Mostrando postagens com marcador Especial Oscar 2017.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Especial Oscar 2017.. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de março de 2017

DOS PALCOS DA BROADWAY PARA OS CINEMAS DO MUNDO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Um Limite Entre Nós (Fences).
Produção estadunidense de 2016.

Direção: Denzel Washington.

Elenco: Denzel Washington, Viola Davis, Stephen Henderson, Jovan Adepo, Russell Hornsby, Mykelti Williamson, Saninya Sidney, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 1 do complexo Cinesystem Maceió em 10 de março de 2017.

Cotação

Nota: 8,8.  
Sinopse: Baseado numa aclamada peça da Broadway. Troy Maxson (Washington) é um cinquentão que sustenta a família como coletor de lixo. Quando mais jovem, Troy sonhava em ser jogador de beisebol, e só não conseguiu realizar devido ao racismo que na época o esporte tinha. Frustrado e não querendo que o filho mais novo (Adepo) sofra essa frustração, Troy acaba batendo de frente com ele, quando deseja seguir na carreira de jogador de futebol americano.

Comentários: Último dos indicados a principal categoria do Oscar deste ano a chegar aos nossos cinemas (para mim o penúltimo, pois ainda não assistir Manchester à Beira-Mar, que nem chegou aos cinemas por aqui no seu lançamento, nem estou conseguindo achar online), Um Limite Entre Nós traz um temática interessante que chamou minha atenção. Contado com boa parte da aclamada peça em que se baseia, principalmente Denzel Washington e Viola Davis (ambos merecidamente indicados ao Oscar por suas atuações, sendo que só ela levou a estatueta careca para casa), sob a batuta do competente Washington, o filme simplesmente leva toda carga dramática dos palcos para as telonas. O resultado é um excelente drama familiar, com excelente roteiro adaptado pelo próprio autor da peça, que ganha força com o show de atuações de todo elenco, inspiradíssimo, com um destaque ligeiramente a mais para o casal de protagonistas, ambos nas melhores atuações de sua carreira (realmente, não entendo porque Washington não levou a estatueta careca por sua atuação - o que só aumenta minha curiosidade em assistir Manchester à Beira-Mar e ver se Casey Affleck é essa coca-cola toda -, e o absurdo por não ter sido indicado ao seu excelente trabalho como diretor). Enfim, um excelente drama familiar, sensível, tocante, comovente e até divertido em alguns momentos, que é um dos três indicados ao Oscar de melhor filme deste, que realmente mereceram ser indicados e deveriam ter levado. Vale a pena assistir.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

CUMPRINDO A COTA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Moonlight: Sob a Luz do Luar (Moonlight).
Produção estadunidense de 2016.

Direção: Barry Jenkins.

Elenco: Trevante Rhodes, Ashton Sanders, Alex R. Hibbert, André Holland, Jharrel Jerome, Jaden Pinner, Janielle Monáe, Naomie Harris, Mahershala Ali, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Cinesystem Maceió em 23 de fevereiro de 2017.

Cotação

Nota: 6,0.  
Sinopse: Baseado em uma ideia de uma peça teatral, o filme narra a trajetória de Chiron, que mora num bairro periférico de Miami, Quando criança, Chiron (Hibbert) é um pirralho tímido que sofre bullying do seus colegas, e também com a mãe viciada (Harris), algo que não muda na adolescência, quando ele (Sanders) vive a fase típica da idade, somada a descoberta da sexualidade. Dez anos depois, já adulto, Chiron (Rhodes) acaba se tornando um traficante durão e fodão.

Comentários: A minha impressão (e sinceramente gostaria de está errado) é que os membros da Academia esse ano fizeram uma espécie de mea-culpa, devida a puta repercussão do movimento #Oscarsowhite no ano passado, e resolveram fazer um sistema de cotas nas principais categorias, pregando assim a (pseudo) diversidade. Não quero com isso tirar os méritos dos indicados, principalmente, pelo fato de apenas um filme não ser uma produção independente com orçamento mixuruca para os padrões hollywoodianos, mas, a fraca lista de indicados desse ano (60% dos estadunidenses não sabem  indicar um filme sequer que está indicado esse ano na principal categoria. Confira aqui!) deixa essa suspeita no ar. Moonlight: Sob a Luz do Luar (Puta que pariu! Os caras por aqui não cansam de sapecarem sub-títulos ridículos nos filmes. Porra! O que custa deixar o título original?) é um mais um a somar essa tendência. Assim como seus colegas indicados a principal categoria - até agora, com exceção de apenas dois - são filmes bons, mas, nada de extraordinários e obras-primas como a crítica vem fazendo questão de rasgar elogios. Trata-se de um filme com uma premissa interessante com uma boa história desenvolvida num roteiro satisfatório (apesar que deveria ser tido mais aprofundado e explorado o dilema do personagem central) que ganha força com atuações de um ótimo elenco. Indiscutivelmente, é um filme interessante, bem realizado, mas, que ao final das contas, só está ganhando atenção porque está entre os nove concorrentes ao Oscar. Impossível não ficar com a sensação que só está marcando presença apenas para cumprir a cota. E no caso aqui, dupla, já que além de contar com um elenco 100% negro, ainda toca na delicada temática do homossexualismo.   


Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

INCRÍVEL JORNADA REAL.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Lion - Uma Jornada Para Casa (Lion).
Produção estadunidense, britânica e australiana de 2016.

Direção: Garth Davis.

Elenco: Devel Patel, Rooney Mara, David Wenham, Nicole Kidman, Sunny Pawar, Priyanka Bose, Abhishek Bharate, Deepti Naval, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Kinoplex Maceió em 16 de fevereiro de 2016.

Cotação

Nota: 9,0.  

Sinopse: Baseado num livro autobiográfico que traz uma comovente e dramática história real. Em 1986, Saroo (Pawar), um pobre garotinho indiano de cinco anos de idade, vai tirar um cochilo num vagão de um trem e acaba acidentalmente atravessando o país, se separando de sua mãe (Bose) e irmão (Bharate), e indo parar em Calcutá, onde passa por várias tribulações nas ruas e no orfanato, até que é adotado por um casal australiano (Wenham e Kidman), indo morar na terra dos canguros e coalas. Vinte anos depois, ao ingressar na faculdade, Saroo (Patel) sente uma saudades imensa da sua família de origem e busca encontrar seus entes queridos.

Comentários: Para ser sincero, não sabia da existência desse filme (e nem que estava com seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, já que esse ano temos o absurdo de infelizmente, todos os holofotes serem para o bajuladíssimo La La Land, algo que já está começando a me irritar) até ver o trailer na última quarta. Achei tão interessante a história que não perdi tempo e fui assistir logo na primeira sessão da estreia. E acabei sendo surpreendido já que trata-se de um drama feito sob medida para emocionar, com um roteiro bem elaborado, que ganha forças, principalmente na primeira parte com a surpreendente atuação do pequeno Sunny Pawar (Porra, membros da Academia! Cadê a indicação para o pirralho?), que nos envolve e emociona. Por incrível que pareça, o filme perde ligeiramente quando o protagonista fica adulto, mas, sem deixar de perder nossa atenção, nos envolver e nos emocionar. Em síntese, um drama cativante, emocionante, envolvente, que precisa ser descoberto e valorizado pois, sem medo de exagerar, trata-se de uma pequena obra-prima (diga-se de passagem, muito mais que o premiado Quem Quer Ser um Milionário, que também mostra a situação sub-humana da pobreza indiana). Realmente, junto com Até o Último Homem, é um dos poucos filmes da fraca lista dos indicados desse ano que merece está marcando presença, e uma pena que não irá levar a estatueta (já sabemos para quem vai a estatueta careca). 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.