terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

GOSPEL EM DOSE TRIPLA.

Mesmo sem a mesma grana altíssimas das mega-produções hollywoodianas, logo, sem o mesmo aparato de divulgação, o cinema gospel estadunidense vem crescendo a cada ano, ganhando mais adeptos. Um dos responsáveis são os irmãos Kendrick, que conseguiram fazer o gênero segmentário sair da mesmice das adaptações bíblicas e dos filmes apocalípticos, unindo versículos bíblicos com situações do cotidiano, com roteiros simples, estruturados em três atos: pessoas ferradas na vida já no fundo do poço (1º), encontram a última chance de virada na fé em Jesus Cristo (2º) e acabam dando a volta por cima quando O aceitam (3º), recheados de citações bíblicas e momentos piegas. A primeira vista a fórmula é tosca e tinha tudo para ser um fiasco, mas, o fato é que tem público, deu tão certo, que conseguiram a proeza digna de um milagre bíblica de acertar em cheio com o excepcional Desafiando Gigantes, e quase repetindo o feito com À Prova de Fogo com CorajososEm geral, todos os filmes dos irmãos Kendrick são interessantes, cumpre o papel de transmitir a mensagem cristã, são divertidos, leves, valendo a pena assistir com toda família. Aproveitando que assistir e comentei ontem e hoje este último e Quarto de Guerra, seus últimos trabalhos, percebi que não tinha ainda comentado os outros filmes dos irmãos, que, com toda sinceridade, achava que já tinha feito. Mas, antes tarde do que nunca, pois, a partir de agora, os comento.  

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?. 

A Virada (Flywheel).
Produção estadunidense de 2003.

Direção: Alex Kendrick.

Elenco: Alex Kendrick, Janet Lee Dapper, Richie Hunnewell, Roger Breland, Tracy Goode, Michael Catt, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 5,5.  

Sinopse: Jay Austin (Kendrick) é um vendedor de carros, picareta, com lábia, que não tem escrúpulos, passando a pernas no cliente, não poupando nem mesmo um pastor (Catt). Como se isso não fosse pouco, o cara é um péssimo marido, pai, patrão e colega de trabalho. Mas, um belo dia, depois de tanto bater de frente com a esposa (Dapper), Jay rever seus conceitos, se sente atraído pelo Evangelho, se toca e busca vivê-Lo.

Comentários: Com perdão do tosco trocadilho, mas, o fato é que a virada dos irmãos Kendrick no segmento gospel foi justamente com esse filminho, que aqui no Brasil só foi lançado depois de Desafiando Gigantes. Com orçamento claramente baixíssimo, o filme começou a chamar atenção tão logo foi lançado no mercado de home vídeo e acabou se tornando um fenômeno, fazendo um grande sucesso. Contando com um roteiro fraquinho, o filme é uma produção claramente amadora, com atuações esforçadas mas não passando do piloto automático. O filme é tão tosco que consegue ser divertido, provocando inevitáveis gargalhadas, motivo que consegue superar todos os seus defeitos. Somando este fator com a mensagem cristã passada direitinha, vale a pena ser conferido. 

 

Desafiando Gigantes (Facing the Giants).
Produção estadunidense de 2006.

Direção: Alex Kendrick.

Elenco: Alex Kendrick, Shannen Fields, James Blackwell, Bailey Cave, Steve Williams, Tracy Goode, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.  

Sinopse: O treinador Grant Taylor (Kendrick) é uma prova viva da famosa lei de Murphy. O cara treina um time de futebol americano que não vence uma, o que faz alguns pais dos atletas quererem sua cabeça, dirige um carro velho, sua casa também tem problemas, e ainda não consegue engravidar sua esposa, Brooke (Fields), que tanto desejar ter um filho. Mas, Taylor resolve buscar forças na palavra de Deus, renovando sua fé, e a partir daí, começa uma grande reviravolta que não somente irá se limitar a sua vida pessoal, mas, também do seu time e de cada um dos jovens atletas que o forma. 

Comentários: Temos aqui muito mais que o ápice dos irmãos Kendrick e de todo gênero gospel. Desafiando Gigantes vai muito além do gênero gospel, sendo também um excelente e eficiente filme esportivo, e também motivacional. Isso graças ao excelente roteiro, muito bem escrito e desenvolvido, que mescla drama esportivo com algumas doses cavalares de evangelismo. E roteiro é incrementado com as atuações competentes de um elenco desconhecido e a direção primorosa de Alex Kendrick, que também se sai super bem como o protagonista, que nos presenteia com sequências emocionantes e eletrizantes, embaladas com uma ótima trilha. O resultado é simplesmente um filmaço fodástico, eletrizante, motivante, cativante, emocionante e envolvente do começo ao fim, que vai muito além do segmento gospel, agradando o público em geral. Insuperável até hoje, um filmaço imperdível! 


À Prova de Fogo (Fireproof).
Produção estadunidense de 2008.

Direção: Alex Kendrick.

Elenco: Kirk Cameron, Erin Bethea, Ken Bevel, Stephen Dervan, Harris Malcolm, Phyllis Malcolm, Alex Kendrick, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (Max HD) e em home vídeo.

Cotação

Nota: 8,0.  

Sinopse: Caleb Holt (Cameron) é um bombeiro fodão, bastante conhecido por diversos atos heroicos. Mas, em casa, é um marido mala sem alça da jovem Catherine (Bethea), brigando toda hora, por qualquer besteira. Com o casamento à beira do fim, Caleb desabafa com seu pai (Harris Malcolm), que para ajudá-lo, lhe propõe  "o desafio do amor", que consiste em agir de forma cristã com Catherine por quarenta dias, e assim, reconquistá-la. Tarefa nada fácil, pois tanto Caleb como Catherine são duas antas cabeças-duras. 

Comentários: Com o prestígio e merecidíssimo sucesso de Desafiando Gigantes, os irmãos Kendrick sacaram que a fórmula estava muito bem estabelecida, e trataram logo de alça voos mais altos, escalando Kirk Cameron, um astro do segmento gospel, protagonista da trilogia Deixados para Trás, neste drama/romance mesclado com evangelismo. O filme tem um roteiro bem elaborado, apesar que em alguns momentos, cai na pieguice e no dramalhão. Mas, o carisma e a química do casal protagonista segura bem o filme, superando essas dificuldades. Apesar de ser recomendadíssimo e obrigatório para casais, seja casados ou namorados, também pode agrada aos fãs do gênero romântico. Bonitinho, legalzinho e bem direto e criativo no envio da mensagem, não é o mais empolgante filme dos Kendrick, mas, não deixa de ser um dos mais eficientes. 


Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

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