sábado, 29 de julho de 2017

A 2ª GUERRA SEGUNDO NOLAN.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Dunkirk (Dunkirk).
Produção estadunidense, francesa, britânica e holandesa de 2017.

Direção: Christopher Nolan.

Elenco: Fionn Whitehead, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James d'Arcy, Tom Glynn-Carney, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance, Tom Hardy, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 6 do complexo Kinoplex Maceió em 29 de julho de 2017.

Cotação

Nota: 8,0.

Sinopse: Baseado em fatos. A trama se passa na Segunda Guerra Mundial, entre maio e junho de 1940,  onde 400 mil soldados aliados belgas, britânicos e franceses ficaram cercados pelo exército nazista na praia de Dunquerque, onde ficam aguardando a retirada do local, evento que ficou conhecido como Operação Dínamo. No filme, acompanhamos três momentos distintos: o piloto Farrier (Hardy) numa batalha área  para derrubar os inimigos em uma hora, um dia inteiro em alto mar onde o civil britânico Sr. Dawson (Rylance), junto com seu filho (Gynn-Carney) e um amigo dele (Keoghan)  levam seu barco para ajudar os aliados e os apuros que os soldados em terra, entre eles, Tommy (Whitehead) e Gibson (Barnard), para escaparem do local.

Comentários: Depois de vários mestres da sétima arte, agora chegou a vez de Christopher Nolan ser mais um a fazer um filme que se passa na Segunda Guerra Mundial. Para ser sincero, esperava mais desse debute do diretor num filme sobre o conflito. Mas, não chega ser uma decepção total, já que temos um filme com um parte técnica impecável, que consegue nos envolve e prender atenção. Problema apenas no roteiro, escrito pelo próprio Nolan, que traz uma história ligeiramente superficial, que não empolga em nenhum momento. Enfim, não está à altura do inegável talento do diretor, mas, também não faz feio e cumpre sua missão de ser um bom e competente filme sobre o conflito.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

DELICADÍSSIMO TEMA TABU EM SERIADO TEEN PADRÃO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

13 Reasons Why.
Produção estadunidense de 2017.

Direção: Tom McCarthy, Helen Shaver, Kyle Patrick Alvarez, Gregg Araki, Carl Franklin e Jessica Yu.

Elenco: Dylan Minnette, Katherine Langford, Christian Navarro, Kate Walsh, Brian d'Arcy James, Amy Hargreaves, Brandon Flynn, Alisha Boe, Justin Prentice, Miles Heizer, Ross Butler, entre outros.

Blogueiro assistiu online (Netflix) de 23 à 26 de julho de 2017.

Cotação

Nota: 8,5.

Sinopse: Baseado no livro Os 13 Porquês de Jay Asher. Ainda de luto e impactado com o suicídio da amiga e paixão, Hannah Baker (Langford), o adolescente Clay Jensen (Minnette) é surpreendido ao receber uma caixa contendo fitas cassetes gravadas pela própria falecida, onde ela relata os motivos que a levaram a cometer o trágico ato.

Comentários: Na onda da modinha das adaptações de livros, a Netflix tem a coragem ousada de adaptar um que fala do delicadíssimo tema tabu sobre o suicídio. Para agravar mais, numa produção voltada para o público teen, o que acabou sendo inevitável causar polêmica, controvérsias e até campanhas de boicote a produção. Tudo isso acabou gerando o efeito contrário, já que a série está fazendo um estrondoso sucesso a ponto de garantir uma segunda temporada, que com certeza, será totalmente original. Tanto as polêmicas e repulsa como o sucesso são merecidos. Sobre os primeiros, o problema é que mesmo com um tema tão sensível, 13 Reasons Why é um típico seriado teen estadunidense, repleto de situações e personagens clichês do sub-gênero, o que acender o sinal de alertas dos pais e responsáveis já que realmente é feito para atrair e agradar o público teen. Não sei se a culpa é da obra original que se baseia, mas, mesmo assim, diante do tema tão delicado que traz, deveria ter sido um pouco mais ousado e ter uma pegada mais pé no chão.

Contraditoriamente, traz um clima melancólico e erra feio ao pegar pesado com duas sequências de estupro e a própria sequência do suicídio da personagem central (apesar de sermos avisados no começo dos episódios que rolam essas sequências fortes) que são necessárias a trama, mas, que deveriam ter tido mais cuidado da produção e da direção. As citadas sequências não chegam a ser violentas a la Jogos Mortais, mas, causa náuseas e incomoda demais. Se eu que estou acostumado a sequências me sentir assim, imagina um adolescente. Um pouquinho de cautela e criatividade dos diretores das mesmas seriam muito bem-vindos e evitava esse desnecessário erro grosseiro.

Outro problema da série é recorrente nas produções originais Netflix: o da desnecessária longa duração. 13 Reasons Why se encaminhava para ser a melhor produção original da Netflix até então assistida por mim, mas, que acabou não acontecendo devido justamente a se arrastar demais claramente. São treze episódios de aproximadamente uma hora, claramente esticando exageradamente a trama a ponto de torná-la ligeiramente repetitiva. Se tivesse reduzido pelo menos para a metade os números de episódios somados com a diminuição da duração com certeza o resultado seria superior.

No geral, mesmo com as deficiências citadas, temos uma ótima série com uma trama interessante, cativante e envolvente, com um elenco que se não tem grandes atuações, também não compromete e cumpre direitinho suas respectivas funções. Como educador, aconselho que o seriado seja assistido com o acompanhamento dos pais, que seja esclarecido que trata-se de uma obra ficcional, e que haja um debate franco e aberto tanto na família como na escola sobre o tema que, lamentavelmente, ainda hoje, é a causa de várias mortes de jovens mundo a fora.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

BOBAGEM PIROTÉCNICA DE SEMPRE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight).
Produção estadunidense de 2017.

Direção: Michael Bay.

Elenco: Mark Wahlberg, Laura Haddock, Anthony Hopkins, Isabela Moner, Stanley Tucci, Josh Duhamel, Santiago Cabrera, Jerrod Carmichael, Peter Cullen, Frank Welker, Erik Aadahal, John Goodman, Omar Sy, Ken Watanabe, Liam Garrigan, John Turturro, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 24 de julho de 2017.

Cotação

Nota: 6,5.

Sinopse: As coisas não andam nada bem para os robôs fodões extra-terrenos. Mesmo eles estando por aqui há milhares de anos, a convivência com os humanos não é das melhores. Enquanto são caçados impiedosamente pelos humanos, onde têm que se esconder em ferro-velhos como do inventor e fodão Cade Yeager (Wahlberg), seu líder Optimus Prime (Cullen), viaja pelo espaço rumo ao seu planeta natal a fim de descobrir mais. Para piorar ainda mais a situação, o malvadão Megatron (Welker) está se organizando para voltar com tudo e dominar o planeta, enquanto que uma ameaça vinda do planeta natal dos enlatados, pode ser o nosso apocalipse.

Comentários: Sinceramente, por mais que eu seja um cinéfilo com gosto bem popular, amar blockbusters descerebrados, não aguento mais ver Transformers. Na minha humilde opinião, trata-se de uma franquia que já deu o que tinha que dar. O novo e quinto filme da franquia é um bom exemplo disso, pois, simplesmente, não traz nenhuma novidade. Trata-se de um filme indiscutivelmente espetacular na parte técnica, com sequências de encher os olhos, mas, com um roteiro regular, que traz uma história fraquinha, boba, que não empolga em nenhum momento e para piorar, é desnecessariamente arrastado até quase absurdas e desnecessárias duas horas e meia de duração. É bem verdade que não é um filme ruim como a crítica esta fazendo questão de malhar (o segundo filme continua sendo o pior). Mas, já mostra claramente que a franquia já deu que tinha que dar, mas, que mesmo assim, ainda continuará já que continua faturando alto.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.