sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PELO TRAILER, PROMETE.



Sempre fico com um pé atrás quando se trata de continuação, principalmente, de um excelente filme. Mas meu receio se transformou em ansiedade ao assistir os primeiros trailers de Tropa de Elite 2.

Acima posto o mais recente.  Confiram!!!

PARA MIM, O MELHOR FILME NACIONAL DE TODOS OS TEMPOS.

O nosso cinema, sempre passando por altos e baixos, e ainda com muito preconceito, nunca deixou de produzir grandes filmes, que entram para sempre na história do cinema mundial. Foi assim na época das chanchadas, no Cinema Novo, e, sobretudo na fase conhecida como retormada, onde após a crise econômica da Era Collor no começo dos anos 90, voltou com tudo, e de quebra, conquistou o público, algo antes só conseguido pelos saudosos Os Trapalhões. Nos últimos anos, vimos o crescimento de filmes policiais, que narram a nossa realidade. Carandiru e o  indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro Cidade de Deus são apenas dois exemplos. Mas para mim, o melhor de todos eles, e disparado o melhor filme nacional de todos os tempos é Tropa de Elite, do diretor José Padilha. Para entrar no clima do segundo filme, que estreia hoje em mais de 600 cinemas de nosso Brasil (quatro em Maceió), finalizando o trio de filmes mais aguardado por mim para este ano (os outros dois foram Os Mercenários e o remake de Karate Kid), revir em DVD na noite de ontem este filmaço.

Na trama, já conhecida por muitos, principalmente por mais de 25 milhões de pessoas que assistiram a versão pirata antes mesmo do filme chegar aos cinemas, se passa em 1997, onde o Capitão Nascimento (interpretado de forma brilhante por Wagner Moura), busca aquele que irá substituir a frente de um dos batalhões do BOPE. Paralelamente vamos conhecendo dois amigos de infância, Neto e Matias (Caio Junqueiro e André Ramiro, também excelentes), dois policiais militares extremamente honestos, mas de temperamentos diferentes, que irão fazer o curso do BOPE, onde um deles irá assumir o posto de Nascimento.

O filme é excepcional, com um roteiro perfeitamente realista, que nos prende atenção e nos leva a refletir sobre vários aspectos da nossa realidade, o uso da força para combater o crime, a corrupção do sistema, a hipocrisia da classe média alta, que ao mesmo tempo critica a violência policial, financia os traficantes consumindo e repassando as drogas. A narração do Capitão Nascimento, que nos conduz por tudo filme,  juntamente com as cenas de ação empolgantes e uma violência excessiva mas na dose certa, só dão mais veracidade ao perfeito roteiro. 

O elenco é brilhante, onde cada um está perfeito em seus personagens. De um elenco tão afiado, ficaria difícil apontar um destaque se o talentoso Wagner Moura não roubasse a cena na pele de Capitão Nascimento. Ele simplesmente interpreta o melhor personagem de sua carreira, tendo cuidado em todos os mínimos detalhes da caracterização do personagem. O brilhante diretor André Padilha, percebeu isso ainda na edição e promoveu o personagem coadjuvante (no roteiro original, o Matias do também brilhante André Ramiro seria o protagonista) a protagonista. O resultado é que a dupla Moura/Padilha presenteou o cinema nacional com um personagem inesquecível, um ícone, um herói nacional repleto de admiradores e várias frases marcantes.

A trilha sonora é ótima, que mistura funk, rock, músicas da época que se passa a história. As músicas instrumentais estão devidamente encaixadas, principalmente, nas cenas de ação e de corrupção, dar um tom a mais ao filme.

Todos estes elementos foram conduzidos de forma maestral pelo talentoso diretor José Padilha, que simplesmente soube aproveitar cada um desses elementos, sem medo de ousar, presenteando o cinema brasileiro com uma obra prima. Não sei se o segundo, que eu pretendo assistir hoje mesmo, irá superar este primeiro filme que simplesmente é perfeito, mas tem tudo para ser outra prima, já que Padilha está a frente, com os mesmos roteiristas, equipe de produção, e boa parte do elenco.

Além de ser uma obra prima do nosso cinema, o primeiro Tropa de Elite entrou para a história do cinema como o filme que escancarou para o mundo a força da pirataria, já que o mesmo, até hoje por situações inexplicáveis, chegou as bancas de camelô muito antes de ser lançado no cinema. Mesmo assim, o filme fez enorme sucesso nos cinemas, levando mais de dois milhões de espectadores (orgulho de dizer que eu fui um dos poucos que preferir assistir no cinema do que a versão pirateada), mostrando que, mesmo com DVDs, Blue-Ray, TV a cabo e pirataria, a boa e velha sala de cinema continua imbatível, e que o cinema nacional, ao contrário de outrora, pode competir de igual para igual com o cinemão norte-americano.

Em síntese, reafirmo que Tropa de Elite para mim é o melhor filme brasileiro de todos os tempos, que demorará para ser superado. Ou será que mais tarde, após assistir o segundo filme, ele perderá esta colocação?
VOCÊ SABIA? 


Ao contrário do que muitos pensam, o filme Tropa de Elite é original e não uma adaptação do livro Elite da Tropa, que foi escrito paralelamente ao roteiro e filmagem de Tropa.

Como o livro foi lançado antes do filme, principalmente pelas mudanças que foram feitas em colocar o Capitão Nascimento como protagonista, foi lançado o boato e muitos até hoje acreditam que o filme é adaptação do livro.

Particularmente ainda não li Elite da Tropa, mas tão logo eu o fizer, postarei aqui os meus comentários.
Rick Pinheiro
Cinéfilo.

Umas das várias frases marcantes do filme.

Neto (Caio Junqueira) em sua primeira ação na PM, antes de conhecer o BOPE.

Patricinha com consciência social, mas ao mesmo tempo passiva
aos amigos riquinhos, maconheiros e traficantes.

Numa ideia brilhante, Neto usa a corrupção do sistema para benefício da Cooporação e da população.

Neto leva uma dura do Capitão Nascimento por ser tão doidão.
Vai encarar?
Capitão Nascimento, o nosso representante
no seletivo grupo dos "Caras mais durões do cinema".

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SERÁ MESMO O ÚLTIMO EXORCISMO?

Na minha semanal sessão de cinema, fui conferir hoje, na tela da sala 5 do Centerplex, o filme O Último Exorcismo.

Ao contrário do que alguns chegaram a comentar, não trata-se de um remake do clássico e amaldiçoado filme O Exorcista, mas de mais um filme de terror, filmado como se fosse um documentário para que o público acredite está diante de um caso real. Sub-gênero, que particularmente eu não gosto muito, inaugurado pelo primeiro A Bruxa de Blair, e que no ano passado ressurgiu com Atividade Paranormal. A principal característica deste tipo de filme é contar com um elenco de atores desconhecidos, que são os mais naturais possíveis,, chegando, em alguns casos. a personagens e atores terem o mesmo nome (Caso de Atividade Paranormal, que no próximo mês chega aos cinemas a continuação),  por ter cortes mal-feitos, amadorismo mesmo, tudo isso para dar uma sensação de produto verídico. Evidente que por ter estas características, filmes assim, tem um supreendente retorno financeiro, já que os custos são mínimos, e as bilheterias arrencadam muito mais.

O Último Exorcismo, apesar de bem feito e manter o clima de produto real, foge um pouco as características dos seus antecessores do gênero, pois, ao contrário destes, os atores não estão naturais, mas interpretando personagens, num roteiro bem escrito, que narra a história de um reverendo protestante, que está fazendo um documentário, para provar que seus rituais de exorcismo é uma farsa, e leva a dupla de documentarista, para mais um caso que será o seu último. Mas ao chegar na residência, um pequeno sítio afastado de tudo, surge a dúvida, se está diante de um caso verdadeiro de possessão ou trata-se de um caso de doença mental, tanto da jovem menina, como dos seus familiares.

O filme prende a nossa atenção do começo ao fim, sem ser tedioso como os outros dois deste sub-gênero, principalmente pelas excelentes interpretações, pelo roteiro, repleto de reviravoltas e suspense, e o clima de documentário real. Os primeiros vinte minutos é muito interessante, mostrando o reverendo, na maior cara de pau, ensinando como dominia a técnica de iludir a fé alheia. Sem nenhum pudor, o reverendo desdenha da inteligência até mesmo os próprios fiéis da sua igreja. Em uma cena, ele diz para os documentaristas que o povo acredita em tudo que ele diz, e comprova na prática, quando no meio da sua empolgante e barulhenta pregação, ele dar a receita de torta de abacaxi da sua mãe, e os fiéis sem desconfiar dizem "Amém!", "Aleluia!". Em outra cena, o reverendo ensina todos os truques do exorcismo, fazendo até a própria pessoa, acreditar que de fato está possuída. "Eu tenho uma família e preciso de dinheiro!", é a justificativa do Reverendo Cotton Marcus. Gostaria muito que muitos fiéis de pastores picaretas como o Reverendo assistissem estes vinte primeiros minutos, e abrissem os olhos o que certos líderes diabólicos, que se dizem de Deus, são capazes de fazer para manipulá-los.

Mas não pensem que o Reverendo Marcus é um picareta, safado, um vilão. Patrick Fabian consegue humanizá-lo, fazendo o espectador ter simpatia pelo sincero e carismático pastor. Além de Fabian, o restante do elenco interpreta bem os seus personagens. O grande destaque sem dúvida é a jovem atriz Ashley Bell, que interpreta brilhantemente Nell, dosando bem a inocência, e ao mesmo tempo a possessão (ou esquizofrênia) da personagem.

Além das excelentes interpretações, o grande mérito do filme é justamente manter até os últimos minutos, o que de fato está acontecendo: possessão ou doença mental?

Curiosamente, o diretor do filme disse que este filme é uma homenagem ao clássico O Exorcista, mas nítidamente é uma homenagem A Bruxa de Blair, principalmente, na última cena, onde ocorre a mesma perseguição na floresta.

O final decepcionou bastante os espectadores da sessão das 15:50 da tarde de hoje, que condenou o filme todo como lixo (alguns até gritaram que queriam o dinheiro de volta), justamente por ser praticamente idêntico aos outros dois filmes deste gênero, ou seja, não resolvendo por completo os fatos, dando um gancho descarado para a continuação. Outra característica óbvia, e talvez única, para quem parte para esta linha de filme de ficção lançado como real.

Particularmente o fraco e óbvio final, não mudou a minha opinião sobre o filme. O Último Exorcismo não é  um grande filme, mas também não é o lixo que os meus colegas de sessão acharam. Chega até a divertir, nos dar bons sustos e até mesmo nos fazer refletir como o sentimento mais puro do seu humano, a sua fé, é facilmente manipulada pelos péssimos líderes religiosos.

Enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões.

Rick Pinheiro
Cinéfilo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

REVISANDO A QUADRILOGIA RESIDENT EVIL.


Mudando de assunto, mas ainda na temática bela que é fera... Vamos falar de cinema.

Ainda no clima do quarto filme da série que eu assistir na quarta-feira da semana passada, aproveitei a única e rara tarde livre que eu tive esta semana, para assistir aos três primeiros filmes da série Resident Evil, baseada num game japonês homônimo. Como disse na postagem sobre o quarto filme, não sou muito fã desta série, mas também não sou um dos que a detestam. Afirmo mais uma vez que a série é boa, com filmes repletos de ação, com aqueles cenas mirabolantes, que nós, fãs do bom cinemão pop, adoramos.

Um dos pontos positivos da série é  justamente a ordem lógica de sucessão de fatos entre um filme e outro, fazendo uma perfeita ligação entre eles, deixando ao final de cada filme, a sensação de "quero mais!", que será saciada no outro filme, que por sua vez, criará a mesma sensação. Características ests, cada vez mais raros em continuações de filmes. Isso se dá, graças ao roteirista e diretor, do primeiro e do último filme, Paul W.S. Anderson, que, ao contrário de outras séries, se mantêm escrevendo os roteiros de todos os filmes. Outro ponto que merece destaque do diretor/roteirista é o fato da produção dos filmes terem baixo orçamento para os padrões Hollywoodianos, e oferecer um bom produto ao público, que em contrapartida lotam os cinemas mundo à fora, provando que a afirmação "Uma ideia na cabeça e uma câmera não" do nosso saudoso Glauber Rocha, é fato consumado. Graças ao seu talento, Anderson os grandes estúdios lhe confiaram filmes com orçamento maior como Alien x Predador, Corrida Mortal, entre outros.

Outro ponto positivo da série é poder contar com a mesma protagonista, a ex-modelo Milla Jovovich (aprendi numa reportagem da revista Preview desta mês qu seu sobrenome pronuncia-se Yo-Yo-Vich. Mas para nós que aprendemos a pronunciar Schwarzenegger, até que da mocinha não é tão complicado), esposa de Paul W. S. Anderson, que apesar de não ser lá uma grande atriz, está desempenhando cada vez melhor o papel da heroína Alice, acompanhando perfeitamente a transição da personagem de mocinha confusa a heroína durona, durante toda quadrilogia. Sem falar que a moça ucraniana de sobrenome esquisito fez a maioria das cenas de ação, chegando a se machucar de verdade em algumas, e de quebra, ainda confecionou o modelito da personagem no último filme, provando que não tem apenas que tem um rostinho bonitinho. Ah, e se alguém acha que é um caso de nepotismo, puro engano, pois Milla e Paul só começaram a namorar, e consequentemente se casaram, após o primeiro filme.

Vamos aos comentários de cada filme.

O primeiro filme, e disparado o melhor de toda série é Resident Evil: O Hóspede Maldito (o subtítulo tosco é mais uma contribuição dos distribuidores brasileiro). Na trama, o T-Vírus é liberado nas dependências da obscura cooperação Umbrella (antes desta ser nome de música da Rihanna) chamada de Colméia, obrigando a inteligência artificial isolar e matar todos os funcionários. Os cabeças da empresa enviam um pequeno grupo de salvamento, para desligar o tal computador e salvar os possíveis sobreviventes. Neste mesmo instante, Alice acorda sem memória na mansão que na verdade é o acesso em caso de emergência a Umbrella, que fica no subsolo de uma pequena cidade. Ao chegarem lá e desligarem o computador, descobrem que os mortos se tornaram zumbis, doidinhos por carne humana fresca, onde os heróis, têm que lutar por suas vidas, entre eles, a nossa Alice, que curiosamente neste filme, é uma mocinha quase indefesa (o quase porque entra em ação quando necessário), bem longe da heroína durona dos filmes posteriores.

Este primeiro filme é um filmaço, com um bom roteiro, com muita ação e suspense, na dose exata. A trilha sonora é ótima e empolgante, formada de Dance e Heavy Metal, se encaixa perfeitamente nas sequências certas. O elenco é bom, com destaque para Michelle Rodriguez, que para mim é uma das atrizes mais linda de Hollywood, fazendo o seu habitual personagem mulher durona coadjuvante. Sem sombra de dúvida é o melhor filme da série. Pelo menos até agora. Nota 8,5.

O filme seguinte Resident Evil 2: Apocalipse, mantêm o mesmo pique do primeiro filme, só que com menos suspense e mais ação, e graças ao seu ritmo acelerado e ao visual dos personagens, ficou com um jeitão de game mesmo. A trama começa onde o outro filme terminou, onde a burra cooperação Umbrella inventa de reabrir a Colméia, liberando os zumbis, espalhando o vírus por toda a cidadezinha. Feita a merda, a cooperação resolve isolar a cidade, deixando os poucos sobreviventes de banquente para os, literalmente falando, mortos de fome. Alice acorda numa ala isolada do hospital da cidade, onde os cientistas da Umbrella a fizeram de cobaia, e encontra a situação de caos da pequena cidade. Junto com os outros sobreviventes, vão lutar para resgatar uma garotinha, filha de um cientista de Umbrella e por suas vidas.

A partir deste filme, já somos apresentados a heroína durona que faz a galera delirar. Somando a experiência traumática de encarar os monstros no primeiro filme e as experiências com o T-Vírus, que os cientistas da Umbrella fizeram na sua cobaia favorita, Alice está mais ágil, forte, encarando zumbis, sejam humanos ou cachorros e um amigo, único sobrevivente junto com ela do primeiro filme, que agora é um super-monstro.

O filme mantêm o mesmo nível do primeiro, só que no geral, é um pouco inferior. Mas não é um filme ruim. Apenas só não é melhor que o primeiro, que tem um brilho próprio. Milla, ao contrário da sonsa participação no primeiro filme, finalmente acerta o tom e está ótima como a durona Alice. O elenco formado por artistas desconhecidos (uma característica da série), é ótimo, e se destaca mais que o elenco do primeiro. A trilha é fraquinha e, infelizmente, não mantêm o mesmo ritmo do primeiro. Em síntese, Resident Evil: Apocalipse é um bom filme de ação, que faz jus a sua origem fora das telas.

O último filme da minha maratona vespertina das aventuras de Alice e companhia foi Resident Evil 3: A Extinção, o mais fraco da série. Mesmo tendo assistido no canal Max, de quarta para quinta, logo quando eu cheguei do cinema, fiz questão de revê-lo para fazer um justo comentário.

Na trama, o T-Vírus tomou conta de todo planeta. Alice se junta a uma caravana de sobreviventes ruma ao Alasca, único local onde a epidemia de Zumbis não chegou. Enquanto isso, os cientistas da Umbrella continuam fazendo experiências, desta vez utilizando clones da Alice.

O filme não mantem o mesmo pique da série, chegando em alguns momentos, a ser chato e enfadonho. Em síntese: faz jus ao subtítulo. Devia ser extinto mesmo. Nota 3,5.



O quarto filme da série, Resident Evil 4: Recomeço, em síntese, é um excelente filme, perdendo apenas para o primeiro, e técnicamente empatado com o segundo, levando uma ligeira vantagem sobre este graças aos excelentes efeitos especias, filmados em 3D, a trilha sonora que recupera o status do primeiro filme de perfeitamente encaixada nas sequências.

Para não ser repetitivo, quem ainda não leu, acesse a minha postagem sobre o filme: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/09/unica-novidade-e-o-3d.html

Em síntese, a maratona com os três primeiros filmes da série Resident Evil, só reforçaram a minha opinião que esta série é de longe uma das melhores adaptações de game, um grande mérito já que estas costumam ser um desastre total. Que o diga os toscos Street Fighter: A Batalha FinalSuper Mário Bros.

Sem dúvida, a série Resident Evil permanecerá muitos anos na telona. E o ideal é que os produtores sigam a regra esportista que afirma que "Time que está ganhando, não se mexe!", principalmente mantendo o casalzinho Anderson e Jovovich. Os fãs da série e dos games,  e os cinéfilos fãs de filmes de ação como eu, agradecem.

Rick Pinheiro
Cinéfilo.

domingo, 26 de setembro de 2010

UM FILMAÇO ESQUECIDO EM ALGUM LUGAR EMPOEIRADO.

 Na última quinta a noite, dividir as minhas atenções entre a TV Justiça, que transmitia a sessão do pleno do STF e um filmaço exibido no canal A&E, que há tempo anda esquecido tanto pelos canais abertos, como pelos de assiantura, . O que dizer de um filme estrelado por Tom Cruise, Jack Nicholson e Demi Moore, e que tem coadjuvantes de luxo como Kevin Bacon, Kiefer Surtheland e Cuba Coding Jr., este último aparecendo em uma única, numa trama de julgamento militar? O filme ao qual me refiro é Questão de Honra, de 1992.

Na trama, um fuzileiro naval da base de Guantánamo (muito antes da mesma entrar em manchete mundial pós 11 de setembro) é assassinado e dois colegas são acusados pelo crime. É designado para defender os suspeitos, o Tenente Daniel Alistair Kaffee (Tom Cruise), um advogado inexperiente, cujo os únicos casos em que atuou eram resolvidos com simples acordos. Seria mais uma causa assim, se ele não fosse instigado pela Tenente Joanne Galloway (Demi Moore, estupidamente linda neste filme) a levar mais a sério este caso, pois ela acredita na inocência dos rapazes. Juntamente com ela e com o seu assistente Tenente Sam Weinberg (Kevin Pollak), Kaffee resolve investigar a fundo os fatos, descobrindo que a verdade é muito mais do que aparenta.

O filme tem um roteiro envolvente, repleto de reviravoltas e suspense, que prende a nossa atenção do começo ao fim. Isso sem falar no elenco afiado, principalmente Jack Nicholson, que apesar de aparecer pouco, rouba a cena na pele do razinza arrogante Comandante da base  Coronel Nathan R. Jessep, este sim, o verdadeiro culpado pelo tragédia ocorrida com o soldado Santiago. Destaque para cena que o Coronel, ao se visitado pelo trio de investigadores, obriga o Tenente Kaffee, diante de uma solicitação de um documento, e ao climax no Tribunal, onde estes mesmos personagens se confrontam. Sem dúvida, uma das melhores interpretações das diversas memoráveis de sua carreira, que aparentemetne contagiou os demais colegas de elenco.

Enfim, Questão de Honra é um filmaço, que injusta e infelizmente, por algum motivo banal, está pegando poeira nos arquivos dos canais abertos e fechados. Um filme imperdível até mesmo para aqueles que não gostam de filmes com temas militares, e de filmes de tribunais. Merece ser visto e revisto várias vezes.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo e, como sempre, saudosista dos bons filmes.

MIAS UM FILMINHO DA SAFRA 2010 COM A MESMA TEMÁTICA.

Começo achar que um pelo dia, todos os chefões de Hollywood, um belo dia, fazem uma reunião e decidem que tipo de filmes irão realizar para invadir exaustivamente durante todo ano. Assim, de tempo em tempos somos invadidos com vários filmes com uma mesma temática. Foi assim que tivemos uma época de filmes de vulcões, de meteoros prestes a destruir a terra , e este ano, chegou a vez dos filmes de casais envolvidos em situações inesperadas, misturando ação, comédia e romance. Só este ano, assistir quatro filmes com esta temática. O último foi Par Perfeito, estrelado por Katherine Heigl e Ashton Kutcher.

Na última quinta, após o primeiro dia do círculo de palestras de Direito Criminal, fui com uma colega, que é fã do Ashton Kutcher, assistir este filminho bobo, sem compromisso, com algumas situações de ações e pouco engraçado. Algo comum a este gênero de filme, que já está começando a mostrar um desgaste. 

Na trama, após levar um toco do namorado, a mocinha viaja com a família a belíssima Nice, na França, onde conhece um assassino profissional da CIA. Evidente, que os dois se apaixonam, ele deixa a agência e meses depois, se casam. Já estava começando a me arrepender de ter ido assistir este filme, quando ação finalmente começa: Dois anos depois, a CIA reaparece, enviando assassinos toscos e até certo ponto engraçados, para assassinar o seu dissidente. A mocinha fica sabendo do antigo emprego do marido, o casal entra em crise, mas evidente sem muito tempo para discutir, pois o casal está envolvido em muita ação, lutando por suas vidas. Todos já sabem que no final, o casal se reconcilia e vivem felizes para sempre.

O filme  não é ruim. Tem um roteiro razoável, sem muitas supresas, algumas boas sequências de ação e boas interpretações do casalzinho de protagonistas e do elenco de coadjuvantes que têm os atualmente sumidos Tom Selleck (o eterno Magnum) e Catherine O'Hara, que fez a mãe do personagem de Macaulay Culkin nos dois primeiros Esqueçeram de Mim, que chega em alguns momentos a roubar a cena, interpretando a mãe alcoólatra da mocinha.

Enfim, Par Perfeito é um filminho bobo, que chega a divertir, principalmente, as mulheres e aos casais apaixonados. Como não me encaixo em nenhuma destas características, por isso que este filme não me empolgou muito, pois para mim, a única coisa ótima em assisti-lo, foi a companhia da minha amiga. Valeu July!!!!

Rick Pinheiro
Cinéfilo, começando a ficar entediado com a safra 2010 de comédias românticas com ação.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A ÚNICA NOVIDADE É O 3D.

Mudando radicalmente de assunto, vamos falar de cinema.

Pois é galera, vida de cinéfilo não é fácil mesmo. Mesmo com um filme sendo exibido num cinema a cinco minutos de casa, fui assisti-lo no outro lado da cidade,  na última sessão, e rezando para não perder o último busão. Tudo isso para conferir em versão legendada e no formato 3D Resident Evil 4: Recomeço, quinto filme, baseado no famoso game homônimo (em 2008 foi lançada uma animação, fora da série oficial).

Particularmente não sou um grande fã da série, apesar de achá-los bons filmes, com muita ação, efeitos especiais bacanas e um roteiro  que mistura zumbis, coorporação criminosa e sobreviventes desta epidemia de zumbi, tudo isso recheado com muita ação e cenas mirabolantes. O primeiro filme, Resident Evil: O Hóspede Maldito até consegue ser  superior aos demais, que mantêm os mesmos elementos e enredo, sem muitas novidades.

Todos os filmes, exceto o desenho feito em paralelo com a quadrilogia original, contam com a fraca atriz Milla Jovovich, que fez a desgraça de matar pela segunda vez a Santa Joana D'Arc, numa péssima e ridícula interpretação repleta de caretas e olhos arregalhados, na super-produção tosca Joana D'Arc do diretor francês Luc Bensson, ex-marido de Milla, logo após o fim desta tosca produção. Apesar desta falta de talento, Milla está, até agora, segurando bem o personagem Alice na quadrilogia (até agora) Resident Evil. Vai ver que é pelo mesmo ser de poucas palavras e mais ação, um tipo de personagem que não exige talento dramático para interpretá-lo. Que o diga Steven Seagal (o das antigas e não o atual gorducho) e cia.

A trama é a de sempre. Desta vez, Alice perde os seus super-poderes (algo que pouco apareceu nos outros filmes) após invadir a sede japonesa da maléfica empresa Umbrella, a responsável pelo vazamento do tal vírus que matam as pessoas, mas não avisam a elas, já que as mesmas tornam zumbis tão esfomeados por carne como os meus irmãos-amigos Paulo Avatar Carioca e Eudes por todo tipo de comida. Logo após está jornada até tal empresa, numa sequência inicial com muita ação e vários clones de Alice (herança do último filme) totalmente destruídos junto com a sede da empresa, Alice encontra uma sobrevivente do filme anterior e juntas saem de avião vagando pela terra, até que em Hollywood encontram um pequeno grupo de sobreviventes num presídio abandonado e arrodeados de zumbis esfomeados. Mesmo sem inteligência nenhuma, como a maioria dos eleitores da Dilma e dos candidatos taturamas, os zumbis conseguem invadir a fortaleza inviolável, isso tudo recheado com muitas cenas de ação mirabolantes, que fazem a gente vibrar.

Igualmente aos outros três filmes anteriores, até mesmo na homenagem aos clássicos da ficção (se no último filme, temos uma homenagem clara a trilogia Mad Max, que lançou Mel Gibson, e a Os Pásssaros de Hithchock, desta vez o homenageado é o clássico moderno Matrix, com direito a cenas que mostram a trajetória da bala, paradinhas no ar e o visual do vilão idêntico ao do Agente Smith). A grande novidade deste novo filme, sem dúvida alguma, é que foi todo realizado em 3D, o que ficou perfeito nas cenas de ação, tornando-o, junto com Shrek Para Sempre, o melhor filme que eu assistir neste formato. Isso tem uma explicação: ambos, foram totalmente filmados neste formato, ao contrário de filmes como Alice no País da Maravilha e Fúria de Titãs, que foram filmados no formato convencional e os efeitos 3D foram inseridos em seguida, uma doideira dos produtores apenas por um trocado a mais nas bilheterias. O resultado é nitidamente visto na tela.

 
 Fora isso, Resident Evil 4, nada tem a acrescentar a série. A não ser  o recomeço da série, que nunca sequer com a tecnologia 3D, já que o final deste filme, como ocorreu com os outros da série, foi uma declaração oficial que haverá continuação. E que venham mais! De preferência em 3D. Nota 7,5.
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
 


sábado, 18 de setembro de 2010

MUITA CONVERSA MOLE E POUCA AÇÃO.

Depois de três anos e alguns meses de atraso, chega ao cinema alagoano o semi-novo filme do nerd e diretor doidão e criativo, Quentin Tarantino. Mas o longo atraso, que nem as salas de cinemas alagoanos faria, desta vez não é culpa nossa, mas da produtora Europa Filmes, que devido ao fracasso de bilheteria que À Prova de Morte, segundo filme do projeto Grindhouse idealizado por Tarantino e Robert Rodriguez, teve nos cinemas norte-americanos, ficou com receio de lançá-lo em cicuito nacional.
Sorte nossa que os direitos da Europa expiraram e a Playarte os adquiriu, lançando este filme nos cinemas, alguns meses atrás (e agora em cartaz no Cine SESI, atraso costumeiro alagoano). Tarantino faz uma homenagem aos filmes "B" de 15ª categoria dos anos 70, incluindo até a fotografia tosca, repleta de péssimos e visíveis cortes, que faz o expectador achar que o problema é no projetor do cinema. Uma sequência do filme, inexplicavelmente fica totalmente em preto e banco, erro comum nestes tipos de filmes da época. Principalmente por este motivo é que À Prova de Morte deve ser assistido no cinema, já que em DVD perderá, e muito, o impacto nostálgico que a fotografia proporciona. Tenho quase certeza que algum telespectador não entendeu a ideia de Tarantino e saiu reclamando do projetor do cinema. rssss...

A trama é tão simples como os filmes que Tarantino homenageia. O ótimo Kurt Russell interpreta um veterano dublê psicótico, que tem tara em matar, com o seu carro, grupo de mocinhas estupidamente lindas e indefesas . Meses depois de matar um destes grupos, o psicopata volta agir, mas se desta vez, suas vítimas não são tão sexo frágil assim e ele passará poucas e boas com as duronas gatas.


O problema de Tarantino é que ao invés da homenagem se estender também até a pouca duração dos trashões da época, ele estica demais o filme, enchendo linguiça com longos diálogos inúteis, tornando um filme para o público uma verdadeira prova de tédio. Os diálogos inúteis são típicos dos filmes de Tarantino, só que desta vez ele errou exageradamente na dose, alogando-os demais, tornando este filme abaixo da média em comparação aos demais do diretor. Quando o psicótico finalmente age com o seu tosco carrinho mortífero, já tem sido exibido cerca de uma hora de filme.

Aliás, esta cena do assassinato do primeiro quarteto de gostosonas estupidamente lindas, é  extremamente violenta e assustadora, que apesar de ser outra característica nos filmes de Tarantino, pode chocar o espectador mais sensível. Deve ser por um fato de um acidente de carro ser mais comum de aconteceru do que uma noiva enfurecida enfrentando grupo de ninjas assassinos, por exemplo.

Em compesação, por temos que aguentar horas de tédios, somos presenteados pelo diretor com um elenco feminino formado por atrizes estupidamente lindas, vestidas com roupinhas curtas e coladas, e uma empolgante perseguição de carro nos minutos finais, onde as gatas acabam literalmente  na porrada a tara do personagem de Russell. As gatas talentosas e a cena mencionada  salvam o filme de ser um total fiasco.

Por ser homenagem as filmes "B", que eram repletos de lindas mulheres nuas, Tarantino explorou bastante a sensualidade das lindas atrizes que ele reuniu para esta homenagem, mas sem apelar para a nudez em nenhuma cena. Uma das personagens, inexplicavelmente, é vestida de líder de torcida, um fetiche para os norte-americanos. Em outra, uma linda gata faz uma tosca, mas sensual dança erótica para o personagem de Russell. Sem falar em várias cenas, com closes nas lindas pernas e nos lábios canudos das gatas. Uma forma criativa de homenagem as musas daqueles filmes toscos, sem apelar para a nudez desnecessária que elas, sem necessidade exibiam nos clássicos trashes.

Já a empolgante cena da perseguição final, é outra compesação que o diretor dar ao espectador por ter que aguentar 1 hora e alguns minutos de tédio. A cena em questão dura cerca de 15 minutos, mas o suficiente para nos envolver e torcer pelas mocinhas. Muito bem coreografada e com um desfecho bem trash mesmo, onde o trio de mocinhas se transformam de caças em caçadoras, perseguindo implacávelmente o tarado psicótico, dando-lhe um lição e arrancando gritos de vibração da plateia (o famoso "Uhh, Uhh!").

Não posso ser injusto e mencionar também a boa interpretação do veterano Kurt Russell. Ele faz perfeitamente um personagem doentio, cínico e até certo ponto cativante. Mas o roteiro repleto dos já citados longos diálogos inúteis, limitam bastante o seu personagem, e, consequentemente, impedindo-o de brilhar com sua interpretação.


Em síntese, À Prova de Morte, é um filme regular, que por pouco não manchou a carreira de Quentin Tarantino. Infelizmente, o fracasso de bilheteria se deu pela falta de compreensão da brincadeira dos diretores em homenagear os  trashões de suspense dos anos 70, algo que ele fez brilhantemente nos dois Kill Bill, aos filmes de kung fu (também trashs, porém mais interessantes). Mas convenhamos que os homenageados desta vez não são lá dignos desta honraria. Vai entender os doidos nerd do Tarantino e Rodriguez.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Três das lindas atrizes do filme.
Foram elas e a cena final de perseguição que salvaram o filme
de não ser À Prova de Tédio.