segunda-feira, 30 de abril de 2012

DUPLA IMBATÍVEL.

Filmes.
Dupla Imbatível.

Depois de domingos sucessivos exibindo filmes de ação B estrelados por Dolph Lundgren, Steven Seagal, nos fazendo lembrar dos saudosos bons tempos onde estes e outros astros do gênero como Chuck Norris e Charles Bronson apareciam com mais frequência no Domingo Maior, a Globo voltou a exibir na sessão dominical super-produções do gênero, campeães de bilheterias, na noite de ontem, tirando do porão o fodástico Os Bad Boys, estrelado por Will Smith e Martin Lawrence que não somente formam uma das melhores parcerias da história do cinema como também estrelam e arrebentam com um dos melhores filmes de sua carreira. Lamentavelmente, de forma impressionantemente absurda, infelizmente o filme foi exibido com cortes desnecessários e patéticos, principalmente na primeira  parte, uma falta total de respeito da toda-poderosa emissora televisiva do nosso país com os seus telespectadores. Deixando de lado a atitude imbecil de desrespeito da emissora global, vamos ao comentário deste filmaço de 1995, dirigido pelo mestre dos blockbusters Michael Bay.


Na trama, Marcus (Lawrence, hilário) e Mike (Smith, também hilário) formam um dupla de policial fodástica da ensolarada Miami encarregada de descobrir um  roubou surreal de um carregamento de heroína, que estava fortemente guardado na delegacia. Nas investigações, Mike, que é um solteirão pegador, pede para que uma das informantes, uma prostituta de luxo, investigue se tem alguém novo na área torrando dinheiro e drogas em festinhas particulares. A moça encontra um dos assaltantes e são supreendidos como o líder deles (Tchéky Karyo), que assassina a moça à sangue-frio (uma das cenas totalmente retalhada ontem pela Globo). O que eles não contavam é que a moça tinha levado para o encontro sua colega de quarto Julie (Tea Leoni, irreconhecível e ainda mais linda que hoje) que testemunhou o assassinato. Perseguida pelos caras, Julie entra em contato com a polícia e só aceita a ajuda de Mike, mas, como o mesmo não estava na hora que ela ligou, o seu chefe (Joe Pantoliano) obriga que Marcus se passe pelo parceiro.

Com ação frenética  e um humor na medida certa, Os Bad Boys é um filmaço de primeira que ganha mais força graças ao perfeito entrosamento da dupla central, que simplesmente dão um show de atuação e simpatia. Bay logo no seu filme de estreia já impõe a sua marca e nos presenteia com um filmaço empolgante com muita ação, do começo ao fim, praticamente sem parar. Em síntese, um filmaço que estava sumido da programação que não merecia voltar às telinhas com cortes absurdamente desnecessários.  Nota 10,0 e sem cortes.


Em 2003, Bay volta a reunir a dupla imbatível Smith e Lawrence como também boa parte do elenco no eletrizante Bad Boys II que consegue a rara proeza de ser uma continuação tão boa quanto o original, desta vez com a dupla encarregada de investigar a proliferação de ecstasy em Miami, onde seu principal suspeito é o tosco poderoso chefão do tráfico da cidade Johnny Tapia (Jordi Mollà), que deseja ser único e exclusivo na cidade. Desta vez, a dupla contará com a ajuda de Syd (a lindinha Gabrielle Union), agente infiltrada na quadrilha Tapia, que é irmã de Marcus e está de namoro com seu parceiro Mike, sem que ele saiba. Com uma duração consideravelmente maior que o primeiro filme, Bad Boys II é um filmaço com ação do começo ao fim, com sequências eletrizantes de ação (como a inicial, onde a dupla, praticamente sozinha, invade um culto de Klu Klux Klan) e cômicas (como a que Marcus fica chapadão após ingerir acidentalmente esctasy). Em síntese, um filmaço excelente, praticamente empatado com o original, portato, também recebe deste blogueiro a nota 10,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



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