= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco. / = Preciso mesmo dizer?.
Caçadores de Emoção (Point Break).
Produção estadunidense de 1991.
Direção: Kathryn Bigelow.
Elenco: Patrick Swayze, Keanu Reeves, Gary Busey, James LeGross, Lori Petty, John C. McGinley, Tom Sizemore, entre outros.
Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo) e em home vídeo (VHS).
Cotação:
Nota:9,5.
Sinopse: Uma onda de assalto a bancos por uma quadrilha que se autodenomina "Os Ex-presidentes", por meterem bronca usando máscaras de ex-presidentes estadunidenses, vem deixando as autoridades intrigadas. Durante as investigações, o agente do F.B.I. Angelo Pappas (Busey) chega a conclusão que os bandidos são surfistas, e convence seu jovem agente Johnny Utah (Reeves), que mesmo sem saber porra nenhuma de esportes radicais, se infiltra na comunidade de surfistas. Ele conhece o misterioso e místico porra-louca Bodhi (Swayze), justamente o líder da quadrilha. À medida em que Johnny se infiltra, vai se deixando seduzir pela lábia do cara e sua turma, correndo o risco de não fazer seu serviço de forma correta.
Comentários: Pegando na onda da estreia dos cinemas do remake (ops! Trocadilho tosco! Desculpe! Eu não resistir), aproveito para comentar este clássico noventista, estrelado pelo saudoso Patrick Swayze (18/08/1952 - 14/09/2009) e por um Keanu Reeves decolando, rumo ao estrelato, que foi percursor dos filmes de ação centrado em esportistas radicais. Na pesquisa de dados para esta postagem fiquei surpreso em ver que apesar de ser um filme masculinizado foi dirigido pela competente Kathryn Bigelow, anos depois ganhadora do Oscar por Guerra ao Terror. Caçadores de Emoção é um puta clássico moderno inesquecível, com sequências de ação fodásticas, e na época inovadoras, um roteiro muito bem escrito e interpretado por um elenco afiadíssimo, com destaque para o saudoso Swayze, perfeito como o misterioso Bodhi, saindo da zona de conforto, na melhor atuação da sua memorável carreira. Em síntese: um filmaço fodástico, eletrizante, envolvente, cativante, empolgante, que prende a atenção do começo ao fim, e que até hoje, é um dos melhores filmes do gênero já produzido. Para ser visto e revisto, sem jamais deixar de impactar.
= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco. / = Preciso mesmo dizer?.
Reza a Lenda.
Produção brasileira de 2013.
Direção: Homero Olivetto.
Elenco: Cauã Reymond, Sophie Charlotte, Luísa Arraes, Humberto Martins, Júlio Andrade, Jesuíta Barbosa, Silvia Buarque, entre outros.
Blogueiro assistiu na sala 1 do complexo Kinoplex Maceió em 27 de janeiro de 2016.
Cotação:
Nota:4,5.
Sinopse: Baseado em alguns contos escritos pelo próprio diretor. A trama gira em torno de Ara (Reymond), que lidera uma gangue de motoqueiros, pasmen, fanáticos religiosos, que acreditam que a estátua de uma santa é milagrosa, e se voltar ao lugar de origem, a chuva cai no sertão. Então, os caras inventam de roubá-la do coronel durão Tenório (Martins), que fartura explorando a fé alheia do povo simples. Na fuga, eles acabam cruzando com Laura (Arraes), que acaba sendo capturada por eles. Só que a presença da moça pode embaçar a relação de Ara, com sua esposa, Severina (Charlotte).
Comentários: É incrível como aqui em nosso país uma comédia é produzida rapidamente e chega as telonas em tempo assustadoramente hábil, enquanto filmes de outros gêneros capengam para chegar as telonas, como no caso deste filme de ação, que marca a estreia do filho do publicitário Washington Olivetto na batuta. Comparado com Mad Max, o filme tupiniquim que se passa num Nordeste estereotipado, não somente lembra bastante o clássico da sétima arte dirigido pelo mestre George Miller, mas, também road movie, faroeste, filmes de ação C e brasileiros sobre o cangaço, e flerta levemente com as porra-louquices a la Velozes & Furiosos, com as auto-paródia do gênero de ação da trilogia Os Mercenários e com as sequências de nudez e sexo gratuita, que geraram o antigo preconceito que nosso cinema não presta, é só putaria. O fato é que Reza a Lenda até que é um filme estiloso, e até certo ponto interessante, mas que acaba dando um tiro no próprio pé, sendo estragado por um péssimo roteiro. E o estrago ocorre não pela mistureba de clichês, gêneros e sub-gêneros, mas, porque a própria trama é muito mal escrita e desenvolvida. Só não é um merda total, porque as excelentes atuações de Sophie Charlotte e Humberto Martins são um show à parte, e acabam salvando o filme. Cauã Reymond também está ótimo, mandando bem como protagonista fodão, mas, seus dois colegas de cena se destacam (principalmente Charlotte) por saírem da zona do conforto e encararem personagens inéditos em suas carreiras. O mesmo não acontecem com os também talentosos Júlio Andrade e Jesuíta Barbosa, desperdiçados ao extremo, prejudicados com personagens ruins, somados a uma direção que não explorou o potencial deles.
Em síntese, tinha tudo para ser um filmaço e fazer a diferença no nosso cinema (potencial até tem, tanto que o filme dá uma deixa enorme para uma possível continuação), mas, que acabou sendo prejudicado por uma história tão ruim e patética que de tão ridícula, na sessão que eu estava, provocou gargalhadas em alguns e olhares de reprovação em outros. Mas, valeu! Pelo menos tentaram sair das habituais comédias imbecilizadas.
= Excepcional. / = Muito bom. / = Bom./ = Regular. / = Fraco. / = Preciso mesmo dizer?.
Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight).
Produção estadunidense de 2015.
Direção: Tom McCarthy.
Elenco: Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Liev Schreiber, Brian d'Arcy James, John Slattery, Stanley Tucci, entre outros.
Blogueiro assistiu na sala 4 do complexo Kinoplex Maceió em 21 de janeiro de 2016.
Cotação:
Nota:8,5.
Sinopse: Baseado em fatos. No começo dos anos 2000, a equipe editorial Spotilight do jornal Boston Globe, liderada pelo editor Walter Robinson (Keaton), e composta pelos jornalistas Michael Rezendes (Ruffalo), Sacha Pfeiffer (McAdams) e Matty Carroll (James), que investigam e descobrem casos de pedofilias envolvendo padres, e que são acobertados pela alta cúpula da Igreja que simplesmente os transfere de paróquia, a cada crime desta natureza que eles cometem.
Comentários: Filmes sobre investigações jornalísticas, em especial os baseados em histórias reais, sempre renderam filmes interessantes e fortíssimos candidatos a premiações. A bola da vez é este drama, baseado em fatos ocorridos em Boston, que custou quinze dias para chegar aqui em Maceió, que conta com um elenco de grandes atores, com boas atuações, que só enriquecem um roteiro muito bem elaborado. O final das contas é um filmaço envolvente, bem realista, que prende nossa atenção durante todo o tempo.
A 5ª Onda (The 5th Wave).
Produção estadunidense de 2015.
Direção: J Blakeson.
Elenco: Chloë Grace Moretz, Nick Robinson, Alex Roe, Liev Schreiber, Ron Livingston, Maggie Siff, Maria Bello, Maika Monroe, entre outros.
Blogueiro assistiu na sala 3 do complexo Kinoplex Maceió em 21 de janeiro de 2016.
Cotação:
Nota:5,0.
Sinopse: Baseado em mais um best seller teen. Na trama, nosso planeta estava de boa, até que os alienígenas inventaram de invadir, querendo ferrar com toda humanidade. Os ataques se deram em etapas, denominadas ondas, respectivamente: cortaram toda energia do nosso planeta, criaram um gigantesco tsunami que afogou boa parte da humanidade, um vírus que levou para a terra dos pés juntos outra boa parte e ainda se infiltraram entre nós. A nova ofensiva está por vim, enquanto isso, Cassie Sullivan (Moretz), é uma adolescente que está ralando para sobreviver e reencontrar seu irmãozinho caçula.
Comentários: Mais velho que a posição de cagar é que em Hollywood se uma fórmula deu sucesso de bilheterias (leia-se grana, muita, muita, muita... grana, vamos usá-la e abusá-la ao extremo. Pegando carona no sucesso da recém-extinta (ou não) franquia Jogos Vorazes, e nas genéricas Divergente e Maze Runner, chega mais uma adaptação de um livrinho teen, que traz uma trama num futuro distópico, onde a galera teen é que são os responsáveis por salvar a humanidade, só que aqui, sai o governo totalitário e entra os alienígenas como vilões. Com toda sinceridade, parece que eu estava adivinhando que a sessão que eu estaria para ver esse filminho iria ser interrompido por três vezes por falta de energia (Pô, gerência do Kinoplex Maceió, que porra foi essa?) não estava nem um pouco a fim de assistir, pelo fato do trailer não ter me agradado, prometendo ser uma bobagem. E realmente, o filme é uma bobagem do começo ao fim, com um enredo fraquinho mergulhado num roteiro regular, que reúne todos os clichês deste sub-gênero modinha, com direito a forçar uma tentativa frustrada de um triângulo amoroso que nem fede, nem cheira. Só não é uma merda total porque a trama secundária, de uns fedelhos treinados para combater os aliens é legalzinha e até desperta interesse. Fora isso, é mais do mesmo sem o brilho de todos os citados, mas que, infelizmente, agrada a garotada e vai acabar virando mais uma desnecessária e descartável franquia na história do cinema.