domingo, 26 de fevereiro de 2017

RECORDAR É REVER: OS HERÓIS TRAPALHÕES - UMA AVENTURA NA SELVA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura na Selva.
Produção brasileira de 1988.

Direção: José Alvarenga Jr.

Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum, Zacarias, Grupo Dominó, Luma de Oliveira, Angélica, Geraldo Del'Rey, Castro Gonzaga, Paulo Figueredo, Percy Aires, Carlos Koppa, Thelma Reston, Maria Helena Dias, entre outros.

Blogueiro assistiu no extinto Cine Pajuçara, na TV aberta (Globo) e no notebook.

Cotação

Nota: 1,5.

Sinopse: Filha adolescente de um importante ministro militar (Angélica) é sequestrada, a mando de um bandidão (Rey) que toca o terror no coração da Floresta Amazônica, cobrando uma dinheirama para soltá-la. Ao invés de mandar os melhores homens do exército brasileiro para resgatar a mocinha indefesa, o sub-comandante Madeira (Figueredo) tem a "brilhante ideia" de enviar quatro atrapalhados desocupados (Aragão, Santana, Mussum e Zacarias) para a missão, que contarão com a ajuda da guia Maia (Oliveira). Quem também se mete de salvar a mocinha é o namorado da moça e os irmãos dele (Dominó), sobrinhos do Didi.

Comentários: Antes de tudo, não confunda essa filminho da fase final e decadente de qualidade - e não de bilheterias, obviamente dos filmes dos Trapalhões, com o Os Trapalhões e a Árvore da Juventude, último do grupo, já sem Zacarias, produzido posteriormente. Ambos se passam na Amazônia e são dirigidos por José Alvarenga Jr., por isso mesmo, que há uma confusão entre os dois filmes (peguei um ar com um amigo teimoso pra caralho que jurava que "o filme que trazia a ex-mulher do Eike Batista como mocinha era o que Didi, Dedé e Mussum viravam jovens"). Trazendo como destaque nos créditos o então grupo modinha da época Dominó (que tinha feito o debute nas telonas no filme anterior do inesquecível quarteto, iniciando a fase mencionada no comecinho deste cometário) e a estreia nas telonas da então apresentadora infantil "projeto de Xuxa", Angélica, Os Heróis Trapalhões - Uma Aventura é um filminho do grupo com um costumeiro roteiro rasinho, repleto de furos e incoerências patéticas. E o mais agravante: é totalmente sem graça. Infelizmente, um dos piores filmes do grupo. Não é a toa que o filme é esquecido e confundido com o outro que é consideravelmente bem mais lembrado que este. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

BLOCKBUSTER HOLLYWOODIANO MADE IN CHINA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

A Grande Muralha (The Great Wall).
Produção estadunidense de 2016.

Direção: Yimou Zhang.

Elenco: Matt Damon, Jing Tian, Pedro Pascal, Willem Dafoe, Andy Lau, Zhang Hanyu, Eddie Peng, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 3 do complexo Kinoplex Maceió em 26 de janeiro de 2017.

Cotação

Nota: 7,0.  
Sinopse: A trama se passa na China do século XV. William Garin (Damon) e Pero Trovar (Pascal) são mercenários gringos que foram até o outro lado do mundo a fim de encontrarem o pó negro (obviamente, pólvora) capaz de literalmente bombar nas batalhas e mandar um monte de inimigos para a terra do pé-junto. Só que a dupla é atacada por uma misteriosa criatura, indo parar aos pés da gigantesca muralha chinesa, sendo aprisionados pelo exército local. A dupla acaba sabendo que a fortaleza tem um motivo para ter sido construída daquela maneira: evitar que monstros esfomeados façam um banquete dos humanos. 

Comentários: Os engravatados hollywoodianos de bobinhos não têm absolutamente nada. De olho nas doletas que podem encher os bolsos com o mercado chinês, os caras trataram logo de pegar uma lenda por lá e transformar num típico épico blockbuster, escalando um diretor responsa local (o cara simplesmente dirigiu o cultuadíssimo O Clã das Adagas Voadoras) e mesclando um elenco com astros locais e hollywoodianos. A Grande Muralha é um filme com um roteiro satisfatório, com alguns clichês, feito sob medida para ser uma diversão descompromissada e descerebrada, e nesse ponto, é bastante eficiente. Um típico filme para ser visto em plena tarde de domingo relaxando e se divertindo com os amigos, como fez este blogueiro, na agradabilíssima companhia dos irmãos Wendell e Shirley, meus amigos-irmãos desde de adolescência.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 



YOUTUBERS TUPINIQUINS NAS TELONAS E TROPEÇO DE AFFLECK EM SESSÃO DUPLA DE CINEMA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Internet - O Filme.
Produção brasileira de 2016.

Direção: Filippo Cappuzi Lapietra.

Elenco: Rafinha Bastos, Gusta Stockler, Julio Cocielo, Felipe Castanhari, Thaynara OG, Cell Bit, Christian Figueredo, Pathy dos Reis, Mr Poladoful, Gabi Lopes, Teddy, Igão Undergroud, Cauê Moura, Maurício Meirelles, Paulinho Serra, Micheli Machado, Palmirinha, Mc Catra, Pc Siqueira, Raul Gil, Polly Marinho, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Kinoplex Maceió em 25 de fevereiro de 2017.

Cotação

Nota: 7,0.

Sinopse: Uma convenção num hotel de luxo reúne os maiores youtubers da atualidade e seus fãs. Entre essas novas celebridades, está o arrogante metido à bosta Uesley (Stockler), que se acha o pica das galáxias, que após postar um vídeo flagrando os youtubers Mateus (Castanhari) e Natália (Reis) se beijando, ver os dois começando a chamar mais atenção do que ele; o polêmico Cesinha Passos (Bastos), que conhece um fã (Serra) pra lá de estranho e ver nele a chance de deixar de ser um cuzão; dois amigos (Cocielo e Underground) que desafiam outro amigo (Teddy) a dá uns pegas na youtuber Bárbara; um casal (Meirelles e Machado), que dependem do seu cachorrinho para continuar sendo youtubers. No meio dessa muvuca toda, há também duas amigas, Malu (OG) e Fabi (Lopes), que estão no hotel sem uma delas, que odeia web celebridades, saber que estaria num local onde vai rolar uma convenção de youtubers, e um campeão de Street Fighter (Cellbit), arrogante e metidão, que nunca revelou seu rosto que na verdade é um tímido e fodido adolescente, é ameaçado por um grupo terrorista virtual que pode revelar sua identidade.

Comentários: E temos mais uma nova modinha no nosso cinema nacional. Celebridades instantâneas da grande rede, era inevitável que os youtubers fossem parar nas telonas. Depois de Kéfera e Christian Figueredo (este também presente aqui), agora foi a vez de reunir uma penca deles (ironicamente, deixaram de fora - ou eles não toparam, não sei ao certo - Whindersson Nunes e Tirulipa, simplesmente os melhores comediantes youtubers) mesclando com alguns poucos atores de verdade. Um desafio e tanto reunir tanto deles, que, obviamente, acabou só apenas poucos com destaque na trama. Tem como um dos roteirista o inteligente Rafinha Bastos (provavelmente o responsável por essa bargaça, já que, além de roteirizar e atuar, também é um dos produtores), o grande problema do filme não é a bosta que eu esperava que seria (ironicamente, a única bosta é a participação sem graça de Cauê Moura que passa o filme todo tentando emplacar em vão o bordão "bosta!"), Com um roteiro simples, temos uma comédia besteirol padrão que reúne um grande elenco, em diversas situações, só tendo a única diferença que a maioria são as web celebridades no lugar dos comediantes, com boa parte das piadas funcionando. Feito muito mais para agradar aos milhões de seguidores de cada um dos pop star do YouTube, o resultado final é uma comédia besteirol engraçadinha eficiente em provocar gargalhadas até mesmo em que torce o nariz para os caras.  Ah, e sem pressa de sair do cinema, pois, no decorrer dos créditos finais  rolam alguns erros de gravação.




A Lei da Noite (Live By Night).
Produção estadunidense de 2016.

Direção: Ben Affleck.

Elenco: Ben Affleck, Zoe Saldana, Elle Fanning, Chris Messina, Sienna Miller, Brendan Gleeson, Scott Eastwood, Chris Cooper, Anthony Michael Hall, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Kinoplex Maceió em 25 de fevereiro de 2017.

Cotação

Nota: 6,0.  
Sinopse: Baseado no livro de Dennis Lehane. A trama se passa na Boston dos anos 1920 nos tempos da lei seca e gira em torno de Joe Coughlin (Affleck), que após viver os horrores da Primeira Guerra Mundial volta para casa e passa a se dedicar a vida de crimes, com dois comparsas, chamando atenção das máfias italiana e irlandesa, que estão guerreando entre si e querem empregar o cara que, ironicamente, é de família policial, e o pai (Gleson) é vice-comissário de polícia. Para complicar ainda mais sua vida, Joe acaba tem um caso com Emma (Miller), simplesmente do chefão da máfia irlandesa (Robert Glenister), e quando o mesmo descobre, o romance é tragicamente interrompido. Com isso, Joe vai parar no xilindró e após cumprir pena, aceita entrar para a máfia italiana e vai cuidar dos negócios da organização na Flórida.

Comentários: Quando foi anunciado que Ben Affleck foi anunciado que dirigia o novo filme do Batman, os fãs se empolgaram, afinal, o cara pode não ser lá grande ator, mas, como diretor de filmes policiais sérios, já demonstrou que tem talento. Pena que alegria de pobre dura pouco e Affleck pulou fora da batuta do filme do morcegão. Em seu quarto trabalho como diretor, Affleck acaba tropeçando. Não que o filme seja ruim. Contando com um roteiro escrito pelo próprio Affleck, que mescla filmes de gangster com dramalhão, o problema é que o filme é arrastado, com pouca ação, sendo eficiente e empolgante apenas nesses momentos. E a canastrice do astro, que pelo luxo da produção com riqueza de detalhes deve ter se preocupado em apenas dirigir e roteirizar, esquecendo de atuar, também não ajuda. Rumores dizem o desempenho fraco de bilheterias do filme tenha sido o motivo para Warner ficar com um pé atrás em deixar que Affleck conduzisse o filme do morcegão. Enfim, um filminho legalzinho, que com toda certeza poderia ter sido melhor, e não está à altura do inegável talento de Affleck na batuta.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.