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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

NADA MAIS QUE UM BOM FILME.

Filme baseado em fatos reais, traz Brad Pitt com gerente de beisebol que revolucionou o esporte.
 
Tinha tudo para ser rápida, com o tempo recorde de filmes assistidos, se dois filmes - o aparentemente entediante A Árvore da Vida e o que prometia ser interessante O Homem que Mudou o Jogo, coincidentemente  ambos com Brad Pitt no elenco - não tivessem interrompido a nossa maratona de filmes indicados deste ano ao Oscar de Melhor Filme. Mas, após a longa pausa de mais de quatro meses, foi a vez de retornar com  O Homem que Mudou o Jogo filme que não chegou aos cinemas alagoanos, que online só encontrei dublado e que recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Jonah Hill e, para Pitt. Agora, só falta ter oportunidade e a coragem para encarar a produção do bajuladíssimo Terrence Mallick, para finalmente encerrar a nossa maratona. Antes tarde do que nunca. Sem perder mais tempo, vamos aos comentários do penúltimo filme da nossa  maratona.
 
Baseado em fatos reais, O Homem que Mudou o Jogo traz Pitt como Billy Beane, gerente do time de beisebol Oakland Athletics, que sofre com sérias  restrições orçamentárias. Numa tentativa de tentar arrumar um bom jogador para o seu time, ele conhece o jovem Peter Brand (Hill), um jovem CDF, recém-formado em economia que desenvolveu um método de obter bons jogadores, porém, desacreditados, com base em suas médias estatísticas. Billy resolve comprar a arriscadíssima e surreal ideia de Peter, e juntos vão encarar o desafio, enfrentando não somente a desconfiança e resistência de todos do clube, como também colocar em prática uma tática inédita e tão arriscada.
 
Incrível como um filme tão comum, insosso, sem emoção, com atuações nada excepcionais foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar. Mais incrível é como a crítica do nosso país, colocou o filme em alta. Na minha opinião ignorante, de um mero cinéfilo com preferências bem populares, O Homem que Mudou o Jogo até que tem um enredo interessante, que foge bastante da maioria dos filmes sobre o esporte típico dos gringos norte-american e passa muito bem mensagens de liderança, ousadia, coragem, força de vontade e determinação. Mas, os elogios e, principalmente as indicações de Melhor Filme, de Ator para Pitt e de Ator Coadjuvante para Hill foram exageradas. Tudo bem que ambos os atores estão bem em seus personagens, mas, suas atuações não são nada excepcionais. Em síntese, O Homem que Mudou o Jogo nada mais é que um bom filme que retrata um fato real. Nota 6,5.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

 
Uma das mensagens otimistas do filme.
 

terça-feira, 24 de abril de 2012

TÃO FRACO E TÃO LONGE DO OSCAR.

Filmes.
Tão fraco e tão longe do Oscar.

A cerimônia do Oscar já ocorre há meses, mas este blogueiro ainda está na maratona com os filmes indicados a principal categoria (em comparação ao ano passado, até que esta maratona está sendo rápida demais, Agora, só faltam dois indicados, ambos estrelados por Brad Pitt). Na noite de domingo foi a vez de conferir  na tela do Cine SESI, o drama Tão Forte e Tão Perto, dirigido pelo xodó dos membros da Academia Stephen Daldry (este é o seu quarto filme e os três anteriores, Billy Elliot, As Horas e O Leitor, também foram indicados), estrelado pelo estreante Thomas Horn, lardeado por grandes atores veteranos, coadjuvantes de luxo Tom Hanks, Sandra Bullock, Max Von Sydow, John Goodman e Viola Davis. De forma bem convicente, o talentoso Horn interpreta Oskar Schell, um garoto com dificuldades em convivências e com várias fobias, muito apegado ao seu pai, Thomas (Hanks), que de forma criativa, inventa "excurções" por Nova Iorque, para que o garoto tenha contato com outras pessoas. Mas, o mundo do problemático garoto cai, quando seu pai morre no atentado ao World Trade Center, no fatídico 11 de setembro. Isolado dentro de casa, um ano depois, vasculhando as coisas de seu pai, Oskar acha acidentalmente um pequeno envelope com uma chave dentro, e passa acreditar que esta seja o último, embarcando em mais uma excursão pelas ruas de Nova Iorque.

A lista de indicados deste ano estava boa demais para ser verdade. Estava faltando aquele típico filme que eu chamo de "Bunda", que agrada tanto os mais intelectuais e, principalmente, aos membros da Academia. Tão Forte e Tão Perto é o filme bunda dos indicados deste ano, um dramalhão meloso e tedioso, que tinha uma premissa interessante, mas, se perde na mediocridade e no tempo exagerado. E o estrago só não é pior e mais doloroso para os espectadores, graças a um elenco afiadíssimo, principalmente o novato Thomas Horn que consegue a proeza de ofuscar os veteranos do elenco. Injustamente, o pirralho não foi indicado como Melhor Ator. Mas, os coadjuvantes de luxo não ficam atrás e também nos brindam com ótimas atuações, principalmente Bullock e Von Syndow (este indicado a Melhor Ator Coadjuvante). Em síntese, um filme fraco, que sequer deveria ser indicado, que faz jus a longa lista de filmes assim, que agradam aos toscos membros da Academia. O primeiro e até agora o mais fraco da impressionante excepcional lista de indicados deste ano (incrível que até este é superior aos piores indicados do ano passado) Nota 4,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

EXEMPLO DE DETERMINAÇÃO E CORAGEM.

Filmes.
Exemplo de determinação e coragem.

Como já disse em outras ocasiões, a cerimônia do Oscar já aconteceu mas a minha maratona com os indicados deste ano continua. Diga-se de passagem, ao contrário do ano passado, este ano está sendo mais prazeroso ainda, devido ao alto nível dos indicados, onde, até agora, só assistir excelentes filmes. Caso do supreendente Histórias Cruzadas, filme que particularmente não levava muita fé e que conferi ontem, na sala 2 do Cine Lumière Farol. Ainda bem que este envolvente drama foi indicado ao Oscar, pois com certeza, não teria despertado o interesse deste cinéfilo. Ambientada na pequena cidade de Jackson, no racista Estado do Mississipi dos anos 60, a trama gira em torno da alta sociedade hipócrita e racista da época que, ao mesmo tempo que faz uma pseudo-caridade arrecadando fundos para crianças africanas  tratam os seus semelhantes negros, que criam os seus filhos e são os responsáveis diretos por todas as regalias que gozam, com o mais cruel do racismo, que ousa, em nome da saúde pública, ao absurdo de se propor e se criar uma lei que obrigam os pais de famílias, que tenham negros como empregados, a construir em suas casas um banheiro exclusivo só para negros. É nesta sociedade enojantemente racista que a jovem Skeeter (a nova queridinha dos norte-americanos Emma Stone, fraquinha, mas sem comprometer a trama), faz a diferença. Skeeter acabou de arrumar um emprego num jornalzinho local, mas sonha mesmo em ser escritora. É quando tem a ousada e arriscadíssima ideia de escrever um livro na visão das negras locais sobre suas vidas, seus trabalhos, seus patrões. Ela inicia sua jornada instigando Aibileen Clark (Viola Davis, brilhante), que a princípio reluta, mas depois resolve colocar a boca no trombone, assim como a figuraça Minny Jackson (Octavia Spencer, merecidamente agraciada com o Oscar de atriz coadjuvante pela sua brilhante atuação) e outras empregadas.

Com um enredo muito bem escrito e conduzido, adaptado de um mega sucesso editorial, Histórias Cruzadas é um drama envolvente e comovente, que prende a nossa atenção, nos fazendo ignorar as mais de duas horas de exibição. Com um elenco afiado, que ainda conta com atuações excepcionais de Jessica Chastain e de Bryce Dallas Howard, que nos provoca repulsa e raiva na pele da racista e hipócrita Hilly Holbrook, a líder da elite local, este  filmaço nos leva a refletir o absurdo que é o racismo e a não nos conformamos com um ato tão desumano e nojento como este. Um filme inspirador que  mesmo se passando na segunda metade do século passado, é bastante atual, já que nos convida a fazemos a diferença na sociedade, não engolimos goela abaixo os falsos valores e a hipocrisia impostos pela elite dominante, muito menos aceitar qualquer forma de racismo e descriminação. Merecidamente, figura na lista dos melhores filmes indicados ao Oscar e que só não recebeu a estatueta careca, pelo alto nível dos indicados deste anos. Nota 9,0.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

RANKING PARCIAL DOS INDICADOS AO OSCAR DE MELHOR FILME.

Filmes.
Ranking parcial dos indicados ao Oscar de Melhor Filme.

A premiação já aconteceu, mas a minha maratona com os indicados deste ano ao Oscar de Melhor Filme continua. O espantoso é que, ao contrário do ano passado já assistir a maioria. Mais espantoso é que depois de décadas, finalmente um filme que é o meu favorito foi agraciado com a estatueta. Sem perder tempo, vamos a minha lista.


1. O Artista.
Nota: 10,0.
Comentários em: http://www.blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/02/ousadia-criativa-numa-belissima.html

2. A Invenção de Hugo Cabret.
Nota: 10,0.
Comentários em: http://www.blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/02/sessao-quadrupla-de-cinema.html

3. Meia-Noite em Paris.
Nota: 9,5.
Comentários em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/08/filme-cult-tambem-diverte.html

4. Os Descendentes.
Nota: 9,5.
Comentários em: http://www.blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/02/clooney-num-drama-comovente.html

5. Cavalo de Guerra.
Nota: 8,5.
Comentários em: http://www.blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/02/emocao-galope.html

Falta assistir:

* A  Árvore da Vida;
* Histórias Cruzadas;
* O Homem que Mudou o Jogo;
* Tão Perto e Tão Forte.

FINALMENTE A JUSTIÇA PREVALECEU NO OSCAR.

Opinião.
Finalmente a justiça prevaleceu no Oscar.

O título desta postagem resume bem o meu contentamento com a maioria das premiações do Oscar 2012. Sinceramente, não lembro da última vez que isso ocorreu, já que a injustiça é a marca registrada da Academia, que nem sempre premia quem de fato merece. Evidente que ainda ocorreram injustiças, a mais gritante na categoria Melhor Canção Original, onde prevaleceu o barrismo norte-americano, premiando a melosa e esquecível Man or Muppet. Outra injustiça absurda foi a premiação de Meia-Noite em Paris, na categoria Melhor Roteiro Original, que tinha como concorrente o excepcional e criativo roteiro de O Artista. Com certeza, Woody Allen, que sequer teve a consideração de marcar presença na cerimônia não ficaria chateado se a justiça fosse feita e a estatueta careca fosse para o filme francês. Por fim, outra injustiça foi na categoria Melhor Maquiagem, onde a estatueta foi justamente para o concorrente mais fraco, A Dama de Ferro, já que as maquiagens dos filmes Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 e Albert Nobbes foram infinitamente superiores.  Mas, deixando as frequentes e absurdas injustiças, o fato é que, finalmente, depois de décadas, a justiça finalmente prevaleceu e foram premiados quem de fato merecia, em especial, com os filmes O Artista e A Invenção de Hugo Cabret, cada um com cinco estatuetas.

Quanto a cerimônia, acertaram em cheio em trazer de volta Billy Crystal (Eddie Murphy estupidamente negou ser o apresentador) que para mim ainda continua sendo um dos melhores apresentadores da festa. Crystal nos presenteou com os melhores e mais divertidos momentos da tosca mas chiquérrima cerimônia, como também as divertidas participações de Chris Rock, Will Ferrell e Zack Galifianakis. Em contrapartida, as bajulações constantes a Martin Scorcese, a desnecessária e sem graça apresentação do Cirque Du Soleil e a patética pose de modelo de Jennifer Lopez e Cameron Diaz foram as maiores chatices da festa. Mas, no geral, a cerimônia foi razoável, bem acima da média dos últimos anos, curta e direta, e de quebra ainda emocionante, graças ao alto nível dos indicados, que até fez este blogueiro aplaudir os vencedores e gritar em frente a TV alguns "Chupa Carlinhos Brown!", "Chupa Scorcese!", "Chupa Mallick!", quando estes indíviduos que particularmente não simpatizo levaram tromba nas categorias que estavam concorrendo.

Por fim, não poderia deixar de comentar as transmissões das emissoras nacionais, que mais uma vez deixaram bastante a desejar. Pelo menos a TNT começou a transmitir logo cedo, ainda com a chegada dos artistas, apesar de ter pisado feio no casal de apresentadores do pré-Oscar que abusaram no uso de expressões e pronúncias em inglês. O canal fechado também pisou feio na bola com a lenta e preguiçosa tradutora que deixou muitos diálogos passar batido. Já a Globo começou a pisar na bola logo de carra transmitindo a cerimônia apenas uma hora e meia após o seu início. E o pior foi mais uma vez escalar a tagarela Maria Beltrão que foi uma mala sem alça, sempre perdendo excelentes oportunidades de ficar calada. Como quem fala muito, mais merda está sujeito a cometer, a chata ainda soltou a pérola "A vida continua sem Oscar!", após um silêncio constrangedor ao ouvir que a música da animação Rio perdeu para a tosca canção de Os Mupperts. Pô,  além dos caras estarem concorrendo por uma música para um filme gringo, o Brasil não precisa da merda do Oscar, até porque, sem barrismo nenhum, temos um dos melhores cinemas do mundo. Como soltei após ver a tagarela se calar depois de tanto enxame que fez antes do anúncio da premiação de Melhor Canção Original: "Chupa Maria Beltrão!". O fiasco de ambas as transmissões só não foi maior, graças a presença e os comentários feitos nos devidos momentos do crítico Rubens Edwald Filho (na TNT) e do ator e cinéfilo José Wilker (na Globo), mesmo deixando o microfone aberto e deixando escapar inevitáveis tosses.

Enfim, entre poucos erros e vários acertos, fica a lição que ainda há vida inteligente entre os membros da Academia e que a justiça tarda, mas não falha. Esperamos que ela venha para ficar e que no próximo ano, ela chegue mais cedo, já no momento das indicações.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, surpreso e feliz com a justiça ter predominado no Oscar 2012.

EMOÇÃO À GALOPE.

Filmes.
Emoção à galope.

Para mim, Steven Spielberg é um dos mais geniais diretores de cinema ao lado de Charles Chaplin. Afinal, assim como o criador de Carlitos,  Spielberg sabe como ninguém mexer com as todas as nossas emoções, seja em filmes de aventuras e fantasiosos ou em dramas envolventes. Ambos os gênios, provavelmente, são os mais injustiçados pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por não premiarem a ambos como de fato merecem. Este ano, a injustiça contra Spielberg foi em dobro, já que além da animação As Aventuras de Tintim inexplicavelmente ter ficado de fora da categoria (provavelmente a mais injustiçada deste ano, já que, além da animação de Spielberg, Rio do nosso conterrâneo Carlos Saldanha também ficou de fora), não foi indicado para melhor diretor, mesmo com a indicação de Cavalo de Guerra, que assistir horas antes da cerimônia do Oscar na tela do Cine SESI, já que defendo que se um filme é indicado a uma premiação de Melhor Filme, obviamente seu maior responsável, o diretor, deve ser indicado por tabela. Tudo bem que Spielberg teve chances bem melhores por outras produções e injustamente não ganhou (Tubarão, E.T., A Cor Purpúra, Império do Sol, O Resgate do Soldado Ryan), afinal, além de dar o azar de entrar no páreo no mesmo ano que as obras primas O Artista e A Invenção de Hugo Cabret, Cavalo de Guerra não é o melhor do seus trabalhos. Mesmo assim, o filme não é um total fiasco e até faz jus a quase perfeita filmografia do gênio.

Baseado num espetáculo da Broadway de enorme sucesso, que por sua vez é baseado num livro homônimo, a trama gira em torno da saga do cavalo Joey, que durante a Primeira Guerra Mundial, passa por diversos donos e encara o campo de batalhas com uma coragem de um verdadeiro soldado. O filme é emocionante e envolvente, graças principalmente a mais uma dobradinha Spielberg e JohnWilliams, que mais um vez nos presenteia com uma trilha marcante, merecidamente indicada ao Oscar deste ano (Além de outros concorrentes, Williams concorre com ele mesmo por sua trilha para As Aventuras de Tintim). Cavalo de Guerra pode não ser o melhor filme de Spielberg, mas não faz feio, já que tem belíssimas e emocionantes sequências e ótimas atuações do seu elenco. Em síntese, um filmaço muito bem realizado, com um elenco afiadíssimo, feito sob medida para emocionar. Nota 8,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SESSÃO QUADRUPLA DE CINEMA.

Filmes.
Sessão Quadrupla de cinema.

Voltando da folia de Momo, onde curtir na paradísica cidade de Paripueira, ao abrir o jornal de domingo fui pego de supresa pelo número alto de lançamentos que chegaram as salas maceionses, num feriadão onde geralmente sequer chegam novidades por aqui (no ano passado chegou por aqui apenas a comédia Esposa de Mentirinha). Depois de selecionar os filmes e realizar inúmeros calculos com os horários de sessão, na última quinta encarei uma inédita, desgastante, porém agradável, sessão quadrupla de cinema, nas salas do Complexo Kinoplex Maceió.

Iniciei minha maratona de filmes pós-carnaval, às 14:30, na sala 2, conferindo o drama A Dama de Ferro, cinebiografia da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, interpretada de forma magistral por Meryl Streep. De cara, somos supreendidos com a ex-dama de ferro idosa, fragilizada, conversando com alucinações do seu falecido marido. No decorrer da trama, através de suas memórias, a conhecemos melhor, mostrando toda sua ousadia e determinação ainda nos tempos que era a jovem filha de um quintadeiro, passando por seu ingresso na vida política, na época predominantemente masculina, os preconceitos sofridos e superados, sua ascensão a presidência do partido conservador e, finalmente, como primeira-ministra, e as crises enfrentadas no decorrer do seu governo. Tudo isso mostrado de forma superficial e resumida, o que acabou gerando um filme decepcionante, que muito deixou a desejar. O estrago só não é maior pela brilhante atuação de Streep, que supera a mediocridade do roteiro e prende a nossa atenção do começo ao fim. De suas concorrentes ao Oscar, apenas vi a ótima atuação de Rooney Mara em Millennium e flashes das atuações de Glenn Close e Michelle Williams, mas apesar de reconhecer que o paréo será duro, dificilmente a estatueta não vá para Streep, por sua atuação tão brilhante*. Um bom exemplo que filmes gringos devem ser exibidos no idioma original, legendado. Em síntese, um filminho fraco salvo apenas pela brilhante atuação de sua protagonista. Nota 5,0.


Saindo de uma sala para a outra, foi a vez de entrar na sala 4 e conferi a comédia nacional Reis e Ratos, que reúne um elenco excepcional encabeçado por Selton Mello, que interpreta Troy, um norte-americano agente da CIA, que vive e atua no Brasil, em 1963, período pré-ditadura militar, que junto com o seu parceiro brasileiro Major Esdras (Otávio Muller, competente) precisa decifrar uma complicada conspiração para detornar com o presidente do nosso país. Uma ideia interessante que se perde num roteiro fraco e sem graça, que se salva apenas pelo seu elenco afiado, com destaque para Rodrigo Santoro e Cauã Reymond, que dão um show na pele de um seboso cafetão e bandidinho de quinta categoria e um figuraça radialista, meio médium, respectivamente. Um filminho que tinha tudo para ser bom, mas que fica apenas na promessa. Vale a pena assisitir apenas para conferi as brilhantes atuações. Nota 2,5.


Depois do decepcionante filme nacional, foi a vez de entrar na sala 5, colocar os óculos e conferi em 3D o aguardado A Invenção de Hugo Cabret, filme dirigido por Martin Scorcese, que faz sua estreia dupla, no gênero infantil e no formato 3D. Hugo Cabret (Asa Butterfield, excelente) é um órfão que reside clandestino na estação de trem, na Paris do começo dos anos 30. Antes de morrer, seu pai, vivido por Jude Law, lhe mostra um androide sentado numa escrivaninha, que acaba se tornando a obsessão do garoto, pois acredita que o mesmo tenha algum último recado do seu pai para ele. Tentandofazer a gerigonça funcionar, Hugo começa a roubar peças da lojinha de Georges (Ben Kingsley, inexplicavel e injustamente não indicado ao Oscar) até que um dia é flagrado por ele, que confisca o cardeninho com anotações feitas por seu pai. Tentando reaver o seu estimado caderninho, Hugo fica amigo da neta de Georges, Isabelle (a lindinha Chloe Moretz, também ótima) e passa a ser sua companheira de aventuras, onde descobrirão que o avô dela na verdade é o grande cineasta e pioneiro do cinema, Georges Mélies. Tudo é grandioso neste belíssimo filme, das brilhantes atuações de um elenco afiadíssimo até os cenários em tamanho real, que encantam aos olhos graças a brilhante decisão de filmar em 3D. Numa época onde o formato é usado de forma irracional, apenas para encher os bolsos dos produtores hollywoodianos, Scorcese nos presenteia com uma verdadeira obra prima, nostálgica e emocionante que, à exemplo de O Artista, é uma belíssima homenagem a sétima arte. Em síntese, filmaço para toda família, para ver e rever. Nota 10,0 é pouca para um filme tão grandioso que, se prevalecesse a justiça, deveria receber a estatueta de melhor filme, ao lado do filme francês-belga*.


Encerrando a maratona, foi a vez de colocar mais uma vez o óculos e conferi na sala 3 Motoqueiro Fantasma - Espírito de Vingança, segundo filme do herói do crânio de fogo interpretado (?) por Nicolas Cage. Jonhnny Blaze vive escondido na Europa tentando controlar que o caveirinha venha a torna, até que é convocado pelo tosco padre Monreau a encontrar e protege um garoto (Fergus Riordan) e sua mãe do chifrudo, já que ela alguns anos atrás deu para ele, gerando o pirralho. Filminho bobo e descartável, com roteiro medíocre, que faz o filme apanhar feio do original, que, aliás, não era lá grande coisa. Vale pela curiosidade de ver o astro oitentista Christopher Lambert (o Highlander em pessoa), irreconhecível e pagando um micaço como o líder de uma misteriosa seita. Nota 4,0 apenas por algumas e poucas boas sequências de ação.


Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

* Nota: Apesar desta postagem ter sido publicada dois dias após a cerimônia do Oscar, mantive as minhas opiniões da época em que foi escrita.

OUSADIA CRIATIVA NUMA BELÍSSIMA HOMENAGEM A SÉTIMA ARTE.

Filmes.
Ousadia criativa numa belíssima homenagem a sétima arte.

Em tempos em tempos somos presenteados com algumas obras primas cinematográficas onde o próprio cinema é homenageado. Foi assim em 1985, com Woody Allen e seu melhor filme, na minha opinião, A Rosa Purpúra do Cairo e agora com O Artista, filme francês e belga, que conquistando merecidamente vários prêmios, que eu conferi no dia 14 deste mês, na sala 4 do Complexo Kinoplex. Numa época onde o 3D vem sendo usado frequentemente e na maioria das vezes de forma desnecessária, um filme a la cinema mudo - preto-e-branco e sem diálogos e som - além de ser uma ideia criativa e ousada, foi um risco e tanto, para uma indústria que vive de lucros das bilheterias do público. Ainda bem que existem iniciativas ousadas como esta, onde a arte do cinema é valorizada em detrimento ao lucro, pois somos presenteados com uma belíssima e tocante obra prima como esta.

Com um roteiro muito bem escrito, injustamente não premiado com o Oscar, que dosa perfeitamente todas as emoções, a trama de O Artista se passa em 1927 e gira em torno do astro fictício do cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin, numa atução explêndida), que em pleno auge de sua carreira é supreendido com o surgimento do cinema falado, invenção que ele ridiculariza e acha que trata-se de um modismo passageiro. Muito orgulhoso, Valentin a la Chaplin, resolve prosseguir sua carreira fazendo filmes mudos. Mas, ao contrário do genila criador do inesquecível Carlitos, Valentin não cede e acaba fracassando, vendo sua carreira decaí à ruína. Paralelamente, acompanhamos a ascensão da jovem atriz Peppy Miller (Bérénice Bejo, também com atuação excepcional), que de figurante num filme de Valentin passa a ser um estrela hollywoodiana de primeira grandeza. Ambos nutrem uma paixão um pelo outro, mas devido aos rumos opostos de suas carreiras e, principalmente, ao orgulho de Valentin, complicam a concretização desta paixão.

Com atuações excepcionais, até mesmo do cachorrinho Uggy, o grande ladrão de cena, um roteiro excepcional e uma trilha que além de dar o tom da trama e divide o protagonismo, ainda nos envolve e nos conduz para dentro da trama, neste filme que é uma belíssima homenagem à sétima arte. Sensível e nostálgico, O Artista prende atenção, nos envolve e emociona, fazendo o público viajar no tempo, durante quase uma hora e quarenta minutos de projeção. Depois de vários anos, finalmente temos um favorito ao Oscar de Melhor Filme que realmente merece, pois o filme é excelente*. Em síntese, uma obra-prima excepcional, tocante e envolvente, que agrada a todos os cinéfilos. Nota 10,0 é pouca para um filmaço tão belo. Imperdível!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 

* Nota: Apesar desta postagem ser publicada dois dias após a entrega do Oscar, mantive o que foi escrito anteriormente, precisamente no dia que assistir este filmaço.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CLOONEY NUM DRAMA COMOVENTE.

Filmes.
Clooney num drama comovente.

E foi dada largada oficialmente na minha maratona com os filmes indicados deste ao Oscar de Melhor Filme. Disse oficialmente, já que no ano passado já tinha assistido o interessante Meia Noite em Paris, mas, obviamente, não sabia qu veria a ser indicado Faltam assistir os outros indicados, já que acabei de assistir, na sala 4 do Complexo Kinoplex Maceió, o comovente drama Os Descendentes, estrelado por George Clooney, vencedor de dois Globo de Ouro na categorias Melhor Filme - Drama e Melhor Ator para Clooney e que está sendo indicados a cinco Oscar (além de Melhor Filme e Melhor Ator, também concorrem nas categorias Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Diretor para Alexander Payne). A trama é muito interessante e bem conduzida por Payne, que nos apresenta uma Havaí bem mais urbano e comum a qualquer cidade, bastante diferente do paraíso que estamos acostumados a ver nos inúmeros filmes que se passam na ilha do pacífico.

É neste Estado estaduniense que reside o advogado e herdeiro de uma tradicionalíssima família local, Matt King (Clooney), um cara que só vive para o trabalho e ignora totalmente sua esposa e filhas. Tudo começa mudar quando sua esposa Elizabeth (Patrícia Hastie) sofre um gravíssimo acidente, permanecendo em coma, o que lhe obriga não somente a cuidar das filhas,  a adolescente Alexandra (Shailene Woodley) e a pirralha Scottie (Amara Miller), mas a repensar toda sua vida, que além deste momento delicado na vida pessoal, ainda sofre com a pressão de qual proposta aceitar na venda de um imenso terreno familiar. Como se tragédia fosse, o cara ainda descobre que a sua esposa não somente mantinha um caso com um tosco corretor de imóvel (interpretado pelo eterno Salsicha dos dois primeiros Scooby-Doo, Matthew Lillard), mas iria lhe dar um belo pé na bunda, entrando na justiça com o pedido de divórcio.

Apesar do tema delicado e barra pesada, que é tratado com um realismo e sensibilidade, em momento nenhum Os Descendentes é um filme triste. Evidente que toda seriedade e emoção que a história pede estão presentes, e graças as excepcionais interpretações e trilha,  arrancam fácil as lágrimas dos mais emotivos. Mas, por incrível que pareça, o filme em nenhum momento é melancólico, chato e entediante, mas prende e envolve o espectador na história e ainda por  cima consegue arrancar algumas risadas, com diálogos e situações interessantes e impagáveis, com direito a personagens figuraças, como o adolescente sem noção Sid, interpretado por Nick Krause, e do próprio peronagem central, que mesmo passando por tanta pressão emocional, ainda consegue sacar algumas tiradas engraçadas.

Aliás, falando em Clooney, o astro está perfeito e, merecidamente, merece todas as indicações e premiações, deixando de lado o costumeiro piloto automático dos grandes astros hollywoodianos e realmente interpreta de forma brilhante, como um ator de verdade deve fazer. Sua atuação é impressionante, dosando perfeitamente toda carga emocional que o personagem carrega, de forma sensível, despindo-se de toda vaidade de um astro hollywoodiano. Mérito e destaque também para seus colegas de elenco, que ão ficam atrás e nos brindam com ótimas atuações, em especial, as quase novatas Woodley e Miller, que interpretam as filhas do seu personagem, que não somente tão todo suporte para Clooney brilhar com uma atuação impecável, como também atuam no mesmo nível que ele.

Sensível, envolvente e comovente, sem ser melancólico, Os Descendentes é um excelente drama familiar, bem acima da média. que . Na minha opinião, até agora, disputa de igual para igual com Meia Noite em Paris como melhor filme indicado ao Oscar deste ano. Merece ser conferido, mas sugiro principalmente aos mais emotivos que além da pipoca e o refrigerante, levem também, uma boa quantida de lenço de papel, pois as lágrimas correrão fácil. Imperdível! Nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SAI OS INDICADOS AO OSCAR 2012.

Opinião/Especial Oscar 2012.
Sai os indicados ao Oscar 2012.

Ontem saiu a lista dos indicados ao Oscar de 2012. E mais uma vez, a Academia pouco acertou e cometeu mais injustiças para acrescentar a sua história, a começar na semana passada, quando deixaram de fora o nosso Tropa de Elite 2. Mas, as maiores delas vieram ontem, precisamente na categoria de Melhor Animação, fazendo o absurdo duplo de deixar de fora as animações Rio e As Aventuras de Tintim. Outro absurdo foram as indicações para O Espião Que Sabia Demais (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/01/espionagem-moda-antiga.html) e, principalmente, para o lixo Missão Madrinha de Casamento (em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/10/sessao-on-line-dupla.html) concorrerem como Melhor Roteiro, Adaptado e Original, respectivamente. Como eu disse nos meus comentários deixado no site Adoro Cinema, volto a repetir aqui: Vão a merda, membros da Academia!

Mas, como disse no início do parágrafo passado, como todos os anos, não somente de erros e injustiças vive a premiação cinematográfica mais badalada. Gostei e achei justa a indicação para Meia Noite em Paris (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/08/filme-cult-tambem-diverte.html ), como também as indicações nas categorias mais técnicas (Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Efeitos Especiais), que como todos os anos, sempre são páreos duros, já que cada um dos indicados capricharam nestes quesitos, logo, merecidamente as indicações.

Não assistir A Dama de Ferro, mas pelos trailers que assistir, aposto que, como aconteceu no ano passado com Natalie Potman, a concorrência não terá vez e a estatueta careca irá para Meryl Streep. E olhe que Michelle Williams aparenta também está ótima, na pele da diva Marilyn Monroe em Sete Dias com Marilyn. Já na categoria de Melhor Ator, Gary Oldman mereceu a indicação, apesar de sua atuação não ser uma das melhores de sua carreira. Os demais concorrentes destas categorias irei comentando a medida que for assistindo os filmes.

Outra aposta no escuro, é que foram injustas as indicações para Terence Mallick e o seu A Árvore da Vida, o filme que mais dividiu a crítica e os cinéfilos no ano passado, e que tentarei assistir on line ainda esta semana. Particularmente, sempre tenho o pé atrás com o excêntrico diretor, já que o cara geralmente me decepciona   por reunir um elenco estrelar em filmes longos e entediantes, mas que a crítica e os cinéfilos de gosto mais refinado e apurado que o meu, amam (achei Além da Linha Vermelha uma merda sonífera.).

Por fim, não poderia deixar de comentar a única indicação brasileira, onde, finalmente, vamos concorrer com 50% de chances. Não pelo fato de ser brasileiro, mas é evidente que a música Real in Rio, é bem melhor que a melosa e brega canção Man or Muppet. Porém, pelo histórico de injustiças cometidas pelos membros da Academia, tudo leva crer que Sérgio Mendes e Carlinhos Brown terão que se conformar com a indicação, pois a estatueta vai mesmo para o filme que marca a volta dos simpáticos bonecos Muppets. Mas, vale a torcida, afinal, nunca tivemos uma chance tão grande de ver brasileiro trazendo para o nosso país a estatueta careca.


Como fiz no ano passado, farei o possível para assistir todos os filmes indicados a categoria principal, de Melhor Filme, comentar cada um e listar o meu raking.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, já no clima pré-Oscar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FILME CULT TAMBÉM DIVERTE.

Filmes.
Filme cult também diverte.

Uma das temporadas mais quente para os cinéfilos e aguardada ansiosamente, é a que comprende os meses de junho a agosto, verão no hemisfério norte e micro-recesso escolar para nós brasileiros. Nesta época são lançados os blockbusters, super-produções que tomam contam da maioria das salas de cinemas e, sem o mesmo marketing e número de salas, mas com mesma força vem atraindo ainda mais a atenção do público, os nossos filmes nacionais. Entre blockbusters e filmes nacionais, um filme em especial vem comendo pelas beiradas e permanece há semanas na lista das dez maiores bilheterias, mesmo sem o mesmo número de salas  e divulgação dos blockbusters, já levou mais de quinhentos mil espectadores ao cinema. Trata-se de Meia Noite em Paris, novo filme dirigido pelo cultuado Woody Allen.

Particularmente, não gosto muito dos filmes dirigidos por Allen. Apesar de reconhecer a sua inegável genialidade, para mim que não tenho gosto refinado, com exceção do belissimo A Rosa Púrpura do Cairo e de algumas antigas comédias dirigidas e protagonizadas por ele, boa parte da sua filmografia encaixa-se na categoria de filmes que denomino "bundas" (chatos, sonolentos, cansativos, etc. Em síntese, uma merda para mim). Porém, me chamou atenção o fato de seu novo filme, mesmo com apenas duas sessões em Maceió (uma no Cine SESI e outra numa sala do Kinoplex) está há mais de duas semanas em cartaz. Movido pela curiosidade, não me contive, e fui conferi ontem no Cine SESI, o que Meia Noite em Paris tem de tão especial.

Na trama, Gil (Owen Wilson) é um roteirista hollywoodiano de sucesso, mas inconformado com a sua vida, já que seu maior sonho é ser um escritor. Ele viaja com sua noiva chatinha Inez (Rachel McAdams) e com os pais dela que também não ficam atrás a Paris. Lá, os pombinhos encontram outro casal, tão chato e superficial quanto Inez e sua família, que só piora a situação entediante de Gil. Mas, uma bela noite, caminhando por Paris, inexplicavelmente, de forma mágica, ele volta aos anos 20, encontrando seus ídolos, escritores e artistas da época.

O filme é uma clara declaração de amor a capital francesa e uma homenagem a grandes artistas dos anos 20. De forma sensível e bastante envolvente, Allen, que também é roterista do filme, prende a nossa atenção e nos diverte do começo ao fim, com um humor inteligente, que provoca timidas risadas. O roteiro, em alguns momentos, lembra um pouco o seu melhor filme A Rosa Púrpura do Cairo, provavelmente, por isso, gostei tanto deste novo filme do diretor.

O elenco, como de costume nos filmes de Allen, reúne vários nomes conhecidos, em papéis nada convencionais em suas carreiras. Owen Wilson está perfeito como protagonista, claramente um alter-ego do diretor, apesar de algumas cenas recorrer a típica cara e jeito de boboca da maioria dos seus personagens convencionais. Rachel McAdams está perfeita e rouba a cena como a chata e superficial noiva de Gil. Também estão ótimos os coadjuvantes de luxo que incluem as ótimas Marion Cortillard e Kathy Bates, e até mesmo Carla Bruni, primeira dama da França, interpretando de forma discreta uma guia turística. Destaque para a pequena mas hilária participação de Adrien Brody, que rouba a cena e arranca gargalhadas na pele do pintor Salvador Dali.

Com um roteiro inteligente, sem ser chato e enfandonho, Meia Noite em Paris é uma agradável comédia romântica, que envolve, diverte e encanta. Sensível e emocionante, sem sombra de dúvida, merece a atenção do público que vem obtendo. Nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.