terça-feira, 3 de agosto de 2021

PEQUENOS SONHOS CANTAROLADOS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Em um Bairro de Nova York (In the Heights).
Produção estadunidense de 2021.

Direção: Jon M. Chu.

Elenco: Anthony Ramos, Corey Hawkins, Leslie Grace, Melissa Barrera, Olga Merediz, Daphne Rubin-Vega, Gregory Diaz IV, Marc Anthony, Jimmy Smits, Stephanie Beatriz, Dascha Polanco, Noah Catala, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (HBO Max) em 03 de agosto de 2021.

Sinopse
: Adaptação do espetáculo musical da Broadway de Lin-Manuel Miranda, baseado no livro escrito por Quiara Alegría Hudes. Washington Heights é um bairro de Nova York, cuja a maioridade massacrante dos moradores são latinos de diversas nacionalidades que ralam bastante para sobreviver e tentar realizar seus pequenos sonhos. É o caso do jovem dominicano Usnavi (Ramos), que tem um pequeno mercadinho que deseja voltar ao seu país de sua origem, sua crush Vanessa (Barrera), que trabalha no salão local e sonha em ser designer de modas, e Nina Rosário (Grace), uma das poucas moradoras locais que conseguiu ingressar em Stanford, que retorna com a instituição com o peso de comunicar uma decisão que pode decepcionar seu pai (Smits) e toda comunidade local

Comentários
: Paciência e fé, lema de uma das personagens, acaba sendo o requisito essencial para encarar este filme, que foi um dos vários prejudicados por ter vida curta nos cinemas por causa dessa maldita pandemia. Não que Em um Bairro de Nova York seja um filme ruim. Muito pelo contrário, quem curte musicais do tipo que a cada cinco minutos alguém solta a voz cantarolando, tem aqui uma boa pedida, pois conta com bons números musicais, embalados em sua maioria por canções contagiantes. O roteiro satisfatório, que traz uma trama simples e redondinha, que dosa bem realidade mas sem deixar de lado a pitadinha fantasiosa também ajuda no nosso engajamento no filme favorecido pelo carisma de um elenco competente. 

O grande problema acaba sendo a longa duração que estica exageradamente uma trama que poderia render no máximo um filme em volta de uma hora e meia para render mais de duas horas e vinte minutos de duração (literalmente, já que rola uma cena no pós-créditos). Felizmente, o estrago não é total, e se você curte musical, e tiver paciência e fé, poderá se divertir numa boa embalado por ritmos contagiantes. 
Cotação: / Nota: 6,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

O GRANDE DRAGÃO ZOEIRO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

O Último Mercenário (Le Dernier Mercenaire - título original / The Last Mercenary - título internacional).
Produção francesa de 2021.

Direção: David Charhon.

Elenco: Jean-Claude Van Damme, Alban Ivanov, Samir Decazza, Assa Sylla, Éric Judor, Patrick Timsit, Miou-Miou, Djimo, Nassim Lyes, Valérie Kaprisky, Phillippe Morrier-Genoud, Michel Crémadès, Ismaël Sy Savané, Yuriy Sapronov, Alexei Gorbunov, Fatsah Bouyahmed, Ouidad Elma, Fabien Ara, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Netflix) em 02 de agosto de 2021.

Sinopse
: Richard Brumère (Van Damme) é um ex-agente fodão do serviço secreto francês e atual mercenário, que precisa voltar ao país para resgatar seu filho (Decazza), que ele não conhece, após a imunidade secreta do rapaz ter sido quebrada.

Comentários
: Se tem um cara que sempre torce por uma volta ao estrelato é Jean-Claude Van Damme. Mas, sou realista e cada vez mais isso é inviável de vi acontecer. O baixinho belga é persona non grata em Hollywood, que impiedosamente fechou às portas para ele. E sempre que estou prestes a jogar a toalha e desistir de torcer por essa virada, como já fiz com outros astros que deixei de acompanhar a carreira, como o seu contemporâneo Steven Seagal, acende-se uma luz no fim do túnel que dar uma revigorada na minha esperança. Desta vez, ela veio através do anúncio que ele estrelaria um filme original Netflix. Mas, a alegria deu lugar a uma frustração junto com uma preocupação, quando tempos depois, fiquei sabendo que seria uma comédia de ação francesa.

Não me entenda mal, afinal, O Último Mercenário não é um filme ruim, e felizmente, não é a tranqueira que eu temia. Diverte satisfatoriamente por ter um bom roteiro, onde Van Damme, com carisma e simpatia, mais uma vez faz uma autoparodia, zoa com sua imagem de brucutu de ação. E nem isso é novidade, pois ele já fez isso outras vezes, curiosamente, o mais recente foi na série da concorrente Amazon, Jean-Claude Van Johnson, que aliás, tem uma premissa parecida com a do novo filme. Mas, o carisma do ator (cada vez mais espantosamente envelhecido, mesmo sendo um dos mais novos em idade entre os clássicos brucutus oitentistas e noventistas) e de um bom elenco, somado algumas boas piadas e sequências de ação, e uma deliciosa pitadinha de nostalgia oitentista se não suficientes para ser um filme ímpar e memorável, pelo menos cumpre sua missão primordial de diversão boba e descompromissada.

Enfim, a luz não é totalmente apagada, já que pelo menos nesses primeiros dias, o filme está chamando atenção do assinante (enquanto escrevo, está em primeiro lugar dos mais assistidos da plataforma), logo, resta um pinguinho de esperança para seja o início de uma boa parceria com a gigante do streaming. Mas, não ficaria chateado se o baixinho belga anunciasse uma aposentadoria. 
Cotação: / Nota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 1 de agosto de 2021

BEM-VINDO À SELVA NOVAMENTE.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Jungle Cruise.
Produção estadunidense de 2021.

Direção: Jaume Collett-Serra.

Elenco: Dwayne Johnson, Emilly Blunt, Edgar Ramirez, Jack Whitehall, Jesse Plemons, Paul Giamatti, Veronica Falcón, Dani Rovira, Quimm Gutiérrez, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Cinesystem Maceió em 31 de julho de 2021.

Sinopse
: Adaptação da atração homônima dos parques da Disney. Os irmãos Lilly (Blunt) e McGregor (Whitehall) partem da Inglaterra e vão até Porto Velho, no Brasil, a fim de procurar uma mítica planta curativa. Eles contratam o serviço do fanfarrão e picareta Capitão Frank Wolff (Johnson). O trio se embrenha na floresta amazônica, encarando uma jornada perigosa, não apenas pela floresta em si, mas, também por ser perseguidos implacavelmente por um pequeno grupo de nazistas, liderados pelo malvada ganancioso Príncipe Joachim (Plemons).

Comentários
: Não é de hoje que a Disney tenta emplacar uma nova franquia baseada em atrações do seu parque, que seja tão rentável como Piratas do Caribe. A nova invertida é esta aventura, que chega simultaneamente nos cinemas e no Premier Acess do Disney Plus, e que prometia, não pela temática, mas, pela escolha dos astros Dwayne Johnson e Emilly Blunt. Infelizmente, acaba ficando na tentativa. Jungle Cruise, não é um filme ruim, muito pelo contrário. É uma deliciosa aventura pipoca, que cumpre direitinho a função básica de nos divertir do começo ao fim, e só por isso, vale a conferida (particularmente, me marcou como o primeiro filme em 3-D que assisti após quase dois anos, devido a pandemia). O problema é que não traz nenhuma novidade ao gênero, já que o roteiro apenas satisfatório, usa e abusa dos clichês vistos em outros filmes de aventura. Uma pena, pois, tinha potencial para emplacar uma franquia. Espero está errado, que Jungle Cruise faça sucesso de público, e se caso isso ocorra, melhorem bastante nos roteiros das continuações. 
Cotação: / Nota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.