond, que tem uma boa atuação e é responsável pelas pouquíssimas piadas que provocam um tímido sorrisinho, acabam salvando o filme de ser uma merda total, tornando-o assistível. Mais um potencial do nosso cinema desperdiçado.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.