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domingo, 10 de janeiro de 2021

OS FILMES DA SÉRIE JUSTIÇA IMPLACÁVEL (TRUE JUSTICE).

Por mais que alguém seja fã do mestre em artes marciais e astro de filme de ação Steven Seagal, dificilmente não se atrapalha com a filmografia do astro, principalmente, a partir dos seus trabalhos na última década. A maior parte dessa confusão é causada pela série televisiva True Justice, que no Brasil, foi exibida com o título Justiça Implacável. Isso porque os episódios das duas únicas temporadas da série que traz Seagal como Elijah Kane, policial e ex-agente da CIA (profissões de 99% dos personagens da filmografia do canastrão) que chefia uma equipe de policias fodões, foram reunidos de dois em dois e lançados em DVD como filmes autônomos. A confusão só aumenta por estes filmes trazerem títulos genéricos, boa parte usados antes em outras produções, e também por estes mudarem quando foram lançados na telinha e streaming por aqui. Para completar o balaio de gatos, a Band já exibiu a série e também continua exibindo os filmes autônomos. Inspirado por uma conversa que tive com amigos na tarde de hoje via WhatsApp, onde discutimos justamente sobre essa confusão, e a recente chegada de boa parte deles no streaming gratuito Pluto TV, resolvi criar essa lista que serve como um pequeno guia para quem se interessa em conferir os filmes, saber a ordem certa, e quais episódios da série que eles correspondem. Enfim, mais rápido que Seagal nos bons e velhos tempos do comecinho de sua carreira, vamos a nossa lista.

1. Traição Mortal (home vídeo) / Travessia Mortal (Band e Pluto TV).

E já no primeiro filme temos os títulos que levam a confusão. O "Mortal" até permanece, mas, muda radicalmente a palavras iniciadas com "tra". Seja uma traição ou uma travessia (pense em algo aleatório!), o fato é que o filme reúne os dois primeiros episódios da temporada de estreia.

2. Magia Negra (home vídeo e Google Play) / Assassino em Série (Band e Pluto TV).

Mais um filme com título duplo, sem nenhuma relação entre eles, que levam o expectador ao erro. Único filme da franquia atualmente disponível também no Google Play, custando apenas R$ 1,00 (resta saber se vale isso. Na dúvida, assista de graça na Pluto TV ou na Band, quando for exibido), a produção reúne o terceiro e quarto episódios da primeira temporada.
 
3. Ruas em Guerra (home vídeo) / Guerra nas Ruas (Band e Pluto TV).

Os títulos confuso aqui se resumem a uma troca ridícula da ordem das palavras na hora de fazer a tradução literal. Mesmo assim, não  deixa de provocar uma confusão. Se as ruas estão em guerra ou a guerra está nas ruas, o importante é saber que o terceiro longa é na verdade o quinto e o sexto episódios da primeira temporada da série.

4. Justiça Letal (home vídeo, Band e Pluto TV).

Felizmente neste caso, o título é único. Onde quer que você procure, a Justiça Implacável também é letal, e reúne o sétimo e oitavo episódios da primeira temporada.

5. A Irmandade (home vídeo) / Irmandade (Band e Pluto TV).

Provavelmente, o título duplo que deve não causar confusão, já que a única diferença é o artigo "A". Com ou sem artigo, o  fato é que o filme corresponde aos episódios nove e dez da primeira temporada.

6. Guerra Urbana (home vídeo, Band e Pluto TV).

Apesar de ter título único por aqui, esse filme leva muitos fãs a confusão por causa de Justiça Urbana, outro filme estrelado anteriormente por Steven Seagal, que em comum, apenas o fato de ter sido lançado diretamente em home vídeo. O outro filme da franquia que traz Guerra no título (isso sim, pode levar a confusão) corresponde aos episódios onze e doze da primeira temporada.

7. O Poder da Corrupção (Band).

Único filme da franquia que não chegou por aqui em home vídeo, e também não está disponível nem na Pluto TV, nem no YouTube. Quando você ver a Band anunciar que vai exibir pela enésima vez O Poder da Corrupção (provavelmente escolheram esse título para tentar forçar uma confusão com ótimo Rede da Corrupção, último grande filme estrelado por Seagal), fique sabendo que o longa é na verdade o último episódio da primeira temporada. Intitulado originalmente Payback, não estranhe se chegar na Pluto TV com um título genérico que remete a tradução do tipo Troco em Dobro ou algum outro nada a ver.

8. A Vingança é Minha (home vídeo, Band e Pluto TV).

A vingança é do fodão Elijah Kane e sua equipe de policiais fodinhas, e ninguém tem dúvida disso, já que o título é o mesmo em qualquer uma das mídias em que você for assistir. A produção reúne os dois primeiros episódios da segunda temporada.

9. Bairro Sangrento (home vídeo) / O Beco Sangrento (Band e Pluto TV).

A diferença no título é apenas geográfica, mas, o adjetivo nada honroso dado a localidade permanece. Seja qual for o título tupiniquim do filme seguido de sangrento, ele reúne os episódios três e quatro da segunda temporada.

10. Ação Violenta (home vídeo, Band e Pluto TV).

Duvido muito que o título corresponda a realidade, afinal, estamos falando de uma série que, mesmo produzida e exibida entre 2011 e 2012, tem uma violência moderada que a deixa com um jeitão retrô, bem estilo as séries oitentistas. Independente se o filme traz ou não o que o seu título anuncia, o fato é que ele corresponde ao quinto e sexto episódios da segunda temporada.

11. Anjo da Morte (home vídeo e Band).

Último filme da franquia que por aqui não tem título duplo, Anjo da Morte até o momento não está disponível na Pluto TV. Mas isso não impede de você (caso queira, obviamente) de assistir o filme que reúne os episódios sete e oito da segunda temporada, já que, além das incontáveis exibições na Band, você encontra facilmente e gratuitamente no YouTube.

12. Tiro Certo (home vídeo) / O Último Voo (Band e Pluto TV).

Sinceramente, qualquer pessoa em sã consciência seria levada ao erro por causa dos dois títulos nada a ver que o filme, que corresponde os episódios nove e dez da segunda temporada, recebeu por aqui. Realmente um tiro certeiro pode ser também um último voo, se o título tiver se referindo a bala.

13. Olho por Olho (home vídeo) / O Disparo (Band) / A Explosão (Pluto TV).

E para encerrar o festival de confusões, nada como um filme com título triplo. Parece que cada mídia quis dar seu próprio título ao filme que marca o último episódio da série. Até na derradeira missão de Kane e sua equipe fodona o balaio de gatos de títulos marca presença. E com força tripla.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano, desatando o nó cego dos títulos dos filmes da série Justiça Implacável.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

VAN DAMME, O REI DAS CONTINUAÇÕES SEM ELE.

Um fato curioso sobre o astro belga Jean-Claude Van Damme é que ele tem o maior número de continuações de seus filmes que não são estreladas por eles. Até onde estou sabendo, acho que nenhum outro astro mantêm esse recorde. Afinal, seis dos seus filmes ganharam continuações sem ele, totalizando quatorze produções. Nesta postagem irei elencar esta lista no mínimo curiosa. A ordem será de acordo com o ano em que os filmes originais estrelados pelo baixinho belga foram lançados. .Em outras ocasiões, irei comentar estas pérolas que ainda não foram comentadas. Antes que algum produtor sem noção invente de lançar uma continuação sem o baixinho de alguma tranqueira, tipo Inferno ou Até a Morte, vamos ao que interessa. 


Número de continuações: 2.
Enredo original: Imitação barata de Karate Kid. Um rapaz se muda para Seatle, após seu pai levar uma tromba do fodão Ivan, interpretado por Van Damme, guarda-costas de mafiosos russos que querem tomar conta de todas as academias dos Estados Unidos. Chegando lá, é o rapaz passa a levar tromba de uns valentões, entre eles um gorducho chato pra caralho. Mas, ele tem a inesperada ajuda do espírito de Bruce Lee que vai treiná-lo para ser um fodão nas artes marciais, a ponto de ir a forra contra Ivan e lhe devolver a surra que deu em seu pai.
Relação com o original:  Nenhuma relação nem mesmo entre as continuações, exceto pelo fato destas serem estreladas por Loren Avedon, o astro do fodástico clássico produzido na época O Rei dos Kickboxers, que alguns dizem se tratar do quarto filme da franquia Retroceder Nunca, Render-se Jamais, informação esta que eu não tenho certeza. A última continuação, Os Irmãos Kickboxers, é a mais conhecida por aqui.


Número de continuações: 3.
Enredo original: Não preciso contar, né? Mas, caso você tenha sido abduzido antes dos anos de 1990 e tenha voltado somente agora ao nosso planeta, o filme é baseado na vida do lutador Frank Duxx, interpretado por Van Damme, que vai participar do Kumite, um fodástico e mortal torneio de artes marciais. O filme simplesmente é responsável pelo lançamento ao estrelato do baixinho belga e ainda é um dos melhores e  o mais cultuados de sua carreira.
Relação com o original: Apenas o torneio Kumite. As duas primeiras continuações ainda mantém os traços do original, mas, sem sequer citar o personagem de Van Damme e conta com o saudoso Pat Morita (28/06/1932 - 24/11/2005), o eterno Sr. Miyagi da quadrilogia Karate Kid. A primeira, inclusive, traz Donald Gibb, coadjuvante do filme original, repetindo o seu personagem figuraça. Já na última continuação, o Kumite vai parar num interior de uma prisão. Todas as continuações foram estreladas pelo ilustre desconhecido Daniel Bernhadt, que possui uma certa semelhança física com o baixinho belga e tem como trabalhos mais notáveis, além dessas continuações classe C lançadas diretamente em home vídeo, ser um dos protagonistas da série televisiva que não vingou, Mortal Kombat, e uma pequena participação como um dos agentes que persegue Neo em Matrix Reloaded


Número de continuações: 4.
Enredo original: O campeão estadunidense de kickboxer vai a Tailândia e lá acaba levando tromba do campeão local Tong Po. Seu irmão, Kurt, toma as dores, entra num treinamento exaustivo com Xian, um mestre fodão local, e parte para o acerto de contas com o feioso lutador, numa luta mortal ao estilo antigo.
Relação com o original: De todas as continuações de filmes estrelados por Van Damme, são as que mais tentam manter vínculo com o original. A começar pela presença do mestre Xian e do vilão Tong Po em duas das quatro continuações. As três primeiras são estreladas por Sasha Mitchell, que interpreta David Sloan, irmão caçula dos irmãos do original. Até aí tudo bem, um clã familiar de kickboxers, nada que comprometa. O problema é um pequeno detalhe ignorado pelos roteiristas: numa cena do original, mais precisamente no começo do filme onde os irmãos treinam num parque, eles afirmam que só tem um ao outro. Então, porque porra é que de repente apareceu um terceiro irmão caçula, que simplesmente não existia? Ao menos dizia que o cara era um primo de terceiro grau, sei lá. Como se isso não bastasse, na primeira continuação ainda tiveram o desrespeito com o filme original, ao colocar o vilão Tong Po para matar a tiros Kurt, sua namorada e irmão, logo após a luta final no original. Os caras deveriam está puto com Van Damme para fazer uma merda dessa, da mesma forma que os produtores de Dois Homens e Meio fizeram com o Charlie Harper. No último filme da franquia, devem ter ficado puto também com Mitchell, já que mataram o seu personagem e seu aluno, interpretado por Mark Dacascos, parte para vingança.


Número de continuações: 2.
Enredo original: Num futuro sombrio pós-apocalíptico, solitário guerreiro fodão ajuda uma ciborgue, que contém em sua memória a fórmula da cura da peste que ferrou a humanidade, a chegar ao laboratório que irá desenvolver a tal fórmula. Mas, uma gangue que toca o terror e quer mais que o mundo fique na penúria, não quer que isso ocorra e tentará embasar a missão.
Relação com o original: Nenhuma. A primeira continuação, Cyborg 2, que traz o detalhe curioso de ter Angelina Jolie em um dos seus primeiros trabalhos, ainda tenta fazer uma relação com o filme original, com algumas cenas deste, mas, não funciona, muito menos convence. Uma trilogia desnecessária que deveria não ter existido, pois o primeiro filme é insuperável e completo.


Número de continuações: 5, sendo 2 sem Van Damme.
Enredo original: Pelotão morto na guerra do Vietnã, acaba fazendo parte do projeto Soldado Universal, que visa ressuscitá-los fodões indestrutíveis. Porém, os cientistas não contavam com traumas e memórias do passado que viessem a torna, fazendo a porra ficar séria e o projeto ir por água abaixo. Enquanto Luc, personagem de Van Damme, só quer ir para casa, Scott, personagem de Dolph Lundgren, é um louco psicótico que quer mais botar pra foder no colega e em todos e tudo que cruzarem o seu caminho.
Relação com o original:  A maior franquia originada de um filme estrelado por Van Damme, até agora com seis filmes, todos inferiores ao original que é um filmaço. Acredito que, tirando o fato das tramas girarem em torno de soldados ressuscitados fodões, não haja nenhuma relação, apesar de não ter assistido as duas primeiras continuações, lançadas diretamente em VHS e sem Van Damme, que voltou ao personagem outras três vezes, a primeira até satisfatória, mas, as duas últimas, produzidas recentemente, lixos absurdos a ponto de arrastar Dolph Lundgren para também pagar o micaço, mesmo com o seu personagem ter sido morto e picadinho no original, e no último filme colocar Luc como vilão, com um visual tosco, uma das piores caracterizações da história do cinema


Número de continuações: 1.
Enredo original: Um policial que viaja no tempo para evitar crimes cometidos por vilões da sua época que, por conhecerem o passado querem mais é se dar bem, tem sua própria existência colocada em risco quando um político ganancioso arma para cima dele.
Relação com o original: Apesar do personagem de Van Damme ou outro do filme original não serem mencionados em nenhum momento, é de todas as continuações a que mais se aproxima do original, por manter praticamente o mesmo enredo, substituindo o baixinho belga por Jason Scott Lee, que tem como trabalho memorável ser protagonista da cinebiografia Dragão - A História de Bruce Lee. De todas as continuações de um filme estrelado por Van Damme, inclusive as sequências de Soldado Universal que ele marcou presença, Timecop 2 é uma das melhores. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


domingo, 22 de janeiro de 2012

VAN DAMME SOLTANDO A FRANGA.


Falando em Breakdance, não poderia deixar de partilhar com vocês, o micaço pago pelo astro de filme de ação Jean Claude Van Damme. Antes de distribuir porrada na bandidagem, o baixinho belga se submeteu a ser figurante no clássico musical da Cannon. O que uma pessoa, com um sonho de ser ator, não tem que fazer para obter a fama, né?

Sei que a coreografia é "muito interessante", mas, peço que prestem atenção no astro, vestido com o mesmo tosco colante que voltaria a usar em Leão Branco, soltando a franga num duvidoso rebolado e nas toscas expressões faciais canastrona ao final do vídeo. É hilário e consegue ser mais divertido que a própria dança apresentada.

Espero que, assim como eu, vocês se divirtam e riam bastante do mico que o nosso estimado Dragão Branco pagou.´

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, fã do Van Damme e chorando de rir do King Kong pago no início de sua carreira.

sábado, 31 de dezembro de 2011

PERSPECTIVA 2012. OS 5 FILMES MAIS AGUARDADOS POR ESTE BLOGUEIRO.

Opinião/ Filmes.
Perspectiva 2012: Os 5 filmes mais aguardados por este blogueiro.

2012 é um ano que promete ser bastante movimentado já que várias franquias, algumas adormecidas a bastante tempo, vão ganhar continuações. Porém, onde falta a criatividade, reina a repetição já que confirmado relançamento de alguns blockbusters originais em formato 3D. Apesar de não acolher bem esta ideia e até achar absurda, admito que estou mais ansioso em rever nas telonas filmes como a saga Star Wars e Titanic   do que, por exemplo, o inédito O Espertacular Homem Aranha, cujo o trailer não me animou com a nova aventura de um dos meus heróis favoritos. No novo ano, os fãs se despedirão de Edward, Bella, Jacob e companhia, no último filme da franquia A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2. Mas, não somente de continuações, remake, relançamentos  e despedida da franquia teen modinha será o ano de 2012. Vários filmes inéditos, alguns com ideias originais, outras nem tanto chegarão as telonas. Sem perder tempo, porque ainda preciso tirar uma merecida soneca para curtir bastante o meu reveilon, vamos aos cinco filmes mais esperados por este blogueiro, num ano que promete ser melhor que este que termina hoje.

1º. Os Mercenários 2.


Sylvester Stallone de volta com um time de astros de ação aumentado consideravelmente, um destaque maior na trama para os ícones Arnold Schwarzenegger e Bruce Wills, e a presença dos também lendários Chuck Norris e Jean Claude Van Damme, todos sob a batuta de Simon West, o mesmo diretor de Con Air - A Rota de Fuga, um dos melhores filme de ação de todos os tempos. Preciso falar mais alguma coisa? Tem tudo para ser o melhor filme do ano, mas também periga em ser um fiasco, já que boa parte dos filmes hollywoodianos que reunem um elenco recheado de astros e estrelas são uma bosta. Mesmo assim, acredito que Os Mercenários 2 será tão bom ou até mesmo melhor que o filmaço original. Haja ansiedade até a segunda metade de agosto.


2º Os Vingadores.


Esperado pelos fãs dos quadrinhos a bastante tempo e preparado de forma mirticulosa no decorrer dos filmes solos dos heróis do grupo, o filme tem tudo para ser o ápice da Marvel na sétima arte. Assim como a divertida nova reunião dos astros de ação de todos os tempos, Os Vingadores tem tudo para ser o melhor filme do ano, como também corre o risco de fustrar. Pelo menos a nossa ansiedade só dura até 27 de abril. Haja coração para segurar tanta ansiedade!


3º Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Christopher Nolan reinventou adaptações para as telonas de heróis em quadrinhos, com os excepcionais Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas, portanto, existe uma grande ansiedade por parte dos fãs tanto do universo do herói de Gotham City quanto pelos fãs de ótimos filmes de ação pelo terceiro e já anunciado último filme da trilogia do homem morcego. Nolan e seu elenco de feras, com certeza, terá a difícil missão quase impossível de superar a obra-prima que foi o filme anterior. Mesmo mérito e risco dos dois filmes anteriores.


4º American Pie: O Reencontro.

Apesar de não ter gostado de terem anunciado como o quarto filme da franquia, que na minha opinião chega a ser ofensivo ao impagável Eugene Levy, único ator dos filmes originais a participar dos filminhos lançados diretamente em home vídeo, nem mesmo isso, tira a minha ansiedade de ver reunido todo elenco do primeiro filme. Um feito ímpar, bastante raro na história do cinema que cria mais expectativas por se trata de um retorno às telonas da divertida franquia. Esperar para ver.


5º O Hobbit: Uma Jornada Inesperada.

Mesmo sendo exibida exaustivamente na versão dublada pelo canal por assinatura TNT, a trilogia O Senhor dos Anéis é uma das melhores franquias da história do cinema, uma verdadeira obra prima. E quando foi anunciado que o genial Peter Jackson voltaria a Terra Média, reunindo boa parte do elenco reprisando os seus personagens na trilogia épica, difícil não conter a ansiedade. Meu palpite é que não somente vai supreender, como também será presença confirmadíssima no Oscar 2013.


Feliz 2012 para todos vocês. Até o próximo ano, se Deus quiser!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Obs.: Confira a lista completa dos próximos lançamentos em: http://cinema10.com.br/breve

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

OS TRÊS MOSQUETEIROS ANTES DO 3-D.

Curiosidades/Filmes/Seriados e Programas de TV.
Os Três Mosqueteiros antes do 3-D.

Não adianta. Algumas obras mesmo com incalculáveis adaptações para o cinema, TV ou teatro, sempre  acabam ganhandos novas versões. É o caso de Os Três Mosqueteiros, que acaba de ganhar uma versão em 3-D, feita pelo mesmo diretor da franquia Resident Evil, e que acabei de assistir na sala 3, do Complexo Kinoplex Maceió. Mas, antes de comentar a nova versão, farei uma breve revisão das melhores, ao menos na minha opinião, versões para este clássico da literatura mundial, escrito por Alexandre Dumas, públicado pela primeira vez entre março e julho de 1844 e que especialmente na sétima arte, vem ganhando versões desde dos tempos do cinema mudo

CLÁSSICO INESQUECÍVEL.

Meu primeiro contato com uma versão para esta obra-prima de Dumas, foi através da saudosa Sessão da Tarde, nos meados dos anos 80, no clássico de 1948 Os Três Mosqueteiros, estrelado pelo saudoso ícone do cinema Gene Kelly e um elenco de atores e atrizes excepcionais, também de saudosa memória, que incluem Vicent Price, Lana Turner, entre outros. Na trama, Kelly interpreta de forma carismática o herói D'Artagnan, que vai a Paris para integrar o grupo dos Mosqueteiros, e acaba não somente ingressa no grupo, como também se envolvendo junto com o grupo numa perigosa trama política contra o reinado francês, arquitetada pelo traiçoeiro Cardeal Richelieu (Price, explêndido). Com muita ação e memoráveis embates de esgrima, o filme é bastante divertido e para mim é disparado a melhor versão para as telonas da obra-prima de Dumas. Um clássico do cinemão de aventura capa-espada, que infelizmente, é mais um filmaço que sofre com o descaso dos programadores televisivos nacionais. Um filmação imperdível para assistir com toda família. Imperdível!


DUMAS, VERSÃO CANINA E JAPONESA.

Também nos meados dos anos 80, meu segundo contato com uma versão dos heróis franceses de Dumas, foi no divertido e inesquecível desenho D'Atacão e os Três Mosqueteiros, que eram exibidos nos finais de tarde e começinho da noite, no saudoso Clube da Criança, da extinta Rede Manchete. Nesta versão japonesa, os clássicos personagens eram cachorrinhos bem bonitinhos. Um desenho muito bem roteirizado, que foge totalmente dos animes violentos de heróis defendendo o nosso planeta de ataques alienígenas, tão típicos do país. Um bom exemplo que, quando há boa vontade e criatividade, desenhos animados educam, sem deixar de ser bastante divertidos.


TRÊS MOSQUETEIROS, VERSÃO BRASILEIRA.

Não falo da peça que fez grande sucesso no começo deste século XXI, que tinha Rodrigo Santoro no elenco, até porque, como a peça nunca veio aqui em Maceió, eu não assistir. Mas, falo da tosca, mas divertida versão dos saudosos Os Trapalhões, para o clássico de Dumas, no filme Os Três Mosquiteiros Trapalhões, de 1980, que também tive contato nos bons tempos, que não voltam mais, da Sessão da Tarde. Na versão do quarteto, os três mosqueteiros (Dedé Santana,Mussum,Zacarias) trabalham na casa da Sra.Ana Rocha(Rosita Tomáz) e tem a difícil missão de ir na Foz do Iguaçu recuperar um colar de esmeraldas,com o qual a fábrica de Sr.Luís está em jogo, e Zé Galinha (Renato Aragão) um pobre que mora no galinheiro se mete na missão, para ajudar. Apesar de fugir totalmente da versão clássica, a versão da trupe é bastante divertida e arranca risadas gratuitas, de tão bobinha que é. Um clássico do nosso cinema nacional imperdível, que não preciso mais dizer, também anda sumidíssimo.


TRÊS MOSQUETEIROS, VERSÃO DISNEY.

Em 1993, foi a vez do estúdio do Mickey realizar sua versão em carne e osso, para o clássico no divertido Os Três Mosqueteiros, recrutando os galãs teens da época, para viver o quarteto heroíco:  Kiefer Surtheland como Athos, Charlie Sheen como Aramis, o impagável Oliver Platt como Pothos e Chris O'Donnell como o jovem D'Antagnan, e de quebra ainda escalou talentosos atores como Tim Curry e Rebecca De Mornay. A trama é basicamente a mesma, com ojovem D'Antagnan indo a França para intergrar o grupo dos Mosqueteiros, se envolvendo contra as tramóias do Cardeal Richelieu (Curry), em defesa do reinando francês. Esta versão consegue a proeza de ser tão boa quanto a clássica de 1948, graças a um ótimo roteiro, que, à exemplo do clássico estrelado por Gene Kelly, dousa  perfeitamente humor e aventura. Em síntese, outro filmaço imperdível que figura entre as melhores versões do clássico de Dumas.



Onze anos depois, foi a vez de Mickey, Donald e Pateta, estrelarem uma paródia muito animada, que foi lançada diretamente em DVD. Uma pena, já que o desenho é divertidíssimo e bem melhor do que muitos desenhos do estúdio, lançados nas telonas.

 

TRÊS MOSQUETEIROS SAINDO DA APOSENTADORIA.

A última versão do quarteto heroíco da obra-prima que eu assistir nos cinemas,  foi  a versão da Disney. Mas, a última aparição que eu assistir nas telonas foi o envolvente O Homem da Máscara de Ferro, estrelado por Leonardo Di Caprio em seu primeiro papel após o estouro em Titanic, e que tinha os mosqueteiros formado por ninguém menos que os excelentes atores John Malkovich (Athos), Geraud Depardieu (Porthos, na minha opinião, com a atuação mais fraca do quarteto), Jeremy Irons (Aramis) e  Gabriel Byrne (D'Antagnan). A trama se passa anos depois da clássica primeira aventura do quartero, onde a França é governada pelo cruel Luís XIV (Di Caprio, fraco), que na calada da noite colocou seu irmão gêmeo numa masmorra, com o rosto coberto por uma máscara de ferro. Aramis, desconfia do ocorrido e tenta convencerr os seus ex-companheiros para a importante missão de resgatar o verdadeiro rei, algo que não será fácil, principalmente, por causa de D'Antagnan, que é fidelíssimo ao falso rei. Um filmaço que prende atenção do começo ao fim, graças ao excelente roteiro e as atuações memoráveis de boa parte do elenco (Apenas Di Caprio e Depardieu, não convencem). Imperdível!


Como disse no início da postagem, várias foram as versões tanto para a primeira e as outras aventuras do quarteto Três Mosqueteiros. Listei aqui apenas as versões que me agradaram e que de fato assistir. Afinal, só da primeira aventura do grupo foram feitos cerca de vinte produções, desde do cinema mudo até a mais nova versão, que comentarei na próxima postagem. Sem sombra de dúvida, as  empolgantes aventuras do lendário quarteto heroico francês, ainda ganharão mais aventuras, seja no cinema, na TV ou no teatro.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ESTÁ ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA AOS VEADINHOS.

Resenha
Esta aberta a temporada de caça aos veadinhos.


Resenhas à parte, é inegável que o vídeo acima é muito bem montado, mesclando cenas do episódio do CSI, onde Justin Bieber, pasmen, fez uma participação, com cenas de Rambo, em seu último filme, detornando com a bandidagem. O resultado é impressionante mesmo. Quem fez este vídeo merece uma vaga em Hollywood, né galera?

Rick Pinheiro.
Impressionado com a criatividade do ser humano.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

UM DUBLAGEM MEMORÁVEL DE SELTON MELLO.


Que fique claro: Selton Mello foi mal escalado para dublar Kiefer Sutherland em Linha Mortal, e isso não tira o mérito do talentoso ator como dublador. Por isso, faço questão de postar aqui um dos trabalhos mais memoráveis dele.

O vídeo acima é o trecho do excepcional Clube dos Cinco, clássico teen dos anos 80, onde ele dubla o jovem rebelde interpretado pelo sumido Judd Nelson. Notem que Mello dar um show a parte, numa interpretação excepcional do personagem, superando até mesmo o ator original.

Uma prova incontestável do talento de Mello também com dublador, mostrando toda sua versatilidade.

Rick Pinheiro.

SELTON MELLO É JACK BAUER.

Curiosidades.
Selton Mello é Jack Bauer.


Calma galera! A série 24 horas não irá voltar, com excepcional ator brasileiro Selton Mello substituindo Kiefer Sutherland. O título da postagem é apenas para chamar atenção, de um encontro virtual entre o talentosíssimo ator nacional, com o intérprete do durão Jack Bauer.

Poucos sabem, mas o ator Selton Mello é um dos dubladores mais ativos do nosso país, muito antes de ter estourado como um dos atores mais solicitados do nosso cinema e da moda de famosos dublarem desenhos animados surgir. Para quem assistiu atentamente ao filme Linha Mortal, exibido na Band no final de semana passada, percebeu que Nelson Wright, estudante de medicina idealista e narcisista, interpretado pelo eterno Jack Bauer, foi dublado pelo nosso talentoso Selton Mello.
´
Lógico que o resultado foi tosco, apesar de  toda competência de Mello, que dar um show também como dublador, passando emoção perfeitamente, o mesmo foi desastrosamente escalado para este filme, já que sua voz não combinou em nada com a de Surtheland e seu personagem, tornando em alguns momentos o audacioso estudante de medicina uma piada.

Mas, valeu pela curiosidade e por ver o talentosíssimo Selton Mello, mostrando toda sua versatilidade, mesmo quando quem aparece em cena é outro ator.


Rick Pinheiro.
Blogueiro Curioso.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

HERÓIS EM DOSE DUPLA.

Curiosidade/Filmes.
Heróis em dose Dupla.

Alguns fãs mais xiitas das histórias em quadrinhos torceram o nariz quando Chris Evans foi anunciado como interprete do Capitão América. A alegação, de boa parte deles, é que Evans já tinha  interpretado outro herói também do universo Marvel, no caso, o Tocha Humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico. Porém, Evans não é o primeiro, muito menos será o último ator a viver mais de um herói dos quadrinhos e literatura, conforme alguns exemplos que trago abaixo. Na maioria das vezes, isso ocorre por pura preguiça e falta de iniciativa dos produtores que, quando se deparam com um ator que deu certo em um personagem, tem uma tendência em escalá-lo para dar vida a personagens semelhantes.



Halle Berry.
Tempestade (X-Men - O Fillme, X-Men 2 e X-Men 3 - O Confronto Final)
e Mulher-Gato (Mulher-Gato).

Como sou cavalheiro começo com a única dama presente nesta lista. A lindíssima e talentosa atriz Halle Berry deu vida a Tempestade nos três primeiros filmes da franquia X-Men e pagou um verdadeiro King Kong como Mulher-Gato, no filme homônimo da felina heroína/vilã da DC. Ao menos, Berry tem o mérito de entrar na galeria seleta dos pouquíssimos atores e atrizes que atuaram em versões para as telonas, do universo Marvel e DC.



Arnold Schwarzenegger
Conan (Conan - O Bárbaro e Conan - O Destruidor).
e Sr. Frio (Batman e Robin).

Outro que  atuou em filmes de personagens adaptados das duas editoras e  que pagou um mico, também interpretando um personagem da DC, foi o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, que deu vida ao vilão Sr. Frio, no último filme da primeira franquia do Morcegão no cinema. Mas, antes, Arnoldão tinha interpretado Conan, em dois filmes, personagem responsável pelo seu primeiro sucesso nas telonas. De quebra, ainda deu as caras no tosco mais divertido filme da guerreira Sonja, Guerreiros de Fogo, estrelado pela canastrona Brigite Nielsen, na época Sra. Stallone e produzido pelo extinto estúdio de filmes "B", Cannon. Brigitte, aliás, iria encarar outra heroína dos quadrinhos, a Mulher Hulk, e até pousou caracterizada como a  personagem, mas, a série televisiva não saiu da fase de pré-produção.


Dolph Lundgren.
He-Man (Mestres do Universo)
e Frank Castle (O Justiceiro).

Outro brucutu estrangeiro, que deu vida a dois heróis foi o grandalhão Dolph Lundgren, que estrelou uma quase nada a haver versão do tosco herói dos desenhos animados dos anos 80 He-Man e com menos de dois anos cortou e escureceu as madeixas para dar vida ao obscuro Justiceiro, numa  versão que também foge bastante das características originais da personagem. Ambas as produções são da Cannon, só que a primeira foi uma mega-produção a la Star Wars. com direito a Lundgren pagar um micaço vestindo uma tosca sunguinha, e a segunda, uma típica produção de ação "b" do saudoso estúdio, que  contou com o talentoso Louis Gossett Jr., como o policial que persegue e depois se alia a Castle. Particularmente, apesar de distorcerem um pouco os dois personagens, gosto bastante das duas produções.


Lou Ferrigno.
Hulk (Série de TV entre 1979 e 1982, e nos filmes A Volta do Incrível, O Julgamento do Incrível Hulk e A Morte do Incrível Hulk)
e Hercules (Hercules e Hercules II).

Tão brucutu como o Schwarzenegger das antigas, o também fisioculturista e  canastrão Lou Ferrigno, também foi aproveitado  na promoção "Pegue um e faça interpretar dois" realizada pelos produtores. Sucesso na TV, mesmo irreconhecível como  Hulk, o péssimo ator ganhou a chance de mostrar sua cara feia sem maquiagem verde, numa tosca versão italiana do herói mitológico Hércules, que nos quadrinhos também fazia parte dos Vingadores. Esta tosca versão em carne e músculos fez tanto sucesso, que ganhou continuação ainda mais tosca. Mas, assim como Halle Berry e sua versão em carne e em osso da mutante de cabelos brancos, Ferrigno sempre será lembrando como Hulk, tanto que, depois da série, o bombadão empresta sua voz ao personagem em desenhos animados e filmes do monstrão.


Justin Harley,
Arqueiro Verde (Seriado Smallville)
e Aquaman (piloto).

Falando em televisão, mais recentemente o esforçado Justin Hartley interpretou dois heróis da DC, mais precisamente da Liga da Justiça. Com o seu desempenho razoável como Oliven Queen e o seu alter ego Arqueiro Verde, no seriado Smallville, o ator estrelou como Aquaman, num filme piloto para um seriado que até agora, não saiu, nem tem previsão se será produzida.


Robert Downey Jr.
Homem de Ferro (Homem de Ferro, Homem de Ferro 2)
e Sherlock Holmes (Sherlock Holmes).

Colega de Evans em Os Vingadores, o talentoso Robert Downey Jr., recentemente vive dois famosos heróis, sendo um dos quadrinhos e outro da literatura: o milionário borsal Tony Stark que ao vestir uma armadura torna-se o Homem de Ferro e o inteligente detetive londrino Sherlok Holmes. E vai demorar para o ator dar adeus a um dos dois personagens, já que o primeiro dará as caras em Os Vingadores e em Homem de Ferro 3, e antes destes, Sherlock Holmes se envolverá em mais mistérios em seu segundo filme. Elementar, meu caro Watson, que Downey continuará brilhando nos dois personagens.


Ryan Reynolds.
Deadpool (X-Men Origens: Wolverine)
e Lanterna Verde (Laterna Verde).

Por fim, Ryan Reynolds é outro ator que entra no rol dos poucos atores que deram vida a personagens da Marvel e DC. Antes de estreiar como Lanterna Verde, que  chega por aqui no final do mês, no filme solo do invocado Wolverine, Reynolds deu vida a Deadpool. Ambos os filmes não são a primeira inclusão de Reynolds no mundo dos heróis quadrinhos, já que o ator deu as caras em Blade Trinity, último filme (até agora), da franquia do herói metade vampiro, metade humano estrelada por Wesley Snipes.

Falta de atores e atrizes talentosos ou pura comodidade dos produtores? O fato é que sempre teremos atores e atrizes interpretando dois ou mais heróis e vilões dos quadrinhos. Se ao menos forem tão convincentes como Evans e seus dois personagens do universo Marvel, com certeza não darão motivos para nenhum fã reclamar.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

domingo, 31 de julho de 2011

MOMENTOS TOSCOS DO CAPITÃO AMÉRICA.

Curiosidades/Filmes/ Resenha.
Momentos toscos do Capitão América.

Quem nunca pagou um micaço? Se na vida real, estamos sujeitos a situações ridículas, imagine personagens fictícios, principalmente, se têm os seus direitos autorais nas mãos de péssimos administradores. Pois é galera, nem mesmo o Capitão América, o mais patriota dos heróis norte-americanos escapou de pagar alguns King Kong gigantescos, como vocês podem conferir a partir de agora.
Capitão América: O Primeiro Vingador estreiou nas telonas brasileiras neste fim de semana, mas semanas antes  o herói já aparecia nas telinhas do mundo inteiro como garoto propaganda de um novo desodorante. Cenas empolgantes do novo filme são usadas para divulgar o novo Rexona. Ideia  totalmente sem criatividade e muito tosca dos publicitários ianques, importada para outros países, inclusive o nosso. Mas, por incrível que pareça este não é momento mais tosco protagonizado pelo herói.

Antes de ser estrela de uma super-produção e garoto propaganda de desodorante, o herói patriota estreiou numa série televisiva, em 1944, apenas quatro anos após seu lançamento nos quadrinhos.  Na época, a série fez  um enorme sucesso, mas só teve quinze episódios devido ao falecimento do ator que interpretava o herói. Curiosamente, o Capitão América do seriado não era Steve Rogers, mas o promotor de justiça Grant Gardner. Não é o maior mico do personagem, mas, em relação aos padrões de hoje em dia, a produção não deixa de  ser bastante tosca.

Em 1966, o herói, assim como seus colegas vingadores Homem de Ferro, Thor, Hulk e Princípe Submarino, ganhou uma versão animada muito tosca, que chegou a ser exibida por aqui, duas décadas depois, no Xou da Xuxa da Rede Globo. Mesmo quando criança, eu detestava e achava tosco demais a versão (des) animada dos  heróis. E a dublagem nacional que tinha que se desdobrar para acompanhar os paralisados personagens só piorava o estrago. Curiosamente, os desenhos foram produzidos no Canadá, o que pode explicar tanto descuidado com personagens dos vizinhos Estados Unidos.

Mas, o ápice dos micaços do herói  made in USA, ainda estava por vim. O herói estrelou três toscos filmes, de décima quinta categoria. O primeiro feito para televisão, datado de 1979, o herói tinha um uniforme ridículo, com direito a escudo de plástico transparente e capacete gigante de paraquedista, que faz os dos Powers Rangers serem de última geração. E o mais espantoso é que este tosco filme ganhou uma continuação no mesmo ano, tendo o ótimo veterano Christopher Lee (Trilogia O Senhor dos Anéis e a segunda trilogia Star Wars) como vilão. Não lembro qual dos dois assistir quando criança, muito menos em qual canal foi exibido (Sessão da Tarde da Globo ou Cinema em Casa do SBT), só lembro que detestei. Hoje, assisto os vídeos no Youtube e caio na risada. Muito tosco mesmo! Disparado o maior mico que um herói dos quadrinhos já  pagou!

Em 1990, foi a vez do  estúdio criado após a falência e venda do estúdio Cannon, produtor de filmes "B" dos anos 80, produzir sua versão para Capitão América. Em comparação aos horríveis filmes do final dos anos 70, até que este filme não é tão ruim assim. O que o torna o filme mais uma tosca produção estrelada pelo herói são as péssimas interpretações, o roteiro fraco, e algumas cenas de ação totalmente ridículas (o herói amarrado ao foguete, é uma das cenas mais patéticas e mal feitas da história do cinema). Em síntese, mais uma produção de qualidade duvidosa estrelada pelo herói, que foi lançada diretamente em vídeo e que hoje pode ser encontrada, num banca pirata, em versão dublada.

E depois de tanto mico protagonizados pelo herói enbandeirado ainda tem fã do herói que reclama pelo fato do novo Capitão América aparecer em cena atirando com uma pistola. Com certeza, algo insignificante em comparação a essas pérolas trashes.
Assista os vídeos abaixo e divirta-se com os maiores micaços protagonizados pelo Capitão América. Apesar de estarem em idioma original e sem legenda (apenas os dois últimos estão dublados), conseguem arrancar longas gargalhadas de tão toscos que são. Confira!






Rick Pinheiro.