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sexta-feira, 23 de maio de 2025

NEVER SAY NEVER AGAIN!

  = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Karatê Kid: Lendas (Karate Kid: Legends).
Produção estadunidense e canadense de 2025.

Direção: Jonathan Entwistle

Elenco: Jackie Chan, Ben Wang, Joshua Jackson, Sadie Stanley, Ming-na Wen, Wyatt Oleff, Aramis Knigh, Ralph Macchio, William Zabka, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 3 do complexo Cinesystem Maceió em 10 de maio de 2025.

Sinopse
: Sexto filme da franquia iniciada com Karatê Kid: A Hora da Verdade. Um ano após sofrer uma grande tragédia familiar, o jovem Li Fong (Wang) se muda com sua mãe (Wen) de Pequim para a Nova Iorque, deixando para trás a prática de kung fu e seu mestre, Han (Chan). Mas, a promessa de não mais lutar vai para o saco, quando ele tem que encarar um grande desafio na nova cidade. Sabendo disso, Han vai ao Estados Unidos para voltar a treiná-lo não apenas o kung fu, mas também caratê, pedindo arrego ao mestre desta arte marcial, Daniel LaRusso (Macchio).

Comentários: Em novembro de 2023, fomos pegos de surpresa com o anúncio que não apenas a franquia original Karatê Kid ganharia um novo filme com Ralph Macchio retornando como o icônico Daniel LaRusso, mas, que também o astro Jackie Chan reprisaria o papel do mestre Han, tornando cânone o filme de 2010 que até então era um remake. Um misto de empolgação e ao mesmo tempo de preocupação tomou conta deste blogueiro cinquentão, fã da franquia. E após finalmente conferi o filme, que chegou por aqui semanas antes que nos cinemas estadunidenses, fiquei aliviado.

O ditado "a pressa é inimiga da perfeição" se encaixa bem aqui, já que a principal deficiência do filme não esconde que o mesmo só existe para aproveitar o restinho de hype e interesse pela franquia provocados pela série Cobra Kai, que encerrou justamente nesse ano. Mesmo repetindo a mesma premissa dos filmes anteriores, a trama é interessante, mas, apressadinha, carecendo de um melhor desenvolvimento. Realmente é uma pena, já que o personagem central tem um arco dramático e traumático interessante, que se tivesse um pouquinho mais de cuidado dos roteiristas poderia render um ótimo filme. Cuidado que tiveram na cena de abertura, que resgata um sequência de um dos filmes oitentistas da franquia, para justificar e oficializar Han de Jackie Chan como parte do mesmo universo dos filmes originais de forma simples mas criativa.

O equilibro entre nostalgia e despertar interesse de uma nova geração aqui não é tão eficiente com em Cobra Kai. Quem for ao cinema na expectativa em ver os astros Ralph Macchio e Jackie Chan como protagonistas, irá se frustrar. Mas, se assim como eu, você relaxar e ir ao cinema tendo em mente que os veteranos são coadjuvantes de luxo do filme e que o novo protagonista é o carismático Ben Wang, com certeza irá se divertir e até se empolgar em alguns momentos.

Enfim, o tropeço com o roteiro apresado acabou afetando consideravelmente a qualidade, deixando no ar a sensação que uma duração um pouquinho maior ser o suficiente para entregar um filme infinitamente melhor. Mas, felizmente, sem estragar totalmente, já que Karatê Kid: Lendas é um bom e divertido filme, que consegue emocionar a nós os nostálgicos e até tirar algumas risadas (principalmente na cena no começo dos créditos finais, feita na medida certa para agradar fãs da franquia original e de Cobra Kai), e se esforça para cativar a galera da nova geração, algo que só saberemos se conseguiu êxito com os resultados nas bilheteiras. CotaçãoNota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

O ESTRAGO FINAL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Kraven, O Caçador (Kraven: The Hunter).
Produção estadunidense, islandesa, canadense e britânica de 2024.

Direção: J.C. Chandor.

Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Arian DeBose, Fred Hechinger, Alessandro Nivola, Christopher Abbott, Russell Crowe, Yuri Kolokolnikov, Levi Miller, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 6 do complexo Cinesystem Maceió em 13 de dezembro de 2024.

Sinopse
: Baseado em personagens das HQs da Marvel Comics. Anos após sofrer um ataque de um leão e ser salvo por uma raríssima porção que, junto com o sangue do animal, lhe deu habilidades extraordinárias, Sergei Kravinoff (Taylor-Johnson) roda o mundo caçando e mandando mafiosos para o colo do capiroto. Mas, sua jornada vingativa passa para o lado pessoal, quando a bandidagem inventa de mexer com sua família.

Comentários
: Em 1994, para não perder os direitos que tinha do Quarteto Fantástico, o saudoso produtor e diretor alemão Bernd Eichinger se juntou ao lendário e também saudoso Roger Corman, e realizaram com um orçamento pífio um tosco filme do grupo, que sequer foi lançado oficialmente, já que foi barrado pelo então chefão da Marvel Comics, Avi Arad. Curiosamente, o mesmo cara que hoje é o (ir) responsável pelo bagunçado Universo Homem-Aranha da Sony, ironicamente sem o herói, que chega ao fim com Kraven, O Caçador, filme, que até prometia, em especial, por trazer um boa dose de violência que lhe rendeu uma classificação indicativa melhor, mas, que infelizmente, acabou sendo o estrago final de um grande potencial.

De nada adiantou o claro esforço do carismático Aaron Taylor-Johnson, que entrega aqui uma boa atuação e impõe moral como o personagem. O filme acaba sendo sabotado pelo seu péssimo roteiro, que não apenas arrasta a trama com muitas sequências de blá, blá, blá, mas, também recheado até o talo de furos, facilitações, incoerências (do tipo dizer numa cena "Eu sou o maior rastreador do mundo", para logo na seguinte pedir arrego a uma advogada para encontrar alguém), tudo isso, com uma profundidade de um pires. Se durante boa parte do ano, galera geral meteu o pau em Madame Teia, somos surpreendidos com a Sony dobrando a aposta, caprichando em dose cavalar no desperdiço de potencial. 

O estrago final foi feito e o universo "cocôpartilhado" da Sony fecha sem deixar saudades, mesmo que a trilogia de filmes do simbionte tenha agradado boa parte do público. Deixando em mim a certeza que de fato, o pessoal da Sony, comandados por Arad, ligaram o modo "foda-se!" para o planejamento e a criação de um universo compartilhado de verdade, e vamos lançando qualquer coisa, para não perdemos os direitos dos personagens do Teioso e sua galeria de personagens. Já foi tarde! CotaçãoNota: 4,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

O DEBUTE DO FILHO DO DRAGÃO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Kung Fu: O Filme (Kung Fu: The Movie).
Produção estadunidense de 1986.

Direção: Richard Lang.

Elenco: David Carradine, Kerrie Keane, Mako, William Lucking, Luke Askew, Keye Luke, Benson Fong, Brandon Lee, Martin Landau, entre outros.

Blogueiro assistiu on-line (site OK.RU) em 1º de dezembro de 2024.

Sinopse
: Primeiro longa após o término da série setentista Kung Fu. O solitário monge Shaolin Kwai Chang Caine (Carradine) é convocado para investigar o assassinato de um homem (Paul Rudd), que combatia o vício de ópio num bairro chinês. O que Caine não esperava era que um misterioso homem (Mako) ligado ao seu passado chegaria á cidade querendo vingança contra ele, inclusive utilizando um habilidoso jovem (Lee), que na verdade é seu filho, que ele sequer sabia que existia.

Comentários
: Sinceramente, não consigo ter suspeição da descrença o suficiente para acreditar que o saudoso David Carradine é um monge Shaolin chinês na clássica série Kung Fu que, reza a lenda, foi idealizada pelo saudoso Bruce Lee, que deveria protagonizar, mas, que devido ao preconceito dos produtores, simplesmente foi descartado. Com uma premissa interessante de mesclar faroeste com artes marciais, o fato é que a série fez sucesso e teve três temporadas, e Carradine retornou ao personagem onze anos depois neste longa, que curiosamente, marca a estreia do também saudoso Brandon Lee. justamente o filho do Dragão Chinês.

Ainda não assisti a série original mas apenas alguns episódios da noventista Kung Fu: A Lenda Continua., logo não posso falar sobre ela. Já sobre este telefilme que, finalmente eu assisti, posso afirmar que de fato é muito ruim. Tirando-se a interessante premissa e a pequena participação de Lee, nada se aproveita aqui. Do roteiro fraco que estraga uma trama que até tinha potencial, às péssimas sequências de luta muito mal executadas, nada se aproveita aqui. Tosco do começo ao fim, vale apenas pelo marco histórico de ser o debute do autêntico herdeiro do dragão, e nada mais que isso. CotaçãoNota: 2,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.