segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A MAIS REALISTA E SANGUINOLENTA SÉRIE DA MARVEL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

O Justiceiro (Marvel's The Punisher).
Produção estadunidense de 2017.

Direção: Tom Shankland, Andy Goddard, Kari Skogland, Dearbhla Walsh, Jeremy Webb, Antonio Campos, Marc Jobst, Jim O' Hanlon, Kevin Hooks, Jet Wilkinson e Stephen Surjik.

Elenco: Jon Bernthal, Ebon Moss-Bacharach, Amber Rose Revah, Daniel Webber, Jason R. Moore, Michael Nathanson, Deborah Ann Woll, Jaime Ray Newman, Mary Elizabeth Mastrantonio, C. Thomas Howell, Clancy Brown, entre outros.

Blogueiro assistiu online (Netflix) de 17 à 20 de novembro de 2017.

Cotação

Nota: 8,0.

Sinopse: Baseado em quadrinhos da Marvel. Após fazer justiça com as próprias mãos, mandando para a terra do pé-junto todos a bandidagem responsável direta e indiretamente pela morte de sua família, o ex-fuzileiro Frank Castle (Bernthal) resolve pendurar as armas, assumindo uma nova identidade, trabalhando como pedreiro. Só que ele acaba voltando à ativa, quando é procurado por um misterioso hacker (Moss-Bacharach) e descobre que a morte da sua família na verdade está relacionada com seu tempo que serviu ao Tio Sam.

Comentários: Depois de uma espetacular roubada de cena na segunda temporada de Demolidor, era inevitável que o mais fodão anti-herói da Marvel ganhasse uma série para chamar de sua. E ela veio logo de imediato, coladinha com a fodástica e planejadíssima Os Defensores, com a dura missão de manter o altíssimo nível. Pena que não manteve os mesmos eficientes números de episódios desta, voltando aos cansativos treze episódios. Pelo menos neste caso, os roteiristas aproveitaram para aprofundar mais a história e os personagens, e de quebra, ainda tocar em alguns controversos temas espinhosos para os estadunidenses como a discussão do controle de armas, os traumas dos ex-militares pós-serviço e as dificuldades de ser manterem na sociedade, e o terrorismo doméstico. Quem melhor aproveitou desse roteiro mais aprofundado foi Jon Bernthal, cada vez mais à vontade no personagem, Bernthal vai se firmando como a melhor versão live-action do fodão Frank Castle, com uma excelente atuação, que ele tirou de letra, provando que é um ótimo ator.

A série é um intrigante e envolvente thriller, que com certeza, deve agradar os fãs deste sub-gênero, até mesmo aqueles que detestam adaptação dos quadrinhos. O resultado final é a série mais realista e adulta da Marvel, de tal maneira, que não a vemos fazendo parte do universo compartilhado dos demais heróis, nem mesmo dos seriados em parceria com a Netflix, que tem uma pegada bem mais adulta. Enfim, com todo potencial principalmente na forma de abordagem diferenciada, O Justiceiro poderia ter sido bem melhor se enxugasse consideravelmente o número de episódios. Mesmo assim, não frustra e mais uma vez somos presenteados com um ótimo seriado da parceria Marvel/Netflix. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


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