sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O AVÔ DO RAMBO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Renegado Impiedoso (Chato's Land).
Produção britânica, espanhola e estadunidense de 1971.

Direção: Michael Winner.

Elenco: Charles Bronson, Jack Palance, James Whitmore, Simon Oakland, Ralph Waite, Richard Jordan, Victor French, Sonia Rangan, William Watson, entre outros.

Blogueiro assistiu online (Telecine Play) em 29 de junho de 2019.
Sinopse: O mestiço Pandon Chato (Bronson) estava de boa tomando sua meiota, quando o xerife racista Gavin Malechie (Roddy McMillan) passa a provocá-lo, enchendo seu saco. Vendo que as agressões verbais não estavam fazendo efeito, Gavin vai apelar para a violência, mas, Chato se antecipa  e o manda desta para uma melhor. Ao ficar sabendo do ocorrido, o veterano de guerra, Capitão Quincey Whitmore (Palance), reúne uns caras e passam a caçar Chato, que em seu próprio território, vira o jogo, tornando-se o jogador.

Comentários: Não seria surpresa nenhuma para mim se um belo dia alguém anunciasse que Pandon Chato, personagem interpretado pelo saudoso Charles Bronson neste filme, fosse avô do icônico John Rambo vivido por Sylvester Stallone. Afinal, como o brucutu exército de um homem só, Chato também tem sangue mestiço nas veias, é um brucutu durão com pouquíssimas palavras, que sabe muito bem reverter as desvantagens em seu favor, ferrando com seus opositores, e de quebra, ainda usa uma fita na cabeça antes de entrar em ação. Além disso, impossível não assistir este clássico setentista do faroeste e não achá-lo parecido ao primeiro filme do veterano de guerra, já que tem uma premissa e tramas praticamente idênticas (ambos são caras que estavam de boa na deles, mas passaram a ser perseguidos por preconceituosos que acabam levando a pior por não saberem com quem estavam mexendo).

Resguardadas às devidas proporções e deixando de lado as inevitáveis comparações, Renegado Impiedoso é um bom filme de faroeste, com um bom roteiro, que traz uma trama envolvente do começo ao fim, que ganha forças com a direção competente do saudoso Michael Winner, no primeiro dos seis filmes da parceria com Bronson, que inclui Assassino a Preço Fixo e os três primeiros Desejo de Matar, e as atuações competentes, com destaque especial para o protagonista, que quase mudo e sua cara de nenhum amigos, convence com brucutu durão bem acima da média de sua filmografia. Clássico que vale a pena ser conferido. Cotação / Nota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

RECORDAR É REVER: A PRÓXIMA VÍTIMA (1993).

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

A Próxima Vítima (Donato and Daughter).
Produção estadunidense de 1993.

Direção: Rod Holcomb.

Elenco: Charles Bronson, Dana Delany, Xander Berkeley, Jenette Goldstein, Louis Giambalvo, Marc Alaimo, Tom Verica, Robert Gossett, Bonnie Bartlett, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e online (YouTube).

Sinopse: Baseado num livro escrito por Jack Early. Os policiais de Los Angeles Mike (Bronson) e Dena Donato (Delany) são pai e filha que após uma tragédia familiar acabam não se entendendo, que terão que deixar de lado essa desavença, a fim de investigar e capturar um misterioso serial killer (Berkeley), que está tocando o terror nas freiras e mandando-as mais cedo para encontrar Jesus.

Comentários: Quando a Cannon faliu no começo dos anos 1990, os seus maiores astros Chuck Norris e Charles Bronson migraram para a TV. Enquanto Norris estrelou um seriado, o veterano Bronson atuou em alguns filminhos esquecíveis que marcavam presença constantemente na extinta sessão da madrugada Intercine da Rede Globo. É o caso deste filme policial, que chegou por aqui diretamente em home vídeo, que conta com um roteiro satisfatório, que traz uma trama costumeira, sem novidades, com muito clichês e incoerências. A surpresa fica por conta da atuação do saudoso ator de cara de poucos amigos, que ligeiramente (vale salientar, bem ligeiramente mesmo) sai do costumeiro piloto automático da sua fase decadente. Em síntese, um filminho legalzinho, que caiu no esquecimento, que vale a pena apenas para matarmos a saudades do bom e velho durão Bronson. Cotação / Nota: 6,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

Trailer.

Filme completo, felizmente, legendado.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

RECORDAR É REVER: ERA UMA VEZ NO OESTE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Era uma Vez no Oeste (C'era una Volta il West - título original italiano / Once Upon a Time in the West - título original internacional).
Produção italiana, estadunidense e espanhola de 1968.

Direção: Sergio Leone.

Elenco: Claudia Cardinale, Henry Fonda, Jason Robards, Charles Bronson, Gabrielle Ferzetti, Paolo Stoppa, Woody Strode, Jack Elam, Keenan Wynn, Frank Wolff, Lionel Stander, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e online (Telecine Play).
Sinopse: Jill McBain (Cardinale) é uma jovem que vai a uma minúscula cidadezinha no Oeste estadunidense para juntar os trapos com um pequeno proprietário de terra local (Wolff). Mas, ao chegar lá, descobre que ele e seus filhos foram brutalmente assassinados pela gangue do frio pistoleiro Frank (Fonda), a mando de um magnata local ferrovário (Ferzetti), que de olho nas terras, só queria dar um susto na família. O que ele não esperava era que a jovem viúva iria ficar por lá, tomando conta da pequena propriedade. Jill acaba contando com as ajudas inesperadas de Cheyenne (Robards), um bandido foragido que cuja a chacina lhe foi imputada injustamente, e de um misterioso pistoleiro fodão, apelidado de Harmônica (Bronson) por não largar de sua gaita, que tem contas a acertar com Frank.

Comentários: Existem raríssimos filmes que conseguem agradar gregos e troianos, ou seja, crítica e cinéfilos de todos os gostos. O clássico Era uma Vez no Oeste é uma dessas joias raríssimas. Dirigido com perfeição pelo saudoso mestre Sergio Leone, temos aqui um filmaço com um excelente roteiro, escrito por Leone e por ninguém menos que os também mestres Dario Argento e o saudoso Bernardo Bertolucci, que traz uma trama muito bem desenvolvida, que ganha forças tanto pela direção primorosa como pelas grandes atuações (apesar de todo elenco está excelente, para mim, um destaque especial para o saudoso Charles Bronson com personagem mais fodão e memorável de sua carreira, que curiosamente foi oferecido antes a Clint Eastwood).

Repleto de sequências antológicas e inesquecíveis, a cereja do bolo fica por conta da excepcional trilha composta e conduzida pelo mestre Ennio Morricone, que não apenas é a melhor de sua carreira mas figura entre as melhores de toda história de cinema. Enfim, simplesmente uma obra-prima da sétima arte, e como tal, para ser vista e revista infinitas vezes sem envelhecer um só segundo. Cotação / Nota: 10,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.