segunda-feira, 28 de julho de 2014

A FESTA DA TESTOSTERONA, ACABOU!

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

Os Mercenários 3 (The Expendables 3).
Produção estadunidense de 2014.

Direção: Patrick Hughes.

Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham, Antonio Banderas, Jet Li, Wesley Snipes, Dolph Lundgren, Kelsey Grammer, Randy Couture, Terry Crews, Mel Gibson, Harrison Ford, Arnold Schwarzenegger, Kellan Lutz, Rhonda Rousey, Glen Powell, Victor Ortiz, Robert Davi, entre outros.

Blogueiro assistiu online (site Filmes online grátis) em 28 de julho de 2014.

Cotação

Nota: 7,0.  

Sinopse: Após resgatar da prisão Doc (Snipes), um ex-mercenário dos tempos de fundação do grupo, Barney Ross (Stallone) e companhia vão em mais um servicinho de rotina, para capturar um traficante de armas. Para surpresa de Barney, o cara é Conrad Stonebanks (Gibson), fundado junto com Barney do grupo, que jurava que tinha o mandado para a terra do pé junto, quando ele resolveu ir para o lado podre do negócio. Além do choque em encontrar o suposto finado vivinho da Silva, ainda sofre uma baixa na equipe. Então, Barney resolve dissolver o grupo, e procura Bonaparte (Grammer), para que ajude a recrutar um grupo de mercenários mais jovens e ir atrás de Stonebanks. 

Comentários: Na última quinta-feira, uma cópia de Os Mercenários 3, o filme deste ano mais aguardado por este blogueiro, caiu na rede, sendo baixado mais de 200 mil vezes em menos de 24 horas. Stallone e os outros ícones que sou fã me desculpe, mas, não conseguir controlar a ansiedade e acabei de assistir. No filme anterior, o grande desafio foi, como conseguir reunir um elenco de astros da testosterona e dar espaço para todos. Com exceção de Li, totalmente desperdiçado e descartado, apesar de arrebentar e roubar a cena nos pouquíssimos minutos que apareceu, surpreendeu e o desafio foi superado, sendo tão fodástico e considerado por muitos superior ao original. 

Com um elenco ainda maior, que mal cabe no poster, desta vez o mesmo não aconteceu. O problema está justamente no roteiro. Não sei a vaidade voltou a subir a cabeça do eterno Rambo e Rocky Balboa roteirista do filme e resolveu dar destaque para si ou se já é a idade que já está afetando a sua criatividade, , mas, o fato é que além de desprezar ainda mais Li (puta que pariu, o talentoso astro chinês não fica nem dez minutos em cena, e ainda não faz o que sabe de melhor, limitando sua participação a uns tirinhos e o batido sarro com sua altura) e, ainda faz a burrada de desperdiçar todo o grupo original. Até mesmo Statham, queridinho de Stallone, está sobrando no novo filme. 

Quem se deu bem, foram os novatos na franquia, tanto os elenco jovem, com destaque um pouco maior para Lutz e a lutadora de UFC, Rhonda Rousey, com as melhores sequências do filme, fazendo o que Li fez nos filmes anteriores, ou seja, arrebentando nas sequências de luta, como também os veteranos Ford, Gibson, Snipes e Banderas, sendo este o grande destaque do novo filme, roubando a cena, com um personagem figuraça, engraçadíssimo, responsável pelos momentos mais divertidos do filme.

Em relação aos filmes anteriores, é uma decepção total e é mais um a figurar na regra da maldição hollywoodiana dos terceiros filmes de uma franquia ser o mais fraco. Mas, não chega a ser uma merda total, pois tem sequências de ação eletrizantes, prende atenção e diverte mesmo, tanto que você pode reparar que a nota que foi dada é alta. O problema é que faltou um ótimo roteiro e, principalmente, aquele clima de brincadeira entre o elenco fodástico e, até então, bem entrosado. Vou rever nos cinemas, ao ser lançado, apenas para prestigiar o elenco, afinal, ver em cena Rambo e Indiana Jones, com também o confronto entre o primeiro e Matt Riggs, não tem preço. Enfim, a festa da testosterona acabou. Foi boa e divertida enquanto durou.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 


Vaidade ou caduquice? 
Roteiro escrito por Stallone desperdiça um elenco fodástico e
acaba a festa da testosterona de forma melancólica.

 
Gibson não faz feio e se sai bem como vilão.
Pena que o roteiro não ajudou e apanha feio de Van Damme no filme anterior.

 
Durões new generation.
Destaque para Rhonda Rousey que tem tudo para 
ir bem mais além que Cinthia Rothrock e ser a primeira 
estrela feminina em filmes de ação.


domingo, 27 de julho de 2014

VÁRIOS ASSUNTOS POLÊMICOS EM UM SÓ FILME.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

Em um Mundo Melhor (Haevnen).
Produção dinamarquesa e sueca de 2010.

Direção: Susanne Bier.

Elenco: Mikael Persbrandt, Trine Dyrholm, Ulrich Thomsen, Marcus Ryggard, William Johnk Nielsen, Kim Bodnia, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) em 27 de julho de 2014.

Cotação

Nota: 7,8.  

Sinopse: O médico Anton (Persbrandt) divide seu tempo entre ficar com seus dois filhos na cidadezinha que mora e viagens ao Sudão, onde atua num campo de refugiados. Além da rotina do trabalho estressante, Anton ainda tem que administrar o recém-divórcio com sua esposa, Marianne (Dyrholm). Enquanto isso, seu filho mais na escola, passa a sofre bullying, mas não por muito tempo, já que seu novo amiguinho, Christian (Nielsen), bota pra foder em cima do valentão. Christian vive com o pai, Claus (Thomsen) com quem vive um relacionamento difícil desde da morte de sua mãe.

Comentários: Anunciado pela Globo como inédito na TV brasileira, este ganhador do Oscar 2011 na categoria Melhor Filme Estrangeiro, consegue a façanha de em quase duas horas tratar vários temas polêmicos,sem aprofundar, mas de forma clara, sucinta e, principalmente, objetiva e satisfatória, com um bom roteiro, que exagera um pouco no maniqueísmo e se perde na segunda parar em diante, errando um pouco a mão no tosco dramalhão, mas, sem prejudicar o resultado final. Particularmente, como professor de filosofia, um bom filme para trabalhar em sala de aula e debater os vários temas propostoS. Pena que só termos uma aula por semana. Em síntese, um bom filme, com aparentes boas atuações (infelizmente, assistir na versão dublada, o que só me limita ao campo da especulação). Interessante colcha de retalhos que surpreende por ser competente e cumprir o que se propõe.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 





CLÁSSICO DA SÉTIMA ARTE E ASTROS CANTAROLANDO NO CINEMA EM CASA DO SÁBADO À NOITE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. 

Touro Indomável (Raging Bulll).
Produção estadunidense de 1980.

Direção: Martin Scorsese.

Elenco: Robert De Niro, Cathy Moriarty, Joe Pesci, Frank Vincent, Nicholas Colasanto, Theresa Saldana, Martin Scorsese, John Turturro, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (Telecine Cult) em 26 de julho de 2014.

Cotação

Nota: 6,5.  

Sinopse: Cinebiografia que narra a trajetória do lutador de boxe Jake LaMotta (De Niro), que nos anos 40 ficou conhecido como "O Touro do Bronx". Polêmico e destemido dentro e fora dos ringues, com temperamento explosivo, LaMotta vai da ascensão ao declínio com a mesma velocidade. Seu gênio forte, acaba trazendo problemas a si próprio e a sua família, em especial, sua esposa (Moriarty) e seu irmão mais novo e fiel escudeiro (Pesci).

Comentários: Aproveitando os benefícios do sinal aberto da Rede Telecine, assisti este clássico da sétima arte tão cultuado, dirigido por Scorsese. E por ser uma opinião quase unânime que trata-se de uma obra-prima, sei que muitos vão discordar comigo e me xingar. Mas, desde que criei por esse blog, prezei pela sinceridade, e nunca deixei de lembrar que sou um cinéfilo com preferências nada intelectuais. O fato é que eu não achei nada demais em Touro Indomável, a ponto de ser este clássico tão elogiado. É inegável que o filme tem uma excelente fotografia em preto-e-branco, um roteiro satisfatório e, principalmente, uma atuação excepcional de De Niro. Mas, por outro lado, achei um dramalhão exagerado, faltando emoção nas sequências de luta. Enfim, gosto não se discute. A maioria ama e bajula Touro Indomável, rotulando-o como obra-prima. Para este blogueiro, é bom drama, com um inegável show de atuação de De Niro e nada mais do que isso. 

 
Poster original.


Mamma Mia! - O Filme (Mamma Mia!).
Produção do Reino Unido, alemã e estadunidense.

Direção: Phyllida Lloyd.

Elenco: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Colin Firth, Stellan Skarsgård, Julie Walters, Christine Baranski, Dominic Cooper,  entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (Telecine Touch) em 26 de julho de 

Cotação

Nota: 7,5.  

Sinopse: Baseado no musical teatral, encenado em Londres e na Broadway,embalado pelos sucessos do grupo musical setentista ABBA. Na trama, Sophie (Seyfried) está prestes a se casar. Criada a vida todapela mãe, Donna (Streep), ao ler o diário dela, Sophie descobre que no passado, ela se envolveu com Sam Carmichael (Brosnan), Harry Bright (Firth) e Bill Anderson (Skarsgård), um deles podendo ser seu pai. Na dúvida e sem que a mãe saiba, Sophie convida os três ao casório, gerando muitas confusões.

Comentários: Por mais brega que possa parecer fazer um musical baseado no repertório do grupo pop setentista ABBA não é má ideia. Afinal, populariza os musicais, cujo o público, incluindo aqui no Brasil (leia-se São Paulo e Rio de Janeiro), é predominantemente da elite. Agora, fazer um filme baseado neste musical, convenhamos, é uma ideia de jerico. Felizmente, as canções do saudoso grupo sueco e, a surpreendente atuação como cantora de Meryl Streep salvaram o filme de ser uma merda total, já que o mesmo tem um roteiro fraquinho, bobinho, que serve apenas com desculpa para o elenco cantarolar as canções. É uma pagação de mico total , do começo até a primeira metade dos créditos finais, com todo elenco, sem exceção (mesmo cantando bem, nem Streep escapa), totalmente ridículo em várias sequências. Neste quesito, destaque para Pierce Brosnan, que canta ruim pra caralho, conseguindo a proeza de ser pior que Sylvester Stallone em Rhinestone - Um Brilho na Noite. Mesmo com todas as deficiências tanto do roteiro fraquíssimo como em colocar um elenco de respeito para pagar micos homéricos, o filme se supera e surpreende sendo bem divertido. 

Mico total de grandes atores.
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, imagina em
quase duas horas de cantoria.

 
Deixaram para os créditos finais o ápice dos micos.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.