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sábado, 19 de março de 2011

OS VENCEDORES DO FRAMBOESA 2011.

Filmes.
Os vencedores do Framboesa 2011.


Na noite de sábado, 26 de fevereiro,  saiu a a lista dos vencedores do hilário, mas temível pelos artistas hollywoodianos, prêmio Framboesa de Ouro que, ao contrário do Oscar e outros prêmios, há 31 anos, é dado aos piores filmes da sétima arte.

Seguindo a tendência das premiações sérias, o Framboesa 2011 foi marcado mais pelas injustiças e erros, do que por merecimento. E não falo isso porque errei algumas das minhas apostas (confiram em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/02/minhas-apostas-para-o-trofeu-framboesa.html), mas por simples constatação dos fatos. A começar pela  pela ausência de indicação do filme Comer, Rezar, Amar, que para mim foi o pior filme lançado nos cinemas no ano passado.

Parabéns aos premiados e espero que todos tenham senso de humor para encarar numa boa esta homenagem aos seus micos cometidos. E, se possível, façam mais merda para nos divertir.

Pior Filme:  O Último Mestre do Ar.


Para mim a premiação foi: Injustíssima.
Comentário: Tudo bem que o premiado é uma grande decepção, tanto para os fãs do desenho original quanto para os do talentoso diretor M. Night Shyamalan, mas O Último Mestre do Ar não foi o pior filme lançado o ano passado e, na minha opinião, sequer está na lista dos dez piores. Na ausência injustificada de Comer, Rezar, Amar, Sex and the city 2, sem dúvida é que merecia ser premiado. A não-indicação do filme estrelado por Júlia Roberts somada com esta premiação à adaptação do desenho Avatar, foi uma das maiores injustiças de todos os tempos cometida pelos membros do Golden Raspberry Award Foundation.

Pior Ator:  Ashton Kutcher (Par Perfeito e Idas e Vindas do Amor).


Para mim a premiação foi: Injustíssima.
Comentário: É inegável que por suas péssimas escolhas, talvez pela preguiça em interpretar personagens fora do habitual, Kutcher merece receber todas as premiações de péssimo ator. Porém, no Framboesa 2011, a injustiça imperou por um simples detalhe: Robert Pattinson, disparado um dos piores atores de todos os tempos, estava concorrendo nesta categoria. Basta assistir aos dois filmes que cada um concorreu, e com uma simples observação e um pouco de bom senso para constatar quem de fato é o pior dos piores na arte de interpretar.

Pior Atriz: As quatro amigas (Sex and the city 2).


Para mim a premiação foi: Justíssima.
Comentário:  Uma das poucas categorias justas do Framboesa 2011, a começar pela indicação onde todas, sem exceção, merecerem está na lista, pois realmente são péssimas atrizes. Um páreo duro, onde o desempate se deu graças a  falta de carisma, empatia e entrossamento do quarteto de protagonistas de Sex and the city 2. Premiação mais do que merecida.

Pior Ator Coadjuvante: Jackson Rathbone
(O Último Mestre do Ar e A Saga Crepúsculo: Eclipse).


Para mim a premiação foi: Justa.
Comentário:  Rathbone é inexpressivo, insosso, um daqueles coadjuvantes esquecíveis e descartavéis que nada influem ou contribuem com a sua participação. Os critérios da simples observação e bom senso não utilizados na categoria de pior ator, desta vez foi utilizado. Durma tentando entender a cabeça dos 637 votantes do Framboesa.

Pior Atriz Coadjuvante: Jéssica Alba (Idas e Vindas do Amor,
Machete, Entrando numa Fria Maior Ainda com a Família e
The Killer Inside Me) .


Para mim a premiação foi: Injusta.
Comentário:  Além de linda, é inegável que Jéssica Alba é uma atriz esforçada. Mas, assim como Ashton Kutcher,  seu colega de elenco do tosco Idas e vindas do amor, a gata é infeliz nas suas escolhas. Apesar disso, não merecia o Framboesa, já que na lista das indicadas estava a veterana Liza Minelli que conseguiu a proeza  de não interpretar a si própria, em Sex and the city 2. Parece que o critério de avaliação que resultou na premiação de Alba foi meramente a quantidade, já que a linda estava concorrendo por sua atuação em quatro filmes. Outra premiação deste ano que entrará para os rol das maiores injustiças da história da hilário Framboesa.

Pior Diretor: M. Night Shyamalan (O Último Mestre do Ar).


Para mim a premiação foi: Justa.
Comentário: No cinema existem dois tipos de bons diretores:  simples operários do ofício e os gênios. O que difere estes dos primeiros é fato que imprimem a sua respectivas marcas em suas obras, mesmo que estas altenem filmes de vários gêneros. Steven Spielberg, George Lucas, Charles Chaplin, Francis Ford Copolla, Quentin Tarantino, James Cameron, os nossos Glauber Rocha, o metido à bosta do Fernando Meirelles, o talento da nova geração  José Padilha, são algunas exemplos de diretores geniais. M. Night Shyamalan é um desses diretores geniais.
O Último Mestre do Ar não é o pior filme do diretor, já que para mim, A Dama da Água é detentora deste título. Mas até este péssimo filme tem a marca pessoal do diretor, ao contrário da fustrante adaptação do famoso desenho animado, que simplesmente aparentou que poderia ser escrito e dirigido por qualquer diretor operário do ofício, seja ele bom ou péssimo. Como se isso não bastasse, depois do filme pronto,  converte-o ao formato 3-D, algo comprovado que não dar certo. Por tudo isso e, principalmente, por se afastar de sua genialidade, o Framboesa é pouco para Shyamalan.

Pior Roteiro: O Último Mestre do Ar.


Para mim a premiação foi: Justa.
Comentário: Apesar de achar que Sex and the city 2 tem o pior roteiro, tenho que admitir que o roteiro explicadinho repetida e exaustivamente de O Último Mestre do Ar, não fica tão atrás do queijo suíço das dondocas de Nova Iorque. Tratar o público como se fosse retardado, até mesmo num filme voltado ao público infantil, é imperdoável. Espero que as framboesas inspirem Shyamalan à repensar a merda que fez.

Pior elenco ou casal: O elenco de Sex and the city 2.


Para mim a premiação foi: Justíssma.
Comentário: Uma das premiações mais justa da história do Framboesa. Quem teve a infelicidade, assim como eu, de assistir Sex and the city 2, com certeza concordará que até os antiguíssimos desenhos animados da Marvel, onde os personagens apareciam em forma de quadrinhos, totalmente paralisados, convencem mais do que todo elenco deste lixo. Parece que todos os envolvidos, diretor e atores, só aceitaram fazer esta merda pelo dinheiro, já que a preguiça e a falta de vontade em interpretar reinam durante os absurdos e desnecessários 146 minutos de projeção. Framboesa para as dondocas furtéis e cia. Ltda.

Pior prelúdio, remake, continuação ou plágio descarado: Sex and the city 2.


Para mim a premiação foi: Justa.
Comentário: Volto a afirmar: para mim, sequer a série televisiva Sex and the city deveria ter existido, quanto mais ser transportada para o cinema, em duas super-produções caríssimas. Com todo respeito aos fãs, mas a falta de senso crítico e de gosto é que transformam lixos como este em grande sucesso. No caso de Sex and the city, a justiça tardou, mas não falhou. Valeu galera do Framboesa!

Pior 3-D de arrancar os olhos: O Último Mestre do Ar.


Para mim a premiação foi: Injusta.
Comentário: É triste, mas é verdade:  a febre do 3-D já virou bagunça,  graças principalmente a ganância de alguns produtores e executivos hollywoodianos, que na seca de encherem os bolsos de muita grana, lançam qualquer porcaria no formato. O resultado é somos bombadeados por lixos como terror grotesco (Jogos Mortais: o Final), balé clássico (O Quebra-nozes), continuação tosca de um musical, lançada diretamente em DVD (Ela Dança, Eu Danço 3-D), um documentário/musical estrelado pelo viadinho do Justin Bieber, entre outras tranqueiras.  Do jeito que a coisa anda, os organizadores do Framboesa, irão seguir o exemplo dos seus colegas da Academia que, desde do ano passado, aumentaram para dez os indicados a melhor filme, e fazendo o mesmo na categoria 3-D do Framboesa.
Apesar de não ter assistido O Último Mestre do Ar no formato, é claramente percebível que o 3-D é praticamente inexistente. Apesar disso, não acho que a premiação tenha sido justa, até porque outros piores estavam concorrendo, como no caso de Jogos Mortais: O Final (será mesmo?), que apesar de também ter assistido em DVD, também é claramente percebível que a tecnologia resume-se apenas a uma cena de uma linguiça  (que no filme "interpreta" um estômago humano) espirrada na cara do espectador e alguns pinguinhos de sangue cenográfico em outra cena. Um filme tão desnecessário no formato que merecia ser premiado com o Framboesa.


No geral, percebemos que o Framboesa deste ano afastou-se um pouco do seu propósito de avacalhar os micos cometidos pelos astros e estrelas hollywoodianos, em filmes e interpretações toscas. A premiação de O Último Mestre do Ar, apesar de justa em algumas categorias, no geral, foi exagerada e desnecessária, aparentando claramente que os 637 votantes do Framboesa ao invés de fazerem uma escolha consciente, optaram em fazer uma marcação cerrada em cima do diretor M. Night Shyamalan. Será que depois de quase trinta anos, finalmente vão largar do pé do Stallone? Só o tempo dirá.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Nota: A lista dos vencedores do Framboesa foi extraída do site Omelete.
Disponível em: http://www.omelete.com.br/cinema/framboesa-de-ouro-2011-anuncia-os-seus-vencedores/

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MINHAS APOSTAS PARA O TROFÉU FRAMBOESA.

Filmes.
Minhas apostas para o Troféu Framboesa.


O Framboesa vem aí, lá, lá, lá, lá... O Framboesa vem aí, lá, lá, lá, lá, lá..

É com esta tosca abertura, fazendo uma paródia mais sem graça que Os Vampiros que se mordam, que eu começo a dar os meus palpites para aqueles que, na minha opinião, merecem sair com todo glamour, típico das meninas-velhas de Sex and the City 2, da premiação do hilário Troféu Framboesa.

Se eu vou acertar ou não, só saberemos no dia da entrega deste divertido prêmio, que recompensa. os piores do ano. Haja muito sangue na veia, para tanta expectativa.

Enfim, não peguem ar com a minha lista e façam a de vocês também.

PIOR FILME.

Eclipse me supreendeu, sendo um filme acima da média da série teen modinha Crepúsculo.Caçador de Recompensa, apesar de ser estrelado pela péssima Jennifer Aniston não é lá uma obra prima, mas também não é tão ruim assim. O Último Mestre do Ar e Os Vampiros que se mordam  são os injustiçados, já que, apesar de não ser lá grandes filmes, não deveriam está na lista.  Portanto...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...


Na ausência de Comer, Rezar, Amar, Sex and the city 2 é o pior dos cinco indicados, e disparado, o segundo pior filme do ano passado, um empate técnico com o lixo protagonizado por Júlia Roberts, que inexplicavelmente não teve uma indicação sequer. A galera do Framboesa deve ser muito fã da eterna linda mulher para ignorar o pior filme do ano e provavelmente de sua carreira regular. Sorte do segundo filme baseado na tosca série Sex and the city, que na minha opinião, não somente levará o prêmio de pior filme, como também em outras categorias, tendo tudo para ser o grande vitorioso do Troféu Framboesa.

PIOR DIRETOR.
A indicação de Sylvester Stallone foi a maior injustiça do Framboesa deste ano e provavelmente de todos os tempos. O cara simplesmente dirigiu o melhor filme do ano passado, e de quebra, na parte técnica, fez um filme à moda antiga, com direito a explosões de verdade. Nem mesmo a implicância que o pessoal do Framboesa tem contra o eterno Rocky Balboa justifica essa injustiça. David Slade até que deu uma melhorada e sacudidade no último (até agora, infelizmente), filme da série Crepúsculo. Ele não tem culpa de ter um péssimo elenco nas mãos, como também é o caso de Michael Patrick King, que até tentou compensar a falta de talento de suas protagonistas e a porcaria do roteiro, com belas locações. Já Jason Friedberg e Aaron Seltzer não são lá grandes diretores, mas até que ofertou ao público uma paródia acima da média das atuais. Portanto...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...

M. NIGHT SHYAMALAN.

Já estava com o meu voto certíssimo para Michael Patrick King, diretor do péssimo Sex and the city 2. Mas após assistir O Último Mestre do Ar, e não reconhecer a marca deste talentoso diretor, mudei sem pestanejar o meu voto. Shyamalan é como Hithcock, Coppola, Spielberg, Cameron, De Palma e tanto outros geniais diretores, logo, por mais que diriga um filme fora do seu gênero habitual, precisa colocar a sua marca. Perdeu uma excelente oportunidade de entrar no cinemão blockbuster com chave de ouro.

PIOR ATOR.
O páreo foi duro nesta categoria. Dos indicados, apenas não assistir o desempenho de Jack Black em As Viagens de Gulliver, mas levando em conta os seus trabalhos anteriores, com certeza é um dos mais fortes candidatos. Taylor Lautner pagou um micão numa curta participação em Idas e Vindas do Amor e sua indicação por Eclipse é injustissima, já que o cara, desde do primeiro filme, é o único que se salva do péssimo elenco da série teen. Já Gerard Butler e Ashton Kutcher estão colhendo os frutos das péssimas escolhas, passando uma imagem que só fazem filmes por dinheiro e deixaram no passado, seus respectivos talentos que um dia demonstraram ter. Sendo assim...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...

ROBERT PATTINSON

Algumas amigas e colegas dizem que eu tenho inveja de Robert Pattinson. Mas as mesma não conseguiram me dar sequer uma desculpa esfarrapada por não haver diferença entre o Edward da série modinha e o rebelde traumatizado de Lembranças. O fato é que não existe nenhuma.. Robert Pattinson é mais um ídolo teen, sem talento nenhum, que só terá carreira enquanto a série modinha estiver no ar. Com o fim da saga Crepúsculo, será o fim de sua carreira. Quem for vivo, verá...

PIOR ATRIZ

A categoria mais difícil. Todas mereceram a indicação, pois simplesmente são péssimas atrizes. Praticamente um lixão da interpretação feminina, um empate técnico entre todas. Mas como temos que escolher a pior, então...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...
KRISTIN DAVIS, KIM CATTRALL,
SARAH JESSICA PARKER E CYNTHIA NIXON.

Pô, sacanagem! Quatro unidas contra quatro solistas não tem como, né? Uma prova viva que a união faz a força, até mesmo na falta de talento.

PIOR ATRIZ COADJUVANTE.




Vamos lá: Não vi Cher, mas com certeza é  uma das mais forte candidata, já que sempre foi péssima, sem nenhuma expressão facial . Não pude avaliar a interpretação da pequena Nicola Peltz por assistir a versão dublada de O Último Mestre do Ar. Jéssica Alba é esforçada, nunca foi lá uma grande atriz, e só piora por está totalmente perdida em Idas e Vindas do Amor e Entrando numa fria maior ainda com a família (não assistir os outros dois filmes que ela foi indicada). Barbra Streisand era a minha candidata absoluta, por sua descartável participação em Entrando numa fria maior ainda com a família, até que surge, a pior das piores. Portanto, indiscutivelmente...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...

LIZA MINNELLI. 

Tudo bem que a veterana atriz nunca foi lá uma grande atriz, mas em Sex and the city 2, ela se supera, com a proeza de não conseguir interpretar a si mesma, algo que muitos travestis no mundo inteiro fazem melhor do que ela própria. Como se não fosse o ápice do absurdo, ela ainda assassina um dos maiores sucessos da Beyonce, numa desafinada musical que faria corar de vergonha Sylvester Stallone cantando no tosco, e graças a Deus esquecido, Rhinesthone: Um Brilho na Noite. Podem ter derrubado o ditador do Egito, mas o Framboesa da múmia Liza Minnelli ninguém tira.

PIOR ATOR COADJUVANTE.
Outra categoria que me deu dor de cabeça na hora da escolha. Com exceção do Rob Schneider, que apesar de não ter visto Gente Grande, sempre achei  um bom comediante, os demais são ruins demais. Mesmo tendo assistido Missão Quase Impossível, não lembro da interpretação de Billy Ray Cyrus, muito menos de George Lopez, o que implica dizer que não foram lá grandes atuações. Dev Patel não pude avaliar por assistir a versão dublada, mas as expressões faciais não me agradaram, o que me fez deduzir ser justa a indicação.  Logo, por eliminação...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...

JACKSON RATHBONE

Convenhamos que toda a família de Edward, da série Crepúsculo, merecem um framboesa pelo conjunto da obra de sulas péssimas interpretações. Ser vampiro não significa não possui nenhuma expressão facial, mas eles provam o contrário. Rathbone é um excelente representante da família para, junto com Pattinson, receber o Framboesa.

PIOR USO DE 3D
Se estamos vivendo o ápice do 3D, ao mesmo tempo o seu péssimo uso. Convenhamos que mais um filme da série Jogos Mortais e uma apresentação de ballet, são total desperdiço do recurso. E o pior vem por aí, já que em algumas semanas estreia no formato Never say Never, o filme de Justin Bieber. Apesar do páreo duro nesta categoria, só assistir um desses "me engana em 3D, que meu bolso gosta!". Sendo assim...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...

FÚRIA DE TITÃS.

O filme não é totalmente ruim. Mas pelo fato de ser o único na lista a me fazer gastar tempo e mais de R$ 30,00 (ingresso, transporte, lanche), vai receber o meu framboesa.

PIOR CASAL EM CENA / PIOR ELENCO.
Apesar de ser outro páreo duro, o meu candidato consegue ser pior que todos os demais juntos. Sem muitas conversa...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...

Ninguém se salva neste péssimo filme. Todos foram contagiados, não somente pela moda, mas pela falta de talento das protagonistas e da Múmia Minelli. Os dois filmes, como também toda série televisiva devem ser banidos da universo. Totalmente lixo não reciclável.

PIOR ROTEIRO.
A briga acirrada desta categoria ficou entre o roteiro tudo explicadinho exaustivamente de O Último Mestre do Ar, e cada palavra, cada cena do grande vencedor, indiscutivelmente o pior roteiro de todos o indicados.

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...


O filme começa com uma das protagonistas resumindo como estas quatro tontas se conheceram, passando por casamento gay, crises conjugais e familiares, viagem a um país muçulmano, taras da mais fogosas destas velhas toscas e expulsão das quatro do tal país, de forma tosca e sem nexo. Enfim, uma comédia que não faz rir. Preciso comentar mais?

PIOR SEQUÊNCIA, REMAKE, PREQUEL OU DERIVADO.
Outra categoria que tem campeão disparado e isolado. Nem vou me dar o trabalho de comentar. Portanto...

O MEU FRAMBOESA VAI PARA...


O que dizer de um filme, baseado numa série televisiva que jamais deveria ter sido feita? Entendem, o porquê de Sex and the City 2 ser o campeão absoluto nesta categoria?

Missão cumprida. Agora é só torcer pelos meus palpites sejam premiados com o Framboesa.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

DUAS ADAPTAÇÕES FIÉIS (OU NÃO) AOS ORIGINAIS.

Filmes.
Duas adaptações fiéis (ou não) aos originais.

Como toda boa maratona que se preze, o melhor momento é a chegada. Por isso mesmo que escolhi para encerrar a minha louca maratona com os candidatos ao Framboesa, os dois únicos filmes de ação. Assim como na postagem anterior, ambos os filmes têm suas semelhanças, apesar destas aqui serem em menor número do que os dramalhões estrelados pelos astros teen modinha. 


Jonah Hex: Caçador de Recompensas e O Último Mestre do Ar, tem como principal semelhança, o fato de ambos serem adaptações, baseadas em quadrinhos e desenho animado. Acrescento o fato de particularmente eu não conhecer nem o Jonah Hex dos quadrinhos, muito menos o desenho original Avatar, o que irá me impossibilitar de avaliar a fidelidade destes filmes as obras que se baseiam. Tirando este pequeno impedimento, vamos aos meus comentários sobre os dois filmes.


Nos últimos anos pipocaram nas telonas as adaptações dos quadrinhos, em especial, de heróis, a ponto de ser considerado por muitos como um sub-gênero dos filmes de ação e aventura. Nesta enxurrada, que não tem prazo para terminar (só este ano teremos nas telonas Thor, Capitão América e Lanterna Verde. Em breve, teremos  Vingadores e os novos  Homem-Aranha, Wolverine, Batman e X-Men.). Jonah Hex: O Caçador de Recompensas é uma daquelas adaptações que ficam no meio do caminho. Não é um excelente filme como Batman: Cavaleiro das Trevas, mas também não é uma porcaria total, à exemplo do péssimo Electra.

Jonah Hex, um herói do segundo escalão da D.C Comics, a mesma editora de Superman, Batman, Laterna Verde, entre outros da Liga da Justiça, é um caubói que por ficar entre a vida e morte, acaba tendo contato tanto com o mundo dos vivos, como do mundo dos que já partiram desta para uma melhor. Na trama do filme, o herói atua como caçador de recompensas, mas é convocado pelo Governo Norte-Americano para capturar o perigoso terrorista Quentin Turnbull (o excelente John Malkovich, mas aqui mais perdido que cego em tiroteio no faroeste), que simplesmente é o seu arqui-inimigo, responsável pela sua tragédia pessoal.

O filme tem um ritmo frenético, com muita ação e com direito a tiradas engraçadas ditas e encenadas pelo herói. Mas o grande problema do filme é a sua curta duração (cerca de 75 minutos), o que acaba prejudicando o aprofundamento do roteiro e uma reação  do público que não consegue criar empatia pelo herói e a mocinha, e repulsa pelo vilão. Faltou um pouco mais de cuidado com o roteiro, que limitou-se apenas a ação, esqueçendo de criar uma história convicente, empolgante e divertida, elementos fundamentais que, junto com a ação frenética, são obrigatórios numa adaptação dos quadrinhos. Por este motivo merecia uma indicação ao framboesa por pior roteiro.


Falando do hilário troféu, o filme concorre em duas categorias. De fato a indicação de Fox como pior atriz é merecida, já que ela está totalmente perdida no filme, sendo apenas um mero objeto decorativo aos nossos olhos de marmanjos. Já a indicação de pior casal em cena, confeso que fica difícil de avaliar, já que Brolin e Fox aparecem em pouquíssimas cenas juntos, e quando aparecem, nem influem, nem contribuem. Isso ocorre, visivelmente, não por culpa dos atores, mas do roteiro mal elaborado.

Apesar destas falhas grosseiras, Jonah Hex cumpre direitinho o seu papel de divertir, sem compromisso. Para quem curte um filme de ação initerrupta, com pitadas de tiradas engraçadas, é um boa pedida.
Se Jonah Hex tem muita ação e nenhuma explicação, esta vem ao extremo em O Último Mestre do Ar, adaptação do desenho Avatar, que só não batizou o filme, graças a James Cameron que batizou antes com este nome, o seu mega-sucesso.  Mas as semelhanças ficam apenas no nome. Nem o 3D é idêntico, já que enquanto o sucesso de Cameron revolucionou o cinema, sendo todo filmado neste formato, esta adaptação do desenho animado, realizada espantosamente pelo diretor de O Sexto Sentido, é mais um dos filmes que são filmados no formato convencional e recebem um tosco tratamento na montagem final, apenas para faturar mais nos cinemas, ou seja, um forma desonesta de enganar o público.


A trama é simples, mas torna-se um pouco confusa graças ao roteiro exageradamente explicadinho demais. Trocando em miúdos, num mundo em guerra, dividido entre quatro nações (Terra, Fogo, Água e Ar), dois jovens irmãos da tribo da Água encontram congelado no gelo o protagonista Aang, que na verdade é um Avatar, figura única capaz de controlar os quatro elementos e pôr um fim na guerra. Sabendo disso, a galera da Nação do Fogo não dar sossego e fará de tudo para capturá-lo.


O filme tem excelentes efeitos especiais, belíssimas locações na Groenlândia e no Vietnã, logo, poderia muito bem ter sido lançado apenas no formato convencional. Foi uma tremenda pisada de bola tentar convertê-lo ao 3D, algo que, por exemplo, Christopher Nolan não fez e se deu bem, no excepcional e, merecidamente indicado ao Oscar, A Origem.


A ação é também outro ponto forte do filme, acima da média das adaptações, sendo um épico bem ao estilo da trilogia O Senhor dos Anéis, com toques na medida dos filmes de artes marciais orientais. As coreografias de lutas são excepcionais e os efeitos especiais utilizados nas cenas de batalha, agradam tanta as crianças, como aos adultos.


Tinha tudo para ser um excelente filme, se não fosse pelo roteiro arrastado, que perdeu muito tempo, explicando várias vezes a mesma coisa, o que tornou o filme, em vários momentos, um pouco enfadonho, chegando a cometer o grave erro de interromper o ritmo da ação, para alguma falação do mesmo assunto.

Mas sem dúvida a maior decepção foi não reconhecemos, em nenhum momento, a marca singular do excelente e criativo diretor M. Night Shyamalan, que mesmo escrevendo o roteiro, não mostrou a sua criatividade. Quem não é cinéfilo ou pelo menos curioso em saber quem dirige e escreve os filmes, jamais irá conseguir identificar que o cara que dirigiu e escreveu esta mega-produção, é o mesmo que dirigiu e escreveu filmaços de primeira como O Sexto Sentido e Corpo Fechado. Com certeza, ao assistimos O Último Mestre do Ar, fica a sensação que poderia ter sido escrito e dirigido por qualquer um, menos por Shyamalan. Se o planejamento dele era fazer um filme família arrasa-quarteirão, bem oposto ao seu estilo, começou com o pé esquerdo. Espero que nas continuações (o diretor pretende realizar uma série), Shyamalan possa ser ele mesmo e usar todo o seu talento.

O filme teve espantosas nove indicações ao Framboesa, que particularmente, foram injustas (não pude avaliar as interpretações, nem o 3D,  já que assisti em DVD, na versão dublada e com imagem de cinema.). Se toda premiação temos uma grande injustiça nas indicações, acredito que O Último Mestre do Ar, é o grande injustiçado do Framboesa. Não é um dos melhores filmes do ano, mas também não está entre os piores. Sem dúvida que deviam tê-lo substituído pelo verdadeiro pior filme do ano passado: Comer, Rezar, Amar, inexplicavelmente não indicado a nenhuma categoria do Framboesa.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


Enquanto que O Último Mestre do Ar, são as locações e os efeitos especiais...


... em Jonah Hex, o colírio para os olhos é Megan Fox.