domingo, 29 de março de 2020

NAVEGANDO NUM OCEANO DIVERTIDO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Moana: Um Mar de Aventuras (Moana).
Produção estadunidense de 2016.

Direção: Ron Clements e John Musker.

Elenco: Auli'i Carvalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison, Jemaine Clement, Nicole Scherzinger, Alan Tudyk, Oscar Kightley, Troy Polamalu, Puanani Cravalho, Louise Bush, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Telecine Play) em 29 de março de 2020.

Sinopse: Moana (Carvalho) é uma adolescente, filha do chefe Tui (Morrison), o chefe uma tribo motunui de uma ilha polinésia, que resolve navegar pelo Oceano Pacífico para salvar o seu povo. Na perigosa jornada, ela acaba encontrando o semideus Maui (Johnson), conhecido por uma tremenda mancada que aprontou e agora recluso, e lhe pede ajuda.

Comentários: Aos poucos venho colocando em prática um antigo projeto de comentar semanalmente alguma produção, clássica ou recente, da Disney, em especial, as animações. Hoje, é a vez desta relativamente recente que traz a primeira princesa polinésia do estúdio. E a novidade basicamente é apenas essa, já que temos uma típica animação que segue à risca a fórmula clássica das animações. Obviamente, isso não é ruim, muito pelo contrário, já que rende uma divertida e emocionante aventura musical, com uma trama simples e redondinha, mas, bastante envolvente e cativante, números musicais bacaninhas, e uma parte técnica cada vez mais caprichada que encanta. Enfi, mais uma ótima animação com o padrão de qualidade Disney, feita na medida certa para agradar toda família. Ah,e se puder, não estando com os pequenos por perto, assista também na dublagem original, principalmente para conferir Dwayne Johnson hilário, claramente se divertindo com a experiência de imortalizar num personagem animado da Disney, e não somente na voz, já que o personagem é claramente inspirado nos trejeitos e expressões dele. Cotação / Nota: 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 28 de março de 2020

IDEOLOGICAMENTE ÓBVIO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

O Poço (El Hoyo).
Produção espanhola de 2019.

Direção: Galder Gaztelu-Urrutia.

Elenco: Iván Massagué, Antonia San Juan, Zorion Eguileor, Emilio Buale, Alexandra Masangkay, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Netflix) em 27 de março de 2020.

Sinopse: O Poço é um confinamento vertical voluntário, onde em cada andar ficam dois detentos. No local, a refeição é servida uma vez no dia, através de uma plataforma que vai descendo andar por andar. Quem se encontra num andar superior, consegue comer o que quiser, enquanto os confinados dos andares inferiores,apenas o resto e olhe lá. Ao final de cada mês, há o remanejamento dos confinados, que podem ir para um andar superior ou inferior.

Comentários: E a Netflix emplaca mais um fenômeno espanhol. E no caso deste filme premiado em setembro do ano passado no Festival de Toronto, é favorecido por chegar na plataforma de streaming justamente nessa época tensa e inédita para nós de quarentena obrigatória em que estamos vivendo, o que só aumentou ainda mais o interesse e a divulgação boca-a-boca (se dependesse da Netflix brasileira, iria ser apenas mais um no extenso catálogo, já que sequer postaram o trailer). De fato, é um filme provocativo, que vem gerando milhares interpretações, ideológicas e até mesmo religiosas. Para mim, claramente O Poço é uma alegoria bastante interessante e criativa da velha premissa da ideologia marxista da lutas de classes, com pinceladas em vários outros argumentos da esquerda, como o do criminoso ser uma vítima da sociedade. Como realmente estou cagando para essa questão ideológica (como todo ser humano, tenho as minhas bem firmadas, e por isso mesmo, não boicoto um filme ou qualquer produto cultural que tragam contrárias as minhas), e também nosso blog é simplesmente de entretenimento, permita-me deixá-la de lado, e comentar o filme como um cinéfilo do povão, que só quer mesmo gastar seu tempo assistindo um bom filme.

O Poço conta com um bom roteiro que, se por um lado traz uma trama simples, redondinha, nada complexa e sem nenhuma explicação mais detalhada, por outro, é bastante eficaz e manda muito bem o recado, de forma clara e como já dito acima, bastante criativa, que ganham forças com as excelentes atuações de um bom elenco. Debutando na direção, Galder Gaztelu-Urrutia, realiza um excelente trabalho e nos entrega um thriller tenso, envolvente, que prende a nossa atenção e provoca em nós as mais diversas emoções. O resultado é um filmaço que consegue a ser cabeça para os cinéfilos mais intelectualizados e entreter e empolgar boa parte do público, mais precisamente a que curte um ótimo thriller de ficção e não se incomoda com cenas tensas e violentas. Confira e tire suas próprias conclusões. Cotação / Nota: 8,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

domingo, 22 de março de 2020

EMOCIONANTE AVENTURA FAMILIAR E MUSICAL NO ALÉM.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Viva - A Vida é uma Festa (Coco).
Produção estadunidense de 2017.

Direção: Lee Unkrich e Adrian Molina.

Elenco: Anthony Gonzalez, Gael Garcia Bernal, Benjamin Bratt, Alana Ubach, Renée Victor, Jaime Camil, Alfonso Arau, Herbert Siguenza, Gabriel Iglesias, Lombardo Boyar, Ana Ofelia Murguía, Natália Cordova-Buckley, Selene Luna, Edward James Olmos, Sofia Espinosa, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Telecine Play) em 21 de março de 2020.

Sinopse: Miguel (Gonzalez) é um garoto mexicano que sonha em ser cantor, só que sua família por gerações excluiu a música. Na comemoração do Dia dos Mortos, Miguel deseja participar de um concurso musical escondido da família, e sem conseguir um violão, ele inventa de roubar o violão no mausoléu do seu ídolo, o icônico cantor Ernesto de la Cruz (Bratt). Só que ele acaba indo parar no outro lado da vida, e corre contra o tempo para conseguir uma benção de um familiar, do contrário, irá permanecer por lá para sempre.

Comentários: Um daqueles casos que não sei se é pior, o título dado por aqui ou o original (aqui, remete a uma das personagens, que no Brasil, foi rebatizada como Inês). Mas, ignore totalmente isso, pois, estamos falando de uma merecida premiadíssima animação da dupla fodástica Disney/Pixar. Não sei se pelo fato de trazer personagens latinos, no caso, mexicanos, mas, realmente, amei bastante esse filme, e me emocionei principalmente com a sequência final. Com a qualidade técnica impecável de sempre do estúdio, o filme conta com um ótimo roteiro, com uma trama bem simples e redondinha, praticamente seguindo o padrão, que como de costume diverte e emociona todas as idades, da criançada menor aos adultos. Contando também com uma das melhores trilhas musicais de uma animação, o resultado é simplesmente um filme inesquecível e tocante, disparado um dos melhores já produzidas. Imperdível! Cotação / Nota: 9,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.