domingo, 26 de agosto de 2012

DUAS PATRICINHAS DA PESADA.

Com humor e ação na medida certa, As Branquelas está entre os melhores filmes dos irmãos Wayans.
 
Iniciando a semana que encerro a maratona de comentários de filmes com os astros de ação que estão na tão esperado Os Mercenários 2, ainda não faltava comentar um filme estrelado pelo figuraça Terry Crews. O problema é que o ex-jogador de futebol americano, mais conhecido por aqui como hilário Julius, pai do Chris na divertida série Todo Mundo Odeia o Chris, desde de sua estreia nas telonas em O 6º Dia, ainda não estrelou um filme. É bem verdade que mesmo sendo coadjuvante, na maioria das vezes o cara rouba a cena, como no primeiro Os Mercenários, e em As Branquelas, comédia dos irmãos Wayans, que a Rede Globo exibirá no final da noite de hoje, no Domingo Maior. Dirigido pelo mesmo diretor dos dois primeiros Todo Mundo em Pânico, Keenen Ivory Wayans (que atuou com Steven Seagal no divertido Glimmer Man - O Homem das Sombras), o filme é estrelado pelos seus irmãos Shawn e Marlon Wayans, que interpretam Kevin e Marcus, dois agentes do FBI loucos para serem promovidos, que recebem a missão de cuidar de Brittany e Tiffany Wilson, duas irmãs Patricinhas mimadas e burrinhas, que estão ameaçadas de serem sequestradas. Após as frescurentas se ferirem e recusarem a participar de eventos, os dois agentes resolvem se disfarçar, se passando pelas duas, a fim de resolverem o caso.
 

O filme é uma divertida comédia, com enredo muito bem escrito, que dosa perfeitamente a ação e a comédia. Os irmãos Wayans estão hilários nos seus respectivos personagens, arracando-nos gargalhadas sem muito esforço. Outro ponto alto do filme é a maquiagem, já que os caras estão irreconhecível quando assumem a pele branquela das Patty. Mas, é Crews que rouba a cena  como o figuraça Latrell Spencer, que fica obsecado e pega no pé de uma das irmãs Patricinhas, sem saber que trata-se de um agente do FBI disfarçado. O cara nos presenteia com algumas das sequências mais engraçadas do filme como aquela que Latrell, após tomar por engano um drink com extâse, dança doidão numa boate. Crews sem sombra de dúvida, é o grande nome do filme, roubando a cena e até em alguns momentos ofuscando os irmãos Wayans.
 
Com uma maquiagem muito bem feita, e um roteiro bem escrito, As Branquelas é um filmaçõ divertidíssimo, engraçado e com uma dosagem perfeita de ação. Disparado o melhor filme dos irmãos Wayans, junto com o primeiro Todo Mundo em Pânico. Em síntse, uma comédia imperdível, para ser vista e revista, sem perder a graça. Nota 9,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 
Capa do DVD original desta divertidíssima comédia.
 
Trailer de As Branquelas.
 
A hilária dançinha de Latrell muito doidão na boate.
 
 
Bônus do blogueiro:
As Branquelas completo, em versão dublada.
 


sábado, 25 de agosto de 2012

MUITO ANTES DE BRADDOCK.

Segundo filme como protagonista arrebentou nas bilheterias e colocou Chuck Norris em cenário que no futuro lhe renderia uma trilogia de sucesso..
 
Antes de mais nada, ignore o Norris estilo Braddock, com sua costumeira barba, da capa ao lado do antigo VHS. De fato o filme em questão traz Norris agindo pela primeira vez no Vietnã, seis anos antes de estrelar no primeiro filme do coronel durão, exército de um homem só. Mas, o visual do ator em Os Bons se Vestem de Negro, não condiz em nada com o visual costumeiro que estamos acostumados a ver e que está estampado na capa ao lado. Segundo filme do eterno Coronel James Braddock e atual fenômeno pop da internet como protagonista, esta tosca produção de 1978, traz um Norris bem mais novo, usando um ridículo bigode ao estilo "comeu andorinha e deixou o rabo para fora", mas, em compensação marca  o primeiro grande sucesso de bilheteria do ator. Sem a coragem e aprofundamento de filmes mais sérios como Platoon e similares, Os Bons se Vestem de Negro é um dos primeiros a tocar na ferida norte-americana da guerra do Vietnã, mas, à exemplo da trilogia Braddock, feito apenas para entreter, sem levar a um pensamento mais reflexivo.
 
Na trama, Norris é o Major John T. Booker, líder do grupo de elite Tigres Negros que, em 1973, enquanto ocorrem as negociações diplomáticas para cessar a guerra do Vietnã, é enviado ao país, com a missão de salvar prisioneiros de guerras. Mas, o grupo acaba caindo numa cilada, com boa parte do grupo eliminada. Cinco anos depois, John é piloto de teste e professor acadêmico (Hãm????? Pois é, cara internauta, além das duas profissões não terem ligação nenhuma, tem o fato de ser Norris o interprete do personagem. Convenhamos o brucutu como professor univesitário de Ciência Política não dá para engolir), e recebe a visita da misteriosa repórter Margareth (Anne Archer, de Atração Fatal e Jogos Patrióticos, em começo de carreira), questionando sobre a tal operação secreta, ao mesmo tempo que os sobreviventes vão sendo eliminados. Junto com a moça, John luta corre contra o tempo para salvar os seus ex-companheiros de Tigres Negros e  descobrir quem está por trás das execuções.

O problema de Os Bons se Vestem de Negro é justamente seu péssimo roteiro. Chega a ser incrivelmente  absurdo um filme que tem Norris no auge da sua forma física, ter pouquíssimas cenas de ação, perdendo muito tempo num blá,blá,blá inútil que não leva a lugar nenhum. E são as pouquíssimas cenas de ação, principalmente a sequência da operação dos Tigres Negros e outra onde Norris atravessa um carro (na verdade um dublê, provavelmente, seu irmão e futuro diretor de alguns dos seus filmes Aaron Noris) para detornar um vilão, que salvam o filme de ser uma merda total. Somado alguns fatos curiosos como ser o prmeiro filme que tenha plano de fundo a guerra do Vietnã e a presença de Soon-Teck Oh, que anos depois voltaria a  encarar Norris como o vilão principal de Braddock II - O Início da  Missão, tornam este filme assistível. Nota 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 
Cartaz original do filme mostra claramente
o visual tosco de Norris.
 
 
Sequência onde Norris (Aaron no lugar de Chuck) detona o vilão.
Feito acobrático e letal, foi repertido anos depois em A Guerra de Logan.
 
 
Fala sério! Norris como professor universitário.
É piada, né véio?
 
 
Comeu andorinha e deixou o rabo para fora.
Norris ostentando um tosco e ridículo bigode.
 
 
Quem entende as mulheres?
Mesmo com visual tosco e patético, personagem de
Norris faz sucesso entre elas.
 
Trailer original do filme.
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

REMAKE PROVAVELMENTE MELHOR QUE O ORIGINAL.

Em remake de trashão dos anos 70, Jason Statham e Tyrese Gibson assumem os papéis que foram de David Carradine e Sylvester Stallone.
 
Em 1975, o mestre do trash Roger Coman lançou Corrida da Morte - Ano 2000, estrelado pelo saudoso David Carradine, recém-saído da série televisiva Kung Fu, tendo como coadjuvante ninguém menos que Sylvester Stallone, antes do estouro em Rocky - Um Lutador. Os dois se enfrentam como dois pilotos de uma competição, que pelo trailer (confira no final desta postagem) lembra bastante a divertida animação Corrida Maluca, pelas ruas dos Estados Unidos, que saem atropelando todo mundo a fim de ganharem mais pontos, bem parecido com o game Carmageddon, que foi banido das lojas brasileira, um verdadeiro clássico dos  trashões. Trinta e três anos depois, o próprio Roger Corman seria um dos produtores do  remake Corrida Mortal, com orçamento muito mais generoso, convocando o diretor da franquia Resident Evil, Paul W. Anderson, que por sua vez, além de ser um dos roteiristas, escalou o astro de ação do momento Jason Statham para assumir o personagem baseado no que foi interpretado pelo finado Carradine, e o coadjuvante de +Velozes + Furiosos, Tyresse Gibson para assumir o Machine Gun vivido por Stallone.
 
Não assistir ainda o original, mas, pela sinopse descrita acima, parece que quase nada foi mantido do original. A trama se passa num futuro não muito distante, onde o programa Corrida Mortal, realizado dentro de um prisão é a grande sensação do momento. Nele, os prisioneiros participam de uma disputa letal, um ferrando com o outro, com o objetivo de ganhar a liberdade, após vencer cinco corridas.  Ao perder seu corredor mais famoso, Frankenstein, a diretora do presídio (Joan Allen, praticamente repetindo o seu papel em A Supremacia Bourne), arma para cima do ex-corredor Jensem Ames (Statham), fazendo-o ser preso injustamente e indo parar justamente no presídio que ela dirige, sendo convidado pela malvadona a participar da tal corrida como Frankstein. Jensem entra com tudo na competição, com o intuito de receber a tão sonhada liberdade, lutando a cada etapa da corrida não somente para vencer, mas, principalmente para sobreviver.
 
Corrida Mortal é um filmaço de ação de primeira, com um ótimo roteiro, e com excelentes sequências de ação, com perseguições de carro eletrizantes. Statham, como sempre, arrebenta, apesar de lutar bem menos do que estamos acostumados. O diretor Paul W. Anderson prova mais uma vez que é um dos grandes nomes atuais do cinemão entretenimento nos presenteando como mais um empolgante filme. Apesar de não ter assistido o original, arrisco-me a dizer que temos aqui um fato raro de um remake ser infinitamente superior ao original. Nota 9,5.
 
Curiosamente, dois anos depois, em 2010, os produtores lançaram diretamente em home vídeo Corrida Mortal 2, dirigido pelo ilustre desconhecido Roel Reine, com Statham sendo substituído pelo fraquinho Luke Goss, que dá vida a Carl Luke Lucas, o braço direito do poderoso chefão do crime Marcus Kane (Sean Bean), que após um assalto mal sucedido vai parar no tal presídio onde é filmado o programa Luta Mortal, que com a queda de audiência é reformulado, transformando-se na Corrida Mortal. Trata-se da verdade de uma prequel, já que traz as origens da competição e do piloto Frankstein, morto no começo do primeiro filme, que foi substituído pelo personagem de Statham.

Apesar de ter uma trama bem amarrada com o primeiro, algumas sequências interessantes, um elenco com rostos bem mais conhecidos que, além de Bean, conta com Danny Trejo e Ving Rhames, e de trazer de volta os coadjuvantes Robin Shou, mais uma vez  interpretando o piloto carequinha 14K (irreconhecível em comparação ao seu personagem mais famoso e de vasta cabeleira, o Liu Kang, protagonista do dois Mortal Kombat) e Fred Koehler, como o cdf Lists, Corrida Mortal 2 fica bastante atrás em comparação ao primeiro filme (Nota 7,0), mas, nada que impedisse de ganhar mais uma sequência, Corrida Mortal 3 - Inferno, ainda inédita por aqui, também lançada diretamente em home vídeo, trazendo de volta quase todo elenco do segundo filme.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 
Colírio para os olhos.
Natalie Mortinez, uma das mais lindas atrizes a contracenar com Statham.


 
Robin Shou como 14K em Corrida Mortal 1 e 2.
Não lembrando nada o Liu Kang de Mortal Kombat.
 
 
Cartaz do tosco filme original
estrelado por David Carradine...
 
... que interpretava o piloto Frankenstein.
 
 
Sylvester Stallone como Machine Gunn, no original.
Personagem na nova versão, interpretado por Tyrese Gibson,
é homossexual.
 
Capa do VHS de Corrida da Morte - Ano 2000 trazia uma tosca
montagem com o rosto de Stallone em Rocky II - A Revanche,
no corpo de Dolph Lundgren em O Justiceiro.
Algo tão e até mais bizarro que o próprio filme.
 
 
Trailer de Corrida Mortal.
 
 
Trailer de Corrida Mortal 2.
 
Trailer do original Corrida Mortal - Ano 2000.
 
 


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

DUELO ELETRIZANTE ENTRE ASSASSINOS.

Sylvester Stallone e Antônio Banderas se enfrentam num jogo letal de gato e rato, em filme do mesmo diretor da quadrilogia Máquina Mortífera.
 
Somando a triplíce aliança perfeita entre um Sylvester Stallone numa ótima fase de sua carreira, um Antônio Banderas em pleno auge em Hollywood e uma Julianne Moore começando a chamar atenção, um roteiro com uma trama muito bem desenvolvida, que dosa perfeitamente a ação e o suspense, sequências de ação empolgantes que prende atenção, tudo isso conduzido pelo mestre Richard Donner, o resultado é um thirlley empolgante e envolvente, bem acima da média. Assassinos, de 1995, traz Stallone como Robert Rath, um veterano assassino profissional às vespéras de se aposentar. Já Banderas é Miguel Rain, um novato no ramo, inexperiente, afoito e sem noção, que vai matando quem cruza o seu caminho. Os dois entram em rota de colisão quando Miguel interfere no último trabalho de Robert, mandando um bilionário para a terra do pé junto. A rivalidade fica mais acirrada quando Robert resolve protege a próxima encomenda, a hacker Electa (Moore), e ambos, acabam perseguidos impiedosamente pelo sádico novato.
 
Donner dirige mais uma vez de forma maestral, nos presenteando com mais um filmaço fodástico em sua carreira. Assassinos não tem o mesmo ritmo acelerado de outros filmes do diretor como a quadrilogia Máquina Mortífera e 16 Quadras, compensando numa valorização maior na história e no climão de tensão. Stallone e Banderas tem atuações razoáveis, traduzindo perfeitamente a rivalidade mortal entre seus personagens, assim como Moore, que defende de forma competente uma personagem inferior ao seu talento, dando leveza a trama, aliviando o clima tenso provocado pelos personagens centrais.
 
Assassinos não chega a ser o melhor filme de Donner, muito menos do trio central de astros, mas prende atenção, envolve, graças principalmente, a um ótimo roteiro, muito bem conduzido pelo diretor. Com dosagem na medida certa de ação e suspense, um thirlley bem acima da média que faz passar tranquilarmente a longa duração (mais de duas horas). Para ser visto e revisto. Nota 8,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

WILLS PROTEGENDO MAIS UM PIRRALHO EM APUROS.

Ator mirim é o grande destaque de thrilley protagonizado pelo eterno John McLane.
 
Exatamente um ano antes de atuar com um ótimo ator mirim que roubou a cena no excelente O Sexto Sentido, Bruce Wills contracenou com outro talentoso pirralho, que injustamente não chamou tanta atenção quanto o indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro Hale Joel Osment, em Código para o Inferno, filme que até pouco tempo era presença constante na telinha da Globo, principalmente na sessão Supercine. Wills interpreta Art Jeffries um agente do  FBI que tem a missão de proteger Simon (Miko Hughes), um garoto autista de nove anos de idade que, por descobrir um código escondido numa revista de passatempo, passa a ser perseguido por um psicótico assassino que recebeu ordens para eliminá-lo e sua família do impiedoso e frio Nick Kudrow (Alec  Baldwin), um  chefão da agência governamental NSA. Art luta contra tudo e todos, protegendo sozinho o pirralho, tendo que um jogo de cintura a mais para saber lidar com um garoto tão especial.
 
O filme tem um bom enredo, mas, acaba se arrastando um pouco demais, diminuindo o ritmo na segunda metade, só decolando no final. Wills tem uma atuação razoável, nada de extraordinária, assim como Baldwin. Mas, a grande revelação é a excelente atuação do ator mrim Hughes, que rouba a cena, com uma atuação leve e sensível, sem exageros. Algo impercebível na versão dublada, que fez um estrago tão grande que, em alguns momentos, ficamos na torcida que o próprio personagem de Wills dê um tiro no pirralho de tão chato aos ouvidos que é. Se tiver a oportunidade, aconselho que assista o filme na versão original, com legendas, para conferir uma atuação excepcional de um pirralho que, inexplicável, não vingou na carreira.
 
Apesar da ação ser um pouquinho a menos do que deveria ser, Código para o Inferno é um filme bem acima da média, que prende atenção, envolve e diverte, graças as boas atuações de um elenco competente e todo climão de ação e suspense. Nota 8,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 
 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

RECORDAR É REVER: O SOBREVIVENTE.

Em sua segunda ficção, Schwarzenegger luta pela vida em reallity show fatal.

Nas últimas semanas, Arnold Schwarzenegger vem sendo citado com frequência nos telejornais em virtude do lançamento do remake de O Vingador do Futuro. Sem sombra de dúvida, o brucutu austríaco  e atual ex-governador da Califórnia é um astro de ação que se deu muito bem na ficção científica, atuando, até agora, em seis produções do gênero. O Sobrevivente, de 1987, foi seu segundo filme do gênero e, visivelmente, o com o orçamento mais limitado. A trama se passa em 2017, onde os Estados Unidos vive um regime totalitário, após um grande colapso econômico. Ben Richards é um soldado à serviço do governo que, por desobedece a ordem de detornar uma multidão esfomeada, é condenado e enviado para prisão. Um ano e seis meses depois, Ben foge, mas é capturado e enviado para participar do programa televisivo The Running Man, um realitty show fatal, onde prisioneiros são caçados e exterminados ao vivo, apresentado pelo sádico Damon Killian (Richard Dawson), que para apimentar ainda mais e aumentar a audiência coloca no jogo seu amigo e companheiro de fuga, William (Yaphet Kotto), e a refém de Ben, Amber Mendez (Maria Conchita Alonso). O que o tosco apresentador não contava é que desta vez a caça não seria presa fácil, dando trabalho aos toscos caçadores do reallity.

Baseado num conto de Stephen King, que assinou com um pseudônimo, e que na época declarou apenas que seus filhos tinham gostado do filme, O Sobrevivente tem  um roteiro regular, acerta em alfinetar a mídia, mas, que também, serve de mera desculpas para o Schwarzenegger, no auge de sua forma física e carreira nas telonas, fazer o que saber fazer melhor, ou seja, distribuir porradas e tiros para tudo que é lado. A produção não é das melhores e mais caprichadas, com direito a um figurino ridículo de Schwarzie, Kotto e Conchita Alonso, pagando um mico de proporções elevadíssimas. Mesmo com todo altíssimo nível tosco, o filme é divertido, envolvente, com muita ação e cenas empolgantes. Não chega a ser a melhor ficção do brucutu austríaco, mas, também não é a pior, dando um pisa feia em O 6º Dia e O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Maquinas, produções bem mais caprichadas com orçamentos mais generosos.

Curiosamente, a trilha instrumental do filme tornou-se inesquecível, não por ser uma obra-prima maravilhosa, mas, por sempre ser usada até hoje, pela Rede Globo, quando faz a chamada de algum filme de suspense. Outra curiosidade que um dos oponentes de Schwarzenegger no filme, Jesse Ventura, que também trabalhou com ele em O Predador, andou se estranhando na vida real devido as diferenças políticas. Ambos já foram governadores, sendo que Schwarzie da Califórnia e Ventura, de Minnesota.

Com um enredo regular, mas com ação e suspense na medida certa, O Sobrevivente consegue supera todas as suas deficiências, sendo um filmação muito divertido e empolgante. Um clássico oitentista que anda sumidísismo das telinhas, que precisa ser descoberto, visto e revisto, principalmente, por aqueles que curtem um filminho de ação bobo, que não tem outro compromisso que não seja entreter, sem exigir muita queima de neurônio. Nota 8,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 
Silvio Santos do Mal:
Apresentador comete grande erro em colocar Schwarzie
no seu saguinolento reallity.

Trailer original legendado.

Contribuição deste blogueiro para que O Sobrevivente seja conhecido.
O filme inteiro, na dublagem original.


UM REMAKE QUASE TÃO BOM QUANTO O ORIGINAL.

Remake de O Vingador do Futuro traz Colin Farrell em papel que em 1990 foi de Arnold Schwarzenegger.

Refilmar sempre é um risco. E o risco ainda é triplicado quando inventam de produzirem uma nova versão de um filme relativamente recente, como O Vingador do Futuro, clássico do começo dos anos 90 dirigido pelo mestre Paul Venhoven e estrelado por Arnold Schwarzenegger, que ainda está fresquinho na cabeça do público, já que o original ter feito um enorme sucesso, vem sendo reprisado até hoje nas emissoras televisivas. Um desafio e tanto, que corajosamente o diretor Len Wiseman resolveu encarar e ousar um pouco, a começar por trocar a força bruta de um brucutu pelo talento interpretativo, ao escalar Colin Farrell para dá vida ao personagem que no original foi de Arnold Schwarzenegger. Ousou também em fazer algumas pequenas, mas significativas mudanças no roteiro, como tornar a Lori, que no original foi de Sharon Stone e agora é defendida brilhantemente por sua esposa, Kate Beckinsale (a Selena da franquia Anjos da Noite) uma das personagens mais fodásticas do filme, deixar Marte apenas como citação numa minúscula e rápida piadinha sem graça, ambientando a trama aqui na tela, e por tabela eliminando as bizarrices dos marcianos toscos, como a anã prostituta, o oráculo que saia da barriga de um cara e o E.T. com uma vagina no lugar da testa, apesar de, inexplicavelmente, manter a quenga com três tetas, e ainda por cima utilizar um visual interessantíssimo, ao estilo de Blade Runner, outro clássico da ficção científica. Mas, as mudanças param por aí, já que o novo filme manteve praticamente o mesmo enredo.

No novo O Vingador do Futuro, filme que eu assistir no final da noite de ontem na sala 3 do Complexo Kinoplex Maceió,  após uma guerra química no final do século XXI, o mundo se dividiu em dois países, comandando pelo chanceler Cohaagen (Bryan Cranston). Doug Quaid (Farrell) é um operário de fábrica de robôs policiais, que todos os dias, sai do país dos pobretões para atravessar o mundo e ganhar a vida na fábrica de robôs policiais. Mesmo casado com a belíssima Lori (Beckinsale), o cara está entediado com a vida rotineira que vive. Pertubado com um pesadelo, repleto de ação, que tem toda noite, o cara resolve procurar a Recall, empresa que faz implante de lembanças falsas. É quando descobre que na verdade, sua memória já teve um implante e passa a ser perseguido pela polícia, vindo posteriormente a descobrir que sua vida na verdade, não é como ela achava que era, e que de fato, ele é o agente Hauser, que se infiltrou na resistência, mas, por se apaixonar por Melina (Jessica Biel), acabou mudando de lado.

O enredo tenta ser um pouco mais real que o filme original (ambos não seguem corretamente sua fonte inspiração, o conto de Philipi K. Dick) e um ritmo de ação bem mais acelerado do que o filme protagonizado por Arnoldão. O roteiro é razoável e acertar  também em tornar a Lori uma personagem bem mais interessante e durona que a original, sendo uma espécie de fundição entre a original e o perseguidor implacável de Quaid interpretado de forma competente por Michael Ironside. Outra personagem que também se tornou mais fodástica foi a Melina. Sem dúvida as duas personagens, principalmente a vilã, são os grandes destaques desta nova versão, já que Beckinsale e Biel, se entregaram por completo as cenas de ação, assim como Farrell, que também suor muito e arrebentou nas sequências mais corridas.

A parte técnica é outro ponto forte da nova versão. O cenário é explendoroso, de encher os olhos, assim, como os efeitos especiais. Neste ponto, e apenas neste, é uma covardia fazer comparação entre os dois filmes, já que os tempos de hoje são outros, já que vinte e dois anos entre o original e o remake ocorreram inúmeros avanços na tecnologia, logo, os recursos de hoje são bem mais ilimitados que os daquela época. Sem sombra de dúvida, a agilidade do elenco, o ritmo mais rápido e a parte técnica dá um show em cima do original.

Em contrapartida, o resultado final do novo O Vingador do Futuro apanha feio do original, que é muito mais divertido. Não chega a ser um filme ruim, principalmente pelos méritos supracitados, já que o remake também é empolgante, envolvente e diverte. Só perde mesmo nas inevitáveis comparações com o original. Enfim, um ótimo filme do gênero ficção, bem acima da média atual, que cumpre direitinho sua função de entreter sem compromisso. Dar para encarar e se divertir numa boa. de preferência, quando for ao cinema, tentar por alguns instantes tentar bancar o Quaid, apagando da memória o original, Tarefa difícil e praticamente impossível, mas, não custa tentar. Nota 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 


 



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

DISCUTINDO A RELAÇÃO.

Ganhadores do Oscar formam um casal de idosos que busca salvar o casamento.

Todo casal, seja qual for a idade, passa por crises no relacionamento. O casal  Key (Meryl Streep) e Arnold (Tommy Lee Jones) Soames passa por uma crise há quatro anos, na comédia dramática Um Divã para Dois, que eu conferi no final da tarde de hoje, na sala 5 do Complexo Kinoplex Maceió. Vivendo uma triste rotina que inclui seguir o mesmo ritual todos os dias, dormir em quartos separados e mais de quatro anos sem terem relações sexuais, o casal acaba de completa trinta e um de união. Inconformada com tudo isso, a esposa resolve tentar salvar o casamento, buscando ajuda do doutor Bernie Feld (Steve Carell, surpreendentemente sério e  bastante contido), um famoso terapeuta de casal, agendando uma semana de consulta com ele. Mesmo relutando com a ideia, o razinza e mão-de-vaca Arnold resolve, em cima da hora, aceitar a proposta da esposa, e embarcam juntos rumo a uma cidadezinha do interior longe de tudo, onde tentarão reascender a chama da paixão.

Com um roteiro razoável e bastante bobinho, que em alguns momentos recorre a baixaria leve, o filme prende atenção principalmente pelo casal central, com uma perfeita química entre eles, cumprindo diretinho seus respectivos papéis. Streep, como sempre, roubando cena como uma ótima atuação e Lee Jones, fazendo o que saber fazer de melhor que é personagens rabugentos e ao estilo Seu Lunga. Quem também cumpre direitinho o seu personagem é Carell, que não se intimida com as duas feras, muito menos se incomoda de ser escada para os dois. Em síntese, Um Divã para Dois é um filminho bonitinho e engraçadinho, que diverte e arranca algumas risadas leves. Dar para encarar numa boa, sem muitas expectativas. Nota 6,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



DURO DE MATAR ACIMA DO PESO.

Kevin James arranca risadas em divertida comédia que tira sarro do primeiro Duro de Matar e similares.

Conhecido por protagonizar a sitcom The King of Queens por quase dez anos, o simpático rechonchudo Kevin James nas telonas era mero coadjuvante em filmes como Hitch - Conselheiro Amoroso, e alguns estrelados por Adam Sandler como Eu os Declaro Marido e... Larry e Zohan - Um Agente Bom de Corte. Segurança de Shopping, filme produzido em 2009 que está sendo exibido na sessão global Tela Quente, marca sua estreia com pé-direito como protagonista, interpretando o figuraça solitário Paul Blart, um segurança de shopping que leva o seu trabalho rigorosamente à sério demais, e que sonha ser policial, tentando várias vezes, perdendo sempre nos exames físicos. O cara se apaixona por Amy (Jayma Mays), uma nova lojista do shopping que ele trabalha. A rotina do cara vai mudar quando um grupo de criminosos ataca o Centro comercial, fazendo alguns reféns, incluindo sua amada. Paul cria coragem e torna-se um John McLane acima do peso, fazendo de tudo que estiver ao seu alcance, para atrapalhar os planos dos bandidões e salvar a sua amada.

Com um enredo muito bem desenvolvido que dosa perfeitamente ação e comédia, Segurança de Shopping é uma agradável surpresa, já que trata-se de um filme divertidíssimo, que prende a nossa atenção e nos faz rir com uma claríssima paródia de filmes de ação com reféns confinados num local, principalmente, o primeiro Duro de Matar. James está ótimo (algo que, infelizmente, devido a dublagem não dá para conferir) na sua estreia solo como protagonista, mostrando todo talento e versatilidade (além de ator, também é produtor e escreveu o roteiro), provando que tem tudo para ser um grande astro hollywoodiano do gênero comédia, algo que, aos poucos, ele vem se firmando. Enfim, Segurança de Shopping é uma comédia divertidísima, com sequências recheadas de humor e ação. Recomendadíssimo! Nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.




ARREBENTANDO EM PARIS.

Terceiro filme gringo de Jet Li como protagonista é um thrilley eletrizante, com ação e suspense na dosagem certa.

Um grande diferencial de Jet Li em relação aos seu compatriotas astros de filmes de ação é que ele consegue se dá bem tanto nos filmes produzidos em seu país de origem quanto fora dele, um feito heroíco até agora insuperável, algo que nem mesmo o saudoso Bruce Lee conseguiu (O clássico Operação Dragão é seu único filme gringo). É caso, por exemplo, de Beijo do Dragão, produzido por Luc Besson, contando com lutas fodásticas coreografadas pelo mestre Cory Yuen, que presenteou Li com algumas das melhores sequências de lutas de um filme não chinês. Li arrebenta e dá um show como Liu Jiuan, um policial chinês, enviado a Paris, para ajudar numa força tarefa em parceria com a polícia chinês, para prender um chefão do tráfico chinês. Só que o cara é traído justamente pelo inspertor Richard (Tcheky Karyo), que além de matar o tal chefão, incrimina Liu. Numa cidade que desconhece, o tampinha chinês luta não somente para sobreviver da perseguição implacável de Richard e sua gangue de policiais corruptos, contando com a ajuda da norte-americana Jéssica, prostituta ex-viciada por Richard.

Beijo do Dragão é um thriley muito bem conduzido, que prende a  nossa atenção do começo ao fim, graças a um ótimo roteiro, que dosa perfeitamente ação e o suspense, e as excelentes sequências de ação a la Jason Statham, e até uma a la Bruce Lee, onde o tampinha encara uma academia inteira e a usar uma bola de sinuca, num chute espetacular. Li simplesmente dá um show, nas melhores sequências de lutas de sua carreira. Em síntese, um filmaço envolvente e empolgante que não somente figura entre os melhores filmes gringos do ator, como também entre os melhores de sua carreira. Para ser visto e revisto. Nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.