sexta-feira, 13 de novembro de 2015

TOP 10: 007 - SOMENTE OS MEUS FILMES FAVORITOS.

"Meu nome é Bond, James Bond". Por cinquenta e três anos o agente secreto mais conhecido da sétima arte vem cumprindo muito bem as missões que lhe são dadas. Nesse tempo estrearam e encerraram-se franquias mas o fato é que o agente 007, que está no seu vigésimo quarto filme, vem se mantendo firme e forte nas telonas, levando gerações de fãs ao delírio e conquistando novos adeptos a cada novo filme. Com uma filmografia invejável desse nível, daria para fazemos diversos Top 10, que com certeza iremos fazer em outras ocasiões. Por hora, vamos começar listando os filmes favoritos desse blogueiro. Não estranhe, nem pegue ar com a ausência dos cultuadíssimos Moscou Contra 007 e 007 Contra Goldfinger e a presença de outros filmes malhadíssimos tanto pela crítica quanto pelos fãs, pois, como acabei de afirmar, aqui é uma lista de preferência pessoal. Então, ao invés de me xingar, sugiro que elabore sua própria lista e, se possível e querendo, a poste no seu comentário, afinal, sua opinião é sempre bem-vinda em nosso blog. Enfim, antes que outro vilão megalomaníaco ou uma obscura organização inventem de querer dominar o mundo, obrigando nosso agente fodão a entrar em serviço, vamos ao nosso Top 10.



Começamos nossa lista polemizando com o único filme estrelado pelo esquecível George Lazenby, que no desempate desbancou Sean Connery (007 Contra o Satânico Dr. No e Com 007 Só se Vive Duas vezes) e Timothy Dalton (007 - Marcado para a Morte), dois grandes atores que deram vida a Bond. O filme tem suas qualidades, como o interessantíssimo roteiro que coloca Bond apaixonando e casando-se, e ainda a ilustre presença do saudoso e eterno Kojak, Telly Savallas, como o vilão Blofeld. Se tivesse sido estrelado por Sean Connery tinha tudo para está no pódio da nossa lista, mas, deu azar de ser estrelado pelo canastrão australiano que, por incrível que pareça, para alguns fãs foi o melhor ator a dá vida devido a ter sido mais fiel a essência do personagem nos livros de Ian Fleming. Polêmicas e opiniões à parte, o fato é que o filme é ótimo, com ingredientes suficientes para perdoarmos o protagonista, a piadinha infame de péssimo gosto no começo do filme, o babado tosco na blusa do Bond e ele trajar em algumas sequências um kilt (saiote escocês), garantindo que a nossa lista seja democrática com a presença de todos os atores que deram vida a Bond.



Sem sombra de dúvida os quatro primeiros filmes de 007 estão entre os mais cultuados pelos fãs, tanto pela presença do mítico Sean Connery, para maioria, até hoje, o melhor Bond de todos, como por serem considerados os melhores filmes da franquia. Particularmente gosto do quarto filme, o único da franquia a ganhar um remake, o que não é mérito nenhum, já que o mesmo é o horrível Nunca Mais, Outra Vez (título mais profético, impossível), com Connery voltando extra-oficialmente ao personagem de forma constrangedora e patética. Ignoremos essa vergonhosa refilmagem como também a situação mais constrangedora e vexatória que o agente fodão se mete num filme oficial da franquia. Indiscutivelmente um dos melhores filmes da franquia, um dos melhores estrelados por Connery. 



Estreia em grande estilo daquele que para mim, até agora, é o melhor Bond de todos os tempos, apesar de ter assumido o personagem bem tardio e estrelar alguns dos piores filmes da franquia. Roger Moore está perfeito como o agente, no filme que deixa de lado os vilões tradicionais da época (leia-se soviéticos e megalomaníacos da SPECTRE), numa trama com um certo ar de ocultismo. A presença de Jayne Seymour estreando nas telonas como uma das mais linda bond girl de todos os tempos e a inesquecível e deliciosa clássica canção-tema cantada por Paul McCartney são a cereja do bolo deste divertidíssimo filme. 



Assim como Roger Moore, Pierce Brosnan assumiu Bond um pouco tardiamente (coincidentemente, devido a também está envolvido com um seriado televisivo), já que estava cotadíssimo para substitui-lo em 1987, mas, acabou dando a chance para o ator shakespeariano Timothy Dalton estrelar dois filmaços da franquia. Mesmo assim, inegavelmente, Brosnan deixou sua marca na franquia ao personificar um Bond mais brucutu, estilo que Daniel Craig consolidou, atraindo fãs da nova geração. Em seu segundo filme no personagem, Brosnan está em plena forma para as cenas de ação, bem a vontade no personagem, e ainda conta com duas bond girls ímpares: a eterna Lois Lane do horrível seriado Lois e Clark, a lindíssima Teri Hatcher, e a estrela das artes marciais Michelle Yeoh, simplesmente, a bond girl mais durona e realmente talentosa em sequências de lutas que a franquia teve até hoje. 



Por mais que eu tenha queimado neurônios para utilizar critérios para desempatar alguns filmes da franquia (seis filmes, simplesmente, têm a mesma nota dada por nós, o que me fez quebrar a cabeça para descartar metade destes da nossa lista), um empate foi inevitável, justamente entre os filmes que são as despedidas dos dois últimos Bond (isso se Daniel Craig não voltar atrás e encarar mais um filme). A despedida de Brosnan foi justamente no ano que o personagem comemorava quarenta anos nas telonas, o que acabou recheando o filme com diversas homenagens descaradas aos vários filmes da franquia. Nostálgico mas sem deixar de ser atual, da mesma forma que o último filme da franquia, atualmente em cartaz, que resgata o bom e velho Bond, sem deixar cair o pique da ação frenética dos filmes da nova geração, méritos suficiente para de cara, merecidamente, o novo filme garantir presença cativa em nossa lista. 



Com o fim da Guerra Fria, parecia que estava decretada o fim do espião no cinema. Então, os caras tiveram que tentar reinventar o personagem, sem perder a essência. Então, no segundo e último filme estrelado pelo talentoso Timothy Dalton, resolveram colocar Bond não somente chutando o pau da barraca, pedindo demissão do M-16 e partindo para a vingança pessoal, mas, também enfrentando um vilão bem mais real do que o costume. ou seja, um mega-traficante de drogas. O tiro poderia ter saído pela culatra, mas, o fato é que o resultado surpreendeu, sendo um dos melhores filmes da franquia, o primeiro a priorizar a ação frenética, abrindo portas para Brosnan e Craig, inaugurarem e firmarem o estilo Bond brucutu. Destaque para as presenças das lindíssimas Talisa Soto e Carey Lowell, simplesmente, duas das mais lindas bond girls de toda franquia, e do feioso mas talentoso, Benício Del Toro, em começo de carreira, roubando a cena como um jovem e durão guarda-costas do vilão, interpretado pelo brigadeiro de festa da época, Robert Davi. 



Não é a toa que Daniel Craig está de volta a nossa lista. Dos quatro filmes que ele estrelou como Bond, só 007 - Quantum of Solace deixa muito a desejar. Em sua estreia no personagem, mesmo não me convencendo como Bond (sinceramente, só conseguiu me convencer no penúltimo filme), o cara simplesmente deu sorte de estrelar um filmaço fodástico, com um roteiro muito bem elaborado que prende a nossa atenção do começo a fim, uma bond girl estupidamente linda (Eva Green) e um vilão muito bem interpretado pelo ótimo Madds Mikkelsen. Sem mais nada a declarar, afinal, indiscutivelmente, é um dos melhores filmes da franquia com todos os méritos. 



Com certeza, a presença mais questionável e controvérsia da nossa lista. Afinal, estamos falando de um filme que tem um Bond Matusalém, sem pique para as cenas de ação, com cara de maracujá guardado no fundo da gaveta. Não nego, uma despedida melancólica e até constrangedora daquele que, para mim, é o melhor Bond de todos os tempos. Então, porque a presença na lista e ainda por cima garantindo o bronze? Antes que me xingue, deixa pelo menos expor os meus motivos: o filme tem um ótimo roteiro, um vilão interpretado pelo talentoso brigadeiro de festa Christopher Walker, a bond girl mais estranha e exótica da franquia, Grace Jones, eletrizantes sequências de ação, a estreia nas telonas numa micro-ponta do brucutu grandalhão Dolph Lundgren e a canção-tema mais pop e fodástica da franquia, cantada pelo Duran Duran. Se isso não te convenceu, então, recorro ao ditado popular: "gosto não se discute".  O trintão filme de Bond garante o nosso bronze e fim de papo.



Uma opinião em comum tanto entre os fãs de Bond como também entre a crítica é que este clássico setentista é o melhor filme estrelado por Moore. Também não poderia ser diferente, afinal, é um filmaço com um excelente roteiro, uma química perfeita entre o Bond e a bond girl interpretada pela estupidamente linda Barbara Bach, e um dos mais inesquecível vilão da franquia, o figuraça Jaws, interpretado pelo saudoso Richard Kiel, que voltou no filme seguinte, o decepcionante 007 Contra o Foguete da Morte, único filme da franquia que tem sequências passadas no Brasil. De quebra, ainda tem a melosa mas inesquecível canção-tema interpretada por Carly Simon. Enfim, não é a toa que o filme reinou absoluto por trinta e cinco anos como o melhor da franquia pois méritos para isso tem de sobra.



Trinta e cinco anos de reinado de O Espião Que Me Amava acabou com uma surpresa e tanto, justamente no ano que a franquia completava cinquenta anos. Depois de uma ótima estreia e um decepcionante filme, não se esperava grande coisa do terceiro filme de Craig como Bond, mesmo com a ilustre presença na batuta do oscarizado diretor Sam Mendes. Mas, Operação Skyfall foi muito além do imaginado por qualquer ser humano e o resultado é simplesmente um filmaço excepcional, sem sombra de dúvida, o mais ousado da franquia em todos os sentidos, com Craig finalmente me convencendo como Bond, e o talentoso Javier Bardem roubando a cena como um dos vilões mais inesquecíveis da franquia. Nem mesmo a sofrível canção-tema interpretada pela Adele tira o brilho deste filmaço que, sem sombra de dúvida, o melhor da franquia, e que dificilmente será superado. Pelo menos nos próximos trinta e cinco anos.

Antes de terminar, quero dizer que além de estrelar este Top 10, o agente secreto mais conhecido de toda humanidade também irá inaugurar a novíssima seção do nosso blog: Filmografia. Como o nome já diz, sempre que pudermos, iremos postar a lista completa de produções de uma franquia e de um astro. E o nosso 007 irá abrir com chave de ouro, já na próxima postagem. Confira!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 7 de novembro de 2015

RESGATANDO O VELHO BOND.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?. 

007 Contra Spectre (Spectre).
Produção do Reino Unido e estadunidense de 2015.

Direção: Sam Mendes.

Elenco: Daniel Craig, Christoph Waltz, Léa Sydoux, Ralph Fiennes, Ben Wishaw, Naomie Harris, Dave Bautista, Monica Bellucci, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 3 do complexo Kinoplex Maceió em 06 de novembro de 2015.

Cotação

Nota: 9,0.  

Sinopse: Sem que seu chefe M (Fiennes) saiba, James Bond (Craig) vai ao México para um acerto de contas com traficante e acaba, "pra variar", causando um incidente internacional. Peidado, M suspende Bond, o que não o impede de continuar suas investigações, que o leva a descobrir uma misteriosa organização criminosa chamada Spectre. Participando infiltrado numa reunião da organização em Roma, Bond descobre que o líder (Waltz) é alguém do seu passado e a missão, além de ser para salvar o mundo, torna-se pessoal. 

Comentários: Que presentão de aniversário! Completar idade nova justamente no final de semana que um dos filmes mais aguardados por mim entra em cartaz. Foi complicado conter a ansiedade de mais um dia de espera, apenas para me presentear, mas conseguir e na noite de ontem fui conferir a vigésima quarta missão do agente secreto mais conhecido do mundo. Depois do fodástico 007 - Operação Skyfallas expectativas só aumentaram. Com o diretor Sam Mendes mantido na batuta, esperava-se que o novo filme fosse tão fodástico quanto o anterior, e nesse ponto, e apenas nesse ponto, decepciona. Nos demais, temos mais um ótimo filme da franquia, com um roteiro muito bem elaborado, que tem como principal mérito em pisar no freio e diminuir um pouco na dosagem do Bond brucutu, no pique total em ritmo ação frenética e surreal que a nova geração está acostumada desde de Pierce Brosnan chegando ao ápice com Craig, resgatando os bons e velhos dos tempos do Bond mais investigativo, charmoso, sedutor e pegador das gostosas. O equilíbrio entre o nostálgico e a modernidade é perfeito, e de quebra, ainda fecha o círculo Daniel Craig, que parece que realmente está fechado, com interessantes citações aos três filmes anteriores. Caso se confirme, finalmente um ator que deu vida ao Bond, se aposenta em grande estilo. Enfim, sendo ou não a última missão de Craig como Bond, o fato que 007 Contra Spectre é mais um filmaço da franquia, que merece ser conferido, principalmente pelos fãs que com certeza vão amar. Missão dada, missão cumprida!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano. 



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

TOP 10: BRUCUTUS X SOBRENATURAL.

Há uma semana em cartaz nos nossos cinemas, O Último Caçador de Bruxas traz Vin Diesel como o personagem título, uma mistureba de Highlander e Blade. Não é a primeira vez que o brucutu encara uma ameaça sobrenatural, como também ele não é o primeiro e o único astro do cinemão de ação a encarar bruxas, zumbis, extraterrestres, a porra toda que foge ao natural e do vilão tradicional de carne e osso. Inclusive, tem um dos brucutus que é praticamente um especialista. Por isso mesmo resolvemos fazer um Top 10 sobre o tema. Lembrando que o critério utilizado aqui não é de um filme ser melhor do que outro, mas, do grau fodástico da ameaça de outro mundo que os caras encararam. Antes que uma epidemia transforme a humanidade em zumbis ou vampiros, ou sejamos invadidos por alienígenas vamos ao nosso Top 10: Brucutus X Sobrenatural.

10. Mark Dacascos X Tosca criatura em D.N.A. - Caçada ao Predador e Steven Seagal X Humanos transformados em vampiros após uma epidemia em Escuridão Mortal


Iniciamos nossa lista com um empate entre duas pérolas trashes. Pegando carona no mega-sucesso do primeiro O Predador, uns caras inventaram de produzir uma imitação de décima quinta categoria, sobrando para o injustiçado Mark Dacascos pagar o King Kong de estrelar essa merda. É bem verdade que bem posteriormente, o cara encarou zumbis, mas, sem sombra de dúvida, só o fato dele ter a coragem de atuar nesse filme, que por si só é sobrenatural de tão ruim que é, já o garante na nosso lista. Ao contrário do atual chupeta de baleia Steven Seagal, já que a colcha de retalhos classe C, que faz uma mistureba das franquias Blade e Resident Evil, obviamente, sem o orçamento de nenhuma delas, não chega ser tão ruim e tosco assim. Sobrenatural mesmo não é nem mesmo a vampirada do filme, mas, ver um cara que é fera em várias artes marciais, que estrelou filmaços clássicos do gênero de ação, tão fora de forma, preguiçoso e lento, que mal consegue mover os braços na hora que o pau come.

9. Jason Statham X Humanos possuídos por espíritos marcianos em Fantasmas de Marte.


E continuamos nossa lista com mais uma pérola trash. O carequinha fodão não é muito chegado, pelo menos até agora, em encarar o sobrenatural, apesar que em muitos dos seus filmes suas peripécias são pra lá de surreais. No interessante Em Nome do Rei, ele até encara um feiticeiro meia-boca, uns orcs, mas, é justamente em um filme antes do estouro como astro fodão dos filmes de ação, como coadjuvante que rouba a cena dos protagonistas Ice Cube e Natasha Henstridge, que o cara se supera. Dirigido pelo mestre John Carpenter, o filme tem um ideia inegavelmente original, mas, convenhamos, para lá de tosca, uma prova que errar é humano, logo, até os mestres erram. Mesmo assim, foi o suficiente para Statham desbancar outros astros do gênero  que encararam o sobrenatural, como Jackie Chan e Nicolas Cage, e vim parar na nossa lista.

8. Chuck Norris X Um tosco demônio em Perigo Mortal.


Acabando com os empates (ao menos, por enquanto), chega ele, o onipresente, o fodão dos fodões Chuck Norris, o cara que contou até o infinito por duas vezes, e que derrotou exércitos inteiros na maioria dos seus filmes, não poderia ficar de fora da nossa lista dos brucutus que encararam forças sobrenaturais. Assim como Statham, Norris encarou por pouquíssimas vezes forças sobrenaturais, e mesmo assim, meia-bocas, indígenas na fodástica aventura Firewalker - Os Aventureiros do Fogo e em alguns episódios do saudoso seriado Walker, Texas Ranger. Mas, o ápice foi no trash e, merecidamente, quase esquecido Perigo Mortal, onde ele encara um tosco demônio que, obviamente, quer dominar a humanidade. Como fazer exorcismo não é o forte de Norris, o capeta é enviado para o inferno na porrada mesmo.

7. Dwayne Johnson X Humanos transformados em monstros por vírus marciano em Doom: A Porta do Inferno


Com uma filmografia eclética, o eterno The Rock não poderia ficar de fora da nossa lista dos brucutus que encararam o sobrenatural. Destaque para a interessante adaptação para as telonas do cultuadíssimo game Doom, onde o brucutu encara monstros resultados de experiências mal sucedidas com vírus marcianos, ao lado do então futuro Juiz Dredd Karl Urban e da gatíssima talentosa, então futura arrastadora de prêmios por Garota Exemplar, Rosamund Pike.

6. Dolph Lundgren X Traficante extraterrestre em O Grande Anjo Negro.


Outro brucutu que preferiu descer a porrada em gente de carne e osso ao encarar o sobrenatural. No comecinho da carreira, o sueco até encarou o vilão Esqueleto e seu exército bizarro no clássico oitentista e da Sessão da Tarde, Mestres do Universo, e mais recentemente, viajou no tempo para substituir o colega da trilogia Os Mercenários, Jason Statham, na desnecessária e horrível continuação Em Nome do Rei 2. Mas, nada comparável ao encarar um traficante espacial, interpretado pelo também grandalhão Mathias Hues, brigadeiro de festa em filmes de ação classe C do final dos anos 1980 e primeira metade dos anos 1990, geralmente, como vilão coadjuvante, tendo seu papel de mais destaque justamente nesse filme que se supera. Afinal, é inegável que a premissa é ridícula e pra lá de tosca, mas, o resultado é surpreendente: simplesmente um dos melhores filmes do brucutu sueco.

5. Kurt Russell X Seres e monstros mitológicos chineses em Os Aventureiros do Bairro Proibido.


O mestre John Carpenter pode ter pisado feio na bola com Fantasmas de Marte, mas, acaba sendo um deslize insignificante diante de tanto acertos, afinal, não é a toa que o diretor é um dos gênios mais criativos da sétima arte. Um dos seus maiores acertos, sem sombra de dúvida, foi a parceria com o ator Kurt Russell, uma das mais bem sucedidas da história do cinema, rendendo filmaços inesquecíveis e fodásticos (obviamente, ignoremos o horrível Fuga de Los Angeles, que colocou um ponto final na tão rentável parceria). Dessa parceria, o mestre que já havia antes presenteado a sétima arte com o clássico fodástico do terror Halloween, colocou Russell para encarar o sobrenatural por duas vezes. Destaque para o fodástico clássico dos bons e saudosos tempos da Sessão da Tarde, Os Aventureiros do Bairro Proibido, onde o figuraça caminhoneiro Jack Burton encara alguns semideuses chineses só para salvar a noiva de um amigo. Esse filmaço fodástico pode ganhar um remake, estrelado por Dwayne Johnson. Mas, por hora, o original já garantiu a presença de Russell no nosso Top 10.

4. Wesley Snipes X Vampiros na trilogia Blade e Vin Diesel X Monstros alienígenas em Eclipse Mortal



Último empate da nossa lista, desta vez entre dois pesos pesados. Com seu personagem mais inesquecível, o herói dos quadrinhos meio humano, meio vampiro, Wesley Snipes encarou os sanguessugas por três vezes, com direito a encarar a versão mais assustadora e bizarra do Drácula no terceiro, e até agora último filme, da franquia."Muso" inspirador deste Top 10, Vin Diesel consegue arrancar um empate com Snipes, como o fodástico Riddick. Nesse caso, a primeira vez é inesquecível, já que os assustadores extraterrestres do primeiro filme, são tão assustadores que garantiu ao pouca-telha garantir lugar de destaque na nossa lista.

3. Arnold Schwarzenegger X Predador alienígena em O Predador.  


A partir daqui, a porra fica séria, e acabou essa frescurada de empate entre os brucutus. Arnoldão simplesmente não quer saber e toma posse do nosso pódio só para ele. E diga-se de passagem, merecidamente. De cara, o brucutu austríaco já garante o bronze, simplesmente com o fodástico clássico oitentista e do gênero de ação, um dos melhores filmes do gênero de todos os tempos. Encarar um exército rebelde mixuruco de um país no feofó da America Latina é moleza. Agora, encarar um extraterrestre que, sem ter o que fazer no seu planeta, vem ao nosso para nos caçar, só mesmo o fodão Dutch. Depois desse confronto, o bicho amoleceu e só encarou outros humanos bem menos saradões e brucutus como Danny Glover, Adrien Brody e a nossa Alice Braga.

2. Arnold Schwarzenegger X Bruxa gostosa que se transforma numa monstra na hora do sapeca ia-iá em Conan, O Bábaro.


É impossível ter vivido na fictícia Era Hiboriana e não ter encarado o sobrenatural. Por isso que, tanto nos dois Conan como em Guerreiros de Fogo, não faltaram bruxas, feiticeiros e monstros para o brucutu austríaco encarar. Mas, destes, nada se compara a uma sequência rápida do primeiro Conan, onde na hora que o brucutu está mandando ver numa gostosa, ela inventa de se transformar (ou pegar espírito). A cena é tosca e hilária, mas, mesmo assim, até hoje, quando estou transando com uma gostosa, fico atento.


1.  Arnold Schwarzenegger X O capeta em Fim dos Dias.


Vamos lá, é bem verdade que tanto O Predador como Conan, O Bárbaro são superiores ao Fim dos Dias. Mas, o que garante o lugar mais alto do nosso pódio é o fato do personagem do brucutu austríaco encarar o próprio chifrudo, sendo um cara relativamente comum, em relação a maioria dos heróis fodões, exércitos de um homem só, de toda filmografia do astro. Sem falar que o seu personagem é um cara que está numa deprê porque perdeu a família, sem fé em Deus e em si próprio. Mesmo assim, sai na porrada com o próprio capeta, só para proteger uma gatinha e salvar o mundo do apocalipse. Indiscutível e merecidamente ouro.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PARA O ALTO E AVANTE, DE SAIAS!

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?. 

Supergirl -  Episódio 1 - Piloto (Supergirl - Pilot)
Produção estadunidense de 2015.

Direção: Glen Winter.

Elenco: Melissa Benoist, Jeremy Jordan, Mehchad Brooks, Calista Flockhart, Chyler Leigh, David Harewood, Laura Benanti, Owain Yeoman, Helen Slater, Dean Cain, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV por assinatura (Warner Channel) em 04 de novembro de 2015.

Cotação

Nota: 6,5.  

Sinopse: Enviada de Krypton a Terra por sua mãe (Benanti), para ser babá do seu primo, Kara Zor-El (Benoist) acaba zanzando por anos na Zona Fantasma, e ao chegar aqui o primo já é adulto, atuando por aqui como o Superman. Tão logo ela chega, ele a deixar aos cuidados de uma casal (Cain e Slater). Anos depois, agora com vinte e quatro anos, Kara trabalha como assistente da poderosa das comunicações, Cat Grant (Flockhart). Insatisfeita com a vidinha que leva, Kara deseja fazer mais pelas pessoas. A chance acontece quando o voo que sua irmã adotiva (Leigh) está prestes a cair e Kara acaba evitando a tragédia, se revelando ao mundo como a Supergirl.

Comentários: E a "briga" da D.C, e Marvel (o entre aspas é porque sabemos que ambas as editoras se entendem, e querem mais é faturar) continua cada vez mais acirrada e não somente nas telonas. Desta vez, o contra-ataque da DC é nas telinhas, emplacando mais um seriado. Chegou a vez da priminha gostosa do Superman alçar seu voo solo, após um filminho horrível nos anos 80 e uma participação cativante na extinta e saudosa (ao menos nas sete primeiras temporadas) série Smallville. Estreando ontem por aqui, o piloto é interessante, com um roteiro satisfatório, que não perde tempo em contar em detalhes a origem da heroína, partindo logo para o que interessa que é vemos a heroína em ação. Com um tom leve e até puxando para o humor, pelo piloto ainda não sabemos se o seriado seguirá a linha de Smallville (ao menos os efeitos são idênticos) ou do horrível e besteirol Lois e Clark, o que preocupa um pouco. Mas, ainda é cedíssimo para apostar no que vai dar. O fato é que mais uma heroína do fodástico cast do universo D.C. ganha vida própria e nós fãs agradecemos.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.