quinta-feira, 29 de novembro de 2012

REUNIÃO DOS CANASTRÕES.

Filme que marca o encontro dos astros da porrada decepciona.
Aproveitando meu único dia de folga na semana fui visitar um dos sites que disponibilizam filmes online e me interessei em assistir Operações Especiais, por trazer o encontro dos astros de filmes de ação B canastrões, o decadente Steven Seagal e seu xará, sem o "n" no final, Steve Austin. Um encontro que por si só prometia, mas, que infelizmente, ficou apenas na promessa já que trata-se de mais um filmezinho ruim de décima quinta categoria rotineiro da atual fase de Seagal, com roteiro péssimo, sequências de ação medíocres, onde a dupla lidera uma pequena equipe que está desativando um presídio militar, transferindo os presos para outra gaiola. Só que eles não contavam com a invasão de um tosco grupo armado até os dentes, liderados por Black (Michael Paré, outro canastrão decadente, pelo menos em forma), que deseja capturar uma prisioneira que tem dentro dela um chip com informações especiais.

Já pelo enredo descrito acima percebe-se que Operações Especiais é mais um péssimo filminho de ação B, com um Seagal ridículo, molenga e nada convicente nas cenas de ação, graças a sua absurda e patética forma física a la André Marques, que mal consegue mexer os braços. E a decepção é ainda maior pelo fato do rei momo Seagal e do grandalhão Austin terem poucas e fraquíssimas cenas juntos. E é justamente o carequinha brucutu mesmo desperdiçadíssimo, junto com alguns coadjuvantes que realmente lutam (inclusive uma gostosona), que salvam essa merda de filme de ser um desastre total. Vale apenas por essas pouquíssimas sequências de ação regulares e pela mórbida curiosidade de ver o tosco duelo entre os canastrões e decadentes Seagal e Paré. Nota 3,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 
Austin e Seagal.
Encontro dos "Steve" decepciona bastante.

 
Seagal em ação.
Nem dando uns tirinhos o rei momo convence.

 
Mesmo desperdiçadísismo, o grandalhão Austin
salva o filme de ser um fiasco total.

 
Só faltou a tanquinha para ser sumô.
Seagal encara um cara tão gordo quanto ele.

 
Propaganda enganosa.
O trailer promete ser um filmaço.



terça-feira, 27 de novembro de 2012

INICIANDO A SEMANA COM BOM HUMOR.

Duas ótimas comédias relaxam e preparam este blogueiro para uma semana longa de trabalho.
 
Nada como chegar em casa, numa segunda-feira, após um dia corrido de trabalho, de uma semana que só está começando e  relaxar em frente a TV assistindo um bom filme. E quando se trata de uma sessão dupla de comédia realmente engraçada não tem comparação, afinal, rir ainda continua sendo o melhor remédio para extravasar o nosso cansaço, evitando que a rotina nos estresse. De ontem para hoje tive esse logo privilégio. Logo ao chegar em casa, zapeando pelos canais televisivos, tive a gratíssima surpresa de rever o polêmico Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Ufa! Título longo da porra! Aff! Ninguém merece!), exibido no canal fechado FX, que traz o impagável Sacha Baron Cohen, como o figuraça personagem título, um jornalista do Cazaquistão que resolve deixar o seu país e o vilarejo que mora, numa louca jornada pelos Estados Unidos, para encontrar com sua amada a atriz peituda Pamela Anderson. Durante sua viagem pelo país, junto com seu parceiro e produtor Azamat Bagatov (o também hilário Ken Davitian), o cara documenta toda sua surreal odisséia, com direito a fazer de otário pessoas reais que acreditam que trata-se mesmo de um repórter estrangeiro. Com um humor grosseiro e politicamente incorreto que faz o nosso Rafinha Bastos corar de vergonha, o filme tem um excelente roteiro que só serve de desculpar para os comediantes usarem e abusarem de seus inegáveis talento, e para expor todo o preconceito e a hipocrisia existentes na cultura americana nos dias de hoje. Os mais puritanos podem até detestar o filme, mas, o fato é que Borat, ao meu ver, não somente é até agora o melhor filme de Cohen, como também uma das melhores e mais engraçadas comédias produzidas neste novo milênio. Nota 10,0.
 
 
 
Já na madrugada de hoje, após terminar de atualizar minhas cardenetas escolares, fui surpreendido pela exibição da ótima comédia brasileira Trair e Coçar, É Só Começar, adaptação de uma peça teatral homônimo de enorme sucesso de público até hoje, exibida na Sessão Brasil da Rede Globo, que traz a ótima Adriana Esteves engraçadíssima como nunca, na pele da atrapalhada  e figuraça empregada doméstica Olímpia, que por ser muito intrometida cria e se envolve numa série de confusões envolvendo seus patrões e outros moradores de um condomínio de luxo. Com um roteiro que não nega suas origens teatrais e as ótimas atuações de um elenco afiadíssimo, com destaque para Esteves, que nada lembra sua última personagem na telinha, a vilã Carminha da novela das oito Avenida Brasil, e um Ailton Graça hilário, mostando todo seu inegável talento cômico, o filme é uma agradável e divertidíssima comédia, com um humor leve, sem apelar. Uma pena que um filme tão bom do nosso cinema, seja exibido altas horas da madrugada, mostrando um triste descaso da emissora carioca toda poderosa com o nosso cinema, ironicamente, uma das maiores produtoras do nosso cinema. Descaso à parte, o fato é que vale a pena ir dormir mais tarde, mesmo numa segunda-feira, para conferir uma comédia engraçada como essa. Nota 8,5.
 
 
 
 
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

domingo, 25 de novembro de 2012

MAIS CEREBRAL E REALISTA.

Thirlley político-militar marca o reencontro dos principais responsáveis por dois filmaços da quadrilogia Bourne.
 
Acabei de rever na telinha do canal fechado TNT um dos primeiros filmes que assistir em uma das salas do Complexo Centerplex Maceió (precisamente em 19 de maio de 2010, na sala 2), bons tempos que a rede de cinemas aqui em Maceió não tinha se rendido a agradar o povão, exibindo filmes apenas dublados. Trata-se de Zona Verde, filme que repete a parceria do ator Matt Damon com o diretor de Paul Greengrass. Quem esperava um ritmo eletrizante de dois filmes que a dupla realizou do espião fodão sem memória Jason Bourne, pode até se decepcionar um pouco, já que neste caso, estamos falando de um filme bem mais cerebral e pé no chão do que a fodástica e surreal trilogia, pois trata-se de um thirlley de ação dramático, com um enredo bem intrigante e inteligente, que traz Damon como o sub-tenente Roy Miller, que em 2003 lidera um equipe de soldados americanos em busca das tais armas de destruição em massa, que justificou a invasão norte-americana ao país e a queda do ditador Saddam Hussein. Invocado porque não encontra porra nenhuma, o sub-tenente começa a questionar a inteligência do exército norte-americano que só coloca sua equipe em missão furada, e por conta própria começa investigar, em busca da verdade, descobrindo toda podridão por debaixo do tapete.
 
Zona Verde pode não ter o mesmo ritmo frenético da trilogia Bourne, mas não falta boas sequências de ação,muito bem orquestradas por Greengrass e um roteiro muito bem escrito que prende  a atenção,  que dosa perfeitamente a ação, suspense, e, principalmente, toca na ferida, mostrando a inutilidade e os interesses por trás da invasão norte-americana ao país. As ótimas atuações de um elenco afiado só tornam Zona Verde um ótimo thirlley político-militar, bem acima da média, tão bom quanto o oscarizado e super-bajulado Guerra ao Terror. Um filmaço que faz  jus aos trabalhos anteriores da dupla Damon e Greengrass, mesmo um pouco mais sério e pé no chão.  Nota 8,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

SALVO POR UMA BATALHA.

Sequência eletrizante salva último filme da Saga Crepúsculo da morgação total do filme anterior.
 
Para os fãs uma triste despedida. Para os cinéfilos que não curtem a franquia teen modinha A Saga Crepúsculo, um alívio, com o merecido descanso para os ouvidos dos gritos histéricos das aborrescentes, o fim da esculhambação com a mitologia dos vampiros e mais salas disponíveis para outros lançamentos chegarem às telonas. Com A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2, chega ao fim (ao menos por enquanto, já que rumores da série continuar nas telonas e/ou na telinha não param de pipocar na internet todos os dias. E algumas frases soltas no ar pelos personagens só reforçam que a franquia não irá encerrar tão cedo), uma franquia de um exagerado e inexplicável sucesso, que encheu o bolso dos envolvidos. Acabei de conferir o desfecho da saga de Bella, Edward, Jacob e companhia, na sala 6 do Complexo Kinoplex, mais uma vez contando com a agradabílissima companhia da minha amiga Daniela, que me ajudou a encarar os três últimos filmes da série, que nunca asssitir sem uma boa companhia feminina de lado.
 
O filme começa onde o último terminou, com Bella (Kristen Stewart, fazendo jus ao nome da personagem) acordando como vampira, tendo que aprender a lidar com sua nova realidade, principalmente, seus poderes vampirescos, enquanto o seu amigo Jacob (Taylor Lautner, ainda mais avulso e desperdiçado que no filme anterior), nutre uma paixão estranha por sua filha com Edward (Robert Pattinson), a garotinha Renesmee (Mackenzie Foy). Tudo caminhava no mais  perfeito clima de final feliz, até que a vampira dedo-duro Irina (Maggie Grace) procura o clã dos temíveis Volturi, liderados por Aro (Michael Sheen), que ao saber da existência da pirralha, resolver eliminá-la, junto com todo clã dos Cullen. Sabendo da ameaça, os Cullen se preparam para a batalha, viajando o mundo convocando vampiros, inclusive brasileiros que não são o Bento Caneiro do saudoso mestre Chico Anysio, mas, duas índias toscas, para a inevitável batalha, contando com o apoio da martilha dos fodásticos lobisomens.
 
Com um enredo fraquinho, interpretações no piloto automático, o filme só comprova que foi uma péssima ideia imitar a franquia "rival" Harry Potter (outra que, particularmente, também não agrada este blogueiro) dividindo o último livro da saga em duas produções. Repete-se a mesma morgação do filme anterior, com muito blá,blá,blá tedioso, acrescentando-se um certo humor discreto que consegue nos fazer não cochilar, pisando feio na bola  na inexistência do clima de romance entre os pombinhos da tela e da vida real, ponto alto da franquia. Mas, em compensação, e para tenta justificar o tal final épico anunciado, somos brindados com uma excelente sequência de batalha, empolgante e envolvente, que sem dúvida, é a única sequência realmente marcante da franquia. É justamente esta única sequência que não somente salva o filme de ser tão ruim quanto o anterior, mas, eleva o nível, colocando-o como o terceiro melhor da franquia (para mim, o primeiro e o terceiro Eclipse, são os melhores e os únicos que são realmente bons). Nota 7,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Vampiras brasileiras.
Mais esteriótipos preconceituosos do nosso país na franquia teen.
 


CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: TEEN WOLF - O GAROTO DO FUTURO.

Antes mesmo de Taylor Lautner vim ao mundo, Michael J. Fox interpretou um lobo adolescente.
 
A garotada fã da Saga  Crepúsculo deve não saber, mas, Taylor Lautner não é  o primeiro, muito menos será o último a dar vida a um lobisomem adolescente. Em 1985, o ator Michael J. Fox viveu um adolescente que a lua cheia se transformava num lobisomem, na tosca  produção Teen Wolf - O Garoto do Futuro, que chegou por aqui em VHS pela América Vídeo, pegando carona no estouro de Fox  no primeiro De Volta para o Futuro. Por esse motivo que o filme recebeu o desnecessário sub-título O Garoto do Futuro, para tentar forçar uma relação que não existe com o clássico dirigido por Robert Zemeckis e produzido pelo mestre Steven Spielberg. A única relação é apenas o fato de ter o ator como protagonista e terem sidos produzidos no mesmo ano, sendo que Teen Wolf foi produzido antes e lançado posterior a De  Volta para o Futuro.
 
Típica produção voltada ao público teen da época, com todos os clichês, mas, com vísiveis limitações de qualidade e orçamentária, que faz as produções da saudosa Cannon serem mega-produções, em Teen Wolf, Fox é Scott, um adolescente zero à esquerda, que joga no fracassado time de basquete da escola (primeiro absurdo da trama, o baixinho Fox como jogadar de basquete, descaradamente substituído por um dublê bem mais alto), que do nada, descobre que é um lobisomem. Ao invés de ser caçado, Scott torna-se um carinha popular, esnoba os amigos  e o amor verdadeiro, dar uns pegas na gostosona da escola, e depois de levar tromba, cai na real (tema clichê dos filmes teens da época).
 
Filminho medíocre, com um roteiro fraquíssimo, que não traz novidade nenhuma aos filmes da época, e ainda coloca o talentoso Fox pagando um micaço debaixo de uma maquiagem ridícula, utilizada recentemente aqui no Brasil no comercial dos tubos e conexões Tigre. Curiosamente, apesar da trama fraquíssima e o alto nível tosco, o filme fez sucesso, ganhando uma continuação em 1987, protagonizada por Jason Bateman, em seu filme de estreia nas telonas, interpretando um primo de Scott, uma série animada que foi exibida por aqui no  Xou da Xuxa, e mais recentemente uma série televisiva. Teen Wolf é uma prova viva que nem tudo que faz um estrondoso sucesso é de fato bom. Nota 5,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Filminho teen tosco chegou para aqui em
VHS, pela saudosa América Vídeo.
 
 
Esta pérola oitentista recentemente
chegou em DVD.
 
 
Trailer deste filme tosco.
 


terça-feira, 13 de novembro de 2012

POLICIAIS MARCADOS PARA MORRER.

Diretor que foi um dos roteiristas de Dia de Treinamento mostra o dia-a-dia de uma dupla de tiras, em policial acima da média.
 
David Ayer  a cada filme vem demonstrando ser um ótimo diretor no gênero policial, trazendo um pouco mais de realismo ao gênero, dosando perfeitamente o drama e a ação, sem perder o pique nesta última, tirando do seu elenco ótimas atuações. Roteirista de Dia de Treinamento, fodástico filme do gênero que rendeu o Oscar para Denzel Washington, o cara já tinha estreado bem na batuta como o excelente Os Reis das Ruas (cf.: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2012/01/elenco-estrelar-em-filmaco-policial.html), e agora nos presenteia com outro ótimo filme no gênero, Marcados para Morrer, filme que eu conferir na tarde de ontem na sala 6 do Complexo Kinoplex Maceió, que narra a rotina diária dos policiais Taylor (Jake Gyllenhaal) e Zavala (Michael Peña), que atuam numa das áreas mais barra pesada de Los Angeles, que no cumprimento do seu dever tornam-se marcados para morrer, após pisar nos calos de um perigosssísmo cartel de drogas mexicano que atua na região.
 
Com um enredo muito bem escrito e conduzido por Ayer, Marcados para Morrer é um excelente filme policial, bem acima da média, que prende a atenção e envolve, graças principalmente ao carisma de Gyllenhaal e Peña, que brilham e têm uma química perfeita entre eles. Os únicos pontos negativos são o deslocado e nada a ver formato "câmera na mão", a la Atividade Paranormal e similares, e o final fraquinho e sem impacto. Mas, nem mesmo esses pontos negativos tiram o brilho de um ótimo filme policial, bem acima da média, que prende atenção e envolve. Mais um tiro certeiro de David Ayer. Nota 8,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 
 
 

MILIONÁRIOS ENCRENCADOS.

Dois lançamentos atuais refletem nas telonas, mesmo que timidamente, a crise econômica dos Estado Unidos.
 
Dois ricaços ferrados tentando sair da merda, cada um interpretado por um galã de épocas diferentes, ambos lançamentos  recentes nos cinemas. Cosmopólis, estrelado pelo galã atual Robert Pattinson, e A Negociação, estrelado pelo galã dos anos 80 Richard Gere, têm esses e outros pontos comuns, mas, também suas diferenças. São filmes que, mesmo que indireta e timidamente, refletem um pouco o clima pesado vivido pelos Estados Unidos em virtude da crise econômica
 
 
Em Cosmopólis, Pattinson interpreta (surpreendemente, não é força de expressão, o cara realmente deixa canastrice habitual e finalmente atua de verdade) Eric Packer, um jovem milionário do mundo financeiro, ameaçado por Deus e o mundo provavelmente por ter feito uma grande merda, que mal sai de sua limusine e só quer atravessar a cidade de Nova Iorque para cortar o seu cabelo, no mesmo dia que o presidente dos Estados Unidos está visitando a  cidade. Enquanto faz a entediante e melancólica travessia, o cara reflete sobre a sua crise financeira e existencial, ficando de olhos abertos pois sabe que sua vida está por um fio. Chatíssimo, paradão, muitíssimo entediante, mais uma vez o diretor David Cronenberg, com um filminho ruim, mas bastante paparicado pela crítica. Nem parece o mesmo cara que eu admirei por filmaços bizarros como o clássico oitentista A Mosca. O único mérito é construir criar um pouquinho de expectativa, e, principalmente, por tirar uma boa atuação de Pattinson, algo que, particularmente, achava que nenhum diretor conseguiria. Fora isso, o filme é uma verdadeira perda de tempo, conseguindo superar o também chatíssimo e entediante Um Método Perigoso, penúltimo trabalho do diretor. Nota 1,0 apenas por tirar leite de pedra do galãzinho atual.
 
 
 
Programado para chegar aos  cinemas brasileiros apenas em 14 de dezembro, mas, já disponível online, A Negociação traz Gere como Robert Miller, um magnata dos negócios ferrado, após um péssimo investimento. A merda só aumenta quando o cara resolve dar um rombo em sua empresa, para se manter firme a fim de passar a empresa adiante. Preste a fechar o cavalo de tróia que tornou-se a tal empresa, o cara  sofre um acidente automobilístico, matando sua amante, e fazendo que o policial detetive Michael Bryer (Tim Roth) pegue no seu pé, sequinho para ferrá-lo. Como se não bastasse tudo isso, sua filha e sócia na empresa Brooke (Brit Marling) descobre o rombo que o Mané aprontou. Infinitamente superior ao filme de Cronenberg, o filme até que prende a atenção e envolve, apesar de também ser arrastado e um pouco morgado, contando com uma razoável atuação de Gere, que em alguns momentos foge um pouco da sua canastrice habitual. Não é lá grande coisa, mas ao menos é um filminho interessante. Dar para encarar após tomar um enegético. Nota 4,5.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TRÊS ASTROS DA PORRADA FAZENDO MERDA.

Van Damme, Lundgren e Adkins mancham suas filmografias em mais uma desnecessária continuação de Soldado Universal.
 
É incrível como tem gente que não somente não aprende com seus erros, mas, faz questão de repeti-los e ainda piorá-los. É o caso dos atuais produtores detentores dos direitos da franquia Soldado Universal e dos astros dos filmes de ação Jean Claude Van Damme, e Dolph Lundgren. No início do ano, foi anunciado que Soldado Universal: Dia do Acerto de Contas seria o retorno da franquia às telonas em grande estilo, em 3-D. Mas, ficou apenas na promessa, pois o filme, assim como o seu antecessor, merecidamente, foi lançado diretamente em home vídeo. Também como o filme anterior da franquia, o filme é uma produção classe Z que traz o baixinho belga e o grandalhão sueco como meros e desnecessários coadjuvantes, que só estão nesta merda de filme, como uma tentativa frustrada e frustrante de passar a falsa imagem de ser uma continuidade do fodástico e inesquecível filmaço de 1992, que colocou Roland Emerich no rol dos grandes diretores hollywoodianos. Muda-se o protagonista, trocando o tal de Andrei Pitbull do filme anterior (que dar as caras no novo filme, irreconhecível, com outro personagem) pelo bola da vez e astro de ação em ascensão Scott Adkins que, como seus colegas veteranos, só mancha sua filmografia atuando numa merda como essa.
 
O filme inicia com o personagem de Adkins tendo sua casa invadida por soldados universais, liderados por Luc Deveraux (Van Damme, num visual tosco e ridículo a la Kojak, e com uma péssima atuação no piloto automático, uma das piores da sua carreira), que além de dar uma surra no mocinho que lhe deixa em coma por nove meses, ainda mata friamente na sua frente, sua esposa e filhinha. Após sair do coma, o cara está na maior deprê, quando recebe uma ligação de um amigo. Ao chegar na casa do cara, o encontra mortinho da Silva de tanto apanhar. Inicia-se então uma investigação, onde o cara descobrirá que os soldados universais, liderados por Deveraux e Scott (Lundgren, como no filme anterior, sem contracenar com Van Damme), o cara que virou picadinho no original, estão se organizando para dominar o mundo, e também a verdade sobre si mesmo. 
 
Com um roteiro péssimo, sem nexo, sequências de ação ridículas, lutas que não fazem jus ao trio de astros da porrada, Soldado Universal 4 é um filme muito ruim, que envergonh ao original. Nem mesmo o esforço de Adkins, com uma atuação razoável, consegue salvar o filme de ser uma merda total. Após assstir a um filme tão ruim e frustrante, fica-se a dúvida que se ainda terão a cara de pau de continuar uma franquia que, com toda sinceridade, nem deveria existir. E o pior que sim, já que o final deixa claramente a perceber que mais lixo como esse será produzido. Gostaria de saber o que se passa na cabeça de ícones do gênero de ação com Van Damme e Lundgren, e de um astro que busca se firmar no gênero como Adkins, em topar fazer uma merda como essa. Nem mesmo sendo muito fã deles, consegue encarar um filminho tão medíocre, chatíssimo e entediante. Nota 0,5, apenas por consideração aos caras.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Scott Adkins se esforça, mas não salva o filme de ser uma merda total.
 
 
Van Damme e seu visual e atuação rídiculos.
O que se passa na cabeça de um cara que nega participar
de A Hora do Rush 3 e aceita fazer uma merda como essa?
 
E como um cara com QI altíssimo com Lundgren,
aceita por duas vezes voltar a um personagem que,
literalmente, virou picadinho no filme original?
 
Propaganda Enganosa 1:
Um dos cartazes originais do filme, destacando os três astros.
 
 
Propaganda enganosa 2:
Outro cartaz original do filme, destacando os astros do original. 
Não se engane! Van Damme e Lundgren são meros e desnecesários coadjuvantes.
 
 
Propaganda enganosa 3:
Trailer interessante desta merda de filme.
 


domingo, 11 de novembro de 2012

EXTERMINANDO NO DOMINGO MAIOR.

Apesar de seguir a regra do terceiro filme de uma franquia ser os mais fraco, última  missão do ciborgue T-800 é bem cumprida.
 
Hoje tem Arnold Scharwezenegger na pele de carne e ossos metálicos do exterminador T-800 em O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas, que será exibido na sessão Domingo Maior da Rede Globo. Primeiro filme da franquia sem James Cameron na batuta e último, até agora, estrelado por Arnoldão (rumores de um quinto filme, com o brucutu austríaco de volta a franquia, não param de pipocar.), traz o T-800 viajando mais uma vez no tempo, para proteger John Connor (Nick Stahl, substituindo o interprete do filme anterior, Edward Furlong, que estava cortado a voltar viver o personagem, mas, na época seus com problemas com drogas, frustraram a ideia dos produtores) e sua futura esposa Kate Brewster (Claire Danes), desta vez das implacável e fodástica exterminadora T-X (A gostosona Kristanna Loken), justamente às vésperas das máquinas tomarem o controle e ferrarem com a humanidade.
 
O filme segue a tão batida regra que o terceiro filme ser o mais fraco de uma franquia. A falta do toque genial de James Cameron, como certeza, é a maior responsável por isso, apesar que o quarto e até agora último filme da franquia, é superiormente melhor, mesmo também não contando com o genial diretor. Mas, O Exterminador do Futuro 3, não é um filme ruim, pois tem um roteiro que respeita a mitologia implantada por Cameron, ritmo ágil, com ação, suspense e dosagem de humor na medida certa. Merece um desconto o fato dos outros filmes da franquia, principalmente os dois primeiros, cada uma a sua maneira e época, serem marco verdadeiros clássicos modernos.
 
Portanto, não tinha como este filme, mesmo contando com Arnoldão e ser da mesma franquia, ser comparado. Portanto, a sua maneira, O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas mantém o alto nível da franquia, e até presenteia o cinema com algumas sequências inesquecíveis, como o a do tiroteio num cemitério. Em síntese, cumpre direitinho a missão, conseguindo ser um ótimo filme, divertido e empolgante. Nota 8,0.
 
Aproveitando, convido a conferir também os nossos comentários sobre os outros filmes da franquia, os antecessores O Exterminador do Futuro(http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2011/07/um-classico-moderno-hoje-no-sbt.html) e O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2012/08/recordar-e-rever-o-exterminador-do.html) e o predecessor O Exterminador do Futuro: A Salvação (http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2011/11/maratona-de-filmes-no-feriado.html).
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
Arnoldão encarando a gostosona Loken.
T-X deu trabalho ao grandalhão.
 
 
Claire Danes em ação.
Julieta de Di Caprio mostra que também é boa de briga.

 
Capa do DVD do filme.
 
 


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FILME QUE NÃO CONDIZ COM A LENDA.

Anunciado como o grande retorno do mestre Norris, Resgate de Risco é um filminho morgadíssimo que contradiz toda lenda em torno do astro fodão.
Um Chuck Norris apático, lentíssimo, molenga, que não condiz em nada como o herói fodão e indestrutível dos filmes antigos, que fizeram um dos maiores fenômenos da cultura pop virtual. Pegando carona neste fenômeno atual, em 2005, o astro é escalado para estrelar Resgate de Risco, filme que demorou exatos dez anos para ser produzido, devido as inúmeras modificações no roteiro e a escolha de um astro principal, sobrando para o eterno Braddock fazer essa merda de filme, onde interpreta (força de expressão, obviamente) John Shepherd, um ex-policial, que atua como detetive particular, traumatizado por não conseguir salvar uma moça sequestrada. Obviamente, o cara não tem tempo para ficar remoendo, pois no funeral das meninas, uns caras inventam de sequestrar Elizabeth (Joanna Pacula), uma lapidora, sobrinha de um veterano no ofício, também com seus traumas, que foi sequestrado pelo bandidão escroto (Daniel Bernhardt).
Apesar de ter um pouco menos que uma hora e meia, Resgate de Risco é um filminho entediante, chatinho, arrastado demais, graças ao péssimo roteiro e um ritmo devagar quase parando. Nem mesmo o confronto entre Norris (melhor dizendo, um dublê do astro, visivelmente bem mais novo) com Bernhardt, astro de ação classe C que estrelou as três desnecessárias e nada a ver continuações de O Grande Dragão Branco. , que está péssimo, com um vilão chatíssimo, que no decorrer do filme usa toscos e caricatos sotaques.
Anunciado como o grande retorno do mestre fodão Norris, na verdade é um grande constrangimento para ele, já que trata-se de um filminho morgadíssimo, que contradiz toda lenda em torno dele e não faz jus a sua fama de durão indestrutível. Descartável e só vale conferi se for grande fã de Norris e quer prestigiar o seu trabalho. Do contrário, não perca tempo assistindo essa merda. Nota 3,5.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


NORRIS X SUB-JASON.

Pobre psicopata indestrutível! Chuck Norris estava em seu caminho. 


Pegando carona no sucesso das franquias Halloween e Sexta-Feira 13, em 1982 o durão Chuck Norris encarou um psicopata a la Michael Myers e Jason Voorhees, em Fúria Silenciosa. E coitado do vilão, que mesmo sendo quase indestrutível quanto os seus colegas muito mais famosos, se ferrou direitinho ao encarar o fodástico astro que hoje em dia protagoniza as hilárias "Verdades sobre Chuck Norris. Logo de cara, nos primeiros minutos de filme o tal de Jack Kirby (Brian Libby, que anteriormente havia participado de Octagon: Escola para Assassinos, outro filme estrelado por Norris), do nada surta e mata de uma família tão chatíssima que até qualquer de nós faria o mesmo, numa sequência que provoca risadas de tão tosca que é (a morte do homem da casa após tentar impedir o vilão com uma cadeirada é o ponto alto desta hilária sequência tosca). Só que o cara não contava em encarar logo de cara o xerife Dan Stevens (Norris) que lhe dar uma merecida surra e o prende. Como se não tivesse sido suficiente burro, o tosco psicopata arrebenta a algema e tenta fugir, sendo fuzilado pelos colegas do xerife fodão. Mesmo crivado de balas, o cara sobrevive e vai parar num laboratório, onde o tosco e burro Dr. Phlip Spires (Steven Keats), injeta uma droga experimental no cara, que não somente faz suas feridas cicatrizarem mais rápido que as do Wolverine, como também o tornam ainda mais fortão, deixando o psicótico pronto para sair matando adoidado e para s ferrar ao encarar num confronto final o fodão Norris.

O filme ficou apenas na tentativa de ser um terror e suspense, já que conta também com ótima dosagem de humor e, obviamente, ação, com Norris ainda em forma, detonando não somente o psicopata, mas a bandidagem que inventa de cruzar o seu caminho, como uma tosca gangue de motoqueiros, que leva uma surra e tanto do personagem de Norris armado apenas com seus potentes chutes e punhos. E por não ficar apenas no clima de terror e suspense, é que o filme consegue ser mais divertido do que realmente é. Norris, além de está em ótima forma física, está no ápice de sua canastrice, e o elenco, que conta também com o saudoso Ron Silver (1946-2009), não fica atrás, atuando praticamente no piloto automático.

Fúria Silenciosa é uma daquelas produções toscas que mesmo sendo ruins já na sua concepção, com suas restrições orçamentárias e de roteiro,  conseguem ser acima da média e divertir bastante. Não chega a ser um dos melhores e mais memoráveis filmes de Norris, mas, que mesmo assim, e com todas as deficiências, merece ser conferido, principalmente, por aqueles menos exigentes de um bom roteiro, e só querem mesmo é ver o lendário brucutu em ação, fazendo o que sabe de melhor, ou seja, distribuir porrada. Dar para encarar numa boa e prepare-se para dar gargalhadas involuntárias. Nota 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
Poster original de Fúria Silenciosa.

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CHUCK MAIS NORRIS DO QUE NUNCA.

Filme do final dos anos 70, traz Chuck Norris no auge da forma física num personagem muito parecido com ele. 

Se os personagens do lendário Chuck Norris em McQuade: O Lobo Solitário, na trilogia Braddock, em Invasão U.S.A e tantos outros de sua filmografia, servem apenas para confirmar a fama atual de um ser indestrutível propagada pela hilárias verdades sobre Chuck Norris, um em especial se aproxima mais do que realmente ele é, guardando, obviamente às devidas proporções, já que se trata de um filme de ação B a la Norris, portanto, com um roteiro surreal e tosco, que deixa muito a desejar no quesito coerência. O personagem em questão é Matt Logan, campeão de karatê, assim como Norris na época, em Força Destruidora, produção de ação classe "C" de 1979, um clássico dos bons e saudosos tempos da sessão Domingo Maior da Rede Globo, que atualmente anda sumidíssimo das telinhas, mas, pode ser encontrado em DVD (capa idêntica ao cartaz ao lado), inclusive a um preço bem popular mesmo.
Na trama, policiais da narcóticos vão sendo eliminados um a um, por um psicopata que os detona com as próprias mãos, com golpes certeiros e fatais de Karatê. Mais perdidos que cego em tiroteio, a polícia pede arrego ao campeão de karatê Chuck Norris, ops..., digo Matt Logan, que está se preparando para uma importante luta contra Jerry Sparks (o também lutador da época Bill "Superfoot" Wallace).  O cara não somente dar aulas toscas de karatê aos tiras, como também ajuda na investigação. Só seria um simples trabalho de colaboração do lutador fodão, se o misterioso (?) psicopata não inventasse de mandar para a terra do pé junto um jovem discípulo que Logan adotou como filho. Puto da vida, Logan chuta o pau da barraca e posteriormente, a cara do bandidão.

Pela descrição da trama, percebe-se que Força Destruidora é mais um filminho classe Z, com um roteiro ridículo e sem nexo, com uma premissa absurda (Convenhamos que policiais recorrendo a campeão de artes marciais, às vespéras de uma importante luta, para aprender karatê e solucionar o crime não é a ideia mais inteligente do mundo). Só que o filme tem seus méritos compensativos, a começar por trazer Norris em perfeita forma, em coreografias que valorizam o seu talento marcial, como também do antogonista Wallace. Não é o melhor filme de Norris, mas, o traz nas melhores sequências de luta de sua filmografia, neste quesito, ficando atrás apenas do clássico confronto com o saudoso Bruce Lee, em O Vôo do Dragão

Força Destruidora é clássico filminho de ação de artes marciais classe C que mesmo com toda precariedade típica de produções assim, merece ser conferido principalmente para conferi o bom e velho Chuck Norris no auge da sua forma física e realmente encarando a ação, dando um show em ótimas sequências de lutas, muito bem coreografadas, feitas sob medida para ele detonar e brilhar. Nota 6.0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.