quarta-feira, 23 de novembro de 2011

DURÕES PARA A PIRRALHADA VER.

Filmes.
Durões para a pirralhada ver.

Na mesma segunda-feira em que a Rede Globo tirou do porão a divertida comédia Mudança de Hábito, estreiou na programação da emissora carioca o bobinho Missão Quase Impossível, estrelado pelo impagável Jackie Chan, que interpreta um agente secreto, que após se aposentar, tenta ter uma vida comum, com direito até para namorar. Num destes imprevistos clichês, a namorada precisa viajar e ele se oferece para cuidar dos seus filhos, três adoráveis pestinhas que, como sempre ocorre, não irão dar mole para ele no começo, mas depois acabam conquistados pelo namorado da mãe. Neste meio tempo, por causa de um dowload involuntário feito por um dos pirralhos, um grupo de toscos e figuraças vilões estrangeiros, pintaram na área para complicar ainda mais a vida do coitado quase ex-espião.


O filme até que tem seus momentos divertidos, graças a um roteiro razoável, mesmo repleto de clichês e ao carisma e uma ótima química entre Chan e as  crianças, que estão bem a vontade em seus personagens. Mas, ao meu ver, não é um filme à altura do talento de Chan, que, como na maioria dos seus filmes hollywoodianos fora das franquias A Hora do Rush e Bater ou Correr, é mal aproveitado, sendo reduzido a um palhaço bobo e acobrático, pagando um micaço, em mais um desperdiço total dos seus inegáveis talentos. Missão Quase Impossível pode não ser o pior filme do astro, muito menos o melhor, mas é uma comédia bobinha descartável que arranca algumas risadas e diverte. Um filme família que como todos os outros é descompromissado. Logo, merece ser conferido junto com a pirralhada.

Jackie detornando Justin Bieber?
Parece, mas infelizmente, não é.

Chamada do filme quando exibido no Telecine.

  
Curiosamente, Chan não é o primeiro durão do cinema a encarar a pirralhada em cena, num filme voltado para toda família. A lista é grande (sem falar nas animações dubladas por eles, que já renderiam outra extensa lista, que prometo em breve fazer), portanto, vou citar apenas alguns que me vem a memória enquanto escrevo estes comentários. O primeiro durão que me lembro a encarar a pirralhada foi o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, que em 1990 estrelou o divertido Um Tira no Jardim de Infância, onde ele interpretar o policial John Kimbley, que mesmo sem jeito nenhum com criança é obrigado a trabalhar disfarçado como professor do maternal, a fim de pegar o pai de um dos pirralhos, um perigoso traficante, interpretado por Richard Tyson (o durão do exepcional clássico oitentista Te Pego Lá Fora). O ótimo roteiro rende um filme engraçado que ganha força graças a Schwarzenegger que está impagável como o policial que encarar o mais estressante desafio da sua vida profissional. Com ótimas interpretações, disparado é um dos melhores filmes onde um durão encara a pirralhada, como também da ótima filmografia do astro. Mais um divertido e engraçadísismo filme que, infelizmente, sofre pegando poeira nos porões das emissoras, por causa do descaso dos programadores nacionais.


Quem também encarou um filme feito e estrelado pela pirralhada foi Sylvester Stallone, rival de Schwarzenegger nas telonas nos saudosos anos 80, que em 2003 atuou em Pequenos Espiões 3D: Game Over, do talentoso diretor Robert Rodriguez. No terceiro filme da divertida franquia infanto-juvenil criada por Rodriguez, que já tinha colocado Antônio Banderas para encarar a pirralhada, Stallone faz o tosco vilão Toymaker, criador de games que deseja através deles dominar o mundo através das crianças. Mesmo sendo um bom filme, com um bom roteiro, impressionantes efeitos especiais e as várias façetas do personagem do seu personagem, é inegável que o eterno Rambo e Rocky Balboa, pagou um micaço neste divertido filme família. Destaque também para a curiosa e pequena, mas hilária participação de George Clooney, como o presidente dos Estados Unidos.



Outro durão das antigas que encarou a pirralhada em um filme feito para elas foi Bruce Wills, na comédia da Disney Duas Vidas onde ele interpreta um insensível agente de celebridades que de forma inexplicável se encontra com ele mesmo aos oito anos de idade. O filme tem os seus momentos divertidos, mesmo tendo um roteiro tosco e vários momentos clichês de dramalhões, principalmente na relação romântica entre o personagem de Wills e sua assistente e na reflexão e mudança de sua própria vida, do personagem central. Mesmo com todos estes defeitos, o resultado final é acima do esperado e chega a divertir. Apesar de bobinho e sem lógica, merece  ser conferido.



Os durões atuais também encararam a pirralhada em filmes feitos principalmente para  elas. Vin Diesel supreendeu, se dando muito bem na divertida comédia Operação Babá, também da Disney, onde ele interpreta um agente durão que se disfarça de babá dos filhos pirralhos (evidentemente, pestinhas) de um cientista do governo desaparecido. O filme é uma divertida comédia e Diesel, que geralmente está no piloto automático, se solta e está bem a vontade como o personagem. Junto com o filme de Schwarzenegger, Operação Babá é um dos melhores filmes infantis, estrelado por um durão das telonas.



Outro que se deu bem com filmes para a pirralhada foi o o eterno The Rock, Dwayne Johnson, que atuou em Treinando o Papai e O Fada do Dente. Destes, assistir apenas o primeiro, uma comédia da Disney onde ele interpreta um irresponsável solteirão, jogador estrelar do milionário futebol americano, que é supreendido pela visita de uma filha de sete anos que ele sequer sabia da existência. O relacionamento incialmente é complicadíssimo, mas aos poucos, a garotinha vai conquistando o coração do grandalhão e, como na maioria dos filmes que tratam do tema, mudando seu modo de pensar e viver a vida. O filme é uma divertida comédia e The Rock está bem à vontade no personagem, aparentemente se divertindo tanto quanto nos diverte, e tendo um química perfeita com a taletosa Madinson Pettis, que interpreta a pirralha. Junto com os já citados filmes de Schwarzenegger e Diesel, Treinando o Papai também é um dos melhores filmes infantis, estrelados por um durão das telonas.



Não tão durão assim, mas que também já atuou tanto em filmes de ação como em comédias infantis é Ice Cube. Destaque para Querem Acabar Comigo, de 2005, onde ele interpreta Nick, um carinha malandrão que mesmo detestando criança, para fazer a média com sua nova paixão, se oferece para levar os dois filhos pestinhas ao encontro da moça que está trabalhando em Vancouver, na véspera do ano novo. Evidente que a  ideia não dar certo, gerando várias situações hilárias protagonizadas por Nick e o casal de pirralhos, numa viagem muito louca. Apesar de todos os clichês do gênero, o filme é uma divertida comédia com ótimas atuações do trio de protagonistas. Cube está bem a vontade e com a química perfeita com os coleguinhas de cena,  neste que para mim é o melhor filme da sua carrreira. Em síntese, uma divertida e imperdível comédia para toda família.



Curiosamente, o filme ganhou uma continuação, dois anos depois, Uma Casa de Pernas Pro Ar, com o mesmo elenco, onde as situações desastrosas não ocorrem na estrada, mas no aconchego do novo lar, adquirdo pela nova família. Apesar de ser uma continuação inferior ao original, o filme é divertido e também arranca gargalhadas sem muito esforço. Diversão descompromissada garantida. Assim como o seu antecessor, por serem produções recentes (leia-se do nosso século XXI), ainda dão às caras com frequência nas  telinhas, tanto nas emissoras fechadas como também na aberta, neste caso, ambos são exibidos pela Rede Globo nas suas sessões de cinema vespertinas Sessão da Tarde e Temperatura Máxima. Portanto, junte a pirralhada na sala e divirta-se.



Por fim, encerro esta pequena lista de filmes infantis estrelados por durões, com o mais durão e logo o mais improvável de vermos em filmes deste tipo. Falo de ninguém menos que ele, o indestrutível Chuck Norris, que além das várias lendas que povoam a internet, tem também, até agora, o recorde de ter o maior número de filmes infantis estrelado por um durão das telonas. A começar por Unidos Para Vencer, de 1992, onde ele interpreta pela primeira vez ele mesmo,  que vem ao auxílio de um fã sonhador (o saudoso Jonanthan Brandis, do clássico infantil oitentista A História Sem Fim), que irá disputar um torneio de caratê, numa trama que é uma imitação descarada do original Karate Kid. Apesar da clara imitação, o filme é muito divertido e mesmo fugindo do habitual de sua filmografia, figura entre os melhores filmes de Norris. Um clássico da Sessão da Tarde, que infelizmente, anda sumido das programações das emissoras abertas e por assinatura.



Três anos depois, foi a vez de Norris fazer o típico filme família estrelado por cachorro em Top Dog - Uma Dupla Animal, onde Norris faz um policial que é obrigado por seus superiores a ter como novo parceiro um cachorro que além de bonitinho é muito esperto. Apesar da trama ser um pouco pesada para a pirralhada, já que envolve assassinatos e crimes, o filme diverte graças a parceria incomum entre Norris e o cachorro (algumas línguas maldosas dizem que este é melhor ator que Norris. rss...). Outro divetido clássico da Sessão da Tarde, totalmente ignorado pelas emissoras abertas e por assinaturas.


Um ano depois, Norris estrelou o horrendo filme ecológico (outro tema frequente em filmes do gênero) O Defensor, onde ele interpreta o misterioso Bill, tido por muitos como um espírito da floresta com força de um urso e esperteza de uma águia, que junto com um grupo de pirralhos, defende o local contra a ação de malvados e toscos vilões. Filme tosco, com roteiro fraquissimo, onde Norris está no ápice de sua canastrice, pagando micaço com um visual patético, que reflete perfeitamente este filme horrendo. O mais fraco filme infantil não somente de Norris, mas também estrelado por um durão do cinema.


Seja dando um show e nos divertindo ou pagando micaços em suas carreiras, o fato é que os durões do cinema, até como uma jogada de marketing para tentarem provar que são mais do que distribuidores de porrada mas bons atores, continuarão se aventurando em filmes diferentes do habitual de suas respectivas carreiras, em especial os voltados para toda família, tentando assim conquistar também o público infantil.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

EXCELENTE COMÉDIA VOLTA À TELINHA.

Filmes.
Excelente comédia volta à telinha. 

Há uma luz no fim do túnel no meio das trevas do descaso com ótimos filmes. Na última segunda, a Rede Globo tirou do porão empoeirado da emissora e exibiu na Sessão da Tarde a divertida comédia musical Mudança de Hábito, com a impagável Whoopi Goldberg, interpretando a cantora Deloris, que após testemunhar o seu namorado gângster (Harvey Keitel, excepcional), é colocada disfarçada dentro de um convento, disfarçada como freira transferida de outro convento. Ao invés de fica na dela, como deve se comportar qualquer testemunha protegida, a esparafatosa cantora coloca o convento de pernas para o ar, fazendo as freirinhas se soltarem e suas respectivas vozes.

Mudança de Hábito é uma divertida comédia, com um roteiro muito bem escrito e excelentes interpretações de todo elenco. Goldberg, ainda no embalo do Oscar recebido de atriz coadjuvante por Ghost - Do Outro Lado da Vida,  dar um show de interpretação e também como cantora, neste que, ao meu ver, é o melhor filme estrelado por ela (Curiosamente, o personagem foi escrito para Bette Midler). Em síntese, uma divertida comédia acima de média, que de tão boa dar até para encarar em versão dublada e mutilada (algo comum nos filmes exibidos pela emissora, o que não posso confirmar se aconteceu na segunda, com este filme).

O filme fez um enorme sucesso e, como na maioria dos filmes hollywoodianos, ganhou um decepcionante continuação. Em Mudança de Hábito 2: Mais Loucuras no Convento, Deloris retorna a São Francisco para ajudar suas amigas freiras a lidar com os alunos barra-pesada de uma escola à beira da falência. Ao contrário de ser uma ótima e criativa comédia como o primeiro filme, a continuação é totalmente sem graça, repleta de clichês dos filmes que se passam em escolas públicas repletas de alunos rebelde. Este sim merece está sumido e pegado poeira nos porões das emissoras.

Rick Pinheiro.
Cínéfilo.


A mais divertida e empolgante sequência musical de
Mudança de Hábito.

Uma das poucas sequências musicais que se salvam em
Mudança de Hábito 2.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DIVERTIDA COMÉDIA NA TARDE DO FERIADO.

Filmes.
Divertida comédia na tarde do feriado.

Sou um defensor que feriado é para ser aproveitado ao máximo, principalmente, fora de casa. Mas, é compreensível que alguns de nós estamos tão esgotados das nossas lutas diárias, que muito de nós, aproveitamos uma folguinha para descansamos. Para estas pessoas que estão no seu justo descanso dos guerreiros do dia-a-dia, de boa no aconchego do seu lar, minha dica é deitar no sofá e assistir a divertida comédia Super Herói - O Filme, que a Globo exibe hoje na Sessão da Tarde.

A trama sobre o jovem Rick Reker (o desconhecido Drake Bell, convicente) que é mordido por uma libélula geneticamente modificada, transformando-se no desastrado herói O Libélula, é mera desculpa para o filme fazer uma divertida paródia dos filmes de super-heróis, principalmente o primeiro Homem Aranha, com direito a uma pequena e divertida sequência que sacaneia os X-Men, e outra pequena cena, que satiriza o Batman versão Nolan.

O filme não chega a ser um Aperte os Cintos! O Piloto Sumiu ou o primeiro Todo Mundo em Pânico, mas, é superior a vários filmes, principalmente os mais atuais, de um gênero totalmente esgotado. Destaque para o saudoso Leslie Nielsen, ícone deste sub-gênero, que brilha numa pequena, mas marcante participação como a versão louca do Tio Ben do Peter Parker original. Mesmo em participação pequena, Nielsen rouba a cena, sendo responsável pelas cenas mais engraçadas.

Se a emissora não recorrer aos costumeiros cortes (será um absurdo um filme com pouco mais de uma hora e vinte seja mutilado), prepare-se para rir facilmente. Diversão boba e descompromissada garantida. Imperdível!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

N1NGUÉM MERECE: UM DOS P1ORES F1LMES DA H1STÓR1A DO C1NEMA.

Filmes.
N1nguém merece! Um dos p1ores f1lmes da h1stór1a do c1nema.

Em 11-11-11, chegou aos cinemas um filme que somente pelo trailer  exibido nos últimos meses, que mesmo não revelando nada sobre a trama (o que você encontrará no final desta postagem, não é o tal tosco trailer que enjoei de tanto assistir), já aparentava ser patético, chato, em síntese, uma porcaria total. E o fato do filme ser anunciado, com um certo orgulho, ter o mesmo diretor de Jogos Mortais II, III e IV só aumentavam a minha desconfiança contra o filme, afinal, desde de quando uma bizarra franquia é credencial para alguém? Enfim, a dúvida no ar é sede fato se a primeira impressão iria permanecer ou se estavamos diante de um filme que só deu azar de ter um péssimo trailer. Faltando aproximadamente três horas para tirar hoje esta dúvida, numa das salas do Complexo Kinoplex Maceió,  tive a sorte de encontrar 11-11-11 online, economizando assim uma grana num filme que aparentemente não é um dos melhores já produzidos.

A trama gira em torno de um escritor norte-americano, que após a morte de sua esposa e filho num incêndio, ficou com raiva de Deus, que simplesmente deixou de acreditar e do mundo, não tendo sentido nenhum para a vida, desejando partir desta para uma melhor o mais rápido possível. Para piorar a situação caótica da vida do tosco protagonista,  faltando poucos dias  para a  tenebrosa data que dar título ao filme, ele recebe uma ligação do seu irmão, avisando que seu pai está nas últimas e, mesmo não tendo intimidade com nenhum dos dois, imediatamente parte para Barcelona. É quando ele começa a perceber que o tal número o persegue e chega a conclusão que tudo de trágico que vem ocorrendo na sua vida até hoje, lhe direciona para a tal data.

As suspeitas não somente se confirmaram, mas se superaram. 11-11-11 é um péssimo filme, com um roteiro tosco, repleto de vários clichês e totalmente loucão (quem escreveu estava muito chapadão mesmo) que comete o pecado mortal de um filme de terror: não assusta. Não consegue sequer envolver o espectador, já que o protagonista é  um personagem totalmente antipático, que em nenhum momento consegue agradar. Como se isso não bastasse, o filme tem vários furos sem nexo, como o fato do personagem, mesmo tendo sindo criado na tal casa, não sabe p.n. de espanhol e ainda por cima esbarrar em personagens, na maioria com inglês impecável, e o maior de todos os furos, o fato dos fenômenos estranhos e nada assustadores acontecerem sempre as 11:11 da noite, ou seja, às 23:11.

Em síntese, 11-11-11 é um péssimo filme, que não assusta nem os mais frouxos. N1nguém merece encarar um dos p1ores  f1lmes da h1stór1a do c1nema (desculpe o trocadilho, eu não me contive). Mais que um trailer ruim, é um aviso para não perder tempo e dinheiro com uma porcaria totalmente descartável e desnecessária como essa. Enfim, fuja desta merda!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


ESCRITOR MEDÍOCRE EM DOSE DUPLA NAS TELONAS.

Filmes.
Escritor medíocre em dose dupla nas telonas.

Era uma vez um escritor norte-americano chamado Dan Brown, que mesmo tendo três livros escritos em quase dez anos de carreira, não despertava interesse dos produtores hollywoodianos. Numa indústria sedenta de novas ideias, é uma prova inequívoca que ele e sua obra não são lá grande coisa e beira a mediocridade. Até que um belo dia, lançou seu quarto livro O Código Da Vinci, que fez um estrondoso sucesso editorial, não por méritos próprios, mas, pela polêmica causada por fanáticos religiosos, que encararam a obra meramente ficcional escrita por Brown, como supostas verdades históricas descritas pelo autor, logo, heresias contra Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Igreja, o que acabou dando a obra e ao seu autor mais atenção que realmente mereciam. Falar mal de Jesus e da Igreja não é novidade nenhuma,  já que outras obras e autores já tinham feitos isso, inclusive, tocando em temas bem mais polêmicos, agressivos e heréticos, e simplesmente foram ignorados.  Mas, de alguma maneira, um escrito de livros de ficção mexeu tanto com o sentimento religioso de muita gente.

Particularmente, eu li o livro e posso dizer que é claramente visível no decorrer da leitura que ou Brown tem uma imaginação muito fértil  ou ele fumou muita nóia antes de escrevê-lo para viajar tanto na maionese. Logo, ele e sua obra não devem jamais ser levados a sério. Mas, enfim, O Código Da Vinci estourou e, evidentemente, ganhou uma versão hollywoodiana em 2006, e de quebra, abriu portas que outro livro de Brown, Anjos e Demônios (em breve O Símbolo Perdido  também) ganhasse as telonas. Sobre os filmes já realizados, ambos são dirigidos pelo competente Ron Howard e estrelado por Tom Hanks como o simbologista Robert Langdon, um herói muito mais cuca do que músculos.

O Código Da Vinci manter o mesmo enredo do livro. Na trama, Langdon é convocado às pressas pela polícia francesa, para ajudar na investigação do brutal assassinato curador do Museu do Louvre e amigo de Langdon. Ao lado da neta do finado (Andrey Tautou, apenas colírio para os olhos masculinos), o simbologista se envolve numa trama muito louca, que inclue várias pistas, símbolos, reviravoltas e vilões católicos, vestidos de hábito, que querem impedir a todo custo, que o grande segredo da humanidade, no caso o relacionamento amoroso entre Jesus e Maria Madalena, que gerou descedentes, não seja descoberto, o que poderia leva a Igreja e a fé em Nosso Senhor à extinção. Sinceramente, impossível levar a sério uma trama tão louca como essa. Burrice daqueles que protestaram, que só ajudaram na divulgação desta viagem muito louca, brôw.

Apesar de manter o mesmo enredo do livro e ter o seu roteiro escrito pelo talentoso Akiva Goldsman, o filme é decepcionante e não empolga. Nem mesmo os vinte e cinco minutos a mais no DVD Especial Duplo, consegue captar todo clima frenético e envolvente do livro. O  filme não convence, mesmo com um elenco de primeira que além de Hanks e Tautou, conta com outros excelentes atores como Ian McKellen, Alfred Molina, Jean Reno e Paul Bettany, todos apáticos em seus personagens, um desperdiço total de tanto talentos juntos no mesmo filme. Salva-se apenas a razoável fotografia, que foi realçada pelas ótimas locações. Em síntese: vá ler o livro que é bem melhor.

Não preciso dizer que, apesar de ser um filminho morno e sem graça, O Código Da Vinci foi sucesso de bilheterias e três anos depois o trio Goldsman, Howard e Hanks voltam a encarar uma obra de Brown. Apesar dos fatos ocorrerem antes dos mostrados em O Código Da Vinci, na versão para as telonas de Anjos e Demônios, a trama se desenrola após a primeira aventura cinematográfica do simbologista exageradamente super-gênio. Desta vez, Landgon é chamado, mais uma vez às pressas, pelo Vaticano para investigar o desaparecimento de quatro cardeais e impedir um ataque terrorista previsto para acontecer em pleno Conclave, logo, vitimando não somente os cardeais, mais as milhares de pessoas, fiéis  católicos e membros da imprensa, presentes a sede da Igreja Católica, num momento tão importante, onde  todos querem ver a fumaça branca, acompanhada da frase "Habemus Papa!", ao invés de virar fumaçinha, mandadas pelo ar após a explosão de uma poderossísma bomba de energia.

Com um elenco menos estrelar que o filme anterior (além de Hanks, apenas Ewan McGregor é um rosto conhecido do grande público), mas desta vez com interpretações razoáveis, o filme é uma agradável supresa, pois é envolvente, frenético e prende a atenção do começo ao fim, um thirlley de suspense bem acima da média. Não li ainda o livro, mas, acredito que desta vez Akiva Goldsman e Ron Howard, captaram perfeitamente todo o clima do livro, nos presenteando com um filmaço empolgante, infinitamente  superior ao seu antecessor. Em síntese: neste caso, além de ler o livro, assista  também o filme. Imperdível mesmo!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo. 



domingo, 13 de novembro de 2011

REUNIÃO DIVERTIDA E NOSTÁLGICA.

Filmes.
Reunião Divertida e Nostálgica.

Um grande incomôdo que as séries modinhas teen Harry Potter (esta, graças a Deus, encerrou) e A Saga Crepúsuculo causam, sem sombra de dúvida, é o fato dos seus filmes, ao serem lançados, ocuparem quase todas as salas de cinema e, particularmente, aqui em Maceió, onde ainda temos pouquíssimas salas, o problema ainda é maior, pois saimos prejudicados,  perdendo assistir no escurinho do cinema bons filmes. Como no caso, por exemplo, da comédia Gente Grande, lançada no ano passado no período em que A Saga Crepúsculo: Eclipse, ocupava mais da metade da, até então tinha  apenas nove salas, e que finalmente acabei de assistir, graças a um dos tais sites "caridosos" que postam filmes on line).

Gente Grande reúne um elenco de comediantes de peso e figurinhas repetidas formado por Adam Sandler, Chris Rock, Rob Schneider, Kevin James e David Spade, que interpretam um grupo de amigos, que após trinta anos de um conquista de um campeonato infantil de basquete, se reencontram, juntos com suas respectivas famílias, no funeral do treinador do time e, aproveitam o embalo para passarem um final de semana juntos, numa casa, gerando, evidentemente, várias situações hilárias e divertidas.

O filme é uma divertida e engaçada comédia, com um ótimo roteiro que além de provocar risadas, nos faz refletir sobre as diferenças entre a nossa feliz infância e nossas divertidas brincadeiras e a pirralhada de hoje, enfunada dentro de casa e suas brincadeiras frias, que se resumem a games violentos. O elenco cumpre a sua função e nos diverte, apesar de todos, em especial o quinteto de comediantes e Salma Hayek, estarem bastante contidos, o que poderia cada um ter se soltado mais, mostrando seus inegáveis talentos individuais. Mesmo assim, Gente Grande é uma comédia divertida, que arranca risos fácil e de quebra ainda nos faz reviver os bons tempos da nossa infância, onde éramos felizes e não sabíamos o quanto. Em síntese, diversão garantida! Imperdível!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


sábado, 12 de novembro de 2011

VISITANTES INDESEJÁVEIS.

Filmes.
Visitantes indesejáveis.

Vida de cinéfilo que ganha um péssimo salário não é nada fácil, tem que se virar nos trinta. Nem chegamos aos meados do mês e este cinéfilo já está começando a fechar a carteira, optando em assistir alguns lançamentos do fim de semana pela internet. Particularmente, gostaria de assistir pela grande rede 11-11-11, terrorzinho aparentemente ruim, mas, como o mesmo ainda não está disponível em nenhum dos sites "caridosos" que postam filmes, sobrou para assistir on line Reféns, suspense que estreiou ontem nos cinemas brasileiros e estrelado pelos ícones hollywoodianos Nicholas Cage e Nicole Kidman, que interpretam um casal em crise, devido a falta de atenção que ele dar a família, com uma filha adolescente rebelde, e que mesmo morando numa mansão com segurança máxima, recebem a visita indesejável de uma quadrilha de ladrões muito doidões, que entram pela porta da frentesem cerimônias e farão de  tudo para sair de lá milionários.

Dirigido pelo imprevisível Joel Schumacher, o filme é um ótimo suspense psicológico, muito bem escrito (apesar de alguns clichês e furos patéticos, como a burrice do personagem de Cage, abrir tranquilamente a porta para os bandidos entrarem, mesmo sem ver suas caras e sem nenhuma identificação), que prende a atenção do começo ao fim. Mesmo com toda imprevisibilidade  de sua filmografia, Schumacher vem se dando muito bem no gênero suspense, e Reféns só vem se juntar aos ótimos filmes do gênero, dirigido por ele,  como Por um Fio, Número 23, entre outros. E mais uma vez, ele tem a sorte de contar com elenco afiado, com ótimas  atuações, inclusive, até mesmo de Cage,  que finalmente sai do habitual piloto automático e supreende com uma boa atuação.

Com enredo intrigante, repleto de reviravoltas, Reféns é um ótimo suspense psicológico, bem acima da média. Com certeza é o melhor lançamento deste fim de semana, logo, vale a pena abrir a carteira e conferi-lo no escurinho do cinema. Pena que este blogueiro não encontrou disponível na rede o aparentemente lixo 11-11-11, obrigando a assistir on line, um filme que vale a pena pagar para ver. Nota: 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


CREPÚSCULO ANTES DO AMANHECER.

Filmes.
Crepúsculo antes do Amanhecer.

Tá bom, eu admito: peguei um pouco pesado nos meus comentários sobre os primeiros filmes da franquia teen modinha A Saga Crepúsculo, na postagem mais comentada deste blog, com direito a xingamentos contra este blogueiro, sobrando até para sua mãe, que sequer sabe da existência deste blog. Para ser justo e com a chegada no próximo fim de semana de mais um filme da franquia (apesar de não me agradar muito, admito que  A Saga Crepúsculo é ligeiramente melhor a Harry Potter, outra franquia teen modinha.) resolvi rever os três primeiros filmes, com bastante atenção aos mínimos detalhes, postando aqui os meus comentários de cinéfilo. Não sei se após esta micro-maratona, irei mudar ou manter as minhas opiniões anteriores sobre a franquia. Mas, desde já, deixo claro que são opiniões sinceras deste blogueiro (e não de mamãe), logo, as fãs apaixonadas da franquia teen vão tratando de ser racionais e respeitar as opiniões alheias. Afinal, não vivemos mais no regime ditatorial e, se até Nosso Senhor Jesus Cristo não agradou a todo mundo, imagina uma franquia, baseada numa série de livros de qualidade duvidosa, irá obrigatoriamente agradar a todos. Sem perder tempo, vamos aos comentários.

UM BOM COMEÇO.

A febre teen que dominou todo planeta chegou as telonas em 2008, ano em que Crepúsculo estreiou e fomos apresentados aos personagens do universo criado por Stephanie Meyer, onde vampiros brilham a luz  do sol feito pupurina em baile gay, ao invés da clássica destruição fatal. Na trama, a jovem introvertida Bella Swann (Kristen Stewart, lindíssima como em nenhum outro filme da franquia e de sua carreira) muda-se para nublada cidade de Forks, nos arredores de Washington, para morar com seu pai, já que sua mãe resolve viajar o país, acompanhando seu novo namorado, um jogador de beisebol que mal vemos a cara. Num belo dia nublado, Bella conhece o também introvertido Edward Cullen (Robert Pattinson, supreedentemente convicente), se apaixonam e iniciam mais uma história de amor impossível da história do cinema, pois o rapaz é um vampiro. Paralelamente, um trio de vampiros sanguinolentos chegam a região e começa atacar indefesos seres humanos.

A Saga Crepúsculo inicia bem com um ótimo filme que dosa o climão de romance que as meninas adoram, com uma pitadinha de ação e suspense que empolga os mamanjos, apesar do forçar um pouco a barra na pieguice, no dramalhão e no estilo câmera lenta. As interpretações são visivelmente esforçadas, acima da média da franquia, mas sem nenhum destaque especial. Nem mesmo Taylor Lautner, o melhor ator da franquia teen, chama a atenção, sendo praticamente um figurante que nem influe e contribue, numa participação curtíssima e desnecessária. Ao contrário dos filmes posteriores, Pattinson e Stewart seguram bem seus personagens, tendo uma química tão boa, que acabaram ultrapassando a ficção e trazendo para a vida real.

Em síntese, apesar de ter um roteiro um pouco arrastado, fazendo o filme ter uma duração maior do que merecia, Crepúsculo é bom filme de romance. Envolvente e cativante, até agora,  é disparado o melhor de toda franquia teen. Um bom começo  para uma franquia modinha. Nota: 8,5.



CONTINUAÇÃO QUE FAZ JUS A REGRA.

Um ano depois de sua boa estreia, o segundo livro da série ganha sua versão para as telonas em A Saga Crepúsculo: Lua Nova. Na trama, querendo evitar o inevitável, ou seja, a transformação de Bella em vampira vergetariana, Edward aproveita a partida da sua família de Folks, para terminar com a moça, dando espaço para concorrência, já que ela em deprê, se aproxima do seu amigo, até então figurante, Jacob. Ele, após levar o clássico toco "Você é só meu amigo", entra para uma gangue de lobisomens da sua tribo. Paralelamente, a vampira Victoria volta a cidade querendo vingar a morte do seu parceiro James, com o sangue de Bella. Achando que sua amada está morte, bem ao estilo Romeu de Shakespeare com uma dosagem pesadíssima de canastrice mexicana ao estlio Hector Bonilla, Edward resolve "se matar", recorrendo aos terríveis vampirosVolturi (não existe no universo de Meyer, por exemplo, Blade, Peter Vicent, entre outros matadores de vampiros), para dar cabo em sua imortalidade para sempre.

Depois de uma boa estreia, a franquia caiu bastante com um filme fraquíssimo, algo bastante comum na maioria das continuações. Desta vez extrapolaram na dose de dramalhão e melancolia, deixando a ação de lado, tornando o filme tedioso. O esforço interpretativo do primeiro filme deu lugar a um piloto automático generalizado, contagiando até mesmo a talentosa Dakota Fanning, supreendentemente péssima e reduzida a uma personagem quase figurante. Salva-se apenas Taylor Lautner, que rouba a cena e supreende, sendo o único do elenco a interpretar de verdade e não usar o tal piloto automático. Além dele, destaca-se também os caprichados efeitos especiais, em especial nas cenas com os lobos, impressionando pela riqueza de detalhes. Sem dúvida alguma, junto com a atuação de Lautner, salvaram o filme de um total fiasco.

Com um enredo exageradamente arrastado, num roteiro com mais furos que mordidas de vampiros e lobisomens num mesmo pedaço de carne, A Saga Crepúsculo: Lua Nova decepciona e não somente faz jus a regra que uma continuação é inferior ao original, como também, até agora, é o filme mais fraco da franquia teen. Curiosamente, é o favorito da maioria dos fãs da saga. Gosto não se discute e ninguém esculhambe alguém e sua genitora por causa disso. rsss... Em síntese,  um filme triste, melancólico e enfadonho que recebe a nota 4,5, somente graças a atuação de Lautner e aos efeitos especiais.


UM TERCEIRO FILME QUE FOGE A REGRA.

Contrariando a regra que o terceiro filme é o mais fraco de uma franquia, A Saga Crepúsculo: Eclipse, consegue dar uma recuperada na franquia, apesar de ainda se arrastar demais, ter uma dosagem alta de dramalhão no roteiro e a canastrice de boa parte do elenco, exceto Lautner, evoluindo bastante, a cada  filme, sendo cada vez melhor na sua atuação. Na trama, os pombinhos Bella e Edward estão cada vez mais felizes, o que não impede de Jacob de lutar pela sua amada e ficar secando os pombinhos. Contrariando este clima de só love, chega a pacata e nublada Folks, uma legião de vampiros recém-criados,  vindos da vizinha Seatle, sedentos, literalmente falando, de carne e sanngue novos.

Minhas opiniões sobre A Saga Crepúsculo: Eclipse  continuam a mesma de um ano e cinco meses atrás, quando conferir, junto com minha amiga Dani, na tela do extinto Cine Farol, este filme. Apenas acrescento a nota: 8,0. Os comentários completos você confere em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/07/assistir-eclipse.html


CONCLUSÃO:

Ao final desta micro-maratona, minhas opiniões sobre A Saga Crepúsculo continuam a mesma. No geral, a franquia não me agrada (e a muita gente, principalmente os marmanjos) pelos exageros no dramalhão açucarado, algo supreedentemente arrastado nos três, até agora, filmes da franquia e pelas falhas grotescas do roteiro (ou dos livros, como não os li, não posso afirmar com exatidão se a culpa é da obra original ou da adaptação), que sequer torna o triângulo central interessante e bem construído. Nem quero entrar no mérito da tentativa fustrada de Meyer em dar uma nova versão para a mitologia dos vampiros e lobisomens, muito menos das péssimas atuações do casal de protagonista, a partir do segundo filme, pois seria motivo para me estender ainda mais. Mas, apesar de tudo isso, como cinéfilo não posso negar que A Saga Crepúsculo já tem o seu espaço garantido no rol dos ícones do cinema, graças aos milhares de fãs, que assim como os de Harry Potter, tornaram duas séries de livros medíocres, em verdadeiros fenômenos editoriais e cinematográficos, gerando vários produtos diretos como também várias imitações. Enfim, como dizia uma velha amiga, "Gosto não se discute, se curte!".

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

RECORDAR É REVER: FALCÕES DA NOITE.

Filmes.
Recordar é rever: Falcões da Noite.

Comentar filmes que acabam de chegar aos cinemas é ótimo. Tão bom quanto é comentar filmes antigos, em especial, aqueles que, por motivos incompreensíveis, andam sumidos da telinha da TV e das prateleiras das locadoras, mesmo sendo melhores que muitas super-produções hollywoodianas dos nossos dias. É o caso, por exemplo, do policial Falcões da Noite, onde Sylvester Stallone (na época, se firmando em Hollywood após o estouro e premiações por Rocky, Um Lutador) e Billy Dee Williams (recém saído da obra-prima da ficção científica O Império Contra-Ataca), formam uma dupla de policiais de Nova York  que não dão mole para bandido (frase dita pelo locutor da Rede Globo, nas chamadas do filme que foi exaustivamente exibido, até começo dos anos 90, nas sessões Domingo Maior e Corujão),  e são convocados para integrarem uma força-tarefa internacional, a fim de evitar que o perigossíssimo terrorrista Wulfrag (Rutger Hauer, uum filme antes do seu vilão mais memorável no cult Blade Runner: O Caçador de Andróides), ataque a sede das Nações Unidas.  

O  filme, que também conta com a mulher-biônica da extinta homônima série televisiva, Lindsay Wagner (desperdiçadíssima, sem ter o que fazer no filme), tem uma premissa interessante, com uma trama razoavelmente bem escrita, apesar dos furos no roteiro com algumas situações inexplicáveis, e até prende atenção, apesar que para os padrões atuais possa parecer tosco. E a nossa dublagem orignal, repleta de expressões e gírias específicas do nosso país daquela época, só piorava as coisas e batizava precocemente o filme como tosco. Para termos ideia do estrago, em uma das  cenas,  o personagem de Stallone, diz que vai arrebentar a janela de um trem do metrô, "a cacetada", expressão na época imortalizada por Didi Mocó, no saudoso programa domincial Os Trapalhões.   

Mas, nem só de micos e cacetadas patrocinadas pela tosca dublagem de nosso país, Falcões da Noite chama a atenção, mas, principalmente, por méritos próprios originais. A começar pela atuação de Rutger Hauer, que rouba a cena com uma boa interpretação e que nas primeiras cenas está ireeconhecível, com os cabelos tingidos e muito bem maquiado. Aliás, a mesma equipe que caprichou no visual dele, pisou na bola feio na tosca caracterização do personagem de Stallone, na cena de abertura do filme, onde DaSilva, trabalhando disfarçado como um senhora para prender uns ladrõesinhos de merda, simplesmente, colocaram um máscara de  carnaval de plástico, para esconder o seu visual a la Chuck Norris. Destaque também para a trilha instrumental que até hoje estrela várias chamadas de filmes que são exibidos na emissora de Roberto Marinho.

Falcões da Noite pode não ser o melhor filme dos envolvidos, mas, sem sombra de dúvida é um bom filme policial, que prende atenção e diverte, bem ao estilo da franquia do policial durão Dirty Harry, imortalizado por Clint Eastwood, que na época, boa parte dos filmes policiais da época seguia rigorosamente a sua cartilha. Vale a pena conferir, principalmente pelo encontro histórico dos ícones Stallone e Hauer, em um duelo memorável, mesmo que não tenha nenhuma porrada (ou cacetada, caso você prefira) de fato. Um clássico oitentista que merece ser descoberto e revisto por aqueles que já assistiram. E em versão original, legendada, pois se assitirmos na clássica dublagem brasileira, corremos o risco de rotular como 100% tosco um bom filme policial.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Poster original do filme.

Capa do VHS de Falcões da Noite:
Bons tempos que ainda encontravamos o filme
nas prateleiras das locadoras.

Trailer original e  paradão do filme.
Assim fica difícil eu tentar convencer que
Falcões da Noite não é um filme tosco.

Sequência com a nossa dublagem original.
Motivo que o filme já naquela época,
recebia o título de "tosco".