domingo, 25 de março de 2018

TARDIO E DESNECESSÁRIO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Círculo de Fogo - A Revolta (Pacific Rim Uprising).
Produção estadunidense de 2018.

Direção: Steven S. DeKnight.

Elenco: John Boyega, Scott Eastwood, Caillee Spaeny, Rinko Kikuchi, Jing Tian, Adria Arjona, Burn Gorman, Charlie Day, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 25 de março de 2018.

Cotação

Nota: 6,5.


Sinopse: Continuação de Círculo de Fogo (2013). A trama se passa dez anos após a batalha que extinguiu os monstrengos Kaiju. Jake Pentecost (Boyega) é o filho do lendário Stacker Pentecost (Idris Elba no filme anterior), que foi crucial para o fim da citada batalha, que está cagando para a tradição da família, e vive se metendo numa merda atrás da outra. Em sua última, ele conhece a jovem Amara (Spaeny), e os dois acabam indo paro xilindró. Sua irmã de criação, Mako (Kikuchi) intervém e propõe que ele volte a servir, treinando novos pilotos dos gigantescos Jaeger, incluindo Amara, que demonstrou ter talento ao construir seu próprio Jaeger.

Comentários: Hollywood nos acostumou mal em lançar continuações de franquias com intervalos de tempo consideravelmente menor que os quase de cinco anos que separam o filme original desta continuação. Para ser sincero, mesmo tendo amado e me empolgado com o primeiro filme, ele já tinha caído no esquecimento. E somado aos trailers nada animadores, só contribuíram para a minha falta de ânimo de ir assistir esse filme. Enfim, fui assistir e constatei que além de tardia, trata-se de mais uma continuação desnecessária. Não é um filme ruim, muito pelo contrário, até diverte em alguns momentos. Mas, passa longe do alto nível do original, com um roteiro regular, que traz uma trama bobinha, repleta da mesmice de sempre. Mesmo assim, o filme é pretensioso, dando uma puta deixa para uma continuação. Se vier - que eu duvido muito, já que esse filme não tem potencial para alavancar a franquia, pelo contrário, afundou qualquer boa intenção -, que não demore tanto assim. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.


sábado, 24 de março de 2018

TOP 10: OS PERSONAGENS MAIS FODÕES DE LIAM NEESON.

Indiscutivelmente, com todo mérito, Liam Neeson já faz parte do seleto grupo dos maiores astros de ação de todos os tempos. Neeson é um dos últimos durões, que lembra bastante os bons e saudosos tempos em que nos cinemas formavam-se filas quilométricas para assistir as porradarias protagonizadas por Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jean-Claude Van Damme, Bruce Willis, Chuck Norris, Charles Bronson, Steven Seagal, Mel Gibson, entre outros brucutus. Custou, mas, finalmente, depois de vários adiamentos, muita queimada de neurônios, entra e sai frenético, e uma dança da cadeira interminável entre os três primeiros colocados, finalmente, listamos os personagens mais fodões de Liam Neeson. Mais rápido que um tiro certeiro de Neeson na bandidagem, vamos a nossa lista.

10. Briar Gates - Marcados pelo Ódio / Michael McCauley - O Passageiro.

Iniciamos com um inevitável empate entre dois personagens fodões de épocas distintas. No clássico oitentista estrelado pelo saudoso Patrick Swayze, Neeson é o caipira fodão Briar Gates, que segue literalmente a lei do "olho por olho, dente por dente" e vai até a metrópole Chicago para mandar para a terra do pé-junto, os caras que mantaram seu irmão caçula, e para isso, está disposto até bater de frente com seu irmão policial, vivido por Swayze. Neeson não apenas rouba a cena, mas, garante um posição na nossa lista, despachando outros personagens fodões mais recentes do astro.

Mal chegou aos cinemas e o personagem do novo filme de Neeson também garantiu presença em nossa lista. É bem verdade que temos mais do mesmo, mas, o ex-policial, vendedor de seguros recém-demitido que tem que se virar nos trinta para identificar um passageiro estranho a fim de salvar sua família, tem todos os méritos para já figurar entre os personagens mais fodões de Neeson.

9.  Peyton Westlake / Darkman - Darkman - Vingança Sem Rosto / Zeus - Duologia Fúria de Titãs.

Segundo e último empate da nossa lista. Dirigido pelo mestre Sam Raimi, o filme de um herói originário da cabeça do Raimi, que depois migrou para os quadrinhos, se não me falhe a memória, é o primeiro filme de Neeson como protagonista de ação. Antes de John Travolta e Nicolas Cage trocarem seus rostos em A Outra Face, e Tom Cruise  usar e abusar dos rostos alheios em Missão: Impossível 2, Neeson já fazia isso como o cientista que após um ataque dos bandidos, tem o rosto deformado e torna-se o herói que dar título ao filme. Se Neeson não tivesse enveredado e investido pesado no gênero de ação nos últimos filmes, dificilmente Darkman não estivesse mais próximo do topo da lista. Mas, com todo mérito marca presença, e de quebra, arranca um empate simplesmente com um deus grego. Um feito digno de um super-herói.

Não poderiam escalar Neeson para outro deus da mitologia grega se não fosse Zeus, o deus dos céus, que mantém a ordem e a justiça, e que simplesmente, é o poderoso chefão dos deuses do Olímpio. Méritos suficientes para marcar presença na nossa lista, não ocupando uma posição mais alta, apenas por Neeson ter dado vida a meros mortais ainda mais fodas que o deus grego, e também porque em Fúria de Titãs 2, Zeus está perdendo os poderes pelos humanos não estarem mais acreditando em deuses, o que só acentuou a queda de posições na nossa lista.

8. Jimmy Conlon - Noite Sem Fim.

Quem pode ser mais foda que o fodão dos fodões dos deuses do Olímpio? Vários personagens de Liam Neeson, é claro. Um deles é Jimmy Conlon, um assassino aposentado da máfia, que simplesmente, chuta o pau da barraca para defender seu filho, e manda para a terra do pé-junto, o filho do seu ex-patrão e amigo, para salvar a vida do seu próprio filho. Se em Fúria de Titãs, a relação entre Zeus e seu filho Perseu não era das melhores, aqui, Jimmy passa a noite fugindo, distribuindo tiros e porradas, para salvar sua cria e se salvar.

7. John Ottway - A Perseguição.

Pessoas em situações de extremo risco de morte fazem de tudo para escapar dela. E John Ottway se vira nos trinta, sobrevivendo a um acidente aéreo, encarando um frio congelante e ainda lobos famintos loucos para devorá-lo. Ao contrário do personagem fodão, temos aqui o filme mais fraco da nossa lista. Mesmo assim, Ottway não poderia ficar de fora dela.

6. Dr. Martin Harris - Desconhecido.

Martin Harris pode não tido as mesmas adversidades encaradas por Ottway. Mas, em compensação, precisa provar para Deus e o mundo, inclusive, para sua própria esposa, que ele é ele, e o cara que está no lugar dele é um impostor. Parece loucura e que os roteiristas escreveram sob efeito das drogas mais pesadas do universo, mas, não se engane. Desconhecido é um thriller envolvente e empolgante, que traz uma ótima atuação de Neeson, e marca o início da bem sucedida parceria com o diretor Jaume Colllet-Serra, responsável por mais quatro filmes de ação com o astro.

5. Neil Marks - Sem Escalas. 

Com o perdão do tosco trocadilho, mas, a partir daqui, o nível de fodão é elevado às alturas, a ponto de por pouco, o personagem não está entre os três primeiros da nossa lista. Também não é para menos. O agente federal Neil Marks não é chegado em voar, mas, logo ele esquece, quando passa investigar quem é o bandido que está no seu voo, e quer mandar todos a bordo para a terra do pé-junto, se US$ 150 milhões não for para sua conta. Mesmo com a gravíssima ameaça e todo clima tenso e claustrofóbico da situação, o fodão Neil Marks está determinado a salvar toda a galera, sair vivinho da Silva e ferrar com o bandido que está tocando o terror a bordo.

4. Ducard / Ra's al Ghul - Batman Begins.

O nível fodão aqui é mais elevado, e em vários momentos, o personagem participou da dança das cadeiras entre os três primeiros. O mestre Christopher Nolan surpreendeu e escalou Neeson para dar vida a um dos vilões mais foda dos quadrinhos. No primeiro filme da fodástica trilogia épica do morcegão, Ducard treina Bruce Wayne para ser um dos membros da Liga das Sombras, que acaba não topando, e chutando o pau da barraca, para tomar seu próprio caminho como o Cavaleiro das Trevas. Mas, anos depois, para surpresa de Wayne, seu ex-mestre reaparece vivinho da Silva, revela que na verdade ele é Ra's al Ghul, e ainda toca fogo na mansão Wayne e o terror em Gotham. Preciso dizer mais alguma coisa? Único vilão da nossa lista, presença obrigatória entre os personagens mais fodões de Neeson.

3. Bryan Mills - Trilogia Busca Implacável.

Praticamente os três personagens está empatados tecnicamente no pódio. E só por pequeninos detalhes que foi possível organizar o ranking. Depois de muito sobe e desce, Bryan Mills fica com o nosso bronze. E aposto que você vai discordar por ele não está no topo, em primeiríssimo lugar. Afinal, o personagem é o responsável por Neeson ter estourado como astro fodão de ação, e sem medo de exagerar, para mim é um dos personagens mais inesquecíveis do gênero de ação do mesmo nível que Rambo, John McClane, T-800 e tanto outros. O ex-agente da CIA, que no primeiro filme, sozinho encara uma rede de tráfico e prostituição que sequestrou sua filha, no segundo filme, protege a si e a sua esposa dos irmãos dos bandidos mortos no filme anterior, e por fim, no terceiro filme, precisa escapar das autoridades, provar que não matou sua esposa e ainda pegar os verdadeiros assassinos e ferrar com eles, é sem sombra de dúvida o personagem do gênero de ação mais marcante Neeson, e boa parte dos outros apenas o copiam.


Para ser sincero, a briga pelo pódio estava mais entre Bryan Mills e o personagem que ocupa o nosso primeiro lugar, enquanto que o mestre Jedi brigava pela terceira posição com Ra's al Ghul. Mas, a ficha caiu, e percebi o quanto o personagem é muito foda (mesmo que o filme não seja) e acabou subindo de posição, entrando na dança da cadeiras entre os três primeiros, levando a melhor sobre um deles, ficando com nossa prata. E não é para menos. O Mestre Jedi com o nome mais esquisito de todo o universo Star Wars, foi o mentor de Obi-Wan Kenobi, que por sua vez, foi mentor de Anakin Skywalker (este descoberto por Qui-Gon Jinn, quando ainda era pirralho), que um dia cederia ao lado negro da força e se tornaria o fodão malvadão Darth Vader, e posteriormente, viria treinar o filho deste, Luke Skywalker. Se Neeson é fodão com armas de fogo, imagina tendo um sabre de luz nas mãos e a Força do seu lado.

1. Oskar Schindler - A Lista de Schindler. 

E o nosso primeiro lugar vai para um personagem que não é nenhum super-herói que usa rosto dos outros como máscara, nem um deus do Olímpio, nem distribuiu porradas e tiros como a maioria da lista, nem treinou o Batman e depois quis ferrá-lo, nem foi um iluminado mestre Jedi, nem sequer deu um tirinho ou um tapinha em alguém. Mas, Oskar Schindler salvou mais vidas que todos os personagens de Neeson juntos, e o mais importante, na vida real. O empresário alemão, que gozava de prestígio entre o mais alto escalão nazista, simplesmente, salvou a vida de mais de mil e cem judeus em plena Alemanha nazista. Dirigido pelo mestre Steven Spielberg, está obra-prima traz a melhor atuação de Neeson, e pela coragem e feito heroico, acaba sendo o fodão dos fodões do astro. 

VOCÊ SABIA?

Liam Neeson é hoje um dos action man mais fodões da sétima arte, e de quebra, ainda marcou presença em dois clássicos oitentistas, estrelados por ícones do gênero de ação. Em Comando Delta, simplesmente, o melhor filme de Chuck Norris, Neeson marca presença como figurante, que sequer é creditado, dando às caras uma única vez, na sequência ao lado. Até como figurante, Neeson é fodão, afinal, é um dos membros do fodástico e quase indestrutível grupo de soldados de elite estadunidense.

Dois anos depois, com um pouquinho mais de destaque, foi a vez de Neeson marcar presença em Dirty Harry na Lista Negra, quinto e último filme do icônico policial fodão imortalizado por Clint Eastwood, vivendo Peter Swan, um diretor de cinema boçal, que acaba se tornando suspeito de assassinatos, quando participa de uma aposta ridícula sobre quem vai morrer, e justamente a galera da sua lista, é que está partindo desta para uma melhor de formas estranhas. Hoje, Neeson marca presença junto com eles na galeria dos maiores astros de ação de todos os tempos.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

TOP 5: FILMES IMPERDÍVEIS DE SELTON MELLO.

Temos novidade no nosso blog. Agora, além do nosso tradicional Top 10, também teremos nosso Top 5. E para começar, aproveitando a estreia da série O Mecanismo, listaremos cinco filmes imperdíveis estrelados por Selton Mello. Acredito que você deve ter assistido a maioria, quem sabe até todos. Mas, são trabalhos tão bom do ator, que vale a pena assistir de novo. Como bônus, trazemos um filme do ator que deve ser evitado. Sem rodeios, vamos a nossa lista.

5. A Mulher Invisível. 

Nesta comédia escrita e dirigida por Claudio Torres, Selton Mello vive Pedro, uma rapaz que após levar um toco da namorada, acaba encontrando a mulher ideal, vivida por Luana Piovani. Só que ela é vista apenas por ele. O ator está hilário e com uma química perfeita com Luana, ambos claramente se divertindo. Anos depois, o filme virou uma série televisiva, trazendo o casal de protagonistas de volta, com o acréscimo de Débora Falabella.

4. Meu Nome Não é Johnny.

Selton Mello arrasa, com uma das melhores atuações de sua carreira nas telonas, como João Guilherme Estrella, jovem classe média que chegou a ser o maior traficante do Rio de Janeiro. Sua parceira de cena, Cléo Pires, com quem tem uma química perfeita, não fica atrás e também arrasa como Sofia, a namorada também porra-louca de João, nesta cinebiografia dirigida por Mauro Lima.


Segunda parceria com o diretor Guel Arraes, o ator simplesmente está hilário como Leléu da Anunciação, um conquistador barato, artista mambembe, que acaba se apaixonando pela recatada, vivida por Débora Falabella.. Marco Nanini, Bruno Garcia, Virginia Carvendish, André Mattos, Tadeu Mello e Lívia Falcão também estão hilário, nesta que, na minha humilde opinião, é uma das melhores comédias nacionais de todos os tempos.


Selton Mello assume a dupla função de protagonista e diretor deste belíssimo filme, sensível e tocante, que diverte ao mesmo tempo que emociona. A parceria de Mello com o veterano Paulo José e as roubadas de cena de Moacyr Franco e da pequena Larissa Manoela, em seu primeiro trabalho nas telonas, são o destaque desta pequena obra-prima do nosso cinema nacional.


Com certeza, você já deve ter assistido milhões de vezes, e se bobear até a reprise no meio desta semana. Mas, não tem como não lembra do ator e vim logo na cabeça o figuraça Chicó, parceiro de João Grilo na versão para telinha e para as telonas (o filme é a versão editadíssima da série, que ainda é melhor) para a obra-prima do saudoso mestre Ariano Suassuna. Num elenco estrelar de excelentes atores, Mello simplesmente brilha tanto quanto os colegas, e leva uma ligeira vantagem sobre os eles, por ser hoje o personagem mais lembrado. Por isso que é presença obrigatória na nossa lista. Mesmo tendo visto milhões, vale a pena rever mais e mais vezes.

EVITE...


Por causa da série da Netflix, onde Mello faz um delegado aposentado da Polícia Fedreral, pode ser que desperte o interesse por esse filme onde o ator interpreta um policial novato da mesma instituição. Mas, não se iluda com a pose de policial fodão, nem mesmo pelo elenco estrelar, que inclui até ator gringo do último escalão hollywoodiano. Esse filminho de ação C é um desperdiço total, principalmente, de Selton Mello, o mais talentoso do elenco. Nem mesmo a mais mórbida curiosidade vale a pena para desperdiça o seu tempo vendo essa merda.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

PADILHA METENDO MAIS DEDO NA FERIDA.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

O Mecanismo.
Produção brasileira de 2018.

Direção: José Padilha, Felipe Prado, Marcos Prado e Daniel Rezende.

Elenco: Selton Mello, Caroline Abras, Enrique Diaz, Antonio Saboia, Lee Taylor, Otto Jr., Leonardo Medeiros, Osvaldo Mil, Jonathan Haagensen, Giulio Lopes, Susana Ribeiro, Maria Ribeiro, Jayme Periard, Caio Junqueira, Helena Ranaldi, Emilio Orciollo Netto, Ivan de Almeida, entre outros.

Blogueiro assistiu online (Netflix) em 23 e 24 de março de 2018.

Cotação

Nota: 7,8.

Sinopse: Inspirado livremente no livro Lava-jato - O Juiz Sérgio Moro e os Bastidores da Operação que Abalou o Brasil, escrito por Vladimir Netto. Curitiba, 2003. Marco Ruffo (Mello) é um veterano policial federal que está obcecado em pegar o doleiro Roberto Ibrahim (Diaz). Mas, Ruffo acaba levando a pior, ver Ibrahim dando um drible na Justiça, e ainda é aposentado compulsoriamente após vinte anos de dedicação ao serviço. Vinte anos depois, a ex-parceira de Ruffo, que o considera como seu tutor, a delegada federal Verena Cardoni (Abras) está investigando Ibrahim, junto com sua minúscula equipe formada pelos policiais federais Vander (Haagensen) e Guilhorme (Mil), e acaba descobrindo um esquema corrupto que envolve grandes empreiteiros e políticos do país.

Comentários: Ao contrário do filme Polícia Federal - A Lei é para Todos, a nova série da Netflix, criada e escrita por José Padilha, em parceria com Elena Soarez, é assumidamente ficcional. E faz questão de ressaltar isso no início de cada episódio. Mesmo recheadona de claríssimas referências com a realidade, é importante ter sempre em mente que é uma obra ficcional, para não se frustrar. Talvez haja uma pequena frustração com a considerável redução do personagem fodão do ótimo Selton Mello, que tinha tudo para ser o novo Capitão Nascimento, mas, ficou no meio do caminho. Mesmo sendo anunciado como protagonista e tendo seu nome abrindo os créditos iniciais, sua presença está mais para uma participação especial, mesmo com uma ligeira importância na trama. Mas, nem isso chega a ser uma grande frustração e prejudicar o resultado final.

Como de costume, o mestre Padilha mete o dedo na ferida e joga a merda no ventilador da corrupção brasileira para todos os lados, independente de ideologia política, não dando chances para a galera de esquerda acusá-lo da fascista, nem da galera da direita de usar a série como instrumento de ideia (talvez, essa galera seja que se frustre mais com a série). A série é um interessante thriller policial, com um roteiro satisfatório, que traz uma trama envolvente que prende a atenção, que somada com o fato de ter apenas oito episódios de aproximadamente 40 minutos (só o último episódio tem 51 minutos) é perfeita para se fazer uma deliciosa maratona, provando a eficiência de se fazer uma boa série em contar uma história num menor número episódios, reforçando minha teoria que deveria ser padrão nas séries da Netflix. Fica a sensação que poderia ser melhor, principalmente, pelo currículo de Padilha, mas, indiscutivelmente, é uma boa série, promissora, pois, tem tudo para melhorar se houver novas temporadas.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.