quinta-feira, 29 de outubro de 2020

RECORDAR É REVER: NO LIMITE DA REALIDADE.

  = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

No Limite da Realidade (Twilight Zone: The Movie).
Produção estadunidense de 1983.

Direção: John Landis, Steven Spielberg, Joe Dante e George Miller.

Elenco: Dan Aykroyd, Albert Brooks, Scartman Crothers, John Lithgow, Vic Morrow, Kathleen Quinlan, Charles Hallahan, Doug McGrath, Murray Matherson, Bill Quinn, Helen Shawn, Kevin McCarthy, Jeremy Licht, Abbe Lane, John Dennis Johston, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (SBT) e no streaming (HBO GO).

Sinopse
: Baseado no seriado Além da Imaginação criado por Rod Serling. A trama traz um prólogo e quatro histórias. Um homem amargurado e cheio de preconceito (Morrow), idosos de um abrigo, uma mulher (Quinlan) que viaja sozinha e ajuda um garoto (Licht), e um passageiro de uma avião (Lithgow) que se caga de medo de voar, não têm em nada comum entre eles. Exceto que cada um a sua maneira viverão uma experiência que vai além do limite da realidade.

Comentários
: Quatro diretores em ascensão na primeira metade dos anos 1980 - Steven Spielberg (que dispensa comentários), John Landis (vindo dos sucessos Os Irmãos Cara de Pau e Um Lobisomem Americano em Londres), Joe Dante (que  posteriormente, viria a dirigir Gremlins) e George Miller (que já havia dirigido os dois primeiros Mad Max) -,  cada um trazendo sua visão episódica do clássico seriado Além da Imaginação. Tinha tudo para que No Limite da Realidade fosse um grande sucesso. Infelizmente, isso não apenas aconteceu, mas entrou para a história da sétima arte, e só é lembrado hoje, pela tragédia ocorrida nos bastidores, com a terríveis mortes do ator Vic Morrow (pai da atriz Jennifer Jason Leigh, que processou Spielberg e Landis, diretor do segmento que ele estrelava) e de duas crianças figurantes num acidente ocorrido durante a filmagem de uma cena. Uma pena que este triste fato acabou prejudicando o filme, que foi malhadíssimo pela crítica e desprezado pelo público. Até é entendido a comoção e os protestos, mas, a condenação ao filme foi injusta, na minha humilde opinião.

O quarteto fantástico de diretores consegue se superar, e mesmo com a tragédia que abateu a produção, entrega um ótimo filme, que homenageia e faz jus ao clássico seriado, com um bom roteiro que traz tramas interessantes e bem elaboradas. Destaque para a primeira (justamente a estrelada por Morrow) dirigida por Landis, que nunca se recuperou do trauma da tragédia, e principalmente, a quarta, dirigida pelo mestre George Miller, contando com uma excelente atuação de John Lithgow, que entregam o mais divertido, empolgante e mais frenético segumento de todo filme, responsável direto pel nossa nota. Já o segundo segmento, dirigido por Spielberg é o mais bobinho e bonitinho, enquanto que o terceiro, dirigido por Joe Dante, é o mais chatinho e ligeiramente arrastado. Enfim, um bom e interessante filme, que vale a pena ser descoberto. 
Cotação / Nota: 8,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

DO MENOR PARA O MELHOR: MARVEL NA FOX.

Na última quinta-feira estreou nas salas de cinemas brasileiros que estão abertas o tão adiado - antes mesmo da pandemia - filme dos Novos Mutantes. Um final melancólico não apenas para o filme em si que viveu uma verdadeira odisseia para chegar as telonas, mas, de uma parte importantíssima da história dos filmes de super-heróis. Afinal, muito antes do UCM, da trilogia do Cavaleiro das Trevas, X-Men: O Filme deu o ponta pé inicial para essa atual fase de ouro das adaptações das HQs. No decorrer dos vinte anos em que a Fox tinha os direitos de uma parte importante dos personagens da Marvel, houveram muitos tropeços colossais, mas, também muitos acertos, alguns inclusive, rederam marcos na sétima arte. Nessa postagem, revistamos todos os filmes baseados em super-heróis da Marvel que foram produzidos pelo extinto estúdio Fox. Obviamente, a lista aqui é de acordo com minha preferência pessoal, e com certeza, você irá discordar da posição de alguns filmes (tenho quase certeza que irá discordar no primeiro lugar). Querendo, sinta-se à vontade para elaborar sua lista nos comentários. Enfim, mais rápido que o Mercúrio salvando à pátria ao som de Sweet Dreams, vamos a nossa lista.

É inacreditável que mesmo com uma participação insossa no filme do Demolidor, algum engravatado da Fox achou que Jennifer Garner merecia voltar a viver Elecktra num filme solo. E de nada adiantou a personagem no filme ter um visual bem semelhante ao das HQs, se o roteiro é uma bomba que traz uma trama horrível. Sem dúvida, não apenas o pior filme da Fox de um herói da Marvel, mas também um dos piores baseados em HQs, que reforçou a zica dos filmes de heroínas serem horríveis, felizmente, quebrada em 2017 com Mulher-Maravilha

E falando em uma das piores adaptações, tá aí uma que é praticamente unanimidade detestável. Após chamar atenção no seu debute com Poder Sem Limites, a Fox entregou ao diretor Josh Trank a responsabilidade de dar uma nova versão a família de super-heróis da Marvel. E nem o mais pessimista imaginaria que ele iria fazer tamanha cagada. Desperdício total não apenas dos personagens, mas, também de um elenco talentoso que tinha à sua disposição. Até funciona como um trashão de quinta categoria. Mas, como a intenção não era essa, já que se trata de uma produção de um grande estúdio, o reboot nas telonas de um dos grupos mais icônicos dos quadrinhos é uma afronta de proporção épica.
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Mesmo não sendo grande coisa, o primeiro filme oficial do grupo tem seu charme, e até diverte, tanto que é um clássico recente da Sessão da Tarde. Esperava-se que a continuação traria uma melhora em grande estilo, mas, cagaram ainda mais. O visual do Surfista Prateado até é legalzinho e fidelíssimo aos quadrinhos, ao contrário da merda que fizeram com o Galactus, simplesmente, um dos vilões mais fodásticos das HQs, reduzido ao ridículo até o pó, literalmente. A trama é horrível, e para não dizer que não tem nada que se salve, traz uma das mais engraçadas e memoráveis participações do saudoso mestre Stan Lee, única sequência realmente lembrada nessa bomba que, como os citados anteriormente, tem mais é que cair no esquecimento.


A maior picaretagem não apenas da fase da Marvel na Fox, mas, das adaptações das HQs de todos os tempos. Tanto que eu acreditava ser o pior filme dos super-heróis na Marvel, pois, tem a segunda menor nota dada por nós, sendo superado apenas pelo péssimo Electra. No calor das negociações da compra pela Disney, alguma "mente sábia" da Fox achou que poderia pegar o segundo filme do mercenário tagarela, tirar as sequências violentas e os palavrões, sapecar umas sequências nada inspiradas, transformando num filme com classificação mais amena. Evidente que não deu certo, e acabou sendo um caça-níquel anunciado, que ninguém deu a mínima. Ao menos serve de alerta que não dar para fazer um filme do figuraça personagem vivido por Ryan Reynolds não sendo para maiores.

15. Demolidor - O Homem Sem Medo.

Um uniforme do herói arretado, uma excelente atuação do saudoso Michael Clarke Duncan como o Rei do Crime, e a trilha sonora embalada pelo Evanescence, acabam sendo os únicos pontos positivos do filme do Demônio de Hell's Kitchen. Embalada com o sucesso de X-Men: O Filme, a Fox tratou logo de produzir um filme de outro herói fodástico da Marvel que tinha direitos. Mas, o roteiro preguiçoso, nada inspirado, somado com as fraquíssimas atuações de Ben Affleck, Jennifer Garner e Colin Farrell, acabam jogando na merda todo potencial de ser um filmaço, e a oportunidade emplacar uma franquia. O herói teve sua redenção anos depois na fodástica série da Netflix. Assim como Affleck, dando vida ao Homem-Morcego, e com Farrell se encaminhando para a sua como o Pinguim no vindouro filme do morcegão.


A partir daqui, nossa lista tem uma melhora. Indiscutivelmente, Hugh Jackman é o grande destaque de toda franquia X-Men, brilhando como o icônico Wolverine logo no primeiro filme. Então, nada mais justo iniciar o projeto X-Men Origens com o fodástico herói de esqueleto de adamantium. E o filme até tinha potencial, mas, a falta de familiaridade com as HQs, acabou gerando uma porrada de decisões erradas, que deixaram os fãs mais xiitas do herói nas HQs putaços da vida. E a merda que fizeram como o Deadpool, curiosamente, vivido por Ryan Reynolds, foi uma das piores adaptações de um personagem da história da sétima arte. Não chega a ser um filme totalmente ruim, e até consegue divertir em alguns momentos, principalmente, pelo carisma de Jackman, e algumas boas sequências, como a dos créditos iniciais..

13. Quarteto Fantástico (2005).

O grupo de heróis mais pé-frio das telonas está de volta na nossa lista. Sinceramente, não acho tão ruim o primeiro filme oficial de Reed Richards e companhia (antes foi produzida uma tranqueira a toque de caixa que sequer foi lançada), e que traz Chris Evans debutando na Marvel, seja um desastre total. Consegue ser uma diversão escapista bem eficiente. Mas, erra na dosagem de humor, tornando o filme um pouco abestalhado. Somado ao fato dos filmaços de super-heróis que vieram depois, acabou tornando o filme ser detestável para boa parte dos fãs. Particularmente, até tenho simpatia por essa bobagem, que marca o  debute de Chris Evans numa adaptação dos quadrinhos. Mas, reconheço que o grupo precisa urgentemente para ontem de um filme digno.


Mesmo com o tropeção no primeiro filme solo, o mutante fodão ganhou uma segunda chance, num filme que por aqui virou piada pronta por ter um título semelhante a uma música da dupla Sandy e Júnior. É inegável que há um salto de qualidade em relação ao filme solo anterior do herói. Mas, fica a sensação que poderia ter uma trama mais bem elaborada, e que mais um vez, o potencial foi desperdiçado. Mais uma vez, prevalece o carisma de Jackman, nascido para viver o personagem, para tornar o filme melhor do que realmente é.


Provavelmente, uma das escolhas de posição mais polêmicas da nossa lista. O canto do cisne dos mutantes e das adaptações da Marvel pela extinta Fox, sofreu bastante antes e depois de sua produção. E por tudo isso, o filme, que atualmente quase todo mundo está amando malhar, até que saiu melhor que o esperado. Particularmente, embarquei de boa na intenção de tentar ter uma pegada de filme de terror, e até encontrei potencial para emplacar uma franquia. Talvez se não sofresse com tanto adiamentos, mesmo com a compra pela Disney, era bem provável que isso ocorreria. Infelizmente, é algo que nunca saberemos, já que morreu na praia, sem chance nenhuma de ressurreição.

10. X-Men: O Confronto Final.

E falando em filme que todo mundo ama malhar, chegamos ao filme que marcou o fim do primeiro círculo do grupo de mutantes nas telonas, com a despedida do elenco original. O grande problema, e que justifica tanto ranço por partes dos fãs, é o erro imperdoável de cagarem um dos maiores e mais icônicos arcos dos quadrinhos dos mutantes. Não chega ser uma bomba, pois, tem alguns momentos legais, mas, não deixa de ser o filme mais fraco do grupo.


Com certeza, os caras da Fox desconhecem o ditado popular que fala sobre permanecer no erro ser uma estupidez, e inventaram de pegar o mesmo arco que já haviam cagado em cima, para tentar uma redenção. Em comparação ao terceiro filme do grupo, até conseguem uma melhora. Mas, infelizmente, o último filme do grupo dos mutantes, já nasceu fardado a ser um canto do cisne pelo desgaste que a franquia já havia sofrido. Tem seus momentos bacaninhas, e até diverte, mas, acaba sendo descartável e nada memorável. Um triste fim para a franquia iniciada com um divisor de águas.


Como diz o apresentador Sikera Júnior, "vamos falar de coisa boa?". Aqui nossa lista começa a pegar fogo, com os filmes bons. Depois de uma surpreendente estreia num filme solo, o mercenário tagarela vivido por Ryan Reynolds ganha uma merecida continuação, com orçamento maior. Cheio de moral e mais a vontade no personagem, Reynolds brilha e está ainda mais hilário como o personagem. O roteiro acaba sendo um pequeno ponto fraco do filme, mas, nada que prejudique, já traz uma boa trama, com momentos hilários e ótimas piadas.


Posso está enganado, mas, acredito que o penúltimo filme do grupo de mutantes seja o que mais dividiu a opinião da crítica e dos fãs. Sou do turma que curtiu bastante o filme, achando-o envolvente e empolgante do começo ao fim, com uma trama bem elaborada, que rende momentos épicos. Simplesmente, o último filme do grupo de mutantes realmente bom e memorável.

6. X-Men: O Filme.

Chegamos agora a elite da nossa lista com os filmes que são os Top dos Tops na minha humilde opinião.  E iniciamos com o filme que, como já citamos na introdução, é o divisor de águas na história das adaptações das HQs. Inspiradíssimo, Bryan Singer pega o ótimo material que tem em mãos, e entrega um filmaço que ao mesmo tempo é muito divertido e empolgante, como também nos leva a refletir sobre questões do nosso mundo real, principalmente, a discriminação. Uma estreia espetacular digna do grupo de mutantes, que figura entre os melhores filmes de super heróis de todos os tempos.


O momento da nossa lista que eu mais queimei neurônios, já que praticamente temos um empate com o quarto colocado. Reunindo o elenco original com o do reboot, o sexto filme do grupo de mutantes, que marca a volta de Bryan Singer a franquia dos mutantes, vai além de ser uma ótima e fodástica adaptação das HQs, entrando na seletíssima lista dos melhores filmes de viagem no tempo de todos os tempos. Filmaço com "F" maiúsculo.

4. X-Men: Primeira Classe.

Empatado com Dias de um Futuro Esquecido, a minúscula vantagem se deu apenas pela reviravolta que provocou na franquia. Após deixar a desejar com o final da trilogia com o elenco original, e naufragar com o projeto X-Men Origens com o primeiro filme solo do Wolverine, somos surpreendidos com um dos mais memoráveis reboot de toda sétima arte, num filme que tem um ótimo roteiro, que traz uma trama cativante e empolgante do começo ao fim,  que mescla perfeitamente e de forma inteligente e brilhante, ficção e fato. De quebra, conseguem a proeza de nos conquistar com os novos intérpretes dos personagens, sem nos fazer desapegar do elenco original, inclusive, até mesmo Jennifer Lawrence, única que nos filmes anteriores, nos fez sentir falta da Mística original, Rebecca Romjin.


Sem dúvida, um das maiores volta por cima da história da sétima. Como bom fã do mercenário tagarela, Ryan Reynolds não gostou nadinha da versão piada sem graça em X-Men Origens: Wolverine. Numa persistência digna de Rocky Balboa, se empenhou e conseguiu uma segunda chance de interpretar o personagem, que foi aproveitada de forma extraordinária. Como se não bastasse este feito, o filme ainda é um marco nas adaptações das HQs, trazendo várias inovações, e provando que uma adaptação dos quadrinhos pode ser muito bem para maiores, e faturar bastante. Não apenas um dos mais divertidos e engraçados filmes baseados em HQs, mas, também da comédia de ação de todos os tempos.


Quem disse que uma adaptação das HQs não pode ir além do cinemão entretenimento, e ser uma verdadeira obra-prima da sétima arte, que agrada crítica especializada e fãs? O talentoso diretor James Mangould ganha sua chance de redenção após o legalzinho Wolverine Imortal, e entrega um espetáculo dramático de ação que vai infinitamente além de uma adaptação dos quadrinhos, explorando bem o excepcional roteiro, que ganha força com as espetaculares atuações da novata Dafne Keen, e dos veteranos Hugh Jackman e Patrick Stewart, que se despedem de forma épica de seus respectivos personagens. Um dos melhores e mais emocionantes filmaços da história do cinema.

1. X-Men 2.

Reconheço que Deadpool e Logan são pontos fora da curva das adaptações das HQs, indo muito além destas, sendo verdadeiros marcos na sétima arte. Mas, como sempre digo nas introduções das nossas listas, as mesmas são elaboradas de acordo com minha preferência pessoal. E por isso mesmo que o segundo filme dos mutantes continua ligeiramente insuperável para mim. Após a ótima estreia que acabou sendo um marco inicial histórico nas produções baseadas em super heróis dos quadrinhos, Bryan Singer volta à batuta e consegue se superar, entregando um excelente filme de ação, com uma trama bem elaborada, e com o elenco ainda mais a vontade nos seus personagens, com destaque especial para o ladrão de cena do primeiro filme Hugh Jackman. Simplesmente, um dos melhores filmes de super heróis de todos os tempos, X-Men 2 acaba sendo na nossa humilde opinião, não apenas o melhor filme da Marvel produzido pela Fox, mas, da própria Casa das Ideias e das adaptações das HQs.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 25 de outubro de 2020

RECORDAR É REVER: QUERIDA, ENCOLHI AS CRIANÇAS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Querida, Encolhi as Crianças (Honey, I Shrunk the Kids).
Produção estadunidense e mexicana de 1989.

Direção: Joe Johsnton.

Elenco: Rick Moranis, Matt Frewer, Marcia Strassman, Kristine Sutherland, Thomas Brown, Jared Rushton, Amy O'Neill, Robert Oliveri, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (SBT), em home vídeo (VHS) e on-line (YouTube).

Sinopse
: Wayne Szalinski (Moranis) é um inventor que tenta uma chance de emplacar sua invenção mais recente, uma máquina que encolhe. Esta é ativada acidentalmente, e seus filhos (O'Neill e Oliveri), e os filhos (Brown e Rushton) dos vizinhos (Frewer e Strassman), que acabam embarcando numa minúscula grande aventura.

Querida, Estiquei o Bebê (Honey, I Blew up the Kid).
Produção estadunidense de 1992.

Direção: Randal Kleiser.

Elenco: Rick Moranis, Marcia Strassman, Lloyd Bridges, Robert Oliveri, John Shea, Keri Russell, Ron Canada, Amy O'Neill, Daniel Shalikar, Joshua Shalikar, entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo (VHS), na TV aberta (Globo) e on-line (YouTube).

Sinopse
: Wayne Szalinski (Moranis) está trabalhando numa grande empresa. Quando sua esposa (Strassman) viaja para levar sua filha mais velha (O'Neill) à universidade, ele fica com seu filhos, Nick (Olveri) e o bebê Adam (irmãos Shalikar), que acaba sendo atingido por um raio de sua máquina, e cada vez que se aproxima de uma corrente eletromagnética, cresce exageradamente.

Querida, Encolhi a Gente (Honey, We Shrunk Ourselves).
Produção estadunidense de 1997.

Direção: Dean Cundey.

Elenco: Rick Moranis, Eve Gordon, Robin Barlett, Alisson Mack, Jake Richardson, Stuart Pankin, Bug Hall, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (SBT) e no streaming (Telecine Play).

Sinopse
: Wayne (Moranis) e seu irmão Gordon (Pankin) montam sua própria empresa, onde vende suas invenções. Quando sua esposa (Gordon) exige que ele se livre de um artefato que está ocupando um espaço na sala, ele inventa de usar a máquina para reduzir o troço. Só que acidentalmente, a máquina dispara, e acaba atingido ele e o irmão, e posteriormente, suas esposas, que são reduzidos a tamanho minúsculo.

Comentários
: Quem curte os filmes dos anos 1980 lembra com carinho de Rick Moranis. Meu xará era presença constante nas produções da época, geralmente, sendo um coadjuvante que rouba a cena. E foi justamente no final daquela década, que ele obteve seu maior êxito ao estrelar essa produção da Disney, que marca a estreia do diretor Joe Johnston. Com uma premissa simples e um roteiro satisfatório, Johnston entrega um filme muito divertido, empolgante, mostrando logo de cara seu talento para conduzir aventuras para toda família (entre seus trabalhos posteriores, destacam-se Jumanji, Jurassic Park III e Capitão América: O Primeiro Vingador). Simplesmente, um dos mais divertidos e memoráveis filmes em live-action da Disney, para ser  visto e revisto infinitas vezes, sem perder o frescor. 
Cotação / Nota: 9.0.

O filme fez um enorme sucesso, gerando vários produtos como games, seriado televisivo, uma atração temática na Disney, e claro, continuações. A primeira de 1992, consegue manter o mesmo padrão de qualidade do filme original, também se aproveitando de um roteiro satisfatório com uma premissa simples, porém, interessante, entregando outro filme divertido e empolgante, quase tão bom quanto o original. Apesar dos efeitos aqui serem mais datados que os do original, continua sendo um filme divertido imperdível, tão bom quanto o primeiro. 
Cotação / Nota: 8,5.

A franquia chegou ao fim de forma melancólica com um filme lançado diretamente em home vídeo, que simplesmente aproveita a mesma premissa do original, mas, sem a mesma criatividade, com Moranis sendo o único remanescente do elenco original. Mesmo sendo o último filme da trilogia, os efeitos ainda são mais datados que os dos seus antecessores, provavelmente, pelo orçamento de uma produção feita diretamente para home vídeo ser consideravelmente menor que uma para as telonas. Trazendo no elenco infantil as pré-adolescentes Mila Kunis e a ex-Chloe de Smallville e atual presidiária Alisson Mack, Querida, Encolhi a Gente não chega a ser um filme ruim, pois tem seus momentos bacaninhas. Mas, com certeza, é o mais esquecível e mais sem graça da trilogia. 
Cotação / Nota: 6,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.