segunda-feira, 17 de outubro de 2011

OS MELHORES FILMES DE VAN DAMME.

Filmes.
Os melhores filmes de Van Damme.

Muita gente da nova geração não sabe, mas antes de Jean Claude Van Damme estrelar toscos filmes de ação classe z, lançados diretamente em home vídeo (DVD e Blu-Ray) e de cometer várias merdas na vida pessoal que só ajudaram na queda livre da sua carreira, entre elas, se envolver com drogas e pagar um micaço em nosso  país, ao ficar de piu-piu em alerta ao vivo no Domingo Legal (algo que animou bastante o apresentador da época, Gugu Liberato, a ponto de quase sair do armário), o baixinho belga teve um estouro fulminante em Hollywood, que o colocou no rol dos grandes astros de ação da época como Stallone e Schwarzenegger, deixando para trás,o seu contemporâneo Steven Seagal, que mesmo estrelando e iniciando logo de cara em produções de um grande estúdio (Warner), era listado no segundo escalão dos astros de filmes de ação  e veteranos Chuck Norris e o saudoso Charles Bronson, também listados neste segundo escalão.
 
Aqui no Brasil, com o seu primeiro e talvez o maior sucesso por aqui, O Grande Dragão Branco, o baixinho belga foi  apresentado para nós, pelos distribuidores nacionais de seus primeiros filmes, como o herdeiro de Bruce Lee, o novo dragão,  o que fez na época todos os demais filmes de artes marciais "B", receberem por aqui  no título as palavras Dragão ou Kickboxer, remetendo a dois dos seus grandes primeiros sucessos.

Amanhã, o baixinho completa idade nova, e como fã, resolvi rever a carreira dele, destacando em negrito os melhores  filmes estrelados por ele. Evidente que, como opinião pessoal, alguns poderão discordar das minhas preferências e suas respectivas ordem, mas, todos concordamos que Van Damme, apesar da atual fase decadente (que tem tudo para acabar se o baixinho não for tão marrento e souber acolher as oportunidades oferecidas), é um dos grandes ícones do  cinema de ação, fazendo parte do rol de grandes ícones do gênero, chegando a figurar entre os primeiros. Numa velocidade mais veloz que uma vitória por nocaute de Frank Duxx no Kumitê, vamos aos comentários.

INÍCIO DE CARREIRA.

Van Damme já era um jovem campeão de karate pela Europa, quando resolveu ser ator. Como a maioria dos grandes astros, começou por baixo, fazendo figuração em filmes europeus (Rue Barbare e Monaco Forever, de "tão bons" ainda são inéditos por aqui) e norte-americanos como Braddock: O Super Comando (assistir várias vezes este filmaço "B", estrelado por Norris e ainda não vi Van Damme), pagou um micaço rebolando de colante feito um viadinho na cena inicial do primeiro Breakdance e sendo um assaltante travecão na tosca comédia romântica Ensina-me a Viver, com Michael Caine e Sally Field. Inclusive, mesmo nesta fase inicial onde "estrelava" na figuração, Van Damme deu seu primeiro ataque de estrelismo ao pular fora do clássico oitentista O Predador, com Arnold Schwarzenegger, quando ficou sabendo que iria "interpretar" o monstro título. Curiosamente, anos depois de ter estourado, Van Damme voltava a ser figurante em um filme estrelado por Schwarzenegger, só que desta vez interpretando a si próprio em O Último Grande Herói.

Mas, voltando ao seu início de carreira, depois de literalmente rebolar muito, as coisas começaram a melhorar para o baixinho em 1985, quando ainda entrando mudo e saindo calado, mas sem rebolar, ganhou destaque e roubou cena como o guarda-costas Ivan, no divertido Retroceder Nunca... Rende-se Jamais!, lançado por aqui apenas em 1990, coladinho com O Grande Dragão Branco. O filme é uma versão classe "C" cagada e cuspida do clássico oitentista Karate Kid, onde o jovem Jason (Kurt McKinney) chega numa cidade nova, Seattle, e sofre "bulling" de uns carinhas (incluindo um gordo tosco e antipático) que lutam karatê. Só que ao invés de receber o socorro de um Sr. Miyagi da vida, quem vem auxiliá-lo é ninguém menos que o espírito do mestre Bruce Lee. O jovem tem a chance de mostrar todo os seus conhecimentos marciais obtidos de forma tão inusitada e rápida com o seu ídolo, quando a mesma gangue de mafiosos russos que colocou sua família para correr e deseja comandar todas as academias dos Estados Unidos, invade um torneio de karate local e seu campeão Ivan, distribui porrada para todo mundo.

O filme é tosco, visívelmente com orçamento limitado, mas, é muito divertido, graças a boa música principal que dar um ritmo de videoclipe ao filme  e as sequências de ação, principalmente, as poucas onde Van Damme marca presença. Ele está muito patético e canastrão fazendo cara de mal, mas, na hora da ação detorna, com direito a abrir escala pela primeira vez, algo obrigatório de fazer em todos os seus primeiros filmes. Curiosamente, o filme também é o primeiro da filmografia do baixinho a ter uma continuação sem ele, ainda mais tosca, sem nenhuma relação com o original e totalmente inferior. Em síntese, apesar de todas as limitações, o filme é divertido e por isso mesmo está listado entre os melhores filmes do astro.

O ESTOURO DA VAN DAMMEMANIA.

Após chamar atenção no tosco mas divertido Retroceder Nunca... Rende-se Jamais!, finalmente resolveram dar uma chance ao baixinho como protagonista, escalando para viver, em 1987, o lutador Frank Duxx, em O Grande Dragão Branco, um clássico oitentista e da saudosa Sessão da Tarde, que milagrosamente, hora ou outra, pinta na telinha. Os comentários deste filme você pode conferir em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/08/vale-pena-ver-de-novo-o-grande-dragao.html

O Grande Dragão Branco só chegou no Brasil em 1989, trazendo logo atrás os outros filmes estrelados pelo baixinho, provocando uma verdadeira Van Dammemania, já que os filmes eram lançados num curto intervalo de tempo. Os primeiros, curiosamente foram dois filmes que o baixinho fez  antes de fazer o filmaço que marcou a sua estreia como protagonista e foi responsável pela sua carreira decolar de vez. Nos dois, ele era coadjuvante e, coincidência ou não, interpretava vilões russos: o divertido Retroceder Nunca, Rende-se Jamais já comentado acima e o péssimo Contato Mortal, de 1988, uma imitação  de décima quinta categoria de James Bond, estrelada pelo sumido Sho Kosugi.

Depois de vender gato por lebre, finalmente chegou por aqui os filmes produzidos pós-estouro. O primeiro é a ótima ficção científica Cyborg, O Dragão do Futuro, também de 1988, onde Van Damme interpreta um guerreiro solitário e caladão,  numa época apocaliptica, que recebe a missão de escoltar uma cyborg, que tem a cura para o grande mal que detornou com a humanidade. Mas, no caminho deles, aparece uma violenta gangue apocalíptica, liderada pelo cruel Fender Tremolo (Vicent Klyn, canastrão, mas tão bem caracterizado, que o tornou um dos vilões mais memoráveis da filmografia de Van Damme), responsável pela morte da família do caladão.

Como a maioria dos filmes da Cannon é clara a limitação orçamentária. Mas, a mesma é superada por um enredo interessante, ótimas cenas de ação e um Van Damme, não somente em ótima forma, mas também com uma ótima interpretação, mostrando que não sabe apenas dar chutes e abrir escala, mas tem talento como ator. O filme teve mais duas continuações deslocadas, todas sem o astro e totalmente inferiores a este filmão original. Curiosamente, Van Damme declarou por várias vezes que Cyborg era o seu filme favorito. Em síntese, um filmaço que infelizmente anda sumido da programação das emissoras nacionais.

Depois de ir ao futuro sombrio, Van Damme volta ao presente para mais um filme de artes marciais, estrelando, em 1989, o interessante Kickboxer: O Desafio do Dragão, onde interpreta Kurt Sloan, um lutador inexperiente que permaneçe na  Tailândia, após uma desastrosa luta, onde o terrível lutador local Tong Po (Michel Quissi), colocou o seu único irmão (o lutador Dennis Alexio) numa cadeira de rodas. Disposto a detornar o feioso e temível adversário, Kurt procura alguém para ensiná-lo, até que conhece o Mestre Xian (Dennis Chan), que vai treiná-lo e torná-lo apto para descer o pau no vilão, à moda antiga tailandesa, com cacos de vidro ao invés de luvas, num combate letal.

O filme pega carona em O Grande Dragão Branco com enredo parecidíssimo, mas tem seu brilho próprio, graças ao talento de Van Damme e as boas interpretações de Dennis Chan, como o mestre tampinha, e Michel Quissi, muito bem maquiado, que nos presenteia com o vilão memorável Tong Po. Os dois voltaram aos personagens em duas das quatro continuações que o filme teve sem o astro. Curiosamente, as três primeiras continuações tinham como personagem central, David Sloan, interpretado por Sacha Mitchell, que era um irmão de Kurt e Eric. Mas, em uma cena do original, o personagem de Van Damme menciona que só tem Eric como irmão.

Assim como O Grande Dragão Branco, Kickboxer não somente é um dos melhores filmes da carreira de Van Damme, como também das artes marciais. Outro filmaço "B" que, lamentavelmente, anda pegando poeira nos porões das emissoras televisivas brasileira. Uma pena, já que o filme é um clássico do gênero para ser visto e revisto.

Com o processo de  falência da saudosa produtora de filmes "B" Cannon, Van Damme estrelou seus dois últimos filmes antes de ser escalado pelos grandes estúdios hollywoodianos, . O primeiro foi o regular Garantia de Morte, de 1990, último filme feito pela produtora que lhe abriu  as portas. Van Damme, como a maioria dos astros de filmes de ação, estrela um filme passado numa  prisão, interpretando um policial que se infiltra num presídio, para investigar uma série de assassinato. Tudo ia transcorrendo como o planejado, até que o terrível e quase imortal psicopata conhecido como João Pestana, preso por ele, é transferido para o tal presídio, desmascarando o seu disfarce. Filminho  "B" com roteiro fraco, mas, que mesmo assim, ainda diverte graças ao carisma de Van Damme, em boas sequências de ação.

Bem melhor é o filme seguinte, Leão Branco: O Lutador Sem Lei, também de 1990, um drama de ação interessante onde o astro interpreta Lyon Gaultier, um soldado que  deserta da Legião Estrangeira para ir a Los Angeles, para ajudar sua cunhada e sobrinha, após um tosco traficante, literalmente, passar fogo no seu irmão. Sem grana, o astro entra no submundo das brigas de ruas, sustentando com o seu punho, seus chutes e suas voadoras seus únicos familiares. Último filme "B" antes da fase das super-produções, e que conta também com o canastrão Brian Thompson (que após fazer o vilão em Stallone Cobra, fez uma pequena e inexpressiva carreira com filmes de ação classe z), que merece destaque pelas ótimas cenas de luta e pelas cenas dramáticas, onde Van Damme supreende com uma brilhante atuação.

Curiosamente, na cena inicial da fuga, Van Damme saia na porrada com Billy Blanks, astro de filmes de ação classe "C" da época, que interpretou o vilão em O Rei dos Kickboxer, um dos poucos filminhos de ação "C" que pegaram carona na Van Dammemania que fizeram sucesso por aqui. Outra curiosidade é a presença no elenco, totalmente irreconhecíveis, do Tong Po Michel Quissi, que interpreta de cara limpa e cavanhaque Mustafá, um dos perseguidores de Lyon enviado pela Legião Estrangeira e o lutador Paco, com cabelos longos e sem cavanhaque,  saindo na  porrada com o personagem de Van Damme na memorável luta numa piscina vazia.

AS PRIMEIRAS SUPER-PRODUÇÕES.

O enorme sucesso que o astro belga conseguiu em produções bem modestas despertaram o interesse dos produtores dos grandes estúdios. Em 1991, Van Damme estrela sua primeira super-produção, Duplo Impacto, onde ele interpreta os gêmeos Chad e Alex, separados ainda bebês, que se reencontram anos depois em Hong Kong, para se vingarem dos assassinos dos seus pais. O astro dar um show de interpretação, numa das melhores atuações da sua carreira, interpretando dois personagens totalmente opostos. O filme marca também o reencontro do astro com o veterano Bolo Yeung, que fez o memorável vilão de O Grande Dragão Branco, e participou do clássico das artes marciais Operação Dragão, com Bruce Lee. Duplo Impacto está entre os primeiros melhores filmes de Van Damme e disparado tem a sua melhor atuação.

Um ano depois, foi a vez de Van Damme estrelar o filmaço Soldado Universal, que para mim é o melhor filme do astro. O filme, dirigido por Roland Emmerich, que depois estouraria como diretor de blockbusters, traz também Dolph Lundgren, supreendentemente diferente da habitual canastrice, na disparada  melhor atuação de sua carreira, presenteando os fãs dos filmes de ação com um vilão tão memorável quanto o mítico Ivan Drago de Rocky IV. Isso, graças a uma trama muito bem escrita e envolvente, que resultou num clássico do cinemão de ação.

Na trama, Van Damme e Lundgren são soldados mortos em combate no Vietnã, que acabam sendo cobaias de uma experiência que não somente reviveram eles e outros soldados, mas os transformaram em verdadeiras máquinas mortíferas, formando o grupo de elite Soldado Universal. Tudo ia bem até que no meio de um missão de resgate de reféns, Luc Deveraux (Van Damme) começa a lembrar de sua memória passada e deserta do grupo, iniciando uma caçada impiedosa. Neste meio tempo, o sádico Andrew Scott (Lundgren), também começa a ter o efeito colateral de lembrar do seu passado com vida e resolve detornar a equipe que os comanda e tomar a frente na perseguição contra Deveraux e a lindíssima repórter Verônica Roberts (Ally Walker) que o ajuda a recuperar a sua memória.

Um filmaço ímpar que para mim é o melhor da carreira de Van Damme e Lundgren, onde os dois fazem um dos duelos mais memoráveis e eletrizantes da história do cinemão de  ação, que não fica atrás do clássico embate entre Bruce Lee e Chuck Norris em O Vôo do Dragão. A química perfeita com Lundgren, também está perfeita entre ele e a sumida Ally Walker. Este filmaço ganhou quatro decepcionantes continuações sendo as duas últimas (mais uma estrelada por Van Damme em breve estreia em home vídeo), fato raro em sua carreira, já que seus filmes sempre ganharam toscas continuações, sem ele. Confira os comentários da franquia em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/11/ainda-ha-regeneracao-carreira-de-van.html

No mesmo ano, o baixinho estrelou o drama de ação Vencer ou Morrer, um filme bastante inferior ao seu antecessor, mas, que tem seus méritos. Os comentários deste filme, que tem todo climão de um clássico Western,  você confere em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/09/faroeste-carateca.html

Em 1993, Van Damme estrela o filme mais eletrizante de sua carreira, importando o talentossísmo diretor chinês John Woo, para conduzir  O Alvo, filme que habilitou o mesmo a dirigir outras super-produções hollywoodianas como A Outra Face e Missão Impossível 2. Na trama, muito bem conduzida por Woo, Van Damme interpreta Chance Bondreaux, que ao investigar o sumiço de um pai de uma advogada, descobre um safari humano doentio, promovido pelo sádico Emil Fouchon (Lance Henriksen, ótimo.), tornando-se uma caça que fará as vezes do caçador. Com ação do começo ao fim, sequências eletrizantes com a marca de Woo, O Alvo é um filmaço que figura não somente entre os primeiros filmes de Van Damme e do diretor, como também, entre os melhores filmes de ação de todos os tempos. Outro filmaço que, infelizmente, sofre com o descaso vergonhoso das emissoras do nosso país.

Em 1994, o astro volta ao futuro, na interessante ficção Timecop: O Guardião do Tempo, interpretando Max Walker, uma policial do tempo, onde terá que voltar ao passado para impedir o plano maquiavélico de um político (interpretado de forma competente pelo saudoso Ron Silver), responsável pela morte de sua esposa (a lindíssima Mia Sara, a namorada de Ferris Bueller, no clássico oitentista Curtindo a Vida Adoidado),  dê certo. Filmaço, com ação do começo ao fim, onde Van Damme, faz pela última vez (ao menos que eu me lembre), sua famosa abertura de escala. Outro filme estrelado pelo baixinho que ganhou uma continuação sem ele, tendo o esforçado Jason Scott Lee (que interpretou Bruce Lee, na cinebiografia Dragão: A História de Bruce Lee, e desde então, amargou a carreira em filmes menores) como protagonista. Ao menos neste caso, uma única razoável continuação de um filme estrelado pelo baixinho, que consegue a proeza de não ser tão inferior ao original.

No mesmo ano, o astro belga estrelou o decepcionante Street Fighter: A Batalha Final, último filme do saudoso talentoso ator Raul Júla, inspirado no game homônimo, que nem vale a pena ser comentado. Mas, em 1995, o astro fez o ótimo Morte Súbita, onde o astro banca John McLane, num ginásio de hoquéi para impedir que um atentado contra o presidente dos Estados Unidos mande todos os presentes pelos ares, entre eles, seus filhinhos. A cena em que Van Damme sai na porrada com a mascote de um time é memorável. Um filmaço com muita ação e suspense, com enredo empolgante e sequências eletrizantes.Imperdível!

DE VOLTA ÀS ORIGENS MARCIAIS.

Em 1995, no auge da sua carreira, Van Damme volta às origens para estrelar e também estreiar na direção em Desafio Mortal, uma cópia descarada de O Grande Dragão Branco, passada nos anos 20. Nesta razoável aventura que de vez em quando aparece na TV, Van Damme é Christopher Dubbois, artista de rua, que vive de pequenos golpes e protege uma pirralhada de rua. Ele acaba conhecendo o picareta Lorde Dobbs (Roger Moore, ótimo, mas desperdiçado, da mesma forma que Forrest Whitaker em O Grande Dragão Branco), que o leva para um torneio milenar, com a finalidade de usá-lo como distração para roubar o prêmio. O que era apenas um plano de roubo, vira uma questão de honra para Dubbois, que passa a encarar o torneio para valer. Dos três filmes de artes marciais que o astro estrelou, Desafio Mortal é o mais fraquinho, mas, não deixa de ter seus méritos, já que a produção é bem mais caprichada que O Grande Dragão Branco e Kickboxer. Enfim, Van Damme se saiu muito bem na direção, nos presenteando com um filme divertido.

SUPER-PRODUÇÕES COM DIREÇÃO MADE IN CHINA.

Depois de ter sentido o gostinho na direção de um longa e do estrondoso sucesso com O Alvo, Van Damme resolveu importar outros talentosos diretores chineses. O primeiro foi Ringo Lam, no empolgante thirlley de ação Risco Máximo, de 1996, onde Van Damme interpreta o policial francês Alain Monreau, que descobre que um rapaz perseguido e morto num balneário francês era um irmão gêmeo que desconhecia ter. Então, Monreau resolve investigar quem é aquele sujeito no rabecão que é a sua cara, se passando por ele. Com muita ação e suspense o filme, que também conta com a bela, mas canastrona Natasha Hestridge (a extraterrestre do ótimo A Experiência), tem um ritmo aluncinante e prende atenção do princípio a fim. Merece ser conferido.

Depois foi a vez de importar o também talentoso Tsui Hark para dirigi-lo no loucão A Colônia, de 1997, que contava também com o figuraça jogador de basquete, mas péssimo ator, Dennis Rodman e um Mickey Rourke, em sua fase decadente, muito antes da sua volta por cima após o Oscar por O Lutador. Na trama, Van Damme é Jack Quinn, um agente que caça o perigoso terrorista Stravros (Rourke, competente), sem êxito. Do nada, ele é capturado e vai parar numa misteriosa ilha, cercado de tipos esquisitos e misteriosos. Mas, ao saber que Stravros está planejando se vingar, detornando sua esposa grávida, Quinn foge de forma surreal da ilha, pede ajuda a um tosco traficante de armas (Rodman, descartável) e vai a forra contra seu maior inimigo, com direito a uma sequência eletrizante de luta, que lembra bastante a clássica luta de Bruce Lee e Chuck Norris, em O Vôo do Dragão. Apesar do roteiro fraco e bagunçado, o filme tem muita ação e empolga. Diversão descompromissada e boba.

Hark voltou a dirigir o astro, também no mesmo ano, no seu filme seguinte, o fraquinho Golpe Fulminante,  uma aparenta tentativa do astro fazer um filme a la Jackie Chan. O baixinho interpreta um "importador" trambiqueiro de Hong Kong, que acaba sendo recrutado pela CIA, para evitar que milhares de bombinhas escondidas em produtos made in China, cheguem aos Estados Unidos. Filminho fraco que não consegue nemo mesmo definir o seu gênero, que além de Van Damme, conta também com o impagável Rob Schneider pagando um micaço. Filme bobinho e totalmente descartável, que nada acrescenta a filmografia de nenhum dos envolvidos.

O COMEÇO DA DECADÊNCIA.

Já em Golpe Fulminante, praticamente sua última produção de orçamento alto, Van Damme estava visivelmente abatido e envelhecido, em virtude da fase negra que estava passando fora das telonas, no consumo de drogas. A partir do enfandonho e chatísssimo Legionário começou uma sucessão de péssimos filmes classe "C", lançados diretamente em vídeo por aqui, numa triste fase de sua carreira que está durando até hoje. Nem mesmo a tosca continuação do seu maior sucesso, Soldado Universal: O Retorno, último filme do ator e também da franquia a estreiar nas telonas, empolgou. Impressiona o número de jovens fãs do astro, graças as reprises de O Grande Dragão Branco, que nunca assistiram um filme dele no escurinho do cinema.

No meio deste caos de péssimos filmes, na opinião da maioria dos fãs salva-se apenas Hell, segundo filme de prisão estrelado pelo astro, mas que particularmente não me empolgou e inclusive acho uma merda, apesar de reconhecer que o roteiro é tolerável e sua interpretação está convicente, algo acima da média da maioria dos filmes desta fase decadente da sua carreira. Mesmo assim, o filme não me agrada nem um pouco. Também contrariando os fãs, para mim, dois filmes desta fase, ambos bastante malhados por eles, particularmente me agradam. Não são nenhumas obra-primas do astro, muito menos super-produções como na sua época de ouro  em Hollywood, mas, também não são tão ruins em comparação a outras merdas estreladas por ele ultimamente.

O primeiro é o interessante suspense policial, com pitadas de ficção, Replicante, de 2001, onde Van Damme interpreta um psicopata que para ser capturado, é clonado. O roteiro do filme, que pega  elementos de filmes de sucessos do baixinho, principalmente dos excepcionais Duplo Impacto e Soldado Universal, deixa um pouco a desejar. Mas a interpretação de Van Damme, vivendo mais uma vez dois personagens, está muito acima da média desta fase de sua carreira, o que torna o filme interessante. Afinal, depois de anos no piloto automático, o astro dar uma pausa e finalmente resolveu interpretar. O filme é dirigido por Ringo Lam, importado da China pelo próprio Van Damme, para dirigi-lo no eletrizante Risco Máximo.

O outro filme malhado pelos fãs, mas que agrada este blogueiro é o divertido Agente Biológico, de 2002, onde o astro interpreta Jack Kristoff, um agente secreto da OTAN, que para a família é um empresário. Perto do seu aniversário, resolve tirar féria com sua  família, quando recebe a missão de impedir que uns terroristas eslovacos transportem e detornem armas químicas num trem. A família de Kristoff resolve fazer uma supresa para ele e embarca no trem, dando um motivo a mais para ele descer a porrada nos toscos terroristas, antes que façam a merda de ferrar com todo mundo. Filminho classe "C", que poderia ser estrelado por qualquer astro de ação classe "z", mas que me chamou a atenção e me agradou  graças ao ritmo eletrizante e algumas umas pitadinhas de humor inseridas no roteiro, muito bem aproveitadas por Van Damme.

E O PIOR DOS PIORES?

Com uma filmografia repleta de filmes péssimos  "Até a Morte", foi bastante difícil escolher o pior dos piores. E digo que o páreo foi duro, pois já assistir pelo menos uns quartorze filmes péssimos estrelados por Van Damme, desde do primeiro  "Contato Mortal" com uma merda estrelada por ele. Mas, cheguei a conclusão que, sem dúvida o título de pior dos piores vai para Inferno, de 1999, dirigido pelo inprevisível e decadente John G. Avildsen. Impresionante que o mesmo cara que dirigiu Rocky, Um Lutador e Karate Kid,  dois clássicos do cinema moderno, também comandou as piores continuações deste dois filmaços e afundou de vez sua carreira na merda, realizando esta porcaria com Van Damme. Nem Joel Schumacher é  tão imprevisível  e decepcionante nos filmes que dirige quanto Avildsen.

Inferno, acredite meu caro internauta, é o nome de uma cidadezinha no meio do nada, onde um grupo de desocupados desordeiros manda e desmanda. Um dia eles encontram o forasteiro Eddie Lomax (Van Damme) caído de bêbado no meio do deserto, lhe dão uma merecida surra para deixar de ser pinguço e ainda fica com a sua moto. O carinha se recupera e detorna toda minúscula cidade, apenas para recuperar a merda da moto. Um filme chatíssmo, tedioso, que conta ainda com o saudoso Pat Morita e com o figuraça Danny Trejo, ambos totalmente deslocados em personagens descartáveis. Nem a presença dos dois salvam esta merda do total desastre. Um filme tão ruim que com certeza, está na lista dos piores filmes de todos os tempos. Fuja desta merda, e também de Até a Morte, Legionário e Vingança, que, respectivamente, ocupam as primeiras posições do raking dos piores filmes do astro belga.

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL.

Mesmo na merda, Van Damme manteve seu orgulho em alta, fazendo a burrada de negar convites que poderiam fazê-lo dar a volta por cima, como em viver um vilão no divertido A Hora do Rush 3 e ser um dos Mercenários, no filme homônimo escrito, dirigido e estrelado por Sylvester Stallone e uma penca de astros de ação da atualidade. Mas, parece que depois do chatíssimo, mas elogiado pelos fãs e pela crítica, JCVD (Comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/09/muitos-elogios-por-quase-nada.html), onde interpreta a si próprio em fase decadente, a ficha caiu, já que, desde então, apesar de ter feito o tosco Soldado Universal: Regeneração e sua continuação ainda inédita por aqui, e de protagonizar um sofrível e  risível rellity show sobre si mesmo, o astro tomou decisões sábias e humildes, e emprestou a sua voz para o crocodilo Mestre Croc, em Kung Fu Panda 2 e  não desperdiçou o segundo convite de Sylvester Stallone e topou integrar o elenco de Os Mercenários 2, que começa a ser rodado este mês.

Vamos ver se finalmente este grande astro de filmes de ação dar a tão merecida e aguardada volta por cima. É o que todos nós queremos, já que talento ele já demonstrou, no decorrer de sua filmografia de altos e baixos, tem de sobra. Quem sabe a partir de agosto do ano que vem, com o lançamento de Os Mercenários 2, a carreira do baixinho decole de vez de volta ao topo. Acredito que só dependerá das suas próximas escolhas e se na vida pessoal, ficar longe de confusões.

Enquanto aguardamos a tão esperada volta triunfal de Van Damme às telonas e ao sucesso, confira a minha lista dos cinco melhores filmes estrelados por ele e seus respectivos trailers, infelizmente, sem legendas. Vale salientar que praticamente há um empate técnico entre os filmes relacionados, sendo desempatados por pequeninos detalhes. Se você é fã do baixinho, faça também a sua lista dos melhores filmes estrelados por ele e, se possível, poste aqui, no espaço reservado para os seus comentários. Com certeza, sua lista e opiniões são muito bem-vindas.

TOP 5 VAN DAMME:

1º Lugar: Soldado Universal.


2º Lugar: O Grande Dragão Branco.


3º Lugar: Duplo Impacto.


4º Lugar: O Alvo.


5º Lugar: Kickboxer: O Desafio do Dragão.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

12 comentários:

  1. olá, sou fã do Van Damme, li todo seu poste, valew, mais vc ñ falou do filme novo dele, "Jogos Letais", em que ele contracena com o ótimo Scott Adkins, que estará em "Os Mercenários 2" tambem, se vc puder falar sobre "Jogos Letais"; agradeço des de já, Falou

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  2. Felipe, agradeço a visita e seus comentários. De fato, não falei porque ainda não assistir. Mas, fique atento ao nosso blog que o mais breve possível atenderei o seu pedido. Muito obrigado mesmo pela participação!

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  3. Rick Sou fã do Van Damme e praticante da Arte Shotokan, achei muito bom seu post, mostra bem detalhada a historia cinematografica desse grande ator.

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  4. Glauber Silva, agradeço pela visita e pelas palavras. Fico feliz que você tenha gostado dos meus comentários ao nosso ícone Van Damme, que, com certeza, merece uma segunda chance de reerguer a sua carreira não é de hoje.

    Volte sempre e deixe mais comentários! Será muito bem vindo!!!!!

    Abraços!!!! Fik c Deus!!!!!

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  5. Felipe, finalmente assistir Jogos Letais e comentei aqui no blog. Antes tarde do que nunca, né? rsss...

    Confira em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/01/van-damme-num-filminho-b-acima-da-media.html.

    Obrigado pela sugestão!!!!! Abraços!!!! Fik c Deus!!!!!

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  6. colocar filme completo do van damme por favor.

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    1. Agradeço a sugestão, Kleber! Porém, o nosso blog só comenta filmes e nestes comentários, inserimos apenas os trailers do mesmo. Mas, na listagem de links ao lado, tem de vários sites que postam filmes completos e você pode assistir.

      Agradeço a compreensão! Volte sempre a nos visitar! Será muito bem vindo!

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  7. vc não falou no filme sinav..filme aliás não tive a oportunidade de ver..pq não saiu aqui no Brasil;é bom esse filme?

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  8. Ainda não assistir, pois não encontrei o filme nem mesmo online. Tão logo eu assista, eu posto aqui no blog o ocmentário. Esteja a vontade para nos visitar sempre.

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  9. poster muito bem feito! mas so uma coisa, nunca tinha visto o van dame rebolando assim e pensei q nunca ia ver. que mico!

    amigo bem q poderia fazer um poster do vin diezel, tipo esse.

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  10. Bom post, sou fã do belga, e um filme legal dele que não lembro de ver vc falando é vencer ou morrer. E da parte negra dele, como seus filmes "c" quase "d", gosto do segundo em comando. E o último que vc pode considerar um bom thriller de ação é morte súbita. Porém muito bom o post!

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  11. doido, eu nao concordo contigo, ou melhor, com a sua mençao, em dizer que o filme INFERNO eh ruim. bem, cada um com um gosto diferente. mas eu, particularmente, acho o filme citado, um dos melhores do Van Damme. bem, tai a minha opiniao. valeu!!!

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