segunda-feira, 30 de setembro de 2013

PADRÃO MARVEL DE QUALIDADE NA TELINHA.

Depois da surpreendente e histórica volta por cima nas telonas, chega a vez da reviravolta heroíca da Marvel chegar também a telinha. Na última quinta, o canal por assinatura Sony começou a exibir por aqui a série televisiva Agents of S.H.I.E.L.D. (Agentes da S.H.I.E.L.D. Porra! Não sei o porquê destes canais enlatados gringos teimam em não respeitar o nosso país, não colocando títulos dos programas e séries no nosso idioma, que acabam ganhando títulos ridículos, como A Garota do Blog, quando vão parar na TV aberta.). Produzido pela Marvel e tendo o toque de Midas do diretor do fodástico Os Vingadores, a trama se passa justamente após os eventos deste filmaço, mostrando agentes da S.H.I.E.L.D. protegendo o mundo de ameaças. Curiosamente, o líder dos agentes é justamente o figuraça Agente Phil Coulson, interpretado mais uma vez de forma competente por Clark Gregg, que morreu antes da batalha de Nova York no filmaço dos Vingadores, mas, inexplicavelmente, pelo menos no episódio inicial, está vivinho da Silva. Quem espera a aparição do chefão Nick Fury (Samuel L. Jackson) e dos super-heróis pode se frustrar um pouquinho. Eles são apenas citados (Fury sequer é mencionado no episódio de estreia), em compensação, na maioria das vezes, com tiradas engraçadinhas. Apesar de pegar elementos de outros seriados televisivos, como Arquivo X e C.S.I., prevalece o padrão Marvel de qualidade das telonas já no primeiro episódio. Se continuar assim tem tudo para trilhar o mesmo sucesso dos filmes.

Agents of S.H.I.E.LD. é exibido no canal por assinatura Sony, às quintas, às 21 horas, com reprises às sextas, às 15 (horário que o blogueiro assistiu), sábados, às 19 horas e domingos, às 15 e 22 horas. Confira abaixo o trailer do episódio de estreia.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, torcendo pelo sucesso da Marvel também nas telinhas.


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

COMÉDIA DE AÇÃO EM DOSE DUPLA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco.


As Bem-Armadas (The Heat).
Produção hollywoodiana de 2013.

Direção: Paul Feig.

Elenco: Sandra Bullock, Melissa McCarthy, Demian Bichir, Marlon Wayans, Thomas F. Wilson, Michael Rapaport, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 01 do Complexo Kinoplex Maceió em 23 de setembro de 2013.

Cotação

Nota8,0. 

Sinopse: Apesar de ser extremamente competente, a agente do FBI Ashburn (Bullock) é persona non grata pelos seus colegas, devido a sua arrogância e antipatia. Perseguindo um misterioso traficante, a moça irá a Boston a fim de solucionar o caso. É quando conhece a desbocada policial local Mullins (McCarthy). Inicialmente, as duas não se bicam, mas, terão que se unir para obterem êxito na missão.

Comentários: Hora ou outra, Hollywood parece reciclar temáticas que renderam no passado excelentes filmes. Temos aqui mais uma dupla inusitada e divertida, desta vez formada pela estrela Bullock e a comediante em ascensão McCarthy. O roteiro é o costumeiro, explorando as diferenças entre as personagens, que ganha mais força e torna o filme acima da média graças ao carisma individual e ao perfeito entrosamento das protagonistas. Único ponto negativo é ser um pouco longo além da conta, o que faz o filme, em alguns momentos perder o pique e a graça. Mas, em compensação, o talento da dupla consegue contornar esse pequeno problema, prendendo a nossa atenção. Diversão compromissada garantida. Vale a pena conferir.


A Família (Malavita).
Produção francesa e hollywoodiana de 2013.

Direção: Luc Besson.

Elenco: Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Tommy Lee Jones, Dianna Agron, Dominic Chianese, David Belle, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 04 do Complexo Kinoplex Maceió em 23 de setembro de 2013.

Cotação

Nota6,5. 

Sinopse: Após dedurar seus parceiros mafiosos, Fred Blake (De Niro) entra no programa de proteção a testemunha e se manda com a família para uma cidadezinha na França. Ao invés de agir discretamente, os membros da família resolvem seus respectivos prós que aparecem utilizando os costumeiros métodos mafiosos, complicando o trabalho do agente do FBI, Stansfield (Jones), encarregado de protegê-los. A coisa só irá complicar ainda mais  quando os mafiosos que estão doidos para mandar Fred para a terra do pé-junto e a cidadezinha será transformada num campo de guerra. 

Comentários: Luc Besson é o cara, um diretor e produtor fodástico. Mas, mesmo esta qualidade não impede o francês de entrar na lista dos diretores imprevisíveis, pois, o mesmo cara que dirigiu filmaços como O Profissional, Nikita e produziu O Beijo do Dragãoas franquias Carga Explosiva, Busca Implacável, é o mesmo que dirigiu tranqueiras, como o merecidamente malhadíssimo Joana D'Arc de Luc Besson. Se novo trabalho, A Família, reúne um ótimo elenco, encabeçado pelos astros Robert De Niro e Michelle Pfeiffer e Tommy Lee Jones, e contando na produção com Martin Scorcese. Somente por esses credenciais, somado ao ritmo frenético que Besson coloca em boa parte de sua filmografia, tinha tudo para ser o filmaço. Mas, o resultado final é um pouco decepcionante, já que o filme tem pouquíssimas piadas que funciona, a ação só chega com tudo apenas no clímax e ainda tem o mesmo problema de As Bem-Armadas de ser um pouco longo além da conta. Em compensação, temos um De Niro, mais uma vez, bem a vontade numa comédia, com um personagem que praticamente é um projeto de paródia de seus inesquecíveis mafiosos interpretado nas antigas e um elenco jovem com boas atuações. Apesar de ser inferior ao inegável talento de Besson e do seu elenco, A Família dar para ser encarado numa boa.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 21 de setembro de 2013

AÇÃO E REFLEXÃO EM FICÇÃO INTELIGENTE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco.

Elysium (Elysium).
Produção hollywoodiana de 2013.

Direção: Neil Blomkamp.

Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Alice Braga, Wagner Moura, Shalto Cooper, Diego Luna, William Fichtner, Faran Tahir, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 03 do Complexo Kinoplex Maceió em 21 de setembro de 2013.

Cotação

Nota9,8. 

Sinopse: Em 2154, a humanidade está dividida. Enquanto alguns privilegiados endinheirados vivem na estação espacial Elysium, lugar onde não há doença e a galera vive numa boa, a galera menos favorecida vive na pobreza  total aqui na ferrada Terra, e sem nenhuma chance de ingressar em Elysium. Mas, a situação poderá mudar, graças a um homem: Max (Damon), que após sofrer um acidente e ter pouquíssimos dia de vida fará de tudo para ir a Elysium, para isso, recorrer a Spider (Moura), uma espécie de coiote, que lhe oferece a viagem, se antes, ele roubar os dados que está na mente de um figurão. Max aceita e sua luta acaba sendo não somente para salvar sua pele, mas, uma batalha contra a desigualdade e desumanidade.

Comentários: Antes de comentar este filme tão aguardado por mim, afinal, além de ser escrito e dirigido pelo criativo sul africano Blomkamp, conta no elenco com o nosso eterno Capitão Nascimento, o talentoso Wagner Moura, quero registrar e parabenizar à direção do Kinoplex Maceió pelo fato dos três lançamentos deste fim de semana chegarem por aqui no idioma original, com legendas, ao contrário do Centerplex e Lumière que, mais uma vez, desrespeitam o público local ofertando filmes na apenas na versão dublada. Feito a devida consideração, vamos ao comentários deste filmaço, segundo do diretor Neil Blomkamp, que se com um orçamento limitado surpreendeu a todos com a ficção inteligentíssima Distrito 9, imagina com muito mais grana. Sem se afastar de suas raízes políticas, mais uma vez, Blomkamp usa e abusa do gênero da ficção, para tocar em assuntos políticos delicadíssimos, e ainda por cima, caprichou ainda mais na ação, tornando seu novo trabalho, ao meu ver, ainda melhor que o primeiro.

Além de ter um roteiro criativo e muito bem escrito, Elysium conta com uma excepcional trilha, composta por um estreante que prova que tem talento de sobra, e também com um ótimo elenco, com boas atuações. Destaque para Shalto Cooper, amigo de infância do diretor e astro de Distrito 9 e, principalmente, para o nosso Wagner Moura, estreando com pé direito numa produção hollywoodiana, com um personagem de considerável destaque na trama, roubando a cena com uma  excelente atuação. Não querendo puxar sardinha para o nosso lado, mas, ao meu ver, Moura tem o melhor desempenho de todo elenco e tem tudo para brilhar em Hollywood tanto como brilha por aqui. 


Apesar da inegável excelente atuação de Moura, Elysium é bem mais do que um filme hollywoodiano de estreia. Tem seus méritos próprios, principalmente, pelo seu roteiro que prende a nossa atenção, com muita ação e, de forma criativa, nos faz refletir sobre as mazelas que tornam a nossa humanidade tão desumana. Em síntese, filmaço que agrada tanto aos fãs de uma boa ficção, como também de conteúdos sérios. Vale a pena assistir o quanto antes.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.