sexta-feira, 3 de junho de 2022

UMA NOVA EXTINÇÃO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Jurassic World: Domínio (Jurassic World Dominion).
Produção estadunidense e maltesa de 2022.

Direção: Colin Trevorrow.

Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Laura Dern, Jeff Goldblum, Sam Neill, DeWand Wise, Mamoudou Athie, Isabella Sermon, Campbell Scott, BD Wong, Omar Sy, Justice Smith, Daniella Pineda, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 02 de junho de 2022.

Sinopse
: Sexto filme da franquia Jurassic Park. Após os eventos mostrados em Jurassic Park: Reino Ameaçado, a humanidade tenta se adaptar a realidade da volta dos dinossauros e outros animais jurássicos. Quem tenta tirar proveitos positivos para a humanidade é uma poderosa empresa, comandada pelo visionário Lewis Dodgson (Scott), que busca a cura de várias doenças através de experiências com o material genérico dos dinos. Mas, por outro lado, já que a empresa pode ser responsável pelo rapto da jovem clone Maisie (Sermon), que estava escondida sob a proteção de Claire (Howard) e Owen (Pratt), como também pelos gafanhotos geneticamente modificados que estão tocando o terror nas plantações pelos States, algo que a veterana cientista Ellie Sattler (Dern) tenta provar com a ajuda do paleontólogo Alan Grant (Neill).

Comentários
: Em 1993, os dinossauros voltaram a vida de forma espetacular pelas mãos do mestre Steven Spielberg com Jurassic Park, filmão espetacular que revolucionou os blockbusters. Após quase trinta anos, a franquia chega ao seu sexto filme, fechando o círculo iniciado no clássico noventista e que foi reaberto em 2015 com Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros. Com uma parte técnica impecável, marca registrada da franquia, o novo filme acaba tropeçando no roteiro, que por um lado acerta nas tramas paralelas dando destaque aos protagonistas da atual trilogia como também aos clássicos, fazendo uma boa ligação entre eles, por outro, peca pela comodidade das facilitações na trama, abusando um pouco na dose delas, e por não entregar a trama que o material promocional fazia acreditar (a Marvel Studios fazendo escola negativamente na questão de inserir cenas no trailers que não estão no filme).

Felizmente, o problema do roteiro acaba sendo superado pela competência do diretor e principalmente pelo carisma do elenco. Os fãs são presenteados com um encontro nostálgico e divertido entre os personagens das duas trilogias dentro da franquia, como também pelos sempre tensamente divertidos momentos de perigos, que mais uma vez são entregues de forma convincentes. Apesar de não oficialmente o fechamento da franquia já que os próprios já garantiram que não seria (mais uma propaganda enganosa do marketing), sinceramente, deveriam parar por aqui, já que Jurassic World: Domínio é um final muito bom e digno da franquia. Diversão empolgante, emocionante, com tudo que um bom e velho blockbuster raiz oferece. Vale a conferida, de preferência, na sala de cinema o som bem equipado e com uma tela gigantesca. Cotação: / Nota: 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


RECORDAR É REVER: O MENINÃO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

O Meninão (You're Never Too Young).
Produção estadunidense de 1955.

Direção: Norman Taurog.

Elenco: Dean Martin, Jerry Lewis, Diana Lynn, Nina Foch, Raymond Burr, Mitzi McCall, Veda Ann Borg, Margery Maude, Romo Vincent, Nancy Kulp, Milton Frome, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e on-line (YouTube).

Sinopse
: Remake de A Incrível Suzana, que por sua vez é a adaptação de uma peça teatral escrita por Sidney Sheldon. Um pacato e atrapalhado aspirante à barbeiro (Lewis) acaba se envolvendo numa tremenda roubada e precisa se mandar da cidade. Mas, por ter pouca grana, ele acaba tendo que se disfarçar de menino a fim de conseguir o desconto no valor da passagem. No trem, ele conhece uma professora (Lynn) e acaba indo parar na escola só para mulheres que ela trabalha.

Comentários
: Bons e saudosos tempos de criança que eu me empolgava ao ver o anúncio da exibição de um filme com o impagável Jerry Lewis, principalmente, se fosse algum em parceria com Dean Martin. Destes filmes da inesquecível dupla, lembro-me vagamente que O Meninão era um dos meus favoritos. Revendo na madrugada de hoje, até que me divertir bastante, dando boas risadas durante boa parte. Mas, infelizmente, percebi que o filme não era tão arretado como eu percebi, já que tem um seríssimo problema de escrito pelo autor da peça teatral em que se baseia, ninguém menos que o escritor Sidney Sheldon. Exigindo de nós o grau máximo de suspensão da descrença, o problema está nos vários furos absurdos, onde boa parte das situações na trama rolam apenas porque o roteiro quer. Felizmente, isso acaba sendo relevado graças ao talento de Lewis, que acaba entregando um filme divertido para ser visto e revisto infinitas vezes. 
Cotação: / Nota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

RECORDAR É REVER: SOBRE MENINOS E LOBOS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Sobre Meninos e Lobos (Mystic River).
Produção estadunidense e australiana de 2003.

Direção: Clint Eastwood.

Elenco: Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon, Laurence Fishburne, Marcia Gay Harden, Laura Linney, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (SBT) e por assinatura (Warner Channel) e no streaming (HBO Max).

Sinopse
: Adaptação do romance escrito por Dennis Lehane. Após anos sem contato, três amigos de infância se reencontram numa situação trágica. A jovem filha (Emmy Rossum) do ex-presidiário Jimmy Markum (Penn) é brutalmente assassinada,  e um dos investigadores do caso é o tenente Sean Devine (Bacon), um dos amigos. Já o terceiro amigo, Dave Boyle (Robbins), que sofreu um terrível trauma na pré-adolescência, saiu na noite do crime e viu a vítima, voltando para casa numa situação suspeitíssima.

Comentários
: Mais do que um grande ícone da sétima arte, Clint Eastwood, que na última terça-feira completou 92 anos, é um excelente diretor. Entre tanto ótimos filmes em que ele exerceu a batuta, Sobre Meninos e Lobos é para mim um dos seus melhores trabalhos. Indicado a 6 categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, o grande destaque aqui sem sombra de dúvida é o ótimo elenco, que entrega aqui algumas de suas melhores atuações (merecidamente, Sean Penn e Tim Robbins levaram para casa o "carecão de ouro" de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante, respectivamente), aproveitando muito bem o ótimo roteiro que têm em mãos. Mérito também do veterano diretor, que conduz com maestria os ótimos elenco e roteiro, nos presenteando com um filmaço espetacular, envolvente e emocionante do começo ao fim. Uma pequena obra-prima. 
Cotação: / Nota: 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.