sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

BAGUNCINHA CAÓTICA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Argylle - O Superespião (Argylle).
Produção britânica e estadunidense de 2024.

Direção: Matthew Vaughn.

Elenco: Bryce Dallas Howard, Sam Rockwell, Bryan Cranston, Catherine  O'Hara, Henry Cavill, Richard E. Grant, Sofia Boutella, Dua Lipa, Ariana DeBose, John Cena, Samuel L. Jackson, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 1º de fevereiro de 2024.

Sinopse
: Elly Conway (Howard) é uma renomada escritora de livros de espionagem, protagonizados pelo espião fodão Argylle \(Cavill). Prestes a terminar seu quinto livro da série, sua solitária e pacata vidinha tem uma grande reviravolta quando ela fica na mira de espiões de verdade, e acaba encarando uma jornada perigosa ao lado de um espião (Rockwell).

Comentários
: Um puta elenco estrelar sob a batuta do competente Matthew Vaughn, motivos suficientes para Argylle - O Superespião ser um dos filmes mais aguardados de 2024. Chegando neste final de semana nos cinemas, infelizmente, o novo filme do mesmo diretor do divertido Kingsman, até conta com um bom ritmo e sequências de ação frenéticas. Infelizmente, não são suficientes para evitar que o filme seja a primeira grande decepção do ano.

O grande problema do filme é justamente o seu roteiro, que traz uma trama interessante, mas, que acaba se perdendo totalmente ao errar feio na dosagem exagerada de reviravoltas e conveniências. Tudo bem que a intenção clara é tirar sarro com os filmes de espionagem, e até tem humor, mas, o fato é que nem como uma paródia o filme se sustentar. O carisma do elenco ainda consegue, em especial a química dos protagonistas Bryce Dallas Howard e Sam Rockwell, nos manter interessado durante boa parte, mas, realmente o roteiro acaba abusando da nossa boa vontade, e à medida que a trama avança, o nosso interesse pelo filme vai se dissipando. 

Para um filme que prometia ser no mínimo divertido e que claramente tem intenção de inaugurar uma franquia, Argylle - O Superespião acaba sendo uma grande decepção, mesmo que não sendo um filme totalmente ruim. Uma baguncinha caótica que está muito aquém do esperado e do talento de todos os envolvidos, principalmente do diretor Matthew Vaughn, que mesmo com sua competência habitual, não consegue desta vez entregar um bom e divertido filme. Se bombar nas bilheterias, e a sequência sair, que haja um cuidado infinitamente maior com o roteiro. Ao menos serve para comprovar que Henry Cavill é o melhor James Bond que jamais teremos, já que o cara embarca de boa na zoeira, e manda muito bem com uma atuação carismática que supera o corte de cabelo ridículo. Cotação: / Nota: 4,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

RECORDAR É REVER: A PROMETIDA (1985).

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

A Prometida (The Bride).
Produção britânica de 1985.

Direção: Franc Roddam.

Elenco: Jennifer Beals, Anthony Higgins, Clancy Brown, David Rappaport, Alexei Sayle, Phil Daniels, Veruschka, Quentin Crisp, Cary Elwes, Tim Spall, Geraldine Page, Sting, entre outros.

Blogueiro assistiu  na TV aberta (Globo) e no streaming (HBO Max).

Sinopse
: Remake de A Noiva de Frankenstein, baseado no clássico literário Frankenstein escrito por Mary Shelley. Após o seu experimento que resultou na criação de um monstro (Brown) de bom coração, o doutor Charles Frankensten (Sting) resolva refazer o experimento, desta vez criando uma companheira para sua primeira criação. Mas, a sua nova criação ao qual ele colocou o nome de Eva (Beals), saiu melhor do que a encomenda e ele resolve não cedê-la como companheira do feioso, que revoltado, se revolta e acaba caindo na estrada, onde acaba fazendo amizade com o simpático anão Rinaldo (Rappart). Paralelamente, Charles realiza um experimento social com Eva. 

Comentários
: Clássico absoluto dos anos 1980, este remake do clássico dos anos 1930 acabou sendo o segundo e último trabalho mais marcante da lindinha Jennifer Beals, que tinha estourado dois anos antes com Flashdance, e que aqui, acabou sendo indicada ao Framboesa por sua atuação, que acaba sendo engolida pela atuação inspiradíssima do cantor Sting. Dividido a trama em duas jornadas, a da Eva e o seu criador, e do monstro Frankenstein ao lado do parça Rinaldo, o roteiro acerta em cheio nessa última, bem escrita e desenvolvida, prendendo a nossa atenção do começo ao fim. Mas, tropeça feio justamente na jornada da personagem título, que acaba sendo muito insossa e quebra o ritmo que o outro núcleo, chegando a nos entediar ligeiramente. Isso acaba prejudicando bastante o resultado final, pois o potencial é desperdiçado, sendo entregue para nós um filme apenas legalzinho, esquecível, que só vale a pena apenas pelo arco do icônico monstro, vivido de forma carismática por Clancy Brown. 
Cotação: / Nota: 6,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

RECORDAR É REVER: ALEXANDRE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Alexandre (Alexander).
Produção estadunidense, britânica, alemã, dos Países Baixos, francesa e italiana de 2004.

Direção: Oliver Stone.

Elenco: Colin Farrell, Angelina Jolie, Val Kilmer, Christopher Plummer, Jared Leto, Rosario Dawson, Anthony Hopkins, Jonathan Rhys Meyers, Brian Blessed, Tim Pigott-Smith, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (DVD) e no streaming (HBO Max).

Sinopse
: Baseado em fatos, o filme conta a história d Filho do rei Felipe (Kilmer) e da Olympia (Jolie), Alexandre (Farrell) ampliou de forma considerável os reino da Macedônia, entrando para a história com um dos maiores líderes político e militar da humanidade. Tudo isso a custa de muitas batalhas sangrentas, que tornaram a Macedônia um dos maiores impérios já visto.

Comentários
: Uma parte técnica caprichadíssima, um elenco estrelar, mesmo que escalado equivocadamente (a diferença de idade entre Colin Farrell é apenas um ano mais novo que a sua mão no filme, Angelina Jolie, que absurdamente e sem nenhuma maquiagem que disfarçasse isso), comandado pelo cineasta Oliver Stone, reunidos para conta a história de uma dos maiores líderes da história da humanidade. Com tudo isso, Alexandre tinha tudo para ser um espetacular épico, Ficou só na promessa e acabou sendo um total desastre, com seis indicações ao nada honroso Troféu Framboesa, a crítica descendo o cacete, ameaça de processo por parte dos gregos pelas imprecisões históricas e ainda com o astro, Farrell, posteriormente ter declarado que o filme arruinou sua carreira. Particularmente, não acho que o filme seja essa bomba toda, mas, também, passa longe de ser uma obra-prima.

O grande problema está no roteiro regular, que traz uma trama até interessante, mas, que acaba sendo arrastada um pouco além da conta. Sem falar que as sequências de batalhas são apenas burocráticas, sem emoção. As atuações também não ajudam, e os exageros e canastrices principalmente de Farrell e Jolie, impedem que tenhamos algum tipo de envolvimento emocional. Sem sombra de dúvida, Alexandre fica só na promessa e desperdiça uma excelente oportunidade de trazer a história de um dos maiores líderes da história de forma épica e espetacular. Uma pena! Cotação: / Nota: 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.