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segunda-feira, 30 de maio de 2011

RAKING DOS INDICADOS AO OSCAR DE MELHOR FILME

Filmes/Opinião.
Meu raking dos indicados ao Oscar de Melhor Filme.

Com o final da maratona que realizei com os indicados deste ano ao Oscar de Melhor Filme, cheguei algums conclusões que só confirmaram as minhas suspeitas.

A primeira é que o aumento de indicações nesta categoria desde do ano passado, é desnecessária. Mesmo que  este ano ótimos filmes ultrapassem o antigo número de cinco indicados, para mim, dobrar o número dos  indicados continua sendo   uma desculpa esfarrapada para a premiação ser um instrumento para atrair o público a filmes que dificilmente alguém com gosto populares como eu, teria interesse em assistir.

Algo também desnecessário é a  indicação de animação a Melhor Filme, já que  existe uma categoria que premia  os melhores  do gênero. É  incoerência e deslealdade colocar para competir seres humanos com animação, por mais que estas sejam excelentes, tanto no roteiro quanto na parte técnica. Por mais que seja muito bem realizadas, estas jamais superarão filmes de carne e osso na preferência popular e  dos membros da Academia. Como diz  o ditado popular "Cada macaco no seu galho",

A outra conclusão é que nem sempre os melhores filmes do  ano, são indicados. É nítido que a Academia, com raríssimas exceções,  preferem indicar filmes "bundas", que  não agradam a boa parte do público com o gosto pouco exigente, que prefere os blockbusters aos filmes  de arte. Este ano, até que mais da metade das indicações foram merecidas, mas se pegar a minha lista dos melhores filmes do ano passado (cf. http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/12/os-melhores-filmes-de-2010.html)*, como também de outros cinéfilos com gosto populares, e comparar com  a lista  dos indicados, constatará esta realidade.

Por fim, chego a conclusão que, na maioria das vezes, nem sempre o melhores indicados  são os vencedores. Este ano não foi diferente, já que, na minha opinião, apesar dos seus méritos, o vencedor O Discurso do Rei, é o mais fraco dos sete que realmente mereceram ser indicados. Fica claro  que os membros da Academia não gostam de ideias originais e inovadoras, sempre optando pelo mais óbvio.

Pelos motivos supracitados, somados a um cerimônia cada vez mais  chata e sem brilho, é que a premiação do Oscar a cada  ano, vem perdendo força e interesse  por parte de cinéfilos como eu,  que  não têm gostos refinados, mas têm o bom senso para perceberem quando um  filme realmente é bom ou não.

Enfim, vamos ao que interessa:

RAKING  DOS INDICADOS A MELHOR FILME:

1º Lugar: A Origem.
Nota: 10,0.
OBS: Inovador, original, um filmaço que conseguiu a façanha de agradar crítica e público, mas muito injustiçado pelos membros da Academia. Sem dúvida,  uma  das  maiores injustiças já cometida  na história da famosa premiação.

2º Lugar: Bravura Indômita.
Nota: 9,5.

3º Lugar: Cisne Negro.
Nota: 9,5.
Comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/03/um-bale-supreendentemente-assustador.html

A partir daqui, apesar de achar  justíssima as   indicações,  não seriam os meus favoritos a levar a estatueta, já que faltam  aos quatro um pouco de  originalidade. Coincidentmente, todos são baseados em fatos reais.

4º Lugar: 127 Horas.
Nota: 9,0.

5º Lugar: O Vencedor. 
Nota: 8,5.

6º Lugar: A Rede Social.
Nota: 8,5.

7º Lugar: O Discurso do Rei.
Nota: 8,5.

A partir daqui nenhum destes filmes mereciam ser indicados.

8º Lugar: Toy Story 3.
Nota: 9,0.
OBS: Apesar da nota altíssima  que  atribuo a animação, que realmente é ótima e supera a maioria dos indicados, para mim, não deveria sequer ser indicado nesta categoria, por motivos já comentados acima.

9º Lugar: Minhas Mães, Meu Pai.
Nota: 4,0.
OBS: Ideia original jogada no lixo, num roteiro chato, enfadonho e previsível, num filme que não se define nem no seu gênero, igual a sexualidade de uma das  personagens  centrais. Uma das indicações mais injustas da história do Oscar.

10º Lugar: Inverno da Alma.
Nota: 2,5.
OBS: Esta porcaria morgadíssima só ganhou nota em virtude das atuações razoáveis dos atores. Caso contrário, seria um zero redondinho, pois o filme é péssimo. Chato, enfadonho, tedioso, este filme é um perfeito sonífero para curar a insônia mais crônica.  Faz companhia  a  Comer, Rezar, Amar e Sex and the City 2, na lista dos piores do ano passado. Outro  exemplar que, inexplicavelmente, foi indicado ao Oscar e ficou de fora do Framboesa. Como consolação, está entre os cinco indicados com cartazes visualmente legais.

E aí, concorda com o meu raking? Duvido  que sim, até porque gosto não se discute, se curte. Vamos dinamizar o nosso espaço, deixei seus comentários, suas opiniões, faça você também a sua lista.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

* = Nota: Bravura Indômita e Cisne Negro não  estão na lista apenas por terem sido lançados  este ano nos cinemas brasileiros, portanto, inéditos na época que a lista foi postada.

ENCERRANDO COM CHAVE DE OURO.

Filmes.
Encerrando com chave de ouro.

Mais rápido do que eu imaginei, a maratona com os filmes indicados  ao  Oscar de Melhor Filme deste ano chegou ao fim. O feito se deu neste tempo inesperado, principalmente graças ao Cine SESI, que exbiu boa parte dos indicados. E não poderia encerrar melhor, com dois ótimos filmes, que passo a comentar a partir de agora.

O primeiro filme, e o único indicado que assisti em DVD, é a divertida animação Toy Story 3, último da trilogia, até  então, que no original é estrelada por Tom Hanks e Tim Allen, que emprestam suas vozes aos figuraças protagonistas  da divertida série animada.

Na trama, a hilária turma de brinquedos, liderada  pelos aloprados caubói e astronauta, está apreensiva com o seu destino, já que Andy, agora é um jovem rumo a Universidade. Acidentalmente, eles vão parar numa creche, onde encotram outros hilários brinquedos usados doados a creche. O roteiro é divertido, com cenas engraçadíssimas, com direito a situações hilárias como as que envolve o boneco Ken, parceiro da  Barbie, que no original é dublado pelo ex-Batman Michael Keaton. Além de engraçado, o filme é emocionante, com lindas mensagens, mantendo o mesmo nível dos antecessores, e encerra com chave de ouro a trilogia, que aparenta encerrar com este filme.

Porém,  apesar das inegáveis qualidades, não achei que Toy Story 3 mereça a indicação ao Oscar de melhor filme. É uma ótima animação, acima da média, que merecidamente ganhou o Oscar na categoria Melhor Animação. Particularmente, discordo das indicações de longas  de animação ao prêmio máximo da Academia. O que aparenta é estas indicações sejam apenas uma desculpa para a Disney tentar divulgar suas animações, que viu sua hegemonia no gênero animação acabar nas últimas  décadas, com o ingresso no gênero de outros estúdios, com ótimas animações, gênero  que até  então,  os estúdios Disney reinava absoluto. O que me leva a esta suspeita é que, coincidência ou não, as únicas animações até agora indicadas  ao Oscar de Melhor Filme (as outras foram A Bela e a Fera,  e UP - Altas Aventuras), são produções pelos estúdios de Mickey e cia. Algo desnecessário, já que a Disney  não precisa utilizar nenhum  artifício para chamar atenção para suas, quase sempre, excelentes animações, pois só o  nome já é sinônimo de qualidade.

Em síntese, Toy Story 3 é uma ótima animação, muito bem feita tecnicamente, com um roteiro excelente, que emociona crianças e adultos. Nota: 8,5.



Uma semana  depois, a maratona chegou ao fim, com 127 horas  drama baseado em fatos reais, que eu conferi na segunda semana que está em cartaz na Sessão de Arte, do Cine Maceió.

O filme estrelado por James Franco narra a história real de Aron Ralston, um jovem que vive o drama de, após um acidente, fica com o seu braço preso numa pedra. Sozinho, num lugar deserto, tenta  se manter vivo, a tempo que reavalia sua vida.

O filme é excepcional, com um ótimo e envolvente roteiro, que ganha força graças a excelente interpretação de Franco, que nos conduz e prende atenção no drama trágico do seu personagem real. Na dosagem certa, Franco dá um show, brilhando sozinho em boa parte do filme. Se não tivesse concorrentes de peso, dificilmente o Oscar não iria para a sua estante.

Emocionante e comovente, 127 Horas  é um excelente filme, que merecidamente foi indicado a categoria de Melhor Filme.  Um drama baseado em fatos reais, acima da média. Imperdível! Nota: 9,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

MEUS ACHADOS E PERDIDOS.

Filmes.
Meus Achados e Perdidos.

Dos dezoito filmes exibidos no Projeto Achados e Perdidos do Cine SESI, assistir cinco, sendo três no fim de semana que passou, em sessões lotadíssimas e os outros dois, fora do projeto, em outras ocasiões.* Antes dos comentários sobre os filmes assistido no projeto, gostaria de fazer um esclarecimento.

Apesar de reconhecer a qualidade indiscutível dos filmes selecionados para serem exibidos no projeto, particularmente, a maiori deles não faz o meu gênero. Como já disse neste blog e sempre direi, minhas preferências cinematográficas são bem pop. Não curto Fellini, Almodovar, detestei e  achei uma merda o elogiadíssimo O Labirinto do Fauno, curto os filmes tosco do Chuck Norris, só apenas alguns poucos exemplos que meu gosto não é nada refinado. 

Por isso que fui assistir apenas três filmes. Destes, não nego que apenas um filme estava de fato interessado e os outros dois, apenas para cumprir a mórbida maratona de assistir e comentar todos os indicados deste ano ao Oscar de Melhor Filme.

Feito os devidos esclarecimentos e antes de comentar os meus "Achados e Perdidos",  quero mais uma vez parabenizar a todos que fazem o Centro Cultural SESI, pela retomada do Projeto.

PAPAI FUGIU?

Cumpridas minhas obrigações religiosas na minha Paróquia, aproveitei a noite de Sexta-Feira Santa para ir ao cinema. Sem a pipoca, encarei sessão dupla. O primeiro filme foi Inverno da Alma, que teve quatro indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme.

A trama gira em torno de  Ree Dolly (Jennifer Lawrence, ótima), uma adolescente de 17 anos, que praticamente é que toma conta da família, formada por sua mãe e dois irmãos mais novos. Ao descobrir que seu pai, saiu em liberdade usou a casa da família como forma de garantir sua liberdade condicional e sumiu do mapa, a gatinha vai à procura do pai sumido, arriscando sua própria vida, para que sua família não seja despejada.

Lendo a sinopse e os elogios no poster do filme, Inverno da Alma tinha tudo para ser um filmaço. Mas, particularmente achei o filme uma merda, mais um da lista "ideia boa, roteiro fraco". É aquele filme que eu chamo de "bunda", que só agrada a crítica e os membros votantes da academia e de outros eventos.

O enredo é fraquíssimo, e todos os personagens, exceto a mocinha, são de péssima índole, como se todos naquela pequena cidade não valessem merda. Logo, o suspense prometido no poster, para mim, é pura lorota. Admito que em alguns momentos o filme chama a atenção, mas depois é puro tédio.O filme é sombrio, com um ritmo lento e trilha inexistente. Por pouco, não tirei uma longa soneca.

Salva-se apenas as boas interpretações, de um bom elenco. Mas, nenhuma atuação memorável.

Em síntese, na minha opinião, um filme muito fraco, que tem como mérito, tirar a lanterna do vencedor O Discurso do Rei, do meu raking dos indicados ao Oscar de Melhor Filme. Só encontro críticas positivas do filme. Mas, enfim, gosto não se discute. Quando tiver oportunidade, assista e tire suas próprias conclusões (se comentá-las aqui, agradeço, pois, às vezes, sinto-me se escrevesse ao vento. rsss..).

Confira abaixo, o trailer deste elogiadíssimo (pela crítica, é claro), filme:


DEPOIS DO TSUNAMI...

O segundo foi uma supresa para mim, já que não estava, até então, no site do Centro Cultural SESI, a programação do Projeto. Trata-se do drama de temática espírita Além da Vida, dirigido pelo eterno Dirty Harry, Clint Eastwood, e estrelado pelo competente Matt Damon.

Particularmente estava esperando alguns meses  pela exibição deste filme, que chegou a ter o trailer exibido no Centerplex e o Poster no Lumière, divulgado. Afinal, um filme dirigido por Eastwood e que tem como um dos produtores executivos ninguém menos que o mago Steven Spielberg, tinha tudo para ser um filmaço.

E pela cena inicial, prometia. Muito bem realizada, a cena de um tsunami invadindo uma ilha tailandesa impressiona pela riqueza de detalhes e realismo. Não foi à toa que a única indicação ao Oscar do filme, foi pelos seus efeitos. Real e assustadora, a cena empolga e nos emociona. Algo raro num filme dirigido por Eastwood que nos emociona mais por inspiradas interpretações, do que pelo uso da tecnologia.

Mas, depois da impressionante cena, o filme deságua (com o perdão do trocadilho, mas não poderia perder a oportunidade) num tédio total, numa trama que narra três histórias paralelas, ligadas apenas pelo mistério da vida após a morte: um médium estaduniense que foge da fama e tenta ser um cara comum; uma jornalista francesa que após ter uma experiência quase-morte, resolve investigar e escrever um livro sobre vida após a morte; e um garoto inglês, que perde tragicamente seu único irmão. Histórias interessantes, mas que não foram aproveitadas no roteiro, que reúne clichês do sub-gênero, não são aprofundadas, logo, não agradando ao público. E o tosco e previsível final, que entrou na lista de um mais bregas e sem graça da história do cinema, só acabou de estragar por completo, um filme que prometia.

Em compesação, à exemplo do primeiro filme da sessão dupla de sexta, o elenco está ótimo, aqui, graças a Eastwood que é um ótimo diretor, conhecido por tirar inspiradas interpretações do elenco dos seus filmes. Mas, ele e o elenco foram prejudicados pelo fraco roteiro. Não acrescenta em nada a brilhante carreira de Eastwood, como diretor.

Em síntese, filme é uma decepção total, não agradando a ninguém, nem quem procurava ação e suspense, nem àqueles que queriam ver fantasminhas pulando de trem em trem, muito menos os que gostariam de ver o espiritismo tratado a sério. Não foi desta vez.

Confira o trailer abaixo.


FAMÍLIA PSEUDO-MODERNINHA.

Encerrei minha participação no Projeto Achados e Perdidos no domingo, terceiro dia do evento. Desta vez, um pouquinho antes das minhas obrigações religiosas de domingo, fui ao cinema e assistir Minhas Mães e Meu Pai, também indicado a quatro Oscar, inclusive Melhor Filme.

A ideia do filme até que é interessante. Um casal de irmão adolescentes, que convivem com mães lésbicas, resolvem encontrar e conhecer o pai biológico (leia-se: o doador de esperma). O problema é que o filme se perde num roteiro cheio de clichês, que incluem pai e filhos se aproximando, crises conjugais, uma das cônjuges pulando a cerca com o recém-chegado na vida da família, o embate entre mãe autoritária e a filha mais velha, entre outras, típicas de filmes sobre famílias. Se a intenção era mostrar que uma família nada convencional é uma família convencional, cumpriu o papel.

Outro ponto negativo é que o filme não se define, igual a uma das protagonistas (desculpe pelo comentário sarcátisco, mas não me convite outra vez. rsss...). Não consegue ser uma comédia divertida, prometida no poster. Mas, também não é um drama familiar. Um filme com uma ideia interessante, que ficou no meio do caminho, com um resultado final igual àqueles toscos filmes televisivos exibidos no Corujão e, de vez em quando, no Supercine.

Para completar os pontos fracos, do filme em alguns momentos, apelam para baixaria,  exibindo cenas de sexo um pouco forte e de péssimo gosto. Mas, calma, taradões de plantão. Nenhuma cena lésbica com as grandes atrizes Annete Benning e Julianne Monroe, que limitaram-se apenas a selinhos e abraços, nem com a gatinha protagonista do filme.

Em síntese, outro filme bunda, que só estava na lista do Oscar, pois os membros da academia queriam provar ao mundo que não são homofóbicos. Ao menos para mim é o único motivo que justifique este filminho ter quatro indicações.

Confira o trailer e, antecipadamente, desculpe pelos três segundos de um cena de péssimo gosto, exibida quase no termino do vídeo abaixo.


Enfim, três filmes que não acrescentaram em nada a minha lista de melhores filmes. Cinéfilo do povão é assim mesmo. Passa longe da preferência dos críticos e intelectuais.

Mas, valeu Cine SESI! Que venha os próximos eventos!!!!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

*Nota: Os outros dois filmes, que fizeram parte do projeto, mas assistir em outras ocasiões foram À Prova de Morte e Cisne Negro. Curiosamente, para mim, os dois foram melhores que os três assistidos, principalmente, o último. Abaixo, os links dos seus respectivos comentários e trailers.

À Prova de Morte: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/09/muita-conversa-mole-e-pouca-acao.html


Cisne Negro: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/03/um-bale-supreendentemente-assustador.html 

 

terça-feira, 12 de abril de 2011

INCÓGNITA DESVENDADA.

Filmes.
Incógnita desvendada.

A premiação do Oscar 2011 já passou, e ainda estou conferindo os indicados a melhor filme. Acabei de assistir, na tela do Cine SESI, o western Bravura Indômita, filme dirigido pelos irmãos Coen, indicado a dez Oscar, e que saiu da festa sem um sequer. Por esse micaço é que me deixou com um pé atrás e ao mesmo tempo ansioso para assistir este remake.

A memória não é mais a mesma. Por isso, lembro-me vagamente do original Bravura Indômita. Do clássico, apenas alguns flashes do saudoso John Wayne, fazendo cara de mau, usando um tapa-olho e mandando bala nos bandidos. Tudo que eu sei é que o novo filme, em comparação ao original, é mais fiel ao livro que ambos os filmes se baseiam.

A trama é simples, porém, envolvente. Uma adolescente de 14 anos, que tem o pai assassinado, contrata o xerife federal Rooster Cogburn (Jeff Bridges, no papel que foi de John Wayne, no original), para caçar e matar o assassino. Mas, ela exige fazer parte desta jornada para ter certeza que seu objetivo será alcançado. Se junta a improvável dupla, um ranger do Texas (Matt Damon, irreconhecível), que também está no encalço do bandidão.

Confira o trailer:

O filme é uma agradável supresa. A começar pelo envolvente roteiro, escrito pelos irmãos Coen, que prende a atenção e nos diverte, com tiradas engraçadíssimas. Os irmãos também dirigem o filme com muita competência e talento, arrancando interpretações excepcionais de todos os envolvidos. Até mesmo aqueles que não curtem western, vão curtir do filme. 

Com certeza, o grande destaque do filme é o excepcional elenco, onde todos dão um show a parte de interpretação. Bridges consegue superar aquilo que muitos achavam insuperável: fazer o xerife beberrão mais memorável que Wayne. Particularmente, por sua interpretação magistral, superando até mesmo o vencedor Colin Firth, a estatueta careca de melhor ator deveria ter sido entregue a ele. Já Hailee Steinfeld é a grande revelação do filme, com uma interpretação formidável. Sem exageros, o Oscar de melhor atriz devia ser dividido entre ela e a vencedora Natalie Potman. Os coadjuvantes dão um show a parte.

A incógnita sobre Bravura Indômita foi desvendada: o filme é excepcional, tanto que no meu raking dos candidatos ao Oscar deste ano de Melhor Filme, ocupa a segunda posição,  praticamente empatando tecnicamente com A Origem, o meu primeiro colocado. Mas, após assistir este filmaço, surge uma incógnita impossível de ser desvendada: o que se passou na cabeça dos membros da Academia em não premiá-lo com um Oscar, sequer? Com certeza, uma das maiores injustiças não somente deste ano, mas de toda história da premiação.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.
http://www.centroculturalsesi.com.br/cinema/

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MEU RAKING PARCIAL DOS INDICADOS AO OSCAR DE MELHOR FILME.

Filmes/Opinião.
Meu raking parcial dos indicados ao Oscar de melhor filme.


A quase dois meses da mais badalada premiação do cinema, até o presente momento, assistir cinco dos dez indicados a melhor filme. A minha opinião, como vocês verão a partir de agora, diverge bastante dos membros da academia, em especial, sobre grande vencedor do Oscar deste ano. Vocês também perceberão que todos os cinco têm notas altas, portanto, tratam-se de ótimos filmes. Enfim, chega de conversa fiada e vamos logo ao...
MEU RAKING PARCIAL DOS INDICADOS A MELHOR FILME:

1º Lugar: A Origem.
Nota: 10,0.

2º Lugar: Cisne Negro.
Nota: 9,5.

3º Lugar: O Vencedor.
Nota: 8,5.
Comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/04/mais-um-filmaco-sobre-boxe.html


4º Lugar: A Rede Social.
Nota: 8,5.
Comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/12/outra-sessao-dupla-de-cinema.html


5º Lugar: O Discurso do Rei.
Nota: 8,5.
Comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/03/vitoria-do-mais-fraco.html

Conclusão:

Até o presente momento, irônicamente, o grande vencedor do Oscar, foi o mais fraco indicado a melhor filme que eu assistir. Não tirando os méritos deste grande filme, já todos os cinco tiraram notas altíssimas, um desempate  entre os três últimos apenas por alguns pequenos detalhes, mas o fato, ao menos na minha opinião, é que existiram outros concorrentes, que mereciam levar a estatueta nesta categoria.

Tenho um palpite que  Toy Story 3 e 127 Horas farão, não somente o grande vencedor do Oscar deste ano mas também os outros indicados, caírem de posição no meu raking. Em compensação, tenho quase certeza que Inverno da Alma e Minha mães e meu pai não são melhores que o drama de Tom Hooper. Já Bravura Indômita é uma grande incógnita, e sair de mãos abanando da festa do Oscar, mesmo tendo nove indicações, só fez aumentar as minhas dúvidas quanto ao remake do clássico Western estrelado por John Wayne.

Enfim, enquanto não assisto a todos os indicados, o grande vencedor do Oscar deste ano, continuará segurando a lanterna do meu humilde raking.

E você? Concorda ou não, comigo? Poste aqui a sua opinião, faça a sua própria lista. Com certeza, suas opiniões, mesmo que sejam divergentes da minha, serão muito bem vindas.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

MAIS UM FILMAÇO SOBRE BOXE.

Filmes.
Mais um filmaço sobre boxe.

Uma coisa já é dada como certa, em relação a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas: Sempre que um bom filme que gire em torno do boxe é lançado, chove indicações ao Oscar para o mesmo. Este ano, para aumentar a lista que incluem sucessos como Rocky, Um Lutador (dez indicações, venceu em três, incluindo melhor filme), Menina de Ouro (sete indicações, levou quatro, incluindo melhor filme), Touro Indomável (seis indicações, levou dois Oscars, sendo um de melhor ator para Robert De Niro),  Ali (duas indicações), foi a vez de O Vencedor, filme baseado em fatos, reais, ter sete indicações, incluindo melhor filme, vencendo em duas categorias: melhor ator coadjuvante para Christian Bale e Melhor Atriz Coadjuvante para Melissa Leo.

A trama gira em torno de dois irmãos boxeadores, de uma família que ainda tem seis filhas, que moram na pequena e pacata Lowell. Dicky Ecklund (Christian Bale, que dar um show de interpretação), é um ex-boxeador, que vive mergulhado no vício de crack e da fama do passado, ocasionada por ter derrotado o campeão mundial Sugar Ray Leonard (que faz uma pequena participação no filme). Já Micky Ward (Mark Wahlberg), é um "não tão jovem assim" lutador promissor, que tem tudo para ter uma carreira melhor que o irmão. Só que para isso, precisa tomar uma importante e difícil decisão, que é simplemente sair da influência desastrosa do irmão, que o treina de forma irresponsável e da mãe (Melissa Leo, ótima), que administra sua carreira da mesma forma.


 
O conflito entre família x carreira é o tema central de todo filme, que é um envolvente drama que prende atenção e empolga  até mesmo nas poucas cenas de luta. Mesmo que estas não tragam nenhuma novidades, consegue empolgar o público, fazendo-nos torcer pelo mocinho.

As interpretações do elenco coadjuvante, sem dúvida, é o ponto alto do filme, principalmente de Bale, que rouba a cena interpretando um personagem humano, repleto de falhas, diferentes dos heróis durões, que costumeiramente vem interpretando nos últimos anos. Apesar de também não ter assistido aos desempenhos de todos os candidatos ao Oscar, acredito que a premiação dada a ele e a Melissa foram merecidas.

O Vencedor é um filme que mereceu a indicação ao Oscar de melhor filme, mas que ao mesmo tempo, não merecia vencer (para mim, A Origem e Cisne Negro foram melhores). Mesmo assim,  é um filme que, até agora, só confirma a minha opinião sobre O Discurso do Rei (venceu o mais fraco), já que é melhor que o bajulado vencedor deste ano.

Em síntese, apesar de ser mais um drama que tem o boxe como pano de fundo, com todas as situações clichês deste sub-gênero, O Vencedor é um ótimo filme, que merece ser conferido. Ah, e quem for assisti-lo, não tenha pressa de se levantar após a última cena, já que os verdadeiros irmãos Dicky Ecklund e Micky Ward, dão as caras, durante o início dos créditos. Um filme imperdível para os fãs de boxe, como também de excelentes interpretações.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 Algumas cenas do ótimo drama O Vencedor,
que o público de Maceió poderá assistir na tela do Cine SESI.

domingo, 27 de março de 2011

A VITÓRIA DO MAIS FRACO.

Filmes.
A vitória do mais fraco.

Noite de sábado, encalhado, sem nenhum programa com os amigos. Para um cinéfilo nesta situação, o melhor refúgio é o escurinho do cinema, assistindo um bom filme, na companhia obrigatória da pipoca quentinha e da coca-cola gelada. Foi o que eu fiz ontem, indo conferir, após semanas de adiamento da minha parte, na tela do Cine SESI (única sala onde o preço do ingresso é o mesmo todos os dias, algo que as grandes redes deviam adotar), O Discurso do Rei, o grande vencedor do Oscar deste ano.

Para início de conversa, quero dizer que a minha opinião sobre o filme não é a de um crítico, algo que eu não sou, nem tão pouco de alguém com gosto refinado. Como já disse aqui no blog, volto a dizer e sempre direi, os  meus gostos cinematográficos são 100% povão. Logo, os intelectuais de plantão e os cinéfilos de gosto refinados, não estranhem o título desta postagem está relacionado ao grande vencedor do Oscar deste ano, baseado em fatos reais, que narra a história do Duque de York, que sofre de gagueira nervosa, e só piora quando seu irmão Edward abdica do trono por causa de uma feiosa safada, forçando-lhe a assumir (sua filha Elizabeth é a atual rainha da Inglaterra).

O Discurso do Rei é um ótimo filme. Um drama comovente, emocionante e envolvente, com uma bela mensagem de força de vontade e superação (o primeiro sentido do título da postagem), isso graças principalmente a um ótimo roteiro e um elenco afiadíssimo, em especial Colin Firth, brilhando numa interpretação forte, sóbria, sem caricatura do rei gaguinho (mesmo eu não tendo assistido ao desempenho dos outros concorrentes, digo, sem medo de errar, mereceu o Globo de Ouro e o Oscar de melhor ator), e Geoffrey Rush, que simplesmente rouba a cena, numa interpretação perfeita e cativante. Helena Bonham Carter também está ótima, numa interpretação contida, não lembrando em nada outra rainha que interpretou no ano passado (no caso, a Rainha de Copas, de Alice no País das Maravilhas, dirigido pelo seu maridão Tim Burton).

Até aqui, eu e os demais cinéfilos, como também a crítica estamos de acordo. As divergências começam agora. Particularmente (e não queiram me trucidar por isso), apesar de ser um ótimo filme, não vi nada demais, além das brilhantes atuações e direção de arte, que merecesse as 12 indicações ao Oscar, e principalmente, ganhar como melhor filme. Sinceramente, de todos concorrentes deste ano que assistir até agora (A Origem, A Rede Social e Cisne Negro)1, O Discurso do Rei é o mais fraco (segundo sentido do título da postagem). E tem mais: acho que os ainda  inéditos para mim, 127 Horas e O Vencedor2 também são melhores que o grande vencedor.

Vou mais além e, por favor, não venham esculhambar comigo, ainda. Deixem ao menos eu terminar. rss... Dos quatro Oscar recebidos (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Ator), para mim, apenas o de melhor ator e melhor diretor foram merecidos, afinal, não é todo diretor que mesmo com um elenco magistral, consegue tirar destas feras atuações memoráveis. Mas o roteiro de O Discurso do Rei, apesar de ótimo, jamais será mais original do que A Origem, um dos roteiros mais criativos dos últimos anos.

Pronto, agora  podem me xingar a vontade, mas estas são as minhas opiniões sobre o grande vencedor do Oscar, que, aliás, não acredito ser a única que diverge da maioria. Aposto que a opinião das duas lindas jovens sentadas (e as vezes deitadas) a minha direita, que dormiram durante boa parte dos 118 minutos de filme, é bem mais ácida e contraditória que as minhas.

Opiniões contraditórias (e viva a democracia por isso) e soneca das belas adormecidas  à parte, o fato é que O Discurso do Rei é um ótimo filme, que, acima de tudo, prova que excelentes atuações são infinitamente melhores do que efeitos especiais e o modismo do formato 3-D. Bom programa para quem  deseja se envolver e se emocionar com ótimas atuações de um excelente roteiro, que nos ensina que até os poderosos deste mundo têm suas fraquezas, e como todos nós, precisam ser superadas.

Confira abaixo o trailer deste ótimo filme:


Rick Pinheiro.
Cinéfilo do contra a opinião da maioria.

Notas:

1. Veja ou reveja os meus comentários em:
Cisne Negro: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/03/um-bale-supreendentemente-assustador.html 

2. Meu achismo sobre os filmes citados foi baseado apenas em leitura das sinopses e observações dos seus respectivos trailers, que vocês podem conferi abaixo.




terça-feira, 22 de março de 2011

UM BALÉ SUPREENDENTEMENTE ASSUSTADOR.

Filmes.
Um balé supreendentemente assustador.

Calma galera! O título da postagem não quer dizer que eu assistir O Quebra-Nozes, balé filmado em 3-D, indicado ao Framboesa deste ano. Não se preocupem, que a Maratona Framboesa acabou! O filme que assistir, acidentalmente, foi o supreendente Cisne Negro, suspense psicológico, com cinco indicações ao Oscar e que vem arrastando vários prêmios.

Disse acidentalmente, pois, não fui ao cinema com intenção nenhuma de assisti-lo, mas o vencedor do Oscar, O Discurso do Rei, um dia após a sua premiação. Mas o Centerplex fez o desfavor de tirá-lo de cartaz sem nenhuma explicação ao público. Então, diante da simpática bilheteira, tive que optar entre este filme que gira no mundo do balé, e  Never say, never, o 3-D dlo ídolo teen Justin Bieber. A escolha foi óbvia.

E valeu o descaso do Centerplex, pois eu iria perder um filmaço. A trama gira em torno de Nina (interpretada magistralmente por Natalie Potman), uma jovem bailarina, com uma mãe opressora, que depois de muito esforço é escolhida para estrelar o espetáculo O Lago do Cisne. Mas, o que seria a realização de um sonho, torna-se uma pesadelo real para a jovem. Pronto, já falei demais. Falar mais do que isso é correr o risco de revelar os segredos deste thirller de primeira.

No começo, pensei que seria mais um filme de balé, mas de repente, me vi envolvido totalmente numa trama supreendente, assutadora, repleta de reviravoltas. Além do roteiro excepcional, somos brindados por uma excelente direção e um elenco afiado, todos devidamente ótimos nos seus respectivos papéis. Todos, sem exceção, mereciam indicações a coadjuvantes.

O grande destaque, sem dúvida, é Natalie Potman, que está excelente e supreendente, numa interpretação excepcional, mergulhando profundamente no denso personagem. Não é a toa que Potman foi a  grande favorita a receber o Oscar de melhor atriz, garantindo a única estatueta careca do filme. Apesar de não ter visto os desempenhos da outras concorrentes da categoria, digo, sem medo de errar, que a premiação foi merecida.

Para mim outro destaque do elenco, é da sumida Winona Ryder, que apesar de aparecer pouco no filme, tem uma excelente atuação, à altura da protagonista. Inexplicavelmente, não foi indicada, e ainda não vi comentários sobre a sua atuação.Vai entender cabeça dos membros da Academia e dos críticos.

Enfim, Cisne Negro é mais um candidato a melhor filme que eu assisti este ano. Quem curte um suspense psicológico, com atuações memoráveis e roteiro bastante criativo, eu recomendo.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.