Galera, peço desculpas por uma falha. A mais de um mês, eu assistir um filme em DVD, e acabei esquecendo de comentar aqui. Mas, antes tarde do que nunca, né? O filme esquecido é ChenZhen: A Lenda dos Punhos de Aço, estrelando pelo "novo" astro das artes marciais Donnie Yen. Coloquei entre aspas já que o ator não é tão novo assim, tanto na idade quanto na carreira (ele foi o vilão de Bater ou Correr em Londres, estrelado por Jackie Chan, atuou ao lado de Jet Li em Herói e estrelou outras meia dúzias de filmes).
A trama, que aparenta ser uma continuação direta do clássico Fúria do Dragão, estrelado em 1971, pelo saudoso Bruce Lee, se passa sete anos após os fatos narrados naquele filme. Desta vez, o personagem título é interpretado por Donnie Yen (além dele e de Lee, o herói já foi interpretado por Jet Li e Jackie Chan, entre outros ilustres desconhecidos, em outras produções), volta a sua terra natal, para mais uma vez bater de frente com os japoneses, seja de cara limpa ou na calada da noite, vestido igualzinho a Kato, personagem de Lee na série televisiva Besouro Verde. Uma das várias claras homenagens ao meste Lee, que inclue também a Yen dar os famosos gritinhos que o ícone dava na hora da porrada.
Além da homenagem, o destaque do filme sem dúvida é para Donnie Yen, que simplesmente dar um show a parte, mostrando desventura nas cenas de lutas, na excelente coreografia do filme. Não assistir ainda os outros filmes estrelados por ele (O Grande Meste 1 e 2, Guarda Costas e Assassinos), que estão bombando nas locadoras e nas bancas de DVD piratas, mas, gostei do resultado e aposto que ele vai crescer tanto quanto seus colegas compatriotas Jackie Chan e Jet Li. Com ambos cada vez mais caminhando para novos gêneros, os fãs de artes marciais já estavam ficando preocupados (particularmente, acho Tony Jaa muito fraco e tosco, sem falar que ele não é chinês) quem pegaria o bastão e o título de astro da artes marciais. Mas, com o reconhecimento, um pouco tardio do talento marcial de Donnie Yen, os fãs deste sub-gênero dos filmes de ação, principalmente os produzidos na China, poderão deixar de se preocupar. É esperar para ver.
Em síntese, com um roteiro fraquinho (comum aos filmes do gênero), mas com muita ação e excelentes coreografias de luta, ChenZhen: A Lenda dos Punhos de Aço é um ótimo filme de artes marciais, que agrada aos fãs do sub-gênero e serve para consolidar ainda mais a carreira de Donnie Yen como o novo astro das artes marciais.
Noite chuvosa de uma quinta-feira de inverno, nada como ligar o aparelho de DVD e assistir dois filmes inéditos. tomando um delicioso e quentinho capuccino. Para esquentar ainda mais, alguns poucos sustos com suspense e terror. Como não sou egoísta, partilho com vocês os comentários sobre estes dois filmes.
MESMA HISTÓRIA, MESMO SUSTO.
O primeiro filme da noite foi Premonição 4, anunciado como último da franquia que para mim é a mais assustadora, do gênero, logo, a melhor e a mais divertida. Afinal, ao contrário de outras séries onde monstros, psicopatas ou monstros-psicopatas perseguem rapazes e moças bonitões, a franquia tem como vilã a própria morte.
A história é a mesma dos filmes anteriores. Desta vez é Nick O'Bannon que, durante uma corrida de stock car, prever um gravíssimo e exagerado acidente, onde milhares de figurantes vão partir desta para uma melhor. Evidente que, "para variar", o rapaz entra em parafuso, o que acaba evitando que ele e meia-dúzia sobrevivam do tal acidente, e acabem se estrepando depois no decorrer do filme.
A única novidade do quarto filme da franquia é apenas que é o mais curto, já que poupou-se a tentativa de compreensão do plano da morte e como vencê-la, e já pula para ação (leia-se mortes tão patéticas e absurdas que em algumas cenas parece que estamos diante de uma paródia a um filme de terror).
Neste filme, a franquia começa a mostrar sinais de cansaço,inclusive repetindo algumas mortes grotescas de outros filmes. Mesmo assim, o quinto filme já está prontinho para ser lançado, chegando em nossas telonas brasileiras em setembro.
Apesar da história praticamente idêntica aos seus anteriores e os sinais de cansaço, Premonição 4 mantêm o mesmo nível da franquia (apenas o primeiro é superior aos demais, gerando um empate técnico entre os demais), e, por incrível que pareça, mesmo com as cenas mais toscas e absurdas, e a sensação de "deja vu", consegue nos dar alguns sustos e torcer pelos mocinhos e mocinhas do filme. Afinal, acidentes mortais em cenários tão comuns e frequentados por nós como salão de beleza, oficina mecânica, lava-jato, shoping center, impossível não se arrepiar.
TÁ COM PENA, LEVA-A PARA SUA CASA.
Deixando de lado a podreira exagerada do terror onde a morte mata (perdoe-me o tosco trocadilho, eu não me contive), mas mantendo o mesmo nível de suspense, foi a vez de asssitir Caso 39, estrelado pela chata Renée Zellweger.
Na trama, Zellweger deixa de lado o seu habitual papel de mocinha atrapalhada de comédias românticas sem graça, em especial a chatíssima Bridget Jones, para viver uma assistente social, sem vida social (ops! outro trocadilho tosco), que ao se deparar com um caso onde os pais tenta matar sua própria filha, se sensibiliza e resolve leva a pirralha para a sua casa. Mas, o que ela não sabia, que a tal mocinha, literalmente falando, é a peste.
O filme é um pouco arrastado, o que o torna um pouco chato. O roteiro é previsível, repleto de clichês. Zellweger não convence como a assistente social, mas não somente por culpa dela, mas de uma personagem fraquinha e insossa. Outro que pegou um personagem ruim foi o talentoso Bradley Cooper (da franquia Se Beber, não case! e de Esquadrão Classe A) que está totalmente perdido, sem ter o que fazer. Já a garota Jodelle Ferland nem assusta, muito menos convence na pele da emcapetada Lilith Sullivan.
Mas calma aí galera, o filme não é uma porcaria total, afinal, tem alguns momentos que assusta levemente, graças a uma trilha razoável, Caso 39 vale ser conferido pela curiosidade de ver Zellweger num papel fora do habitual. No geral, é um suspense classe "C", muito parecido com aqueles que são produzidos pela TV americana e que são exibidos no Supercine.
E falando em heróis ícones do cinema que saíram da aposentadoria nos últimos anos, amanhã é vez de John McClane, interpretado perfeitamente por Bruce Wills, mostrar que está firme e forte (aliás, até mais que os aventureiros Indiana Jones e Rick O'Conner comentados algumas postagens atrás) e que aposentadoria, por enquanto, não faz parte dos seus planos. Trata-se de Duro de Matar 4.0, que a Globo exibe amanhã a noite, no Domingo Maior.
No quarto e último (até agora) filme da excepcional franquia, McClane enfretará mais uma vez um grupo de terroristas, que cismam em cruzar o seu caminho mais uma vez na hora e momento errado. Desta vez, são terroristas modernos, que causam caos no mundo virtual. Apesar disso, nada impede do bom e velho McClane, sair na porrada ao estilo antigo.
Com cenas mais mirabolantes de toda franquia, bem ao estilo "me engana que eu gosto! que diverte tanto o público , MacClane não poupa esforços para salvar um jovem hacker, sua linda filhinha amada e de quebra os Estados Unidos. Um filmaço que faz jus a franquia. Imperdível! Nota 10,0.
Faxina geral no porão da emissora de Sílvio Santos. No último dia da semana, onde a emisssora paulista anunciou que irá exibir episódios inéditos do Chaves (oooooohhhhhhhhh...), um clássico dos anos 80 será exibido. Trata-se do excelente O Exterminador do Futuro, primeiro e na minha opinião melhor da franquia, que até agora é uma quadrilogia (o cinco vem aí, com a volta de Schwarzenegger), que serviu para mostrar todo talento criativo do genial James Cameron, que nos presenteia como uma obra original, e de quebra, premiando o brucutu Arnold Schwarzenegger, com o melhor e mais perfeito personagem da sua carreira, afinal, dar vida a um ciborgue inexpressivo, que só quer cumprir sua missão de exterminar, não exige uma grande atuação dramática.
Na trama, escrita e dirigida pelo mestre Cameron em início de carreira (antes deste filme, tinha dirigido apenas o tosco Piranhas 2- Assassinas Voadoras), Schwarzenegger, em uma rara atuação elogiada pela crítica, faz um ciborgue exterminador que volta no tempo para assassinar Sarah Connor (Linda Haminton, excelente),que será a mãe do líder dos humanos contra a dominação das máquinas. Para proteger sua mamãe, o líder humano enviar um soldado humano para defendê-la (Michael Biehn, convicente), iniciando um verdadeiro jogo de gato e rato, com muita ação e suspense.
Apesar de ser o mais modesto e barato da série, praticamente sem tecnologia nenhuma, chegando a ser tosco para a nova geração que cresceu assistindo os efeitos de primeira classe dos Harry Potter da vida, é disparado o melhor e mais original filme de toda série, como também da carreira de todos os envolvidos, inclusive de Cameron e Schwarzenegger. Um filmaço que revoluncionou os gêneros da ação e ficção, que até hoje, é imitadíssimo, e não foi ainda superado, nem mesmo pelas suas continações, com recursos financeiros infinitamente maiores. Sem dúvida, um filmaço, que nem a precariedade da produção, nem o tempo tiraram o seu brilho, e merece ser visto e revisto infinitas vezes, sem cansar. Nota 10,0 para este clássico moderno do cinema.
E se for exibido na dublagem brasileira original dos anos 80, será um show a parte. Até um cinéfilo como eu, que detesta filmes dublados, se assusta com a voz robótica do carinha que dublou Schwarzenegger inicialmente (infelizmente, a dublagem do DVD não é a mesma, colocando o habitual dublador do ator para fazer a sua voz). Vale a pena sair mais tarde para a balada, para conferir este filmaço, tão esquecido e sumido na programação da emissora do Sr. Abavanel.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
Duas cenas de um clássico dos anos 80:
Sarah e Reese: romance inevitável.
Arnoldão, no momento exato da sua célebre frase "Eu voltarei!"
Opinião. As melhores e mais modernas salas de cinema de Maceió.
De pouquinho em pouquinho a nossa querida Maceió vai ganhando salas de cinema. Ontem foi inaugurado o Complexo Kinoplex, do Grupo Severiano Ribeiro, com seis salas no Shoping Maceió. Como cinéfilo não contive a ansiedade e ontem mesmo marquei presença, assistindo um filme que, aliás, nem era do meu interesse assistir logo no dia da sua estreia. Como eu fiz com as outras salas de cinema de nossa cidade (confira os links ao final desta postagem), faço alguns comentários sobre a estrutura e os serviços oferecidos.
Para o início de "avaliação", o título da postagem não é a toa. O novo multiplex de nossa cidade é superior não somente em número de salas (seis contra cinco do Centerplex), mas também na qualidade do serviço oferecido. Logo no hall de entrada, uma agradável supresa. Muito espaçoso (apesar de, no momento, não ter lugar para sentarmos, como ocorre no Centerplex), com os cartazes dos filmes em exibição e dos próximos lançamentos, espalhado pelos quatro cantos do complexo. Destaque para um belíssimo mural, com toda história do Grupo Severiano Ribeiro, o mais antigo a atuar em nosso Estado.
Outra supresa foi na fila para comprar o ingresso. Muito bem organizada e, supreendentemente rápida. Apesar de muitas pessoas, a maioiria fãs da série Harry Potter, não passei mais de cinco minutos, graças a seis caixas fucionando eficientemente. A aquisição de ingresso é idêntica do Centerplex, ou seja, através da tela de um computador, escolhemos o lugar onde vamos nos sentar. Rápido também foi o atendimento na bomboniére. Incrivelmente, tanto os preços do ingresso quanto das guloseimas são os mesmo do recém-extinto Cine Maceió. Um ponto positivismo do Grupo, que apesar de melhorar infinitamente o serviço, não aproveitou para descontar no bolso do expectador.
Os funcionários como sempre são educadíssimos e muito acolhedores. Os antigos, graças a Deus, foram mantidos e novos igualmente simpáticos se juntaram, gerando mais emprego para jovens e adultos da nossa cidade.
Tive a grata alegria de inaugurar na maior sala do complexo, a de número 3, com 507 lugares. E por falta de lugar ninguém deixará de ir ao cinema, já que as demais salas possuem 290 (sala 1), 270 (sala 2), 168 (sala 4), 147 lugares (sala 5) e 247 (sala 6). Todas padronizadas, bastante confortáveis, muito bem climatizadas, com cadeiras reclináveis com porta-copo. O som e a tela de última geração emociona e nos fazem transportar para dentro do filme. Incrível como conseguimos escutar tudo que se passa no filme, mesmo com quase 500 adolescentes fanáticos gritando e vibrando a cada cena do desfecho da saga de Harry Potter e companhia.
Os únicos pontos negativos são apenas dois e mesmo assim, pequenos e insignificantes, que não tiram o brilho, muito menos o título de melhor e mais modernas salas de cinema da capital alagoana. Primeiro, a falta de panfletos informando os filmes exibidos, com suas respectivas sessões, como faz o Centerplex, o que obriga o expectador a previamente consultar a programção na internet ou enquanto estiver na fila nos painéis acima da bilheterias. O segundo é a já conhecido falta de variedade da programação, onde um mesmo filme ocupa várias salas e sessões (não preciso dizer que a bola da vez agora é Harry Potter, em vários formatos e opções de idiomas). Como já havia reclamado em outras postagens, as grandes redes de cinema tem que se adaptarem a realidade de Maceió, ou seja, que temos poucas salas, logo, devem fazer de tudo para ofertar ao público o maior número de títulos possíveis.
Fora esses pequenos incovenientes, o Complexo Kinoplex é um espertáculo, atémuito mais que muitos filmes que são e serão exibidos em suas seis salas. Maceió está de parabéns por receber melhores e mais modernas e confortáveis salas de cinema. Como cinéfilo, agradeço e parabenizo o Grupo Severiano Ribeiro pelo investimento pesado em nosso Estado, que iniciou-se nos saudosos tempo do Cinemas de bairros São Luiz e Ideal, passando pelos extintos Farol e Iguatemi/Maceió, e agora, nos presenteando com o Complexo Kinoplex. Sucesso e continuem acreditando e investindo em nosso Estado. Os cinéfilos alagoanos e quem nos visita, agradecem!
Após comentar sobre filmes de duas séries excepcionais exibidos na telinha, vamos aos comentários do novo filme nas telonas de uma franquia que, apesar de não gostar, tenho que admitir que marcou a história do cinema. Com Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 encerra-se uma das franquias mais comentada e idolatrada da história do cinema, um fenômeno pop que não vemos desde de Star Wars.
Como já disse, e volto a dizer, a franquia não me agrada, mas, com a inauguração do Complexo Kinoplex, não me contive e resolvi conferi legendado e em 3-D, na sala 3 dos novíssimos cinemas. Afinal, o desfecho da chatíssima saga do bruxinho é a única novidade lançada aqui em Maceió, já que absurdamente ocupa 90% das salas de cinema de Maceió. Logo, por falta de opção, Harry Potter é a solução para a minha inauguração.
A trama dar continuidade ao filme anterior lançado em dezembro (comentário em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/12/volta-ao-cinema-em-sessao-dupla.html) só que com um pouquinho mais de ação e suspense. Agora, é mostrado o desfecho de toda saga do bruxinho e cia que finalmente confrontam o seu arqui-inimigo Lorde Voldemort (Ralph Fiennes, o melhor ator em cena) e sua trupe das trevas.
Com um tom épico, que em alguns momentos lembra a excelente trilogia O Senhor dos Anéis, mas, evidentemente, sem o mesmo brilho, o filme tem todos os elementos de um último filme de um série, incluindo, citações e rápidíssimo flashback das aventuras anteriores, alguns dramalhões que fazem os mexicanos corarem de vergonha, o final feliz de alguns personagens, o trágico de outros, tanto heróis como vilões, que se ferram na batalha, e uma série de suspense que deixar para os últimos minutos o defecho do protagonista Potter.
O elenco destaque para Ralph Fiennes que mesmo com um maquiagem que o torna irreconhecível, dar um show de interpretação como Voldemort. Disparado, é o mellhor ator da franquia. Alan Rickman, desta vez supreende e emociona como Severo Snape. O mesmo não ocorre com os ótimos Helena Bonham Carter e Gary Oldman, ambos em rápidas aparições, totalmente perdidos e sem ter o que fazer na trama. Já o trio de protagonistas cumpre bem os seus respectivos papéis, apesar de visivelmente limitados. Apenas Daniel Radcliffe se destaca, agarrando com unhas e dentes sua última chance de interpretar Potter.
Os efeitos especiais como sempre são um show a parte, e, a cada filme da franquia, melhorados. Já o 3-D é dispensável, já que em boa parte do filme não causa impacto, apenas sendo evidenciados em pouquíssimos momentos, mais precisamente no clímax. Como o filme mantêm o clima sombrio do seu antecessor, o 3-D acaba despercebido.
No geral, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2cumpre seu papel e encerra com chave de ouro a franquia. Apesar que não me empolgou em nenhum momento e até fiquei entediado em algumas partes, ao contrário dos mais de 500 fãs da série que assistiram comigo na mesma sessão o desfecho da franquia, que vibraram, aplaudiram e até choraram com o desfecho da saga. Desfecho que, aliás, não significa dizer que é o fim, já que, pesar da série de livros ter sido encerrada, o final deste filme mostra discretamente uma vontade dos produtores de não querer parar por aqui e recriar a série.
Particularmente, torço para que seja o fim mesmo, pois, como detesto a franquia (algo que em breve tentarei mudar, a pedido de amigos, assistindo todos os filmes em DVD), fico aliviado, já que a salas de cinema serão desocupadas para outros filmes entrarem em cena. Adeus Harry Potter e companhia! Por mim, já vão tarde!
Rick Pinheiro.
Cinéfilo que ao contrário da maioria detesta a série Harry Potter.
Quem diria que apesar de todas as limitações das emissoras abertas em relação a filmes (cortes absurdos, horários incovenientes, versão dublada), encontramos alguns tesouros que merecem ser conferidos, pois cinéfilo que se preze não pode deixar de ver e rever grandes filmes. Na semana que se encerra hoje fomos brindados com as duas últimas aventuras de dois heróis aventureiros marcantes na história do cinema: o ícone Indiana Jones e o seu único genérico que deu certo, o simpático Rick O'Connor da trilogia A Múmia. Em comum, além de serem as últimas aventuras dos heróis (até agora, e, sinceramente, espero que permaneça assim, já que ambos os heróis, ao meu ver, já deram o que tinham para dar na história do cinema), ambos os filmes exibidos são os mais fracos de suas respectivas franquias. Porém, em se tratando de duas excecpcionais séries, deve-se levar em conta que mais fraco não quer dizer péssimos filmes. Muito pelo contrário, já que tanto Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal e A Múmia - Tumba do Imperador Dragão, são excelentes filmes de aventura, que mantêm o nível dos seus antecessores. Afinal, estamos falando de duas franquias que dispensam apresentações.
Na segunda, a Globo exibiu na sessão Tela Quente, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Dirigido mais uma vez pelo gênio Steven Spielberg e estrelado pelo excecpcional Harrison Ford, o filme traz o herói ícone saindo da aposentadoria para enfrentar uma nova aventura, ao lado do seu ex-rolo Marion Ravenwood (a ótima atriz, porém, sumida e espantosamente envelhecida Karen Allen), musa do herói no primeiro e para mim o melhor filme da franquia (Os Caçadores da Arca Perdida), e do jovem rebelde sem causa Mutt Williams (Shia LeBeouf, protagonista da trilogia Transformers), seu filho.
A trama se passa em 1957, onde Indy e família enfrentam os soviéticos em busca da Caveira de Cristal de Akator. O roteiro é satisfatório nos proporcionando ação do começo ao fim, sem ignorar a idade do personagem/ator, o que torna o filme ainda mais divertido. Se por um lado tropeça em alguns momentos, por outro, presenteia os fãs, algumas citações de aventuras anteriores de Indy, como na sequência inicial com uma claríssima referência ao clássico Os Caçadores da Arca Perdida e as homenagens ao aposentado Sean Connery e ao saudoso Denholm Elliot.
O elenco está bem entrosado e aparentemente cada um está se divertindo. Pena que recentemente, Shia LeBeouf quebrou isso, cuspindo no prato que comeu ao criticar este filme e o seu diretor Spielberg, levando um merecidíssimo adjetivo de "idiota" do seu ex-colega de set, Harrison Ford. Cate Blanchet, rouba a cena na pele de Irina Spalko, sendo das vilãs mais memoráveis de toda série. John Hurt até diverte como o Prof. Oxley, mesmo que sua atuação mescle a eficiência com a canastrice patética.
Além do elenco afiado, os efeitos especiais, a trilha do genial John Willams e a direção competente do mago Spielberg conseguem manter o nível da franquia, mas, sem deixar de frustar ligeiramente, sendo o inferior aos três primeiros. Infelizmente, o filme não oferece novidade nenhuma, não causando o mesmo impacto no público que seus antecessores. Para mim, o problema é que o trio Spielberg, George Lucas (roteirista) e Ford, levaram vinte anos para realizar um novo filme da franquia, o que deu espaço para outros aventureiros, principalmente, Rick O'Donell, da trilogia A Múmia, entrarem em cena e inovarem. Logo, a dupla de mestres do cinema, ficou praticamente sem opções para oferecer e limitaram-se a repetir a velha fórmula que fizeram das aventuras anteriores serem um sucesso.
Mas, Indiana é Indiana. Apesar de ser o mais fraquinho da série, devemos lembrar que ver o ícone, interpretado magistralmente por Harrison Ford, de volta à ativa é uma emoção a mais. Voltamos no tempo e recordamos os saudosos tempos, onde nos divertíamos com filmes excepcionais, que nos levavam a pular das cadeiras, torcendo empolgadamente pelos heróis. Por isso mesmo, vale a pena conferir, mas, sem criar nenhuma expectativa e, naturalmente, evitar as inevitáveis comparações com os três primeiros para não atrapalhar a diversão. Nota: 7,0.
Confira o trailer da última (até agora) aventura deste ícone do cinema:
Na quarta-feira, dia que o nervos dos brasileiros estavam a flor da pele por causa da seleção brasileira, a Record exibiu A Múmia: Tumba do Imperador Dragão, trazendo de volta o competente Brendan Fraser, como o simpático aventureiro Rick O'Connor, que disparado, é o melhor e o único genérico do ícone Indiana Jones que vingou.
Apesar de ter sido lançado antes da última aventura de Indiana Jones comentada acima, lembra bastante já que aqui, o herói entra na aventura, ao lado da sua família: sua esposa Evelyn (a esforçada Maria Bello substituindo Rachel Weisz, que se recusou a fazer o filme devido a discordância no roteiro), o seu filho Alex (interpretado por Luke Ford, um pouco velhinho para o personagem já que o ator, na vida real, é apenas treze anos mais novo que Fraser e quartoze a menos que Bello) e mais uma vez, seu cunhado, o figuraça Jonathan (John Hannah).
A trama basicamente é a mesma do primeiro, mudando apenas o cenário do Egito para a China. Desta vez, o amaldiçoado por amor e, consequentemente múmia da vez, é o Imperador Dragão (Jet Li, competente como sempre, mas aqui pouco aproveitado). Alex encontra a múmia, que também é procurado e ressuscitado por um exército de devotos fiéis. Apesar da trama praticamente idêntica aos anteriores, o roteiro é satisfatório, proporcionando um filme com muita ação, aventura e humor rasgado típico da série.
Fraser está ótimo na pele O'Conner, apesar de mais contido que o habitual. Apesar de todo esforço de Maria Bello, que cumpre bem o seu papel, impossível não lembrar com saudades da Evelyn interpretada por Weisz. Pena mesmo que ela não aceitou repetir a perfeita parceria que tinha com Fraser e os demais colegas de elenco. Jet Li, como já disse acima, como sempre competente mas muito pouco aproveitado, tanto no seu talento como ator (a múmia criada por computador aparece mais que ele) quanto de lutador. O mesmo ocorre com a sua compatriota e colega de outras produções chinesas Michelle Yeoh, apesar de aparecer um pouquinho mais em cena que o colega. Os demais atores do elenco cumpre bem seus respectivos papéis.
Os efeitos especiais e a triha sonora mais uma vez cumprem a sua missão, apesar desta não ser tão memorável como no primeiro filme. Mas, ambos mantêm o nível da franquia.
Assim como a última aventura da família Indy, a última da família O'Conner foi a mais fraca da franquia. Faltou mais emoção ao filme que o deixou bem abaixo dos anteriores, mesmo com um elenco entrossado e afiado, o resultado final deixou muito a desejar. Mas, apesar dos apesares, o filme não é péssimo. É uma ótima aventura, que diverte, prende atenção. Apenas não empolga como as aventuras anteriores. Se nós envelhecemos, os grandes heróis do cinema também, né? Nota: 6,5.
Confira o trailer da última aventura da família O'Conner: