terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DOIS FILMAÇOS PERDIDOS NO FINAL DA MADRUGADA.

Filmes.
Dois filmaços perdidos no final da madrugada.

Nesta madrugada, zapeando pelos canais fui supreendido com mais uma eventual liberação do sinal do canal Max HD. A supresa ainda foi maior, já que logo após o horrível A Fogueira das Vaidades, filminho tosco de merecido fracasso, estrelado por Tom Hanks, Melanie Grifith e Bruce Wills, dois filmaços das antigas, de épocas diferentes, foram exibidos, aos  quais passo a comentar a partir de agora.

Para quem não sabe ou não lembra, o prestigiado ator e diretor Clint Eastwood, antes de nos presentear com algumas obras primas fazia esta jornada dupla nos filmes de ação que estrelava. Caso do empolgante Impacto Fulminante, produção de 1983, quarta e penúltima aventura do mítico policial de São Francisco, Dirty Harry, que com seus métodos controvérsios, porém, eficazes, detona com a bandidagem. Cansados de tanta polêmica e para acalmar os ânimos mais exaltados, seus superiores o enviam para a um ensolarado balneário californiano, para tentar encontrar alguma ligação com um misterioso crime que mandou para terra do pé junto, um carinha com um tiro nos bagos. Lá, ele conhece a artista plástica Jennifer Spencer (Sondra Locke, na época esposa de Eastwood), uma mulher que após ser violentada, junto com a irmã, por um grupo de tarados, resolve eliminar um por um, começando pela tal vítima com os cunhões estourados no começo do filme.

O filme tem um bom roteiro e um ritmo eletrizante, principalmente nas tramas paralelas (a sequência onde Dirty Harry encara a bandidagem na lanchonete onde ele costuma tomar o seu café da manhã, com direito a dizer sua mais célebre frase, é marcante). Eastwood tem ótima atuação tanto como ator, onde demonstra está bem a vontade no personagem, como diretor, nos presenteando com ótimas sequências de ação. Apesar de não ser o melhor filme da franquia, Impacto Fulminante é um filmaço de ação que não envelheceu com o tempo. Um clássico do cinemão de ação que já mostrava o talento duplo de Eastwood. Para ser visto e revisto sem se tornar chato. Nota 8,0.


Depois da bandidagem ser ferrar com os tiros certeiros de Dirty Harry e da vingativa Jennifer, foi a vez da emissora por assinatura resgatar o excelente supense A Rede, produção de 1995, estrelada por Sandra Bullock, após o estouro de Velocidade Máxima.  A linda e talentosa atriz interpreta a pacata Angela Bennet, uma especialista em corrigir sistemas de informática, que passa por poucas e  boas, quando recebe um disquete que revela graves segredos de pessoas poderosas e passa a ser perseguida impiedosamente, algo que numa sociedade informatizada como a nossa pode detornar para sempre com uma pessoa. Sem identidade e tida como bandida foragida, a jovem tem que correr contra o tempo para salvar a sua pele e ainda recuperar a sua identidade. Um suspense eletrizante na dosagem certa, com um ritmo frenético, um roteiro muito bem escrito e repleto de reviravoltas, que prende a nossa atenção do começo ao fim, e ótimas atuações.

Bullock mostra aqui que tem cacife e carisma para estrelar uma produção, num dos primeiros filmes como protagonista. Seus  colegas de elenco, boa parte ilustres desconhecidos, não ficam atrás e nos brindam com atuações razoáveis. Injustamente sumido da programação das emissoras naicionais, A Rede é um filamço que merece ser descoberto, visto e revisto. Um dos melhores filmes estrelados por Sandra Bullock, com ação e suspense na medida certa. Imperdível. Nota 9,5.


Curiosamente, exatos onze anos após a sua produção, este filmaço eletrizante  ganhou uma continuação horrenda lançada diretamente em home vídeo, A Rede 2.0, onde a esforçada e lindinha atriz televisiva Nikki Deloach, interpreta Hope Cassidy, outra especialista em computadores que ver sua vida virar pelo averso, após o trampo dos sonhos ir por água abaixo, e se metendo na mesma roubada que a personagem de Bullock no filme original, fugindo dos misteriosos perseguidores pelas ruas de Istambul. Este sim, um filme que merece o ostracismo, já que é uma merda tão grande que está entre as piores continuações de todos os tempos, que praticamente repete a mesma trama do filme original, mas sem o mesmo brilho, numa produção classe "z". Um lixo nota que só recebe nota 0,5 pelo esforço da lindinha protagonista. Em síntese, uma bosta que deve ser ignorada e totalmente esquecida.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

ESPIONAGEM À MODA ANTIGA.

Filmes.
Espionagem à moda antiga.

Um dos lançamentos nos cinemas brasileiros do último fim de semana, o filme  de espionagem O Espião que Sabia Demais, estrelado por Gary Oldman, não chegou em nenhuma das salas alagoanas. Ainda bem que o filme já se encontra na grande rede, onde eu acabei de assistir, gratuitamente, na tela do meu notebook. O filme se passa em 1973, em plena guerra fria e Oldman interpreta George Smiley, um espião inglês que é obrigado a sair da aposentadoria para descobrir quem é o agente duplo da sua organização, após a morte misteriosa do seu ex-Chefe Control (John Hurt), justamente quando o mesmo tinha buscava descobrir quem é o traidor. Todos ao seu redor são suspeitos de ser o tal agente duplo, mas descobrir quem é não será mais fácil, já que todos são espiões de elite da rainha.

O filme tem um premissa interessante e ousa em resgatar o climão de conspiração e suspense dos filmes antigos de espionagem, numa época em que filmes deste sub-gênero se tornaram filmes de ação em ritmo frenético (A trilogia Bourne e os filmes de 007 dos anos 90 para cá são bons exemplos.). Particularmente, curto também um filme de espionagem à moda antiga com enredo intrigante,e quase sem ação. Sinto saudades de produções deste tipo, dos tempos que James Bond era interpretado por ótimos atores de verdade (leia-se Sean Connery e Roger Moore, este último o meu 007 favorito) e tinha enredos inteligentes. O problema é que O Espião que Sabia Demais é um filme chatíssimo, lento, tedioso, no ponto morto e arrastado demais. Salva-se apenas as ótimas atuações de um elenco afiadíssimo, em especial Oldman, que brilha como protagonista.

Em síntese, um filme chato e enfadonho que só ganha nota 2,0 deste blogueiro apenas pelas ótimas atuações do seu elenco afiado e pela boa intenção em resgatar o climão dos verdadeiros e clássicos filmes de espionagem. Pena que ficou só na intenção. Ainda bem que o filme ainda não chegou por aqui, pois ficaria muito chateado em gastar dinheiro assistindo esta bosta entediante (já basta as quase duas horas que gastei). Recomendado apenas para quem sofre de insônia e para a crítica que só elogiou este filme tão chato.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

UM POUCO MAIS DO VELHO HOLMES.

Filmes.
Um pouco mais do velho Holmes.

O carismático Robert Downey Jr. volta em grande estilo a dar vida ao célebre detetive Sherlock Holmes, mais uma vez tendo Jude Law como o parceiro Watson e sob a batuta do talentosíssimo diretor Guy Ritchie. Em Sherlock Holmes - O Jogo das Sombras, filme que acabei de assistir na sala 1, do Complexo Kinoplex Maceió, o inteligentíssimo detetive desvenda uma conspiração maquiavélica, onde o renomado professor Moriaty (Jared Harris), amigo do primeiro ministro inglês, está por trás de ataques que levando a Europa para uma guerra. Para evitar os planos do vilão, Holmes arrasta mais uma vez seu fiel parceiro Watson (Jude Law), que está se casando com sua amada Mary Morstan (Kelly Reilly) e, desta vez, a dupla conta com a ajuda de Simza (Noomi Rapace), que busca encontrar o seu irmão desaparecido. O trio corre contra o tempo para evitar que a paz mundial seja interrompida, por causa de um vilão tão inteligente quanto o célebre detetive e seu fiel escudeiro Watson.

O filme tem um bom roteiro, mais uma vez com uma dosagem perfeita de ação, suspense e humor. A novidade é que desta vez valorizou-se um pouco mais o velho Holmes, ou seja, mais intelecto e menos ação. Mas, os fãs da nova versão testosterona do célebre detetive criado por Arthur Conan Doyle, podem ficar tranquilos, pois o herói figuraça continua firme e forte, e mais uma vez, somos brindados com excelentes sequências de ação, de tirar o fôlego. O elenco está afiadíssimo, com destaque para Downey Jr. e Law, ambos bem mais a vontade em seus respectivos personagens, sendo responsáveis pelas tiradas mais engraçadas do filme, com direito a uma insinuação leve da homossexualidade entre os personagens, teoria defendidas por muitos fãs dos personagens.

Com um enredo intrigante, envolvente, ótimas atuações de um elenco carismático e uma brilhante direção de Guy Ritchie, que mais uma vez não se intimida em dar o seu toque pessoal, nos presenteando com sequências eletrizantes, a nova aventura de Sherlock Holmes é um filmaço divertido e inteligente, que envolve e prende a nossa atenção. Em síntese, diversão descompromissada de primeira. Imperdível! Nota 8,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


sábado, 14 de janeiro de 2012

ELENCO DE PESO EM FILME DECEPCIONANTE.

Filmes.
Elenco de peso em filme decepcionante.

Filmes sobre roubos mirabolantes geralmente reúnem um elenco de astros e são bastante divertidos. Onze Homens e Um Segredo e suas duas sequências, e Uma Saída de Mestre são bons exemplos. Apesar deste tipo de filmes está um pouco desgastado, é inegável que a onda ainda não acabou e sempre vai continuar atraindo o público, afinal, numa indústria onde a vaidade corre solta, é sempre bem vindo o encontro nas telonas de talentosos astros e estrelas hollywoodianos. Roubo nas Alturas, filme que acabei de assistir aqui na internet, é o mais novo exemplar deste sub-gênero, e só pelo fato de ser dirigido pelo talentoso Brett Ratner, responsável pela trilogia A Hora do Rush e ser estrelado por Ben Stiller e Eddie Murphy, a frente de um elenco de ótimos atores como Alan Alda, Téa Leoni e Matthew Broderick, o eterno Ferris Bueller do clássico oitentista Curtindo a Vida Adoidado,  já prometia ser um filmaço e até mesmo superar outros filmes do tema. Pena que ficou apenas na promessa, já que o filme consegue ser mais decepcionante do que o fato dele ser exibido nas salas alagoanas apenas na versão dublada.

A trama do filme basicamente é a mesma das centenas  de filmes sobre o tema. Desta vez, a ação se passa num luxuoso prédio em Nova York intitulado A Torre. Após o bilionário Arthur Shaw (Alan Alda, esforçado), residente na cobertura, ser preso pelo FBI por ter cometido uma fraude gigantesca, um pequeno grupo de funcionários, que tiveram seu fundo de pensão torrado pelo golpista, liderados por Josh Kovacs (Ben Stiller, apático, no piloto automático), resolve ir a forra e recuperar os seus investimentos de toda uma vida, planejando um roubo mirabolante no apartamento do safado. Como sempre tiveram uma vida honesta, portanto, sem experiência nenhuma em atos criminosos, recorrem a ajuda do experiente ladrão Slide (Eddie Murphy, junto com Teá Leoni, ligeiramente se destacando a mais que seus colegas de elenco), vizinho de Kovacs, que será uma espécie de guru do crime para os figuraças.

O filme tem uma premissa interessante, mas o roteiro é muito fraco, que nem envolve nem empolga o espectador. A cena do roubo, onde geralmente dar um gás no público, desta vez é chata e enfadonha, não empolgando em nenhum momento. As piadas não funcionam e o ritmo do filme é lento, o que supreende, já que vai de encontro ao elenco tão bom e, principalmente, ao estilo de um diretor que já nos presenteou com filmes frenéticos e empolgantes. O resultado final é fustrante e desanimador, um total desperdiço de um bom elenco, num filme que acaba figurando entre os mais fracos sobre o tema.

Em síntese, Roubo nas Alturas é um filminho chato e decepcionante que só merece ser visto apenas para conferi o encontro de astros tão carismáticos, mesmo que estejam totalmente perdidos numa trama tão fraca e entediante.  Ganha nota 3,0 deste blogueiro apenas pelo seu elenco.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

HOLMES, SHERLOCK HOLMES

Filmes.
Holmes, Sherlock Holmes.

Uma tendência recente de Hollywood é a modernização de clássicos da literatura. Particularmente, não tenho nada contra, mas, da forma como vem sendo feita, o resultado sempre é fustrante e, na maioria das vezes, um atentado a obra original. Até agora, a exceção a regra é Sherlock Holmes, versão do diretor Guy Ritchie para o célebre detetive londrino criado por Sir Arthur Conan Doyle e que, por incrível que pareça, este cinéfilo só assistiu na madrugada de hoje, embalado pela estreia do segundo filme no dia de hoje. Nesta nova roupagem, o inteligentíssimo detetive, que já pintou nas telonas por mais de duzentas vezes, agora ganha vida na pele do carismático Robert Downey Jr., enquanto que Jude Law vive seu fiel parceiro, Watson. As características originais dos personagens e o clima de mistério permanecem, o que torna o filme superior as demais adaptações de outros clássicos da literatura. Só que agora com uma dosagem alta de ação e uma boa pitada de humor na medida certa.

O filme já inicia de forma eletrizante, com Holmes correndo pelas ruas de Londres, para salvar uma moça que está prestes a ser sacrificada pelo misterioso e temível Lorde Blackwood (Mark Strong), num ritual de magia negra. Logo após, vemos a parceria entre Holmes e Watson ser abalada, por este está de casamento marcado com Mary Morstan (Kelly Reilly). Mas antes da dupla pensar em ser desfeita, Blackwood, que havia sido enforcado, misteriosamente retorna da tumba e volta a assombrar Londres com suas pervesidades. Neste meio tempo reaparece Irene Adler (a lindíssima Rachel McAdams), uma experiente ladra que mexe com a cabeça do detetive mais inteligente de todos os tempos. A dupla, então, corre contra o tempo para evitar que um mal maior seja despertado pelo sombrio vilão.

Sherlock Holmes tem um roteiro muito bem escrito que mantem todo climão de mistério dos livros e  a inteligência acima de comum do personagem. Mas, além de queimar os neurônios como de costume, nesta nova versão, o célebre personagem usa a força física, com direito a sair na porrada, num ringue clandestino, só para arrumar alguma grana, enfim, assim como aconteceu com James Bond, Holmes aqui ganha status de herói de ação. Uma mudança e tanto para um personagem imortalizado pelo seu intelecto do que pela força física. Mudança radical que deve ter feito muitos fãs do personagem terem se invocados, mas, ao meu ver, nada que estrague o personagem. Muito pelo contrário, a tentativa de tornar Holmes mais atrativo para geração do século XXI deu certo e somos presenteados com um personagem carismático e divertido, que ganhou mais forças graças ao talento de Downey Jr. que, como sempre, dar um show e nos diverte com uma excelente atuação que merecidamente lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator Comédia/Musical. A química entre ele e Law é perfeita, e ambos seguram bem seus respectivos personagens nesta nova roupagem.

Além de um ótimo roteiro e um elenco afiadíssimo dirigido de forma brilhante pelo talentoso Ritchie, o filme também conta com uma excelente trilha composta e conduzida por Hans Zimmer, que embala perfeitamente as eletrizantes sequências, que foi indicada ao Oscar, junto com a Direção de Arte que também está explêndida. Destaque também para os figurinos, que retratam perfeitamente a época em que o filme se passa.

Apesar da significativa mudança e modernização dos personagens, é inegável que Sherlock Holmes é um filmaço que diverte, empolga e prende a nossa atenção do começo ao fim. Com ritmo eletrizante, o filme não somente consegue superar todas as atuais adaptações de um clássico da literatura, como também está no topo da lista das melhores adaptações de todos os tempos. Em síntese, diversão garantida. Um aperitivo perfeito que nos deixa mais ansioso para assistir o novo filme, que traz de volta o trio de protagonistas e o diretor Guy Ritchie. Promete ser tão bom quanto o original, que recebe deste blogueiro a nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

MAIS UMA BOBAGEM DO CASSETA.

Filmes.
Mais uma bobagem do Casseta.

Depois de um dia de atraso, já que ontem o Complexo Kinoplex Maceió estava com insuportáveis filas quilométricas (temporada de férias é f..., o povo que não vai ao cinema o ano todo, quer tirar atraso no único dia da semana que o ingresso é mais barato.), finalmente fui conferi o lançamento do último final de semana, As Aventuras de Agamenon, O Repórter, filme nacional escrito, produzido e estrelado pro Hubert Aranha e Marcelo Madureira, comediantes, membros do Casseta & Planeta. Para ser sincero, só fui assistir este filme pela simples falta de opção, já que não estava muito empolgado em conferir. Também, os dois únicos filmes do grupo, o horrível A Taça do Mundo é Nossa e o engraçadinho Seus Problemas Acabaram! são decepcionantes e somados com os comentários negativos sobre o novo filme, tanto da crítica como de cinéfilos, acabaram desmotivando este blogueiro, e com certeza outras pessoas, a assistir a estreia, em carne e em osso, do personagem criado pela dupla e de grande sucesso no jornal O Globo. Sem falar na curta duração (um pouco mais de uma hora e quinze minutos), que por só nos leva a questiona se vale a pena ir ao cinema para assistir um filme tão curto. Mesmo assim, no fundo acreditava que o filme prometia, mas, infelizmente, as suspeitas negativas se confirmaram. 

O jornalista Agamenon, interpretado duplamente por Hubert e Marcelo Adnet (impagável, roubando cena), é uma espécie de Forest Gump tupiniquim, pois participou de vários momentos importantíssimos da história do Brasil e Mundial, tem a sua  vida documentada neste filme pseudo-documentário, narrado por ninguém menos que Fernanda Montenegro, e como depoimentos de personalidades como Pedro Bial, Paulo Coelho, Fernando Henrique Cardoso, Jô Soares Caetano Veloso, entre outros. Desde da Segunda Guerra Mundial, passando pelos tumultuados anos 60 até os dias atuais, o carinha sempre esteve presente não somente registrando tudo, como também se metendo demais, a ponto de influenciar e motivar alguns acontecimentos destes acontecimentos históricos. Mesmo assim, Agamenon é um cara ferrado, que reside num carro velho estacionado em frente a redação do jornal O Globo e ainda é gaiado por sua esposa e grande amor da sua vida, a insaciável Isaura (Luana Piovanni, convicente, mesmo com uma personagem totalmente sem graça).

Como se pode perceber, o filme até que tem uma premissa bastante interessante. Mas, pouquíssimas piadas realmente funcionam, num roteiro que é uma colcha de retalhos de várias enquetes, bem ao estilo do programa televisivo do grupo que a dupla faz parte. Para complicar, como típico do humor quase sem graça do Casseta, em Agamenon os caras apelam para as piadas de baixo escalão e até mesmo algumas sequências que além de serem totalmente sem graças, são ofensivas à personalidades reais, como John F. Kennedy, Martin Luther King, Gandhi, Papa João Paulo II, entre outros. Uma apelação desnecessária que além de entediar,  causa a repulsa do espectador. Em compensação, boa parte das sequências estreladas por Adnet salvam o filme de um total fiasco e rende as únicas risadas do público que, assim como este blogueiro, teve uma reação fria com o filme e muitos até saíram indignados da sessão das 17:30 exibida na sala 4, com tanta bobagem absurdamente sem graça. 

Em síntese, As Aventuras de Agamenon, O Repórter é mais uma boa ideia desperdiçada e jogada no lixo, salva apenas pelas montagens a la Forest Gump e ao talentoso Adnet, que foi presenteado  pela dupla de Cassetas com as melhores e únicas piadas boas do filme (a sequência que se passa no Titanic é de chorar de rir e disparada a melhor de todo filme) e dar um show de versatilidade. Um filminho bobo que comete o pecado mortal de uma comédia, ou seja, não tem graça. Vale ser conferido apenas pelos seus dois únicos méritos já mencionados no ínicio deste parágrafo, o que rendem ao filme a nota 3,5 deste blogueiro.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
Pedro Bial sendo soterrado pelo Muro de Berlin,
Bem que o paredão do Big Bosta devia cair realmente na cabeça dele. rss...


JACKIE CHAN ARREBENTANDO NA SESSÃO DA TARDE.

Filmes.
Jackie Chan arrebentando na Sessão da Tarde.

Cada vez mais raras de serem exibidas, as produções chinesas estreladas por Jackie Chan geralmente são bastantes divertidas, graças principalmente ao carisma do ator e as suas loucas peripécias, que mesmo perigossísmas, faz questão de dispensar dublê. Disparado, a maioria das suas produções em sua terra natal humilham boa parte de sua filmografia norte-americana e ainda figuram na lista dos seus melhores filmes. É o caso do divertidíssimo Arrebentando em Nova York, de 1995,  exibido pela Rede Globo, na última terça-feira, na Sessão da Tarde. A produção foi responsável pelo seu estouro um pouco tardio no mundo todo, inclusive por aqui, já que o astro vinha arrebentando nas bilheterias em sua terra natal, desde dos meados dos anos 70, onde inclusive, foi figurante em filmes do lendário e saudoso Bruce Lee. Mas, como diz o ditado popular, "Antes tarde do que nunca", né?

Na trama, Chan interpreta Keung, um chinês que vai aos Estados Unidos para o casamento do seu figuraça tio e acaba se envolvendo acidentalmente com uma tosca gangue e com perigosos bandidos que querem a todo custo diamantes valiosos escondidos na almofada velha de uma cadeira de rodas de um pirralho paralítico, seu vizinho. Em terras estrangeiras, o carinha terá que, literalmente, botar para arrebentar em cima da bandidagem para salvar o garotinh e sua irmã rebelde, a dona do supermercado que seu tio acabou de vender e, obviamente, a si próprio.

Não preciso dizer que o enredo é desculpa esfarrapada para Chan dar um show de carisma, tanto interpretativo como de artista marcial, distribuindo porrada para tudo que é lado em excepcionais coreografias e arriscando a sua própria vida em mirabolantes e perigossísmas sequências. Chan está em ótima forma, encarando, como de costume, todas as sequências de lutas e ação, e de quebra, ainda nos brinda com uma ótima atuação, nos arrancando risadas facéis.

Infelizmente, como é de costume, como se não bastasse a tosca dublagem, a Globo faz cortes grosseiros que tira todo prazer, até mesmo dos mais saudosistas, em conferir um excelente filme sumídissimo da programação a muito tempo. Mesmo assim, a exibição da última terça serve como incentivo para sairmos de casa e compramos o filme, seja original ou pirata, pois até este último encontramos o filme completinho, sem os cortes fajutos e grosseiros feitos pelas emissoras abertas, principalmente, pela emissora carioca. Arrebentando em Nova York é um filmaço divertidísismo, que figura entre os melhor dos melhores da filmografia de Chan e merece ser visto e revisto. Obrigatório para os fãs de artes marciais, em especial, do astro. Imperdível! Nota 9,8.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
  
Chan arrebenta em Nova York e com a bandidagem.
Abaixo, trailer do filme.

 

CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: FIREWALKER - OS AVENTUREIROS DO FOGO.

Filmes.
Clássicos da América Vídeo: Firewalker - Os Aventureiros do Fogo.

Nos anos 80, como nos dias de hoje, pipocaram e ainda pipocam filmes que imitam descarada ou timidamente Indiana Jones. A Cannon não podia ficar de fora e se aventurou no gênero, produzindo o divertido As Minas do Rei Salomão, que fez sucesso a ponto de ganhar a tosca continuação Allan Quartemain e a Cidade do Ouro Perdido. Mas, para este blogueiro, a melhor aventura la Indiana produzida pela saudosa produção de filmes "B" foi Firewalker - Os Aventureiros do Fogo estrelado por um dos principais astros do cast da produtora, Chuck Norris e o ganhador do Oscar, Lou Gosset Jr., interpretando, respectivamente, Max e Leo, uma carismática e divertida dupla de aventureiros que vivem se metendo e saindo das maiores roubadas. Eles são contactados pela jovem Patrícia Goldwyn (a lindíssima e também carismática Melody Anderson), que jura que o mapa que possui leva a uma cidade asteca, repleta de tesouros. Obviamente, o trio entrar em várias roubadas, encarando diversos perigos, entre eles a perseguição implacável a um tosco índio El Coyote (Sonny Landham, sempre escalado para interpretar vilões nas produções oitentistas).

Por mais improvável que possa parecer, o fato é que o filme é muito divertido, com um roteiro interessante e sequências divertidíssima. Dirigido pelo saudoso J. Lee Thompson, que também esteve a frente de As Minas do Rei Salomão, o filme não se leva a sério em nenhum momento, o que o torna um sub-Indiana Jones bastante superior aos concorrentes. 

Norris, acostumado a fazer durões caladões, desta vez se solta com um personagem bastante carismático, debochado e supreende com uma atuação bem acima da média, provavelmente a melhor de sua carreira. A perfeita parceria com Gosset Jr., esbanja carisma e simpatia, nos divertindo e arracando risadas frouxas. Os fãs da porrada de Norris, não fiquem preocupados, pois em Firewalker, não falta e são muito bem distribuidas para todos os figurantes. Norris pode até supreende na atuação, mas sua marca registrada  continua bastante presente no filme.

Com um enredo bastante interessante e divertidíssimas sequências de ação, Firewalker - Os Aventureiros do Fogo não somente é um dos melhores sub-Indiana Jones, mas também está entre os melhores de todos envolvidos, principalmente, de seus protagonistas. Uma aventura empolgante e descompromissada que, infelizmente, atualmente engorda a lista dos sumidos tanto das TV abertas e fechadas brasileiras, como também das prateleiras do mercado de home vídeo. Merece ser conhecida, vista e revista. Diversão garantida para toda a família. Nota 10.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 

UMA AGRADÁVEL SUPRESA NA MADRUGADA DA GLOBO.

Filmes.
Uma agradável surpresa na madrugada da Globo.

Há exatamente uma semana, numa madrugada como esta, zapeando pela TV, fui supreendido com a exibição, na sessão Corujão da Rede Globo, do oclássico oitentista O Predador, que está entre os melhores filmes estrelado por Arnold Schwarzenegger. Aqui, o ex-governador da Califórnia interpreta Dutch, um líder de um pequeno pelotão de mercenários norte-americanos, contratados pela CIA, que vão até a Guatemala com a missão de resgatar reféns presos por um tosco grupinho de guerrilheiros. Uma missão rotineira se não aparecesse no caminho dos durões, um ser de outro planeta que, sem tem o que fazer no seu planeta, vem ao nosso para nos caçar. Acostumados a serem os caçadores, os carinhas passam poucas e boas sendo caçados e ferrados impiedosamente pela criatura extra-terrena, que usa a invisibilidade como camuflagem. Mas, por outro lado, também não será fácil para o caçador inter-planetário, já que entre suas caças, está o fodástico Dutch que, sem medo nenhum, está disposto até sair no braço com ele, pela sua sobrevivência.

Produzido em 1987, O Predador tem um roteiro intrigante e envolvente, que prende à atenção do começo o fim e sabe dosar ação e suspense na medida certa, apesar de se arrastar um pouquinho no clímax, quando o personagem de Arnoldão se prepara para sair na porrada com o E.T. grandalhão. As interpretações não são lá grandes coisas, mas, além de não comprometer, o elenco cumpre direitinho sua função típica num filme de Schwarzenegger dos anos 80, onde ele sempre era o fodão exército de um homem só. A presença de Bill Duke e Jesse Ventura, que trabalharam com o brucutu em outras produções da época (ambos como vilões, sendo o primeiro em Comando Para Matar e este em O Sobrevivente) somente confirmam esta afirmação. Quem também deu às caras na produção foi Carl Weathers o eterno Apollo Creed dos quatro primeiros filmes da franquia Rocky, que desta vez interpreta o duas-caras Dilon. Curiosamente, o baixinho e futuro astro de ação Jean Claude Van Damme foi contratado para atuar na produção, mas ao saber que iria interpretar o monstrengo, pulou fora, dando lugar ao saudoso grandalhão Kevin Peter Hall.

Na época o filme fez um enorme sucesso e inevitávelmente gerou duas continuações. A primeira, O Predador 2 - A Caçada Continua, traz o ótimo Danny Glover a frente de um elenco de coadjuvantes costumeiros da época (Bill Paxton, Maria Conchita Alonso, Robert Davi, Gary Busey e Adam Baldwin), encarando o mostrengo, dez anos após os fatos ocorridos no filme original, desta vez na selva urbana de Los Angeles. O filme até mantêm o climão do original, transferindo a trama para a selva de pedra, numa trama policial ao invés de filme de ação de exército de um homem só. Mesmo inferior ao filmaço original, temos um bom filme, empolgante, que cumpre direitinho sua missão de divertir sem exigir nenhuma queimada de neurônicos. Nota 8,5. Mais recentemente, em 2010, após o bichano encarar outro monstrengo de outro mundo icônico e até ganhar status de anti-herói nos dois filmes Alien x Predador, a franquia é retomada com Predadores, filme que, apesar de ter a produção do mestre Robert Rodriguez, não traz nenhuma novidade. Nitidamente inspirado no filme original, na trama, um grupo de terráqueos durões (incluindo a nossa Alice Braga) são misteriosamente abduzidos e vão parar no planeta natal dos monstrengos. Os comentários deste filme você confere em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/07/predadores-repetindo-velha-formula.html .

Apesar de ter alguns (poucos) méritos próprios, tanto as continuações quanto os dois encontros dos alienígenas vilanescos da Fox apanham feio do filme original estrelado por Arnoldão. Dirigido pelo John McTiernan (que depois nos presenteou com outros ótimos filmaços como o primeiro e o terceiro filme da franquia Duro de Matar e o eletrizante Caçada ao Outubro Vermelho), O Predador é um filmaço de ação de primeira, empolgante e envolvente que merece um destaque melhor ao invés de ser exibido, sem nenhuma divulgação prévia, como tapa buraco na programação da madrugada de um emissora aberta. Com enredo original e dosagem perfeita de ação e suspense, que ganham força com a perfeita trilha, figura entre os cinco melhores dirigidos por Mc Tiernan e também daqueles estrelados por Schwarzenegger. Nota 10,0. Um clássico oitentista imperdível, para ser visto e revisto, de preferência em horário nobre e legendado. Não custa sonhar, né?

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Clássico oitentista com Arnoldão está disponível em DVD.



RECORDAR É REVER: TOP GUN - ASES INDOMÁVEIS.

Filmes.
Recordar é rever: Top Gun - Ases Indomáveis.

No ano passado, vários filmaços oitentistas comemoraram 25 anos que foram produzidos e lançados. Entre eles o eletrizante Top Gun - Ases Indomáveis, um filmaço de aventura, com  cenas de ação eletrizantes, um elenco afiado, uma trilha sonora tão marcante que ainda é tocada até hoje e marcou o estouro como astro de Tom Cruise, que interpreta o jovem piloto rebelde Peter Mitchell, cujo o apelido é "Maverick", que junto com o seu parceiro de pilotagem Nick "Goose" (Anthony Edwards) são selecionados para ingressarem na renomada Academia Áerea e se tornarem os melhores pilotos da marinha norte-americana. Lá, Maverick conhece e se apaixona por  sua estrutuora, Charlotte (a atualmente sumidíssima Kelly McGills), e ainda tem que encarar um rival tão bom e egocêntico como ele, interpretado por Val Kilmer.

Dirigido por Tony Scott, o filme reflete bem a época, com seu visual e ritmo de videoclipe, com ótimas sequências de ação, que impressionam, até hoje, pelo realismo. As indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Efeitos Sonoros só confirmam o ritmo frenético do filme. Para dar o tom a este ritmo frenético, o filme simplesmente tem a melhor trilha sonora de todos os tempo. Destaque para a inesquecível Take my Breath Away, único e eterno sucesso da banda pop Berlin, que rendeu ao filme sua única premiação, o Globo de Ouro e Oscar de Melhor Canção Original. Confira o clipe oficial desta belíssima música no final desta postagem.

O filme tem um roteiro muito bem escrito e dosa perfeitamente ação, drama e romance, que ganha força com um elenco afiado, apesar de nenhuma atuação ser excepcional, onde cada um cumpre direitinho seus respectivos papéis. Existe uma química perfeita entre Cruise e McGills. Já Kilmer, rouba a cena como o rival de Cruise, conseguindo demonstrar que tinha talento. Além de contar com os coadjuvantes clichês da época como Tom Skerrit, Michael Ironside e Rick Rossovich, Top Gun conta com as curiosas e pequenas participações de Meg  Ryan e Tim Robbins, ambos em ínicio de carreira.

Lembrado por muitos graças a presença constante e até certo ponto na exaustiva nos bons tempos da Sessão da Tarde, Top Gun - Ases Indomáveis é um filmaço que não se desgastou mesmo com estas milhares de exibição, muito menos envelheceu com o tempo. Curiosamente,este ano será produzida uma continuação bastante tardia e rumores contam que Cruise poderá fazer uma pequena participação reprisando o personagem responsável pelo seu estouro. Particulamente acho muito difícil superar o clássico oitentista que, infelizmente, anda sumido da programação das emissoras brasileiras, abertas e por assinaturas.

Em síntese, um filmaço eletrizante para ser visto e revisto, como também precisa ser descoberto por esta nova geração que, espantosamente, ainda não o conhece. Divertido e empolgante, um filmaço imperdível. Nota 10,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.