domingo, 27 de junho de 2021

SEM O MESMO ENCANTO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Fantasia 2000.
Produção estadunidense de 1999.

Direção: Don Hahn, Pixote Hunt, Hendel Butoy, Eric Goldberg, James Algar, Francis Glebas, e Gaëtan e Paul Brizzi, 

Elenco: Steve Martin (apresentador), Itzhak Perlman (apresentador), Quincy Jones (apresentador), Bette Midler (apresentadora), James Earls Jones (apresentador), Angela Lansbury (apresentadora), Wayne Allwine (voz), Tony Anselmo (voz), Russi Taylor (voz), entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Disney Plus) em 27 de junho de 2021.

Sinopse
: Continuação do clássico Fantasia. Como no filme original, os animadores da Disney se inspiram em clássicas músicas para criarem mais oito sequências animadas. Uma delas, inspirada no clássico O Soldadinho de Chumbo, um soldadinho de brinquedo tenta chegar junto de uma bailarina de uma caixinha de música, tendo que enfrentar outro brinquedo malvadão que cobiça a mocinha. Já em outra, o Pato Donald (Anselmo) é assistente de Noé e o ajuda a embarcar os animais, mas, acaba tendo um desencontro com sua amada, Magarida (Taylor).

Comentários
: Após quase sessenta anos, o erudito se encontra mais uma vez com a criatividade da galera da Disney. E temos aqui um caso de perguntamos "Por quê?", já que um clássico absoluto como Fantasia não precisa de continuação remake, reboot, o que quer que seja. Mas, enfim, inventaram de fazer, e até que não é tão ruim assim. Porém, sem deixar de ser desnecessário e bem menos encantador e criativo que a animação original. O resultado é apenas uma animação legalzinha, mas totalmente esquecível, inferior ao original, mas, pelo menos, que dar para passar o tempo, sem exigir. 
CotaçãoNota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

NOVELÃO DAS SEIS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

O Jeca e a Freira (intitulado O Jéca e a Freira).
Produção brasileira de 1967.

Direção: Amacio Mazzaropi e Abílio Marques (assistente).

Elenco: Mazzaropi (creditado Mazzaroppi), Maurício do Valle, Carlos Garcia, Roberto Pirillo, Everton de Castro, Henricão, Tony Cardy, Nello Pinheiro, Claudio Merchi, Wilson Júnior, João Batista de Souza, Geny Prado, Elizabeth Hartmann, Paulette Bonelli, Elizabeth Marinho, Isaura Bruno, Denize Barreto, Mafalda Moura, entre outros.

Blogueiro assistiu on-line (YouTube) em 25 de junho de 2021.

Sinopse
: No século XIX, numa fazenda no interior paulista, um casal de humildes colonos, Sigismundo (Mazzaropi) e Floriana (Prado, aceitam a proposta de um poderoso fazendeiro (Vale) e sua esposa para criar sua filha, que tempos depois, é enviada para estudar num colégio interno. Quinze anos depois, a moça (Bonelli) volta ao local, mas, o inesperado acontece já que o cara impede que o casal e seu filho mais velho (Garcia) a reencontrem., e até os proíbem de contar a verdade para ela. Diante da situação, eles tentam arrumar um jeito de está perto da moça.

Comentários
: Depois de sete anos de A Tristeza do Jeca, o saudoso Mazzaropi voltou a lançar um filme com "Jeca" no título, que chama a nossa atenção por contar no elenco com o também saudoso Maurício do Valle, e joviais Robert Pirillo (no segundo filme com Mazza e também da sua carreira) e Ewerton de Castro (fazendo seu debute nas telonas). Claramente com elementos dos sucessos Jeca Tatu e Casinha Pequenina, O Jeca e a Freira tem os mesmos problemas de boa parte dos filmes do impagável humorista da fase da PAM Filmes. Tem uma história interessante que tinha tudo para render um filmaço, masq ue acaba sendo sabotado pelo seu fraco roteiro, cheio de furos e incoerências, que pega pesado no dramalhão, que acaba sendo patético pelas péssimas atuações de alguns membros do elenco (especificamente os intérpretes dos filhos do personagens de Mazza e Geny Prado). Mas, como também acontece com a maioria dos filmes do humorista, seu carisma e algumas piadas realmente engraçadas, conseguem driblar as deficiências, e acaba sendo mais um bom e divertido filme de sua carreira, que vale a pena ser descoberto, desde que não seja muito exigente. 
CotaçãoNota: 6,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

RECORDAR É REVER: OS FLINTSTONES - O FILME.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Os Flintstones: O Filme  (The Flintstones).
Produção estadunidense de 1994.

Direção: Brian Levant.

Elenco: John Goodman, Rick Moranis, Elizabeth Perkins, Rosie O'Donnell, Kyle MacLachlan, Richard Moll, Elizabeth Taylor, Dann Florek, Irwin Keyes, Jonathan Winters, William Hanna, Joseph Barbera, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (SBT), em home vídeo (VHS) e no streaming (Netflix).

Sinopse
: Adaptação da série animada televisiva anônima criada por William Hanna e Joseph Barbera. Mais do que vizinho e colegas de trabalho, Fred Flinstone (Goodman) e Barney Rubble (Moranis) são amigos desde os tempos de infância, amizade essa estendida as suas respectivas esposas, Wilma (Perkins) e Betty (O'Donnell). Porém, toda essa bela amizade é abalada quando Fred é promovido no trampo, algo que acaba lhe subindo a cabeça. O que ele não sabe é que a promoção por mérito seu, mas, por armação de seu chefe (MacLachlan), que tem planos de dar um golpe na empresa.

Os Flintstones em Viva Rock Vegas (The Flintstones in Viva Rock Vegas).
Produção estadunidense de 2000.

Direção: Brian Levant.

Elenco: Mark Addy, Stephen Baldwin, Kristen Johnston, Jane Krakowski, Thomas Gibson, Alan Cumming, Harvey Korman, Joan Collins, William Hanna, Joseph Barbera, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (Telecine Premium), em home vídeo (VHS) e no streaming (Netflix).

Sinopse
: Prequel de Os Flintstones: O Filme, baseado na série animada da Hanna-Barbera. Entediada com sua vida no luxo, a Patricinha Wilma (Johnston) chuta o pau da barraca, foge de casa e acaba conhecendo e fazendo amizade com a jovem garçonete Betty (Krakowski). As duas acabam conhecendo Fred (Addy) e Barney (Baldwin), amigos de infância, e passam a sair com eles.

Comentários
: Uma ideia ousada e arriscada: fazer um live-action da cultuadíssima série animada Os Flintstones. Um projeto desse pote só poderia ser encarado por um mestre do entretenimento como Steven Spielberg, que atua como um dos produtores executivos. Mas, a chancela de alguém do pote de Spielberg e dos próprios criadores dos personagens, a icônica dupla Hanna-Barbera, não adiantaria de nada se o o roteiro não ajudasse. Felizmente, este acaba sendo um dos vários pontos positivos do filme, já que respeita toda mitologia da série animada de forma fidelíssima, e ainda abraça o tom de brincadeira, desde a apresentação da logo do estúdio Universal até os finais dos créditos finais.

Contando também com uma parte técnica impecável, que faz uma perfeita reconstituição do mundo imaginário pré-histórico da clássica série animada. E a cereja do bolo fica para as ótimas atuações de um elenco engajado no projeto, com destaque especialíssimo para o quarteto de protagonistas (Goodman e Moranis nasceram para viver Fred e Barney) e da saudosa estrela veterana Elizabeth Taylor, na sua despedidas nas telonas. Com tudo isso, Os Flintstones: O Filme supera as expectativas mais otimistas, sendo uma produção divertidíssima para todas as idades, para ser vista e revista infinitas vezes. 
CotaçãoNota: 8,5.

Com o merecidíssimo sucesso, até que demorou para que outro filme fosse produzido, mas ele veio seis anos depois, sem Spielberg e ninguém do elenco original, mas, contando mais uma vez com o competente diretor Brian Levant e uma boa parte técnica que acerta mais uma vez na reconstituição. E a ausência do elenco original acabou sendo um dos calcanhar de Áquiles da produção. Se por um lado, Joan Collins surpreende por ser praticamente um encarnação de Elizabeth Taylor nas poucas cenas que aparece, Mark Addy e Jane Krakowski se esforçam para entregar convincentes Fred e Betty, por outro, temos os dois extremos das péssimas atuações, com o piloto automático de Kristen Johnston como Wilma, e a canastrice exagerada de Stephen Baldwin que abestalha o Barney a enésima potência a ponto de irritar. 

Felizmente, o roteiro apenas satisfatório com uma trama apenas bacaninha - que tropeça feio na desnecessária presença do alienígena Gazoo -  aos citados pontos positivos, e acaba entregando um filme legalzinho e engraçadinho em alguns poucos momentos, que cumpre a missão primordial de divertir, mas, nada de inesquecível como o filme anterior. 
CotaçãoNota: 6,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.