quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SAI OS INDICADOS AO OSCAR 2012.

Opinião/Especial Oscar 2012.
Sai os indicados ao Oscar 2012.

Ontem saiu a lista dos indicados ao Oscar de 2012. E mais uma vez, a Academia pouco acertou e cometeu mais injustiças para acrescentar a sua história, a começar na semana passada, quando deixaram de fora o nosso Tropa de Elite 2. Mas, as maiores delas vieram ontem, precisamente na categoria de Melhor Animação, fazendo o absurdo duplo de deixar de fora as animações Rio e As Aventuras de Tintim. Outro absurdo foram as indicações para O Espião Que Sabia Demais (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/01/espionagem-moda-antiga.html) e, principalmente, para o lixo Missão Madrinha de Casamento (em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/10/sessao-on-line-dupla.html) concorrerem como Melhor Roteiro, Adaptado e Original, respectivamente. Como eu disse nos meus comentários deixado no site Adoro Cinema, volto a repetir aqui: Vão a merda, membros da Academia!

Mas, como disse no início do parágrafo passado, como todos os anos, não somente de erros e injustiças vive a premiação cinematográfica mais badalada. Gostei e achei justa a indicação para Meia Noite em Paris (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/08/filme-cult-tambem-diverte.html ), como também as indicações nas categorias mais técnicas (Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Efeitos Especiais), que como todos os anos, sempre são páreos duros, já que cada um dos indicados capricharam nestes quesitos, logo, merecidamente as indicações.

Não assistir A Dama de Ferro, mas pelos trailers que assistir, aposto que, como aconteceu no ano passado com Natalie Potman, a concorrência não terá vez e a estatueta careca irá para Meryl Streep. E olhe que Michelle Williams aparenta também está ótima, na pele da diva Marilyn Monroe em Sete Dias com Marilyn. Já na categoria de Melhor Ator, Gary Oldman mereceu a indicação, apesar de sua atuação não ser uma das melhores de sua carreira. Os demais concorrentes destas categorias irei comentando a medida que for assistindo os filmes.

Outra aposta no escuro, é que foram injustas as indicações para Terence Mallick e o seu A Árvore da Vida, o filme que mais dividiu a crítica e os cinéfilos no ano passado, e que tentarei assistir on line ainda esta semana. Particularmente, sempre tenho o pé atrás com o excêntrico diretor, já que o cara geralmente me decepciona   por reunir um elenco estrelar em filmes longos e entediantes, mas que a crítica e os cinéfilos de gosto mais refinado e apurado que o meu, amam (achei Além da Linha Vermelha uma merda sonífera.).

Por fim, não poderia deixar de comentar a única indicação brasileira, onde, finalmente, vamos concorrer com 50% de chances. Não pelo fato de ser brasileiro, mas é evidente que a música Real in Rio, é bem melhor que a melosa e brega canção Man or Muppet. Porém, pelo histórico de injustiças cometidas pelos membros da Academia, tudo leva crer que Sérgio Mendes e Carlinhos Brown terão que se conformar com a indicação, pois a estatueta vai mesmo para o filme que marca a volta dos simpáticos bonecos Muppets. Mas, vale a torcida, afinal, nunca tivemos uma chance tão grande de ver brasileiro trazendo para o nosso país a estatueta careca.


Como fiz no ano passado, farei o possível para assistir todos os filmes indicados a categoria principal, de Melhor Filme, comentar cada um e listar o meu raking.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, já no clima pré-Oscar.

FILMAÇO ELETRIZANTE COM WILL SMITH NA MADRUGADA DA GLOBO.

Filmes.
Filmaço eletrizante com Will Smith na madrugada da Globo.

Existe uma diferença sutil entre os irmãos Ridley e Tony Scott. Enquanto que o primeiro nos oferece uma filmografia, digamos, um pouquinho mais séria, incluindo várias obras primas inesquecíveis (Alien: O 8º Passageiro, Blade Runner - O Caçador de Andróides, A Lenda, Thelma & Louise, Gladiador, Falcão Negro em Perigo, entre outros) , seu irmão mais novo é mais pop, nos presenteando como filmaços eletrizantes, com visual, ritmo e estilo de videoclipe (Top Gun - Ases Indomáveis, Um Tira da Pesada 2, O Último Boy Scout, Chamas da Vingança, O Sequestro do Metrô 1 2 3, entre outros). O thrilley de ação Inimigo do Estado, estrelado por Will Smith e Gene Hackman, e que foi exibido na madrugada de segunda para terça na sessão Corujão da Rede Globo, não foge a regra de do mais novo dos Scott, e tem um ritmo alucinante e frenético, mesmo tratando de um tema um pouco mais sério e bastante interessante: os limites (ou ausência destes) que o Estado tem de invadir a privacidade dos seus cidadões, em nome da paranóia disfarçada de segurança nacional.

Para o congressista Phillip Hammersly (Jason Robards, em rápida aparição na sequência inicial do filme), o Estado jamais deve invadir a privacidade dos seus cidadões. O maquiavélico Thomas Brian Reynolds (Jon Voight. ótimo) chefão de uma organização governamental que quer mais é promover este Big Brother da vida real, e seus capangas, resolvem convencer o parlamentar do contrário, mas como o mesmo não muda de ideia, acabam eliminando o cara. Eles não contavam que o ato estaria sido filmado. O vídeo acaba indo parar na sacola de compras do advogado Robert Clayton Dean (Smith, convicente), que a partir de então passa a ser perseguido pelos bandiões governamentais e ver sua vida virar pelo averso, mas contará com a ajuda do misterioso Brill (Hackman) para sair desta roubada que se meteu acidentalmente.

Com um ritmo frenético e um roteiro muito bem escrito, repleto de reviravoltas, Inimigo do Estado é um filmaço eletrizante, que prende  a atenção e empolga do começo ao fim. As atuações de um elenco afiadíssimo são os outros destaques do filme que, além dos citados atores no parágrafo anterior, ainda conta com participações curiosas de Gabriel Byrne, Jason Lee, Seth Green, Tom Sizemore, Regina King e Jack Black. Em síntese, um filmaço nota 10,0 que, infelizmente, além de ser dublado, foi exibido num péssimo horário. Um empolgante thrilley de ação que merece ser descoberto, visto e revisto.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

FAMÍLIA MAIS DIVERTIDA DA TV FAZ GRANDE ESTREIA NAS TELONAS.

Filmes.
Família mais divertida da TV faz grande estreia nas telonas.

Quem gosta do humor escrachado e irreverente da família mais pirada e divertida da TV mundial não pode perder amanhã, a sessão Tela Quente, da Rede Globo onde será exibido a engraçadíssima animação Os Simpsons - O Filme, estreia nas em grande telonas da família aloprada liderada pelo figuraça Homer Simpson. Na verdade, o filme npode ser encarado como um episódio da série consideravelmente esticado já que, todo o humor debochado e politicamente incorreto dos personagens criados pelo genial Matt Groening. Mas, não deixa de ser muito engraçado e até supera muitos episódios da série televisiva.

A trama do longa é simples e apenas uma desculpa para a família, principalmente Homer Simpson, se meter nas maiores roubadas. Durante um domingo na igreja, o Vovô Simpson tem um visão, que Springfield passará por uma grande tribulação. Não preciso dizer que quem causará isso será o relapso e irresponsável Homer Simpson, que jogar as fezes do seu novo animal de estimação, um porco, no poluídissimo lago da cidade, causando um desastre ecológico que faz a cidade, literalmente falando, ser isolada do resto do país, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Arnold Schwarzenegger (dublado perfeitamente pelo mesmo cara que faz vários personagens da série, entre eles o Sr. Burns, Harry Shearer, que fez este blogueiro acreditar que era o próprio atro austríaco emprestando sua  voz), influenciado pelo lunático chefe da Agência de Proteção Ambiental, Russ Cargill (Albert Brooks) A população se revolta  e expulsa a família da cidade, que ao saber das reais intenções de Cargill, voltam para salvar a cidade do plano do maquiavélico vilão.

Quem tem o riso solto, como este blogueiro, vai se divertir e soltar bastante a gargalhada com as besteiras apresentadas no longa, principalmente, as protagonizadas por Homer Simpson e o figuraça porco, que recebe os carinhosos apelidos de Porco Aranha e Harry Porco, uma citação engraçadíssima com Homem Aranha e Harry Potter. Ninguém escapa do humor anárquico da família, nem mesmo o público, que recebe de Homer o nome de idiotas, por ir ao cinema assistir uma desenho que assiste de graça na TV. Desde do logo da Fox na abertura, com o figuraça Ralph cantando a clássica música do estúdio até os créditos finais, com a bebêzinha Margie, finalmente, falando suas primeiras palavras, o humor rola solto durante todo o filme.


Apesar de, tecnicamente falando, não ser uma animação inovadora e revoulucionária, que faça o filme entrar no rol das melhores e mais inesquecíveis animações da história do cinema, como comédia e longa metragem para o cinema de uma série televisiva, Os Simpsons - O Filme é muito divertido e engraçado, um filmaço nota 10,0, sem compromisso, que arranca gargalhadas sem muito esforço. Recomendado não somente para os fãs do seriado, mas também para quem gosta de rir bastante, mesmo que seja de qualquer bobagem. Uma comédia hilária, para ser vista e revista infinitas vezes, sem perder a graça.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



ELENCO ESTRELAR EM FILMAÇO POLICIAL.

Filmes.
Elenco estrelar em filmaço policial.

Que o Domingo Maior da Rede Globo não é mais o mesmo dos saudosos tempos não é novidade nenhuma. Mas, a ação continua sendo, na maioria das vezes, o carro chefe da sessão. Se naquela época os filmes de ação classe "C" estrelados por Chuck Norris, Charles Bronson, Jean Claude Van Damme, Steven Seagal, entre outros, reinavam absoluto, hoje, entre um filme de outro gênero (o drama nacional Cidade dos Homens foi exibido na semana passada), produções moderninhas de primeira classe mantêm o gênero em alta na sessão dominical. É o caso do filme que acabou de ser exibido, Os Reis da Rua, intrigante e eletrizante policial, produzido em 2008, com elenco estrelar encabeçado pelo eterno Neo da trilogia Matrix, Keanu Reeves e  o ótimo ator e ganhador do Oscar Forest Whitaker, em mais uma brilhante atuação.

Reeves interpreta Tom Ludlow, um policial sem escrupulos, que não teme ultrapassar os limites da lei para ferrar com a bandidagem, sempre acobertado pelo seu mentor Capitão Jack Wander (Whitaker, ótimo como de costume). Quando descobe que seu ex-parceiro Washington (Terry Crews, desperdiçado) está para dedurar os seus podres, ele resolve tomar satisfações. Justamente no momento exato que os dois teriam uma calorosa "conversinha", uma suposta dupla de assaltantes invade a loja de conveniência e fuzila o suposto dedo duro, fazendo com que todas as suspeitas caiam sobre Tom, fazendo com que o corregedor Capitão James Briggs (Hugh Laurie, o dr. House da série homônima televisiva) pegue ainda mais no seu pé. Tentando livrar sua própria cara, e querendo descobrir e ferrar com a dupla de assassinos, Tom resolve investigar mais a fundo, e com a ajuda do Capitão América... ops!... Digo, do jovem detetive Paul Diskant (Chris Evans, entendem agora a "confusão" de personagens? rssss...),  descobre um podre esquema que envolve na merda a própria polícia.

Com um roteiro interessante e intrigante o filme prende a atenção e envolve o espectador do começo ao fim. As atuações estão acima da média e só ajudam ao bom desenvolvimento da trama muito bem escrita (uma pena que esteja sendo exibido dublado). Ao contrário dos filmes de ação "B" das antigas que era só porrada, Os Reis da Rua é um filme com um enredo inteligente e envolvente, com ação e suspense na medida certa e empolgantes sequências de ação, portanto, divertindo tanto (e até mais) que os filminhos de ação "B" exibidos nas antigas. Em síntese, um filmaço policial nota 9,8, com um elenco estrelar e que mesmo sendo uma produção recente e bem acima do nível dos saudosos filminhos estrelados por  Chuck Norris e cia., mantem o gênero firme e forte na sessão dominical.  Reeves não é Norris, mas dar mais um chute certeiro, acrescentando mais um filmaço em sua carreira.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


domingo, 22 de janeiro de 2012

VAN DAMME SOLTANDO A FRANGA.


Falando em Breakdance, não poderia deixar de partilhar com vocês, o micaço pago pelo astro de filme de ação Jean Claude Van Damme. Antes de distribuir porrada na bandidagem, o baixinho belga se submeteu a ser figurante no clássico musical da Cannon. O que uma pessoa, com um sonho de ser ator, não tem que fazer para obter a fama, né?

Sei que a coreografia é "muito interessante", mas, peço que prestem atenção no astro, vestido com o mesmo tosco colante que voltaria a usar em Leão Branco, soltando a franga num duvidoso rebolado e nas toscas expressões faciais canastrona ao final do vídeo. É hilário e consegue ser mais divertido que a própria dança apresentada.

Espero que, assim como eu, vocês se divirtam e riam bastante do mico que o nosso estimado Dragão Branco pagou.´

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, fã do Van Damme e chorando de rir do King Kong pago no início de sua carreira.

CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: BREAKDANCE 2.

Filmes.
Clássicos da América Vídeo: Breakdance 2.

Não somente de ninjas, dos chutes certeiros de Chuck Norris e da implacável bazuca, ao invés de bengala, do saudoso Charles Bronson viva a Cannon, a extinta produtora de filmes B dos anos 80. Sempre que podia, a empresa comandada pelos primos israelenses Menahem Golan e Yoram Globus, se aventurava em outros gêneros que não fosse o de ação, carro chefe da produtora. Um deles foi o musical, onde fomos supreendidos por filmes divertidos, entre eles, Breakdance 2, que aparecia com bastante frequência nos bons tempos da Sessão da Tarde. Realizado no mesmo ano que o seu antecessor, que até o presente momento ainda não assistir (apenas a tosca cena onde o Van Damme, em início de carreira, mesmo como figurante, rouba a cena, soltando a franga num afrescalhado rebolado), mas lançado um ano depois em 1985,   o filme traz de volta o trio de protagonistas originais, Kelly (a lidíssima Lucinda Dickey, aposentada precocemente, e mais conhecida por aqui por dar vida a jovem possuída pelo espírito de um ninja no divertido Ninja III - A Dominação), Ozônio (Adolfo Quinones, que também atuou no horrível musical da Cannon, Botando Fogo na Noite - Lambada e mesmo estrelando estes musicais, posteriormente, amargou uma figuração em Tango & Cash: Os Vingadores) e Turbo (Michael Chambers)  que precisam, literalmente falando, rebolar muito, para salvar o Milagre, centro de recreação do bairro periférico que os dois últimos residem, que está na mira de um grupo inescrupuloso de empresários que querem transformá-lo num shoping center.

Na verdade, o roteiro é mera desculpa esfarrapada para, a cada dez minutos, o elenco, principalmente os protagonistas, mostrarem que são feras no street dance. Dirigido por Sam Firstenberg (que antes tinha dirigido os clássicos da Cannon, A Vingança do Ninja e Ninja III - A Dominação, e posteriormente os também clássicos da saudosa produtora American Ninja 1 e 2) o filme tem excelentes sequências de danças, muito bem coreografadas e realizadas pelos atores, o que tornou o filme um clássico para os adeptos da dança de rua, que o colocam no topo da lista dos melhores filmes do gênero, inclusive, a frente do primeiro filme. Curiosamente, temos a presença de um jovem Ice-T, que também tinha feito o filme original, em início de carreira como um DJ que bota a galera para dançar.

Com coreografias perfeitas e empolgantes que conseguem até ignorarmos as séries limitações orçamentárias e de um roteiro coerente, e trilha sonora acima da média, Breakdance 2 é um filme bastante divertido, nota 9,5, que atualmente faz muita falta na TV brasileira e no mercado de home vídeo (mais um filme distribuído aqui pela saudosa América Vídeo que até hoje não foi lançado em DVD, muito menos em Blu-Ray). Um musical  que apesar de ter envelhecido um pouco com o tempo (convenhamos que um rádio gravador com toca fitas vai causar estranheza a nova geração acostumada com IPAD, IPOD), ainda diverte e nos coloca para dançar. Um clássico filme "B" imperdível que precisa ser descoberto, visto e revisto.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


sábado, 21 de janeiro de 2012

VAN DAMME NUM FILMINHO "B" ACIMA DA MÉDIA.

Filmes.
Van Damme num filminho "B" acima da média.

Atualmente rodando o aguardado Os Mercenários 2 e presença semanal garantida na madrugada da Globo, Jean Claude Van Damme é um astro de filmes de ação que começou atuando em produções modestas de artes marciais da saudosa Cannon, estourou e atuou em super produções hollywoodianas, fez a estupidez de se meter com as drogas no auge de sua carreira, se livrou das malditas, deu a volta por cima na vida pessoal, mas a carreira acabou declinando para filminhos classe Z piores que os do começo da carreira. Como se isso não bastasse, mesmo na merda, deixou-se levar pelo orgulho a ponto de negar convites irrecusáveis. Parece que a ficha finalmente caiu e o astro corre contra o tempo para dar um novo rumo a sua carreira. Particularmente, torço para que após o lançamento da nova reunião de astros de ação A e B, promovida por Sylvester Stallone, finalmente, o baixinho belga dê a merecida volta por cima na sua carreira. Enquanto aguardamos o que acontecerá com sua carreira após Os Mercenários 2, vamos ainda assistir muito filminho B, lançado diretamente em home vídeo. É o caso de Jogos Letais, filme indicado pelo nosso visitante Felipe (antes tarde do que nunca, né?), que acabei de assistir online.

Nesta segunda parceria com o astro de filmes de ação B, Scott Adkins (os dois atuaram juntos antes Operação Fronteira e depois se reencontraram nos inéditos Soldado Universal: Uma Nova Dimensão e Os Mercenários 2), traz uma trama interessante, acima da média dos atuais filminhos B estrelado por Van Damme. O baixinho interpreta o assassino durão e caladão Vincent Brazil, que não nega serviço por um bom pagamento em diamantes. Já Adkins é Flint, outro assassino profissional, mas aposentado após sua esposa ficar em estado vergetativo depois de ser brutalmente espancanda e violentada pelo cruel traficante Polo (Ivan Kaye, convicente até na cara de mau). Querendo que  Flint saia do esconderijo, a fim de ferrá-lo e pegar a grana preta que está com ele, policiais corruptos da INTERPOL soltam o bandidão. Os dois assassinos, por motivos diferentes (um pela grana, outro pela vingança), atacam o carinha e um acaba atrapalhando o serviço do outro. Evidente que inicialmente os dois se estranham, mas acabam se unindo, tanto para ferrar com o bandidão e sua quadrilha, como também para sobreviverem as armadilhas que lhes são armadas.

O filme começa num ritmo morno, bem ao estilo dos filminhos "B" da atual fase do eterno Dragão Branco. Mas antes dos trinta minutos, quando os dois astros se encaram pela primeira vez, começa a melhorar, ganhando ritmo e ótimas sequências de ação. Adkins é o grande destaque do filme e detona nas sequências de ação, ao contrário de Van Damme, visivelmente cansado e envelhecido, não lembrando em nada o astro promissor e carismático das fases inicial e de ouro de sua carreira. Infelizmente, o astro apenas cumpre tabela e sua atuação só não é um fiasco total, porque decola nas cenas ao lado de Adkins, mostrando um perfeito entrosamento.

Curiosamente, Van Damme colocou seus filhos, Christopher e Bianca, para atuarem no filme, algo que está começando a ficar costumeiro. Enquanto o filhão ganha um personagem de relativo destaque, como um dos policiais corruptos, a filhinha do papai paga um micaço, como a esposa de Flint, uma personagem que além de entrar muda e sair calada, passa o filme todo em cima de uma cama, em estado vergetativo. Ao menos a garota é uma das produtoras do filme. Agindo assim, parece que Van Damme é um pai à moda antiga, bem ao estilo de um personagem do gênio Chico Anysio, que dizia: "Que solta o bode, mas prende a cabrita!". rsss...

Com um enredo interessante, repleto de reviravoltas e uma parceria perfeita entre os dois astros de ação de filmes "B", Jogos Letais é um agradável supresa, que com certeza agradará aos fãs menos exigentes do gênero e de ambos atores. Em comparação aos filmes antigos do baixinho apanha feio, mas, em compensação, dar uma surra maior que a Chong Li levou de Frank Duxx, na maioria dos filmes da atual fase decadente do astro. Fase que, aliás, desejamos que se encerre após o lançamento de Os Mercenários 2. Afinal, Van Damme merece uma segunda chance na sua carreira que tanto prometia. Nota 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O LADO PODRE DA POLÍTICA EM DOSE DUPLA.

Filmes.
O lado podre da política em dose dupla.

De ontem para hoje, assistir dois filmes interessantes, ambos tendo a palavra "poder" no seu título, onde cada mostra que a podridão da politicagem não é  exclusividade de nós brasileiros, mas que nos Estados Unidos, a chamada "terra da liberdade", também sofrem com estes males. Deixando de lado o lero-lero utilizado por boa parte da classe política brasileira e mundial, vamos aos comentários destes dois razoáveis  thirlley políticos.

Em Jogo de Poder, produção de 2010 que acabei de assistir no canal fechado Max HD, o diplomata Joseph Wilson (Sean Penn, ótimo como sempre), que tem pavio curto ao ouvir certos absurdos, escreve um editorial para o renomado jornal New York Times, no qual alega o que todo mundo já sabia, ou seja, que a administração do presidente George W. Bush manipulou informações de relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa no Iraque, só para tentar justificar a injustificável invasão aquele país. Como retaliação vaza para a imprensa que Valerie Plame (Naomi Watts, convicente), esposa de Wilson, é agente secreta da CIA. É o início de uma luta desleal de Wilson contra o poderoso Governo dos Estados Unidos, buscando a punição  dos responsáveis por este ato, um crime federal, enquanto que Valerie precisa se adaptar à nova realidade, afastada do trabalho e com a vida exposta pela imprensa.

Baseado em fatos reais, o filme tem um roteiro bem conduzido e expõe a verdade que a guerra do Iraque foi desculpada esfarrapada para o louco do Bush seguir os passos do pai e mergulhar os Estados Unidos numa guerra, com direito a utilizar imagens reais de discursos dele, e no começo dos créditos finais, trechos do depoimento da verdadeira Valerie no Congresso norte-americano. Apesar de um ritmo lento, que o torna enfadonho, o  filme prende atenção e mostra de forma clara e objetiva as verdades do fato. Em síntese, um bom filme para quem se interessa pelo tema. Nota 6,5.


Tudo pelo Poder, produção do ano passado, que acabei de assistir on line, é um thriller político ficcional dirigido e estrelado por George Clooney a frente de um elenco de excelentes atores que incluem Ryan Gosling, Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei e Paul Giamatti. A trama ocorre a beira das primárias, onde serão eleitos os candidatos à candidatos a presidência dos Estados Unidos. O jovem Stephen Myers (Gosling) é um jovem idealista, dedicado e louco por política, que trabalha como assessor de imprensa do governador democrata Mike Morris (Clooney), um dos pré-candidatos à presidência pelo seu partido, que conta também com a assessoria do experiente Paul (Hoffman). Durante a briga entre os dois pré-candidatos, suas respectivas equipes vão jogar muita merda no ventilador, bem ao estilo das nossas campanhas eleitorais. No meio desta guerra de baixarias, o jovem assessor cairá em armadilhas e passará por poucas e boas, que podem acabar de vez com sua promissora carreira.

Negociatas, chantagens, escândalo cabeludo que pode ferrar com o candidato com imagem de certinho, traições, obsessão pelos resultados das pesquisas, tudo isso e mais outros podres que rolam nos bastidores de uma campanha eleitoral são bem abordados no filme, que tem um roteiro bem escrito , que ganha mais  força com um elenco afiadíssimo, que nos brindam com ótimas atuações. Na sua função dupla, Clooney se dedica mais a direção, já que aparece um pouco menos do esperando, mesmo com a trama girar em torno do seu personagem, o que dar chances aos seus colegas de elenco, principalmente Gosling, a brilharem com ótimas atuações. Merecidamente, o filme teve quatro indicações ao Globo de Ouro e dificilmente ficará de fora do Oscar deste ano. Em síntese, um ótimo thrilley político, muito bem conduzido por Clooney, que tira de seus colegas ótimas atuações. Nota 7,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MAIS DO MESMO, UM POUCO MELHORADO.

Filmes.
Mais do mesmo, um pouco melhorado.

Como na vida, tem gente que aprende com os erros e evita cometê-los de novo, enquanto outros não aprendem e preferem ficar na mesma merda. O diretor Garry Marshall, que já dirigiu uma das melhores comédias românticas de todos os tempos, Uma Linda Mulher, e em 2010 reuniu um elenco estrelar para o chatinho Idas e Vindas do Amor, repete a mesma fórmula deste último em Noite de Ano Novo, comédia romântica que acabei de assistir aqui na internet. Mais um vez, ele reúne um elenco de astros e estrelas do primeiro time hollywoodiano como Robert De Niro, Hilary Swank, Halle Berry, Ashton Kutcher, Sarah Jéssica Parker, entre outros,  envolvidos em várias tramas paralelas, algumas interessantes, outras totalmente descartáveis, todas passadas em Nova York,  mudando apenas a data festiva (naquele filme a trama se passava no dia dos namorados).

Particularmente, fui supreendido já que o filme, ao contrário do seu antecessor, é divertido e prende a atenção, graças a um roteiro, desta vez um pouco mais bem elaborado e criativo, apesar de ter exageradas oito tramas, algumas bem desenvolvidas como a única dramática protagonizada por De Niro (disparado, a melhor atuação do filme) e Berry, e outras que só estão no filme para que o mesmo tenha 118 minutos, como na protagonizada por Sarah Jéssica Parker e na protagonizada por Kutcher (o pior ator do elenco, desta vez merecendo uma indicação ao Framboesa) e Lea Michele (estrela do chatísismo seriado televisivo Glee). A gatinha inclusive, junto com Jon Bon Jovi, solta à voz, algo que ambos sabem fazer melhor do que atuar.

Como no filme anterior e outros do gênero que reúne um elenco estrelar (como no caso do sonífero Simplesmente Amor),  o desperdiço de ótimos atores e atrizes é imenso, já que o número altíssimo de tramas no roteiro acabou prejudicando quase todo elenco, apesar de alguns  atores e atrizes se esforçarem ao máximo (e pouquíssimos obtendo êxito, diga-se de passagem) para tirar leite de pedras, em personagens e tramas consideravelmente inferiores aos seus respectivos talentos. Pelo menos o mico foi menor para aqueles que apenas fizeram minúsculas participações no filme como o caso dos ótimos John Lithgow, James Belushi e o eterno Ferris Bueller, Matthew Broderick.

Apesar das falhas no roteiro e de desperdiçar a maioria dos ótimos atores e atrizes que formam o seu elenco, o fato é Noite de Ano Novo supreende por ser um filme divertido e interessante, merecendo deste blogueiro a nota 7,0. Marshall pode não ter aprendido com o erro e até tê-lo repetido, mas é inegável que houve uma ligeira melhora. Particularmente, acho melhor parar por aqui, já que o ditado popular "se melhorar, estraga!", aplica-se perfeitamente neste caso.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

GANHADOR DO OSCAR LUTANDO CONTRA O TEMPO.

Filmes.
Ganhador do Oscar lutando contra o tempo.

Cuba Gooding Jr. é mais uma vítima da maldição do Oscar, ou seja, faz parte da crescente lista de excelentes atores e atrizes que após ganharem a estatueta careca por suas brilhantes atuações, tiveram um declínio impressionante em suas carreiras a ponto de cair nos ostracismo e atuarem em filminhos classe  Z. Ele ainda não chegou a este ponto, mas, está se direcionando a isso, já que a maioria dos seus filmes recentes são lançados diretamente em home vídeo (último filme que me lembro do ator nas telonas foi o tosco Norbit, estrelado por Eddie Murphy, onde Gooding Jr. faz uma desperdiçada e sem graça participação como coadjuvante). Caso do suspense de ação "B" Lutando Contra o Tempo, produção do ano passado, que acabei de assistir no Max HD, onde o carismático ator interpreta, de forma bastante convicente Lewis Hicks, um jornalista investigativo que, após ter sua amante assassinada descobre um diário do serial killer, com o nome de novas vítimas e as datas exatas dos próximos assassinatos. Correndo contra o tempo para acabar com a carnificina fest promovido pelo psicopata, o carinha descobre que, estranhamente, o DNA do assassino e a única ligação entre as vítimas é um introvertido garoto órfão. Como se isso não fosse nó cego demais para Hicks a polícia passa a tê-lo como principal suspeito de ser o misterioso serial killer e passa a pegar no seu pé.

Lutando Contra o Tempo até que consegue prender atenção, com uma trama razoavelmente bem escrita, repleta de reviravoltas e revelações que são, ao mesmo tempo, bombásticas e toscas. As atuações são razoáveis, nada de extraordinárias, com destaque para Gooding Jr., que apesar da atuar fase decadente de sua carreira, não deixa de ser um ótimo ator, e consegue superar as deficiências do enredo, brilhando com uma atuação bem acima do que o personagem de fato exige. Particularmente, é bom vê-lo numa atualmente rara atuação dramática, já que o talentoso ator sempre é escalado para comédias bobas e descompromissadas.

Em síntese, com enredo interessante, repleto de suspense e reviravoltas, e ótima atuação do seu protagonista, Lutando Contra o Tempo é um filme divertido, bem acima das produções "B", mas, ainda abaixo do talento de Gooding Jr., que, com perdão do trocadilho, precisa lutar contra o tempo para dar uma reviravolta em sua carreira. Mesmo assim, ainda recebe deste blogueiro a nota 7,5. Diversão boba e descartável que merece ser conferida.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.