domingo, 5 de fevereiro de 2012

AÇÃO E TERROR NA MADRUGADA DO MAX HD.

Filmes.
Ação e terror na madrugada do Max HD.
Para um cinéfilo, depois de uma semana corrida e estressante, nada como parar na frente da TV e curtir os canais pagos que exibem bons filmes (apesar de ainda falharem em sua maioria, por exibir apenas filmes produzidos no século XXI), sobretudo os que não se renderam a atual e lastimável tendência de exibir toda programação dublada. Caso do Max HD, que na madrugada de sexta para sábado exibiu dois filmes inéditos para este blogueiro e que algum tempo desejava assistir, os quais passo a comentar a partir de agora.

Nos anos 80, os filmes de ação com ninjas eram a coqueluche, principalmente graças  a extinta produtora Cannon. Quando achavamos que os ninjas estavam extintos, lembrados apenas na memória dos mais saudosistas, em 2009, os caras responsáveis pela trilogia Matrix, os irmãos Andy e Larry Wachowski, convocaram James McTeigue, diretor do sucesso V de Vingança,  e ressuscitaram os sombrios e quase imbatíveis mercenários milenares em Ninja Assassino. A primeira vista parece que o filme é uma tentativa de levar os Ninjas, um pouquinho mais a sério, colocando-os mais sombrios, atacando principalmente no escuro, bem diferente dos ninjas made in Cannon, que atacavam em plena a luz do dia e, apesar de ser fraquinhos, estavam desmaiados no chão ao primeiro golpe do mocinho, seja ele o imbatível Chuck Norris (no tosco Octagon: Escola para Assassinos) ou o "engano bem, mas na verdade não luto p.n" Michael Dudikoff (o American Ninja original).

Desta vez, os ninjas são apresentados como membros de clãs milenares de mercenários, que são treinados desde criança para se tornarem máquinas mortais, que atuam secretamente e são imbatíveis nas missões que lhe são confiadas. Porém, Raizo (o sul coreando Rain), o mais habilidoso e mortal dos ninjas do clã liderado pelo impiedoso Ozunu (a lenda viva dos filmes de ninja, Sho Kosugi), resolve chutar o pau da barraca e desertar do clã, causando a ira do seu "pai" e "irmãos" ninjas, passando a ser perseguido impiedoso por eles, liderados pelo também fodão Takeshi (Rick Yune, conhecido por ser um dos vilões centrais de 007 Um Novo Dia para Morrer). Anos depois, em Berlin, Mika (Naomie Harris), uma agente da interpol, investiga e descobre a existência dos clãs de ninjas, se tornando alvo fácil, motivo para Raizo entrar em cena e acertar as contas com o seu passado.

Ficou apenas na aparência os ninjas serem levados à sério, já que a única diferença entre esta versão, lançada nos cinemas exatos dois anos atrás, e as produções oitentistas limita-se apenas nas retrições orçamentárias, já que  Ninja Assassino é uma super-produção, muito bem caprichada visualmente, a ponto de apelar para o exagero sanguinolento, mas com roteiro fraco e repleto de furos, bem à moda antiga, logo, diverte, sem compromisso. As atuações, à exemplo dos clássicos "B" de saudosa memória, são razoáveis, nada de extraordinárias e marcantes. Com certeza a produção merece mérito por ressuscitar o tema e também o grande ícone deste sub-gênero de ação, Sho Kosugi, que estrelou, bem no comecinho dos anos 80, os primeiros filmes sobre ninjas.

Em síntese, com um apelo  visual forte, que torna o filme um atrativo perfeito para a nova geração acostumada com games violentos, sequências de ação eletrizantes, Ninja Assassino é um razoável filme de ação, que cumpre direitinho o seu papel e apresenta a velha e batida história com os mesmo furos daquela época (aqui também os imbatíveis e quase imortais ninjas, correm de medo e se ferram, quando um exércitozinho invade seu esconderijo, mandando bala para tudo que é lado), com a cara dos nossos dias. Descartável e previsível, mas, divertido. Nota 7,5.


Logo após o exagero sanguinário dos ninjas, foi a vez do terror Quarentena, versão norte-americana, cagada e cuspida, do espanhol [Rec]. A trama é a mesma daquele (e único) interessante filme da modinha atual de fazer filmes com atores desconhecidos, tentando passar como material real, sub-gênero, que não me agrada. Uma equipe de reportagem, formada absurdamente apenas por uma repórter gostosinha e seu cameraman, está realizando um documentário sobre o Corpo de Bombeiros e acompanha uma dupla destes heróis da vida real numa ocorrência aparentemente rotineira. Mas, chegando no prédio, são confirnados lá dentro e se deparam com uma inexplicável doença, que tornam as pessoas violentamente hostis, comportando-se como se fossem cães raivosos.

Ao contrário do original espanhol, Quarentena é chato, entediante e não convence em nenhum momento como material real, sub-gênero que Hollywood sabe produzi bem (Não é porque não gosto deste tipinho de filmes que não possa reconhecer os méritos de alguns deles.). Em síntese, um filminho nota 1,5. Sem mais comentários.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

RECORDAR É REVER: BEN-HUR E A NOVIÇA REBELDE.

Filmes.
Recordar é rever: Ben-Hur e A Noviça Rebelde.

Entrando no clima da festa do Oscar, que ocorrerá no último domingo deste mês, a partir de hoje, passo a revirar a minha memória e comentar aqui os filmes que, na minha opinião, realmente mereceram ganhar o Oscar na categoria. Como de costume nesta série de postagens onde comento filmes, literalmente falando, do século passado, não perderei tempo com filmes que recentemente ganharam a estatueta careca, muito menos com filmes que na minha opinião não mereceram, como por exemplo ... E o Vento Levou (ganhador na categoria, em 1940. Podem me xingar, mas continuarei achando este clássico, uma merda chata  e enfadonha, mesmo admitindo que o filme arrebenta na fotografia e figurino), Entre Dois Amores (1986, um caso histórico da vitória do concorrente mais fraco), Conduzindo Miss Daisy (1990), O Paciente Inglês (1997), Shakespeare Apaixonado (1999), Beleza Americana (2000) e tanta outras tranqueiras que foram escolhidas na categoria, mesmo concorrendo com filmaços bem melhores e infinitamente superiores como O Mágico de Oz (1940), A Cor Púrpura, O Beijo da  Mulher-AranhaA Testemunha (todos concorrentes na categoria em 1986, o que por si só, explicam a afirmação acima), Nascido em 4 de Julho e Sociedade dos Poetas Mortos (1990), Jerry Maguire - A Grande Virada (1997), À Espera de Um Milagre e O Sexto Sentido (2000).  E  inicio está micro maratona em grande estilo, indo bem fundo no baú e trazendo à torna dois clássicos inesquecíveis, que não apenas fizeram jus à premiação, como também entre as mais bem merecidas das história da famosa premiação.

O primeiro é o excepcional Ben-Hur, produzido em 1959, que para este blogueiro esta entre os melhores filmes de todos os tempos. Grande vencedor da 32ª edição, realizada em 1960 e o maior  recordista do Oscar - com doze indicações, vencendo em onze (perdeu apenas na categoria Melhor Roteiro Adaptado) -, feito que só foi igualado quarenta depois com Titanic e, posteriormente, em 2004, com O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, o filme é o terceiro filme baseado no romance homônimo do escritor Lee Wallace (os dois anteriores são da época do cinema mudo), e se passa na época e lugar onde Jesus Cristo realizava a sua missão, motivo único que fazem muitos comenterem o erro de classificar o filme como bíblico. Conduzido de forma maestral pelo genial e saudoso diretor William Wyler, o filme traz a saga de Judah Ben-Hur (Charlton Heston, na melhor atuação da sua carreira, que só estrelou o filme graças a recusa de Burt Lacaster, Marlon Brandon e Rock Hudson), um rico e bem sucedido comerciante judeu, que ver sua vida e de sua família ir à ruína, quando seu amigo de infância, o romano Messala (Stephen Boyd, excepcional, num papel que quase seria feito pelo saudoso Leslie Nielsen, na época, em início de carreira e muito canastrão), chefe das legiões romanas, o traí, apenas por divergências de opiniões políticas entre eles. Preso, sendo escravo num navio romano, Ben-Hur passa e supera vários desafios para dar uma reviravolta em sua vida e ainda encarar o seu ex-amigo e maior inimigo, responsável por tanto sofrimentos causado a ele e seus familiares.

Sinceramente, as palavras são poucas para definir um filme tão excepcional, que tem um roteiro excepcional, atuações brilhantes e sequências tão inesquecíveis que ficam em nossa memória na sempre, como a eletrizante e marcante sequência da corrida de bigas, e nos encontros rápidos que o personagem tem com Jesus Cristo, tendo o privilégio de ser o único a  contemplar a face de Nosso Senhor, nos deixando curiosos e ao mesmo tempo emocionados. Todas estas sequências acompanhadas da excepcional e também inesquecível trilha composta e conduzida pelo maestro Miklos Rózsa. Outro ponto alto do filme é na parte técnica, principalmente na cenografia, figurino e fotografia, algo que inovador na época e que até hoje, por incrível que pareça ainda impressiona pelo realismo.

Com um enredo envolvente e emocionante, que de tão bem conduzido e realizado, nos fazem ignorar que o filme dura mais de quatro horas de duração, Ben-Hur é um filmaço que encabeça a lista dos melhores filmes de todos os tempos, sendo para mim, o melhor vencedor do Oscar, principalmente, na categoria Melhor Filme. Um clássico inesquecível e emocionante, que o tempo jamais apagará. Para ser visto e revisto inúmeras vezes, sem deixar de ser empolgante e envolvente. Nota 10,0 é pouco para este filme inesquecível.


Seis cerimônias após a super-produção Ben-Hur arrastar onze estatuetas, de forma mais modesta, apenas com cinco estatuetas, foi a vez do também inesquecível A Noviça Rebelde entrar para o rol dos melhores filmes de todos os tempos, de acordo com os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Produzido pelos estúdios Fox em 1965 e dirigido por Robert Wise, este divertido musical, com um roteiro muito bem escrito, que mescla perfeitamente comédia, ação e, evidentemente, números musicais, Julie Andrews interpreta de forma leva, mas magistral, a noviça Maria, que não consegue seguir as regras rígidas do convento onde reside e vai trabalhar como governanta na casa do capitão Von Trapp (Christopher Plummer, ótimo). O trabalho seria moleza, se não fosse por um pequeno detalhe: o víuvo tem sete filhos, que são criados como se fosse parte do seu regimento. A jovem governanta leva alegria para aquela mansão tão baixo astral, conquista a pirralhada e de quebra, o coração do durão militar. Mas, o final feliz e com cantoria não virá tão fácil, já que, além do militar está comprometido com uma baronesa, o país onde se passa a trama, a Áustria, está à beira da instauração do nazismo.   

Particularmente, não sou muito fã do gênero musical clássico, onde o desenrolar da trama é interrompido para os personagens cantarolarem. Mas, no caso desta clássico, abro um exceção, já que o filme é muito divertido, prende atenção, graças ao enredo muito bem desenvolvido e um elenco afiadíssimo, com um perfeito entrosamento entre todos os envolvidos, principalmente o casal de protagonistas, Andrews e Plummer, e a pirralhada bastante talentosa (Curiosamente, um dos pirralhos é Nicholas Hammond, que no começo dos anos 80 estrelou a tosca série televisiva do Homem-Aranha, dando vida a versão equivocadíssima de Peter Parker e seu alter-ego cabeça de teia). Até os números musicais me agradam, pois são muito bem interpretados pelo elenco, com destaque para a inesquecível sequência inicial, onde Andrews canta a música que originalmente dar título ao filme e no clímax, famíla Von Trapp realiza uma apresentação, com as malas prontas para fugirem do regime nazista.

Em síntese, A Noviça Rebelde é um clássico inesquecível, que merecidamente está no rol dos melhores filmes de todos os tempos. Divertido, um filmaço nota 10,0, que não envelheceu com o tempo, recomendado para assistir com toda família. Para ser visto e revisto inúmeras vezes e recordar de saudosos tempos, onde produções familiares realmente passavam valores e não eram as bobagens que hoje em dia são produzids, onde se priorizam a ação e a comédia, ignorando-se totalmente o conteúdo. Imperdível!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

O emocionante primeiro encontro entre Ben-Hur e Jesus.
Uma das cenas mais belas e emocionantes da história do cinema.

 
Julie Andrews, ontem e hoje, entre seus colegas de cena,
que deram vida as crianças Von Trapper:
Charmian Carr (1), Nicholas Hammond (2), Heather Menzies (3),
Duane Chase (4), Debbie Turner (5), Angela Carwright (6) e
Kym Karath (7).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CLOONEY NUM DRAMA COMOVENTE.

Filmes.
Clooney num drama comovente.

E foi dada largada oficialmente na minha maratona com os filmes indicados deste ao Oscar de Melhor Filme. Disse oficialmente, já que no ano passado já tinha assistido o interessante Meia Noite em Paris, mas, obviamente, não sabia qu veria a ser indicado Faltam assistir os outros indicados, já que acabei de assistir, na sala 4 do Complexo Kinoplex Maceió, o comovente drama Os Descendentes, estrelado por George Clooney, vencedor de dois Globo de Ouro na categorias Melhor Filme - Drama e Melhor Ator para Clooney e que está sendo indicados a cinco Oscar (além de Melhor Filme e Melhor Ator, também concorrem nas categorias Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Diretor para Alexander Payne). A trama é muito interessante e bem conduzida por Payne, que nos apresenta uma Havaí bem mais urbano e comum a qualquer cidade, bastante diferente do paraíso que estamos acostumados a ver nos inúmeros filmes que se passam na ilha do pacífico.

É neste Estado estaduniense que reside o advogado e herdeiro de uma tradicionalíssima família local, Matt King (Clooney), um cara que só vive para o trabalho e ignora totalmente sua esposa e filhas. Tudo começa mudar quando sua esposa Elizabeth (Patrícia Hastie) sofre um gravíssimo acidente, permanecendo em coma, o que lhe obriga não somente a cuidar das filhas,  a adolescente Alexandra (Shailene Woodley) e a pirralha Scottie (Amara Miller), mas a repensar toda sua vida, que além deste momento delicado na vida pessoal, ainda sofre com a pressão de qual proposta aceitar na venda de um imenso terreno familiar. Como se tragédia fosse, o cara ainda descobre que a sua esposa não somente mantinha um caso com um tosco corretor de imóvel (interpretado pelo eterno Salsicha dos dois primeiros Scooby-Doo, Matthew Lillard), mas iria lhe dar um belo pé na bunda, entrando na justiça com o pedido de divórcio.

Apesar do tema delicado e barra pesada, que é tratado com um realismo e sensibilidade, em momento nenhum Os Descendentes é um filme triste. Evidente que toda seriedade e emoção que a história pede estão presentes, e graças as excepcionais interpretações e trilha,  arrancam fácil as lágrimas dos mais emotivos. Mas, por incrível que pareça, o filme em nenhum momento é melancólico, chato e entediante, mas prende e envolve o espectador na história e ainda por  cima consegue arrancar algumas risadas, com diálogos e situações interessantes e impagáveis, com direito a personagens figuraças, como o adolescente sem noção Sid, interpretado por Nick Krause, e do próprio peronagem central, que mesmo passando por tanta pressão emocional, ainda consegue sacar algumas tiradas engraçadas.

Aliás, falando em Clooney, o astro está perfeito e, merecidamente, merece todas as indicações e premiações, deixando de lado o costumeiro piloto automático dos grandes astros hollywoodianos e realmente interpreta de forma brilhante, como um ator de verdade deve fazer. Sua atuação é impressionante, dosando perfeitamente toda carga emocional que o personagem carrega, de forma sensível, despindo-se de toda vaidade de um astro hollywoodiano. Mérito e destaque também para seus colegas de elenco, que ão ficam atrás e nos brindam com ótimas atuações, em especial, as quase novatas Woodley e Miller, que interpretam as filhas do seu personagem, que não somente tão todo suporte para Clooney brilhar com uma atuação impecável, como também atuam no mesmo nível que ele.

Sensível, envolvente e comovente, sem ser melancólico, Os Descendentes é um excelente drama familiar, bem acima da média. que . Na minha opinião, até agora, disputa de igual para igual com Meia Noite em Paris como melhor filme indicado ao Oscar deste ano. Merece ser conferido, mas sugiro principalmente aos mais emotivos que além da pipoca e o refrigerante, levem também, uma boa quantida de lenço de papel, pois as lágrimas correrão fácil. Imperdível! Nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MAIS UMA SESSÃO DUPLA NO KINOPLEX.

Filmes.
Mais uma sessão dose dupla no Kinoplex.

Outra quarta-feira este blogueiro cinéfilo encara mais uma sessão dupla (seria tripla se o esgotamento físico e mental das poucas horas dormidas nos últimos dias, devido ao estressante preenchimento de diários escolar,não me fizesse adiar para amanhã assistir o concorrente ao Oscar Os Descendentes). A sessão dupla começou às 14:10, na sala 6 do Complexo Kinoplex Maceió, com Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, suspense dirigido pelo mestre David Fincher, remake do sueco Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, de 2009, super aguardado pelos fãs. Baseado no primeiro livro homônio da trilogia de livros Millenium, escrito pelo saudoso escritor sueco Stieg Larsson, a trama do filme é bastante interessante e envolvente, que nos prende atenção e faz passar rapidinho as mais de  duas horas e meia de duração. O jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig, convicente) está passando por uma fase ruim, onde acaba de ser condenado por calúnia, por uma reportagem como denúncias contra um poderoso empresário. Neste tumbilhão, ele é contratado pelo milionário sueco Herik Vanger (o veterano Christopher Plummer, como sempre ótimo), para que investigue a fundo o desaparecimento de sua neta Harriet, que desapareceu misteriosamente nos meados dos anos 60 e provavelmente foi assassinada por um dos membros de sua própria família. À medida que vai se aprofundando nas suas investigações, Mikael vai descobrindo uma intrigrante série de assassinatos, baseados no Livro Bíblico do Levítico, e contará com a ajuda da estranhíssima hacker investigativa Lisbeth Salander (Rooney Mara, merecidamente indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar, por sua brilhante atuação).

O livro caiu com uma luva para Fincher, que nos presenteou com mais um filmaço de suspense envolvente e com um roteiro muito bem desenvolvido, repleto de reviravoltas, e onde somos apresentadosva dupla de personagens centrais. Particularmente, o filme tem um enredo tão bem conduzido pelo diretor, que me empolgou a adquirir e ler a trilogia Millenium. Sendo um filmaço tão bom, temos aqui uma das injustiças do Oscar deste ano, já que Millenium recebeu apenas cinco indicações (além de Rooney o filme recebeu indicação pela fotografia, edição, mixagem e edição de som) e nenhuma delas para o roteiro, Fincher e Filme, que na minha opinião, três indicações que seriam justíssimas. Como cinéfilo, acredito que nunca vou entender o que se passa na cabeça oca dos membros da Academia, para pisarem tanto na bola e cometer tantas injustiças.  Em síntese, Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um suspense de primeira, que recebe deste blogueiro a nota 9,5. Mais uma filmaço na carreira de Fincher.


Depois de um intervalo de duas horas e dez minutos, tempo suficiente para vim em casa escrever os parágrafos acima, tomar um bom banho e jantar, foi a vez de voltaR ao escurinho do cinema, para desta vez conferi na sala 2 o thirlley À Beira do Abismo, estrelado por Sam Worthington, que interpreta Nick Cassidy, um ex-policial, foragido de um presídio, que resolve se pendurar no 21º andar de um hotel luxuoso em Nova York, ameaçando cometer suícidio. O  À medida desesperada, na verdade, é apenas uma distração, para que o seu irmão e cunhada, possam invadir um cofre contendo a prova inequívoca da sua inocência. O filme começa bem e em alguns momentos prende a atenção, lembrando vagamente o excepcional Por um Fio. Mas, o roteiro fraco, repleto de furos, acaba estragando todo clima inicial, apelando para as sequências mirabolantes de roubo e as situações "me engana que eu gosto".

No elenco, que conta tanbém com Elizabeth Banks, Edward Burns e Ed Harris, todos desperdiçados, destaque apenas para a lindíssima e desconhecida Genesis Rodrigues, que rouba a cena como a namorada do irmão do personagem central. Em síntese, apesar de uma boa ideia que se perdeu no roteiro, o filme não é ruim, por isso que ganha a nota 7,0.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

RECORDAR É REVER: CURTINDO A VIDA ADOIDADO.

Filmes.
Recordar é rever: Curtindo a Vida Adoidado.

Na última quinta a noite, um vídeo de  apenas 10 segundos lançado na net deixaram os fãs do clássico oitentista e da saudosa Sessão da Tarde, Curtindo a Vida Adoidado, esperançosos. Nele, o protagonista deste filmaço, Matthew Broderick, aparece como Ferris Bueller, seu personagem mais famoso, dizendo: "Como poderia trabalhar em um dia como o de hoje". Na sequência, ouvimos um trecho da música "Oh Yeah" - tema do original - e vemos a data 5 de fevereiro de 2012, "coincidentemente" data do tradicionalíssimo Super Bowl, a final da liga de futebol americano, onde o país praticamente para. Foi o suficiente para levantar rumores eufóricos que o clássico oitentista, dirigido pelo saudoso John Hughes, ganharia uma continuação nesta data. Particularmente, acho  que está na cara que tudo não passa de uma criativa peça publicitária, onde Broderick nos brinda, mesmo que seja por pouquíssimos segundos, como o personagem que fez a alegria da infância e adolescência de muito gente, principalmente nós brasileiros, em especial este blogueiro. Rumores esperançosos a  parte, aproveito  a  ocasião para  fazer meus comentários sobre este filmaço que, mesmo sendo exibido exaustivamente, hoje faz uma tremenda falta na programação das TVs brasileiras.

Curtindo a Vida Adoidado conta um dia na vida de Ferris Bueller (tradução literal do título original do  filme), um adolescente gaiato que bem que poderia ser brasileiro por causa de sua esperteza e malandragem. Com criatividade, o carinha põe em prática um plano mirabolante só para matar aula, arrastando para a farra sua linda namorada Sloane (a gatíssima e talentosa Mia Sara, infelizmente, hoje sumida) e o figuraça amigo introvertido Cameron (Alan Ruck, ótimo). Na maior cara de pau, Bueller consegue enganar todo mundo, exceto o figuraça diretor de sua escola (o impagável Jeffrey Jones que anos depois, infelizmente, estragou sua carreira num escândalo de pedofilia) e sua irmã mala sem alça Jean (Jennifer Grey, em sua melhor atuação, superando até  mesmo seu protagonismo em Dirty Dancing, outro clássico oitentista), que farão de tudo para desmascará-lo.

O filme é uma divertídissima comédia, que tem um roteiro excepcional e criativo, que não se leva a sério em nenhum momento. Em vários momentos do  filme, Bueller vira-se para nós e conversa numa boa conosco, uma sacada bastante criativa do filme. Evidente que o roteiro excepcional só ganhou proporções de torna um filme, sem exagero nenhum, uma verdadeira obra prima, graças ao seu elenco afiadíssimo, principalmente ao carisma de Broderick, que dar um show e arrebenta com a melhor e mais  inesquecível atuação de sua carreira.

Sem falar na brilhante direção de Hughes, que nos deixou cedo mas sem antes nos presentear com clássicos teen oitentista (em breve farei uma retrospectiva da carreira deste saudoso diretor), que em Curtindo a Vida Adoidado nos brinda com inesquecíveis e impagáveis sequências, com destaque para a famosa e já clássica cena onde Bueller arrebenta com uma parada e bota todo mundo para dançar, ao som de Twist and Shout dos Beatles.  Outra sequência que merece destaque é da pequena participação do impagável Charlie Sheen, como um jovem deliquente, num diálogo tosco mas hilário com Jean, de Jennifer Grey.

Com um roteiro muito bem escrito, atuações excepcionais e sequências inesquecíveis, Curtindo a Vida Adoidado é um filmaço nota 10,0, que  é uma verdadeira obra prima pop. Um clássico oitentista que não envelheceu com o tempo e continua divertindo várias gerações (mais  uma vez, lamento e quero deixar registrado a minha indignação com os programadores nacionais pelo desrespeito com esta pequena obra prima). Save Ferris!

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.





CLÁSSICOS DA AMÉRICA VÍDEO: AS MINAS DO REI SALOMÃO.

Filmes.
Clássicos da América Vídeo: As Minas do Rei Salomão.

E falando em aventura a la Spielberg como não lembrar da versão made in Cannon de 1985, para o clássico da literatura que por quarto vezes (esta é a terceira), As Minas do Rei Salomão, dirigida por J. Lee Thompson (que dirigiu nove filmes estrelados pelo saudoso Charles Bronson e também a divertídissima aventura, já comentada por este  blogueiro, Os Aventureiros do Fogo, com Chuck Norris e Louis Gossett Jr.), tendo Richard Chamberlain como o mítico aventureiro Allan Quartemain e uma linda jovem atriz em início de carreira chamada Sharon Stone. Claramente inspirada nas duas aventuras de Indiana Jones lançadas até então, a trama do filme é bastante simples e divertida, colocando o aventureiro caçador de tesouros sendo convencido pela impulsiva Jesse Huston (Stone) a ir até a África, para resgatar o pai dela, sequestrado por um tosco e figuraça comandante nazista (Herbert Lom, hilário) e seu aliado, mais tosco ainda, o seboso Dorgatti (John Rhys-Davies, que atuou em Os Caçadores da Arca Perdida e, posteriormente, em Indiana Jones e a Última Cruzada e na trilogia O Senhor dos Anéis) . O trio de aventureiros, que além do casal, conta também com o figuraça nativo Umbopo (Ken Gampu), se mete nas brenhas africanas enfrentando uma série de perigos, não somente para resgatar o velhote, mas, principalmente, numa corrida contra os vilões rumo às míticas minas do rei Salomão.

Sou suspeito para falar deste sub-Indiana Jones, já que tenho um carinho afetivo em especial por ele, por ser o primeiro filme que assistir no jurássico e extinto videocassete. Sentimentos afetivos deixados  de lado, o fato é que As Minas do Rei Salomão é uma aventura divertídissima e figura tanto como uma das melhores versões do clássico escrito por H. Rider Haggard em 1885, como também entre os melhores genéricos de Indiana Jones, mesmo com aparente limitações orçamentárias, características do filmes da saudosa produção oitentista e um nível de canastrice do elenco elevado. Chamberlain e Stone formam um casal divertidísimo e carismático, graças a química legal entre eles. Curiosamente, a dupla voltou aos personagens um ano depois, na decepcionante e tosca continuação Allan Quartemain e a Cidade do Ouro Perdido, filmada coladinha com o filme original, e que comentarei em outra ocasião.

Em síntese, As Minas do Rei Salomão é uma aventura divertida mesmo pegando carona no sucesso dos primeiros clássicos memoráveis estrelados por Indiana Jones e distorcendo sua fonte original (a trama do livro se passa em 1880, enquanto que a do filme, que se passa na Segunda Guerra Mundial, uma cagada e cuspida imitação do memorável Os Caçadores da Arca Perdida). Um clássico dos saudosos e memoráveis tempos da Sessão da Tarde, que é mais um que aumenta  a lista de bons filmes oitentistas, que andam sumidos da programação das emissoras televisivas, abertas e por assinaturas. Diversão garantida para a toda família, que recebe deste blogueiro saudosista a nota 9,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.


RECORDAR É REVER: INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO.

Filmes.
Recordar é rever: Indiana Jones e o Templo da Perdição.

Falando em gênero aventura e em Spielberg, como não lembrar da clássica e inesquecível excepcional quadrilogia Indiana Jones, criada pelos gênios da sétima arte, Spielberg e George Lucas, que não somente resgatou o gênero mas o redifiniu, gerando várias imitações até hoje. Com o estrondoso sucesso de Os Caçadores da Arca Perdida a ponto do mesmo, até hoje, figurar na seleta lista das maiores bilheterias de todos  os  tempos, continuações seriam inevitáveis, e em 1984, chega a primeira de três continuações com arqueólogo mítico interpretado magistralmente por Harrison Ford: Indiana Jones e o Templo da Perdição, clássico da saudosa Sessão da Tarde e Temperatura Máxima, provavelmente o filme da quadrilogia que mais foi exibido na Rede Globo, e que hoje, infelizmente, anda sumidíssimo da programação (a última vez que deu as caras foi a cerca de quatro anos, no Domingo Maior).

A segunda aventura de Indy, na verdade se passa um ano antes dos fatos ocorridos no primeiro filme. Ao contrario daquele filmaço e também dos dois que vieram posteriormente onde logo de cara somos supreendidos com uma eletrizante  e inesquecível sequência de ação, aqui somos supreendido com um brilhante número musical e como Indy (Ford, brilhante), todo chique, contido, vestido ao estilo James Bond, tentando negociar com mafiosos chineses. Mas, não demora cinco minutos para vemos o herói criando um maior auê dentro do clube, distribuindo porrada para tudo que é lado e, literalmente, se arrastando pelo chão em busca do antídoto para o veneno que acabou de tomar. A partir daí, a aventura  não para e o herói junto com a cantora frescurenta e  falante Willie Scott (Kate Capshaw, ótima, disparada a melhor parceira do herói da quadrilogia) e o figuraça mirim Short Round (o talentoso ator mirim Jonathan Ke Quan, que um ano depois atuou em outro clássico do gênero, Os Goonies, e depois de atuar em outros três filmes inexpressivos, tomou chá de sumiço em frente as câmeras, trabalhando como coordeandor de dublês em X-Men e O Confronto, com Jet Li), vão parar numa  aldeia da Índia, onde terão que  enfrentar adeptos de um seita oculta, que raptaram e escravizaram as crianças da localidade.

O filme tem um roteiro muito bem escrito e somos brindados por excelentes e divertidíssimas sequências de ação, que ganham mais  brilho graças a perfeita química e excepcionais atuações do elenco, principalmente do trio central. A dupla de gênios, Spielberg e George Lucas, nos leva junto com os personagens numa aventura de tirar o fôlego, com direito a um eletrizante passeio numa montanha russa bastante perigosa. Tudo isso ao som da excepcional trilha composta e  conduzida pelo também genial John Willams, indicada ao Oscar. Falando em Oscar, merecidamente, o filme ganhou a estatueta careca de Melhor Efeitos Especiais.

Mesmo sendo o mais violento de toda franquia e ligeiramente inferior ao primeiro e ao filme posterior, Indiana Jones e o Templo da Perdição é um filmaço de aventura que, sem exagero nenhum, é um dos melhores de  todos os tempos. recebe deste blogueiro a . Em síntese, um clássico que dar uma pisa em muitos  filmes recentes do gênero, que não envelheceu com o tempo e consegue a proeza de ser visto e revisto inúmeras vezes, sem deixar de ser empolgante e envolvente. Nota: 10,0

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

Nota: Confira também os comentários deste blogueiro, aos outros filmes da quadrilogia:
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MUITA AÇÃO E AVENTURA NA PRIMEIRA SESSÃO DUPLA DE 2012.

Filmes.
Muita ação e aventura na primeira sessão dupla de 2012.

Já estava demorando este cinéfilo blogueiro ainda não ter encarado uma sessão dupla de cinema. Mas, valeu a pena esperar, já que abrir com chave de ouro, com dois filmaços lançados no último fim de semana, os quais passo a comentar a partir de agora.

A sessão dupla começou às 19 horas, da última segunda, na sala 6 do Complexo Kinoplex Maceió, onde está sendo exibido 2 Coelhos, filme de ação nacional dirigido pelo estreante Afonso Poyart, oriundo da publicidade. Confeso que de início não estava nem um pouco interessado em assistir o filme, por causa do velho preconceito que a maioria de nós carregamos, em julgar uma obra pelo título, antes mesmo de conhecê-la (convenhamos que 2 Coelhos é um título muito tosco). Ainda bem que o superei e resolvi dar uma chance a este filmaço de ação frenético que deixa muito filme gringo do gênero no chinelo, graças a sua bem elaborada trama, que diga-se de passagem, é bastante louca, bem ao estilo de Guy Ritchie, Tarantino e companhia, mas muito interessante, que gira em torno de Edgar (Fernando Alves Pinto), um jovem meio nerd, de volta ao Brasil após uma temporada bem louca em Miami, nos Estados Unidos. Além da bagagem, o cara traz um plano mirabolante (que vamos conhecendo no decorrer da trama) de ferrar com a bandidagem, na pessoa do traficante Maicon (Marat Descartes) e sua quadrilha de sádicos figuraças, e com a politicagem corrupta, na pessoa de um deputado estadual, matando dois coelhos com uma porrada só.

O filme é uma agradável supresa. Com um roteiro criativo, muito bem escrito por Poyart e excelentes sequências de ação de tirar o fôlego, muito bem realizadas graças aos efeitos especiais de primeira, 2 Coelhos é um filmaço de ação com conteúdo, algo bastante raríssimo no gênero. Para completar, um elenco afiadíssimo que embarca direitinho na loucura inteligente criada por Poyart e detorna na saga vingativa promovida por Edgar, aliás, que bem que poderia ter sido interpretado por Jason Statham, tão acostumado a atuar em filmões loucões, com ritmo frenético, como Adrenalina. Mas, nenhum dos filmes estrelados pelo carequinha inglês têm um roteiro tão criativo e interessante como deste filmaço de ação made in Brasil.

Em síntese, um filmaço nota 9,5, que diverte, empolga e prende atenção. Depois de um 2011 que deixou muito a desejar, com lançamentos tão fracos, com 2 Coelhos o nosso cinema não somente recupera o fôlego, como abre com chaves de ouro o cinemão de ação, gênero pouquíssimo explorado em nossa filmografia. Se forem tão bons e criativos, e bem realizados como este filmaço de estreia de Poyart, serão muito bem vindos. Os fãs do nosso cinema e também do gênero de ação, agradecem. Meu primeiro candidatíssimo a melhor filme do ano, que só está começando.


Depois de um intervalo de quinze minutos, foi a vez de entrar na sala 3, para conferi em 3D, a sessão das 21 horas do lançamento mais badalado do fim de semana, a animação gringa As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne, dirigida pelo mestre Steven Spielberg, que também produziu junto com ninguém menos que o também mestre Peter Jackson, responsável pela trilogia O Senhor dos Anéis. Utilizando a técnica de captação de movimentos Spielberg apresenta-nos de forma perfeita o ícone personagem criado por Hegel, numa eletrizante  aventura bem ao estilo da quadrilogia Indiana Jones. O jovem jornalista (dublado por Jamie Bell, que estreiou na telona no singelo Billy Elliot) compra numa feira uma réplica de um navio, que esconde o segredo um valioso tesouro, algo que descobrirá. Com aventureiro que é, na companhia do seu inseparável cachorro Milu e do capitão Haddock (Andy Serkis), neto do capitão do navio original, que foi raptado pelo malvado Dr. Sakaharine (Daniel Craig), que também está de olho no tesouro. Começa então uma corrida contra o tempo em busca do tesouro perdido.

O filme tem um roteiro envolvente, repleto de reviravoltas, que prende atenção do começo ao fim. O resultado é uma animação excepcional, que impressiona pelo realismo e pela riqueza de detalhes, principalmente das expressões faciais do personagem, algo bastante realçado no 3D. Inclusive, em alguns momentos, chegamos a ignorar que estamos diante de uma animação.  O filme é uma aventura à moda antiga, bem a cara do bom e velho Spielberg, principalmente dos anos 80. Com um roteiro tão bacana em mãos, particularmente tenho a opinião que o genial diretor deveria ter ousado mais e realizado um filmaço com atores reais, ao invés de optar pela animação que, mesmo com toda perfeição e técnicas avançadíssimas, ainda não substituem um filmaço com atores em carne e em osso. Mas, fora isso é inegável que As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne é um filmaço de aventura divertidíssimo e interessante, que tem tudo para iniciar uma nova e lucrativa franquia, e recebe deste blogueiro a nota 9,0. Empolgante e envolvente, agrada tanto a criançada como os adultos. Imperdível!



Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

SAI OS INDICADOS AO OSCAR 2012.

Opinião/Especial Oscar 2012.
Sai os indicados ao Oscar 2012.

Ontem saiu a lista dos indicados ao Oscar de 2012. E mais uma vez, a Academia pouco acertou e cometeu mais injustiças para acrescentar a sua história, a começar na semana passada, quando deixaram de fora o nosso Tropa de Elite 2. Mas, as maiores delas vieram ontem, precisamente na categoria de Melhor Animação, fazendo o absurdo duplo de deixar de fora as animações Rio e As Aventuras de Tintim. Outro absurdo foram as indicações para O Espião Que Sabia Demais (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2012/01/espionagem-moda-antiga.html) e, principalmente, para o lixo Missão Madrinha de Casamento (em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/10/sessao-on-line-dupla.html) concorrerem como Melhor Roteiro, Adaptado e Original, respectivamente. Como eu disse nos meus comentários deixado no site Adoro Cinema, volto a repetir aqui: Vão a merda, membros da Academia!

Mas, como disse no início do parágrafo passado, como todos os anos, não somente de erros e injustiças vive a premiação cinematográfica mais badalada. Gostei e achei justa a indicação para Meia Noite em Paris (comentado em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2011/08/filme-cult-tambem-diverte.html ), como também as indicações nas categorias mais técnicas (Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som e Melhor Efeitos Especiais), que como todos os anos, sempre são páreos duros, já que cada um dos indicados capricharam nestes quesitos, logo, merecidamente as indicações.

Não assistir A Dama de Ferro, mas pelos trailers que assistir, aposto que, como aconteceu no ano passado com Natalie Potman, a concorrência não terá vez e a estatueta careca irá para Meryl Streep. E olhe que Michelle Williams aparenta também está ótima, na pele da diva Marilyn Monroe em Sete Dias com Marilyn. Já na categoria de Melhor Ator, Gary Oldman mereceu a indicação, apesar de sua atuação não ser uma das melhores de sua carreira. Os demais concorrentes destas categorias irei comentando a medida que for assistindo os filmes.

Outra aposta no escuro, é que foram injustas as indicações para Terence Mallick e o seu A Árvore da Vida, o filme que mais dividiu a crítica e os cinéfilos no ano passado, e que tentarei assistir on line ainda esta semana. Particularmente, sempre tenho o pé atrás com o excêntrico diretor, já que o cara geralmente me decepciona   por reunir um elenco estrelar em filmes longos e entediantes, mas que a crítica e os cinéfilos de gosto mais refinado e apurado que o meu, amam (achei Além da Linha Vermelha uma merda sonífera.).

Por fim, não poderia deixar de comentar a única indicação brasileira, onde, finalmente, vamos concorrer com 50% de chances. Não pelo fato de ser brasileiro, mas é evidente que a música Real in Rio, é bem melhor que a melosa e brega canção Man or Muppet. Porém, pelo histórico de injustiças cometidas pelos membros da Academia, tudo leva crer que Sérgio Mendes e Carlinhos Brown terão que se conformar com a indicação, pois a estatueta vai mesmo para o filme que marca a volta dos simpáticos bonecos Muppets. Mas, vale a torcida, afinal, nunca tivemos uma chance tão grande de ver brasileiro trazendo para o nosso país a estatueta careca.


Como fiz no ano passado, farei o possível para assistir todos os filmes indicados a categoria principal, de Melhor Filme, comentar cada um e listar o meu raking.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo, já no clima pré-Oscar.

FILMAÇO ELETRIZANTE COM WILL SMITH NA MADRUGADA DA GLOBO.

Filmes.
Filmaço eletrizante com Will Smith na madrugada da Globo.

Existe uma diferença sutil entre os irmãos Ridley e Tony Scott. Enquanto que o primeiro nos oferece uma filmografia, digamos, um pouquinho mais séria, incluindo várias obras primas inesquecíveis (Alien: O 8º Passageiro, Blade Runner - O Caçador de Andróides, A Lenda, Thelma & Louise, Gladiador, Falcão Negro em Perigo, entre outros) , seu irmão mais novo é mais pop, nos presenteando como filmaços eletrizantes, com visual, ritmo e estilo de videoclipe (Top Gun - Ases Indomáveis, Um Tira da Pesada 2, O Último Boy Scout, Chamas da Vingança, O Sequestro do Metrô 1 2 3, entre outros). O thrilley de ação Inimigo do Estado, estrelado por Will Smith e Gene Hackman, e que foi exibido na madrugada de segunda para terça na sessão Corujão da Rede Globo, não foge a regra de do mais novo dos Scott, e tem um ritmo alucinante e frenético, mesmo tratando de um tema um pouco mais sério e bastante interessante: os limites (ou ausência destes) que o Estado tem de invadir a privacidade dos seus cidadões, em nome da paranóia disfarçada de segurança nacional.

Para o congressista Phillip Hammersly (Jason Robards, em rápida aparição na sequência inicial do filme), o Estado jamais deve invadir a privacidade dos seus cidadões. O maquiavélico Thomas Brian Reynolds (Jon Voight. ótimo) chefão de uma organização governamental que quer mais é promover este Big Brother da vida real, e seus capangas, resolvem convencer o parlamentar do contrário, mas como o mesmo não muda de ideia, acabam eliminando o cara. Eles não contavam que o ato estaria sido filmado. O vídeo acaba indo parar na sacola de compras do advogado Robert Clayton Dean (Smith, convicente), que a partir de então passa a ser perseguido pelos bandiões governamentais e ver sua vida virar pelo averso, mas contará com a ajuda do misterioso Brill (Hackman) para sair desta roubada que se meteu acidentalmente.

Com um ritmo frenético e um roteiro muito bem escrito, repleto de reviravoltas, Inimigo do Estado é um filmaço eletrizante, que prende  a atenção e empolga do começo ao fim. As atuações de um elenco afiadíssimo são os outros destaques do filme que, além dos citados atores no parágrafo anterior, ainda conta com participações curiosas de Gabriel Byrne, Jason Lee, Seth Green, Tom Sizemore, Regina King e Jack Black. Em síntese, um filmaço nota 10,0 que, infelizmente, além de ser dublado, foi exibido num péssimo horário. Um empolgante thrilley de ação que merece ser descoberto, visto e revisto.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.