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sábado, 31 de outubro de 2020

TOP 5: OS PERSONAGENS MAIS INESQUECÍVEIS DE SEAN CONNERY.

Hoje, a sétima arte perde um dos seus maiores ícones. Faleceu, aos noventa anos, o ator escocês Sean Connery. Com uma extensa carreira de mais de sessenta ano, Connery nos legou papéis memoráveis com grandes atuações, que o imortalizaram com personagens inesquecíveis, e outros nem tanto, mas, que só sua presença num filme, já o engrandecia. Como cinéfilo, não poderia deixar de prestar homenagem a este icônico astro, e a faço nesta humilde postagem onde listarei alguns dos seus personagens memoráveis. Por está elaborando um pouquinho do momento que soube notícia, a presente lista não é dos seus melhores personagens, muito menos seus melhores trabalhos, algo que pretendo um dia fazer com mais calma e discernimento. Enfim, mais rápido que a frase icônica de James Bond e do pensamento de Henry Jones para derrubar um avião nazista, vamos a nossa lista.

5. William de Bakesville em O Nome da Rosa.

E começo nossa lista com aquela que, na minha humilde opinião, é uma de suas melhores atuações de Sir Sean Connery. Na adaptação da obra de Umberto Eco, Connery brilha por completo, dando um show à parte como o frade franciscano para investigar uma série de crimes num mosteiro. Absurdamente ignorada pelo Oscar e Globo de Ouro, sua excelente atuação lhe rendeu o BAFTA e o German Film Awards de Melhor Ator.

4. Capitão Marko Ramius em A Caçada ao Outubro Vermelho.

Criado pelo escritor Tom Clancy, Jack Ryan hoje já é um personagem conhecido pelo grande público não leitor. Mas, curiosamente, seu debute fora dos livros foi ofuscado pelo capitão de um submarino russo que junto com sua tripulação resolve desertar. Tudo bem que o marketing e o próprio filme deram um grande destaque ao personagem. Mas, mesmo que isso não ocorresse, o resultado seria o mesmo, já que o carisma e a excelente atuação de Connery prevalecem como o grande destaque deste tenso fodástico filme.

3. Jim Malone em Os Intocáveis.

O personagem que será sempre lembrado por ter rendido a Connery seu único Oscar. Particularmente, não acho que seja sua melhor e mais memorável atuação. Mas, não podemos dizer que tenha sido uma premiação injusta, já que Connery brilha (não tanto como seu colega, Robert De Niro) como o veterano policial que tem um papel fundamental na equipe de incorruptíveis montada por Eliot Ness para pegar Al Capone.

2. Dr. Henry Jones em Indiana Jones e a Última Cruzada.

Conseguir a proeza de brilhar igualmente com Harrison Ford no seu icônico personagem Indiana Jones só mesmo sendo um ator do altíssimo nível de Sean Connery. O ator chega ao ápice do seu carisma e revela seu talento para humor como o figuraça pai do arqueólogo. A dupla arrasa individualmente, e principalmente, com uma química perfeitíssima entre eles. Connery lega a icônica franquia dirigida pela mestre Steven Spielberg um personagem tão carismático e inesquecível quanto o seu protagonista.

1. James Bond na franquia 007.

Nosso primeiríssimo lugar não poderia ser mais óbvio. Afinal, o já saudoso ator entrou para a história da sétima arte como o primeiro e, até agora, mais marcante intérprete do agente secreto de Sua Majestade. Logo no primeiro filme, Connery, que curiosamente não era a primeira escolha para viver o agente, mostrou logo de cara que nasceu para o personagem, emprestando a ele um charme e carisma únicos. Foram seis filmes oficiais e um último retorno vexatório que nem vale a pena comentar, que fizeram de Connery o Bond perfeito, considerado por muitos, o melhor interprete do personagem. Impossível falar em James Bond, sem vim em mente alguma cena de Connery como o personagem. 

MENÇÕES HONROSAS:

Ramirez em Highlander: O Guerreiro Imortal.

Se você curte filmes dos anos 1980 deve está indignado por eu não ter citado o personagem de Connery em Highlander. Admito que tenho um antipatia pelo filme e por toda franquia (preciso até rever para quem sabe mudar meu conceito), mas, tenho que reconhecer a importância do personagem na carreira do ator escocês. Mesmo não sendo sua melhor atuação, Connery impõe respeito e moral de tal maneira, que acabou voltando na primeira continuação da franquia, mesmo depois do seu personagem ter perdido a cabeça. Literalmente.

John Patrick Mason em A Rocha.

Quem diria que Sir Sean Connery estrelaria um filme dirigido pelo mestre da pirotecnia e malhadísismo por muitos Michael Bay, e ao lado de Nicolas Cage (chupa detratores dele e do diretor! Rsss..). Claramente Connery está se divertindo vivendo o único prisioneiro que escapou de Alcatraz, que une forças com um agente, vivido por Cage, para salvar reféns capturado por um srutado general, vivido por Ed Harris. O carisma de Connery e sua química perfeita com Cage é um espetáculo à parte, nesse filmaço de ação noventista.

Allan Quatermain em A Liga Extraordinária.

Em tempos em que vivemos a febre das adaptações das HQs, por ironia do destino, o último filme do icônico Connery foi essa malhadíssima adaptação de uma graphic novel. E não pela atuação de Connery, que manda muito bem, também claramente se divertindo, como o icônico aventureiro da literatura Allan Quatermain. Tanto que entre tanta reclamações sobre o filme não lembro de nenhuma para o veterano ator, que  empresta seu charme e carisma de tal forma, que imortalizou como uma das versóes mais memoráveis de Quatermain.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano, agradecido a Sean Connery por sua carreira memorável.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

TOP 10: MELHORES MOMENTOS DE ROGER MOORE COMO BOND.

Na última terça perdemos o grande ator Roger Moore, que ficou imortalizado na sétima arte como um dos atores que deu vida ao espião britânico com licença para matar mais conhecido do mundo por doze anos em sete produções, números até hoje imbatíveis. É bem verdade que Moore assumiu o personagem tardiamente (curiosamente, ele era o favorito do criador do personagem, o saudoso escritor Ian Fleming, para viver o personagem, mas, teve que recusar devido a compromissos com o seriado O Santo, cabendo ao cultuadísismo Sean Connery a honra de ser o primeiro Bond), protagonizando na fase mais fraca da franquia, onde os filmes não se levavam tão a sério, num clima fanfarrão, beirando a paródia, inclusive, resultando alguns dos piores filmes da franquia. Mas, Moore conseguiu se superar, emprestando charme, carisma e senso de humor ao personagem, e na minha humilde opinião, até hoje, é o melhor Bond de todos. Nesta postagem relembraremos momentos marcantes de Moore como Bond no decorrer de seis dos sete filmes que viveu o personagem. Apenas 007 Contra Octopussy ficou de fora por não trazer nenhum momento inesquecível positivo (Bond bancando o Tarzan ou vestido de palhaço está mais para os piores momentos da franquia do que melhores. Ninguém merece!). Enfim, uma pequena e singela homenagem para Sir Roger Moore, que só temos a agradecer por nos presentear com seu talento e nos divertir bastante. Que Deus te acolha em Seu Reino. Enfim, vamos a nossa lista!

10. Duelo Bond X Scaramanga  em 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro.


Começamos nossa lista com um duelo histórico. No segundo filme de Moore como Bond, o agente secreto mais conhecido das telonas enfrenta o milionário excêntrico Francisco Scaramanga, vivido pelo saudoso Christopher Lee, que passa seu tempo fazendo joguinho de mata-mata. No clímax do filme, o assassino finalmente vai encarar oponente que tanto admira. numa sequência eletrizante que envolve e prende nossa atenção. Curiosamente, na dublagem tupiniquim, além do duelo entre Moore e Lee, temos também o duelo Superman/Stallone X Chuck Norris, já que Bond e Scaramanga são dublados pelos saudosos André Filho e Darcy Pedrosa, respectivamente, mesmos dubladores dos citados personagens.

9. Porradaria no topo da Golden Gate em 007 - Na Mira dos Assassinos


O último filme de Moore como o personagem é malhado pela maioria dos fãs, mas, particularmente, gosto muito e tenho como o segundo melhor filme de Moore como o personagem e o terceiro da franquia. É bem verdade que temos um 007 versão geriátrica, cansadão e com o dublê descaradamente aparecendo nas sequências de ação. Mas, o filme encerra bem a Era Roger Moore na franquia. No clímax do filme, que também marca o debute do brucutu Dolph Lundgren nas telonas numa ponta minúscula, Bond sai pendurado num dirigível perseguindo o vilão, vivido pelo brigadeiro de festa Christopher Walker, até chegar na famosa Golden Gate, em São Francisco, onde rola o confronto e, de quebra, ainda tem que se equilibrar e tentar salvar a mocinha, vivida pela sumidona Tanya Roberts. Apesar de claramente vemos o dublê e do tosco e ultrapassado até para a época efeito visual onde os atores ficam em frente a uma tela onde rola a projeção, a sequência é empolgante, e com todo mérito marca presença em nossa lista.

8. Bond andando sobre crocodilos em Com 007 Viva e Deixe Morrer.


Sequência curtinha, porém, marcante, principalmente, por ter sido exibida exaustivamente em reportagens e chamadas do filme que marca o debute de Moore. Encurralado pelo capanga do vilão num pedacinho de terra, cercado por crocodilos, Bond seria o prato do dia dos esfomeados repteis. Para sair dessa, a solução foi fazer dos bichanos de ponte para sair da roubada mortal com uma corridinha básica. Solução simples, curta e grossa, porra-louca e de falta de amor às próprias pernas que não poderia ficar de fora da nossa lista.

7. Carro submarino em 007 - O Espião Que Me Amava.


A galera da franquia Velozes & Furiosos fazem as maiores porra-louquices com seus carros. Mas, ainda não fizeram o que o nosso bom e velho Bond fez no terceiro e melhor filme de Moore na franquia. Antes mesmo de Toretto e companhia sonhar existir, nosso agente fodão está sofrendo uma frenética e fodástica perseguição em alta velocidade pelos capangas do vilão, e a Lótus do agente cair no mar. Para surpresa da bandidagem, em especial de uma gostosona num helicóptero que parte desta para uma melhor, o carro  foi modificado pelo fodão Q, ganhando simplesmente, a utilidade de poder se transformar num pequeno submarino, num feito ainda inédito para a família Toretto. Chupa!

6. Perseguição em Paris em 007 - Na Mira dos Assassinos.


Paris, cidade luz, lugar dos românticos e também cenário de uma eletrizante perseguição do agente secreto mais fodão da sétima arte. Após a capanga e peguete do vilão (vivida pela cantora sumidona Grace Jones, a bond girl mais exótica e esquisita da franquia) matar um informante, Bond sai atrás dela numa perseguição que se inicia na Torre Eiffel, prossegue pelas principais ruas da capital francesa, e termina com Bond caindo num bolo de casamento. Sequência frenética que o Bond geriátrico tirou de letra.



Durante toda franquia, Bond já encarou muitos adversários fodões, indestrutíveis, boa parte com o dobro do seu tamanho e força. Mas, quem diria que um anãozinho filho da puta iria dar tanto trabalho. Por mais bizarro que seja, principalmente, nessa época que os filmes da franquia tem um tom mais sério e traz um Bond brucutu, a sequência final desse filme é tão marcante que consegue até superar o clímax, onde rola o duelo entre Bond e o vilão do filme. O resultado é uma das sequências mais hilárias e divertidas da franquia. 

4. Acerto de contas entre Bond e Blofeld em 007 Somente Para os Seus Olhos.


Na fase de Moore como Bond, a organização SPECTRE foi totalmente ignorada, dando lugar a vilões egocêntricos agindo por conta própria, geralmente milionários megalomaníacos. Mas, após dez anos sumidão, o cabeça da organização criminosa. o pouca-telha malucão Ernst Stavro Blofeld, mesmo todo fodidão - e vivido por algum figurante ilustre desconhecido que sequer é creditado - inventa de aparecer na sequência inicial do quinto filme de Moore como Bond, querendo mandá-lo para a terra do pé-junto. Acabou se fodendo, partindo desta para uma melhor, e sumindo de vez da franquia, só reaparecendo recentemente em 007 Contra Spectre, numa versão com cabelos, ainda no comecinho da carreira vilanesca.

3. Bond no Brasil em 007 Contra o Foguete da Morte.


Filme que só existe porque os produtores cresceram os olhos no sucesso do primeiro Star Wars. O quarto filme de Moore como Bond é um dos mais malhados da franquia, e só não caiu totalmente no esquecimento, ao menos para nós brasileiros, por ser, até agora, o único que o espião deu um pulinho por aqui. Bond passa bem no meio do carnaval do Rio de Janeiro, quando as escolas de samba ainda não tinham o sambódromo para desfilarem, sofre apuros no Pão de Açúcar, e termina a excursão em Foz do Iguaçu. Impossível não falar de Moore como Bond sem vim a memória o espião passando por aqui. Por esse motivo fica com o nosso bronze.

2. Perseguição nos Alpes austríacos em 007 - O Espião Que Me Amava


O topo da nossa lista não poderia ser outro, afinal, O Espião Que Me Amava não somente é o melhor filme do já saudoso ator como Bond, mas, também um dos melhores da franquia, só sendo superado recentemente por 007 - Operação Skyfall. A sequência de abertura onde Bond tenta se safar de agentes inimigos numa eletrizante e fodástica perseguição nos Alpes austríacos (na verdade, a sequência foi filmada no Canadá) é de tirar o fôlego e figura entre as melhores sequências de abertura de toda franquia. De tão fodástica a gente até perdoa o tosco e já na época superado efeito de Moore ficar em frente de uma tela, já que o trabalho da equipe de dublês se sobressai. Merecidamente fica com a nossa prata.



Indiscutivelmente, a franquia 007 tem alguns dos vilões mais memoráveis e fodásticos da sétima arte. E com certeza, Jaws está entre os melhores e mais inesquecíveis da franquia. Vivido pelo saudoso  e impagável Richard Kiel, o assassino grandalhão quase imortal, que tem praticamente uma força de um semideus grego e ostenta uma letal dentadura de aço, fez seu debute no fodástico O Espião Que Me Amava em grande estilo com pequenos embates que fizeram Bond suar. O vilão voltaria no filme seguinte sem o mesmo destaque (no clímax, fazem o estrago de transformá-lo em mocinho), mas, com dois momentos memoráveis que rolam no nosso Rio de Janeiro: um comecinho de embate interrompido por grupo de animados foliões tupiniquins e, principalmente, o embate em cima de um bondinho no Pão de Açúcar. O melhor Bond saindo na porrada com um dos vilões mais memoráveis da franquia não poderia resultar outra coisa que não fosse o topo mais alto da nossa lista com ligeira folga.

BÔNUS: Feito sedutor inédito em Com 007 Viva e Deixe Morrer.


Que Bond é o personagem mais pegador da história da sétima arte isso não é novidade. O agente secreto é um pica-doce com a mulherada e passa o rodo geral nas gostosonas estupidamente lindas que cruzam seu caminho. Mas, foi vivido pelo saudoso Sir Roger Moore que Bond realizou uma inédita façanha, ainda não repetida na franquia: tirar a virgindade de uma de suas incontáveis conquistas. A felizarda foi a vidente Solitaire, vivida pela lindona e atualmente sumidona Jane Seymour (que anos depois faria o clássico meloso da Sessão da Tarde Em Algum Lugar do Passado e o seriado televisivo Dra. Quinn - A Mulher Que Cura), que foi enganada descaradamente por Bond, que deu uma mexidinha nas cartas. Além do chifre, Bond acabou embaçando os planos do vilão, já que a descabaçada era uma vidente que sabia do futuro nos mínimos detalhes pelas cartas, e seu dom foi para as picas, quando ela deixou de ser donzela. Bond é o fodão dos fodões com as mulheres e essa tirada de cabaço faz de Moore o fodão dos fodões dos Bond.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 4 de março de 2017

TOP 10: BILL PAXTON.

No último domingo, 26 de fevereiro perdemos Bill Paxton, um excelente ator com inegáveis serviços prestados a sétima arte. Presença frequente em clássicos oitentistas e noventistas, geralmente como coadjuvante que roubava a cena, destaque para a parceria com o mestre James Cameron, Paxton estava recentemente com o desafio de viver o policial veterano corrupto no seriado baseado no filme Dia de Treinamento. Além de nos deixar muito cedo, o já saudoso ator partiu justamente num domingo de Carnaval e de uma cerimônia do Oscar que trouxe o maior mico da história. Mas, nós jamais esqueceremos do astro, e nesta postagem listaremos as participações mais memoráveis do astro. Vale esclarecer: as mais memoráveis segundo este blogueiro, portanto, não se assuste se não encontrar aqui algumas participações mais destacadas de Paxton, como por exemplo, nos filmes O Segredo do Abismo (juro que não lembro porra nenhuma desse clássico oitentista do mestre Cameron, que preciso rever urgentemente), Limite Vertical e No Limite do Amanhã, na série Amor Imenso e na minissérie Hafields & McCoys, pela qual foi indicado ao Emmy, entre tanto outros trabalhos memoráveis. Enfim, simples mas sincera homenagem ao um ator que eu tanto admiro. Vamos ao nosso Top 10 com o melhor de Paxton.



Já inicio a lista polemizando com uma pequena participação nesse clássico oitentista ao invés de um filme em que Paxton teve muito mais destaque. Acredito que poucos lembram que o amigo barman do mocinho fodão, interpretado pelo canastrão Michael Paré, que acaba perdendo um dente quando inventa de tentar salvar a mocinha no começo do filme, é vivido pelo já saudoso Paxton, que apesar de ter um personagem avulso, que nem fede, nem cheira na trama, abre a nossa lista. graças a minha memória afetiva.



Na continuação do clássico fodástico oitentista estrelado por Arnold Schwarzenegger, estrelada por Danny Glover a frente de um elenco estrelar do segundo escalão hollywoodiano, Paxton marca presença e até rouba a cena como um policial metido à engraçadinho, que engravida sua parceira, vivida pela atualmente sumidona Maria Conchita Alonso. A participação é pequena, seu personagem não é dos melhores, mas, marca presença na nossa lista mais uma vez graças a minha memória afetiva.



Ao contrário das participações anteriores, está é bem fresquinha na memória até mesmo da galera da nova geração que não conhece a trajetória do ator, já que é muito recente. Na fodástica série televisiva da Marvel, Paxton viveu o porra-louca vilão cruel John Garrett, o mentor que transformou Grant Ward num puta cara perverso, traíra, tremendo filho da puta que amamos odiar. Sem perder o costume, Paxton rouba a cena, numa de suas melhores atuações. 



Outra pequena participação que muita gente não lembra. Na clássica comédia teen oitentista do saudoso mestre John Hughes, Paxton é o tosco irmão mais velho maa de um dos garotos protagonistas que criam uma gostosa no computador, que vive tocando o bullying no irmãozinho, até que encara a tal gostosona e lhe dá uma grotesca lição. Num elenco que tem também Robert Downey Jr. como um dos papéis secundários, Paxton rouba a cena e tem até mais destaque que o então futuro Tony Stark.

6. Apollo 13 - Do Desastre ao Triunfo.


Provavelmente, um dos papeis de maior destaque de sua carreira. Paxton marcou presença nesse blockbuster baseado em fatos, dirigido pelo mestre Ron Howard,  vivendo o astronauta Fred Waise, que junto com seus companheiros vividos por Tom Hanks e Kevin Bacon, passam por um tenso momento, quando um dos tanques da nave explode, e precisam correr contra o tempo para voltarem a Terra antes que o oxigênio acabe. O ator não fez feio e se destacou tanto quanto os colegas de protagonismo e os coadjuvantes de luxo Ed Harris e Gary Snise. 



Você deve está se perguntando porque uma pequenina participação vem a frente de um filme cujo Paxton era um dos protagonistas de um elenco estrelar. Mas, impossível falar do ator, sem vir logo em mente sua primeira parceria com o mestre James Cameron, com um dos punks que encarar o mítico T-800 peladão e levam tromba no clássico oitentista. Dos três caras (um deles era o sumidão Brian Thompson, ator classe Z, que tem como papel memorável o vilão de Stallone Cobra e um outro ilustre desconhecido), Paxton rouba a cena não somente pelo visual mais tosco, mas, também, por ser o único dos três cuja a carreira vingou. 

4. Twister. 


Apesar de Paxton ter estrelado outros filmes, digamos, bem mais respeitados, impossível não lembrá-lo como um dos protagonistas deste blockbuster noventista, que já é um clássico da Sessão da Tarde. Ao lado da oscarizada e atualmente sumidona Helen Hunt, Paxton é um cientista caçador de tornados, que une força com a concorrente, para registrar alguns desses fenômenos naturais e, obviamente, correr contra o tempo para se safar. Outro clássico da Sessão da Tarde, o esquecível e sumidão O Poderoso Joe, também é estrelado pelo saudoso ator.



A partir daqui, só rola a parceria Paxton e Cameron, na nossa lista. Não só de Leonardo DiCaprio, Kate Wislet e a melosa e brega música-tema chiclete cantada por Céline Dion vive esse já clássico ganhador do Oscar. Mesmo não sendo o protagonista, Paxton tem uma participação marcante como o explorador que encontra os destroços do Titanic no fundo do mar, e arranca de uma sobrevivente do naufrágio, vivida pela saudosa Gloria Stuart, o depoimento de uma comovente história de amor que só não vingou devido a histórica tragédia ter atrapalhada.



Ok! O filme é de Sigourney Weaver e a mítica Tenente Ripley a frente de um exército para encarar a icônicas criaturas espaciais, e uma garotinha que eles encontram e precisam proteger. Mas, Paxton não faz feio e mesmo sendo um mero coadjuvante, rouba a cena como um figuraça soldado porra-louca, ofuscando até mesmo o galã do filme, vivido simplesmente por Michael Biehn, o Kyle Reese do primeiro O Exterminador do Futuro. Mais uma vez, Paxton prova que não é a toa faz parte do seleto e hoje cada vez mais raro time de coadjuvantes que roubam a cena e brilham.



Encerramos e encabeçando a nossa lista, temos mais um filme onde Paxton não é o protagonista. Nesse caso, o filme é estrelado por Arnold Schwarzenegger, que faz o par romântico com Jamie Lee Curtis, e banca o James Bond. Porém, nos poucos momentos em que aparece, Paxton rouba a cena como o figuraça picareta metido à gostosão, que mente para as mulheres dizendo que é um fodão agente secreto. E quando o cara inventa de fazer isso com a mulher do brucutu, e ele puto, resolve dá uma liçãozinha no figuraça falastrão, a porra fica séria por lado dele. Sinceramente, de tanto trabalhos memoráveis do ator, é esse personagem hilário e divertidíssimo o meu favorito, e tão logo fiquei sabendo a triste notícia do seu falecimento, veio logo em mente sua hilária participação aqui. Por isso que, na minha humilde opinião, fica com o primeiro lugar da nossa lista.

BÔNUS: Comando Para Matar


Que o saudoso Bill Paxton é um coadjuvante que rouba a cena isso ninguém duvida. E a presente lista é uma prova inequívoca disso. Mas, ao pesquisar imagens para essa lista, fiquei surpreso em descobrir que existe uma pequena participação dele, que passou despercebida. Um ano apenas após ser o punk que leva tromba do peladão T-800, o ator participou de outro filme estrelado por Arnoldão, o clássico oitentista do gênero de ação onde o brucutu vive um pai peidado, exército de uma homem só, que bota pra foder em cima dos bandidos que sequestram sua filhinha, deixando um exército de corpos para o exército estadunidense limpar a carnificina que ele promoveu. Realmente, não lembrava que Paxton tinha dado as caras numa pequena participação, como um controlador de voo do exército estadunidense, Uma raríssima exceção de uma participação coadjuvante dele que passou batida. Ao contrário de sua carreira, que deixou sua marca na história da sétima arte e tanto nos alegrou. Já sentimos sua falta, Bill Paxton! Que Deus te acolha em Seu Reino!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano enlutado.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

TOP 10: MOMENTOS INESQUECÍVEIS DO CHAVES.

Há oito dias recebemos a triste notícia que há anos, em especial nos últimos meses, era foco de boatos: a morte do genial Roberto Gómez Bolaños (21/02/1929 -28/11/2014). Ator, escritor, comediante, dramaturgo, compositor, diretor e produtor, Chespirito (pequeno Shakespeare) como era conhecido deixa-nos um legado que apenas os grandes gênios da humanidade poderia nos presentear. Afinal, mais do que divertir crianças de várias gerações, principalmente como o figuraça super-herói atrapalhado latino-americano Chapolin e como o garoto órfão abandonado Chaves, Chespirito fazia uma inteligentíssima crítica social a situação precária dos mais humildes, não somente do seu país, mas, de toda América Latina e ainda homenagens inesquecíveis a grandes ícones mundiais como Chaplin, O Gordo e o Magro, o próprio Shakespeare, entre tanto outros. Particularmente, sou apaixonadíssimo pela obra de Chespirito, desde dos primeiros episódios que assistir de Chaves e Chapolin, com muita estática, quando o vizinho ligava a parabólica e sintonizava no SBT. 

Por ter feito minha vida mais feliz (não somente a infância já que até hoje caio nas gargalhadas com as mesmas piadas de episódios reprisados infinitas vezes), em forma de agradecimento, presto essa pequena e simples homenagem ao gênio, fazendo um Top 10. Diga-se de passagem um dos mais fáceis e agradáveis que eu fiz, pois, automaticamente vieram em minha memória esses momentos inesquecíveis, e ainda ri sozinho lembrando destes. Único trabalho que tive foi pesquisar alguns dados técnicos e curiosos sobre os episódios, afinal, ainda não sou um chavesmaníaco top. Enfim, antes que Seu Barriga apareça para cobrar o aluguel, vamos a nossa lista.


10. Encontro histórico.

Começamos nossa lista abrindo uma exceção, incluindo um episódio de Chapolin. Em Ser pequeno tem suas vantagens (Chapolin visita a vila), o órfão Chaves, cansado de ver Seu Madruga levando uma surra de Dona Florinda, invoca o atrapalhado super-herói para tentar resolver. O efeito especial é para lá de tosco, mas o episódio por si só é inesquecível. Não contava com a astúcia de Chespirito!


9. "Teria melhor ter ido ver o filme do Pelé!". 

Um dos clássico dos clássicos de Chaves, daqueles que até os não fanáticos se lembram. No episódio Vamos ao cinema, a turma da Vila vai ao cinema e Chaves se revela um espectador pentelhaço ao reclamar o tempo todo, com a frase clássica inesquecível "Teria sido melhor ter ido ver o filme do Pelé!". Resultado: a sessão de cinema mais tumultuada e engraçada de todos os tempos. Curiosamente, no original, o filme citado é o mexicano El Chanfle, estrelado por Chespirito e com todo o elenco do seriado e o Raúl Padilla (17/06/1918 - 03/02/1994), que alguns meses depois entrou no seriado como o preguiçoso carteiro Jaiminho. 


8. O amor está no ar.

A vila onde a turma do Chaves reside não é lá um exemplo de lugar pacífico, sem confusões. Imagina quando chega vizinha nova bonitona, com uma sobrinha idem, arrasando corações e provocando ciumeira na parte feminina. No episódio As Novas Vizinhas, Seu Madruga se apaixona por Glória, enquanto que Chaves e Quico arriam os quatro pneus e o estrepe pela lindíssima Paty, sobrinha da moça. Os corações toscos que aparecem no apaixonado Chaves é o ponto alto e inesquecível deste episódio.


7. Hector Bonilla. 

Atores de novela mexicana têm a fama de serem canastrões. Se isso for verdade, Hector Bonilla é o maior deles. Pelos menos é o que demonstrou no inesquecível episódio Um Astro Cai na Vila.  As caras e bocas do ator, que interpreta (?) a si mesmo e quando fala os bordões do Chavinho são os pontos altos deste hilário episódio. Se os homens da vila tiveram seu momento com Glória e Paty, as mulheres também tiveram seu momento de fogo com a chegada acidental do galã canastrão na vila. 


6. Seu Madruga, filósofo e conselheiro amoroso. 

Indiscutivelmente, Seu Madruga é o melhor personagem criado por Bolaños, que admitiu em uma de suas últimas entrevistas ao apresentador Ratinho, que é o seu favorito. Além do fato de ter sido criado pelo genial Chespirito, Seu Madruga era interpretado pelo saudoso genial Ramón Valdés (02/09/1923 - 09/08/1988), simplesmente um dos melhores humoristas da América Latina. Seu inesquecível personagem ícone tinha tudo para ser brasileiro, afinal de contas, é um pai solteiro, que se vira nos trinta para cuidar de sua filha, pulando de galho em galho sem nenhum vínculo empregatício (sapateiro, boxeador, homem do saco, pintor, eletricista, vendedor de churros, foi só alguns dos bicos que ele fez), e ainda dar um calote de eternos quatorze meses de aluguel no dono da vila, Seu Barriga. Mas, o personagem também mostrou outro lado, o de grande pensador da humanidade. 

No episódio Seu Madruga Sapateiro, ao aconselhar Chaves, solta o clássico pensamento: "A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena." Nem Sócrates foi tão profundo como o mais brasileiro dos mexicanos. Mas, tem mais. Além de ser um grande pensador, o cara é também um conselheiro amoroso, décadas antes de Will Smith e seu Hitch. No episódio O Professor Apaixonado, ele é procurado pelo Professor Girafales para pedir conselhos amorosos. A cara de Seu Madruga ao achar que o professor iria se declarar para ele e as do Chaves e o Quico acham que está rolando um romance entre Seu Madruga e o mestre linguiça..., digo Professor Girafales (Foi sem querer querendo) são hilárias. Em outro episódio, A briga dos pombinhos, Seu Madruga mais uma vez é procurado pelo egocêntrico professor, que lhe pede ajuda para reconquistar Dona Florinda. Hitch perto de Seu Madruga não sabe porra nenhuma na arte da conquista.


5. Chaves no banco dos réus. 

Filmes e seriados de tribunais fazem grande sucesso entre o público. Chespirito não perdeu tempo e tratou logo de fazer uma inteligentíssima paródia, no episódio Era Uma Vez, Um Gato..., colocando Chaves para ser julgado por assassinar o gato do julgamento, presidido pelo figuraça egocêntrico Professor Girafales e tendo o Seu Madruga como advogado de defesa. O micro-depoimento do acusado que acaba inocentando-o, é inesquecível, hilário, provocando gargalhadas mesmo sendo reprisado inúmeras vezes.


4. "Se você é jovem ainda!" e  Chaves: o poeta.

Temos mais um empate entre dois momentos inesquecíveis do seriado Chaves. No episódio Uma Aula de Canto, a garotada tem seu momento Glee (infinitamente superior a esse lixo estadunidense) e solta a voz. Destaque para a inesquecível canção filosófica "Se você é jovem ainda!",  que conta com a micro-participação de outro personagem memorável interpretado por Bolaños, o figuraça Dr. Chapatin. A dancinha coreografada dos garotos com Seu Madruga é o ponto alto do número musical. Um momento tão memorável que até perdoamos as leves fugidas de ritmo e falta de rimas da dublagem brasileira.

E como não lembrar o clássico e inesquecível episódio A Grande Festa, onde Seu Madruga organiza o Festival da Boa Vizinhança da vila? Uma galera tão desunida, lógico que só podia dar muita confusão. O ponto alto é quando Chaves sobe ao palco e declama o clássico e profundo poema O Cão Arrependido. Momento hilário e inesquecível que até mixagem ganhou na web. 


3. Mestre Madruga. 

No seriado, Seu Madruga foi de tudo um pouco, o que o torna o mais brasileiro dos mexicanos. O ponto alto do mil e uma utilidades da vila foi no inesquecível episódio O Primeiro Dia de Aula, onde após corajosamente fazer um comentário negativo sobre o Quico justamente para a antipática e metida a durona Dona Florinda, Seu Madruga se refugia na escola. De aluno, Seu Madruga passa a professor, com um didática que nem o mais genial dos pedagogos poderia imaginar. Bronze merecedíssimo no nosso Top 10.


2. "Seu Madruga, vão matar o senhor". 

Uma sucessão de perguntas sobre se está se sentindo bem é para deixar qualquer um de nós desconcentrado. Imagina quando seu maior desafeto, no caso do figuraça Seu Madruga, a velha coroca Dona Florinda, faz essa pergunta. O resultado é uma deprê hilária, que faz o cara esquecer a data do seu próprio aniversário. Esse é o enredo do engraçadíssimo episódio A Morte do Seu Madruga, um dos melhores do seriado, que tem como ponto alto, a clássica cena onde Seu Madruga se olha no espelho e ver uma caveira. Particularmente, além do inegável brilho do saudoso mestre Rámon Valdés, Chespirito também não fica atrás com as confusões de entendimento de Chaves, que acredita que existe um complô para matar o Seu Madruga, e, literalmente falando, acaba com a festa surpresa dele, distribuindo vassourada em todo mundo. Choro de rir só de lembrar deste episódio hilário.


1. Turma do Chaves em Acapulco. 

Não tem como negar: nove entre dez fãs do Chaves vão eleger Vamos a Acapulco o melhor episódio do seriado. Indiscutivelmente este que, por ironia do destino, é o último com todo elenco original do seriado, é melhor em tudo, com logo de cara, trazendo o Professor Girafales soltando uma clássica frase que demonstra o ápice do seu egocentrismo, passando pela saída da mesmice do cenário, os trajes de banho toscos, os homens da vila pirando com as gostosonas, o afogamento do Quico, entre outros momentos ímpares. Mais o ápice, sem sombra de dúvida, é a sequência final, onde Chaves solta o gogó cantando a melancólica e brega Boa noite, vizinhança, que curiosamente, Chespirito compôs em homenagem a Carlos Villagrán, que deixava o programa para fazer um solo na Venezuela. Uma pena que, anos depois, os dois se desentenderam e brigaram na justiça pelos direitos do personagem, não fazendo as pazes até a morte de Chespirito. Deixando de lado este triste detalhe, o fato é que Vamos a Acapulco é hilário, nostálgico e emocionante, disparado o melhor e mais divertido episódio do seriado.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano e enlutado com a partida do genial Chespirito.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O GENIAL CHAPLIN.

O cinema tem milhares de astros e estrelas. Gênios, porém, são pouquíssimos seletos. Charles ou Charlie Chaplin (16/08/1889 - 25/12/1977), sem sombra de dúvida, é o mais genial dos gênios cinema. Além de ser um excepcional ator, comediante, o genial Carlitos também acumulava a função de diretor, compositor, produtor e roteirista, todas desempenhando com o mesmo empenho e talento. Chaplin era, e ainda é, uma estrela de magnitude sem igual a ponto de em plena época do surgimento do som no cinema, resistir bravamente contra a novidade e continuar produzindo filmes de enorme sucesso. E só se cedeu a tal novidade de forma magistral para denunciar claramente e de formal genial o absurdo nazista em O Grande Ditador, numa época que os Estados Unidos não tinham entrado na 2ª Guerra Mundial. Quis o destino tripplamente irônico que o versátil e ateu Chaplin, que realizou várias funções e tanta alegrias trouxe, e ainda traz, para todos nós, partisse desta vida dormindo,  na noite mais feliz do ano, há exatamente trinta e seis anos. Mas, seu legado para a história da sétima arte permanece para sempre. Para marcar a data, comentarei a partir de agora alguns das memoráveis obras-primas do genial Carlitos (graças a Deus, até agora, nenhum louco ousou refilmar nenhuma), que revi recentemente em DVD. Ao final da postagem, colocarei também a ficha técnica e o link das postagens com os comentários de O Garoto (para mim, o melhor e mais emocionante  filme de Chaplin), O Grande Ditador, e Chaplin, belíssima cinebiografia que traz Robert Downey Jr. dando um show no papel do gênio, como também os links do site oficial e do Wilkipédia.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco.  

Em Busca do Ouro (The Gold Rush).
Produção hollywoodiana de 1925.

Direção: Charlie Chaplin.

Elenco: Charlie Chaplin, Georgia Hale, Mack Swain, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

Sinopse: A trama se passa em 1898, em plena febre do ouro, e mostra Carlitos (Chaplin) vai até o Alasca a fim de se dar bem e sair da merda. Lá ele se mete em várias confusões, e de cara, acaba ficando preso numa cabana como dois outros tipos figuraças. Numa ida a cidade, Carlitos acaba conhecendo e se apaixonando por Georgia(Hale), uma dançarina de salão.

Comentários: Chaplin declarou por diversas vezes que Em Busca do Ouro é o seu filme favorito. Curiosamente, o filme foi lançado em duas versões: a primeira, de 1925, totalmente mudo, enquanto que a segunda, lançada em 1942, com trilha e uma narração em cima dos diálogos. Infelizmente, a versão que assistir em DVD é justamente esta última, onde a tosca narração acabou tirando bastante a magia do filme e incomodando. Deixando de lado este péssimo e tosco desgosto, e focando mais na obra-prima de Chaplin, temos aqui mais um filmaço divertido, com excelente roteiro, recheado de piadas engraçadas e cenas antológicas como a da sopa de cardaço e a inesquecível dancinha dos pãezinhos. Em síntese, outra memorável obra-prima do genial Chaplin que o tempo não apagou.


 
Trailer.

O Circo (The Circus).
Produção hollywoodiana de 1928.

Direção: Charles Chaplin.

Elenco: Charles Chaplin, Al Ernest Garcia, Merna Kennedy, Henry Bergman, Steve Murphy, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

Sinopse: Um ladrãozinho barato (Murphy).bate uma carteira, mas, como é quase pego, acaba colocando no bolso do coitado do vagabundo (Chaplin), que passa a ser perseguido tanto pelo malandro, como também pela polícia. Nessa confusão, o vagabundo acaba entrando por engano no picadeiro de um circo, em meio de um espetáculo. Vendo que as lambanças do atrapalhado vagabundo agradou ao público, o dono do circo (Garcia) acaba contratando-o para ser uma das atrações do circo.

Comentários: Mais uma vez, como fez em O Garoto, Chaplin nos presenteia com um filmaço, com um roteiro muito bem elaborado, que dosa na medida certa humor e emoção. O resultado é esta obra-prima muito, mas muito mesmo, divertida, com uma trilha excepcional que, curiosamente, só foi composta em 1970, para o relançamento.Além de Chaplin e o elenco afiadíssimo, em O Circo, temos também como destaque os animais muito bem treinados (micos, leão e uma impagável jumenta que tem marcação cerrada com o vagabundo). É incrível como um filme feito em preto-e-branco, mudo, consegue nos levar a gargalhadas espontâneas e ainda nos emocionar. O Circo é uma prova viva que o genial Chaplin estava com razão ao não se render tão cedo ao cinema falado, já que ele não precisava diz uma letra sequer para nos divertir, emocionar e cativar até hoje. Infinitamente superior a muitas comédias já produzidas até hoje, simplesmente, um dos melhores e insuperáveis filmes do gênero.



Luzes da Cidade (City Lights).
Produção hollywoodiana de 1931.

Direção: Charles Chaplin.

Elenco: Charles Chaplin, Virginia Cherrill, Florence Lee, Harry Myers, Al Ernest Garcia, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

Sinopse: O vagabundo (Chaplin) salva um milionário bêbado (Myers) de se matar e os dois se tornam grandes amigos. Só que quando o cara fica sóbrio, desconhece o vagabundo e o coloca para correr. O vagabundo acaba conhecendo e se apaixonando por uma florista cega (Cherrill), que o confunde com um milionário. Não querendo decepcionar a amada, o vagabundo acaba embarcando na mentira, mas, também, faz de tudo para ajudá-la com seus problemas.

Comentários: Mais uma vez, "para variar", Chaplin faz o casamento perfeito entre drama e o humor, e nos presenteia com mais uma obra-prima, cativante e emocionante, sem deixar de ser divertida ao extremo. Além do ótimo roteiro e de mais um show de versatilidade  de Chaplin em diversas funções, também se destaca a excelente atuação de Virginia Cherrill. Particularmente, tenho um carinho especial pelo filme que para mim é o segundo melhor filme do gênio e que quando eu era pirralho jurava que era Luzes da Ribalta, filme que comentarei daqui a pouco. Em síntese, Luzes da Cidade, como boa parte da filmografia de Chaplin, é mais uma obra-prima da história do cinema.


 
Filme completo com legendas.

Tempos Modernos (Modern Times).
Produção hollywoodiana de 1936.

Direção: Charlie Chaplin.

Elenco: Charles Chaplin, Paulette Goddard, Henry Bergman, Al Ernest Garcia, Chester Conklin, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

Sinopse: Devido a rotina estressante de uma fábrica, um trabalhador (Chaplin) acaba surtando e indo parar num hospital para se tratar. Mal sai e ele acaba se metendo em outra roubada, sendo confundido como um líder de um greve e acaba indo parar no xilindró. Enquanto isso, uma jovem (Goddard) tenta sobreviver e sustentar a família, cometendo pequenos roubos. A situação só se agrava quando seu pai morre e suas irmãs vão parar no orfanato. Ela foge e fica batendo perna pela rua. Até que se mete em confusões, sendo presa na mesma viatura que se encontra o trabalhador.

Comentários: Outro clássico de Chaplin bastante conhecido, com cenas memoráveis e antológicas como a da imagem do parágrafo acima. Além de manter o roteiro com a costumeira dosagem perfeita entre humor e emoção, conta também com um aperitivo a mais que é justamente  a crítica inteligente ao sistema capitalista-industrial, já que Chaplin tinha postula política esquerdista, apesar de não ser comprovada a acusação feita na Era McCarthy que ele era comunista. Polêmica à parte, o fato é que Tempos Modernos faz uma crítica tão sutil e ao mesmo tempo direta, tornando-o, ao meu ver, junto com O Grande Ditador, um dos filmes mais criativos e inteligentes da história cinema. Considerado o último filme mudo da  história do cinema,  antes do recentíssimo O Artista, neste filme, Chaplin começa a ceder para a "tal novidade" do som do cinema e solta a voz num divertido número musical. E falando em música, impossível não lembrar de Tempos Modernos e da clássica música Smile. Outro filmaço que não somente o tempo não apagou, mas, continua bastante atual. 


 
Filme completo, com legendas.

Luzes da Ribalta (Limelight).
Produção hollywoodiana de 1952.

Direção: Charles Chaplin.

Elenco: Charles Chaplin, Claire Bloom, Nigel Bruce, Buster Keaton, Sydney Chaplin, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

Sinopse: Calvero (Chaplin) é um decadente comediante que no passado gozou de um grande sucesso, mas, agora, se refugia na bebida para aliviar o ostracismo. Numa noite voltando para pensão em que mora, Calvero sente um cheiro forte de gás e acaba salvando da tentativa de suicídio a jovem dançarina Thereza, cujo nome artístico é Terry (Bloom). Os dois se tornam amigos e Calvero passa a ajudá-la. A dedicação à recuperação da moça, também está ajudando Calvero a também se superar.

Comentários:  Este filme é bastante conhecido pela clássica e inesquecível música título, traz o encontro memorável entre Chaplin e Keaton, outro genial comediante da época do cinema mudo, que muitos apontavem como rivais nas telonas. Melancólico e triste: adjetivos que se encaixam perfeitamente em Luzes da Ribalta. Assim como belíssimo e encantador. É neste misto de emoção que Chaplin nos presenteia com uma atuação excepcional, para mim, a melhor de sua  carreira, e um roteiro muito bem escrito. Um drama sensível, tocante, emocionante e envolvente. o melhor do gênero, insuperável até hoje. Mais do que a última grande obra-prima do genial Chaplin, mas, uma belíssima e comovente celebração à vida. 


 
Trailer italiano.

O Garoto (The Kid).
Produção hollywoodiana de 1921.

Direção: Charles Chaplin.

Elenco: Charles Chaplin, Jackie Coogan, Tom Wilson, Edna Purviance, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

O Grande Ditador (The Great Dictator).
Produção hollywoodiana de 1940.

Direção: Charles Chaplin.

Elenco: Charles Chaplin, Paulette Goddard, Jack Oakie, Reginald Gardiner, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e Fechada (Futura).

Cotação

Nota: 10,0.


Chaplin (Chaplin).
Produção hollywoodiana de 1992.

Direção: Richard Attenborough.

Elenco: Robert Downey Jr., Geraldine Chaplin, Dan Aykroyd, Paul Rhys, Anthony Hopkins, Kevin Kline, Diane Lane, James Woods, Milla Jovovich, Penolope Ann Miller, Marisa Tomei,  David Duchovny, Nancy Travis, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (VHS).

Cotação

Nota: 10,0.



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.