sábado, 28 de setembro de 2019

FORÉVIS NA NOSSA MEMÓRIA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Mussum, um Filme do Cacildis.
Produção brasileira de 2018.

Direção: Susanna Lira.

Elenco: Mussum (arquivo), Lázaro Ramos (narração), Augusto Gomes, Antonio Carlos Júnior, Milton Gonçalves, Joel Zito Araújo, Dedé Santana, Jorge Coutinho, Jair Rodrigues, Elis Regina (arquivo), Paula Gomes, Sandro Gomes, Renato Aragão, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (Globo News) em 28 de setembro de 2019.

Sinopse: Documentário que narra a vida e a trajetória de Antonio Carlos Bernades Gomes, o Mussum, membro do grupo Os Originais do Samba, e imortalizado como o impagável humorista membro do saudoso grupo Os Trapalhões.

Comentários: No ano em que lembramos com muita saudade os vinte e cinco anos de falecimento do saudoso Mussum, chegou aos cinemas este competente documentário, que nos apresenta de forma bem objetiva, mas, sem pressa, um pouco da trajetória de sua vida e carreira. Um bom documento histórico, bem padrão, sem aprofundamento e quase perfeito (só não é pela ausência de alguns depoimentos que deveriam está no filme e por um rápido momento de lacração esquerdista dos tempos chatos do politicamente correto que vivemos hoje), que emociona aos fãs e apresenta a nova geração quem foi esse talentosíssimo artista. Realmente, um filme do cacildis. Imperdívis! Cotação: / Nota: 8,0.

FALANDO NISSO...

Se quiser aprofundar mais a trajetória do saudoso Kid Mumu da Mangueira, super recomendo o livro Mussum Forevis - Samba, Mé e Trapalhões, escrito por Juliano Barreto, da Editora Leya. Tive o prazer de ler e digo que consegue ser até mais emocionante que o documentário. Vale desembolsa, ler e ter em sua biblioteca.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


terça-feira, 24 de setembro de 2019

A SEITA QUE DÓI MENOS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

O Mal Não Espera a Noite - Midsommar (Midsommar).
Produção estadunidense de 2019

Direção: Ari Aster.

Elenco: Florence Pugh, Jack Reynor, William Jackson Harper, Mats Blomgren, Ellora Torchia, Archie Madekwe, Will Poulter, Henrik Norién, Anders Bekman, Julia Ragnarsson, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 8 do complexo Cinesystem Maceió em 23 de setembro de 2019.

Sinopse: Pouco tempo depois de viver uma tragédia familiar, Dani (Pugh) resolve acompanhar seu love (Reynor) e seus amigos e colegas de universidade para uma viagem a uma comunidade isolada enfiada no mato sueco que um deles faz parte, a fim de elaborarem a tese de curso e também para  prestigiarem um festival secular de nove dias que a comunidade organiza para celebrar o solícito de verão. O que eles não esperava era que as tradições locais eram repletas de bizarrices.

Comentários: Segundo filme do diretor e roteirista do bajuladíssimo Hereditário, que também vem arrancando elogios da crítica. Por eu ter detestado o filme de debute de Aster, não estava nem um pouco a fim de assistir seu novo trabalho, e até cogitei a ideia de ignorá-lo, com fiz com outro lançamento do fim de semana, Depois do Casamento, que também vem arrancando elogios da crítica, mas, não tenho o menor interesse em assistir. Mas, admito que até que fui surpreendido. O cara prova que não teve sorte de principiante, e seu talento tanto na condução como na criatividade de sair da mesmice do gênero aqui são elevados. O roteiro é bem elaborado, sem pressa de contar a história, chegando a arrastar, mas, sem entediar, já que a trama é muito bem desenvolvida e envolvente, prendendo nossa atenção do começo ao fim, com o festival de bizarrices que mais parecem uma bad trip das bravas, que o elenco talentoso embarcou numa boa, com atuações competentes. E se o resultado final, na minha humilde opinião, ainda não é esse filmaço que beira à obra-prima que a crítica vem rasgando o verbo, ao menos é um filme esquisito bem interessante, que vale a pena conferi, contanto que se tenha em mente que é uma produção totalmente fora do habitual que pode desagradar. Fica a dica! Cotação:  / Nota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.



segunda-feira, 23 de setembro de 2019

INSUPORTAVELMENTE MILITANTE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Legalidade.
Produção brasileira de 2019.

Direção: Zeca Brito.

Elenco: Cleo Pires (creditada Cleo), Leonardo Machado, Fernando Alves Pinto, Letícia Sabatella, José Henrique Ligabue, Paulo César Pereio, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala Elinaldo Barros do Centro Cultural Arte Pajuçara em 22 de setembro de 2019.

Sinopse: Inspirado em fatos. Em 1961, a jornalista brasileira do The Washington Post, Cecília Ruiz (Cleo) chega ao Rio Grande do Sul para tentar uma entrevista com o governador Leonel Brizola (Machado) e agora entrando no olho do furacão de um momento conturbado, com a renúncia do presidente da República Jânio Quadros, e os malvadões dos militares e dos Estados Unidos, não querem que seu vice, João Goulart, assuma, o que faz Brizola, que é seu cunhado, chuta o pau da barraca e liderar uma oposição ferranha a tentativa de golpe. Paralelamente, em 2004, a filha de Cecília, Bianca (Sabatella), que também é jornalista investiga saber a verdade sobre ela.

Comentários:  Que tempos chatos pra caralho que vivemos onde se querem impor goela abaixo suas ideologias através das produções culturais, levando à enésima potência o conselho dado por Antonio Gramsci. Se estão fazendo isso até com os blockbusters, imagina com uma produção sobre um momento tenso e conturbado da nossa história, focado em um dos maiores nome da esquerda nacional. Sendo assim, obviamente, sair de casa para ir ao cinema e conferir Legalidade, já sabendo que iria encontrar um filme com viés ideológico, puxando-se a sardinha para o lado, no caso, o esquerdo. Sem problema nenhum, afinal, é uma faculdade de qualquer realizador da sétima arte fazer isso. O grande problema é quando a militância acaba afetando o produto final, como ocorre aqui.

Mesclando ficção com fatos, a militância em dose excessivamente  cavalar, que acaba sendo o grande problema do filme, que desperdiça a excelente oportunidade de dramatizar um momento delicadíssimo da história do nosso país. Essa militância é tão absurda e insuportável, que acaba prejudicando bastante o roteiro repleto de jargões e frases feitas típicas da militância esquerdista, que traz uma trama até interessante, mas, com furos e incoerências absurdas (um bom exemplo é como a mocinha muda de postura rapidamente e passa atuar na resistência num passe de mágica), e muita xaropada totalmente descartável, com destaque especial para o insosso triângulo amoroso e uma sub-trama no século XXI que nem fede, nem cheira na trama, que se tivesse ficado no chão na sala de edição, não faria falta e não desperdiçaria o talento de Letícia Sabatella. Uma pena que o último filme do saudoso Leonardo Machado, falecido em setembro do ano passado, e que aqui tem uma boa atuação como Leonel Brizola, tenha sido esse lixo ideológico, que de tão alienante, fazem a duologia sobre o Edir Macedo, parecer um documentário jornalístico feito em tempo real.. Nem mesmo a competência do saudoso ator, nem a excelente reconstituição de época, conseguem salvar o filme, pois, o estrago foi grande. Lamentável, um desperdiço total! Cotação: Coco do Cachorrão  / Nota: 0,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.