domingo, 2 de junho de 2024

O CAMINHO DO MARTÍRIO.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

O Processo de Joana D'Arc (Procès de Jeanne D'Arc).
Produção francesa de 1962.

Direção: Robert Bresson.

Elenco: Florence Carrez, Jean-Claude Fourneau, Roger Honorat, Marc Jacquier, Jean Gillibert, Michel Herubel, André Regnier, Arthur Le Bau, Marcel Darbaud, Philippe Dreux, Paul-Robert Mimet, Gérard Zingg, entre outros.

Blogueiro assistiu no streaming (Lumine) em 02 de junho de 2024.

Sinopse
: Baseado em fatos. Em 1431, após meses presa no castelo de Rouen, Joana D'Arc (Carrez) é submetida a um longo julgamento pelo Tribunal do Santo Ofício. Um julgamento que na verdade é uma farsa, já que antes mesmo de se iniciar, pretendiam condená-la.

Comentários
: Canonizada pela Igreja Católica, Santa Joana D'Arc é uma figura histórica importantíssima da França, e por esse motivo existem várias produções cinematográficas sobre ela. Uma dessas é este clássico do diretor Robert Bresson, que foi buscar em documentos históricos para escrever o bom roteiro, valorizado pelas ótimas atuações, para reconstituir o julgamento da santa. Por isso mesmo que, aqueles que não gostam de filmes de tribunais podem não gostar deste filme. Mas, se você, assim como eu, não tiver problemas com filmes assim, encontrará aqui um interessante relato histórico que vai muito além da crença religiosa. 
CotaçãoNota: 7,5.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

DO MENOR PARA O MELHOR: PLANETA DOS MACACOS.

Lançado sem muito alarde no último dia 09 de maio nos cinemas brasileiros, Planeta dos Macacos: O Reinado vem fazendo bonito, ultrapassando na última semana a marca de US$ 300 milhões das bilheterias mundiais. Um feito que só comprova o quanto que a franquia ainda atrai interesse do público e possui uma legião de fãs cativos. Iniciada em 1968 com o clássico Planeta dos Macacos, a franquia teve sua febre na primeira metade da década de setenta, gerando quatro sequências nas telonas, uma série em live-action e outra animada na TV, sem falar nos produtos oficiais com quadrinhos, brinquedos e nas cópias e paródias (no Brasil, tivemos o programa humorístico Planeta dos Homens e um filme dos inesquecíveis Os Trapalhões, O Trapalhão no Planalto dos Macacos). Depois de algumas tentativas que não saíram do papel no decorrer da década de 1990 e um remake não muito aceito em 2001, a franquia retorna com tudo em 2011 com Planeta dos Macacos: A Origem, abrindo uma trilogia formada por Planeta dos Macacos: O Confronto e Planeta dos Macacos: A Guerra. Aproveitando o novo reinicio da franquia nas telonas, revisitei todas as produções, inclusive as das telinhas, e de acordo com meu gosto pessoal, listei da mais mais fraca a menor todas as produções da franquia. Enfim, antes que a macacada liderada pelo chimpanzé César tome conta do nosso planeta, vamos a nossa lista.

12. De Volta ao Planeta dos Macacos.

Abrimos a nossa lista com um filme que praticamente é unanimidade que seja o pior da franquia. E não é a toa. De uma Charlton Heston com claríssima má vontade e atuando no piloto automático na sua pequena participação ao péssimo e tosco final que se não fosse a habilidade dos roteiristas do filme seguinte em apelar para viagem do tempo teria acabado a franquia por aqui mesmo, tudo faz com que a primeira sequência do original mereça segurar a lanterna na nossa lista.

11. Batalha no Planeta dos Macacos.

Quinto e último filme da primeira fase da franquia, Batalha no Planeta dos Macacos até tem algumas boas ideias que, inclusive, foram bem aproveitadas em dois filmes da trilogia mais recente. Ao contrário daqui, já que o fraco roteiro e uma direção preguiçosa, somada ao orçamento cada vez mais reduzido, entregou um filminho regular e esquecível.

10. A Conquista do Planeta dos Macacos.

Assim como Batalha no Planeta dos Macacos, o quarto filme da primeira fase da franquia original conta com ainda mais boas ideias, que inclusive serviram de base para Planeta dos Macacos: A Origem. Uma pena que aqui foram mal executadas com um roteiro ligeiramente preguiçoso e com diversas facilitações. A forma como César convoca a macacada para chutar o pau da barraca e se rebelar é uma das coisas mais toscas da franquia. Pelo menos o saudoso Roddy McDowall tem a chance de brilhar com um novo personagem, sendo junto com Andy Serkis os maiores interpretes de macaco na franquia.

9. Planeta dos Macacos - A Série.

Após cinco filmes, a franquia prossegue na telinha com esta série que traz inovações ao formato, ao mesmo tempo que mantém o padrão de caso da semana. Melhor que os dois últimos filmes da franquia até então, a série tinha tudo para fazer história, mas, infelizmente, o alto custo da produção somado a fraca audiência fez com que fosse cancelada antes mesmo de um desfecho de temporada. Ao menos conta com McDowall roubando a cena mais uma vez com mais um outro novo personagem.

8. De Volta ao Planeta dos Macaco (série animada).

Menos de um ano após o cancelamento da série em live-action, a franquia ganha sua primeira versão animada, nesta série que, curiosamente, é que mais se aproxima da obra literária original de Pierre Boulle devido a ambientação. Trazendo alguns personagens dos filmes e o vilão da série televisiva, a animação até conta com uma trama interessante, mas, inacabada já que, assim com a série em live-action, foi cancelada antes de encerrar a única temporada. Mesmo envelhecendo mal pela técnica de animação utilizada, consegue ser melhor da maioria das produções setentistas da franquia.

7. Planeta dos Macacos (2001).

Provavelmente a maior divergência da nossa lista pela posição que ocupa, já que para muitos este remake que ninguém pediu deveria está brigando para segurar a lanterna com o filme De Volta ao Planeta dos Macacos. Depois de vários planos de retornar a franquia na década de 1990, um deles que inclusive envolveria o diretor James Cameron e o astro Arnold Schwarzenegger, Planeta dos Macacos ganha mais um filme pelas mãos do mestre Tim Burton. Uma pena que os engravatados da Fox não deixaram o homem trabalhar direito, que até impõe um ritmo de ação frenético, mas acaba entregando um filme problemático que simplesmente de toda sua filmografia é o menos autoral. Ao menos a maquiagem dos macacos é a mais impressionante e marcante de toda franquia, encantando até hoje. Uma pena que realmente não tenha vingado, já que o final dar um gancho enorme para a franquia finalmente tem um filme com ambientação parecida com o livro de Boulle.

6. Fuga do Planeta dos Macacos.

Figurando entre o meu segundo filme favorito da franquia por anos, Fuga do Planeta dos Macacos foi perdendo forças no meu conceito com a chegada dos filmes mais recentes. É inegável que o terceiro filme da primeira fase da franquia é o mais divertido, e a cartada de mestre do roteiro em pedir arrego a viagem do tempo para evitar o estrago causado pelo lanterna da nossa lista foi certeira, assim como o tom de comédia, aproveitando muito bem pelos saudosos Roddy McDowall e Kim Hunter, que após roubarem a cena no filme original, finalmente, ganham aqui o merecido protagonismo. Uma pena que a mudança de tom que resulta no necessário final trágico faz com que a cada vez que revejo o filme eu goste menos dele. Mesmo assim, é inegável que continua até hoje sendo um dos filmes mais divertidos da franquia e disparado a melhor sequência do filme original.

5. Planeta dos Macacos: O Reinado.

O mais novo filme da franquia em exibição nos cinemas chega com tudo na nossa lista, deixando para trás a maioria da fase original da franquia. É bem verdade que da fase mais recente da franquia o filme que pretende inaugurar uma nova trilogia acaba sendo o mais fraco, principalmente por causa da sua trama simples e ligeiramente genérica e personagens poucos cativantes. Mas, acredito que à medida em que provavelmente vierem os demais filmes, a melhora virá junto.

4. Planeta dos Macacos: A Guerra.

Após seu espetacular debute na franquia, o diretor Matt Reeves fecha com chave de ouro a trilogia iniciada em 2011, com um filme que mantém o altíssimo nível dos anteriores diretos e com Andy Serkis se despedindo com uma ótima atuação, deixando sua marca como um dos melhores intérpretes de um símio na franquia, fazendo do seu César um dos personagens mais inesquecíveis da sétima arte.

3. Planeta dos Macacos: A Origem.

Depois de tanta tentativas e um remake frustrante, a Fox finalmente retorna à franquia em grande estilo, com este filme que, de cara, praticamente tudo o que tinha sido produzido após o clássico. Acertando em cheio com a ideia de trazer uma trama de origem, o diretor Rupert Wyatt entrega um excelente filme, que mescla perfeitamente drama e ação, nos envolvendo do começo ao fim de uma forma nunca antes na franquia, e de quebra enchendo os nossos olhos com os efeitos que trazem um realismo impressionante aos símios. A cereja do bolo, sem sombra de dúvida, é o debute de Andy Serkis, que logo de cara, nos entrega um dos personagens mais inesquecíveis da franquia e da cultura pop.

2. Planeta dos Macacos: O Confronto.

Após o reinício espetacular promovido pelo diretor Rupert Wyatt, a franquia chega ao ápice pelas mãos de Matt Reeves em seu primeiro trabalho nela, entrega um filmão espetacular que conta com uma ótima trama e excelente atuações, principalmente dos que dão vida aos símios, principalmente Serkis e Tobby Kebbel, que com sua roubada de cena como Kobbe, entrega um dos vilões mais inesquecíveis de toda a franquia. Não é a toa que para muitos, figure entre os melhores filmes da franquia, e na nossa lista, fique com a prata.

1. Planeta dos Macacos (1968).

Por mais que Planeta dos Macacos: O Confronto seja um fodástico épico de ficção científica, minha preferência ainda permanece com o clássico que iniciou tudo. Consideravelmente bem mais modesto na parte técnica em relação ao seu colega de pódio, o clássico ainda continua prendendo a minha atenção e me envolvendo como da primeira vez que assisti ainda pirralho. O saudoso Charlton Henston simplesmente arrasa com carisma, entregando o  personagem humano que até hoje disparado é mais inesquecível de toda franquia. Mas, sem sombra de dúvida, a grande cereja do bolo é o impactante final, que simplesmente é um dos maiores plot twists de todos os tempos. Um início espetacular da franquia que até hoje é insuperável.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

sábado, 1 de junho de 2024

VISITANTES INDESEJÁVEIS.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. /  = (Preciso mesmo dizer?).

Os Estranhos: Capítulo 1 (The Strangers: Chapter 1).
Produção estadunidense de 2024.

Direção: Renny Harlin.

Elenco: Madelaine Petsch, Froy Gutierrez, Gabriel Basso, Ema Horvath, Richard Brake, Ben Cartwright, Ella Bruccoleri, Rafaella Biscayn, Pedro Leandro, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 6 do complexo Cinesystem Maceió em 31 de maio de 2024.

Sinopse
: Reboot de Os Estranhos. Viajando a Portland para uma entrevista de emprego, um jovem casal (Gutierrez e Petsch) param numa cidadezinha no feofó do Oregon para encher o bucho. Mas, o retorno à estrada é adiado quando o carro inventa de quebrar, obrigando os pombinhos a pernoitarem numa cabana no meio do mato. O que eles não esperavam era que visitantes indesejáveis surgiriam para tocar o terror.

Comentários
: Como alguém que não gostou do original Os Estranhos, realmente não sei o que se passa na cabeça dos engravatados hollywoodianos em baterem o martelo para um reboot. E nesse caso, num projeto ousado em lançar uma trilogia, que praticamente já está toda gravada. Já que a pretensão é essa, espera-se que pelo menos tivessem caprichado no primeiro filme para despertar em nós o interesse em conferir os demais, mas, nem isso conseguiram fazer. O fraco roteiro simplesmente arrasta a trama para que possa render um filme que se aproxime de uma hora e meia de duração, isso somada a atuações que realmente não são lá grande coisa.

Conhecido por presentear o gênero de ação com os clássicos noventistas Duro de Matar 2 e Risco Total, e por antes destes ter chamado atenção por dirigir A Hora do Pesadelo 4 (que na minha humilde opinião é o melhor filme da franquia do icônico Freddy Krueger), o veterano e sumido Renny Harlin até entrega algumas poucas sequências de tensão que prendem a nossa atenção. Mas, como o roteiro não ajuda, o conjunto da obra acaba sendo um filminho de terror bem clichê, que nem fede, nem cheira, o que acaba pondo em xeque o nosso interesse em querer assistir os próximos dois filmes. O que começa mal, tem tudo para piorar. Espero está errado e ser surpreendido com os próximos. 
CotaçãoNota: 4,0.
 
Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.