terça-feira, 18 de outubro de 2016

TOP 10: OS MELHORES FILMES DE JEAN-CLAUDE VAN DAMME.

Hoje é aniversário de Jean-Claude Van Damme que, na minha humilde opinião, é um dos maiores astros de ação de todos os tempos, com inegáveis serviços prestados ao gênero de ação. É bem verdade que ele atuou em um monte de tranqueiras, mas, essas são fichinhas em comparação a filmaços, muitos clássicos, outros recentes, que o baixinho belga atuou. Daria para fazer pelo menos uma lista com Top 20, mas, mantendo a tradição, vamos listar aqui os dez melhores filmes do baixinho belga, outra lista que, fez este blogueiro queimar alguns neurônios. Com uma filmografia tão fodástica, obviamente, você pode discordar da inclusão de alguns títulos e exclusão de outra, o que sugiro que faça a sua nos comentários. Enfim, mais rápido que um nocaute de Frank Dux no Kumite, vamos ao nosso Top 10 com os melhores filmes do baixinho belga.



Já começo a nossa lista polemizando, afinal, este filme sub-007 com uma história surreal , acabou deixando para atrás alguns clássicos e filmaços estrelados pelo baixinho belga. Feito na época de ouro como astro hollywoodiano, o filme tem um ritmo frenético, com ação do começo ao fim, e com um atrativo a mais: um embate histórico entre Van Damme e o ex-astro oitentista e o então futuro oscarizado Mickey Rouke, ainda em boa forma da carreira de boxeador. O fato deste embate ser no coliseu, com um esfomeado tigre solto é a cereja do bolo. Motivos suficientes para ignoramos a presença exótica e desnecessária do grandalhão Dennis Rodman e garantir A Colônia, com presença em nossa lista. 



Cheio de moral em Hollywood, Van Damme teve todo direito de importar o mestre de filmes de ação made in Hong Kong, Ringo Lam. O resultado é esse filmaço eletrizante do começo ao fim, com o baixinho detonando nas sequências de ação. O filme marcou a estreia da bem sucedida parceria que rendeu posteriormente o ótimo, mas, menosprezado Replicante e o elogiado pela maioria dos fãs (exceto este blogueiro), Hell.



Assim como o brucutu austríaco Arnold Schwarzenegger, Van Damme é o astro que mais se deu bem no gênero da ficção. Em sua fase de ouro hollywoodiana, o baixinho belga presenteou o gênero da ficção com esse interessantíssimo filme, com um roteiro bem elaborado, sequências de ação fodásticas, que, até hoje, é o seu filme de maior bilheteria. 



Presença obrigatória em qualquer lista dos melhores filmes do Van Damme, inclusive do próprio que, antes da sua fase de ouro em Hollywood, declarava que era o seu filme favorito. Temos aqui um filme que é um bom exemplo da frase do nosso saudoso Glauber Rocha, "Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça!". Com a Cannon já em processo de falência, o diretor Albert Pyun pega cenários e figurinos de pré-produções que não saíram e até resto de outras produções, e nos presenteou com um dos melhores filmes de futuro pós-apocalíptico da sétima arte, com Van Damme com uma das suas primeiras excelentes atuações dramáticas e na melhor forma física. Cereja do bolo: um vilão realmente assustador, vivido pelo brucutu Vincent Klyn, em seu único papel de destaque. 



Aposto que você deve está discordando da presença deste filme aqui, principalmente, vindo numa posição a frente do clássico Cyborg. Mas, vamos lá! Quando Bruce Willis estourou com o primeiro Duro de Matar, pipocaram filmes com a temática "homem só enfiado em um lugar fechado combatendo um grupo de terroristas". E a versão Van Damme de John McClane, como um bombeiro traumatizado conformado em ser um bombeiro civil, que sai na porrada sozinho para proteger seus filhos, o vice-presidente dos Estados Unidos e todo público de um ginásio lotadíssimo durante um final de hóquei no gelo, não faz feio e vai mais além, sendo um filme tão eletrizante e tão fodástico quanto o clássico oitentista estrelado por Willis. Você pode até discordar da posição que o filme ocupa em nossa lista, mas, dificilmente vai discordar que o filme não mereça está aqui.



Não bastava para o baixinho belga ser comparado com o ícone Bruce Lee e emplacar um puta clássico do sub-gênero das artes marciais. Tinha também que emplacar dois clássico. No caso, este Kickboxer, filme que deu o ponta-pé inicial para a modinha que rendeu milhares de filminhos trazendo o kickboxer como modalidade marcial ou apenas no título. Com um roteiro simples, que mantém a estrutura de 99% de filmes de artes marciais, o filme vai além, com sequências de lutas eletrizantes e um dos vilões mais memoráveis do sub-gênero. Um filme que já nasceu clássico, que ganhou quatro desnecessárias continuações, todas sem Van Damme, e está ganhando um remake que de tão pretensioso está sendo rodado uma continuação antes mesmo de estrear. Mesmo com o baixinho belga no elenco, agora fazendo o mestre-treinador, dificilmente repetirá o mesmo feito do original.

4. O Alvo.


A porra começa a ficar séria na nossa lista a partir de agora, Sinceramente, sempre na minha memória e preferência há uma dança de posições entre este filmaço e os outros três que fecham a nossa lista. São quatro filmes que, simplesmente, não apenas são os melhores do baixinho belga, mas, do gênero de ação, portanto, praticamente um empate entre eles. Resolvi manter a posição do final da postagem original onde comentei a carreira do astro, e nosso quatro colocado, mas, com todo mérito também para ser primeiríssimo da nossa lista, o fodástico O Alvo. Em sua terceira grande super-produção da fase de astro hollywoodiano de primeira grandeza, o baixinho belga importou do cinema de ação honconguês ninguém menos que o mestre John Woo, que com toda maestrial nos presenteou com um filmaço fodástico insuperável, o suficiente para lhe abrir às portas, e dirigir outros fodásticos filmes como A Última Ameaça, A Outra Face e Missão: Impossível 2. Sequências de ação eletrizantes surreais, Van Damme com excelentes atuações dramáticas e marciais, marcam este filmaço que, curiosamente, este ano, ganhou uma desnecessária e tardia continuação estrelada pelo astro de filmes de ação classe C, Scott Adkins, parceirão de Van Damme em várias produções.



Em sua primeira super-produção hollywoodiana, o baixinho belga marca presença em dose dupla, como os gêmeos de personalidades totalmente diferentes Chad e Alex, que foram separados ainda bebês, e se reencontram já adultos para acertar às contas com os assassinos de seus pais. Para seu debute nos grandes orçamentos, o astro convocou o velho parceirão Sheldon Lettich, um dos roteiristas de O Grande Dragão Branco e que o dirigiu no também clássico Leão Branco: O Lutador Sem Lei (aposto que você deve está me xingando em pensamento pela ausência deste filme em nossa lista) e também contou com o amigo, o mítico Bolo Yeung do clássico Operação Dragão, e que já havia contracenado com o baixinho como o vilão Chong Li em O Grande Dragão Branco. Além das sequências de lutas bem coreografadas, Van Damme manda bem também na atuação dramática, convencendo como os dois irmãos, e de quebra, ainda protagonizou a sua primeira cena de sexo, mandando ver na estupidamente linda ilustre desconhecida Alonna Shaw. 



Quando disse que há um empate entre os quatro primeiros colocados não estava brincando.Você pode até duvidar da posição que os filmes ocupam (normal, pois, até eu tenho essa dúvida), mas, com certeza, você concorda que os quatro merecem está na nossa lista. O que falar de O Grande Dragão Branco, filme responsável pelo estouro do baixinho belga, que seria mais um lutador europeu de artes marciais que tentava o estrelato nas telonas? Com um enredo simples demais, sem nenhuma novidade, apenas estruturado na velha fórmula "os lutadores mais fodões saindo na porrada num torneio", o filme acabou sendo um marco divisório não somente da carreira do baixinho belga, mas também do sub-gênero das artes marciais, que ganhou um dos seus melhores clássicos. Fica com a prata, mas, praticamente, também com o ouro, como seus outros três colegas mais bem colocados.



Nossa primeiríssimo lugar não poderia gerar também discordância no quesito posição. Mas, a segunda super-produção hollywoodiana estrelada pelo baixinho belga, dificilmente não figura entre os melhores filmes do astro. Com um atuação dramática excepcional, o baixinho belga divide o estrelato com Dolph Lundgren que surpreende na melhor atuação dramática de sua carreira, na pele do vilão psicótico, Andrew Scott. Ambos sob a batuta do mestre Roland Emmerich, que nos presenteia com sequências de ação fodástica, que simplesmente foram suficientes para catapultar sua carreira em Hollywood com diretor de blockbusters (Independence Day, preciso mesmo falar outros filmes?). Infelizmente, tanto Van Damme como Lundgren voltaram recentemente a franquia em dois horríveis filmes, mas, isso não vem ao caso. O que importa é que o primeiro Soldado Universal é um filmaço fodástico, um clássico do gênero de ação, que na minha humilde opinião, é o melhor filme estrelado pelo baixinho belga e pelo brucutu sueco.

BÔNUS: MENÇÃO HONROSA.



Desde que criei uma menção honrosa nunca queimei tanto neurônios como aqui. Admito que muitos filmes estrelados pelo baixinho belga ficaram de fora, inclusive alguns clássicos, o que renderia uma outra lista (quem sabe eu não faça?). Então, para ser justo minha menção honrosa vai para o filme que foi retirado da lista nos acréscimos do segundo tempo, simplesmente, pelo critério de não ser um filme solo dele. Na reunião dos maiores astros de ação de todos os tempos, o baixinho belga rouba a cena como o vilão mais memorável da trilogia, superando até mesmo Mel Gibson.  Presença obrigatória em qualquer lista de todos os astros do elenco, inclusive do nosso aniversariante do dia.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

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