quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SANTOS FILMES.

Tão numerosos quanto os santos canonizados pela Igreja Católica são os filmes sobre eles.
Hoje comemoramos o dia de todos os santos. Bastante malhados pela maioria dos protestantes, os santos e santas são pessoas, como cada um de nós, que servem de inspiração e exemplo para nós que é possível viver o Evangelho (por isso mesmo que os homens e mulheres que foram fiéis a Deus e viveram antes de Cristo, não são denominados assim). Deixando de lado as discussões doutrinárias religiosas, o fato é que tão numeroso quando o numéro de homens e mulheres canonizados pela Igreja Católica, são os filmes feito sobre eles. Desde do começo da história da sétima arte, que os santos tem suas vidas relatadas em filmes, inclusive produções hollywoodianas, principalmente nos anos 50 e 60, e mais recentemente produções italianas realizadas pela rede televisiva Rai, que usa e abusa do tema, em produções luxuosas e muito bem realizadas, inclusive escalando astros internacionais. O legal é que muito destes filmes estão disponíveis no Youtube, a maioria em versão dublada, já para o povão ver, curtir e aprender um pouco sobre a vida dessas pessoas que revolucionaram e conseguiram aquilo que, a cada dia, achamos que seja impossível, ou seja, não se abater pelos sofrimentos e viver plenamente a vontade de Deus. Nesta postagem listarei e comentarei alguns destes filmes. Evidente que esta lista nem dar para o começo dos milhares de filmes que foram e são produzidos sobre o tema. Mas, ao menos, já dão ideia que, independente de acreditar ou não neles, cinéfilo de qualquer crença ou verdadeiramente ateu, poderão se divertir com ótimos filmes.
Começo com aquele que  sem ele e seu inovador método de evangelização, o Cristianismo não tinha se espandido. Paulo de Tarso, conhecido popularmente como São Paulo, já ganhou várias versões da sua vida contada nas telonas e nas telinhas. Até Anthony Hopkins já deu vida ao santo no começo dos anos 80. Entre tanta produções sobre o santo, eu destaco a produção italiana Paulo de Todos os povos ou Paulo de Tarso. Apesar do filme abusar da liberdade artística e poética, dando destaque exagerado a personagens que não existiram ou pouco citado na Bíblia (caso do Gamaliel interpretado por Franco Nero), esta super produção dirigida por Roger Young, que no passado havia dirigido alguns filmes do 007 e também a primeira versão de A Identidade Bourne para a televisão, emociona e cativa. Nota 10,0.

Um pouco mais recente, São Paulo ganhou uma versão brasileira Irmãos de Fé, segundo e até agora o último filme do Pe. Marcelo Rossi, onde o santo foi interpretado de forma esforçada por Thiago Lacerda. A produção não fez o mesmo sucesso do filme anterior do padre, o decepcionante Maria - Mãe do Filho de Deus,  mas, sem sombra de dúvida, é uma produção muito bem cuidada, principalmente no roteiro fiel a sua fonte original, mesmo com um elenco preguiçoso, com péssimas atuações . Nota 8,0.

 

Falando na mãe de Jesus, Nossa Senhora foi outra a ganhar várias versões em filme, incluindo uma que seu Filho Jesus foi interpretado por ninguém mesno que Christian Bale, o Batman da trilogia de Christopher Nolan. Tão numerosa quando a versão dos fatos bíblicos, são as produções que narram as aparições atribuídas a ela, principalmente em Fátima (cf.: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com.br/2010/10/nossa-senhora-de-fatima-em-filmes.html) e Lourdes. Desta, destaque para o clássico A Canção de Bernadette, emocionante produção hollywoodiana de 1953, merecidamente indicada a onze Oscars, recebendo apenas quatro estatuetas, uma delas para a estreante Jennifer Jones, que emociona, com um brilhante atuação como Bernadete, a adolescente vidente para qual Nossa Senhora apareceu em Lourdes, na França. Somada a um belíssima e arrepiante trilha, A Canção de Bernadette é uma belíssima e emocionante produção, que o tempo não apagou, e até hoje, arranca lágrimas até mesmo do Chuck Norris. Sensível, tocante, brilhante. Uma obra-prima da sétima arte, dos bons e velhos tempos, que Hollywood produzia filmes para emocionar. Para ser vista e revista. Nota 10,0.

Um dos santos mais populares, admirado até mesmo pelos não católicos, São Francisco de Assis já teve sua vida retrata em filmes por diversas vezes, inclusive uma produção hollywoodiana em 1960, São Francisco de Assis. Sem sombra de dúvida o grande destaque vai para o campeão de bilheterias e bastante cultuado Irmão Sol, Irmã Lua, de 1972, dirigido por Franco Zeffirelli, que apresenta uma belíssima e musical versão da vida do santo. Sensível, tocante e bastante emocionante, graças a trilha excepcional, e, principalmente, a um elenco com atuações excepcionais, com destaque para Graham Faulkner na pele do santo, e para a belíssima Judi Bowker, como Santa Clara. Disparado é melhor filme feito sobre o santo e do grandec diretor italiano. Mais do que um filme religioso, uma verdadeira obra-prima da sétima arte, que merece demais ser descoberta, vista e revista, sem deixar de emocional. Nota 10,0 é pouca.

Mais pé no chão na vida do santo e bem menos badalado e conhecido que a clássica produção de Zeffirelli, Francesco, de 1989, excepcional produção italiana que traz Mickey Rourke, no auge de sua carreira,, dando um show com uma surpreendente atuação na pele do santo, e com Helena Bonham Carter dando seus primeiros passos para uma brilhanete carreira, já mostrando todo o seu inegável talento  na pele de Santa Clara. Injustamente relegado ao esquecimento, o filme é uma obra-prima que emociona e sensibiliza, com uma das melhores atuações de Rourke, visivelmente entregue por completo para viver o santo. Filmaço tão bom quanto Irmão Sol, Irmã Lua, filmes com a mesma temática, a vida de um dos santos mais queridos e populares do mundo, mas, com abordagens totalmente antagônicas. Nota 10,0 para Francesco também é pouca.



Uma das santas com mais cinebiografias é sem dúvida Santa Joana d'Arc, que vem ganhando versão para as telonas desde do ínicio do cinema, com versões clássicas dirigidas por grandes e lendários ícones do cinema como Georges Mèliés (a primeiríssima versão de 1899), Cecil B. de Mille e Roberto Rossellini, e tendo a saudosa estrela Ingrid Bergman dando-lhe vida em duas produções. Infelizmente, de tanto filmes sobre a santa, só assistir duas produções, ambas de 1999, cem anos após a primeira versão de Mèliés: a sofrível e equivocadíssima super-produção Joana d'Arc de Luc Besson, que atrás Milla Jovovich, a Alice da franquia Resident Evil, numa das piores atuações da história do cinema, num filme péssimo, onde ela não está sozinha pagando um micaço; e o ótimo filme feito para TV, Joana d'Arc, trazendo a lindíssima Leelee Sobieski, com uma atuação exepcional que lhe valeu, merecidamente, uma indicação ao Emmy e a dois Globo de Ouro. Bem menos badalada que a versão ridícula que Besson, que apanha feio para a versão televisiva, o filme faz jus a história de santa. Nota 1,5 para a versão de Besson e 10,0 para a estrelada por Sobieski.
 

Santos mais recentes também ganharam e ganham suas versões em filmes. Entre eles, a ganhadora do Nobel da Paz, Madre Teresa de Calcutá, ganhou duas belíssimas e emocionantes produção contando o seu belíssimo e edificante exemplo de vida. A primeira, de 1997, Madre Teresa: Em Nome dos Pobres de Deus, traz Geraldine Chaplin, filha do genial e eterno Carlitos, com uma atuação excepcional na pele da santa. Em 2003, foi a vez da eterna Julieta de Zeffirelli, a belíssima e excelente atriz Olivia Hussey, dar vida a santa com uma atuação também brilhante em Madre Teresa de Calcutá, minissérie italiana que depois virou telefilme e foi lançado mundo a fora, inclusive por aqui. Ambos não chegam a ser obras-prima como alguns citados acima, mas, são filmes envolventes, e emocionantes, que, merecidamente, foram premiados em festivais. Nota 10,0 para os dois. 


Independente de crença, o fato é esses seres humanos especiais têm histórias de vida surpreendentes, tocantes, emocionantes e edificantes, que merecem ser descobertas. E a dramatugia, seja através do cinema, da televisão e do teatro, é ao meu ver, o instrumento mais eficaz para histórias belíssimas e edificantes como a dos santos e santas sejam propagadas pelos quatro cantos de um mundo tão carente de esperança e amor.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

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