segunda-feira, 2 de abril de 2018

BAÚ DA FELICIDADE POP.

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Jogador Nº 1 (Ready Player One).
Produção estadunidense de 2018.

Direção: Steven Spielberg.

Elenco: Tye Sheridan, Olívia Cooke, Ben Mendelsohn, Mark Rylance, Simon Pegg, T. J. Miller, Lena Waithe, Hannah John-Kamen, entre outros.

Blogueiro assistiu na sala 2 do complexo Cinesystem Maceió em 02 de abril de 2018.

Cotação

Nota: 8,5.

Sinopse: Baseado no livro homônimo. A trama se passa em 2044, onde a humanidade vive uma duríssima realidade, e para fugir dela, passa maior parte no tempo no jogo virtual OASIS, criado por James Halliday (Rylance), que antes de partir desta para uma melhor, deixa no jogo três pistas secretas que leva a um easter egg, que premiará quem encontrá-lo toda fortuna do cara e ainda o controle do jogo. Depois de quatro anos sem ninguém encontrar nada, o jovem Wade Watts (Sheridan) passa a ter vantagem, o que não agrada nadinha a Nolan Sorrento (Mendelsohn), chefão da empresa rival, que está seco para dominar o OASIS.

Comentários: O mestre Steven Spielberg de volta ao cinemão pipoca que lhe consagrou, num filmaço recheadão de referências. E tive que conter um pouco a ansiedade em conferir este filmaço logo na estreia, devido ao concurso que submeti ontem. Enfim, assistido, e me divertir bastante, já que temos um filme empolgante do começo ao fim, que ao mesmo tempo nostálgico (além do festival de referências, tem estilo dos filmes de Spielberg dos anos 1980) e ao mesmo tempo moderníssimo (a parte técnica, principalmente, os efeitos visuais, especiais e sonoros, é um espetáculo à parte, que tornam o filme praticamente obrigatório ser assistido no idioma original, na sala mais bem equipada). O roteiro é mais do mesmo, mas, o mestre Spielberg tira de letra e nos presenteia com um filmaço, que já é uma das grandes surpresas deste. Espetáculo para ser visto e revisto mais de uma vez, até para descobrir novas referências. 

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

TOP 5: BLOCKBUSTERS IMPERDÍVEIS DE STEVEN SPIELBERG.

Se hoje podemos falar de blockbusters, devemos principalmente ao mestre Steven Spielberg, que a partir de 1975 com o clássico Tubarão, inaugurou oficialmente esse filão de filmes que são os carros-chefes de toda indústria cinematográfica hollywoodiana. Contando as horas para finalmente conferir Jogador Nº 1, elogiado filme que marca o retorno do mestre ao sub-gênero que deu o ponta-pé inicial, trazemos esta pequena lista com cinco blockbusters imperdíveis com o padrão Spielberg de qualidade. Lembrando que não é a lista dos seus melhores blockbusters, algo que tentarei elaborar essa semana, se estiver disposto a queimar muitos neurônios. Enfim, mais rápido que uma viagem no tempo num Delorean, vamos a nossa pequena lista.


Por incrível que parece este divertidíssimo clássico oitentista não é dirigido pelo mestre Spielberg, que passou a batuta para Richard Donner, outro mestre da sétima arte, contemporâneo ao lançar um pouquinho depois de Tubarão, Superman - O Filme. Mesmo atuando como produtor, temos um filmaço com o padrão Spielberg de qualidade, a ponto de muita gente achar que essa aventura empolgante foi dirigida pelo mestre.


Outro filmaço tão revolucionário quanto Tubarão. O mestre Spielberg inaugura a fodástica franquia com chave de ouro, neste que, na minha humilde opinião, até hoje, é o melhor de toda franquia. Diferente da franquia do predador dos setes mares, o padrão de qualidade Spielberg continua até hoje na franquia dos dinos. E o toque de Midas do mestre Spielberg no primeiro filme fundamental para que a franquia é simplesmente uma das melhores de todos os tempos.


Sou suspeito para falar deste inesquecível filme, que marcou tanto a minha vida, por ser o primeiro filme gringo a assistir no cinema, quando ainda era um pirralho. Mesmo com a memória afetiva gritante, indiscutivelmente, a emocionante história de amizade entre um garoto e um ser de outro planeta, que ao mesmo tempo é feioso e fofinho, é uma obra-prima do mestre e dos blockbusters, insuperável até hoje.


Um dos principais dos vários homenageados em Jogador N° 1. Mais uma vez, Spielberg passa a bola para outro mestre, no caso aqui, o mestre Robert Zemeckis, que ao mesmo tempo que teve liberdade de sobra para impor sua marca na  ótima trilogia, que tem um segundo filme com empate técnico com o primeiro e o terceiro ligeiramente inferior a estes. Mas, é no primeiro filme que o toque de Midas de Spielberg é mais visível.


Tetralogia que está no topo entre as melhores de toda história da sétima arte, e não é para menos, afinal, temos a parceria de dois gênios da sétima arte e pais dos blockbusters,Spielberg, na batuta e George Lucas na produção e roteiro, e de quebra, com o carismático astro e excelente ator, Harrison Ford. Mesmo com Indiana Jones e o Templo da Perdição e Indiana Jones e a Última Cruzada praticamente empatados, e a ligeirinha queda de qualidade do malhadíssimo (particularmente, gostei) Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, escolhi o primeiro filme para ficar no topo da nossa lista. simplesmente por ser um marco no gênero de aventura, a ponto de até hoje ser imitado, mas, não superado. Um debute e tanto do icônico personagem nas telonas, que é um divisor de águas na história dos blockbusters.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.

RECORDAR É REVER: OS DEZ MANDAMENTOS (1956).

 = Excepcional. /  = Muito bom. /  = Bom./  = Regular. / = Fraco. / Coco do Cachorrão= Preciso mesmo dizer?.

Os Dez Mandamentos (The Ten Commandents).
Produção estadunidense de 1956.

Direção: Cecil B. DeMille.

Elenco: Charlton Heston, Yul Brynner, Anne Baxter, Edward G. Robinson, Yvonne De Carlo, Debra Paget, John Derek, Sir Cedric Hardwicke, Nina Foch, Martha Scott, Judith Anderson, Vincent Price, John Carradine,  entre outros.

Blogueiro assistiu na TV Aberta (Globo) e em home vídeo (DVD).

Cotação

Nota: 10,0.

Sinopse: Inspirado na Bíblia. A trama traz a saga de Moisés (Heston), judeu que quando ainda era bebê, escapou de um matança de bebês do seu povo, ordenada pelo Faraó Ramsés I (Ian Keith), já que sua mãe, Jocabed (Scott), acaba lhe deixando num cesto num rio, e ele acaba encontrado justamente por Bítia (Foch), filha do faraó, que acaba adotando-o e criando como filho, dando-lhe o nome de Moisés. Décadas depois, assume o trono, Ramsés II (Brynner), que acaba tornando a vida do povo judeu, que sofre com a escravidão, ainda maior. É nesse período que Moisés descobre a verdade suas origens, e sua vida e do seu povo a partir de então, muda para sempre.

Comentários: Sem sombra de dúvida, Cecil B. DeMille é um dos primeiros grandes diretores da história da sétima arte, um dos pais do que hoje chamamos Blockbusters. Atuando desde o cinema mudo, o mestre presenteou a sétima arte com memoráveis épicos. E o maior e mais inesquecível é este Os Dez Mandamentos, um verdadeiro espetáculo para os nossos olhos até hoje. Mesmo com toda tecnologia dos nossos dias, impossível não se encantar com a luxuosa direção de arte, com os figurinos, e com os efeitos, em sequências como a memorável passagem pelo Mar Vermelho, uma cena que por si só, torna o filme, merecidamente vencedor do Oscar de Efeitos Especiais, e tendo outras quatro indicações, incluindo, Melhor Filme, acompanhada por uma excelente trilha. Realmente, temos aqui um filmaço, que de tão envolvente não cansa mesmo tendo aproximadamente três horas e quarenta minutos. É bem verdade que o roteiro usa e abusa da licença poética, exagerando no tom novelesco, não sendo totalmente fiel aos relatos bíblicos. Tudo isso superado por uma história bastante cativante, com atuações excepcionais de um elenco inspiradíssimo e o toque de Midas de DeMille, que conduz todo esse espetáculo épico com maestria. O resultado é essa obra-prima insuperável, que figura, com todos os méritos, entre os melhores filmes de todos os tempos. Uma despedida e tanto do mestre DeMille como diretor. Um espetáculo para ser visto e revisto, sem deixar de impactar. 

Curiosamente, o épico inesquecível na verdade é um remake. Trinta e três anos, ainda na época do cinema mudo, DeMille levou às telonas Os Dez Mandamentos, seu segundo filme como diretor, que também fez um sucesso estrondoso, mas, com um fato curioso: a saga de Moisés (Roberts) na verdade era apenas um longo prólogo de uma trama contemporânea, que mostra a saga de um homem ateu (La Rocque), cuja a mãe (Chapman) e o irmão (Dix) são cristãos fervorosos. Uma ideia até interessante em unir relato bíblico com uma trama contemporânea, mas, estragada por um dramalhão arrastado, entediante, que só piora pelo exagero canastrão dos atores (algo até aceitável, se tratando de ser um filme mudo, talvez, precisassem exagerar nas caras e trejeitos). Com a absurda longa duração de aproximadamente duas horas e quinze minutos, o filme só não recebe um zero redondinho, justamente pela primeira parte, que é uma produção caprichadísima, claramente grandiosa para a época e muito bem eficiente ao narrar bem simples e redondinha a saga de Moisés. Se fosse só por esse parte, com certeza, levaria nota 8,5 e quatro estrelinhas. Mas, infelizmente, despencou de qualidade na segunda parte, e acabou resultando na baixíssima nota abaixo. Dica: assista só a primeira parte, não perca tempo na segunda, para não se frustrar.

Os Dez Mandamentos (The Ten Commandents).
Produção estadunidense de 1923.

Direção: Cecil B. DeMille.

Elenco: Theodore Roberts, Charles DeRoche, Estelle Taylor, Julia Faye, Terrence Moore, James Neill, Lawson Butt, Clarence Burton, Noble Johnson, Edythe Chapman, Richard Dix, Rod La Rocque, Leatrice Joy, Nita Nalid, Robert Edeson, Charles Ogle, Agnes Ayres entre outros.

Blogueiro assistiu em home vídeo em 29 de março de 2018.

Cotação

Nota: 3,5.

Sinopse e Comentários no parágrafo acima.       

Rick Pinheiro.
Cinéfilo alagoano.