quinta-feira, 25 de julho de 2024

RECORDAR É REVER: TALHADO PARA CAMPEÃO (1962).

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Talhado para Campeão (Kid Galahad).
Produção estadunidense de 1962.

Direção: Phil Karlson.

Elenco: Elvis Presley, Gig Young, Lola Albright, Joan Blackman, Charles Bronson, David Lewis, Robert Emhardt, Liam Redmond, Judson Pratt, Ned Glass, George Mitchell, Roy Roberts, Michael Dante, Richard Devon, Jeffrey Morris, entre outros.

Blogueiro assistiu na TV aberta (Globo), em home vídeo (VHS) e na internet (site OK).

Sinopse
: Segundo remake do filme homônimo de 1937. Após prestar o serviço militar, o jovem Walter Gulick (Presley) vai trabalhar num centro de treinamento de boxeadores. Ele acaba chamando atenção do proprietário do lugar (Young), que passa a investir nele para lutar profissionalmente nos ringues.

Comentários
: Um filme de boxe com os saudosos Elvis Presley e Charles Bronson (este incrivelmente simpático e sorridente, totalmente fora do padrão carrancudo imortalizado em boa parte de sua filmografia) no elenco. Parece até os memes atuais que tiram onda sobre coisas aleatórias, mas, o fato é que estamos falando de Talhado para Campeão, filme sessentista que na verdade é a terceira versão de um filme homônimo de 1937 (o outro foi feito apenas quatro anos depois do original e se chamou por aqui Tragédia no Circo) e que a acabou sendo a mais conhecida a ponto dos anteriores, ao serem exibidos na TV estadunidense terem seus títulos modificados. 

O filme é ligeiramente fora do costumeiros do Rei do Rock, sendo um pouco menos bobinho, com um roteiro satisfatório que foca mais na trama, reduzindo consideravelmente os números musicais com canções fracas e esquecíveis (exceto a contagiante I Got Lucky). Não é totalmente fora da curva da filmografia de Presley, mas, acaba sendo o suficiente para ser um dos mais lembrados. 
CotaçãoNota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 14 de julho de 2024

PERTO DO FIM DO MUNDO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Contagem Regressiva (Jerusalem Countdown).
Produção estadunidense de 2011.

Direção: Harold Cronk.

Elenco: David A.R. White, Anna Zielinski, Lee Majors, Marco Khan, Jaci Velasquez, Carey Scott, Stacy Keach, Randy Travis, entre outros.

Blogueiro assistiu no YouTube em 14 de julho de 2024.


Sinopse
: Baseado no romance escrito por John Hagee. Uma dupla de agentes do F.B.I. (White e Zielinski) correm contra o tempo para recuperar bombas nucleares chamadas de As Sete Maravilhas. Mas, o que eles e ninguém esperam é que estão bem próximos do início dos finais dos tempos profetizados na Bíblia.

Comentários: Figurinha carimbada do gênero gospel, David A.R. White estrela este filme do subgênero escatológico, que marca o início da sua parceria com o diretor Harold Cronk, que rendeu posteriormente Deus Não Está Morto e sua primeira sequência. Baseado num best-seller ficcional escrito pelo pastor John Hagee, Contagem Regressiva (Putz! Que nome mais genérico e repetitivo que deram por aqui) tem uma premissa interessante que acaba sendo desperdiçada por um roteiro fraco que não desenvolve a trama como deveria, optando pelos clichês dos filmes policiais. Não chega a ser uma bomba, pois o bom ritmo consegue nos envolver satisfatoriamente. Pelo menos cumpre o básico da uma adaptação literária em nos despertar em nós o interesse em ler a obra. CotaçãoNota: 5,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

NA ESTRADA FICOU E O VENTO LEVOU.

  = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Twisters.
Produção estadunidense de 2024.

Direção: Lee Isaac Chung.

Elenco: Daisy Edgar-Jones, Glen Powell, Anthony Ramos, Brandon Perea, Maura Tierney, Sasha Lane, Harry Hadden-Paton, David Corenswet, Daryl McCormack, Tunde Adepimpe, Katy O'Brien, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 12 de julho de 2024.

Sinopse
: Sequência de Twister. Anos depois de uma tragédia que marcou sua vida para sempre, a especialista em tornados Kate Cooper (Edgar-Jones) é convidada por um velho amigo (Ramos) à integrar sua equipe de especialistas que investigam em campo o fenômeno natural. Na luta contra o tempo para decifrar o fenômeno a fim de evitar os rastros de destruição deixados pelos tornados, eles encaram a concorrência com uma equipe rival famosinha do YouTube, liderada por Tyler Owens (Powell).

Comentários
: E a atual onda nostálgica hollywoodiana está cada vez maior. Agora quem ganha uma sequência  consideravelmente tardia 
(e sinceramente, desnecessária) é o clássico noventista Twister, que na época do seu lançamento encantou o público com sua parte técnica então inovadora. Evidente, que em relação a isso, o novo filme capricha ainda mais, afinal de contas, em 28 anos do original, os avanços neste campo são indiscutíveis. O grande problema com o novo filme é a falta do fator novidade em relação ao roteiro, já que simplesmente aqui repete à fórmula, praticamente não avançando em nada na mitologia do original. Para piorar, a única relação com este é apenas a gerigonça Dorothy, que sequer é explicado como foi parar na nova equipe.  Ainda mais absurdo é o fato de ninguém, absolutamente ninguém do filme original sequer é citado (a frustrante ausência de Helen Hunt, provavelmente, tenha sido motivada por no começo dos anos 2000 ela ter oferecido aos produtores uma ideia e à disposição de dirigir uma sequência, e não houve interesse deles na época).

Twisters
não é um filme ruim. Cumpre o dever de casa, divertindo e empolgando pela parte técnica, pela direção competente e pelo carisma do elenco, principalmente, pelo astro em ascensão Glen Powell, que rouba a cena e durante vários momentos engole os colegas. Mas, sem potencial para ativar uma franquia, pois, precisa mais do que isso para despertar em nós o interesse de quero mais, algo impossível com a zona do conforto do mais do mesmo. CotaçãoNota: 6,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.