terça-feira, 29 de janeiro de 2013

EMOCIONANTE HISTÓRIA REAL NUM FILMAÇO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco.    

A Lista de Schindler (Schindler's  List).
Produção hollywoodiana de 1993.

Direção: Steven Spielberg.

Elenco: Liam Neeson, Ben Kingsley, Ralph Fiennes, Caroline Goodall, Embeth Davidtz, Mark Ivanir, entre outros.

Blogueiro assistiu pela primeira vez na TV aberta (SBT). Revisto várias vezes na TV e também em home vídeo (VHS). 

Conceito

Nota10,0

Sinopse: A história real de Oskar Schindler (Liam Neeson), um mega-empresário alemão, oportunista, carismático e com um bom relacionamento com os nazistas, que durante a segunda guerra , sensibilizado com o drama que judeus sofriam, passou a ajudá-los, resgatando mais de mil, tirando-os dos campos de concentração para, aparentemente, trabalhar em suas fábricas, contando com a ajuda do judeu Itzhak Stern (Ben Kingsley) na elaboração da lista que tal título ao filme. Uma belíssima atitude humanitária, que fez Schindler não medi esforços, arriscando sua própria vida e gastando toda sua fortuna.

Comentários: Falando em Oscar, drama real e Steven Spielberg, não tem como não lembrar desta obra-prima excepcional, onde o mestre, assim como o personagem protagonista, não mediu esforços na criatividade e ousadia, nos presenteando com um filmaço inesquecível, que pode ser visto e revisto inúmeras vezes, emocionando a cada exibição. O roteiro muito bem escrito, atuações de um elenco afiadíssimo, com destaque para Fiennes, roubando cena com o cruel e doido de pedra oficial nazista Amon Goeth (injustamente, não levando a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante), uma belíssima fotografia em preto-e-branco e uma belíssima trilha são alguns dos méritos que tornam este filme uma emocionante obra-prima da sétima arte. Spielberg usou e abusou do seu inegável talento, e mesmo não seguindo a cartilha de filmes que os membros da  Academia amam, conseguiu conquistá-los, com doze indicações ao Oscar (mesmo número deste ano para Lincoln), sendo premiado com sete estatuetas, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.  Filmaço, para ser visto e revisto, sempre com um estoque de lenços de papel para enxugar as lágrimas. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

 
A belíssima sequência da menina com casaco vermelho.
Uma das cenas inesquecíveis que entraram para a história do cinema. 

 
O verdadeiro Oskar Schindler (1908 - 1974).
Ato humanitário salvou a vida de milhares de judeus.



SPIELBERG E CAGE EM SESSÃO DUPLA DE CINEMA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco.   

Lincoln (Lincoln).
Produção hollywoodiana de 2012.

Direção: Steven Spielberg.

Elenco: Daniel Day-Lewis, Sally Field, Tommy Lee Jones, David Strathairn, Joseph Gordon-Levitt,  James Spader, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 01 do Complexo Kinoplex Maceió, em 28 de janeiro de 2013. 

Conceito:  

Nota: 7,5

Sinopse: Prestes a assumir o seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, durante a sangrenta Guerra Civil que dividiu o país, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis) trava uma batalha política tão dura quanto a terrível guerra, para conseguir aprovar a 13ª emenda a Constituição, que garantia o fim da escravidão. Uma tarefa nada fácil, já que até mesmo dentro do seu partido, existem políticos contra a ideia.


Comentários: Depois da bobagem ridícula e decepcionante Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, finalmente um filme sério sobre o 16º presidente dos Estados Unidos. Diga-se passagem, sério até demais. Baseado num livro escrito por Doris Kearns Goodwin, o mestre Spielberg nos presenteia com um ótimo e envolvente drama, que mostra no mínimo detalhes todo jogo político por trás de uma votação tão importante, o que torna o filme um pouco paradão, que só não cansa, graças a um elenco inspiradíssimo, principalmente Day-Lewis com mais uma atuação perfeita, que, merecidamente, recebeu uma indicação ao Oscar. 


E falando na estatueta careca, Spielberg segue direitinho a cartilha do tipo de filme que agrada os membros da Academia a ponto de receber 12 indicações este ano, mas, engessando um pouco seu inegável talento criativo. Mas, em compensação, além das atuações, o filme faz uma perfeita  reconstituição de época, nos transportando para o período que a história se passa. Em síntese, não é o melhor trabalho do mestre (particularmente, achei o malhado Cavalo de Guerra,  filme do diretor indicado no ano passado, bem melhor), mas Lincoln é um daqueles filmes que vale a pena conferir para nos deliciamos com atuações excepcionais, portanto, obrigatoriamente, para ser visto na versão original, com legendas.  




O Resgate (Stolen).
Produção hollywoodiana de 2012.

Direção: Simon West.

Elenco: Nicolas Cage, Josh Lucas, Malin Akerman, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 04 do Complexo Kinoplex Maceió, em 28 de janeiro de 2013. 

Conceito 

Nota7,5

Sinopse: Will Montgomery (Nicolas Cage) é o melhor ladrão dos Estados Unidos, mas, num assalto em Nova Orleans, o cara é pego em flagrante e preso por oito anos. Após cumprir a sua pena, o cara só quer tentar recuperar o relacionamento com sua filha Alison (Sami Gayle), agora adolescente e muito puta da vida pelo abandono do pai quando ainda era criança. Mas, o ex-ladrão não contava que o seu ex-parceiro de crime Vince (Josh Lucas), sequestrasse sua filha, exigindo-o a parte dele na bolada que Will, literalmente falando, torrou. Sem conseguir convencer o FBI do acontecido, que o persegue doidinho para colocá-lo de novo atrás das grades, Will corre contra o tempo para reverter a situação e salvar sua filha. 


Comentários: Em 1997, West e Cage se uniram pela primeira vez no fodástico Con Air - A Rota da Fuga, simplesmente o melhor filme do astro canastrão. Agora os dois se reencontram neste filme que, curiosamente, inicialmente seria estrelado por Clive Owen e, com a negação deste, por Jason Statham, que também negou. Sem o mesmo brilho de Con Air e de Os  Mercenários 2, último trabalho do diretor, mas, com ação do começo ao fim, o filme até que surpreende justamente por esse mérito. Mas, a fraca atuação de Cage no habitual piloto automático (impossível não pensar que se Owen ou Statham tivessem topado o filme seria bem melhor), e o roteiro repleto de clichê, que deixa o espectador bem a frente do que vai rolar, acabam prejudicando um pouco o resultado final. Apesar disso, o filme agrada aos fãs do gênero, que pouco tá se lixando para a sensação de deja vu e quer mais ver a ação correndo solta. Diversão descompromissada bem acima da média das atuais produções estreladas pelo imprevisível canastrão. Vale a pena conferir.  



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.